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Reveladas as primeiras imagens do porta-aviões USS America afundando em exercício

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O ex-USS America afundando após ter recebido os impactos das explosões
O ex-USS America afundando após ter recebido os impactos das explosões

O porta-aviões USS America (CV-66), terceiro navio da classe “Kitty Hawk”, foi afundado em uma operação SINKEX em 2005, com o objetivo de analisar quantos danos um super porta-aviões pode sustentar em combate e continuar flutuando.

A operação SINKEX começou em 19 de abril de 2005, com o ex-USS America sendo rebocado a centenas de quilômetros da costa da Virgínia. Logo depois de colocado em posição, os ataques começaram, com o navio sendo atingido por explosões acima e abaixo da linha d’água.

Após quase quatro semanas dessas atividades, o porta-aviões afundou. Em 14 de maio de 2005, ele asdesapareceu nas profundezas.

As primeiras imagens do afundamento do ex-USS America foram reveladas pelo site americano The Drive no último fim de semana.

Segundo informações da Marinha dos EUA, ex-USS America mergulhou sob as ondas a 33 graus, 9 minutos, 9 segundos de latitude norte e 71 graus, 39 minutos e 7 segundos de longitude oeste. Isso coloca o navio de guerra afundado a cerca de 476 milhas a leste de Charleston-SC, e cerca de 400 milhas a oeste de Bermuda. O navio descansou a cerca de  5.000 metros de profundidade.

Os resultados deste exercício SINKEX permanecem secretos, assim como quaisquer outras imagens ou vídeos da operação. O exercício ajudou a informar o projeto do novo porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN-78) e seus sucessores.

Além dos testes com os efeitos de explosões no casco, o hangar do porta-aviões foi lotado com jatos A-7D ex-Guarda Aérea Nacional de Ohio, que tinham sido enviados para o Campo de Provas de Aberdeen. Eles foram levados até o porta-aviões e carregados a bordo antes de seguir para a área-alvo. Assim, um dos objetivos da operação foi analisar como as aeronaves reagiriam às explosões no interior do hangar do navio.

Foto feita logo após o afundamento do ex-USS America
Foto feita logo após o afundamento do ex-USS America
Jatos A-7D sendo transportados para o ex-USS America
Jatos A-7D sendo transportados para o ex-USS America
Jato A-7D no elevador do ex-USS America
Jato A-7D no elevador do ex-USS America
Quadro mostrando a imagem mais completa do ex-USS America afundando
Quadro mostrando a imagem mais completa do ex-USS America afundando

20 COMMENTS

  1. Só porque ele se chamava América, não quiseram afundar eles com mísseis, torpedos, bombas em si, só porque ele se CHAMAVA AMÉRICA! Dai colocaram bombas simulando ele sendo atacado de “verdade”. Bom, é até onde eu sei!

  2. Nada como ter porta-avões de sobra pra fazer “teste de afundamento’.

    Seria essa uma boa proposta e utilidade para o São Paulo? Ser cobaia da Marinha?

  3. 4 semanas pra afundar?

    Devem ter atacado de pouco em pouco, algo como um ataque a cada 3 dias ou mais…

    Legal foi o uso dos aviões pra simulação. E isso vem bem ao caso daquela curiosidade:

    Vc sabia que há mais aviões no fundo do mar do que submarinos voando?

    • A cada ataque, devem ter verificado os resultados e compilado os dados… devem ter filmado, gravado etc… de repente, foram até a bordo, checar in loco… daí o tempo que levou para fundá-lo…

        • Nós já fizemos avaliação in loco com MeC quando a V33 disparou um MM40 em 2000… ou seja, é possível, mas não imprescindível… a questão é o tipo e quantidade de ferramentas disponíveis para coleta de dados… abraço…

    • Complementando o XO.
      O programa para o afundamento durou 4 semanas, não foram 4 semanas de tentativas para afunda-lo. Não foram utilizados bombas ou torpedos e sim, material explosivo para simular os mesmos. Concordo com o XO sobre a supervisão das explosões.
      Lembro a uns 10 anos, quando o LHA America entrou em serviço, muitos posts sobre o afundamento do PA America, e não foram poucos que diziam que o PA foi afundado pois o custo de operação assim como uma possível modernização, tinham um preço elevadíssimo. O fim da guerra fria (e a entrada de novos PA da classe nimitz) selaram o destino no PA e que o desmantelamento, poderia gerar muita reclamação, pois era um PA relativamente novo (algo como 3 décadas), ou seja, financeiramente e principalmente politicamente afundar o mesmo era a melhor solução. É uma versão interessante.

      • Humberto…
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        você deve ter feito alguma confusão…o “LHA América” não entrou em serviço “uns 10 anos atrás”…ele foi comissionado em 2014.
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        Quanto ao NAe, ele foi precocemente descomissionado com apenas 30 anos em
        1996, mas, não foi o único, outros que também não passaram pelo “SLEP” que visava estender a vida para até 50 anos, também foram retirados de serviço mais cedo como o “Ranger” em 1993 com 36 anos.
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        Mesmo alguns que passaram pelo “SLEP” como o “Independence” foi retirado de serviço em 1998 com 39 anos e isso tudo aconteceu não apenas porque uma modernização seria cara e sim porque a US Navy passou a ser uma marinha de 12 NAes ao invés de 15 e hoje em dia, 11.
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        O “Independence” permaneceu estocado por quase 20 anos até que finalmente
        foi enviado para o desmanche ano passado e durante um tempo foi considerado para ser transformado em um recife artificial como foi outro NAe o ex USS Oriskany em 2006.
        abs

        • Dalton,
          Pode ter sido então quando estavam escolhendo o nome, pois lembro que foi no final da década passada (passava 1 mês lá nos States e 1 aqui no Brasil, fiquei quase um ano neste inferno). Achei os debates interessantes, pois eram bem “quentes”, com muita paixão, pois existia muita gente que tinha servido no PA e achava que o nome deveria ser utilizado para outro PA.
          Quanto a diminuição, lembro bem que muitos falavam sobre o custo, claro, posso estar enganado, mas tinha algo a ver com o fim da guerra fria (não sei se a diminuição de 15 para 10-11 PA tenha alguma relação). Dei uma vasculhada na web para achar o fórum, mas não encontrei o mesmo, é uma pena. Ter que fiar na memória (principalmente quando está ficando velho) é complicado, mas caso encontre, tento copiar os links.
          Abraços

          • Aí faz sentido Humberto…pois o nome foi escolhido em 2008 portanto 10 anos atrás.
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            Com certeza com o fim da guerra fria, não tinha mais como justificar 15 NAes além de outro utilizado exclusivamente para treinamento básico o então USS Lexington.
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            Então no espaço de apenas 3 anos após o fim da guerra fria o
            número de NAes caiu de 15 para 12 e mesmo o “Forrestal” que
            havia sido destacado para substituir o “Lexington” na função de treinamento também foi retirado.
            .
            Menos NAes também significou uma diminuição de Alas Aéreas
            e menos gasto com modernizações/extensões de vida como foi o caso do “América” ,”Ranger” e do “John Kennedy”, ou seja, se a meta passou para 12 NAes, não fazia mesmo sentido investir
            neles.
            abs

  4. Que tal um porta aviões iguais a esses para a MB.mesmo gastando um pouco seria um porta aviões que poderia dar alguma projeção de poder.A Marinha deveria estudar o porta aviões da espanha que ficaria no nosso bolso é pedir ao EUA nos vender alguns f-35 poucas unidades.Me parece que o EUA está nos tratando como aliado, é temos que aproveitar isto.

  5. As pessoas sonham, estamos numa dificuldade imensa para podermos contar com 4 corvetas, a novela deverá ser igual a compra do Gripen, ninguém pensa em forças armadas em nosso país, não dá ” voto”, só pensam em um porta aviões, não é sonho é pesadelo, é a mesma coisa que falar um palavrão para político, material para as forças armadas.

  6. Esses dados seriam muito interessantes para dar luz a velha discussão de que se os mísseis “matadores de porta-aviões” entregam o que prometem. Seria muito interessante saber quais foram as melhorias adotadas pela classe Ford.

    • Hélio…
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      o USS Gerald Ford” terá que passar dentro de 2 anos pelos testes de choque, ou
      “Schock Trials” que foram desenvolvidos por conta de danos em navios devido à explosões próximas durante a II Guerra.
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      Desde então toda nova classe de navio representada por uma única unidade passa por tais testes de choque que consistem em explosões submarinas próximas do navio para testar a sobrevivência de equipamento essencial.
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      Normalmente a segunda ou terceira unidade de uma classe passa por esses testes, mas, aparentemente devido aos custos elevados e atrasos no programa, o USS Gerald Ford foi escolhido para assim possíveis defeitos poderem ser corrigidos mais rapidamente.
      .
      As demais “melhorias” como catapultas eletromagnéticas, novo maquinário de frenagem de aeronaves, novo reator capaz de gerar muito mais energia,novos elevadores de armas, etc, não estão relacionados com tais testes ou aprendizado com afundamento de navios utilizados como alvos.

  7. Esses testes são interessantes, mas não podem levar em conta o que uma tripulação bem treinada pode fazer p/ salvar um navio. Há inúmeros casos, por exemplo, na 2ªGM e acidentes durante a Guerra do Vietnam, em que tudo parecia perdido, mas a tripulações conseguiram salvar as embarcações. E lógico que tem casos que ninguém poderia fazer a diferença, exemplo: o HMS Hood.

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