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China lançou ao mar 50 corvetas em 6 anos

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Type 056
Type 056

A China ultrapassou a marca de 50 cascos na água em agosto, da corveta Type 056 de 1.500 toneladas.

No início foram encomendados 42 navios e agora já são 64 unidades planejadas. A corveta, feita sob medida para a China, é um navio que tenta conciliar as necessidades operacionais para proteger suas costas e defender seus interesses marítimos, a um baixo custo operacional.

Em um ritmo constante, foram lançados mais de 8 cascos por ano em média, por quatro estaleiros chineses que participaram no programa, desde que o navio líder foi lançado em 23 de maio de 2012.

Admitindo que os estaleiros navais chineses mantenham o mesmo ritmo, o total encomendado de Type 056 deve terminar no final de 2019.

O preço unitário de cada navio é estimado entre 85 e 90 milhões de euros, dependendo da versão.

As Type 056 deslocam 1.500 toneladas carregadas, têm um comprimento de 90m e boca de 11m. São propulsadas por dois motores diesel SEMT Pielstick PA6-STC e podem atingir uma velocidade máxima de 25 nós, com um alcance de 6.482 km (3.500 milhas náuticas) a 16 nós. A autonomia é de 15 dias e servem basicamente para missões de patrulha dentro do limite de 200 milhas do mar territorial.

São equipados com um lançador de mísseis antiaéreos de oito células FL-3000N de curto alcance, quatro lançadores de mísseis superfície-superfície YJ-83, um canhão de 76 mm AK-176 como arma principal, e dois canhões de 30mm.

Concepção da Type 056 em 3D
Concepção da Type 056 em 3D

Desde 1º de janeiro de 2018, a indústria naval chinesa já lançou nada menos que 19 novos navios de superfície para a Marinha Chinesa, 3 a mais do que no ano passado.

Estes 19 navios deste ano representam apenas cerca de 57% em termos do deslocamento dos 16 navios lançados em 2017, porque entre os navios estavam um porta-aviões, um navio-tanque de mais de 40.000 toneladas e um navio de desembarque de mais de 20.000 toneladas, enquanto este ano, além dos 3 destróieres Type 055 de 12.000 toneladas, o outros são navios de tamanho menor, como as 8 Type 056.

Type 056 lançando míssil antinavio YJ83
Type 056 lançando míssil antinavio YJ-83

68 COMMENTS

  1. com essa tonelagem ela me parece mais um navio patrulha anabolizado do que uma corveta propriamente dita… não acho taaao impressionante para um pais como a china, na vrdd é um ritmo bem possível para eles tendo em vista potencial industrial e dimensões do navio

    • Na verdade, isso realmente é uma corveta. Navios maiores como a Inhauma brasileira são fragatas na minha opiniao.

      Pra a necessidade da China que tem inimigos muito proximos, navios assim fazem muito sentido. Para o Brasil que praticamente nao encontra ameaças no Atlantico Sul, faz mais sentido menos unidades maiores. Mesmo o que está sendo proposto para as CV-03 me parece inadequado para o Brasil. Faria muito mais sentido adquirir apenas 3 ou 4 navios maiores e multifuncionais como as Absalon dinamarquesas do que pequenos navios de escolta.
      Notem que temos nada mais que um pequeno numero de navios anfibios as serem escoltados (o Atlantico, o Bahia e mais alguns outros em vias de serem descomissionados). Construir escoltas para escoltar comboios mercantes e caçar submarinos é uma coisa da Guerra Fria e Segunda Guerra que é totalmente inconcebivel hoje em dia.
      Infelizmente nossa marinha ainda está presa nesses conceitos antigos e fica gastando dinheiro público que poderia ser melhor usados em navios patrulha e no programa de submarinos

  2. Será que não existem corvetas mais antigas para venderem ao Brasil, seria um novo mercado para eles, contrariando nossos “amigos do norte”, e, ainda minimizariam o atraso das corvetas, que só no quarto governo vai ser assinadas, igual os aviões, projeto Engeprom já estará superado

    • essas corvetas chinesas são muito leves, não atendem os requisitos da MB que busca embarcações com quase o dobro da tonelagem dessas corvetas da matéria. as propostas para a MB são de embarcações com o dobro ou quase o dobro de tonelagem da corveta chinesa, seria gastar dinheiro atoa comprando algo que não atenderia nossos requisitos.

  3. Muito bonito este navio. Será que é eficiente? Se sim, deveríamos considerar seriamente a aquisição de corvetas e algumas fragatas chinesas.

  4. Corvetinha bem interessante essa Tipo 56. Tem tudo que precisa:
    Radar 2 D basicão.
    Radar de controle de tiro para o canhão.
    canhão de 76 mm
    sistema antiaéreo composto por um lançador conteirável de mísseis HQ10 com 8 células (9 km de alcance)
    4 mísseis antinavios com 200 km de alcance
    2 lançadores de torpedos
    2 canhões contra ameaças assimétricas.

    Acredito mais nessas do que naquelas fodásticas de alta tecnologia.

  5. Igualzinho o Brasil…! Levaremos 15 anos para contruir 4, isso se não for mais tempo. Somos o 13 (décimo terceiro) em investimentos em defesa no planeta com quase 40 bilhões de dólares e temos uma defesa pifia, fraca e obsoleta, digna de Paraguai, Bolívia, Peru, Argentina e Uruguai. Uma vergonha. …!

  6. As corvetas Type 056 foram concebidas para proteger as bases navais, os portos e as águas jurisdicionais chinesas. Para essa função, não é necessário um navio tão sofisticado quanto uma fragata FREMM, por exemplo. A ausência de hangar para helicópteros e o armamento AAe limitado à defesa de ponto sinalizam que esses navios operam próximos ao litoral cobertos pela aviação baseada em terra. Para missões típicas de marinha de águas azuis, a PLAN possui navios maiores, como os CTs Type 052B/C/D, as fragatas Type 054/054A e os novíssimos e enormes CTs Type 055.

  7. Fazendo uma analogia, se aumentasse mais uns 20 mts em seu comprimento mais 2 mts de boca e mais alguns armamentos ocidentais supondo que dobraria o valor para 160 milhões de euros a grosso modo. Ainda assim sairia muito mais barato do que as CTTs e entregaria duas por ano. Mas a vaidade por marcas caríssimas ocidentais da MB é muito grande.

  8. Entender de marinha nao entendo. Mas, depois de meses lendo o Pode Naval, isso ou essas corvetas chinesas parecem ser exatamente o que precisamos.

    Assinar uma jointventure ou um programa similar ao Gripen, construindo com os chineses 12 ou 15 meios.
    Dar uma mandioca pros estaleiros europeus
    Dar outra pros americanos que estão aqui reclamando dos chineses
    Para de reclamar da vida e gastar mais com menos. 1 bilhão de dólares com 12 corvetas é diferente de 2 bilhões de dólares com 4 corvetas. Político não sabe a diferença entre um caiaque e um urso polar.

    • That´s the way. São corvetas destinadas a proteger as bases navais, os portos e as águas jurisdicionais, exatamente como é a necessidade brasileira e como teríamos condições de pagar. No entanto, busca-se corvetas para águas azuis, de preço e tamanho que estão fora do nosso alcance.
      Será que se forem considerados os avanços recentes em mísseis, aliados à nossa força completa com os submarinos previstos, não faria mais sentido termos umas 12 dessas corvetas ao invés da 4 CCT? Economicamente seria mais barato…

      • Pois é. Americanos estão extendendo a vida dos meios para 40 anos. Para terem mais. Lá no início do site diz: Os 102 navios da MB…

        Quantidade. 1 bilhão compra 12 ou 15. Resolve. Faz o dever. Por que tem que gastar 2 com 4?

        • Fala sério, fala que a MB não entende e você entende, navio leve sem hangar que não aguenta mar Grosso, desculpa quem não entende aqui e você

  9. Os editores sao espertos. Um post: despesa de 6 bilhões de reais para 4 corvetas. Adiado, de novo. Outro post: corveta chinesa custa 250 milhões de reais ou com 6 dá pra comprar 15.

    Não é a mesma. Mas cumpre missão idêntica ou quase. 4 ou 15?

  10. Se…se a MB tivesse colocado o orçamento de 2 bilhões de dólares em disputa sem definir o que, o quanto e talvez nem o como, talvez chineses e coreanos…somente talvez, o que estivesse sobre a mesa para ser analisado seria o que nos interessa de fato: quantidade de meios.

    Se o deslocamento for 2, 2,3, 1,7 toneladas, faz tanta diferença? As dimensões de boca e comprimento se forem 5 ou 7 metros mais ou menos, ok…ok…afeta cálculos de estrutura e de armas entre outros…mas para as necessidades urgentes nossas que operamos meios com quase meio século…devemos ser exigentes ao extremo projetando escoltas oceânicas para guerra anti tudo?

    Não dá pra renovar e recomeçar com 12 ou 15 corvetinhas chinesas para cumprir missão de proteção da Amazônia Azul? E ainda tem troco pra investir em estaleiro, talvez Itaguaí?

    Mas os chineses não vieram para não desagradar e conflitar estaleiros europeus e também porque americanos estão sempre gaseificando que chineses avançam por todos os lados…e americanos não querem chineses aqui e europeus querem manter a freguesia e a gente não tem tamanho para desafiar europeu ou americano.

    Então tá. Olha o que poderia estar em cima da mesa.

  11. Evidentemente, sujeito ao erro, mas penso que, por tudo que a corveta tem embarcado e pelo deslocamento, ela seria ideal para as nossas necessidades de defesa das fronteiras marítimas, inclusive Pré-Sal. De fácil manutenção e barata operação.

  12. Nosso país infelizmente ainda falta muito para poder ter o investimento necessário na área de defesa. Parabéns aos Chineses pelo alto investimento na sua marinha. Estão se preparando para não serem dominados em guerra pelos EUA.

  13. Esse projeto (o projeto do navio) é uma ilusão para o nosso Teatro de Operações… Não precisamos gastar dinheiro armando navios pequenos (não temos nem o navio pra armar) até os dentes, imaginando uma invasão, sabe-se lá vinda de que lugar. Não estamos inseridos no contexto regional da China, que é um barril de pólvora que pode realmente explodir.
    .
    Essas Tyoe 056 compõe uma espessa camada do A2/AD dos chineses. Essa é a função delas. Não temos como implementar o mesmo sistema A2/AD aqui, na vastidão do Atlântico Sul…
    .
    “Nossa Type 056” deveria sim, seguir o conceito primordial do navio chinês: ser simples e barato para fazer volume a Marinha. Mas no nosso caso, seria na forma de um bom Navio Patrulha, para de fato empurrar água e patrulhar toda nossa ZEE, sendo equipado para encarar a nossa pacata realidade, que não demanda muito poder de fogo.
    .
    Também acho que deveríamos ter a “Nossa Type 054”, que deveria ser a espinha dorsal da Esquadra. Um navio multifunção padrão, que poderia além disso, talvez derivar um navio mais barato e menos equipado para “Guerra”, para cumprir missões de baixa intensidade de Patrulha Ultramar, como as da UNIFIL.
    Os chinas por exemplo, derivaram uma verão da Type 054 para sua Guarda Costeira:
    https://pbs.twimg.com/media/DN91taDV4AA3Syd.jpg
    .
    O problema, é que aqui, se pensa primeiro em uma Marinha formada por “Type 055” da vida…

    • Também acho que esse corveta não se adéqua realidade brasileira, pois ele tem todo uma estrutura naval, navios patrulha, corvetas, fragatas, destroyers. Aqui o que está se desenhando é que a Tamandaré vai ter que segurar a barra deixada pela saída iminente da classe Niterói, pois não vai rolar verba para fragatas modernas que partem US$600 milhões, e juntando isso ao fato que temos uma postura mais defensiva do que de projeção, o que torna muito menor a necessidade de escoltas maiores para acomodar lançadores MK41 ou Sylver A70 ou um alcance grande, eu sinceramente acho que uma corveta bem armada e equipada em termos de sensores cumpra bem a lacuna deixada pela classe Niterói.

      • “…e juntando isso ao fato que temos uma postura mais defensiva do que de projeção…”
        .
        Olha, eu não concordo nenhum pouco com essa visão. Muito se deturpou do termo “projetar poder”.
        .
        “o que torna muito menor a necessidade de escoltas maiores para acomodar lançadores MK41 ou Sylver A70…”
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        VLS depende do armamento que você quer operar. Tem versões do Mk41 e do Sylver que serão necessárias a MB, por conta dos armamentos que se pretende operar.
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        ” ou um alcance grande”
        .
        Isso me parece bastante relevante, para um país com uma costa do tamanho da brasileira.
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        “eu sinceramente acho que uma corveta bem armada e equipada em termos de sensores cumpra bem a lacuna deixada pela classe Niterói.”
        .
        Ok. É a sua visão. O problema, é que estamos tratando de uma Corveta que nunca foi pensada para substituir a Classe Niterói… Pode vir a ser por imposição da realidade, não por questão de planejamento. E é isso que está acontecendo, e isso é um erro.

  14. Enquanto isso no reino tupiniquim, para começar a construção de míseras 04 corvetas vai demorar uma década, pois haverão adiamentos encima de adiantamentos! Triste.

  15. Ao todo uns 4 bilhões de euros, em 6 anos. Uns 24 bilhões de reais.

    O que o Brasil gasta:
    – em 1 ano de bolsa família;
    – ou 4 meses de renúncia fiscal por ano que o Brasil;
    – ou 1 olimpíada no RJ;
    – ou estádios da copa do mundo;
    – ou 12 anos de bolsa-juiz (o monte de penduricalhos que eles têm)
    – ou 15 dias de sonegação fiscal no Brasil

    problema nunca foi dinheiro.

    • ops… errei minha conta. seria uns 20 bilhões de reais. Assim, apliquem um redutor de tempo nos números. mas dá na mesma.

      Problema nunca foi dinheiro.

      – acrescente aí 2 anos de funcionamento do nosso congresso
      – 3/4 de lava jato

    • Ednardo,
      Alguns que você citou são atividades republicanas justificáveis, ainda que difíceis de engolir, mas acrescenta aí na sua lista”ou 27 dias de corrupção”.

    • No estado que o pais está e nos atuais “representantes” que temos eu nem considero sonegar imposto algo negativo… quando a população se une e faz uma obra para a comunidade eles sempre irão gastar menos que o poder publico e fazer algo mais eficiente.

  16. Aqui a gente não consegue fazer 4 Corvetinhas novas , já estão empurrando com a barriga , enquanto o Desgoverno quer perdoar dívidas fiscais de 500 bilhões com empresários .

  17. Prezados,

    Depois que os chineses não apresentaram propostas no Programa Classe Tamandaré, fiquei com a impressão de que o máximo que eles estão dispostos a vender são essas corvetas da matéria.

    Me parece que a China tem a mesma visão que os EUA tinham na década de 1970, quando negaram a venda do F-4 Phantom para a FAB e os sonares e ASROC para a MB. Nesta época, os americanos nos viam como seu celeiro estratégico e não nos permitiam ter equipamentos de ponta, para que não pudéssemos contestar a soberania deles sobre nós.

    Entendo (minha opinião) que os chineses estão pensando da mesma forma. Navios patrulha eles vendem, até porque servem aos interesses chineses de manter a salvo seus mercantes que diariamente levam matérias primas do Brasil para a China. Porém, navios de guerra eles não parecem querer fornecer nem buscar parceria nessa área.

    Não estou dizendo que eles estão errados. Se essa é a estratégia deles, como já foi a dos norte americanos, eles devem cumpri-las. Cabe ao Brasil, como fez na década de 70 (quando denunciou o contrato com os EUA), procurar nações que busquem verdadeiramente parcerias que sejam boas para ambas as partes.

    Deixo claro que essa é a minha opinião e não a da MB.

    Abraços

    • O brasil denunciou pq os EUA na era Carter colocou sanções em ditadura militares da AS, Chile e Argentina, e o Brasil provavelmente seria o próximo.
      Quanto a China eles não querem nos vender tecnologia pros americanos não botarem a mão, assim como os EUA não queria q o brasil não tivesse algumas tecnologias sensíveis para o Brasil não transferir para URSS em troca de algun ganho comercial ou financeiro, sem contar q vendendo pro Brasil, ia ter q vender pra Argentina e Chile, aumentando ainda as chances da tecnologia cair nas mãos da URSS.

    • Pode ser.

      Se sim, nada impede de fazer negócio com eles e comprar os patrulhas chamados de corvetas. Ou não deveria impedir, já que parecem dispostos a vender e investir em meios patrulheiros. E, negócio feito abre para outros. Chineses estão fazendo muita propaganda.

      Se não, procurar nações parceiras. Voltamos aos italianos, franceses e ingleses e seus estaleiros de centenas de milhões de euros. Euros que não temos. E aos meios de oportunidade que eles escolhem vender.

      Não estamos em posição confortável. Mesmo pagando. Talvez aceitar os ToTs de indianos ou de ucranianos. Levaria tempo e dólares que também não temos.

      Nos anos 1970 existia cenário de pre-guerra. Mesmo com os americanos financiando os regimes latinos, existia a insegurança (por parte dos americanos) que os generais brasileiros talvez, preferissem adotar uma posição menos dependente. Os negócios da Engesa + a VW do Brasil no Oriente Médio, parte do estresse. Como o desalinhamento citado dos meios navais. A mesma VW dona do VW que explodiu no Estadão…o acordo nuclear de Angra. Simpatia alemã.

      Anos passados. Talvez a China consiga romper o isolamento latino ao qual nos apegamos seja por vontade dos EUA ou nossa.

      Ganha ganha. Ouvi muito isso em multinacionais. Discurso. Se um lado ganha o outro tem que perder ou não haverá resultado. Se europeus estão dispostos a vender meios navais de guerra de seus estaleiros há uma conta salgada para pagar.

      Carros americanos produzidos no Brasil tem vícios nos câmbios, nos freios, no acabamento. Carros japoneses têm vícios nos airbags. Mas desmerecemos os chineses. Logo nós que sequer aprendemos a fazer bicicletas. Ou desaprendemos.

      • Esteves com certeza eles lembram que nos flertamos com Hitler e que a visão comercial dos nossos generais era totalmente diferente do liberalismo comercial do pós-guerra. Dai falar que o interesse do Brasil e o do mundo ocidental eram diferentes, é errado, o interesse era do generais, não do Brasil, bom eles, não me representam.

  18. 1 FREMM paga umas 8 dessas.

    Acho que seria uma boa para o Brasil umas 8 desse tipo. Limitadas? sim.

    mas poderiam fazer o serviço básico de proteção de costa e liberar os recursos para subs e umas fragatas dedicadas a ‘mar azul’.

  19. Caro LM…vejo de outra forma ..
    ..
    os EUA não venderam armamento avançado como o F-4 à nenhuma nação da América do Sul
    para evitar uma corrida armamentista e/ou manter a estabilidade na região…afinal, uns poucos F-4s não permitiram ao Brasil “contestar a soberania deles sobre nós”…tanto que apenas 16 “Mirage III” foram adquiridos da França, uma aeronave muito mais barata que o muito maior F-4, então não acho que fez muita diferença adquirir poucas aeronaves de outro país.
    .
    Poucos anos depois o Brasil teve acesso à uma aeronave muito mais condizível com o bolso brasileiro o F-5 dos quais 42 puderam ser adquiridos…o que também foi uma compra relativamente modesta quanto à números.
    .
    Quanto ao “ASRoc” e “sonares” tudo o que o Brasil pode fazer foi adquirir 6 fragatas de projeto britânico, sendo que 4 estavam equipadas com o o “Ikara” equivalente do
    “ASRoc” e apenas duas possuíam sonar de profundidade variável…também muito pouco e
    apenas 3 submarinos modernos igualmente dos britânicos, até porque os EUA já haviam deixado de produzir submarinos convencionais muitos anos antes.
    .
    Grande abraço

  20. Augusto
    A tecnologia, hoje cai nas mãos dos hackers que penetram nos mais sofisticados sistemas de proteção. Qualquer projeto moderno, logo logo está no domínio dos países de alta tecnologia. Só não pirateia quem não quer. E essas corvetas chinesas são bem apanhadas. serviriam em qualquer esquadra moderna. Tem um pouco de cada navio de primeira linha. A começar que adotaram também os canhões de 30mm. robotizados, ao invés dos “bons e velhos” 40 mm. ou quarentinhas. Mas inda tem quem os queira (Suécia que fabrica e nós que ainda compramos ou temos de estoque).

    • Elas são, mais os outros projetos chineses de fragatas, destroyers e cruzadores não, por isso eles não repassam.
      E esse negócio de hacker não é assim, eles existirem não é garantia de q todos sabem de todos, o mesmo valia para era pre internet, só que com espiões.

  21. Qualquer coisa que a MB fosse querer seria melhor mandar fazer na China!!!! Qualquer coisa em termos de cascos. Sensores e Armamentos seriam ocidentais.

    Fazia lá, armava aqui. Não adianta transferir tecnologia para a industria brasileira porque ela não se sustenta. Melhor só mandar os engenheiros e tecnicos da MB para conhecer cada detalhe da fabricação do navio.

    Dava para construir umas 4 Corvetas ou Fragatas leves de umas 3 a 4 mil toneladas por ano pelo preço 10 no Brasil. Em 6 anos daria quase três dezenas de navios.

  22. A MB aceita a type 54 chinesa com radares, sensores e armamentos chineses?
    Aceita a corveta ou fragata russa com radares, sensores e armamentos russos?

    Se sim. Eh estranho eles terem desistido da consciência.

    Se não, a resposta está ai.

    Talvezba China e a Rússia não querem empresas ocidentais colocando radares, sensores armamentos em seus navios.
    E talvez nem consigam apresentar propostas competitivas com parceiros ocidentais.

    • Se for para comprar corveta ou fragata com radares, sensores e armamentos ocidentais, o preço deixa de ser vantajoso.
      Os radares, sensores e armamentos chineses com certeza são operacionais, porque a China já mostrou que não está blefando e tem objetivos claros e definidos, bem como dinheiro para chegar lá.
      A MB deveria se adaptar e usar conforme os padrões chineses. Pela diferença de preço, ninguém – nem mesmo o Tio Sam – poderia contestar uma compra como essa…

  23. e o brasil penando pra licitar 4 miseras corvetas,realmente não da comparar militarmente,porém a velocidade com que chineses estão construindo meios militares em todas áreas indica estão se preparando pros americanos,ou quem vier pela frente,estão se armando até os dentes,e guerra vira se não acontecer nenhuma catástrofe apocalíptica antes que impeça,não vai demorar muito tempo,brasil está cheio projetos andamento,mas de concreto anda paços lentos comparado ao ritmo do mundo moderno,se guerra vier antes talvez US doem fragatas pra nós,já pensou que bom negocio,dai acabaria com essa demora,mas deus queira que não,somos de paz,e o pais do futuro!

  24. Sem a reestruturação financeira do orçamento da defesa, sequer conseguiremos comprar meia dúzia dessas corvetinhas “Made in China”. Realmente nunca foi falta dinheiro, incluindo aí o orçamento da defesa. O problema principal foi apontado e as possíveis soluções? O dever de casa do Ministério da Defesa? Segue as propostas:
    1- Redução do efetivo, especialmente no Exército.
    2- Aumento do tempo mínimo de contribuição para ir a reserva. Dos atuais 30 anos para 33 anos.
    3- Aumento da contribuição previdenciária militar para no mínimo 11%.
    E os possíveis benefícios:
    1-Revisão do método de planejamento das escalas (Buscar sempre que possível de acordo com as especificidades da profissão, que o militar só trabalhe 40 horas semanais)
    2- Pagamento nos mesmos moldes da iniciativa privada quanto a horas extras, trabalho noturno, etc. Sempre buscando adaptar tais medidas as especifidades da carreira militar.
    3- Reajustes salariais anuais baseados na soma da taxa de inflação do ano anterior + taxa de crescimento do país.
    Enfim, são devaneios/sugestões de um simples nacionalista que deseja fervorosamente ver nossas forças armadas em condições de combate.
    Que venham as críticas …

    • Um dia os regimes estatutários e suas previdências serão reformados. Porque não se sustentam com seus modelos. Não somente os estatutos militares como todos os que dependem de complemento de governos. Inclusive os fundos de pensão.

      Um dia.

      Reajustes salariais automáticos pela inflação passada ou por outra forma são geradores de descontrole e inflação. Salário deveria ser negociado por quem contrata e com quem trabalha. Nada de sindicatos nem de dissídios.

      Mas não no Brasil, terra das isonômicas leis estatutárias.

      A nossa realidade de investimentos é parecida em todas as áreas. Umas mais. Despesas com gente e despesas gerais consomem em torno de 95% dos orçamentos. 75% = custeio com gente, 20% = custeio com outros ativos. O que se faz com 5% dos orçamentos?

      Despesas dependem das receitas para tornarem-se reais (basicamente impostos) que constituem o regime de caixa único do Tesouro. Com a atual crise de arrecadação ou déficit, não há grana no caixa.

      Há um caminho. Reformas. Previdência, gastos públicos, função dos governos, privatizações de prefeituras, extinção de privilégios, fim de paternalismos e benções. Deputado recebe 12 mas tem orçamento de 200.

      Falta grana até para manter restaurante prato feito de 1,50. Porque os governadores roubaram os estados. Então a corrupção leva uma boa parte pra Suíça.

      Quem bota a mão nisso?

  25. Concordo com o Sr. Luiz Monteiro. ademais os chineses investem de maneira estrondosa com seus meios navais numa cla demonstração de supremacia dos mares. ponto de vista a velha ideia do grande império de Klubai Kan ainda não me sai da cabeça. O que fazer quando se tem uma força que prima pela quantidade e aperfeiçoando em qualidade. o que realmente os chineses pretendem com suas má quinas de guerra? Os chineses, no meu ponto de vista não possuem pretensão alguma de serem coadjuvantes e sim protagonista para a sua( chineses0 Nova ordem Mundial) onde hoje se passam como aliados e amanhã como opressores. Especialmente em países periféricos que possam lhe fornecer recursos hídricos, agricultáveis e minerais. esta hipotética opinião pode ser a médio ou longo prazo mas ocorrerá, caso o Ocidente não se dê conta do perigo. Grande abraço.

  26. https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a1/Geographic_Boundaries_of_the_First_and_Second_Island_Chains.png
    .
    Este outro mapa mostra o que os chineses entendem ser suas linhas de defesa aeronavais, uma interna e outra externa.
    .
    Obviamente as corvetas Type 056 fazem parte da linha interna de defesa, deixando para a esquadra (porta-aviões, cruzadores, destroieres e fragatas) as missões mais longas de defesa e/ou projeção de poder.
    .
    Cada navio no seu quadrado…
    .
    Sds.
    Ivan.

  27. Os brasileiros tentam entender, conjecturam, rebolam argumentos aqui e ali para tentar entender o vigor do crescimento chinês… Isso tem uma explicação: um desdém, nas últimas duas décadas, em relação ao vigoroso crescimento chinês. Me lembro que Miriam Leitão, insistentemente afirmava que a China iria quebrar e estava a beira do colapso por conta de uma suposta bolha no mercado imobiliário deles (como se isso não ocorresse em quase todos os real state markets do mundo!)… Enquanto isso a industria naval, eletrônica, aeroespacial, de máquinas pesadas e automobilística chinesa crescia de forma vertiginosa. Isso demonstrava a saúde do crescimento chinês, baseado na manufatura e não em commodities. A China diversificou muito sua economia, tem escala, tem tecnologia, tem recursos humanos de sobra e o principal, vontade política (sob a bandeira tremulante do Partido Comunista hahaha).

    O Gigante Vermelho acordou.

  28. Bardini,
    Quando falo projeção de poder me referi a MB ir a costa do país inimigo e mandar uma enxurrada de mísseis de cruzeiro a la Ticonderoga.
    Como não temos míssil de cruzeiro naval e nem necessitamos de um defesa contra mísseis balísticos a partir do mar, um lançador do porte do Sylver A50 é suficiente.
    Quando digo alcance grande entende-se como o de uma Type 26 de 7000nm+, os 5000nm de uma Sigma a 14knots não difere muito da Niterói de 5300nm a 17knots, logo não haveria prejuízo quanto a isso.
    Bardini eu também queria escoltas mais pesadas e Tamandarés com as configuração básica, mas pelas declarações que vamos vendo por aqui, parece que é um sonho distante e o que vai segurar a barra vai ser a Tamandaré, então pelo menos que venham bem equipadas.

  29. Os chineses demonstram uma análise fria e atualizada das embarcações de guerra. Estas corvetas de 1500 toneladas incorporam um poder de fogo equivalente a muitas fragatas ou até superior se levarmos em conta barcos mais antigos que se acham na ativa. E o investimento é significativamente menor. Sem falar na facilidade de atualização de armamentos que possibilitam. No nosso caso e com as limitações de orçamento é o rumo a ser seguido. Corvetas em numero suficiente para cobrir nossos interesses litorâneos. E com Urgência.

  30. Mais ou menos isso acontece também no Brasil, somente inverte os números, nos últimos quase 50 anos lançamos ao mar 5 corvetas: Cv Inhaúma (V30), Cv Jaceguai (V31), Cv Julio de Noronha (V32), Cv Frontin (V33) e a Cv Barroso (V34) e o projeto eram 16 unidades.

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