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Empresa dos EUA buscará submarino argentino desaparecido

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ARA San Juan
ARA San Juan

Argentina diz que empresa receberá honorários de US$ 7,5 milhões somente se encontrar embarcação

O governo argentino afirmou que contratou a empresa americana Ocean Infinity para participar das buscas pelo submarino ARA San Juan. A embarcação desapareceu no dia 15 de novembro, no Atlântico Sul, com 44 tripulantes a bordo.

O Ministério da Defesa da Argentina disse nesta quinta-feira (16) que a empresa concordou em receber os honorários de US$ 7,5 milhões somente se encontrar o submarino.

A Ocean Infinity, com sede no Texas, retomará com urgência as buscas. A empresa é a mesma que tentou encontrar, sem sucesso, a aeronave desaparecida do voo MH370, da Malaysia Airlines, no Oceano Índico.

A contratação da empresa americana coincidiu com a visita do secretário de Defesa americano, James Mattis, em Buenos Aires. Numa coletiva de imprensa ao lado de Mattis, o ministro de Defesa argentino, Oscar Aguad, agradeceu a colaboração dos EUA na busca pela embarcação.

Após o governo anunciar a contratação, familiares dos tripulantes deixaram o acampamento na Praça de Maio, em Buenos Aires, onde estavam há 52 dias para exigir respostas sobre o desaparecimento.

O último contato do submarino San Juan foi feito enquanto a embarcação navegava no litoral da província de Chubut em 15 de novembro. Poucas horas antes, o comandante do submarino havia comunicado uma entrada de água que molhou as baterias, o que provocou um curto-circuito e um princípio de incêndio. O problema teria sido corrigido, e o San Juan seguiu seu curso rumo à sua base, em Mar del Plata, onde nunca chegou.

O San Juan era um dos três submarinos da frota argentina. Lançado em 1983, a embarcação foi produzida pelo antigo estaleiro alemão Thyssen Nordseewerke e tinha 65 metros de comprimento e sete metros de largura. Entre 2007 e 2014, a embarcação passou por reformas que prolongaram seu uso por mais 30 anos.

FONTE: G1

42 COMMENTS

  1. Estranho! É arriscar muita coisa por quase nada. Só recebe se achar? Estou achando que ela já sabe onde tá, por ter aceitado essa oferta sem lógica kkkkkkkkk

    • Caro Douglas. Se a empresa trabalhasse apenas com certezas, eles teriam achado o MH370. Além disso, US$ 7,5 milhões é um belo prêmio para um trabalho de 4 meses.

    • Douglas,

      Esse tipo de contrato – vulgarmente “de risco” – não é incomum, sobretudo para norte-americanos.

      É preciso entender que a mentalidade norte-americana sobre negócios e oportunidades é muito diferente da nossa letárgica busca por “certezas” ou “benesses” governamentais. Eles encaram isso como um investimento, de risco, com toda a certeza, mas ainda assim investimento. Se tiverem sucesso, fazem o nome nesse restrito e altamente competitivo mercado. Se falharem, pouco ou nada se falará.

      • Caro Helio. Creio que não seja uma questão de mentalidade, mas de mercado. Empresas brasileiras também fazem (em alguns casos) contratos de risco, nos quais os lucros são grandes no caso de sucesso, enquanto o prejuízo é controlado em caso de fracasso. Talvez os contratos de risco sejam uma característica deste setor de busca/resgate. No setor de pesquisas, é comum a empresa fabricante emprestar um equipamento por vários anos para que um laboratório faça muitos testes antes de firmar uma venda (o que pode nem acontecer no fim, portanto também representa um risco). O setor de P&D também é de grande risco. Eu lembro de muitos projetos que não vingaram, enquanto outros foram grandes sucessos. Acho que você tem razão sobre o mercado altamente competitivo de busca/resgate. Um sucesso pode representar uma enorme vantagem em termos de propaganda. Tenho a impressão que os grandes clientes sejam as industrias de petróleo. Talvez a busca pelo submarino se torne um investimento de marketing, mais do que lucro.

        • Obrigado Camargoer, pois por força da profissão conheço mais os contratos de investimentos e, nesse mercado, os contratos de risco são raros de uns tempos para cá….. Não sabia dessa realidade nas áreas que mencionou.

  2. No site da OI há várias missões e empreitadas. Não tem nada sobre o Ara San Juan. Pode ser uma forma do governo argentino dar satisfações às famílias que deixaram a concentração após o anúncio. Tudo ou quase tudo que veio de lá sobre esse assunto é nebuloso. Pra não usar outra palavra.

    Vamos torcer que encontrem.

  3. Oi LucianoSR71, enfrento o mesmo problema (incluindo um comentário retido feito há algumas horas atrás que ainda não foi liberado neste mesmo post)… Tampouco acredito em bloqueio, não é da natureza do blog (pelo menos só vi em casos extremos de ofensas em publico etc.), mas parece que quando ficam presos os comentários, alguns não são liberados e outros são… Mesmo não ferindo códigos de conduta do site… Eu tive alguns offtopics que não foram “liberados” recentemente, não teria problema algum se não visse vários offtopics sendo postados e nenhum apagado, ai já pode parecer pesos diferentes para mesma medida…
    .
    Mas imagino que os moderadores devem ter um trabalho enorme ao ler os comentários aqui, afinal é um blog de enorme sucesso nos assuntos relacionados!
    .
    Sds.

  4. E se acharem o submarino, qual garantia terão que vão receber da Argentina desse país que não cumpre contratos, palavra e dívida?

  5. Se tivesse um parente,ou principalmente filho eu queria que ficasse para sempre em missão eterna.Eu acho que conforta mais,ficaria me enganando pensando que os tripulantes se salvaram, e chegaram a uma ilha.Algo que sei que é impossível nesse mundo de hoje.

    • Particularmente eu concordo com a sua opinião. Contudo, estive em Buenos Aires nesses últimos 6 dias. Na praça de maio havia manifestação continuada pelos desaparecidos do submarino. Ela somente se encerrou após esse comunicado de contrato com a empresa Americana
      Aliás, haviam manifestações de várias coisas por lá.

      • Eles sabem, que houve má fé com os tripulantes,por parte de todos.Então vão cobrar,pelo menos algo para amenizar seu sofrimento.

  6. O Atlântico é um sonho que pessoas competentes tornaram realidade. Navio lindo. Torço para o povo e os congressistas tratarem as nossas forças da forma que merecem, com meios operacionais modernos, treinamento de excelência e remuneração adequada. Detalhe, não sou militar e não tenho ninguém da família que seja, mas tenho certeza que dependemos da proteção dos mesmos. Viva as forças armadas! Brasil acima de tudo!

  7. Pessoal, é como procurar ouro ou petróleo, gasta-se muito para tentar e recebe-se muitíssimo se conseguir. O risco do negócio é calculado, os donos da empresa não rasgam dinheiro não.

  8. E qual o objetivo de se achar o submarino hoje? Parece que o único objetivo é se livrar do inconveniente das famílias fazendo baderna.
    Isso me lembra a 32 anos atrás quando um Sgt. do qual eu era chefe que morreu em acidente de moto em Porto Velho, pelo regulamento da época o militar era sepultado onde morria, mas a mãe dele de família pobre do RJ não aceitava isso e me ligou falando vários desaforos e dizendo que entregou um filho vivo a FAB e o queria de volta, mesmo que estivesse morto, eu fui muito grosso com a mulher e o CMT me disse depois que eu era jovem com 23 anos e sem filhos, por isso não entendia certas coisas, ele conseguiu uma verba na Assistencia Social da DIRINT para embalsamar o corpo e pagar o caixão lacrado e o translado me pediu para repensar e ligar para pedir desculpas a mãe do SGT, eu me recusei a pedir desculpas e depois disso e outros casos o regulamento mudou e a FAB paga o translado do militar morto para o local em que reside a família.
    Nestas horas de mortes em família as mães ficam meio irracionais querendo o corpo, deve ser o caso destas argentinas barulhentas.

    • Olá Walfrido. Faltou responder se seu superior tinha razão em dizer que a gente muda o ponto de vista depois de ter filhos (eu fiquei muito mais tolerante com todo mundo). Acho que a busca pelo submarino tem o objetivo de investigar as causas do acidente. Descobrir o que aconteceu tornará a operação mais segura.

      • Eu agora com 55 anos entenderia melhor a histeria de uma mãe que quer enterrar o corpo do filho perto de casa, apesar de eu pessoalmente não ter nenhum apego a corpos e cemitério, mas hoje entendo quem tenha este apego.
        Eu tive uma boa experiencia nos anos 90 quando por três anos tirei serviço de Oficial de Permanência do Hospital de Aeronautica do Recife, quando fui tesoureiro e chefe do rancho de lá, é um serviço que equivale ao de Oficial de Dia de um hospital, e a noite chega muita emergência com acidentados e é o Oficial de Permanencia que avisa as famílias e as recebe, no eu primeiro serviço teve um acidente e eu liguei para a casa do jovem acidentado e simplesmente disse que ele morreu, sem preparação nenhuma, depois disso a Psicóloga do HARF deu um curso a todos os Oficiais de Permanência sobre como tratar com as famílias dos acidentados e doentes mortos, foi um bom aprendizado.
        A gente vê de tudo, um SGT que a mãe morreu apareceu com um cobertor e travesseiro no necrotério para enrolar a mãe, que teria que ser levada ao IML, eu surpreso ia dizer que a mãe não estava mais sentindo frio, a enfermeira prontamente entendeu que eu não estava entendendo a situação e disse que levaria o cobertor para a mãe dele, com o tempo fui apreendendo a lidar com o ser humano nestas horas difíceis.
        Um cadete da AFA não tem nenhuma ideia deste tipo de problema que vai enfrentar no dia a dia, é cada assombração que aparece.

        • Olá Walfrido. Que barra, hein? Acho que também não tenho nenhum preparo para lidar com uma situação assim. Um grande abraço com grande admiração e respeito.

        • A grande diferença é pensar se tratar somente de um corpo, enquanto que para a mãe quem está la é o filho que ela carregou por 9 meses, criou, educou e amou independente de estar vivo ou morto para a mãe sempre será o filho dela, seu amor, realmente é um sentimento que nem todos entendem. Creio que ja tenha visto o filme Memphis Belle, que tem um trecho que retrata bem esse tema.

    • Walfrido, fora as razões sentimentais, acredito ser de interesse a localização para identificar corretamente as causas do acidente, prevenindo futuras ocorrências semelhantes, de forma similar só que ocorre com as investigações de acidentes aeronáuticos.

  9. Os americanos estão “trazendo” os restos mortais dos militares mortos no conflito das Koreas.

    O mesmo ocorreu no caso do Vietna, Cambodja etc ….

    Particularmente não ligo, o corpo é “um envelope”, depois de morto serve somente para faculdade de medicina e contaminação do solo. Cremação deveria ser obrigatória.

    Vai explicar isso para Católicos, Evangélicos etc ….

    Essas grandes áreas nas cidades com cemitérios dariam grandes centros esportivos, UBS’s, praças tudo integrado etc etc ….

    • Carlos,
      Concordo com você sobre o conceito do envelope MAS o pais, tem a obrigação de fazer o máximo para trazer os seus para a despedida (quem morreu, pode não ter tido um enterro digno) da sua família, pois temos que lembrar que ele deu o seu máximo (no caso a sua vida) pelo pais.
      Qualquer coisa que de o mínimo conforto da família, é o mínimo que o Estado tem que fazer. Se acharem o local onde o submarino está afundado e se o resgate dos corpos for arriscado, o Estado tem sim o dever de levar os familiares, para jogar flores o objetos. Estas despedidas podem ser o marco no qual as famílias, tentam tocar a vida (ou reiniciar) com a ausência.

    • Caro Carlos Alberto;

      você se engana com relação aos católicos e a cremação.Há espaço para essa alternativa na doutrina católica.

      cordiais saudações

  10. 7,5 milhões deve ser o “prêmio”. Os custos devem ser bancados pela Argentina.
    Ninguém trabalha de graça.
    E vale salientar que é só pra localizar o submarino e não para resgatá-lo.

    • Olá Bosco. No início também pensei assim, que o contrato cobriria os custos e haveria um prêmio para o sucesso. Contudo, o que encontrei nos jornais argentinos é que eles fizeram um contrato de risco mesmo, limitado a 4 meses de busca. Na página da empresa não tem informação sobre esse acordo.

        • Eles tem o equipamento e pessoal que está ocioso, é uma forma de arriscar, ainda poderão vender a história da localização e resgate e ganhar mais dinheiro e fama.

          • Se localizarem, só rodar um filme de Hollywood, já rende um bom dinheiro.
            Talvez tivesse que dividir com o governo argentino e as famílias nem sei se precisaria de autorização ou outros produtores não ligados à empresa poderiam usar a história.
            Mas a empresa estaria numa posição vantajosa.
            Encontrar o submarino é algo muito fácil desde que se tenham os equipamentos certos e se procure no local certo
            Acredito que as buscas iniciais ou durante realizadas no local errado ou os equipamentos não eram bons (eficazes).

  11. Torço para que encontrem o submarino e, depois, o governo argentino providencie o resgate, caso seja possível. Além de aliviar a dor dos parentes dos submarinistas pode ser importante para a análise do acidente.

  12. Infelizmente não há muito a ser encontrado, a não ser alguns fragmentos, e se for possível resgatá-los. Acredito que nem mesmo o governo argentino tenha tanto interesse em saber o que aconteceu realmente. Quando muito, saber o local para mandar uma coroa de flores.

    Mas como eu não nascí ontem, tenho certeza que a prioridade dessa empresa não será encontrar submarino nenhum e sim estudar o solo marinho, retirar amostras geológicas,fazer pesquisas biológicas, cartografar áreas economicamente intere$$antes e vender esses dados ao governo americano ou seus aliados britânicos.

    Ninguém é bôbo de arriscar milhões de dólares em equipamentos e pessoal apenas para encontrar resto de submarino argentino afundado…..Francamente!

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