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HMS Queen Elizabeth se prepara para testes com caças F-35B nos EUA

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HMS Queen Elizabeth
HMS Queen Elizabeth

Oito anos desde que um porta-aviões britânico lançou pela última vez um jato de seu convés, o porta-aviões de 65 mil toneladas embarcará duas aeronaves de testes F-35B, da Integrated Test Force (ITF), baseada na Naval Air Station Patuxent River, Maryland, nos EUA.

Cerca de 200 funcionários de apoio, incluindo pilotos, engenheiros, mantenedores e analistas de dados, serão acompanhados por duas aeronaves de testes “laranja”, pertencentes à ITF, que deverão realizar 500 decolagens e aterrissagens durante o período de 11 semanas no mar.

O objetivo desses ensaios iniciais, ou de “desenvolvimento”, é determinar, por meio de aeronaves e sensores especialmente equipados ao redor do navio, os parâmetros operacionais da aeronave e do navio, em uma variedade de condições. Testes similares bem-sucedidos foram conduzidos pelo HMS Queen Elizabeth no mar no início deste ano para aeronaves da Asa Rotativa.

O Secretário de Defesa Gavin Williamson disse: “O HMS Queen Elizabeth é uma afirmação verdadeira do nosso poder nacional, e todo o país pode se orgulhar de ver este magnífico símbolo de nossa proeza de engenharia e ambição internacional deixando o porto para navegar no cenário mundial.

“Sua viagem para a América não apenas mostra seu alcance global, mas fortalece nosso relacionamento especial com as Forças dos EUA que temos trabalhado de mãos dadas com este programa icônico. Enquanto navegar ao longo da costa leste dos EUA, ela sinalizará nossa determinação de continuar lutando ao lado de nossos aliados em todos os lugares de um mundo cada vez mais complexo e incerto.”

Quatro pilotos de testes de desenvolvimento F 35B Lightning, que são membros da ITF, embarcarão para pilotar a aeronave; três britânicos, um americano. O pessoal britânico é formado por um comandante da Marinha Real, um líder de esquadrão da Royal Air Force e um piloto de testes civil. Eles serão acompanhados por um major do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA.

Os testes seguem a recente chegada ao Reino Unido dos primeiros jatos F-35B da Marinha Real Britânica e da Royal Air Force, baseados na RAF Marham. O teste operacional, utilizando aeronaves britânicas F-35B, está programado para acontecer a bordo do HMS Queen Elizabeth no próximo ano.

O desdobramento, conhecido como “WESTLANT 18”, será a primeira vez que a HMS Queen Elizabeth cruzará o Atlântico. Assim como os testes do convés vital, ele também envolverá exercícios para provar a capacidade de operar com os ativos marítimos e aéreos de outras nações, bem como o desembarque de fuzileiros navais reais e seus equipamentos em terra nos Estados Unidos, para realizar treinamento com seus homólogos dos EUA.

O Comandante Jeremy Kyd, comandante da HMS Queen Elizabeth, disse: “Este deslocamento para os Estados Unidos será outra novidade para o meu navio. Cruzando um grande oceano com 1.500 marinheiros e fuzileiros navais e o embarque do primeiro F-35B Lightning pousando no convés em setembro é muito emocionante para todos nós.

“Tem sido uma jornada incrível desde que saímos de Rosyth há pouco mais de um ano e estamos todos ansiosos para este próximo capítulo, seminal, na vida da HMS Queen Elizabeth.”

À medida que o trabalho do navio continua, a prontificação do Carrier Strike do Reino Unido também aumenta. O Comandante do Carrier Strike Group do Reino Unido (COMUKCSG), o Comodoro Andrew Betton, assumirá o comando do navio e de outras unidades de seu grupo-tarefa, embarcando no HMS Queen Elizabeth com sua equipe da sede do Carrier Strike Group.

Ele disse: “Como um passo crítico para a entrega do novo Carrier Strike Group do Reino Unido, este desdobramento demonstra o espantoso esforço colaborativo que permitirá que os novos jatos F-35 voem rotineiramente de nossos porta-aviões da classe Queen Elizabeth.

“No coração do Grupo de Trabalho Marítimo, o porta-aviões está bem protegido e sustentado, pronto para atuar em todo o mundo como um instrumento potente e excepcionalmente flexível de nossa política externa. Esses primeiros testes do F-35B em um porta-aviões do Reino Unido não são apenas fundamentais para o sucesso operacional futuro, mas representam um momento icônico para a moderna Royal Navy.”

O navio realizará testes em águas do Reino Unido nos próximos dias, antes de partir para os EUA no final deste mês. Ela terá a companhia do RFA Tiderace e da fragata HMS Monmouth, baseada em Plymouth, bem como helicópteros Merlin Mk2 do Esquadrão Naval 820, RNAS Culdrose, Merlins Mk4 do 845 Naval Air Squadron, RNAS Yeovilton e um contingente de Royal Marines, do 42 Commando, de Plymouth.

FONTE: Ministério da Defesa do Reino Unido

19 COMMENTS

  1. Enquanto isso a caminho das aguas tupiniquins… O Ex-HMS Ocean (PHM Atlântico), vem para ser recepcionado com uma “festa de pompa”, com direito a um grande desfile de Parada Naval. Imagino como será essa Parada, afinal diante do atual quadro de poucos meios que a Marinha dispõe, vamos esperar para conferir quais os Navios farão parte da esquadra no dia 25 (sábado próximo) as 12:00 hs

  2. Roger 20 de agosto de 2018 at 14:44

    Até hoje ninguém listou os Hélis e suas capacidades que vão operar no Ocean.

    Vai aparecer listas (talvez).

    Mas quero ver lista dos Hélis e suas capacidades certificadas.

    Bela Nau a dos Ingleses, o F 35 lhe dará uma capacidade impar.

      • Caramba… Pelo que acabei de ler, os melhores e maiores helicópteros (em capacidade de carga e transporte de tropas) da marinha estarão a bordo do Atlântico. Fico agora me questionado; muitas dessas aeronaves não irão ficar mais baseadas em terra. Acredito que maioria sairá da base de São Pedro da Aldeia.

        • Roger, nenhum navio da MB tem aeronave fixa dele, todas as aeronaves pertencem a um dos esquadrões da MB e só embarcam nos navios quando designadas para tal e somente durante o periodo específico da missão, terminada a missão as aeronaves retornam a seus respectivos esquadrões em São Pedro da Aldeia.

          • Valew Airacobra pela informação, eu desconhecia totalmente esse procedimento; achei que a exemplo das outras forças como Exercito e Aeronáutica (que cada unidade possui seus próprios veículos e aeronaves de diversos tipos), entendia que os navios da Marinha seriam considerados como bases “moveis” de operação, utilizando desse deste mesmo procedimento. Então quando estiver docado no AMRJ, O PHM Atlântico ficará com seu Hangar desocupado. Quando surgir uma missão, será ocupado pela quantidade de aeronaves que essa operação necessitar, creio então que funcione assim.

  3. Que bicho feio com essas ilhas enoooormes!!!! Deus do céu, os ingleses fazem navios horríveis, perderam(ou nunca tiveram) noção de estética e de beleza das linhas, o nosso Atlântico tem aquela ponte toda torta na frente, parece um lego mal encaixado, será que é tudo fruto de improvisação? Já os americanos além de construírem belonaves superpoderosas, o fazem com beleza estética irrepreensível, que todo mundo (China) copia.

    • Feio ele é mesmo…ao menos quando comparado com o “Gerald Ford” na minha opinião,
      pois a beleza está nos olhos de quem vê como diz o ditado.
      .
      Mas…há um porquê daquelas duas “ilhas” devido ao fato das duas chaminés estarem
      muito distantes uma da outra então aproveitou-se para embuti-las em duas superestruturas e destinando a da frente para operações próprias do navio e a de trás
      para operações aéreas…feio, porém prático.
      .
      Nos NAes da US Navy é praticamente proibido obstruir o convés de voo…a “ilha”
      tem que ser do menor tamanho possível e tudo o mais deve ficar abaixo do convés de
      voo, pois não apenas à Ala Aérea é grande, como as aeronaves devem decolar, pousar taxiar, tudo muito rapidamente.
      .
      Os NAes britânicos quando muito embarcarão metade de uma Ala Aérea da US Navy incluindo um número maior de helicópteros e não se terá a mesma celeridade nas operações aéreas, então, as duas “ilhas” ao menos não irão atrapalhar.

  4. Um dos navios da classe Queen Elizabeth será o futuro navio-aeródromo da MB.

    Não tenho dúvidas de que o orçamento da RN não suportará construir as fragatas Tipo 26 e Tipo 31, concomitantemente aos 4 SSBN. Eles não podem reduzir o número de combatentes de superfície. Os atuais 19 navios não dão conta dos compromissos da RN, ainda mais quando se pensa que vários deles sempre estarão em manutenções.

    Li uma matéria com um ex-FSL da Royal Navy que dizia que o número mínimo de combatentes de superfície deveria ser de 28 navios. Por isso acredito que eles manterão, ao menos, 19 navios. Eles precisam substituir os 4 submarinos estratégicos e completar os Astute restante até o número desejado de 7 unidades.

    Vai faltar dinheiro. Em no máximo 15 anos, eles vão vender um de seus porta-aviões. É bom a MB já ir se preparando para comprar. (rs)

    Quanto ao F-35B, daqui a 15 anos, estará com sua tecnologia consolidada e seu valor de aquisição deve ficar abaixo do Rafale e Typhoon, no mesmo patamar do Gripen NG.

    Da mesma forma, a tecnologia do Osprey estará consolidada e uma versão AEW&C poderá ser desenvolvida.

    Um Queen Elizabeth com componente aéreo formado por 30 F-35B, 3 Osprey AEW&C, 4 SH-16 Seahawk e 2 UH-15 A/B daria a MB força inigualável no Atlântico Sul.

    • Vai falta dinheiro para nós também
      Vamos fazer um calculo de padeiro
      Cada PA tem o custo unitário em torno de 3 bilhões de libras, vamos assumir que dentro de 15 anos, o valor seja 30% menor, ou seja, 2,1 Bilhões de libras ou 10,5 bilhões de reais.
      Cada F-35B custa em torno de 120 milhões de dólares, ou 3,6 Bilhões, sem contar o custo de treinamento, bancadas, peças. O custo deve chegar a mais de 4 bilhões fácil fácil. Então 16 bilhões de dólares.
      Os Ospley devem sair por 100 milhões cada. 1,2 Bilhões de reais
      Já os Helicópteros, vamos chutar 50 milhões de dólares (creio que o SH deva custar algo a mais) ou 1,2 Bilhões de reais.
      E olha que fui bem conservador nos valores. Não estou colocando os valores de hora voo, um PA destes, iria deixar uma boa parte dos navios nos portos.
      Ficaria 28,9 bilhões de reais e a pergunta, como justificar isto junto a sociedade? Qual a real necessidade disto? Se estivermos em guerra ou perto de uma, é bem mais fácil pedir sacrifícios, mas senão.. Este valor dá quase 3 vezes do que é investido em defesa no Brasil por ano. O PIB teria que crescer 150% nestes 15 anos, e mesmo assim, o valor investido seria o do total da defesa.
      Infelizmente no way.

      • Humberto,

        Agradeço a resposta. Longe de querer ser o dono da verdade, não concordo muito com os valores apresentados.

        O HMS Ocean custou aproximadamente 288 milhões de libras (valor de 2016). Sua reforma custou cerca de 65 milhões de libras. Foi vendido ao Brasil por 84,6 milhões de Libras, incluindo a manutenção geral e treinamento de nossa tripulação. Ou seja, o PHM Atlântico custou ao Brasil menos de 1/3 do valor de sua construção.

        O RFA Wave Ruler custou cerca de 120 milhões de libras e deve ser vendido para a MB por cerca de 40 milhões de libras. Também cerca de 1/3 de seu valor de construção.

        Tomado por base esses exemplos, calculo que o porta-aviões da classe Queen Elizabeth, se oferecido daqui a 15 anos, vai custar 1/3 do valor de sua construção. Ou seja, 1 bilhão de libras (valor previsto para o PMM do NAe São Paulo).

        Os F-35B, daqui a 15 anos, com tecnologia consolidada e economia de escala em razão das encomendas dos Marines, deve custar cerca de 80 a 90 milhões de dólares.

        Já os Osprey eu concordo com o valor de 100 milhões de dólares. Talvez um pouco mais na versão AEW&C.

        Legal debater contigo

        • O prazer em trocar ideias é meu.
          Tem razão, o F-35B deve estar mais em conta.
          Agora quanto ao PA, não acho que vão diminuir tanto assim, o Ocean para eles já não era mais prioritário com a chegada dos dois PA, a gritaria no Reino Unido foi alto, por causa da venda do mesmo. Coloquei 30% pois imaginei uma depreciação de 2% ao ano (imaginando que o PA foi projetado para ser utilizado por 50 anos).
          Só o futuro vai nos mostrar, adoro PA, mas acho que é muita areia para o nosso caminhão, algo é caro se não é plenamente utilizado, nem de perto vejo a MB com a possibilidade de estar fazendo isto com um PA.
          Um grande abraço

    • Vamos tentar ser racionais…
      .
      Supondo que exista a oportunidade de comprar esse NAe que desloca suas 65.000t, estamos falando de:
      -Um navio tem propulsão convencional e que vai beber um bocado em operações com asa fixa.
      – Um navio que tem um elevado nível de automação e isso é caro de manter.
      – Um navio que tem uma suíte eletrônica avançada, com radares caros.
      – Um navio que foi construído envolta de uma rede de navios de apoio, para extrair o máximo de cada libra investida no conjunto.
      – Um navio que tem capacidade de operar mais de 40 aeronaves de asa fixa.
      .
      Quantos F-35B vamos ter condições de comprar, manter e operar?
      Vamos comprar esse monstrengo para operar meia dúzia de caças nele?
      Quantos Osprey AEW vamos ter condições de bancar o desenvolvimento (não existe) e comprar, manter e operar?
      Os Jack vão usar um kit AEW nos seus Merlins…
      Quantos Navios de Apoio Logístico, na faixa dos 40.000t vamos ter condições de comprar, manter e operar?
      Daqui 15 anos: Quantos navios anfíbios vamos ter condições de comprar, para substituir os atuais, pq esse NAe não tem doca para transportar equipamento do CFN?
      Quantos Escoltas de mais de 1 bilhão de dólares, especializados em defesa aérea vamos ter condições de comprar, manter e operar, para proteger esse NAe, já que não temos nenhum Type-45?
      Quantos outros Escoltas mais gambiarra, vulgo “Emprego Geral” vamos comprar, manter e operar?
      Ainda tem a questão de que, daqui 10/15 anos, de onde vai sair o dinheiro para tocar a comprar dos outros submarinos, que querem adquirir, manter e operar?
      E o dinheiro para as outras necessidades da força?
      .
      Esse navio não faz o menor sentido para o Brasil, se você parar para pensar no longo prazo…

  5. Taí um povo que não foge de uma briga. Boa sorte a Classe, que façam bonito em suas ações nessas próximas décadas.

    Obs.: é bom começarmos a namorar o barco para um dia achamos bonito, sabe como é que é a tradição da Marinha Brasileira em comprar barcos ingleses

  6. A piada do dia é o brasil operando porta aviões,quando tivermos operando um “novo” porta aviões,gripen naval que é só futuro projeto já vai estar totalmente defasado,até la já vai ter surgido aviões de 6° geração e que estão desenvolvimento hoje,triste realidade desse país do futuro chamado brasil!

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