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Jane’s: Marinha do Brasil planeja comprar caça-minas suecos

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Caça-minas sueco classe Koster (MCMV-47), originalmente classe Landsort
Caça-minas sueco classe Koster (MCMV-47), originalmente classe Landsort

O Jane’s noticiou que a Marinha do Brasil tem planos de comprar duas embarcações de contramedidas de minas da classe MCMV-47 da Saab Kockums através de sua Diretoria de Engenharia Naval, na esperança de substituir sua antiga frota existente de navios-varredores.

Um contrato para a Saab Kockums está atualmente aguardando liberação do alto escalão da Marinha, com as dificuldades orçamentárias como o principal obstáculo para uma decisão rápida, disse uma fonte ao Jane’s.

No início, a Marinha considerou a aquisição de MCMVs em serviço diretamente de outras marinhas amigas para o projeto, conhecido como o “Programa de Navios de Contramedidas de Minagem”, mas nenhum acordo pode ser concluído.

SAIBA MAIS:

60 COMMENTS

  1. Cada navio sairia por cerca de 100 milhões de dólares. A compra toda por mais de 200 milhões de dólares, incluindo equipamentos, sobressalentes e treinamento.

    Se considerarmos que um navio desse tipo, novo, custa entre 180 e 200 milhões de dólares, está no preço.

  2. Muito bom ! A adm Leal Ferreira mostrou que uma boa gestão, pode fazer uma as coisas rodarem mesmo em tempo de crise.
    Ja veio o Bahia, Atlântico, talvez venha o Wave e agora os cacas minas suecos, sem falar nos Lynx que finalmente conseguiram ir pra modernização e na e importante reestruturação da força.
    Nos tempos de bonanza só conseguimos o elefante branco do prosub e mais um monte planos irreais que não saíram do papel.
    Pq temos que ter uma crise para as coisas andarem direito.
    De qualquer forma, que venham os caças minas.

    • Usados só tem esses dois, se quiser mais vai ter que comprar novos e se o texto da matéria deixa bem claro que tá difícil de achar dinheiro até para esses usados, imagina para novos

  3. A atual administração da MB, tem tirado água de pedra.
    Se tudo ocorrer bem, acredito que logo será assinado o contrato de aquisição.

  4. Tentativas de reequipamento e modernização da marinha são sempre bem vindas, mas tenho dúvida do que farão esses 2 navios — vamos aposentar os Aratus restantes e “manter a doutrina” com apenas esses 2 meios?

    Na verdade eu sou um pouco incrédulo sobre a necessidade desse investimento em MCM. Adoram dizer que praticamente toda a costa brasileira é passível de minagem e gostam de usar esse dado pra justificar a (enorme, gigantesca, imprescindível) necessidade da ForVarMin. Mas esquecem de dizer que a minagem é principalmente uma tática de defesa e não de ataque. Se a nossa costa tem características geográficas, geológicas etc que facilitam a minagem isso é bom pra gente e não o contrário. Significa que vc pode minar a costa e atrapalhar em muito, a ponto de dissuadir uma força invasora. E isso vc faz com submarinos, e não com navios de superficie, pois a graça da minagem é exatamente o inimigo saber que vc minou mas não saber aonde. E ele, mesmo com superioridade aérea e naval vai ter que fazer um enorme investimento de tempo e dinheiro para fazer a varredura e permitir que sua esquadra se aproxime com segurança da Costa.

    Agora imagine o contrário, usar a minagem como característica ofensiva — por exemplo uma nação agressora minar a saída da Guanabara ou de Itaguaí pra impedir a saída de nossa esquadra e submarinos ou por exemplo o Porto de Santos pra impedir o comércio marítimo. Isso tb teria que ser feito por submarinos hostis, pois ninguém vai ficar “desfilando” com um navio, minando a costa brasileira pois rapidamente ele seria rechaçado. Pois bem — o que é melhor, investir em capacidade ASW pra dissuadir a incursão de um submarino que possa realizar a minagem, ou em MCM pra “limpar” a área depois. Marinhas sérias provavelmente vão investir nos dois, mas com uma ênfase gigantesca no ASW. Nós mal e porcamente fazemos ASW e queremos tirar onda de MCM?

    • E o que você acha mais fácil: achar um submarino ou varrer uma área da ameaça das minas ?
      Você colocou a questão da nossa costa ser passível de minagem, mas concluiu equivocadamente… a minagem ofensiva, por meio de submarinos, é uma ameaça séria… e a própria minagem defensiva carece de manutenção e check… ou você acha que a mina fica lá onde foi plantada, sem derivar ou soltar-se ? Eximir-se de possuir capacidade de CMM com esses argumentos não é correto… comandei um NV em 2004… vi quão complexo é esse ramo… faz muito bem a MB em investir em meios dedicados… abraço…

      • Caro XO, obrigado pelo feedback. Acho que me expressei mal — não acho que a MCM deva ser negligenciada, apenas nao acho que seja prioridade numa marinha carente praticamente em tudo. A meu ver são navios caros e muito específicos. Já um investimento em ASW vai dissuadir incursões de submarinos de forma geral, inclusive diminuindo a chance de haver uma minagem ofensiva.

        Já o fato de termos capacidade MCM não funciona como dissuasão no meu ponto de vista, pois não ameaça o sub agressor que iria minar uma região.

        E eu acho sempre que se deve dissuadir o inimigo de realizar qq ação ofensiva antes, pois apenas após a falha dessa etapa que vc teria que lidar com as consequências, incluindo a varredura.

        Já você deu a entender que “varrer uma área de ameaça de minas” seria preferível a “achar um submarino”, mas eu nunca ouvi falar (claro que posso estar enganado) da ForVarMin realizando varreduras de forma operacional na entrada do porto de Santos ou da Baía de Guanabara. Logo isso não me parece algo feito de forma sistemática, apenas em caráter de adestramento dentro do 2° DN. E se existe a preocupação de sofrer uma minagem ofensiva, essa me parece que ocorreria no início de um conflito e não no decorrer do mesmo (justamente para ter o fator surpresa) — logo uma ação desse tipo sempre iria pegar a ForVarMin de “calças curtas”, a não ser é claro, que se mude a forma que ela opera — mas não me parece (de novo posso estar errado) que a MB iria operar navios MCM sistematicamente de Itaguaí por exemplo…

        Desculpe questionar a sua posição, sei da sua expertise enquanto eu sou apenas um entusiasta, mas tento sempre aprender com esses questionamentos.

        • Blz, entendi melhor… vamos lá… a CMM é executada fora da área do 2oDN… fazemos os exercícios junto com a Esquadra (operações anfíbias, como a antiga Dragão no litoral do ES) e mesmo no exterior (operação Águas Claras que costumava ocorrer no Uruguai)…
          A incorporação dos S-BR e do SN-BR, operando a partir de Itaguaí, demanda uma capacidade de CMM que hoje está bastante limitada… daí esse investimento…
          Quanto à questão de investir em ASW, meu argumento baseu-se no seguinte: a arma do submarino é a ocultação… buscá-lo é um baita desafio… e nunca teríamos como saber se ele já plantou suas minas (até o primeiro buuuummm !!!)… manter um esforço ASW para fazer frente a essa ameaça é impraticável… isso ocorreria, pontualmente, quando da saída de um comboio ou FT, mas, nesse caso, focado na ameaça AS, já que o canal varrido já teria sido checado e liberado… por isso, seria melhor plantar um campo defensivo (ou divulgar que o fizemos)… aí eu formo.contigo na argumentão do teu post… abraço…

  5. Eu acredito que eles ficaram em Itaguaí, pense na saída dos subsídios, pelo céu?? Só tem uma saída, assim como porto de Santos, podem parar Brasil, mas uma vez os incrédulos vão dizer Brasil é pacífico?? Acho que é um começo a mais de 2 anos eles aguardam vender ao Brasil, eles estão ativos na Suécia, estes virão todo reformado.

  6. acho uma ótima notícia espero que no futuro venham até mais porque 2 é muito pouco para uma Costa como do Brasil teria que ser no mínimo seis navios

  7. È estamos mal mesmo, nem temos mais capacidades de projetar e fabricar navios varredores em material composto.
    Poderiam evoluir a classe Barracuda, mudando seu casco de madeira por material honeycomb (Cerâmica, Aramida, fibra de carbono), dentre outras melhorias identificadas pela MB durante anos de operação dessa classe, e necessidades futuras.
    Uma opção como cerâmica seria o material MARIMBA nacional, no qual resiste a impactos de .50 mm.
    Mas lá vamos nos novamente!
    Triste !!!

  8. Sério? Será mesmo que a Marinha do Brasil está “nadando de braçadas largas” no mar da grana? Sei não viu? o bom disso tudo é que sonhar é bom.

      • XO, lendo o seu comentário agora me passou a impressão que a verba pra essa aquisição específica já esta(va) reservada.

        Significa que realmente vai ser concretizado neste ano?

        • Reservada, não diria… mas inserida no planejamento, isso foi… a questão é a efetiva alocação de recursos que permita, dentro da prioridade definida, executar essa meta… abraço…

        • Prezado Índia Mike,

          Complementando o XO, os desembolsos não necessariamente precisam ocorrer nesse ano.

          A totalidade ou parte do desembolso pode ocorrer em anos vindouros.

          Abraços

  9. 100 milhas por esses barcos usados? Ta caro! Quase o preço do Atlântico. Tem angu neste caroço. Temos que procurar ou fabricar estes mineiros que não é bicho de sete cabeças. Casco não magnético e motores de ligas especiais. Nada que requeira Tr.Te. Temos ótimos estaleiros para barcos de fibra reforçada.

    • O que custa mais caro não é casco e propulsão (que de qualquer forma são mais caros que os normais para esse tipo de navio) mas os sensores, sistemas e equipamentos de contramedidas de minagem.

      Sugiro a leitura das matérias anteriores, listadas ao final desta. Não foram colocadas lá à toa.

  10. Esses já estão debaixo do balaio da MB a anos. Esse tipo de possibilidade de aquisição é que realmente faz sentido para atual situação e realidade da MB, o Bahia, o Atlântico, o Wave também faz parte dessa estratégia. Enquanto não surge uma oportunidade para compras de escoltas de meia vida vamos montando a frota com as oportunidades que venham a surgir.

  11. OFF Tópic Não menos importante! Alguém sabe notícias sobre os desfecho do FMM. Se pelo menos aconteceu em agosto conforme havia protelado para agosto em plena corrida eleitoral?

  12. A questão das contramedidas de minagem é mais uma das muitas para serem resolvidas pela Marinha, os atuais varredores mal e mal aguentam até 2024, conforme matérias anteriores. Pelo visto, a Marinha tem tentado achar meios mais baratos, usados, mas não conseguiu. Então, sobraram mesmo os Saab (ótimos, mas caros).

    É fazer as contas e ver se dá para comprar, é um dinheirão, mas também ficaremos muito bem supridos por umas duas décadas, imagino que os 2 Koster sejam muito mais efetivos do que eram os 6 Aratu juntos, devido aos sensores e equipamentos muito mais modernos. Abre-se inclusive a discussão sobre a possibilidade de futuramente construir cascos aqui no Brasil e neles instalar os modernos equipamentos dos Koster, quando estiverem dando baixa.

    Aliás, esse é mais um ponto para irmos acostumando com a inevitável redução de navios da Marinha, no tocante à Esquadra. Os preços de todo tipo de meios está muito alto, não tem como ter a mesma quantidade de outrora, parece-me que a tendência é ter poucos meios, mais modernos, mais efetivos e multifuncionais.

    Que esse dinheiro vai fazer falta para comprar o Wave, parece que vai, mas talvez os súditos da Rainha consigam segurá-lo mais uns dois anos para nós. Ou então a compra dos Koster ficar mais para a frente, fecha o contrato mas só paga e recebe lá na frente, provavelmente a Saab terá que fazer obras nos navios, o que demora, e pode fazer um de cada vez, para ir diluindo a despesa da Marinha no tempo.

  13. Concordo com o Sr. Nilson, porém acredito que a partir da mudança deste governo para um novo . Haverá interesse na reestruturação e melhoras pra a MB. Bem, esperar para ver. No tocante à aquisição dos navios de varredura, parabéns.

  14. india-mike, tente pensar do seguinte ponto de vista: você possui um submarino nuclear, e quer ter a máxima certeza que é possível dar uma volta no quarteirão sem pisar num caco de vidro que possa explodir o seu pé pelos ares. Naturalmente, antes da sua preciosa caminhada você pode enviar o seu melhor cão farejador. Eu voto pelos navios o quanto antes. Fundamental! E deverão ir direto para Itaguaí. Fique certo.

    • Caro qboavida, em situações ideias eu concordo com vc — aliás vc pode ver isso no meu comentário.

      Minha dúvida é diante da total falência da Força de Superficie, se deveriam ser alocados recursos pra ForVarMin nesse momento.

      Na verdade, lendo a matéria não parece significar uma compra iminente por parte da marinha, apenas uma sinalização de intenção (intenção essa pelos navios de MCM suecos já muito antiga e muito conhecida). Vejo essa relação semelhante a compra do l’adroit pelos argentinos — sempre noticiada mas nunca concretizada (nos dois casos por falta de recursos).

      Uma ameaça de minagem em nossa costa me parece uma hipótese muito remota (e em tempos de paz alguém minar o canal de Itaguaí seria considerado um atentado semelhante a alguém plantar uma bomba dentro do complexo — ambos possíveis mas igualmente pouco prováveis). Já em caso de guerra, preferencialmente vc vai fazer a defesa da costa pra impedir a minagem e só depois fazer a varredura (previnir é sempre melhor que remediar) — então me parece lógico que o investimento em patrulha ASW tenha que vir antes da MCM.

      Além do mais, eu não me lembro de ter lido em nenhum lugar a intenção da marinha de realocar q ForVarMin pra Itaguaí, pelo contrário, lembro de ler sobre a manutenção da mesma em Aratu mesmo com novos meios.

      Assim sendo eles permaneceriam lá na Bahia fazendo apenas adestramento ocasional de MCM. Inclusive se vc fizer um levantamento da quantidade de dias de mar dos navios de minagem verá que são entre os menos usados da marinha, e isso não se deve apenas a baixa disponibilidade — aliás nunca entendi a razão da localização do mesmo em Aratu, claro que tem uma razão, mas não me parece óbvia — Nunão, vc tem a resposta?

      O meu problema em relação a esses navios é o alto custo aliado a uma função muito específica e de uso remoto (mesmo numa guerra que seria ainda mais remota). Não acho que a MCM deva ser negligenciada, mas acredito que deveriam se buscar alternativas multifunção, como os Echo da RN por exemplo, que fazem hidrografia, patrulha e MCM — e são os navios que estão entre os que têm mais dias de mar na RN (suas tripulações se alternam em alto-mar mas eles só vem ao porto para manutenção), ao contrário dos nossos navios de MCM que estão sempre no porto e nunca saem.

    • A US navy tem apenas 13 navios especializados em “guerra de minas” da classe “Avenger” 4 baseados no Golfo Pérsico, 4 baseados no Japão e os 3 restantes em San Diego,utilizados em treinamentos, então como os submarinos da US Navy saem de suas bases sem tal proteção contra minas ?
      .
      Os “LCSs” estão entrando em serviço, mas, apenas uma fração deles será dedicada à guerra de minas e serão enviados em missões ao exterior e os submarinos da US Navy, todos de propulsão nuclear sempre saem para o mar acompanhados de pequenos barcos…nada mais.
      .
      Não digo que a capacidade de contra minagem não seja importante e navios especializados são realmente caros pelo relativo pequeno tamanho , mas, não vejo um grau de ameaça percebida nesse campo que justifique um grande investimento em navios varredores/caça minas, apenas, se manterá uma doutrina, como se tem feito nas
      últimas décadas pois nunca se pôde exigir demais de apenas 6 navios varredores costeiros adquiridos nos anos 1970.

      • É preciso manter a doutrina, guerra de minas é vital, ainda mais para a Esquadra Brasileira que fica toda dentro da Baía de Guanabara, cuja entrada pode ser facilmente minada por submarino.

        E não adianta nada investir em submarino nuclear, se área da nova base em Itaguaí também não for protegida contra minagem. Uma mina de poucos milhares de dólares pode deixar fora de combate um navio de 1 bilhão.

        O que a Marinha está planejando é comprar inicialmente apenas 2 navios MCMV, não são 6 nem 10. Não é nenhum investimento absurdo.

        É imprescindível que a MB mantenha o expertise de Guerra de Minas, não se brinca com esse tipo de ameaça.

  15. O poder, a glória e as tradiçoes da Marinha do Brasil. BZ.
    Excelente iniciativa na compra dos Navios. Devemos avançar na melhoria de nossa frota.

    Well done.

  16. Eu acredito que estes dois Navios somariam muito, para reestruturar tecnologicamente a Força de Minagem e Varredura. A MB deveria se esforçar para manter um núcleo, pequeno, mas altamente capacitado no tocante a esse tipo de combate.
    .
    Agora, no tocante ao futuro, acredito que quem deveria ser projetado para abraçar essa função ou pelo menos parte dessa função, complementando navios mais caro e dedicados, seria um Navio de Apoio Oceânico. O famoso AHTS…
    .
    É o seguinte: temos amplas capacidades de projetar e construir um Navio desses aqui. São navios baratos, em todos os sentidos, que poderiam ser empregados em um extenso número de operações. A chave da questão é modularidade. A modularidade seria no tocante aos kits que seriam adquiridos para operar nestes navios. Outra modularidade importante, seria no tocante ao pessoal que viria a operar estes kits. O pessoal especializado deveria ser visto como um kit, sendo operado no Navio.
    .
    Kits diferentes, para diferentes missões:
    – Minagem
    – Contra minagem
    – Socorro Submarino
    – Derramamento de óleo
    Tarefas estas que fogem do cotidiano. Isso agregaria as funções de:
    – Patrulha e fiscalização pesqueira
    – SAR
    – Combate a incêndio
    – Reboque
    – Apoio Logístico
    E por aí vai… Custo x benefício.

    • Tenho dúvidas se para contraminagem o AHTS seria viável. O casco e outros itens não tem que ser amagnéticos?? Seria possível fazer um AHTS amagnético?? Em sendo possível, teria a resistência necessária para as demais funções??

      • Quem vai caçar minas e fazer a varredura no futuro, são AUVs, UUVs e demais sistemas autônomos. O navio ficaria seguro, durante a operação. Ele seria uma espécie de “nave mãe”, que atuariam controlando seus sistemas.

        • The programme will deliver an autonomous, remotely operated mine countermeasures solution.
          Realmente, obrigado por trazer esta ótima visão de futuro. Qualquer tipo de navio do tamanho adequado poderá ser a nave mãe do sistema, totalmente integrado e automatizado.
          Será que um dia veremos isso por aqui??
          (mais um exemplo de que se está sofisticando e portanto encarecendo cada vez mais, tá ficando difícil…)

          • Pois é Nilson, num futuro muito próximo ninguém mais vai fazer varredura mecânica tripulada, pois um errinho e seu navio de MCM vai pro espaço — sinceramente é um trabalho muito ingrato, é como se fosse um esquadrão anti-bomba onde o camarada que desarma não tem nenhuma proteção individual. Se der ruim já eras. Claro que tem todo o cuidado dos materiais amagneticos para evitar uma detonação, mas se ela ocorrer vai ser na sua cara.

            Sei que os navios suecos que a MB intenciona adquirir já estão anos luz mais avançados que os Aratu e que já fazem um uso mais pesado de veículos remotamente controlados, dando maior segurança a tripulação, mas sua doutrina de uso significa que o navio ainda fica dentro da zona de risco.

            Um dos meus receios a esse investimento agora, é que justamente vc vai pegar aquela que provavelmente será a última geração de navios MCM como conhecemos e que ficará ultrapassada em uma década talvez. Quase parece que seria melhor esperar e pular essa geração…

            https://www.savetheroyalnavy.org/the-royal-navy-gets-its-first-unmanned-minesweeping-system/

  17. “india-mike 7 de setembro de 2018 at 5:37
    Minha dúvida é diante da total falência da Força de Superficie, se deveriam ser alocados recursos pra ForVarMin nesse momento.”
    .
    Parece-me que com dois navios modernos de antiminagem a Marinha fica bem servida para eventual necessidade, além de manter a doutrina.
    Por outro lado, a meu ver, mesmo com uma dezena de boas escoltas ASW não teria como impedir um submarino inimigo aproximar de algum porto e fazer a minagem. Então, apesar de sua lógica ser a normalmente correta (tentar evitar o mal em vez de remediá-lo), no caso específico não me parece aplicável, pois para garantir que nenhum sub inimigo faça minagem o custo seria altíssimo, dezenas de navios e helis operando o tempo todo em toda a extensão do litoral – e ainda assim com pouca possibilidade de sucesso.
    .
    Mesmo sem ter dados concretos em mãos, parece intuitivamente correto afirmar que os 200 mi a serem gastos nos Koster (segundo comentário acima) não seriam nem um arranhão no valor necessário em navios e helis para tentar “fechar” nossas dezenas de portos marítimos contra submarinos.

    • Nilson, não quero soar arrogante nem me fazer passar por especialista — pois sou mero entusiasta, mas acho que o problema é que não podemos ter 2 pesos e 2 medidas.
      Você fala como se os 200mi gastos nos Koster fosse automaticamente garantir a varredura de dezenas de portos marítimos e garantir a segurança de navegação.

      Fala que é inviável fazer busca ASW constantemente numa costa do tamanho da brasileira (e é claro que é inviável, sempre vão haver buracos, e muitos), mas diz que apenas 2 navios de MCM vão dar conta de varrer a mesma extensa costa. Como se apenas possuir esses 2 navios fossem garantia contra minagem de todo litoral…

      o meu ponto é justamente que um investimento maior em ASW tende a dissuadir incursões hostis e possíveis minagens. Ou seja, apenas o fato de vc possuir a capacidade ASW já funciona como dissuasão. Já a MCM não é uma capacidade dissuasória, ela só funciona se vc realmente realizar a varredura. E atualmente a ForMinVar não faz varreduras de rotina nem na Guanabara, Sepetiba, Santos ou qq outro porto. E ter o navio de MCM parado no porto nao serve pra muito.

      O problema com isso é que uma minagem ofensiva seria provavelmente um dos primeiros eventos de hostilidades (ninguém vai se preocupar em minar a Guanabara depois que a esquadra já saiu — vc minaria justamente antes) e se a nossa doutrina diz que vc só faz a varredura após o início das hostilidades e nunca em tempo de paz, vc corre um risco muito grande de ser pego de calças curtas (claro, numa sempre improvável hipótese de conflito envolvendo o Brasil).

      Veja bem, eu acho sim que devemos ter capacidade MCM, mas talvez haja a necessidade de adaptar a doutrina e a localização da ForMinVar. Acredito também que essa capacidade sempre deveria vir em segundo plano em relação aos investimentos em ASW.

      Sabe quando eu acho que a ForMinVar deva ser empregada, por exemplo? Logo antes do início dos testes de mar do Riachuelo. Se alguém quer boicotar o prosub, essa seria a hora. O submarino iria submergir, faria contato com a mina, haveria a explosão e muitos iriam indicar que foi uma explosão acidental, uma fatalidade, erro de projeto etc, e só os teóricos da conspiração iriam crer na possibilidade de uma única mina plantada em Sepetiba. Seria bom ter certeza que isso não aconteceria.

      • Prezado India-Mike, só para esclarecer, não defendi que 2 varredores seriam capazes de garantir a desminagem preventiva de nosso litoral. Entendo que tal reduzida força seria capaz apenas de ações preventivas pontuais (ex: canais principais da Baía de Guanabara e do Porto de Santos; canal que dá acesso à Base de Itaguaí; imediações da base da própria força de desminagem) e estaria disponível para eventual necessidade contra minagem praticada por inimigo em qualquer outro local, provavelmente após ter sido detectada a partir de um primeiro naufrágio.

        Com navios mais novos, creio que a força não ficaria tão limitada às imediações de Aratu ou alguma nova base que seja designada.

        Além disso, os “novos velhos” Koster trariam uma capacidade sonar que, salvo engano, praticamente já não temos nos nossos escolta, nem que seja apenas para águas rasas.

  18. A preocupação que me veio nesse tópico é se a MB já teria jogado a toalha quanto à possibilidade de empenhar nesse ano o recurso reservado para a Tamandaré, e assim estaria procurando outras saídas para gastar a grana.
    Ou talvez não tenha jogado a toalha, então a compra dos Koster seria o plano B caso a Tamandaré não dê certo.

    • Prezado Nilson,

      Os recursos para aquisição das Tamandaré são oriundos da EMGEPRON e não do orçamento da MB.

      Por outro lado, os recursos para aquisição destes 2 navios caça-minas vem do orçamento da MB.

      Abraços

  19. Triste a realidade de um país que não reconhece que o maior capital na atualidade e a capacidade tecnológica.
    Mas um país onde há pessoas que acham mais caro evoluir um projeto existente com tecnologias e conhecimentos que já possui em detrimento de importações com chifras na casa dos milhões, não é de se estranhar.
    Mas em um país onde se usa de sarcasmo e ironia para tentar passar a impressão de sabedoria e lucidez, não é de se estranhar mais nada!
    E continuamos sem planejamento, antecipação das necessidades futuras e garimpando as “oportunidades” dos estoques internacionais.

  20. Conforme o NGB, os 6 Classe Aratu foram construídos na Alemanha no final dos anos 60 e início dos 70. Data de comissionamento dos atuais navios varredores: 1971, 1972, 1972 e 1975. Idade média: 45,5 anos. Em 2024, data anunciada como provável desativação geral, serão 51,5 anos de idade média. Creio que tais dados demonstram porque sua quantidade de dias de mar é tão baixa, e que assim continue, não dá para usar muito navios tão velhos.
    .
    Outra informação interessante que consta num comentário do Dalton na matéria sobre o descomissionamento do Anhatomirim: somente EUA e Brasil têm força de contra minagem nas Américas.
    .
    A decisão parece premente, entre:
    1 – aproveitar a oportunidade de manter e dinamizar uma força de contra minagem da geração atual, mesmo que pequena (2 Koster);
    2 – não aproveitar a oportunidade e apostar todas as fichas na futura aquisição de equipamentos unmanned, de preferência antes ou logo após 2024; ou
    3 – definir que vai encerrar as atividades de contra minagem quando o último Aratu for descomissionado.

    Particularmente, apesar de relevantes contribuições em sentido contrário de vários colegas, continuo entendendo que é melhor garantir a continuidade da atividade com o que já está à mão (opção 1).

  21. Se eu não estou enganado, durante aquele simpósio de doutrina de minagem e varredura que aconteceu no Brasil, a marinha manifestou interesse de ficar com estes dois navios que seriam modernizados na Suécia e construir mais dois pelo menos Brasil.
    Em sendo verdadeiros os preços destes navios, aqui comentados por marinheiros da ativa, nas atuais e futuras CNTPs da economia, eu não colocaria “meus ovos” nesta cesta pelo menos não todos. A compra de oportunidade parece interessante, mas daí a investir em uma modernização da estrutura física de Aratu para construir mais dois ou mais me parece que no momento seja ma viagem na maionese, ainda mais com a mudança doutrinária prevista com a implementação massiva de UUVs na missão, usando navios “mãe” de construção mais simples e modular.
    Afinal de constas temos muitas prioridades e quase nada de caixa para sana-las.

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