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Uso do porta-helicópteros Atlântico pelas três forças é debatido em reunião do EMAER

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O Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) sediou, nesta terça-feira (04/09), a reunião do Comitê de Chefes de Estados-Maiores das Forças Armadas. Participaram do encontro, no Gabinete do EMAER, em Brasília (DF), além do Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Almirante de Esquadra Ademir Sobrinho; o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior; do Exército Brasileiro (EB), General de Exército Paulo Humberto Cesar de Oliveira; e da Força Aérea Brasileira (FAB), Tenente-Brigadeiro do Ar Raul Botelho.

A isenção de impostos em produtos de defesa e o uso do porta-helicópteros Atlântico por militares das três forças foram alguns dos assuntos debatidos. Temas de interesse comum das três forças, ligados às áreas de comunicações, comando e controle, também entraram na pauta de discussão do encontro.

“Cada força passa as decisões tomadas aqui para a sua estrutura de comando. No caso do Ministério da Defesa, passamos para a chefia do Estado-Maior para que sejam tomadas as providências dentro das resoluções que foram decididas no Comitê de Chefes de Estados-Maiores”, destacou o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.

O oficial-general lembrou ainda que, além de assessorar o Ministro de Estado da Defesa em assuntos específicos, esse grupo também é responsável pelo cumprimento de tarefas de extrema importância.

“É muito importante que haja essa integração no debate porque nós damos o exemplo da interoperabilidade vindo de cima, entre as forças, e determinamos para baixo o cumprimento dessas novas ações. Isso permite um maior intercâmbio entre as forças”, avaliou.

Esta foi a primeira vez que a FAB sediou o encontro, desde que foi implementado o sistema de rodízio entre as três forças. Antes, todas as reuniões, convocadas geralmente a cada dois meses, eram realizadas no Ministério da Defesa.

FONTE: Força Aérea Brasileira

22 COMMENTS

  1. Também acontece em outras Defesas no mundo? Navios anfíbios, porta-helicópteros, multipropositos, são operados pelas 3 Forças? Tipo topdown?

    • Boa tarde
      Também acontece em outras Defesas no mundo? Muito
      Navios anfíbios, porta-helicópteros, multipropositos, são operados pelas 3 Forças? Pelas Marinhas. O Exército espanhol tem navio, mas acho q é só pra transporte. Não me lembro.
      A tendência é sempre ser cada vez mais Conjunta a participação em vários “eventos”, com Forças Componentes compostas por elementos de todas as forças.
      Sds

  2. Comando do navio, fica claro, pela marinha! Mas o uso com outras aeronaves do exercito ou aeronáutica, sobe o comando do chefe do navio, ai séria ÓTIMO!

  3. Quando o filho é bonito, todo mundo é pai.
    .
    MB que bata na mesa e compre seus próprios helis de ataque e transporte de tropa, para não virar refém dos meios e palpites alheios.
    .
    Se as Forças vão se reunir e se acertar, Min.Def. pra quê ?

  4. Considero o uso imprescindível pelas 3 forças no tocante o que o País precisar como por ex:
    – Ajuda humanitária ;
    – Deslocamento de tropas para determinados Estados que a necessitarem;
    – Conflitos armados em outros países (ONU).
    – Exercícios Semestrais em conjunto entre as 3 forças para realização de todos esses citados acima seria bem interessante também.

  5. É como eu disse, o Atlântico é um canivete suíço, vai unir as três armas no objetivo de defender o Brasil. É só a MB saber usar.

  6. Quem comprou foi uma força, quem pagou foi o contribuinte, que façam o melhor e mais produtivo uso, se formos focar em discussão sobre quem pode ou não usar o meio, teremos que rever o apoio dos aviões da FAB a brigada paraquedista por exemplo. Coorporativismo não leva a nada.

  7. Eu tenho sentimentos mistos sobre essa história de uso do Atlântico pelas 3 forças.

    Perfeito, no RU eram embarcados Apache do exército britânico (e possivelmente soldados tb, mas nunca li especificamente sobre isso…), mas eles são uma ilha, e salvo invasão das ilhas britânicas por alguma força invasora, o exército sempre vai ter que ser transportado seja por via marítima ou aérea pra uma zona de conflito.

    O nosso caso é diferente, e por mais que seja bonito poder ver a integração entre as forças e potencialmente um Hind da FAB embarcado no Atlântico ou tropas do exército sendo desembarcadas nos LCVP, a pergunta acaba sendo para que?
    O efetivo dos FN é gigantesco, muito maior do que a capacidade de transporte de todos os nossos meios anfíbios combinados, então porque exercitar o uso da infantaria do exército que não é treinada especificamente para isso?

    Quanto a aviação, ok não temos uma aeronave específica de ataque como os Hind (que não são navalizados) ou os Cobras (que Deus sabe se um dia serão adquiridos). Mas não posso crer que em caso de necessidade alguém va querer deslocar uma esquadrilha de helicópteros de Roraima para o RJ pra poder operar com sérias limitações no Atlântico.

    Se as outras forças forem adicionar alguma coisa, ok, mas não acho que seja o caso, vão no máximo poder dividir custos operacionais.

    Soa redundante… se um político ou burocrata ver isso, já passa logo a faca e acaba com os FN e a Aviação Naval.

    • India…
      .
      apenas uma fração da força de fuzileiros navais está disponível à operações anfíbias como os batalhões de infantaria por exemplo…então esse “grande contingente” de
      fuzileiros muitas vezes considerado grande demais está empregado em inúmeras funções e localidades.
      .
      Consideremos que estes fuzileiros estejam já ocupados e/ou com baixas e/ou necessidade de substituição em alguma frente de combate e coisas assim, um meio relativamente rápido de aumentar o efetivo seria com tropas do exército ao menos basicamente treinadas nos princípios de uma ação anfíbia como alguns batalhões do
      exército baseados no Rio de janeiro por exemplo.
      .
      É por aí que penso que há uma lógica em haver uma integração.

  8. Também tenho sensação mista.
    O porta helicóptero é da Marinha.
    Deve ser usado para o bem do país.
    Se for o caso, as outras forças poderiam usar.
    Mas como?
    O exército vai fazer o que com o navio?
    Ou a aeronáutica?
    Talvez se o EB precisar transportar blindados entre o sul e o norte por exemplo.
    Ou levar aqueles blindados para o Uruguai…
    Transporte?
    Treinamento?

    • Não estou dizendo que seja a solução, mas talvez fosse interessante que houvessem estudos do MinDef para avaliar o impacto de consolidar as forças armadas sem distinção dos serviços.

      Claro que seria uma enorme chiadeira por parte dos militares, assim como foi quando da extinção dos 3 ministérios militares e da criação do ministério da defesa, mas para um país como o Brasil poderia ser interessante para reduzir os efetivos, os custos e aumentar a eficiência diminuindo em muito as redundâncias existentes.

      Se por exemplo parece ser ponto pacífico que uma guarda costeira independente (como uma quarta força subordinada ao MinDef) não seria produtivo por participar do mesmo pool orçamentário e acabar competindo por recursos com a marinha, pq o mesmo não é válido para o exército, marinha e força aérea, que também tem zonas de sobreposição?

      Além disso uma única força de defesa integrada ajudaria a se planejar a defesa de forma coordenada com estratégias bem definidas.

      Enfim, talvez valha um estudo.

  9. Isso é tipico da falta de verba para as FFAA, possivelmente aconteça o mesmos com um ou outro país no mundo que sofre também com falta de recursos mas, não é o bom uma força ficar dependente de outra.

  10. Acho, que o pessoal do MinDef, estão esquecendo que os pilotos da FAB e do EB, não são habilitados a operar em navio em movimento.

    • Nada que não possa ser resolvido com um bom treinamento. Se o Exército Britânico fazia, porque o Exército Brasileiro não pode fazer?

  11. O PHM Atlântico não pertence à Marinha do Brasil. Pertence à União. É um patrimônio público. E seu uso deve ser determinado através das estruturas vigentes do poder, guardadas as atribuições constitucionais dos órgãos da Administração Pública.

    Dito isso, infelizmente o Ministério da Defesa do Brasil ainda é, especialmente na atualidade, tão somente uma placa decorada com o Brasão da República na Esplanada dos Ministérios, que realiza mais uma defesa dos uniformes, que uma uniformidade da defesa, especialmente num momento nacional que reclama, em voz altissonante, a otimização dos recursos disponíveis a partir da especialidade das força singulares, assim, em regra, a Marinha navega, a Força Aérea voa e o Exército marcha, e a intercessão dessas funções deveria ser protagonizada, coordenada, enfatizada e definida pelo Ministério da Defesa, que atua desde sua existência, principalmente, na defesa do Ministro.

  12. Nada mais natural….afinal forças armadas mais capazes que as nossas já fazem isso a tempos quase imemoriais. E vão mais longe….escolas preparatórias conjuntas, unidades mistas e com mais equipamentos e aeronaves concentrados, equipamentos padronizados, etc.
    Só que aqui, nossos oficiais, seres quase intocáveis, desperdiçam tempo e dinheiro se envolvendo em política partidária e acordos de correção dos próprios soldos. Parafraseando nosso amigo Ozawa, nossos oficiais estão mais preocupados com a “… defesa dos uniformes, que uma uniformidade da defesa…”.
    Lamentável…triste e lamentável…

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