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Ativação dos elementos de bateria do Submarino Riachuelo

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A Marinha do Brasil começou o processo de ativação dos elementos de bateria do Submarino Riachuelo (SBR-1), o primeiro submarino do Prosub (Programa de Desenvolvimento de Submarinos) que vai ser lançando ao mar em 12 de dezembro.

A Marinha escolheu a empresa paulista Newpower para desenvolver e fornecer baterias para o programa Prosub, mas as baterias do SBR-1 ainda são importadas da Exide da Alemanha.

O segundo submarino, SBR-2 (Submarino Humaitá), também será equipado com baterias importadas, mas com a conclusão dos testes e a certificação da bateria nacional, os SBR-3 e SBR-4 já receberão as baterias nacionais produzidas pela Newpower.

Cada submarino SBR será equipado com 360 elementos de bateria, como os que aparecem nas fotos.

As baterias são fundamentais para o submarino convencional, pois são elas que fornecem energia aos sistemas e motor elétrico enquanto ele navega submerso.

Conheça mais sobre a nacionalização das baterias dos submarinos convencionais do Prosub clicando aqui.

O Brasil está construindo atualmente quatro submarinos S-BR dentro do Programa Prosub
O Brasil está construindo atualmente quatro submarinos S-BR dentro do Programa Prosub
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2 anos atrás

Depois do ocorrido com o ARA San Juan, nenhuma Marinha (seja qual for o Pais) vai dar mole com a manutenção de seus sistemas de baterias de seus submarinos, afinal uma economia com baterias recondicionadas, pode ter sido o motivo que custou a vida de 44 tripulantes, fora a perca do submarino. É de se lamentar que com certeza nem seguro ou indenização as famílias receberão. O Brasil dessa forma faz a lição de casa. Não importa a origem da bateria (importada ou nacional) desde que seja certificada. Economia nesse quesito vital de um submarino, não dá para “economizar”

Esteves
Esteves
2 anos atrás

Vejo conspiração por todos os lados. Presente em 80 países, a Exide deixou o Brasil. Culpa da crise? Conseguimos as baterias na mesma Exide da Alemanha. A grata Alemanha que nos iniciou na tecnologia nuclear e, em outras.

Via longa para a NewPower. Lei de Murphy acontece.

willhorv
willhorv
2 anos atrás

E convenhamos….
Depois, mais subs virão e a manutenção e substituição das mesmas vão ocorrer.
Que seja feito aqui, com garantias, tecnologia e certificação. Nisso a nossa marinha vai exigir.
Pena que não startamos o primeiro SBR com bats nacionais.

Bardini
Bardini
2 anos atrás

“ToT não existe”

🤔

Esteves
Esteves
Reply to  Bardini
2 anos atrás

A Marinha escolheu a empresa paulista Newpower para desenvolver…

Se esta desenvolvendo não há. Haveria ToT se a Marinha ou a NewPower tivessem comprado o desenvolvimento dos americanos da Exide.
Transferência de propriedade. Compra dos direitos de produção e dos ganhos com essa produção.

Bardini
Bardini
Reply to  Esteves
2 anos atrás

Tá e tu acha que a Newpower, que foi contratada recentemente fez mágica pra montar essas baterias do nada, sem receber ToT e componentes oriundos da Exide?

Esteves
Esteves
Reply to  Bardini
2 anos atrás

Eu acho que uma empresa como a NewPower, pelo que vi no site, nao tem grana para pagar ToT.

Acho também que bateria não é uma coisa tão complicada. Se tiver encomenda e lucro, fabrica. Baterias tracionarias não são novidade. Empilhadeiras usam.

Acho ainda, que deve ser razoavelmente fácil de copiar.

Mas, só posso continuar achando o que leio. E está escrito que a empresa está desenvolvendo. Não está escrito que comprou os direitos de propriedade e de produção.

Nilson
Nilson
Reply to  Esteves
2 anos atrás

Em matéria anterior, salvo engano, foi informado que para a fabricação das baterias dos Tupi a NewPower adquiriu equipamentos da massa falida da Saturnia e contratou pessoal que lá trabalhava. Para fabricar baterias Scorpene dependia de ToT. E nos dois casos dependeria de futura certificação.

Francisco Lúcio Sátiro Maia Pinheiro
2 anos atrás

Menino, imagina ter que fazer uma ” chupeta” numa bateria dessas. Com certeza não dará pra fazer com a Moura do meu carro kkkkkk

Bardini
Bardini
2 anos atrás

Quanto será que pesa cada módulo desses?

Esteves
Esteves
Reply to  Bardini
2 anos atrás

Tem ponte rolante na linha de produção. Penso que peso semelhante a um transformador de rua…uns 600 kg. Talvez 800.

Phacsantos
Phacsantos
Reply to  Bardini
2 anos atrás

Uns 800kg. O que daria quase 300 Ton. no total.

https://maritime.org/doc/fleetsub/elect/chap5.htm

LucianoSR71
LucianoSR71
Reply to  Phacsantos
2 anos atrás

Interessante, mas pelas imagens principalmente da parte de instrumentação, diria que devem ser dos anos 50/60. Talvez as atuais pesem diferente ( p/ + ou p/ -), visando uma maior capacidade de carga, durabilidade e segurança, mas é bom lembrar que esse peso é útil ao submarino, afinal ele tem que ser capaz de submergir rapidamente e isso diminui a quantidade de água a ser injetada nos tanques de lastro, além de sua localização na parte inferior ajudar no equilíbrio do submarino.

LucianoSR71
LucianoSR71
2 anos atrás

Não tem jeito, me lembro logo do filme Das Boot, aquela cena dos caras entrando na parte inferior do submarino, deslizando numa espécie de carrinho p/ fazer novas ligações eliminando baterias danificadas ( e c/ cloro exalando ) p/ conseguir força p/ sair do fundo.

Nilson
Nilson
2 anos atrás

Será que a foto foi tirada no interior do laboratório de ativação de baterias que estava sendo construído em Itaguaí?? Ficou pronto?? Ou aproveitaram um espaço de algum outro prédio para instalar os equipamentos de ativação??

Alexandre Nascimento
Reply to  Nilson
1 ano atrás

Ola amigo estas fotos são da oficina de ativaçao de baterias em itaguai eu trabalhei neste projeto

OSEIAS FERNANDES DA
OSEIAS FERNANDES DA
2 anos atrás

Esses módulos de baterias se assemelham com as que usamos na área de transmissão da maior operadora de telecom do Brasil. Mas pessoal, não comparem essas baterias ou de empilhadeiras com baterias usadas em sub. O nível de segurança que uma bateria dessas possuem chega a ser um absurdo, mas correto em engenharia. Vi alguns comentários que não seria complicado desenvolver. o que posso dizer disso é. Cara abre uma empresa de baterias e tenta a sorte, já que você entende tudo de baterias e sabe que não é algo complicado. Que pensamento mais simplista, chega da pena de um… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  OSEIAS FERNANDES DA
2 anos atrás

Operadora de telecom do Brasil. Qual? A única nacional deve 70 bilhões, 35 ao BNDES, está falida, à venda e sem salvação.

As outras. Uma espanhola, uma mexicana, uma italiana. As 3 devem centenas de milhões em multas à Anatel.

O setor está estagnado. Crescimento negativo desde os anos 2000. Nenhuma publica a planta de clientes vivos. Nenhuma conta o que e quantos dão baixa. Margem operacional zero.

Mas…se o prezado tem proficiências em telecom, pode mandar. Vamos ver o que tem aí.

OSEIAS FERNANDES DA
OSEIAS FERNANDES DA
Reply to  Esteves
2 anos atrás

Cara do que você está falando?? Apenas mencionei que temos bancos baterias semelhantes nas salas de transmissão. E antes de serem vendidas eram estatais e que utilizavam os mesmos bancos de baterias. E o mais importante, nessa empresa em questão tudo pertence ao povo brasileiro, o que foi privatizado é concessão de explorar a banda e para ser objetivo o mercado. Se a empresa quebrar o governa pega tudo e passa para outra empresa. E mais, mencionar que é coisa simples desenvolver essas baterias é um pouco demais. Você faz ideia do que aconteceria se uma delas vazar dentro de… Read more »

Esteves
Esteves
2 anos atrás

O Google existe pra isso. Busca baterias tracionarias. Dezenas de aplicações. De poucos quilos a milhares. De todas as cargas e potências.

Complicado é desenvolver tecnologia nuclear. Complicado é ter resultado. Complicada é a vida em Europa. Baterias de switchcenter e de ERBs também são artefatos do outro mundo? Não sabemos produzir nem aprender a fazer?

Produzir baterias é complicado? Porque a Saturnia faliu então todo o setor está ou é um inferno?

Nível de segurança…até pra fabricar lápis de cor existe isso.

A vida é simples. Nós é que nos precipitamos.

OSEIAS FERNANDES DA
OSEIAS FERNANDES DA
Reply to  Esteves
2 anos atrás

Entendo sua vontade em ver que nosso país está se desenvolvendo a passos largos. Mas menciono novamente, o nível de segurança exigido nesse caso é muito alto. E os testes são caros e demorados. A utilização das mesma será em um espaço confinado e em batalha (em tese). Logo isso demora e tem que ser cercado de cuidados.

Zorann
Zorann
2 anos atrás

É por estas e outras que não podemos deixar de construir submarinos.
.
Um novo lote deve ser contratado para substituir os Tupis. Mesmo que isto signifique o fim da marinha de superficie. São muito mais importantes do que 4 Tamandarés.
.
Agora é a hora de dissolver os custos.

Bispo
Bispo
2 anos atrás

Dizem que aquele submarino Argentino que “sumiu”… tinha baterias “tabajaras” instaladas…

Nilson
Nilson
Reply to  Bispo
2 anos atrás

Fiquei na dúvida sobre o que são baterias “tabajaras”. Se quer dizer baterias brasileiras, não é verdade, todo o noticiário disse que as baterias utilizadas na reforma do San Juan vieram da Alemanha. A questão levantada é que elas teriam sido recondicionadas, em vez de serem novas.

Luiz Floriano Alves
2 anos atrás

A tecnologia das baterias de chumbo-ácido não mudou desde a primeira guerra mundial. O que acontece é que a pesquisa, hoje está direcionada para baterias de tipo Litium-Ions que transformam qualquer submarino convencional em AYP, sem alterar a cadeia logística de suprimentos. As vantagens são tão gritantes que o Japão passou a equipar a sua classe de submarinos Soryu com essa tecnologia. Além do maior tempo de duração das cargas este sistema propicia a recarga rápida das mesmas. Isso é muito importante, eis que reduz o tempo de imersão para recarga, operação que espoe o submarino a detecção. A chave… Read more »

Leonardo Costa da Fonte
Reply to  Luiz Floriano Alves
2 anos atrás

Luis Floriano Alves,
Será que a blindagem nuclear pesa mais que as baterias? Acho difícil. Você teria algum informação a respeito? abs

Luiz Floriano Alves
2 anos atrás

Leonardo Costa da Fonte Sim as baterias de chumbo-ácido pesam muito mais do que as blindagens de chumbo dos reatores. Mas pesam muitíssimo menos as baterias de Li-Ion. Um submarino com baterias de L-I fica semans submerso sem necessitar de recarga ao passo dse que um com baaterias de chumbo fica pouco tempo se estiver se deslocando em velocidade. O tempo de recarga das L-I é tal que está possibilitando o uso automotivo em que os carros ficam recarregando nos estacionamentos. É impensável um carro elétrico com baterias de chumbo-ácido. Isso está consagrado em todos os fabricantes de carros elétricos.… Read more »

Alfredo RCS
Alfredo RCS
2 anos atrás

Vamos torcer para que nossos estimados politicos, atraves dos recorrentes “contingenciamentos” para a Defesa, nao quebrem a Newpower. Pois a historia recente faz supor que desejam um pais sem capacidade minima de defesa. Pelo menos é o que transparece.

Alezera
Alezera
1 ano atrás

Luiz Floriano, estava justamente pesquisando sobre como as baterias dos submarinos irão ser recarregadas quando li o seu comentário, você saberia me dizer se o sistema AIP só funciona para baterias de Ions de Litium ? ou esse sistema também serve para recarregar as baterias de chumbo ? O Japão se eu não estou enganado foi o primeiro pais a lançar um submarino com baterias de Ions de Litium, sabemos que elas são bem mais caras que as convencionais mas concordo com você quando você compara o valor com um submarino nuclear, eu acho que para a necessidade brasileira os… Read more »