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Ucrânia vai receber da Dinamarca três navios-patrulha classe ‘Flyvefisken’

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Classe Flyvefisken
Classe Flyvefisken

A Marinha Ucraniana será abastecida em breve com navios-patrulha da Dinamarca.

O governo dinamarquês aprovou a venda para a Ucrânia por 102 milhões de euros de três navios multifuncionais de 450 toneladas classe “Flyvefisken” (projeto Standard Flex 300).

Os navios-patrulha classe “Flyvefisken” (“peixe voador” em dinamarquês) são navios de guerra da Marinha Real Dinamarquesa. A classe também é conhecida como a classe Standard Flex 300 ou SF300. Quatro navios foram vendidos para a Marinha Portuguesa e são localmente designados como classe “Tejo”.

Os navios “Flyvefisken” foram construídos usando um projeto modular inovador conhecido como StanFlex: eles têm um casco padrão no qual armas ou sistemas em contêineres podem ser colocados. Isso permite que eles mudem rapidamente de funções, geralmente em 48 horas. Isso permite que os navios sejam configurados para executar as seguintes funções:

  • Vigilância/controle de poluição
  • Combate
  • Contramedidas de minagem/caça-minas (MCM)
  • Lança-minas

Os contêineres medem 3,5 por 3 por 2,5 metros (11,5 pés × 9,8 pés × 8,2 pés). Um recipiente está situado na proa; os outros três vão para o tombadilho atrás da superestrutura e da chaminé. Além disso, os navios são construídos usando o princípio sanduíche – uma camada de fibra de vidro de cada lado de um núcleo de espuma de célula de PVC. Isso forma a estrutura da quilha ao topo do mastro. Esse método de construção reduz os custos de manutenção.

A classe Flyvefisken usada como caça-minas pode localizar as minas com sonar de varredura lateral e neutralizá-las uma a uma com um ROV.

Os navios são dotados de radar 3D, sonar de profundidade variável e, dependendo da configuração, podem receber o seguinte armamento:

  • 8 × lançadores de mísseis antinavio Boeing RGM-84 Harpoon Block II
  • 12 × lançadores VLS de mísseis antiaéreos Sea Sparrow
  • 1 × canhão de duplo emprego OTO Melara 76 mm/62
  • 2 × metralhadoras 12.7 mm
  • 4 × lançadores de torpedos antissubmarino de 324 mm (12.7 polegadas) para torpedos MK.46/MU90
  • 60 minas
HDMS Viben (P562), classe Flyvefisken
HDMS Viben (P562), classe Flyvefisken

A classe “Flyvefisken” tem 54 metros de comprimento, 9 metros de boca e 2,5 metros e calado. A propulsão é CODAG, com uma turbina a gás LM500 (versão naval do motor a jato GE TF34) e dois motores diesel MTU 16V 396TB94 de 5.667 hp no total.

O navio pode alcançar 30 nós de velocidade máxima empregando turbinas e diesel ao mesmo tempo, e 20 nós usando somente os diesel. A autonomia é de 3.860 milhas a 18 nós.

A tripulação é de até 29 militares, dependendo da missão.

A classe Flyvefisken substituiu três tipos diferentes de navios de guerra na Marinha Dinamarquesa
A classe Flyvefisken substituiu três tipos diferentes de navios de guerra na Marinha Dinamarquesa
Dependendo da missão, diferentes módulos são instalados nos navios
Dependendo da missão, diferentes módulos são instalados nos navios

Flyvefisken na configuração de combate, com mísseis antinavio Harpoon e mísseis antiaéreos Sea Sparrow em lançadores VLS
Flyvefisken na configuração de combate, com mísseis antinavio Harpoon e mísseis antiaéreos Sea Sparrow em lançadores VLS

86 COMMENTS

  1. Conceito interessante, posso estar falando bobagem, mas acredito que na presente situação econômica, que po sinal ainda está aos trancos e barrancos no mundo! Pensar em meios flexíveis e fáceis de otimizar, vejo como uma forma viável de manter o adestramento de tripulações, quase como embarcações escola de aprimoramento!

  2. É rápido. 20 lançadores de mísseis. Bateu e correu. 1/3 do preço das Tamandarés. Nossos patrulhas de 500 ton não tem essa configuração de combate. Parece que pegaram tudo que poderia caber e enfiaram no navio.

    Sei nada disso. Parece coisa de doido. Não tenho grana pra comprar navio de guerra, encomendo navio de bolso. Parece tubarão tigre com os dentes de tubarão branco.

  3. É mais um exemplo para bater na tecla do conceito de modularidade e de padronização.
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    O que ocorre com essa classe, é o mesmo que ocorreu com o projeto das classes Absalon e Iver Huitfeldt, onde se buscou empregar o conceito da modularidade para maximizar ao máximo, a relação custo x benefício no cumprimento das funções daquela marinha.
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    http://www.marinehist.dk/orlogsbib/StanFlex.pdf
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    Somos uma Marinha pobre, de recursos escaços… É preciso ter isso em mente.
    Pq os novos navios, que foram projetados pela própria Marinha do Brasil, não abrangem esse conceito?
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    Talvez a resposta seja mais ou menos nessa linha: Pq não temos a visão deste conceito tecnológico difundida, e os novos projetos da Marinha para a força de superfície, não passam de meras “evoluções” de projetos da época do “guaraná com rolha”.
    Não temos pessoal e estrutura com capacidade para levantar um projeto desses do zero… Não temos condições de criar nada. Só requentamos. Foi assim com a Barroso, foi assim com a Tamandaré, está sendo assim com o NPa 500t, que é uma “evolução” de um projeto que os franceses já estão substituindo, e por coisa mais moderna e eficiente para cumprir as demandas da atualidade.

    • Publicação dos anos 1990. Pensamento dos anos 1980. Uma das justificativas da MB para o Atlântico é o conceito de bolsas de golfe. Para cada missão, para cada finalidade, um tipo de armas. Se vou para uma missão humanitária não preciso estar com aquilo que levo para uma missão antisuperficie ou anti-submarino ou missão de guerra.

      Com helicópteros é uma coisa. Do jeito que está no material aonde quase tudo é container e não levo lançador de torpedos para uma missão antiaérea, é outra. Obsolescência, necessidade de muitos meios, manutenções. Troco isso por bater e correr. Faço um projeto contaneiravel conforme a missão.

      Então, não preciso de patrulhas para um tipo de missão, corvetas para outra, fragatas para outras. Junto 3 X 1. E gasto com sistemas, apoio, suporte, logística, inventário. Inteligente? Por que não foi oferecido aqui ou por que a MB não foi por esse caminho se parece ser racional e eficiente?

      E por que as Absalon não passaram de 2?

      Eu acho o seguinte.

      Quem determina como serão os meios, as quantidades, os tipos, as armas, os usos, as missões, os preços, são os estaleiros. As marinhas até podem tentar fazer taylormade, mas serão sabotadas? Aí aparece alguém fazendo diferente como aqueles cascos com proa invertida dos dinamarqueses. Quem paga a novidade?

      Tudo isso é protegido por direito de propriedade e de construção. Os estaleiros pagariam por um conceito desse da postagem se tiver pra quem vender. Um trabalho de formiguinha pra vender o conceito, a estrutura, o adestramento, a formação. Demora…uns 20 anos? Melhor vender quase igual pra todo mundo ganhando a famosa economia de escala com redução dos custos na construção.

      Se for bom para meia dúzia de estaleiros que controlam o mercado de construção naval militar…pra fazer negocio com estaleiros dinamarquês, iríamos desagradar ingleses e franceses? Haveria pressão para seguir fazendo como sempre se fez?

      Padre não reza oração nova.

        • A Absalon atende todos os requisitos da nossa concorrencia para CV-03 e ainda pode apoiar operaçoes anfibias, humanitarias, lançamento e caça-minas. Alem da maior autonomia é muito mais completo.
          É o navio ideal para uma marinha como o Brasil e para operar em conjunto como o Atlantico e o Bahia. Tres navios seriam suficientes, poderiam ter o casco construido no exterior e serem completadas no Arsenal da MB, aproveitando alguns componentes das Niterois a serem desativadas (canhoes 114mm e 40mm, lançadores de torpedos, etc) e adicionados sensores e misseis AA modernos, como o Sea Ceptor.
          Estimo que isso poderia ser feito por metade do valor previsto para as 4 CV-03 e a economia poderia ser redirecionada para o programa de submarinos – muito mais prioritario que as escoltas.

        • Tentarei ser mais claro.

          Citei o conceito mesmo. A MB tem o problema crônico de se afastar de sua atividade-fim. Ou melhor, de alargar suas finalidades. Seja por corporativismo, seja por motivações políticas, por tradição ou em resposta ao quadro social do país.

          Neste particular, de uma força armada que não vê conflitos militares como seu destino precípuo, até pelo histórico pacifistas brasileiro, uma embarcação altamente modular, que permita ser rapidamente preparada para diferentes missões e ainda possua capacidades de combate me parece o ideal.

          Nos permitiria fazer mais com menos, em menor tempo. Não precisamos importar a classe em sua totalidade, se não me engano o estaleiro passou por muitas crises, e muitos anos se passaram do projeto original. Mas uma aproximação técnica seria interessante, se o projeto da MB não fosse outro, por suas razões.

    • Bardini, vi uma matéria sobre a proposta da TKMS, e a Meko A-100 LF tem uma capacidade de receber vários módulos de missão, não sei se tem a capacidade de flexibilidade desse sistema da Dinamarca, mas seria interessante para a MB quem sabe ter um primeiro contato com esse método. A proposta da TKMS sempre foi a minha favorita.

      • Bardini,no caso do Brasil seria interessante a adoção de navios multi propósitos como por exemplo este aqui: https://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&rct=j&url=https://www.damen.com/en/news/2016/06/damen_announces_new_range_of_naval_multi_role_auxiliary_vessels&ved=2ahUKEwiN08W3pMPdAhXHx5AKHW8DCc4QFjAAegQIBRAB&usg=AOvVaw1YTgYOPyh9Nls7D14P9L0x. fabricados no próprio Brasil pelo estaleiro parceiro da damen e por um preço baixo e com grande custo beneficio.

        • Acho esse conceito da Damen bem mais aplicável ao Brasil do que um exatamente igual ao sistema da Dinamarca, a modularidade da Damen é mais voltada para um navio de apoio.
          Comparativo de missões:
          StanFlex e Damen (Patrulha, hidroceanográfico, oceanográfico, MCM)
          StanFlex (ASW, ASuW, AAW)
          Damen (Transporte, Navio tanque, ajuda humanitária e talvez ASW)

          O mesmo conceito do Stanflex no atlântico é bem mais complicado pois os navio de combate tem que ser maior. Diferente do TO da Dinamarca que pode unir tudo em navio menores, mas ter toda a flexibilidade do navio da Damen e adicionar capacidade de combate é bem mais caro. Poderia ser interessante a MB ter dois sistema de flexibilidade com alguns subsistemas em comum, como sonar rebocado, VANTs, um sistema para navios de apoio e outro entre corvetas, fragatas e quem sabe OPV(este sistema acho mais complicado).

          • A MB não irá investir em VANTs.

            Por que navio de guerra para o Atlântico tem que ser maior? Navio de guerra limitado a um mar? Só combate naquele oceano? No oceano do lado, afunda?

            O conceito não é reunir tudo. É estar adaptado e pronto para qualquer missão. Não tem com o tamanho do navio. Tem com a missão.

    • Top demais a modularidade do projeto, ter ao menos 8 dessas e deixar já configuradas para as possíveis missões, principalmente de combate.
      Se levar em conta a tecnologia atual, da para deixa-las mais light (no sentido de reduzir peso mesmo) e com melhor desempenho ainda.

      *PDF show de bola esse.

  4. Isso sim é um baita Navio Patrulha.
    Quanto aos nossos , não vou ressuscitar o fato de que sempre disse aqui que são sub-armados porque todos acham que estão bem como estão (muitíssimo mal armados).

    Uns dois desses aí poriam a pique Os Amazonas, as corvetas e as fragatas da MB, fácil.

    • Isso aí não é só um Navio Patrulha. Desde o projeto, se esperou que estes navios desempenhassem missões de combate. Não adianta fazer malabarismo com o conceito dinamarquês para tentar justificar essa tese furada, de que os Amazonas são “muitíssimo mal armados” para exercer sua função.

      • Ok. F35 não é somente 1 avião. É um vetor. É um conceito. Esse navio não é somente patrulha. É um conceito de guerra que não temos aqui. Quando o patrulha chega para uma missão antisuperficie carrega contêineres para essa missão. Se e quando retorna pode carregar contêineres para uma missão antiaérea.

        O pessoal de terra precisa estar preparado. Os inventários disponíveis. Máquinas e sistemas prontos.

        Não temos nada disso aqui. Então não bastaria comprar esse patrulha. Eu precisaria mudar. Para mudar preciso arrumar quem patrocina a mudança. Um estaleiro com uma super ultra oferta ou um novo PAEMB ou PEAMB ou PROSUPER que planejasse a tarefa com patrocínio de alguma fonte de recurso. Como os Scorpenes. Estaleiros franceses.

        Muitos ous.

      • Pois é. Não dá pra olhar pra isso como navio. É um conceito de marinha de guerra que não temos aqui.

        Um conceito dos anos 1980/1990. Vingou? Virou produto?

  5. Amigos,

    Observem as águas onde esses vasos irão atuar… Os dinamarqueses visam o Báltico e os ucranianos a porção que lhes cabe de Mar Negro. Para eles, portanto, esse tipo de embarcação faz todo o sentido. Não irão percorrer grandes imensidões de mar pra fazer o que quer que seja, podendo então investir pesado na capacidade ofensiva de suas embarcações em detrimento de espaço para viveres e combustível.

    Vejam também outras classe similares, que atuam naquelas águas, tais como a classe ‘Hamina’ ou a ‘Karakurt’… Seguem o mesmo “padrão”.

    Para nós, voltados para a imensidão do Atlântico Sul, somente vasos de grande tonelagem, com grande endurance e alcance, é que nos servem…

      • Esteves,

        Depende… Falei especificamente de meios destinados a combate…

        A Barroso, por exemplo, chega a ter mais que o quíntuplo do deslocamento desses combatentes operados por nórdicos e, futuramente, ucranianos… Será o mesmo para a classe ‘Tamandaré’. E ainda assim, as características dessas duas classe as tornam impróprias para serem a base da Esquadra, havendo necessidade de incorporar algo mais pesado, se se pretende exercer domínio para além das ZEE…

        E quanto as patrulhas, mesmo os atuais NPaOc da classe ‘Amazonas’ deslocam o triplo… E se houverem futuras, certamente serão mais pesadas…

        Um vaso como esse da matéria está aquém até mesmo do que realmente precisaríamos para uma patrulha costeira, em termos de tonelagem… Algo dentro das 700 ton. full seria muito mais adequado…

        • Os navios-patrulha classe “Flyvefisken” (“peixe voador” em dinamarquês) são navios de guerra da Marinha Real Dinamarquesa.

          Combate.

          Em 48 o navio muda o conceito.

          8 × lançadores de mísseis antinavio Boeing RGM-84 Harpoon Block II
          12 × lançadores de mísseis antiaéreos Sea Sparrow
          1 × canhão de duplo emprego OTO Melara 76 mm/62
          2 × metralhadoras 12.7 mm
          4 × lançadores de torpedos antissubmarino de 324 mm (12.7 polegadas) para torpedos MK.46/MU90
          60 minas

          Guerra antiaérea. Guerra antisuperficie. Guerra anti-submarino. Lança minas.

          Eles não sabem o que fazem?

          • Pelo contrario. Sabem muito bem o que fazem. E para a realidade deles ( Báltico e região em torno da Jutlândia; Kattegat e Skagerrak ), um vaso como esse é excelente.

            Já para o Brasil, voltado para as imensidões do Atlântico, simplesmente não faz sentido ter combatentes de tonelagem tão baixa e tão pequenos, cujas características, de uma maneira geral, não permitem assegurar a presença para muito além de águas territoriais…

  6. Em um embate mano a mano, este barco tem zero chances contra uma corveta classe Inhaúma, Barroso. Infelizmente o pessoal aqui demora para entender. Esquecem que a terra não é plana e que por mais mísseis que ele tenha, estes estão limitados pelo alcance dos seus sensores que por sua vez estão limitados pela altura dos seus mastros. Aí podemos ver que as nossas corvetas maiores e dotadas de helicóptero orgânico podem localizar primeiro, atirar primeiro antes do barquinho. Que, no Atlântico sul vai sofrer por demais e que a sua falta de estabilidade também degrada os sensores. Barco costeiro para águas calmas, vide Mar Báltico ou outro do tipo, como Golfo Pérsico. Sem falar que mal saiu do porto já vai ter que voltar porque se correr o combustível acaba logo, se andar devagar em velocidade de cruzeiro acaba a água os alimentos.
    Barco deste tipo somente funciona com o apoio de aeronaves com radar embarcado para localizar os alvos ou algo semelhante sozinho não vale muito. Não se enganem com o número de mísseis.
    Off tópic: Por falar em Ucrânia, notícia recente sobre uma fragata, construída por eles para a Guiné Equatorial, a Wele Nzas (F 073).

  7. Brasil bem que poderia comprar os destroyers oferecidos pelo Japão e largar essa ideia de tamandare pra la …minha humilde opiniao,vamos gastar muito dinheiro e tempo em algo que nao vamos ficar fabricando sejamos francos aqui.
    Se eu tivesse algum pode de decisão seria dessa forma

  8. Boas
    Portugal comprou 4 mais 1 desses navios por 5 milhões euros cada. Foram transformados e agora são navios patrulha de costa sub armados.
    Para o Brasil só se navegarem junto á costa porque esse casco não foi feito para apanhar “tareias” do oceano Atlantico. É demasiado frágil e não é navio casco duplo.

  9. O custo para construir navios com esse método de casco em compósito é muito mais caro que casco em aço ou alumínio, a redução do custo de manutenção durante a vida útil não compensaria?

  10. Ué ?!
    Os Ucranianus não são metidos a construir navios de última geração tem os melhores estaleiros da região e técnicos e engenheiros navais ?!
    Sei não hein ?!
    Isso daí tá me cheirando a mais um calote !!!
    Isso eles sabem fazer direitinho (mal pagadores).
    E gostam de vender gato por lebre !!!

  11. Dúvida de leigo…
    .
    Esse armamento todo descrito é “tudo ao mesmo tempo agora” (ainda que um pouco de cada) ou precisa ser ou um ou outro? Se for o segundo caso, qual a flexibilidade de instalação entre missões, ou seja, é relativamente fácil trocar a configuração entre uma missão e outra? Pareceu bem armada pelo tamanho e missão aparentemente de caça-minas…
    .
    Sds

  12. Se desejam construir CCT para um prazo de 10 anos até 2030, que sejam pelo menos 10 pelo mesmo tempo. quanto aos NP podemos construí-los localmente dentro de que se propõe ser um navio -patrulha( o nome já o diz). Há também de se buscar os caça -minas e varreduras que são primordiais. Também manter o Prosub (Scorpenes) e se possível fazer a modernização dos Ikls. Não podemos esquecer também nossos Patrulhas fluviais, e Patrulha aérea para MB. 10 anos para o novo governo se preocupar( se desejarem). Este governo já está com o cafezinho frio. Finalizando. tentar compras de oportunidades, válido. grande abraços. MB muito tem a fazer. Reitero os abraços.

  13. Muito interessante o conceito.
    .
    Imagine ter toda uma frota de Navios de Patrulha (de aprox 500t – que a MB pretende adquirir) capazes de cumprir variadas missões de combate, de acordo com a necessidade.
    .
    Muito interessante o conceito. E basicamente pelo mesmo preço que se imagina pagar um NPa500Br.
    .
    Nem é questão de construir aqui, de copiar a idéia, ou comprar fora….é pensar fora da caixinha, ter um navio mais capaz/flexivel sem gastar muito mais pra isto.
    .
    Era hora de ir ver o conceito de perto.

  14. O nosso patrulheiro para os próximos 20 anos sera os 24 NPa500 construídos localmente com parte dos recursos do FMM,
    alem disso, na minha opinião, nao vale a pena modernizar as 03 fragatas niterói e nem as 03 corvetas inhauma para manter em atividade por 10 anos apenas.
    A Marinha do Brasil deveria ter coragem(loucura) de descomissionar as 2 classes criando um problemão(crise) politico/midiatico que so assim as coisas funcionam no Brasil

    Em tempo, ainda nao perdi as esperanças que a Marinha venha construir mais 5 corvetas desdentadas classe amazonas

  15. Os dinamarqueses velhos lobos do mar acertaram em cheio. Esse barco faz jus a tradição dos Vikings. É versátil e pode ganhar dentes afiados se assim requerer a situação.
    Chamaram de mini destroyer, acho que tá mais para Corveta de Bolso. Uma destas em cada distrito naval não seria exagero e custaria menos que as Tamandaré, para as quais não temos grana.

  16. 150 a 160 milhões de reais por navio dinamarquês.
    Ainda tenho dúvida sobre o preço que consta naquela apresentação da Emgepron sobre o NaPa 500 BR, se seriam 40 milhões de dólares ou de reais pelo primeiro navio da série. Se forem reais, bem mais barato, apesar de ser bem menos útil (mas atende à necessidade da Marinha, conforme suas especificações). Agora, se forem 40 milhões de dólares, aí tem que pensar e comparar bem, o dinamarquês seria muito mais eficiente e quase o mesmo preço. Lógico, teria a questão da indústria nacional, mas nesse caso a diferença seria gritante, muito além dos 40% que se tem convencionado por aqui ser razoável pagar a mais por um meio construído no país.

  17. Há tempos sugeri que se coloquem sistemas adicionais modulares nas Amazonas, de acordo com a necessidade.
    Aí se responde “Aiiinnn OPV de 2000 toneladas só precisa de 30mm…”
    E ficam aí babando pra patrulheiro de 450 ton. com sistemas adicionais.

  18. Não é modular. É contêineravel. Em 48 horas muda a missão. Troca até o canhão de proa. Coloca sonar. Substitui SAM.

    Não dá pra comparar com outros navios nem com outros patrulhas. É um sistema para missões. No plural. O pessoal de terra está treinado com todo o inventário pronto para trocar a missão.

    Não dá para copiar. É propriedade dos dinamarqueses. Como a proa invertida deles que chamam de XBow. Quem compra, compra o sistema todo. Mais de 100 milhões de euros para um patrulha vai junto a conta do produto. Do desenvolvimento.

    Foi pensado nos anos 1980. O link do Bardini é de 1992. Demora para convencer os países a investir. Demora pra vender. É diferente dos meios tradicionais, dos estaleiros tradicionais ingleses, italianos, franceses e chineses.

    Parece que teve e tem mais sucesso que as Absalon que foram feitas duas e nada mais.

    Mas, se nosso problema é marzao grande, vasto oceano, limites africanos, manutenções…como seria um confronto no Atlântico com esse patrulha indo e voltando? E se quebrar? Quantas missões perco se o patrulha quebrar?

    Uma corveta tradicional tem prazo de manutenção. Imagino que o prazo desses patrulhas deve ser menor. Mais manutenções. Porque vai e volta. E estressa as tripulações.

    Sei não. Complicado isso.

    • Então que se debruce sobre a prancheta e se projete belonaves multimissão com a mesma filosofia de sistemas adicionais.
      .
      Containers são módulos. Quando se padroniza dimensões, se tem um sistema modular.
      .
      E temos 13,5 milhões de km² de água pra tomar conta. E só se gasta em PHM e subnuc. As escoltas estão adernando paradas. O programa CVT deveria ter 12 naves mas só prevê 4 e ainda está na berlinda.

      • Pois é.

        Quanto tempo e recursos para projetar um sistema multimissao como esse? Se não tem grana pra comprar oportunidade, da onde viriam recursos para um produto que levaria décadas para virar realidade?

        Tripulação, pessoal de terra, treinos frequentemente porque as missões podem mudar rapidamente.
        Inventários vários para um único meio. Pode significar economia. Mas tem a operação das máquinas, guindastes. O mar não ajuda. Não dá pra sair quando está pronto porque o mar virou. Uma corveta ou uma fragata teria zarpado.

        Mais barato seria comprar pronto dos dinamarqueses. Mas um estaleiro tradicional como a BAE amortizou custos dos projetos. Produziu e produz centenas. Os dinamarqueses não. Cobram caro.

        E o azedume dos parceiros tradicionais? Quem segura? Se fecho 1 contrato de 6 + 6 com essa gente perco as oportunidades futuras de ingleses e frances?

        O pessoal aqui defende patrulhas com preço em torno de 50 milhoes. Pra encomendar 10 ou 20. Patrulha de 120 milhões + sistemas + inventários que tem que estar disponíveis para serem utilizados a cada 2 dias se forem 2 ou 3 missões…mais o vai e volta…mais o óleo…

        Sei não.

        Tamandarés? Final de ano? Final de governo? Sem contrato assinado? Com museu pegando fogo e navio afundando no atracadouro?

        Sei não.

  19. Galante
    Essa atualização mais me convence da propriedade deste projeto. A modulariedade não é um conceito nov, porém no caso do “Peixe Voador” produz uma gama de opções surpreendentes para um barco desta tonelagem. Mas, ainda ficaria melhor com casco e obras mortas de aço balístico de alta resistencia.

  20. Pra mim, estão confundindo o conceito com o navio, no tocante a MB.
    .
    A questão que acho interessante para o Brasil, é modularidade e padronização. Precisamos mirar o melhor custo x benefício PARA O BRASIL, já que não somos ricos e temos necessidades específicas, que outros países do mundo não tem.
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    Assim com as classes Absalon e Iver Huitfeldt, esta classe de navios foi desenvolvida para as necessidades da Dinamarca. Era para ser construída em grande quantidade para exercer funções que ao menos três classes seriam necessárias para aquela Marinha.
    Nós temos outras demandas e necessidades, sendo que estamos localizados em outra região do mundo, dentro de outro contexto geopolítico.
    Só para exemplificar um ponto: Requisitos de flutuabilidade devido ao acumulo de neve sobre o navio. Nós não temos que ter um projeto que leve este requisito em conta. Dinamarqueses e os Noruegueses ali do lado, tem que pensar nisso por exemplo. A Navantia teve de modificar o projeto inicial das Nansen por conta disso…
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    Alguém falou do projeto da Damen: https://www.damen.com/-/media/New-Corporate-Damen/Images/News/2016/06/Damen_announces_new_range_of_Naval_Multi_Role_Auxiliary_Vessel/Brochure_Damen_Multi_Role_Auxiliary_Vessel_05_2016.pdf
    Esse é mais um, de vários projetos que são extremamente interessantes e abrangentes. Mas acho que o foco é o conceito, não o navio em si.
    .
    Nós temos capacidade de construir bons AHTS aqui no país. É uma tecnologia dominada. Imaginem algo semelhante ao navio da Damen, adotando uma estrutura civil que dominamos, projetada com espaços modulares que poderiam ser equipado com diversos sistemas de missões, seja para Patrulha e Fiscalização Pesqueira, Reboque, Resgate Submarino, SAR, Minagem, Contra-Minagem, Ajuda Humanitária, Pesquisa, Atuação em Derramamento de Oléo e etc.
    Não é coisa pouca e não é coisa absurdamente cara. Os módulos são a parte dedicada e cara, que não demandam ser adquiridos na mesma quantidade de números que os navios. O navio é apenas uma estrutura que é adaptada dependendo da missão.
    .
    Outra questão interessante, é o fato de que quando não estiver sendo usado, a estrutura do módulo estará armazenada em terra, sem sofrer com o desgaste do ambiente marinho.
    .
    No tocante ao NPa 500t, acho que já passou o tempo… Vão construir de qualquer jeito, gostando ou não do projeto (eu não gosto). Por mim, poderia ser algo mais simples, moderno e inteligente, visando basicamente policiamento de nossa ZEE, sem paranoia de ir a Guerra. O mais importante, seria contar com um excelente sistema para operar um RHIB top de linha, para abordagens. Armamento, um canhão 30mm e duas .50, julgo como excelente para nossa ZEE.
    .
    Acredito que ainda existe espaço para um “AHTS Multipróposito” para os distritos complementarem esse NPa dedicado e mais caro. Dependendo do porte e das capacidades desse “AHTS Multipróposito”, talvez nem seria necessário adquirir os NPaOc, visando a atuação dentro da porção da ZEE de responsabilidade dos Distritos Navais.
    .
    NPaOc e Corvetas poderiam talvez se tornar uma classe só, baseado nesse conceito, para atender as necessidades da Esquadra, não dos Distritos. Isso tudo padronizaria muito da logística e baratearia muitos custos.
    .
    Ahhh… Mas aí é NPaOc armado, e os Amazonas “desdentados”?
    São coisas diferentes. Seria um meio termo, um “NPaOc mais caro” ou “Corveta mais barata”. É uma mistura de missões a serem atendidas por uma mesma classe. É algo abrangente.
    Os Amazonas estão atrelados aos Distritos, mas tem de tapar buraco na Esquadra por conta da falta de Escolta. Isso é erro grave, que não justifica a “falta de armamento” neste excelente Patrulha. Não vejo pq necessitamos de NPaOc armado até os dentes atuando nos Distritos, que tem responsabilidade de cuidar da sua faixa da ZEE. É dinheiro bom gasto em coisa de pouquíssima utilidade.
    .
    Na Esquadra, para atuar no Atlântico Sul e em outras regiões, é outra conversa.

    • ” …missões, seja para Patrulha e Fiscalização Pesqueira, Reboque, Resgate Submarino, SAR, Minagem, Contra-Minagem, Ajuda Humanitária, Pesquisa, Atuação em Derramamento de Oléo e etc.”

      Acrescento nesse AHTS capacidade de combate e de guerra antisuperficie + anti-submarino + antiaérea…mísseis, torpedos, sonares, radares, canhão. Não seria uma super hiper AHTS?

      E as tripulações e gente de terra…adestramento e treinamento estressante?

      Quanto custa um AHTS “normal”? Quanto custaria um super hiper…que ainda teria que ser construído em padrões de/para guerra?

      Vi o conceito. Faz sentido. O conceito. Na nuvem…ops, na Dinamarca. Com nosso histórico de interromper projetos, seria mais um abandonado nos estaleiros?

        • ” Isso permite que os navios sejam configurados para executar as seguintes funções:

          Vigilância/controle de poluição
          Combate
          Contramedidas de minagem/caça-minas (MCM)
          Lança-minas”

          Totalmente sem sentido.

    • Pois é Bardini, concordo com vc. E lembro de já ter falado contigo sobre esse navio da Damen em outro post meses atrás — acho que um navio deste tipo deve ser o navio padrão dos DNs. Uma espécie de “Imperial Marinheiro” do século 21, fazendo patrulha, hidrografia, suporte logístico, reboque, SAR… e quebrando um galho como suporte a operações de forças especiais e MCM por exemplo. É um navio com construção totalmente civil, sem frescura, que tem tudo pra ser muito barato de construir, operar e manter, e o melhor de tudo, extremamente útil — Esteves: isso não é navio de combate nem é pra ser, estará exercendo as funções de guarda costeira que são extremamente necessárias todos os dias e liberando outros navios mais caros e mais capazes para focar em missões de “guerra”, ou seja, nada de contêiner de VLS, MSS etc.

      Concordo tb que um navio como esse retira a necessidade de ter um NPaOc nos DNs. Acho que nossos próximos NPaOcs/“corveta de patrulha” devem ser uma especie de “Tamandaré light”, usando a mesma forma de casco base, mas menos compartimentado e armado mais levemente — tb não seria propriamente um “navio de guerra”, mas deve estar apto a fazer missões de segurança além mar (como os franceses fazem por exemplo) — seria a “corveta da Unifil”, o que significa que poderíamos deixar os nossos navios mais capazes para realizar exercícios de guerra como Unitas e outros sem se preocupar, pois a obrigacao com a Unifil já estaria garantida.

    • Quanta lorota.

      Só faltou dizer outra vez que o autor da reportagem está escrevendo Fake News e sumir do site por um tempo outra vez.

      Esses Npa 500t e NPaOc armados praticamente com arco e flecha só funcionam nos PDF´S que você passa o dia lendo. A vida real é bem diferente disso.

      • Baita argumentação. Tão boa como sua comparação entre a Classe Amazonas e a Classe da matéria, para dizer que os Amazonas são navios “mal armados”.
        .
        No mais, me comprove que o que está escrito naquela matéria não é fake news, voltada para atacar a imagem da empresa francesa.

  21. Colocar um navio de fibra de vidro em combate??? Tripuladas apenas por traficantes e assassinos, certo??? Nenhum dos que partirem voltam para o porto. Navios construídos em alumínio naval são fracos e frágeis para o combate direto, quem dirá fibra de vidro. E alguém ainda tem a ousadia de imaginar um “treco” destes na MB?? Um fuzil 12,7mm massacra a tripulação. O conceito modular é ótima ideia, ainda que não original, afinal a série MEKO, de corvetas, fragatas e destróieres alemães, sigam este conceito. Só para alertar aos colegas… Um navio de guerra ou utilizado em combate, precisa ser capaz de suportar tanto dano quanto infligir. Durante a guerra do Pacífico (2a GG) os barcos PT seguiam filosofia parecida. Tão logo acabou a guerra, foram removidos de operação. Nenhuma outra classe de embarcação sofreu tantas baixas quanto a dos PT (Barcos torpedeiros). E para quem não se lembra, as Antílopes (classe que deu origem às Niteroi) tiveram duas baixas… A própria Antílope e a Brilhant. Destruídas por bombas que não detonaram e por mísseis que não explodiram. Mas como eram de alumínio, a estrutura deformou-se (seja por impacto ou pela alta temperatura do combustível do míssil) e não sustentou os navios. As Niteroi, deste da encomenda, tem muito mais alumínio que suas antecessoras para prevenir este colapso. O almirantado brasileiro percebeu o defeito antes dos combates da guerra das Malvinas.

    • As fragatas Type 21 que a Royal Navy perdeu na Guerra das Malvinas foram o HMS Ardent e o HMS Antelope. O HMS Brilliant era uma Type 22 Batch 1, posteriormente incorporada à Marinha do Brasil como DODSWORTH.

      • Peço desculpas pela confusão das classes, mas o foco maior dos exemplos era a pouca resistência do alumínio na construção de embarcações de combate e, ainda assim, muito maior que a da fibra de vidro. Para se ter ideia, a fragata Stark, construída em aço, resistiu a 2 Exocet. Mérito da tripulação no controle de danos, indubitável, mas a diferença do material também foi determinante.

    • Pois é. Colocar um AHTS em combate?

      Bem…se vc pensar que o Atlântico foi construído à partir de um projeto civil e que as Absalon ao que parece, também…mas não vejo sentido transformar um projeto civil que não foi pensado para combater como um AHTS num conceito desses.

  22. Pessoal, como leigo achei show de bola!!! O duro se os containers de cada missão especifica for o valor da navio patrulha! Enfim a proposta dos dinamarqueses é bem racional mas infelizmente não veremos esses navios por aqui… Ah também achei a velocidade formidável!

  23. Bardini
    Excelente a análise apresentada. Acho que esclarece tudo sobre a real necessidade da MB. Porém vemos que a modularidade é um caminho sem volta, principalmente em países pequenos (Dinamarca) e/ou com sérias limitações de orçamento (Brasil etc…). Esse barco me lembra o velho Jeep da segunda guerra. Servia de reboque para canhão (37 mm.), na função anti tanque, no princípio. Mas seu uso e a farta disponibilidade viram ele se tornar um carro de transporte leve, transporte de pessoal, ambulância, combatente (metralhadora orgânica), reconhecimento e destroyer anti-tanque (105 mm. recoilles), como Israel tanto utilizou. Sempre alterando a configuração básica, sem perder a estrutura central. A MB poderia adotar/fabricar alguns similares para comprovação do proveito de emprego deste tipo de embarcação.. Abraço.

  24. Concordo com Srs. Luiz Floriano e Bardini: conceito de ter NapOC e corvetas uma única classe multipropósito . padronização baratear custos-benefícios. gostei. Dá para ser realizado? Sr. Bardini é com a MB. No meu entender , conceito excelente. Como sou fã de submarinos, não esqueçamos destes em boa quantidade 12 a 15 pelo menos, 1100 t,( dentro de um prazo de construção até navegabilidade( não sei o jargão técnico da MB). Abraços.

    • O projeto da CV-03 Tamandaré é um pouco maior que o projeto de NaPaOc de 1700t mas me parece totalmente viável um projeto comum, que pode receber armamentos e sensores diferentes para missoes diferentes (nao necessariamente algo modular, mas nao seria má ideia). Uma das limitacoes das Amazonas é a falta de hangar que dificulta o seu uso em deslocamentos no exterior, algo que o nosso projeto nacional tem.

      Um dos fatores que eleva o custo das CV-03 é a pequena quantidade planejada (quatro). Se a encomenda fosse combinada um numero adicional de navios patrulhas (quatro? seis?), o custo médio reduziria. Alem disso, a padronizaçao traria enormes vantagens tanto nos custos de manutencao e operaçao como no treinamento das tripulaçoes.

  25. Interessante é levar a mesma quantidade de mísseis antinavio que leva uma fragata de 6.000 toneladas.
    Ponto negativo para a fragata.
    A velocidade de ambas é similar.
    O alcance não é baixo.
    Ah, mas precisa resistir mar alto.
    Ora, se 8 mísseis antinavio podem ser colocados num barco com 300 toneladas, por que não é possível colocar 20 mísseis antinavio em uma fragata?
    E mais uns 50 antiaéreos?
    Ah, o espaço é pequeno…
    Não entendi.
    Cabe num de 300 toneladas a mesma coisa que em um de 6.000 toneladas.

    • Sim, cabem muito mais misseis antinavio numa fragata mas isso nao é feito pois nas outras marinhas misseis Harpoon ou Exocet sao instaladas em fragatas como arma de auto-defesa e bastam 4 a 8 misseis para isso. No caso desses barcos dinamarqueses, temos um pequeno barco de ataque de curto alcance.

    • Nonato…
      .
      você está analisando apenas a quantidade de mísseis…navios maiores podem permanecer mais tempo no mar, eles possuem tripulações maiores, então mais espaço é reservado para a tripulação dormir, comer, exercitar-se, estocar provisões, etc.
      .
      Navios maiores podem embarcar um ou mesmo dois helicópteros, mais espaço necessário para combustível, armas, peças sobressalentes e acomodações para as tripulações e pessoal de manutenção.
      .
      Navios maiores possuem sensores mais complexos…radares, sonares, que necessitam maior geração de energia e resfriamento, portanto consomem mais espaço.
      .
      Quanto à mísseis anti navios especificamente falado, quando e se finalmente for desenvolvido um míssil anti navio que caiba no lançador vertical MK 41, se poderá ter
      bem mais que os tradicionais 8 a bordo…se a missão pedir…pois os atuais “Harpoon” e
      “Exocet” ocupam muito espaço e mesmo nos cruzadores classe “Ticonderoga” apenas
      se achou espaço para eles na parte traseira do convés ou “quarterdeck”.

      • Os russos já fizeram isso com os mísseis 3M-54 Kalibr (antinavio) e 3M-14 Biryuza (ataque a alvos terrestres). As corvetas Buyan e Buyan-M, que têm 500 toneladas de deslocamento leve e 950 toneladas de deslocamento carregado, possuem cada uma oito células VLS para esses mísseis a meia-nau, vide foto no link abaixo:

        https://www.strategic-culture.org/images/news/2016/09/26/or-37953.jpg

        Inclusive, algumas unidades da Flotilha do Mar Cáspio engajaram mísseis Biryuza contra alvos do Daesh e de opositores de Assad na Síria.

  26. Penso que o exemplo do Jeep foi apropriado. Mas o exército americano pediu à Willys que desenvolvessem um veículo como aquele. Eike dizia que o Jeep foi uma das quatro armas mais eficientes na segunda guerra. Apesar de, provavelmente, ter matado mais soldados americanos que os alemães…lamentos de guerra?

    Esse sistema multimissao dos dinamarqueses está pronto. Parece que foi bem recebido por portugueses e agora por ucranianos. Além dos próprios dinamarqueses.

    Se, a MB decidisse partir para um projeto desses dos anos 1980/1990, ainda assim estaríamos falando de um navio ou um projeto civil tipo AHTS para guerra.

    Combate. Está descrito que é um navio de combate. Lá na publicação. Combate. Não foi o Esteves que botou. Se é combate para os mares deles e não presta para ser combate aqui no Atlântico como explicou o colega RR, ok.

    Se, somente se, fosse produto para país pobre ou para marinha de país pobre, não pensamos nisso na época? Por que os grandes estaleiros desprezaram a novidade como desprezam a proa invertida que os dinamarqueses juram que presta para estabilizar o navio em águas abusadas?

    Eficiência, ok. Não vi nada no conceito que mostra ser um produto de gente pobre. Até porque como os colegas explicaram, o estresse das tripulações não seria desprezado. E o vai e volta na extensão do Atlântico? Se sofrer dano…uma coisa é uma corveta ou uma fragata levar um impacto como um míssil. Outra coisa é um AHTS tomar um míssil em cheio.

    Águas costeiras? Pra águas costeiras preciso de um conceito desses? E as outras classes? O que faço com os outros conceitos? Reviso?

    Ondas de 5 metros surgem na Costa Verde. Do nada. Duram 5 minutos. Às vezes, dias.

    Sei não. Não me convenceu. Parece coisa de viking.

  27. A Marinha de Portugal está operando quatro barcos destes. Os gajos de lá bem que poderiam dar um relato das virtudes e defeitos destes barcos. Os Lusos tem uma tradição centenária e são bons marinheiros. A ex colônia agradece.

  28. O sistema modular da Classe Flyvefisken fez tanto sucesso que foi posteriormente utilizado nos navios multipropósito Classe Absalon e nas fragatas Classe Iver Huitfeldt. A Damen desenvolveu o Crossover, conceito semelhante ao do Absalon, e até os LCS da USN possuem sistemas modulares de missão, embora sejam conceitualmente muito diferentes dos navios europeus em questão. Em minha franca e leiga opinião, o projeto da Classe Tamandaré, seja como corveta ou fragata ligeira, deveria ter a modularidade como premissa básica, o que permitiria ao navio ser usado tanto como escolta quanto como guardacostas, navio mineiro ou de assalto anfíbio.

  29. O Conceito é interessante, mas acredito que as “Combat Unit” e “Anti Submarine Warfare Unit” não teriam espaço na MB…
    Em que pese a propulsão com TG nesse barquinho ser algo que não podemos “sustentar”, as outras opções de configuração seriam adequadas para nós, em uma primeira e curta análise…
    Na verdade, eu prefiro algo como os classe Cyclone dos EUA…

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