Home Indústria Naval US Navy encomenda 10 destróieres por US$ 9 bilhões

US Navy encomenda 10 destróieres por US$ 9 bilhões

8671
36
Futuro USS Rafael Peralta em 2015 no Bath Iron Works
USS Rafael Peralta em 2015 na Bath Iron Works

BIW recebe contrato de US$ 3,9 bilhões para quatro destróieres, enquanto a HII construirá seis

A Bath Iron Works recebeu um contrato de US$ 3,9 bilhões para construir quatro destróieres de mísseis guiados classe “Arleigh Burke” adicionais, garantindo uma carga de trabalho robusta para o estaleiro até 2022.

Ainda assim, a BIW foi superada por seu principal concorrente, a Huntington Ingalls Industries de Pascagoula, Mississippi, que recebeu simultaneamente um contrato de US$ 5,1 bilhões para construir seis dos destróieres da Marinha dos EUA.

Normalmente, os novos contratos para os destróieres da classe “Arleigh Burke” foram divididos igualmente entre a BIW e a HII.

Com US$ 3,9 bilhões para quatro destróieres, a BIW está cobrando da Marinha US$ 975 milhões por navio. Em comparação, o contrato de US$ 5,1 bilhões da Huntington Ingalls para seis destróieres indica que o maior concorrente da BIW está cobrando apenas US$ 850 milhões por navio.

Autoridades da BIW divulgaram um comunicado sobre o novo contrato no dia 27 de setembro, mas não comentaram o fato de que ele incluiu dois navios a menos do que a competição recebeu.

Futuro USS Rafael Peralta (DDG 115) visto pela popa
USS Rafael Peralta (DDG 115) visto pela popa

O contrato de BIW, que envolve a construção de um navio por ano, de 2019 a 2022, permite uma receita adicional de até US$ 130 milhões se determinadas opções forem exercidas. O contrato da Huntington Ingalls permite uma receita adicional de US$ 150 milhões.

Os destróieres encomendados manterão a BIW aproximadamente na mesma cadência de produção de destróieres da classe “Arleigh Burke” dos últimos anos. Com a conclusão do terceiro e último “destróier invisível” da classe “Zumwalt”, o estaleiro está à procura de um novo contrato que possa substituir esse trabalho.

Para esse fim, a empresa fez uma oferta para construir a nova fragata da Marinha dos EUA. Se a BIW vencer a licitação, poderia dar ao estaleiro até 20 navios adicionais para construir nos próximos anos.

Com a aquisição para esses navios a partir de 2020, o estaleiro estaria produzindo dois navios por ano, além dos destróieres da classe “Arleigh Burke”.

Em maio, a Marinha dos EUA anunciou que estenderia a vida útil dos destróieres da classe “Arleigh Burke” para 45 anos para alcançar uma Marinha de 355 navios nos próximos 30 anos. A extensão aumentará a vida útil dos destróieres DDG-51 de cinco a 10 anos, dependendo do navio.

Já foram completados 68 destróieres classe DDG-51, com 82 unidades planejadas até julho de 2018.

USS Rafael Peralta em provas de mar
USS Rafael Peralta em provas de mar
USS Arleigh Burke DDG 51 (Flight I)
USS Spruance DDG 111
USS Spruance DDG 111 (Flight IIA)

Zumwalt

O destróier da classe “Arleigh Burke” tem sido o núcleo da produção da BIW por décadas. O estaleiro está construindo os destróieres quase continuamente desde 1988. O programa foi interrompido brevemente em meados dos anos 2000 com a intenção de substituir os navios pelos destróieres altamente avançados da classe “Zumwalt”.

Diante dos custos mais altos e das dificuldades de incorporar novas tecnologias aos destróieres furtivos, a Marinha recuou rapidamente, e em 2009 anunciou que estaria limitando a produção de destróieres da classe “Zumwalt” a apenas três navios e retomando a produção da classe “Arleigh Burke”, embora com algumas atualizações.

A produção de todos os três destróieres da classe “Zumwalt” foi concedida à BIW, com dois agora prontos e o terceiro atualmente sendo construído.

Em julho, a Marinha dos EUA anunciou que o segundo destróier da classe “Zumwalt”, o USS Michael Monsoor de US$ 7,5 bilhões, precisava de um motor de US$ 20 milhões substituído porque os inspetores encontraram danos após os testes de aceitação naval do navio.

Tanto o Monsoor quanto seu antecessor, o USS Zumwalt, sofreram uma variedade de problemas mecânicos.

Os membros da tripulação no Zumwalt encontraram um vazamento de água do mar em um sistema de lubrificação para um dos eixos propulsores do navio em setembro de 2016, menos de um mês após o navio ter deixado Bath.

Em novembro de 2016, o navio sofreu outra avaria mecânica, exigindo que fosse rebocado para um porto no Canal do Panamá. Estava transitando pelo canal quando perdeu a propulsão em um de seus dois eixos de transmissão, e os membros da tripulação perceberam a entrada de água nos mancais conectando o eixo com seu motor elétrico.

A Monsoor teve que interromper seus primeiros testes no mar por causa de uma falha no sistema elétrico no dia seguinte à saída do BIW em dezembro. A falha durante os testes do construtor do navio impediu que os trabalhadores testassem a propulsão e os sistemas elétricos na potência máxima. O navio retornou ao estaleiro sob sua próprio força e retornou ao mar depois que o problema foi resolvido.

Especialistas em construção naval disseram que grandes falhas mecânicas são ocorrências comuns entre os primeiros membros de uma nova classe de navios, particularmente navios equipados com tecnologia de ponta, como a classe “Zumwalt”.

O futuro USS Michael Monsoor (DDG 1001) em provas de mar
O USS Michael Monsoor (DDG 1001) em provas de mar

FONTE: Portland Press Herald

36 COMMENTS

    • Caro Luiz, acredito que esta nomenclatura se encontra um pouco datada, sendo incapaz de expressar e individualizar as novas modalidades de combatentes de superfície. Porém, com um pouco de boa vontade, acredito que um littoral combat ship (LCS) possa ser tido como uma espécie de corveta – das grandes. Com uma boa vontade ainda maior, pode se incluir os fast attack crafts (FAC) europeus.

      Acho que outro motivo para não citação seja cultural, um resquício da tradição naval anglo-saxã.

      Mas é melhor esperar o magistério de comentaristas mais experientes.

    • Nao, a USN nao usa nem fragatas e nem corvetas. No passado, eles chegaram a operar dezenas de fragatas Oliver Hazard Perry mas esses navios perderam a utilidade com a decadencia da URSS/Russia e foram todos desativados. Atualmente os porta-avioes e navios anfibios sao protegidos por navios de escoltas maiores com estes Arleigh Burke e submarinos nucleares com misseis de cruzeiro (SSN).

      Os americanos iniciaram um programa de navios costeiros (Littoral Control Ship) que apesar do nome, sao muito sofisticados e do porte de fragatas. Esse programa tambem foi descontinuado pelo custo elevado e agora a USN pensa em adquirir 20 fragatas convencionais para uso em conflitos de baixa intensidade e funçoes secundárias de escolta.

      • pm…
        .
        Não é que perderam à utilidade…até mais ou menos 2006, duas dessas fragatas
        classe “Oliver Perry” ainda estavam baseadas na importante base de Yokohama no Japão,por exemplo…o que ocorreu é que elas “envelheceram” e houve atrasos na introdução do “LCS” que na verdade significa “Littoral Combate Ship” e seria entre outras coisas um substituto para as fragatas, ou seja, um combatente de superfície “secundário” na US Navy.
        .
        E…submarinos não fazem parte da escolta de NAes…tentou-se isso, a última vez na década passada e aparentemente informações não foram atualizadas ,mas, não deu muito certo pois não há um número suficiente deles para amarra-los a um NAe, desde a fase final de treinamento, onde ao menos um submarino obrigatoriamente faz parte do treinamento, passando pela missão de cerca de 7 meses…submarinos cumprem em média 6 meses, mais a fase de sustentação após o NAe retornar.
        .
        Como normalmente há submarinos da US Navy em regiões onde os NAes irão operar então normalmente eles interagem, mas, não fazem mais parte do “Grupo”.
        .
        E as futuras fragatas não serão mais baratas que os “LCSs”, pelo contrário serão mais sofisticadas e mais caras.

  1. Enquanto isso em um país sul-americano, luta-se desesperadamente para construir 4 corvetinhas, por mais ou menos 350 milhões de dólares cada uma, porém, espera-se ansiosamente que a construção comece em 2020, para caso possível tenhamos a 1 em 2024/2025, isto é se não houver comissionamento da verba, aí nem Deus sabe quando receberemos.

    • Vergonha e brincadeira com um país deste tamanho com uma enorme faixa litorânea para cobrir.
      E no fundo sabemos, que se as coisas fossem feitas como se deve, os recursos não faltariam!
      Teríamos não só mais de tudo no social, mas umas FAAs de respeito.
      Bilhões se desviam ou são mal empregados todos os anos!
      Aí fica difícil né!!

  2. Isso aí deve ser o preço do Navio… Só pra encher os silos desse bicho, deve custar uma Corveta Tamandaré.
    .
    Mas um desses aí, tem amplas condições de acabar com toda a Força de Superfície do Brasil, rsrsrsrs…

  3. Senhores, não se enganem.

    Esses custos se referem aos navios SEM os sistemas de armas.

    Podem estimar no mínimo U$ 1 bilhão a mais.

    Isto, no mínimo, o que daria um valor de U$ 1,9 bi cada navio.
    Mas o mais provável é que supere os U$ 2 bi.

  4. O Foca falou em comentário do outro post que 2 dos 3 finalistas da CCT foram definidos: DAMEN e Ficantieri.

    A outra vaga está entre Naval Group e TKMS.

    Ou seja, só europeu tradicional

    • Fincantieri não pode sagrar-se vencedora, considerando que fez o projeto da concorrência.

      Franceses fazem parte da negociata que envolveu o contrato dos submarinos. Também não dá.

      Que respeitem a lei. Ponto.

      Se efetivamente se confirmar a sua assertiva, que fique entre Damen e TKMS.

  5. Como referência o 1o Arleigh Bruna de 1985 custou U$ 322 mi. E os sistemas de armas custaram U$ 778 mi. Totalizando assim U$ 1,1 bi.
    Isto em 1985.

    Outra referência.
    Os AB de 2011/12 custaram U$ 1,843 Bi cada.

    Com o novo radar, novos sensores, inflação e novos armamentos, eu chuto uns U$ 2,3 bi para cada AB flight3.

    Somente 1 míssil sm-3 custa U$ 18,4 milhões.

  6. Talvez nem todos tenham percebido, mas, os 2 classe “Zumwalt” , o primeiro já devidamente comissionado, foram retirados da lista da “Força de Batalha” até que todos os problemas sejam sanados e como o terceiro já estava em adiantado estado de construção e de materiais e serviços já encomendados , não valia a pena cancela-lo.
    .
    Eventualmente os problemas serão corrigidos e graças ao grande tamanho e capacidade de gerar energia, poderão em breve ser equipados com novas armas e tecnologias, o que fará deles também, mas, não só, demonstradores de tecnologia.
    .
    Outro aspecto negativo da classe “Zumwalt é que a construção deles afetou à produção dos “Arleigh Burkes” , gerando atrasos e aumento nos custos, mas, isso também está sendo retificado.

  7. Navio de patrão viu!!!! Aaaaaaaaa se levássemos a defesa a sério, uns 5 deste já estaria de bom tamanho somando com fragatas e corvetas.

  8. Apraz-me saber que os “AB”, no mar, e os “F/A-18E/F”, no ar, ainda serão os carros-chefes da U.S. Navy nas suas áreas de atuação até, pelo menos, o fim da década de 30.

    Mesmo reconhecendo a contragosto que a evolução tecnológica, especialmente a bélica, é inderrogável, com os “Zunwalt”, de um lado, e os “Lightnings”, de outro, ocupando totalmente mais dia menos dia aqueles espaços navais e aéreos, que os meus dias sejam preenchidos por naves e aeronaves minimamente atraentes aos olhos, vez que não posso esperar a reativação dos “Fletchers”, “Spruances”, “Phantoms”, “Tomcats”, ou voltar no tempo como em “The Final Countdown” . . .

  9. se for para comprar um novo prefiro as TYPE 31 que ainda estão no papel mas parecem muito boas para o Brasil, mas é sonho, um navio desse deve ser por volta dos 2 bi cada e no futuro terá o novo radar SPY 6 que irá deixar o AEGIS ainda melhor. É muito navio para uma marinhazinha como a nossa, no dia que o Congresso e Presidente se importarem com a defesa teremos algo nesse nível.

  10. se for para comprar um novo prefiro as TYPE 31 que ainda estão no papel mas parecem muito boas para o Brasil, mas é sonho, um navio desse deve ser por volta dos 2 bi cada e no futuro terá o novo radar SPY 6 que irá deixar o AEGIS ainda melhor. É muito navio para uma marinhazinha como a nossa, no dia que o Congresso e Presidente se importarem com a defesa teremos algo nesse nível.

  11. Isso me chamou a atenção:
    “oferta para construir a nova fragata da Marinha dos EUA”
    Não sabia que a US Navy planejava ter fragatas novamente, pensei que as “escoltas” americanas caminhavam pra ser 100% Arleigh Burke (e as 3 Zumwalt) conforme as Ticonderogas fossem tanto baixa.
    Existe alguma outra matéria sobre como seria essa nova fragata?

    • Sim. Eles querem aumentar o numeto de navios para competir com a China. Por isso resolveram possuir Fragatas.
      As novas Fragatas americanas deverão custar cerca de U$ 950 mi cada. Praticamente a metade do valor de um Destroyer Arleigh Burke.

  12. Comparar Brasil e EUA em matéria de grana estão de brincadeira viu os orçamento de 700 bi para as forças armadas é quase 50% do nosso Pib Veja o preço de cada Porta -aviões deles.O Brasil é gigante sim territorialmente mas para chegar perto das grandes potências está a décadas de distancia, é mesmo assim se eles não desenvolverem mais.O Brasil é o Pais do futuro é continuará ser por secúlos.

  13. Estes navios mais modernos apresentam uma proa dotada de um bulbo hidrodinâmico. Função: melhor estabilidade, maior linha dágua e menor custo de combustível devido a redução do arrasto hidrodinâmico. Ainda sediam sensores eletrônicos. Os nossos projetos não incluem esse aperfeiçoamento.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here