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Porta-aviões USS Harry S. Truman une-se ao ‘Trident Juncture’, maior exercício da OTAN

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USS Harry S. Truman (CVN-75) em Portsmouth (UK)
USS Harry S. Truman (CVN-75) em Portsmouth (UK)

O navio-aeródromo da Marinha dos EUA se juntará ao maior exercício da Otan, que será realizado na Noruega no final deste mês

Esta é provavelmente a primeira vez que um porta-aviões fará parte do Trident Juncture – um exercício cuja edição de 2018 é frequentemente referida como um dos maiores exercícios da OTAN até agora.

A participação do USS Harry S. Truman e seu grupo de ataque porta-aviões, que incluirá mais cinco navios de escolta, foi anunciada pelo almirante da Marinha dos EUA, James G. Foggo, chefe do Comando Conjunto das Forças Aliadas e comandante do exercício.

“Hoje tenho o privilégio de anunciar que o porta-aviões USS Harry S. Truman e seu grupo de ataque, incluindo seus navios e aeronaves, participarão do Trident Juncture, acrescentando cerca de 6.000 militares à mistura. Isso coloca nossa força total em 45 mais 5 – você pode fazer as contas ”, disse o almirante Foggo.

“A Marinha dos EUA está demonstrando sua capacidade por causa de nossa flexibilidade, nossa agilidade e nosso compromisso com a Aliança. E desdobramos o Harry S. Truman como uma função de nosso planejamento de emprego de força dinâmica em todo o mundo. E é uma das primeiras plataformas a participar efetivamente do emprego de força dinâmica. Ele veio ao teatro, voltou para os Estados Unidos e retornou apenas um mês atrás. Enquanto o Truman continua pronto para responder a qualquer crise em qualquer lugar, estou muito feliz em anunciar minha intenção de empregar este grupo de ataque muito capaz no Trident Juncture a partir de 25 de outubro.”

Foggo disse ainda que o tema central do Trident Juncture se resume a “três Ds – a OTAN é uma aliança defensiva, o Trident Juncture demonstra nossa capacidade de credibilidade, e juntos nós detemos potenciais adversários”.

O Trident Juncture terá a participação de 40.000 pessoas, cerca de 120 aeronaves e 70 navios. Todos os 29 membros da OTAN e nações parceiras, Suécia e Finlândia, estão participando.

“O exercício Tridente Juncture será realizado na Noruega e nos arredores de 25 de outubro a 7 de novembro. Temos sido muito abertos sobre essas datas e elas têm sido consistentes. Teremos atividades avançadas acontecendo dentro e nos arredores da Islândia de 15 a 17 de outubro ”, acrescentou Foggo. “O General Juneau supervisionará o exercício do Centro de Combate Conjunto da OTAN em Stavanger e eu viajarei por toda a região, estarei lá para as aterrissagens anfíbias, desembarque e realizarei um engajamento com líderes-chave e observarei o exercício que ocorrerá.”

Foggo observou ainda que o exercício seria usado para testar o ponto 30/30/30 – o que implica mover 30 batalhões, 30 esquadrões de aeronaves ou 30 navios em 30 dias. “A aliança aspira ser capaz de fazer isso extremamente bem, e demonstraremos isso com a capacidade logística pesada que será demonstrada neste exercício. Acho que já disse isso antes: a logística é o sexto domínio da guerra. E você pode ver isso acontecer através do Trident Juncture”, disse Foggo.

O USS Harry S. Truman está atualmente em uma visita portuária a Portsmouth, Reino Unido, depois de chegar ao teatro europeu.

FONTE: navaltoday.com

68 COMMENTS

    • Puro despeito, só porque a “sua” marinha russa não possui nada sequer parecido. Quando vocês não tem argumentos, apelam sempre para os kilo e megatons……adoram misturar guerra convencional com nuclear.

      • A “sua” marinheira tornou-se obsoleta com os mísseis khinzal, convencionais mesmo. Um míssel cujo custo de aquisição é 1000 vezes mais barato e cujo custo de manutenção é 100.000 vezes mais barato.

        • 100,
          Primeiro, até onde se sabe o Khinzal está longe de ser um míssil antinavio. Ele é armado com uma ogiva nuclear contra alvos estratégicos.
          Segundo, em no futuro ele tendo uma função antinavio, os russos antes precisam dizer como eles pretendem fazer com que ele atinja um porta-aviões a 50 km por hora no meio do oceano a 2000 km de distância.
          Sei que seu forte não é tecnologia militar, mas isso non ecziste.

        • Aliás, desde a década de 80 os soviéticos não cansam de inventar armas “definitivas” e alardeá-las como “assassinas de porta-aviões”. Já houve pelo menos 6 a 7 armas “definitivas”, como por exemplo a dupla Backfire/AS4, o míssil Moskit, o Brahmos, etc.
          Agora, de acordo com a garotinha “100” (uma das únicas garotinhas a abrilhantar a Trilogia), os russos incorporaram a 7ª ou 8ª arma “definitiva”. Agora vai né 100?
          E olha que têm o Kh-32 (Mach 5/1000 km), o Khinzal (Mach 10/2000 km) e ainda dizem que o tal do Zircon (Mach 8/1000 km).

          O problema dos russos é que eles divulgam o desempenho bruto do míssil mas não divulgam a sequência de eventos que os levariam a detectar, identificar, rastrear, designar o alvo, atualizar o míssil em voo, fazer com que o míssil discrimine o alvo, etc. E tudo isso levando em consideração que o “outro” lado não quer ser detectado, identificado, rastreado, designado, trancado, etc.
          O meio de atingir seus objetivos eles guardam pra si e mostram só os “recursos”, deixando para os mais imaginativos exercitarem o cérebro quanto ao processo.
          *Uma curiosidade, os americanos na década de 90 abandonaram uma versão antinavio do Tomahawk com alcance “só” de 450 km por conta deles alegarem que não tinham como designar alvos em distância tão grande, de forma segura.

          • Existem varias teorias etc

            No entanto sabemos que a real capacidade de um míssil para atingir um alvo desses é um segredo bem guardado que nós pobres mortais temos apenas algumas teorias e poucas informações técnicas sobre suas reais capacidades.

            Do jeito que vc avalia o negócio parece ser invuneravel e sabemos que isso não é verdade .

            Até mesmo um submarino solitário pode ser rastreado por um avião ou outro submarino , agora imagina um grupo de navios desse porte navegando juntos ?

            Será que não vai produzir nenhum rastro , assinatura acústica etc ?

            Sabemos que navios solitários e subs frequentemente são rastreados !

            Nas Malvinas os argentinos rastrearam e atacaram os britânicos !

            Será que é tão difícil para os russos rastrearem com seus subs a assinatura acústico de um grupo de navios tão grande ?

            Ou seu rastro com satélites , drones , aviões de patrulha etc

            E é tão difícil coordenar um ataque ?

            Então os mísseis russos são todos obsoletos ?

            Depois de rastreada a rota um míssil ou torpedo indo de encontro (não atrás ) tem 50km /h acrescentado a sua velocidade e o tempo de reação diminui ainda mais sendo a velocidade usada contra o próprio meio !

            Ou seja são variáveis diversas onde prefiro manter cautela antes de afirmar que esse ou aquele meio é invulnerável ou melhor !

            Pode ser que ocorra do jeito que vc disse como pode ser um grande fiasco!

            Agora sobre um míssil ter 450 km de alcance a USN tem seus caças para passar as coordenadas , fora os drones etc ; podendo mudar e orientar a trajetória deste em voo sim, agora o porque não houve interesse etc não sabemos pois talvez o foco deles não era este é eles têm caças com mísseis menores e mais difícil de ser abatido que faz o mesmo trabalho, e eles não tem muito o que temer dos meios de superfície atuais de seus possíveis adversários para querer projetar algo assim !

            De resto nos resta apenas as parcas informações que temos com as respectivas torcidas por esse ou aquele país !

            Que nem time de futebol !

            Abss

            E sem mágoas 😳

          • Munhoz satélites não dão solução de tiro, a detecção é bruta.
            Somente com um míssil com IA para atacar alvos inimigos móveis com inteligência bruta.
            Aviões de reconhecimento são extremamente vulneráveis as armas anti aéreas e dos caças da frota.
            O mais provável é um ataque de um submarino, ele mesmo farejaria, encontraria e atacaria, ou iria para um ponto designado após receber informações brutas da posição americana, mas aí ele iria ter q ser expor a inteligência de sinais inimiga, além de ter q ficar em profundidade de telescópio e depois ainda teria que patrulhar a área onde o strike group americano provavelmente estaria, não é fácil para o PA mas também não é para o atacante.

          • Mumu,
            Calma Mumu! Os mísseis russos não são obsoletos. Eles são super úteis e efetivos. Eles vão atingir e destruir alguns porta-aviões? Claro que vão! Fique tranquilo!
            O que não ocorre mas é o que muitos entendem, é que os Khinzal da vida não são essa cocada toda e não vão dar conta de fazer o serviço limpinho como as sputinices querem nos fazer crer e indivíduos ingênuos acreditam que seja.
            Não é assim que funciona. Muitos quando ouvem dizer sobre o Khinzal ter 2000 km de alcance acham que ele lá de 2000 km de distância vai lançar o míssil e o MiG-31 vai voltar pra casa feliz e contente e cada enxadada, uma minhoca, ou melhor, cada Khinzal lançado, um Nimitz vai pro fundo do mar.
            Repito! Não é assim que funciona. Sem dúvida o Khinzal tá longe de ser obsoleto do mesmo modo que o porta-aviões tá longe de ser obsoleto como quer a 100nick-elã. Engraçado que sobre o comentário dela você se cala rrsrsss mas foi ela que citou algo aqui nesse post ser “obsoleto”. Aliás, ela e você. rsrsss
            Ninguém duvida que um Khinzal é mais capaz de atingir um porta-aviões do que um Exocet AM-39. Os russos estão de parabéns e sabem muito bem como proceder contra um porta-aviões.
            O que é difícil de alguns entenderem (e infelizmente você parece ser um deles apesar de claramente ter um nível intelectual acima da média) é que não vai ser a sopa como se divulga. Os russos terão que adentrar na marra a zona de segurança e podem enfrentar um nível incerto de reação. Pode ser altíssima se pegarem todas as forças defensivas coesas e prontas, assim como pode ser mínima se tiverem a sorte das forças estarem num nível de prontidão baixa. Não há como uma força tarefa se manter em nível 110% 24/7.
            Os russo devem tentar potencializar suas forças e aproveitar as oportunidades para otimizarem suas chances e aí é que entram os mísseis super e hipersônicos.
            Ou seja, haverá do outro lado quem não se oponha a eles de nível no mínimo igual a eles. Não vai ser a sopa que muitos acreditam.
            Haverá perda de cossacos de um lado e dependendo da consistência do ataque e da combinação de fatores, no final um porta-aviões será neutralizado.
            Vale salientar que um único tiro de sorte pode neutralizar todo um porta-aviões.
            Será que é tão difícil de entender?

          • Na verdade eu não posso dizer que um porta aviões é obsoleto ou não pois eu não tenho um nível técnico suficiente para ter este conhecimento e acredito que ninguém aqui tem, pois se não estaria com certeza trabalhando na Areá 51 rsss.

            No entanto eu penso um pouco diferente, no meu ponto de vista os porta aviões atendem bem os interesses da industria pois um caça la operado por diversos fatores gera um custo e um lucro maior, assim como a tecnologia stealth, logico que sendo doutrinas criadas pela maior potencia do planeta seria muito prepotência minha querer dizer que é obsoleta ou não !

            No entanto eu acredito que a doutrina de porta aviões sendo uma criação ainda da 2º guerra poderia sim acabar sendo um grande fiasco pois em nosso mundo atual com os sistemas que existem no meu ponto de vista quanto mais móvel e espalhado melhor, e esta doutrina atende o primeiro requisito deixando de lado o segundo.

            Devemos lembrar dos alemães inovando na 2º guerra e assim vencendo a França e quase dominando a Europa, como os porta aviões também tornaram os encouraçados obsoletos e assim por diante !

            Na guerra a inovação costuma pegar o outro lado de surpresa, e no meu ponto de vista não tivemos ainda um conflito em grande escala com os meios que dispomos no mundo atual para testar e dizer se essa ou aquela doutrina funciona melhor ou não.

            No entanto (eu repito no meu ponto de vista )eu confio mais em subs, misseis e meios menores devido a complexidade do campo de batalha atual e neste ponto assim como os alemães tornaram as trincheiras obsoletas talvez os russos e os chinas tornem esses grupos navais também obsoletos .

            E repito não torço pra este ou aquele lado apenas pondero um pouco mais e acredito em apenas 30% do Sputnik rss

        • Sabe o que a US Navy faria? Pintaria um enorme alvo no convoo, desligaria todos os sistemas de radar e de armas e ficaria paradinho no meio do oceano, esperando o fuderoso míssil russo!!

          E Bosco, não sei como você tem paciência e ainda perde teu tempo com cidadãos…, opa, cidadãs como essa! Tua paciência é gigantesca!

          • Flanker,
            Na cabeça desse pessoal a coisa funciona assim: os satélites de reconhecimento radar dos russos e chineses detectam os porta-aviões americanos no meio do mar e os russos lançam salvas de mísseis de 2000 km de distância. Simples assim! Esses, são os mais críticos.
            Agora, eles não sabem qual satélite faz isso. Não sabem quantos existem, se é que existem. Não sabem como ele faria isso caso existisse.
            Ou então , os mais inocentes imaginam simplesmente que uma dúzia de caças MiG-31, levando um Kinzhal cada, decolam e quando chegam a 2000 km dos porta-aviões eles simplesmente lançam o míssil que irá atingir os alvos e aí, adeus porta-aviões.
            É assim que o SputnikNews disse que acontece e a Manuela D’ávila, candidata a Vice-PresidentA, confirma.
            Aí eles acreditam!

          • Dizem que um Song é um Tupi conseguiram chegar perto !🙈

            Já ouviram o caso do farol espanhol !🙈https://youtu.be/ed-Oq6VeJ70

            Só pra contrariar rsss

            Abss

          • Há 50 anos os nossos avós acreditavam que as guerras do Século XXI seriam travadas apenas com o apertar de botões. Qualquer alvo na terra poderia ser atingido por mísseis intercontinentais e nem se precisaria sair da poltrona.
            Até que se pode dizer que contra alvos fixos isso funciona muito bem tendo em vista a combinação de satélites de reconhecimento e mísseis balísticos intercontinentais com ogivas manobráveis.
            Claro, apesar de tecnicamente possível o custo de se atacar alvos fixos usando só ICBMs com ogivas convencionais é altíssimo (tirando o Irã que tem centenas de milhares de ICBMs) e nunca esse conceito de guerra total foi implementado.
            Agora, se a tecnologia permite ser possível o que nossos avós previam, ela ainda não consegue fazê-lo em relação aos alvos móveis (quer estejam estáticos ou em movimento).
            Não há um “Big Brother” mundial sabendo onde cada coisa móvel sobre a superfície da Terra está num dado momento e atingi-los a partir de centenas, milhares de quilômetros ainda é tarefa dificílima, sendo a exceção e não a regra.
            Em terra, essa capacidade não passa de um par de centena de quilômetros, salvo raríssimas situações, com por exemplo, um espião informar que há um chefe terrorista reunido em tal prédio em determinado momento, ou uma equipe de forças especiais próximo a um alvo tático e que passe a informação ao centro de comando via satélite.
            Salvo esses casos isolados, não é complicado juntar as informações necessárias para atacar alvos móveis em tempo hábil e ataca-los de grandes distâncias.
            A tecnologia UAV combinada com a tecnologia stealth tenta dar essa solução técnica, mas ainda está na sua infância. Sem falar que o próprio UAV stealth pode estar armado e ele mesmo efetuar o ataque, sem que seja necessário um míssil de grande alcance.
            Os satélites também são outra aposta, já que sobrevoam o território controlado pelo inimigo impunemente, mas os que podem ajudar na tarefa de monitorar a superfície da Terra, os de reconhecimento fotográfico e radar, são os que orbitam os níveis mais baixos (abaixo de 500 km de altura) e por isso ficam pouco tempo sobre os hipotéticos alvos, sendo complicado a sua operação em tempo real.
            Sobre os oceanos a coisa foi sempre melhor do que sobre a terra já que aviões dotados de radar podem detectar navios a centenas de quilômetros e ainda tem a ajuda providencial dos radares OTH, em que pese a identificação ainda ser um problema.
            Em terra, houve uma melhora a partir dos anos 80 , que foi o desenvolvimento do radar de abertura sintética e do radar indicador de alvos móveis. Essa tecnologia permite que alvos táticos (móveis) seja detectados, localizados e identificados há centenas de quilômetros. o que trouxe uma melhora significativa para a aquisição de alvos em terra já que até então tais alvos só eram passíveis de serem detectados via “visual” e “IIR”, que em regra não passava de 30 km de distância na melhor das hipóteses.
            O dia que houver uma imensa quantidade de satélites monitorando cada pedaço do planeta, aí sim navios, aviões e alvos móveis em terra poderão ser atingidos por mísseis com 1000, 2000, 3000, 5000, 15000 km. Não há diferença básica entre atingir um navio a 2000 km e atingi-lo por um ICBM.
            Em os russos sendo capazes de, consistentemente, atingirem um porta-aviões americano no meio dos oceanos, com um míssil Kinzhal a 2000 km de distância, é porque eles detêm a tecnologia de atingi-lo com um ICBM se assim quiserem, e aí, estaríamos mesmo vivenciando a obsolescência da marinha como nos a conhecemos.

          • Munhoz,
            Apesar de não ser operação real (no caso do Tupi) eu concordo que a maneira mais consistente de atacar um porta-aviões americano armado e em alerta é por meio de submarinos e torpedos.
            *Treino é treino e jogo é jogo.

          • Munhoz,
            Há milhares de maneiras de atingir um porta-aviões. Alguns já estiveram atracados em portos nacionais e foram visitados. Nessa situação ele é um alvo fácil e pode ser atacado, mas não é essa a situação real de guerra.
            Por exemplo, um porta-aviões fica vulnerável até a estilingue se ele pudesse atravessar o canal do Panamá. Ele é muito mais vulnerável atravessando o Golfo Pérsico do que no meio do Pacífico.
            Aí, no caso de haver um aumento de tensões ou um caso de guerra explícita, há de se tomar as providências de modo a reduzir as chances dele ser atingido.
            Um porta-aviões é igual um submarino. O submarino para sobreviver tem que estar submerso e silencioso. No caso do submarino, as características da água do mar são responsáveis pela ocultação dele. Um porta-aviões para sobreviver tem que estar no meio do oceano, longe do litoral e como ele não tem dezenas ou centenas de metros de água para ocultá-lo, ele tem que criar uma zona segura ao redor e ele o faz usando os escoltas e as aeronaves. Com isso ele se torna tão furtivo quanto um submarino a 300 metros e a 5 nós.
            Armas antissubmarinas são pensadas e feitas para atingir e neutralizar um submarino submerso e furtivo. Se ele estiver atracado ou atravessando o Canal do Panamá, ele pode ser atingido até por uma bomba, que não é uma arma antisubmarino.
            Do mesmo jeito são as armas anti porta-aviões. Elas devem ser pensadas para atingir um porta-aviões no meio do Oceano, guardado por 5 escoltas, aeronaves AEW e caças e não nos casos eventuais dele estar se direcionando para um farol espanhol ou atracado no porto.

          • Munhoz…
            .
            completamente “fake”…o Jô Soares uma vez apresentou esse caso crente que fosse verdadeiro…cheguei a enviar um e-mail contando como isso tudo originou-se…mas…ele não deve ter visto e nunca nem mesmo recebi uma resposta da produção do programa.
            .
            Isso tudo começou com uma propaganda de tv britânica bastante humorada tendo como protagonista um navio da Royal Navy…então foi um pulo trocar para um NAe da US Navy e acrescentar um “quê” de arrogância “yankee”.
            .
            Mas muita gente acreditou e acredita até hoje !
            .
            abraços

  1. Não existem mais os enormes super encouraçados,mas sorte ainda podermos ver os gigantescos cascos de 270 e 345 metros de comprimento que vão desde os 20,000 a 100 mil toneladas, algo que na WW2, somente o Super Yamato A-150 e o H44 teriam esse deslocamento todo.

    Não gosto de porta aviões,mas pelo tamanho lembrar os antigos leviatãs blindados da PGM e SGM me agrada!

    • Renan…
      .
      como alguém que também gosta de encouraçados…embora goste mais de Naes, acrescento que os “super encouraçados” jamais teriam sido construídos, justamente pelo início da II Guerra, que impôs uma nova realidade.
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      Os encouraçados perderam a importância e os preciosos recursos precisaram ser divergidos para outras prioridades, então não saíram do papel e mesmo os EUA quando decidiram não mais limitar a boca(largura) de seus navios ao Canal do Panamá, cancelaram a classe “Montana” que rivalizaria em tamanho com a classe “Yamato”.
      .
      Só como curiosidade…3 dos encouraçados americanos que encontravam-se em Pearl Harbor, durante o ataque de 1941, “West Virginia”, “California” e “Tennessee”, foram reconstruídos de tal forma que a boca (largura) excedeu as dimensões do Canal e eles
      não mais puderam transitar por ele o que pouco importou já que permaneceram no Pacífico.

      • Dalton, os acordos das potências militares nas décadas de 20 e 30 não são um fator ainda mais importante nas ‘restrições’ das embarcações militares nos anos seguintes?

        • Rafa…
          .
          esses acordos perderam a validade e/ou não foram respeitados como no caso do “Yamato” que foi lançado ao mar bem antes do ataque a Pearl Harbor envolto em tal segredo que os americanos não tinham nem uma ideia clara de como ele seria conforme um desenho da época em um “Jane´s” que tenho e acreditavam que o armamento principal fosse o canhão de 16 polegadas !
          .
          abraços

          • Você se refere a ONI “Organização de Inteligência Naval”, japoneses da Marinha imperial que estavam em (PoW) foram interrogados sobre a tal embarcação nova, nem os nipônicos acreditavam no poder da IJN, alguns acharam que era um cruiser killer como o USS Alaska, mas com 9 canhões de 310mm a 356mm calibre 45 ou 50, 9 tubos de 610mm Type 93, com velocidade de 35 nós, tamanho de 248m e 37,000 toneladas (provavelmente Super Type-A B65). Outros afirmavam ser um encouraçado de 50.000 toneladas com 9 a 10 canhões de 410mm com 2.5 rodadas por minutos e 250m.

            Algo que a ONI acreditou ser o design de 50 mil toneladas, provavelmente um A-140 Izumo, mas nunca podiam acreditar no antigos NO13 de 8 canhões calibre 50 de 457mm e 270 metros de navio.

            Só em 1944 souberam do Musashi e do tamanho do brinquedo. Kkk

  2. Enquanto ninguém tiver coragem de lançar uma “l Kt” em um NAe da US Navy ele continuará inestimável para o que se quer dele…não à toa, os chineses também entraram no negócio de NAes.
    .
    Uma das razões de nunca um NAe ter participado do “Trident Juncture” era a “mania” de sempre manter um com a V Frota, basicamente o Golfo Pérsico e o Mar da Arábia, o que mudou agora com o USS Harry Truman, que ao invés de ter se dirigido à V Frota em abril passado, para retornar só em novembro, sua missão resumiu-se a pouco mais de 3 meses no Atlântico Norte e Mediterrâneo retornando em julho e agora encontra-se em nova missão de cerca de 3 meses também pelo Atlântico Norte e Mediterrâneo.
    .
    Não apenas a VI Frota e a OTAN ganharam em importância, mas, também ajuda a flexibilizar e
    tornar menos previsível o uso de um NAe.
    .
    Também não muito comum é o envio de um “LHD” para o exercício e esse ano o USS Iwo Jima
    também participará.

    • Uma frota como esta serve para intimidar bem, no entanto como vc mesmo disse uma unica ogiva coloca tudo por aguar a baixo.

      Numa guerra acredito que eles vão navegar um pouco longe da costa russa ou chinesa, o maior problema no meu ponto de vista é a sua rota ser traçada e o inimigo ficar esperando ele vir de encontro .

      • Na década de 80 a US Navy descobriu que uma família de militares estavam passando informações para os soviéticos das posições dos submarinos e navios americanos.
        E só descobriu pq a mulher denunciou o marido, que estava levando o filho para ser um agente duplo.
        Mas de qualquer maneira são dados brutos, teria que por algum meio para achar os navios e submarinos, o que extremamente difícil.

      • Um ataque nuclear contra um porta-aviões americano é um ataque nuclear contra a própria nação americana e seria respondido na mesma medida. De fato, um ataque nuclear contra uma dessas fortalezas flutuantes é um ataque contra a própria humanidade, uma vez que nos levaria de volta a idade da pedra.

  3. 13/10 -sabado, acho uma corvadia o que vc fazem com os admiradores, uma Mãe deste porte, que tenho certeza, veja que eu disse certeza, a nossa MB não terá enquanto eu for vivo. Porém deve-se disser e um Nas de respeito, imponente, da projeção a uma Marinha, parabéns aos americanos de terem esse é mais alguns, enquanto isso lutamos para construir 4 corvetinhas, que ao lado dele parece barquinho de papel.

  4. Esses Pa´s da Classe Nimitz realmente são uma obra-prima da engenharia.

    São imponentes, poderosos e muito bonitos, em que pese os seus custos estratosféricos de construção, operação, manutenção e desmanche.

    O seu grupo aéreo embarcado certamente é mais poderoso que o conjunto das Forças Aéreas Sul-Americanas combinadas.

    Quem mora aqui no RJ tem sempre a oportunidade de ver um deles fundeado bem pertinho da Ponte Rio-Niterói quando eventualmente fazem o seu trânsito para o Pacífico.

  5. Máquina fantástica, impressionante e poderosa, impõe respeito. Sozinho leva mais aeronaves de combate do que se tem a maioria dos países da AL.
    Simples assim!!!

  6. Acho que para uma camarada ter coragem de apertar o botão vermelho só pra afundar uma frota no mar, ele tem que pensar demais demais mesmo. Tipo: é agora vamos ver o que acontece?. O cara deve suar tanto é apertar muito bem o fiofó pois a reposta seria imediata e fim nasce uma nova era para o planeta pois nos mesmo si fu….. quero ver quem tem coragem de fazer isso primeiro kkkkkkk

  7. Porta Aviões são armas formidáveis. Mas, não definitivas. Na segunda guerra, no Pacífico o almirante Osawa recebeu quatro porta aviões e navios de escolta para uma manobra diversionista. Ele sabia que estava partindo para o sacrifício com seus quatro PA e escoltas, eis que o inimigo tinha poder de fogo muito superior. Lembro este episódio para que se reflita sobre o fato de que a simples presença de porta aviões, não significa o domínio do mar.

    • Dos 4 NAes de Ozawa…apenas um era grande enquanto os 3 restantes eram pequenos…deveriam ser capazes de reunir aproximadamente 170 aeronaves se totalmente carregados, mas, devido à falta de pilotos e aeronaves, pouco mais de 100 puderam ser embarcados e os pilotos na maioria eram inexperientes…aí de fato, não havia muito que pudessem fazer.
      .
      NAes perderam prestígio após a II Guerra com o advento de armas atômicas…no início da Guerra da Coreia em 1950 a US Navy tinha poucos em serviço e foi uma sorte poder contar com tantos que haviam passado para a reserva e desde então provaram seu valor em inúmeras ocasiões.
      .
      Potências nucleares dificilmente entrarão em guerra diretamente, mas, para “guerras por procuração” e muitas outras missões, até mesmo propaganda para consumo interno e para consumo de aliados o NAe parece ter um futuro garantido…o próprio USS Harry Truman, se cumprida à expectativa, deverá ser inativado em 2048.

  8. Nada que um bom torpedo com uma ogiva nuclear para dar cabo dessas cem mil toneladas de diplomacia. Nada na vida é eterno ou invencível.

  9. É um um número muito superior aos outros Trident Just.
    Com certeza é uma clara resposta ao aumente de efetivos nos últimos Zapad e ao Vostok.
    Mais está longe dos exércicios Strikeback, Longstep, Grand Slam, Mainbrace, entre outros.

    • Augusto…
      .
      mais do que uma “clara resposta” ao “Vostok”, é uma nova exigência do comando da US Navy de tornar o emprego de um NAe menos previsível e mais flexível…ao invés de enviar um NAe para o Golfo Pérsico em uma missão de 7 meses…a proposta agora inaugurada pelo USS Harry Truman é que em algumas ocasiões a missão poderá ser dividida em duas partes de 3 meses e meio e ser localizada no Atlântico Norte e Mediterrâneo.
      .
      O “Vostok” foi realizado em setembro passado…provavelmente com um certo exagero
      de números conforme li, enquanto o USS Harry Truman partiu de Norfolk em abril para
      esse novo tipo de missão, retornando em julho, e após uma pequena manutenção e descanso da tripulação se fez ao mar novamente em fins de agosto e retornará em fins de novembro início de dezembro.
      .
      abs

  10. Os porta aviões são as naus capitaneas de frotas, por ter os equipamentos de ataque convencional em maior quantidade. Fora isso, os antigos destroyers, que hoje são os contra torpedeiros, são as principais navios de escolta. Um bom submarino com um excelente capitão e homens só terá dificuldade quando enfrenta três contratorpedeiros ao mesmo tempo.
    O Alm. Ozawa teve muita sorte no ataque a Pearl Harbor, mas quando não mandou outra leva para acabar com a refinaria, o Hawaii continuo com os depósitos de reabastecimento intocados, além dos PA estarem em patrulha.
    Ao atacar Midwey, os OA americanos estavam muito bem colocados, pegando-os de surpresa, destruindo três deles. O quarto, ao contra atacar os PAs americanos, os pilotos japoneses pensaram ter destruído um deles, o Yorktown. Mas todo o grupo de reparo de danos fez o Yorktown voltar a navegar e sem fumaça, sendo atacado e colocado a pique. Mas os outros dois já estavam com seus aviões atacando novamente. Os quatro principais PAs japoneses foram a pique e o Japão ainda manteve domínio na costa asiática, pois não bastava afastar os navios, mas conquistar as ilhas era mais importante.

    • Angelo….
      .
      na verdade, o Almirante Nagumo e não o Almirante Ozawa é que estava no comando do ataque a Pearl Harbor e penso que ele é exageradamente criticado afinal de contas ele cumpriu a missão que era causar o maior dano possível aos encouraçados e NAes…estes últimos não estavam na base e isso não foi culpa dele e justamente por não estarem na base temia que os 6 NAes japoneses fossem atacados.
      .
      Ele sabia que os americanos estavam construindo muitos NAes…na verdade em dezembro de 1941, 11 grandes da classe “Essex” já haviam sido encomendados enquanto o Japão havia encomendado apenas um de tamanho comparável e com a
      indústria americana mobilizada para uma guerra, muito mais poderia ser feito e foi feito, enquanto o Japão não podia se dar ao luxo de perder seus poucos e preciosos NAes
      que seriam necessários como foram nos seis meses seguintes, então, bateu em retirada
      após um único ataque de duas ondas.
      .
      abs

    • ANGELO OSCAR DA SILVA PEDROSO 13 de outubro de 2018 at 16:50 -> “Os porta aviões são as naus capitaneas de frotas, por ter os equipamentos de ataque convencional em maior quantidade. Fora isso, os antigos destroyers, que hoje são os contra torpedeiros, são as principais navios de escolta. Um bom submarino com um excelente capitão e homens só terá dificuldade quando enfrenta três contratorpedeiros ao mesmo tempo.”

      “Os porta aviões são as naus capitaneas de frotas, por ter os equipamentos de ataque convencional em maior quantidade. ” -> De quais equipamentos você está falando ?

      “….os antigos destroyers, que hoje são os contra torpedeiros, são as principais navios de escolta…. ” -> O que ocorre hoje é Exatamente o contrário desta sua afirmação.

      “Um bom submarino com um excelente capitão e homens só terá dificuldade quando enfrenta três contratorpedeiros ao mesmo tempo.” -> Baseado em que estudo ou caso você escreveu esta pérola ?

  11. Se alguém tiver culhão de ferro pra atacar um porta-aviões americano com uma arma nuclear é porque o dito cujo já terá atacado os porta-aviões naturais como Diego Garcia, Guam, Pearl Harbor, etc., que é de onde partem os bombardeiros.
    Ou seja, estará em curso uma guerra nuclear generalizada e muito provavelmente não ficaremos sabendo do resultado.

  12. A sobrevivência desse porta aviões, nesse cenário se dará com a engenhosidade, genialidade de seu comandante.
    Pq com certeza os russos vão ter dados brutos sobre a posição da frotaamericana, seja por satélites ou inteligência, humana ou de sinais, mas isso não é o bastante para a solução de tiro, há não ser que vc tenha um míssil com IA como o LRASM.
    A frota americana terá que levar com seriedade os dados apresentados e detectados e usar seus sensores e armas no nível máximo.
    Só pra lembrar o HMS Sheffield, nas Malvinas detectou os Trackers e SE, várias vezes mais não acreditava que eles tinham capacidade de solução de tiro, simplesmente pq os ingleses não acreditavam que os argentinos tinham reabastecedores aéreos, para deixar os Trackers em constante patrulha e os SE patrulharem a aérea designada pelos Trackers, onde a frota britânica poderia estar.
    deu no que deu.
    Na batalha de Midway os japoneses ignoraram vários avisos desde o ataque Doolittle até o últimos momentos atendimento do início da de tomada de Midway, de que os PA’s americanos estavam no pacífico e a US Navy não ia deixar de usá-los, deu no que deu.

    • “últimos momentos atendimento do início da de tomada de Midway”
      Até os últimos momentos do início da operação de tomada de Midway*

  13. Um porta-aviões como esse é bom pra impor respeito contra países sem forças armadas a altura, tanto é que a própria China está embarcando nessa onda, a própria função de um porta-aviões é essa, sua principal função é de projetar poder.
    Mas num provável conflito entra EUA e Rússia esse porta-aviões teria o mesmo fim das tão poderosas baterias de S-300, 400 ou 500.
    Muitos acham que um porta-aviões numa força tarefa, ou uma bateria de S-400 sendo protegidas por baterias como pantsir, são alvos intransponíveis, mas na verdade não são, um ataque de saturação bem coordenado pode e faz toda a diferença.

  14. Os Estados Unidos podem formar uma “Linha Maginot” marítima com seus porta-aviões.

    Ou farão como os argentinos, na guerra das Malvinas: deixar os porta-aviões escondidos, atracados, com medo de perdê-los.

  15. Os americanos possuem muitos aliados… Não lutarão sozinhos… Para desflechar um ataque contra um porta aviões, os russos vão precisar passar por varias forças aéreas aliadas, enfrentar varias marinhas, seus navios estarão sendo caçados também… O estreito do mar do norte e o mar mediterrâneo podem ser facilmente fechados.. A China esta cercada por adversários.. Japão, Coréia do sul, Taiwan podem maltratar muito a esquadra chinesa.. E se for no mano a mano a esquadra americana trucida os chineses e russos juntos… São 11 porta aviões colegas…. Fora o resto…

    • O NAe é o maior símbolo do poderio americano…mas…são muito poucos e portanto os EUA não podem/devem contar muito com eles.
      .
      De fato há 11 deles…mas…sempre um estará passando por modernização de meia vida e reabastecimento dos reatores nucleares…um processo que dura 4 anos…mas…que na verdade dura 5 em virtude de uma fase de preparação antes e testes de mar e certificações após a conclusão…que podem ser aceleradas em caso de necessidade, mas, não muito.
      .
      No próximo ano um segundo NAe também iniciará esse processo, mesmo com outro estando ainda na metade…daí a US Navy aceitar o fato de que pode se virar com apenas 9 Alas Aéreas…também sempre há pelo menos um NAe passando por um longo período de manutenção de um ano ou mais…é o caso principalmente dos 2 mais antigos, “Nimitz” e “Eisenhower” …o último já deveria ter saído da manutenção em abril, portanto um atraso considerável.
      .
      E em se tratando de “Alas Aéreas” há uma grande falta de aeronaves disponíveis por conta do uso excessivo nos últimos anos com a chamada “guerra ao terror” …hoje com alguma ajuda de alguns esquadrões dos fuzileiros navais e sacrificando-se os esquadrões de treinamento e reposição é possível popular 5 “Alas Aéreas”ao mesmo tempo…longe do ideal.
      .
      Há uma luz no fim do túnel porém…se de fato os planos se concretizarem com um aumento, mesmo que lento da disponibilidade de aeronaves que encontram-se em manutenção e novas compras seja do F-35C e em breve FA-18s block III, conversões de FA-18s block II para o III e aquisições de aeronaves não tripuladas para efetuar o grosso das missões de reabastecimento, o “MQ-25”.
      .
      Isso levará alguns anos ainda, assim como a certificação do USS Gerald Ford que foi comissionado com muita coisa faltando ainda…algo que espera-se ocorra em 2021, mas,
      para sorte dos EUA…potenciais inimigos estão tendo dificuldades para avançar novas tecnologias e dar maior disponibilidade aos seus meios também.

  16. Satélites radar, ELINT e radares OTH só servem para delimitar uma área de busca, permitindo melhor alocar os recursos. Para a identificação e determinação de alvos se faz necessário enviar um helicóptero, um avião patrulha ou diretamente um caça ou bombardeiro.
    A coisa funciona mais ou menos assim:
    um navio isolado pode adquirir um alvo de superfície a distância de uns 30 km no máximo;
    um helicóptero consegue adquirir um alvo a no máximo uns 150 km ;
    tendo um helicóptero o navio pode adquirir um alvo a uns 300 km;
    um avião (AWACS, AEW, caça, bombardeiro, patrulha, UAV, etc. pode fazê-lo a uns 400 km já que pode voar mais alto que um helicóptero.
    Em tese um porta-aviões consegue impedir a penetração de qualquer meio a pelo menos 500 km ao redor do porta-aviões.
    Não faz diferença que o MiG-31 possa lançar um Khinzal a 2000 km de distância. “Algo” russo (seja navio, helicóptero, avião) tem que estar a menos de 400 km da força tarefa para que o míssil Khinzal consiga uma solução de tiro e possa ser lançado de 2000 km de distância.
    Então, um míssil antinavio com mais de 400 km de alcance é uma excrecência. Pode servir para atingir alvos fixos mas se ele depende de “algo” que esteja a pelo menos 400 km de distância, em tese esse “algo” pode levar um míssil menor com apenas 400 km de alcance.
    Não há muita lógica em se fazer um míssil antinavio lançado do ar que se “dependente” com 2000 km de alcance. Esse é o motivo do Ocidente não ter nada antinavio com mais de 300 km de alcance e dos mísseis russos não passar de 400 km (salvo algumas exceções lançadas de navios e submarinos que contam com aviões para a solução de tiro).
    A exceção será o LRASM que irá operar de forma autônoma, não precisando de solução de tiro. Ele (e provavelmente o Tomahawk MST) irá operar com auto nível de IA e poderá classificar um alvo por conta própria, bastando para tanto ter a posição geral do alvo determinada, por exemplo, por satélite ELINT. Se o míssil não achar o alvo ele se autodestrói.
    Nos últimos anos os russos começaram a anunciar a operação de mísseis antinavios com 1000 km de alcance (Kh-32 e Zircon) e com 2000 km (Khinzal). A menos que eles tenham também revolucionada as tecnologias referentes ao ISTAR, de algum modo eles ainda terão que adentrar a faixa de 400 km para solução de tiro, e isso é tão mais premente quanto mais rápido for o míssil.
    Igualmente os chineses com seu míssil antinavio balístico (ASBM) com 2000 km de alcance. O míssil pode ter 2000 km de alcance, mas até prova em contrário “algo” chinês terá que adentrar e permanecer por algum tempo dentro da zona de 400 km (se for um avião voando alto e com um potente radar) . Ou seja, um avião “grande” voando alto e emitindo com um potente radar é um alvo relativamente fácil para a combinação AEW/F-18 e dificilmente ele permanece ativo por tempo suficiente para permitir toda a cadeia de eventos que leva a destruição do porta-aviões.
    Ou seja, russos e chineses podem fazer mísseis com a velocidade e alcance que quiserem, mas ainda assim ficam “reféns” de meios ISTAR (Inteligência, reconhecimento, vigilância e aquisição de alvos) se continuarem a adotar a “força bruta”.
    O dia que desenvolverem um “UAV” kamikase furtivo capaz de achar e identificar alvos por conta própria baseado em referências gerais, aí eles ficarão menos dependentes de meios ISTAR, mas até agora eles não divulgaram estar trabalhando em nada conceitualmente semelhante ao LRASM.

    • O que ocorre é que os misseis eles tem, o que eles podem não ter é os meios de rastreamento e comunicação, no entanto se a rota for estabelecida e a frota não efetuar mudanças bruscas para despistar e o míssil podendo receber atualizações constantes de um drone, avião ou outro meio ou mesmo IA, este pode ir de encontro a frota e ai a velocidade da frota é usada contra ela mesmo, agora como vc mesmo disse o problema é manter um meio para efetuar os cálculos e correções constantes e repassá-los para o míssil.

      No entanto numa era de drones furtivos etc quem sabe ?

      • Ainda tem a guerra eletrônica, que pode ser mais efetiva do que o jogo dos mísseis.
        Um strike group da marinha americana pode contar com EW de força bruta ou uma EW mais inteligente por meio de decoys.

        • Augusto,
          Essa é mais uma fragilidade dos mísseis super velozes e mais ainda nos hipervelozes. Eles são mais sensíveis às ECM do que seus parentes subsônicos. Por exemplo, um míssil Mach 5 com um radar com alcance de 50 km para um navio tem menos de 30 segundos para achar o alvo, escolher o alvo no meio de muitos (vários navios, despistadores flutuantes, despistadores pairáveis, despistadores rebocados) , discernir o alvo oculto por chaffs e “nuvem anti-detecção”, lidar com a interferência eletrônica ativa, lidar com as defesas hard kill, etc.
          Se ele for capaz de Mach 10, como o Khinzal, ele tem só 15 segundos pra “decidir” o alvo válido e se por contra ele.
          E tem gente que acredita que um míssil de 5 t (no lançamento) e Mach 10 (3,4 km/s) é capaz de encontrar o alvo certo, lidar com a ECM e ainda… manobrar… e atingir o alvo… em 15 segundos.
          A USN considera os mísseis supersônicos e hipersônicos mais vulneráveis às defesas soft kill que as hard kill.
          *Vale salientar que os EA-18G tem capacidade de atuar em missões defensivas.

          • Se os russos ou os chinas forem atacar uma frota dessas eles vão usar ogivas de 70 kt e não ogivas comuns .

            Esses mísseis hipersônico foram pensados para isso eles serão detonados no meio da frota sobre ela ou embaixo da água .

            Eles não vão perder tempo tentando acertar negócio desses com mísseis convencionais , sabemos que eles nem tem mísseis para isso , além das dificuldades que vc citou os navios tem uma resistência muito grande mesmo depois de atingidos.

            Agora com o advento de mísseis e drones stealth vale lembrar que assim como os radares dos caças e navios não iriam rastrear os mísseis de defesa também não iriam conseguir travar o alvo e aí entramos naquilo que falei com mísseis e drones autônomos com IA por exemplo jogando por terra uma doutrina antiga.

            Acredito que as guerras do futuro vão ser de meios como o F 35B e Gripen operados em pistas improvisadas e autamente móveis avançando junto às tropas em terra com os mísseis táticos balísticos e de cruzeiro como a ponta de lança tanto em terra como no mar .

            Acredito mais em pequenas corvetas e subs sendo que as corvetas poderiam se movimentar até nos rios dentro do país e transportar os mísseis mantendo movimento constante .

            No meu ponto de vista meios menores e mais discreto até mesmo pequenos vasos com pequenos grupos de drones e F 35B operando de forma mais autônoma com apenas 2 ou 3 navios teriam uma maior chance de sobrevivência numa guerra global.

            Acho que estamos no limiar de novos tempos com o laser substituindo as artilharias antiaérea de curto alcance e as de médio e longo alcance perdendo a efetividade perante a tecnologia stealth sendo que novas doutrinas vão substituir as antigas perante este avanço.

            Veja que quando falo em custo e lucro das indústrias vcs pensam somente nas informações que chegam até nós mas temos que analisar os interesses da indústria sim , como a USN que abandonou o projeto de drones de ataque furtivos para possivelmente usar esta tecnologia em reabastecedores , será que eles não estavam com medo do que eles mesmos criaram pois como uma frota ou navio iria se defender de um drone furtivo com IA sendo que a única defesa seria a de curto alcance com IR ?

            No futuro a guerra vai ser de meios dispersos e altamente móveis com a tecnologia stealth em drones , caças e mísseis e o laser dominando o ambiente neste novo tempo.

          • Munhoz,
            Tirando a primeira parte do seu comentário , sobre armas nucleares, eu concordo com você.
            Sem dúvida a melhor maneira de penetrar uma forte defesa antiaérea é através da tecnologia stealth e esse será o caminho natural que os russos devem seguir se quiserem que seus mísseis hipersônicos tenham condições de realmente fazer diferença. Um drone stealth poderia prover os meios que os russos precisam para melhor usar seus supermísseis. Esse “drone stealth” poderia tanto ser usado para ISTAR enviando dados em tempo real via satélite quanto ter uma versão kamikaze. Os chineses saíram na frente dos russos e estão desenvolvendo o seu.
            Também o Su-57 poderia ser utilizado para ataque naval no lugar do Su-34 e do Backfire. Em podendo penetrar mais fundo no perímetro de defesa ele pode levar mísseis menores que caibam dentro dos compartimentos de armas. Um ataque coordenado de uns 4 Su-57 armados com mísseis de menor porte seria fatal já que eles mesmo faria o papel de plataforma ISTAR e procederiam ao ataque.
            Vale salientar que esse pacote todo (caça, bombardeiro, UAV e míssil, todos stealths) já está disponível aos EUA para penetrar as defesas antiaéreas terrestres russas e chinesas e as defesas de seus porta-aviões.
            E Munhoz, em termos defensivos, tanto faz um porta-aviões ter 100 mil ou 40 mil toneladas. Em sendo capazes de neutralizar um porta-aviões de 100 mil toneladas, russos e chineses darão conta de destruir 4 de 40 mil toneladas.
            E quatro porta-aviões de 40 mil toneladas não faz o que um de 100 mil faz. Por exemplo, um porta-aviões de 100 mil t leva “fácil” 70 caças com pelo menos 40% a mais de alcance, além de levar aviões REVO e meios AEW muito superiores. Quatro porta-aviões menores não teria capacidade REVO e tem mais dificuldades em ter um AEW de alto desempenho (salvo uma hipotética versão AEW do V-22, que não existe).
            Sem falar que muito dificilmente os 4 juntos terão 70 caças.
            A quantidade de surtidas de um único porta-aviões com 100 mil toneladas , usando 4 catapultas (principalmente se forem EM), é maior do que a quantidade de surtidas a partir de 4 porta-aviões de menor porte operando aeronaves no modo STOVL.
            E em relação aos EUA vale salientar que ele tem os dois tipos (pesado e leve) já que além de 11 porta-avões eles contam com 10 navios de assalto anfíbios (LHA/LHD) capazes de operar o F-35B. Os EUA tem na verdade, 21 porta-aviões.

          • A minha ideia básica era algo ainda menor, 2 navios na faixa de 15 mil toneladas sendo um para o transporte de misseis (cruzador) e outro como um porta drones com apenas uns 8 a 12 F 35B, sendo que o cruzador carregaria uma grande quantidade de misseis de cruzeiro stealth e os drones passariam as informações para as correções, acho que a capacidade de sobrevivência seria maior, sendo os 2 movidos a propulsão nuclear .

            Acho que o STOVL seria a solução para a economia de espaço com a IA provendo a solução para o repasse de informações e tomada de decisão .

            A propiá tecnologia stealth conduz a esta solução pois esse raio defensivo de 400 km ao redor de um grande grupo de batalha cai por terra com ela, e resta apenas a defesa de ponto para um grande alvo !

            A tecnologia stealth limita não só a ação dos radares mas os misseis também não conseguem travar o alvo, ou seja um grupo desse tamanho teria os seus misseis defensivos e os AIM 120 dos caças anulados restando somente a defesa de ponto !

            Isso conduz a minha ideia básica para a futura guerra naval pois ao invés de um grande grupo teríamos uns 5 conjuntos de 2 navios cada espalhados e com uma maior capacidade de ocultação .

            Abss

  17. Deve-se lembrar q, após tudo dar certo, quantos mísseis para neutralizar um PA?
    Todos sabem q um PA moderno é dificílimo de ser afundado. Temporariamente neutralizado, sim, dependendo de onde o míssel acertar.

  18. Dalton
    Obrigado pelas informações sobre a qualidade das forças de Osawa. Na verdade, nesta altura da guerra o Japão já tinha perdido seus principais navios e pilotos. E estava “raspando o fundo da panela” para levantar meios de deter os americanos. Aliás essa foi a razão que invocaram para atacar em Pearl Harbour: a negação de acesso aos recursos naturais de que o Japão carecia para manter suas guerras no Oriente contra a China e na conquista de outros territórios. Abço.

  19. Pois é Luiz…quando comecei a ler sobre a marinha imperial japonesa através de alguns livros antigos de meu pai, no início fiquei espantado com os “10 encouraçados e 10 NAes” já comissionados ainda no início de dezembro de 1941, além de mais um encouraçado, o gigantesco “Yamato” e mais um “NAe leve” praticamente já disponíveis.
    .
    Quando descobri o que de fato os japoneses estavam construindo, e mesmo o que eles já possuíam, percebi que grandes e poderosos navios eram exceção e diante das dezenas de grandes e médios estaleiros americanos, para ficar apenas no campo “naval”, o almirante Yamamoto estava certo de estar preocupado e que a única chance que o Japão teria era tentar um acordo, pois, seis meses a um ano era o que ele poderia garantir ofensivamente e depois seria uma luta puramente defensiva.
    .
    E não fosse pela política de derrotar Hitler primeiro…mais recursos teriam sido mobilizados
    para o Pacífico…sem falar que a frota do Pacífico havia sido enfraquecida com transferências para o Atlântico antes de ” Pearl Harbor”… o que teria dificultado ainda mais o avanço nos primeiros meses pelo Japão.
    .
    abraços

  20. Senhores
    Só lembrando q estamos falando de um pais q opera integrado. Ou seja, os EUA não trabalham pensando só uma Força.
    Em sua Estratégia de Defesa, planejam e constroem tudo para vencer duas guerras no mundo ao mesmo tempo. Vejam bem… vencer…. não lutar…
    Acho muito difícil estarem despreparados frente a misseis e outros meios.
    Em caso de guerra, quem fará o primeiro ataque? Como a USAF estará atuando? Ea Guerra Cibernética? E as Op Esp?
    Lembro também, q ninguém sabia do Silent Hawk até a queda na missão do Bin Laden

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