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EUA oferecem fragatas OHP à Ucrânia

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Fragata classe Oliver Hazard Perry (OHP)
Fragata classe Oliver Hazard Perry (OHP)

Embora longe de ser novos, os navios ofereceriam à Ucrânia um impulso enorme e desesperadamente necessário nas capacidades navais

De acordo com reportagens da Ucrânia, os EUA estão procurando oferecer ao país um número desconhecido de fragatas Oliver Hazard Perry desativadas na tentativa de ajudar Kiev a reforçar sua presença no Mar Negro e, possivelmente, em torno da entrada do cada vez mais disputado Mar de Azov. Se a Ucrânia concordar em receber os navios, a transferência ocorrerá através do programa Excess Defense Property que comumente canaliza equipamentos militares dos EUA para aliados estrangeiros.

Atualmente, uma única fragata da classe Krivak III de 25 anos, a Hetman Sahaydachniy (U130), representa o navio de maior poder da Marinha da Ucrânia. Aquela embarcação desloca 3.500 toneladas, enquanto uma fragata classe Perry desloca 4.200 toneladas, para uma comparação. Também vale a pena notar que nada menos que 17 navios foram deixados para trás quando a Rússia anexou a Crimeia. Não está claro qual é a condição dessas embarcações hoje, mas a Ucrânia só está interessada em recuperá-las se vierem junto com seu território.

Mas, independentemente disso, à medida que a Rússia se torna mais beligerante em águas regionais, a Ucrânia precisará de mais navios maiores do que os barcos de patrulha que está produzindo atualmente e o projeto velho, mas robusto da classe Perry poderia dar a eles um impulso muito necessário.

Em setembro de 2017, havia dez fragatas de classe Perry reservadas para as vendas externas e mais quatro – algumas das mais novas da produção da classe Perry – reservadas para exercícios de afundamento. Um desses navios, o ex-USS McClusky (FFG-41) já foi afundado.

Dos dez navios disponíveis para exportação, sete estão nas melhores condições. Assim, vários desses navios poderiam acabar nas mãos dos ucranianos – um ato que a Rússia não ficaria satisfeita.

Fragatas classe Oliver Hazard Perry na reserva da Marinha dos EUA

FONTE: The Drive

64 COMMENTS

  1. Por outro lado, especula-se que os Israelenses e Americanos estão estudando as tecnologias dos S-300´s que os Russos deixaram nas mãos do Ucranianos. Eles dizem que a Criméia é uma espécie de porta-aviões natural, que a Ucrânia poderia ter quantos navios quisessem, não adiantariam nada.

  2. 22/10 – segunda feira, li em outro site, que eles recusaram, são muito velhas, estão muito usadas, tem manutenção cara, e que eles não estariam interessados.

      • do jeito que estão ? a única vantagem delas, na minha opinião, é conhecermos a propulsão (LM 2500)… de resto… sensores, sist de combate… nada sabemos… imagina qualificar o CMS pra fazer as rotinas de 2o escalão… tudo “novo” pra gente… mais um adendo ao “inferno logístico”… não acredito que seja compensador, vindo como estão… enfim, só uma opinião… abraço a todos…

  3. Algo está muito errado, quando numa mesma postagem referente a um navio, há comentários defendendo o uso do meio como alvo, bem como sua compra pela Marinha.

  4. Os EUA estão tentando empurrar esses bagaços de cana para qualquer país mas, ninguém quer incluindo a MB por uma decisão sensata. A única marinha que vai aceita las é a marinha do fundo do mar e sua função será de recifes de corais e para outras espécies marinhas.

  5. Terça-feira, 23/10 – As PERRY’S, empurraram tantas águas, que hoje realmente estão no osssso, só tem a casca, para que serviria a Ucrânia, frente ao poderio naval Russo, só se fosse como alvo, além do mais estão completamente desdentada, velhas, sem dente, que custo seria só para rearma-las, é preferível não ter nada, para não ameaçar a fera.

  6. So serviria para um propósito maior : ver se a Russia num ato de irritação não afunda uma dessas vasilhames junto com a tripulação dos “heróis” camicaze para gerar um casus belli tosco ja que Azov continua sendo uma área proibida para os navios da OTAN..
    Muita burrice nessa hora.

  7. Não vejo razão para tanta discussão sobre as OHP. Para quem não tem nada hoje, nem perspectiva de ter no curto prazo, como a Ucrânia, país que, ainda, vive às turras com o Urso, as OHP serviriam sim para alguma coisa. Afinal, há que se ponderar o tempo e o custo de uma fragata nova…

    E que não se compare a marinha da Ucrânia com a nossa MB…. Como bem disso o Daniel Ricardo Alves (23 de outubro de 2018 at 7:17), melhor guardar dinheiro para mais um lote de Tamandaré. Afinal, não estamos na iminência de um conflito, ainda mais no mar. Precisamos de navios para ontem? Sim. Precisamos das OHP? Não. Para recuperar navio no osso, que sejam as próprias FCN.

  8. As marinha que ainda utilizam as OHP não pretendem se desfazer das mesmas. Portanto não são tão indesejadas. Ainda tem poder de navios de guerra ativos. Melhor ter algumas de plantão, para o caso de alguma ocorrência inesperada do que ficar sonhando com meados da próxima década que trará novos meios, mais modernos (?). Mais vale um pássaro na mão do que quatro daqui a …….

  9. Galante e Nunao, mudem o foco. Esqueçam essas velharias americanas que nem a Ucrânia quer. Que tal matérias sobre o ganho de escala que a MB vai ter se encomendar número maior de Tamandarés.

    • Marujo,
      A marinha nem encomendou as Tamandarés, então, não dá para especular sobre uma encomenda maior das mesmas. Se recebermos as que estão planejadas em menos de 10 anos, já é mais do que lucro.
      Particularmente acho que perdemos o momento com as OHP MAS sinceramente, não descarto elas não. Não será surpresa se a MB acabar ficando com algumas. Veja bem, não tenho fontes é mais um acho meu.
      Com a BAE fora da licitação, de repente a RN não veja mais assim com tanta simpatia a venda de navios para a MB. A MB e RN tem uma ótima relação, mas que o plus acabou.. acabou.

  10. A marinha paquistanesa fez um bom negócio adquirindo a ex USS McInerney de 30 anos em
    2010 e que continua em serviço até hoje, então, navios de 30 anos podem ser uma opção ainda mais se forem adquiridos em uma chamada ” transferência quente ” quando a tripulação do navio que está sendo descomissionado o entrega para uma nova tripulação…o que não seria o caso agora em uma eventual transação com a marinha ucraniana.
    .
    Não se trata do que é melhor ou pior e sim do que se pode pagar e/ ou que está disponível no mercado de usados e a marinha ucraniana precisa de navios…a marinha filipina por exemplo teve que se contentar com 3 unidades da classe “Hamilton” de 3200 toneladas da Guarda Costeira dos EUA que contavam com mais de 40 anos de uso e são os maiores e melhores navios daquela marinha hoje.

  11. São Fragatas superadas, com um custo operacional alto se comparadas aos últomos desenvolvimentos disponíveis. Mas quem não tem cão para se defender se defende com gato, acho que seria uma solução “meia boca” para a Ucrania

  12. A Ucrânia não pode pagar por nenhuma construção nova. Os OHPs são o que eles podem obter.
    Tão simples como isso – você tem que lembrar que eles têm apenas uma fragata e é de origem soviética.

  13. Ainda defendo que numa boa negociação com os americanos possamos ficar com ao menos duas OHP. Equipamos com o que se retirar dos meios que darão baixa e estamos servidos. Custeio qualquer meio tem, mas se gastar bem pouco para disponibilizar e equipar será viável e interessante.

  14. Uma coisa que não entendi neste parágrafo:
    “Em setembro de 2017, havia dez fragatas de classe Perry reservadas para as vendas externas e mais quatro – algumas das mais novas da produção da classe Perry – reservadas para exercícios de afundamento. Um desses navios, o ex-USS McClusky (FFG-41) já foi afundado.”
    Por que estão reservando algumas das mais novas para exercício de afundamento?
    Não deveriam usar as mais velhas e acabadas?

    • Nem sempre o navio mais novo está em melhores condições…há ocasiões em que um navio mais antigo pode estar em melhor forma justamente porque normalmente modernizações são feitas primeiro em navios mais antigos e os mais novos podem nem mesmo receber tais melhorias…o USS Arleigh Burke por exemplo o mais antigo da classe comissionado em 1991 teve seu sistema AEGIS modernizado para o último padrão enquanto navios mais novos não receberam ainda ou poderão nem vir a receber.
      .
      A mais nova fragata da classe “Perry” a ex USS Ingraham foi descomissionada em 2015
      com 25 anos de serviço e nem mesmo foi colocada à venda, deverá ser desmantelada em futuro próximo, enquanto a penúltima da classe a ex USS Rodney Davis também descomissionada em 2015 com 28 anos foi disponibilizada para venda.

        • Esqueci de acrescentar Marcello…que uma das descomissionadas em 2015 a ex USS Samuel Roberts de 29 anos, não foi oferecida para venda, provavelmente por danos sustentados quando atingiu uma mina no Golfo Pérsico em 1988.
          .
          Apesar de ter sido reparada, pode ser que nem tudo tenha sido resolvido adequadamente ao menos que justificasse sua venda para outra nação…então, além de como o navio é tratado durante sua vida, recebendo ou não uma boa cota de manutenções/revitalizações/modernizações, danos
          em combate ou incidentes como colisões, encalhes, etc, podem afetar seu
          destino final.
          .
          abraços

  15. Ue, mas a Ucrania nao estava participando da concorrencia da MB antes do short list? Entao porque nao encomendam o mesmo modelo de navio que estavam ofertnado para nos (sei que sao corvetas bem menores) em vez de comprar esses encostos dos EUA??? Tinha gente escrevendo aqui que a industria naval ucraniana era muito boa…

  16. Eis a questão os EUA quer fornecer 10 fragatas ohp a Ucrania para intimidar a Russia, porém o custo de operação das mesmas é alto, como a Ucrania vai operar já que tem um cruzador que começou a construir e não terminou por falta de verbas, além disso o pais mal consegue manter suas forças operantes.

    • O texto menciona que apenas 7 das 10 estariam ainda em boas condições e nem todas as 7 provavelmente poderiam ser adquiridas pois os ucranianos teriam que pagar por uma revitalização mesmo que não muito abrangente e dinheiro é algo que não está sobrando no momento então talvez as 7 restantes acabem desmanteladas ou afundadas como alvo…mas…o importante é que foram oferecidas.
      .
      Provavelmente duas delas já estaria de bom tamanho, não para intimidar a Rússia e sim porque a marinha ucraniana precisa de navios até mesmo para exercícios com marinhas aliadas e se isso não é bem visto pelos russos, paciência.

  17. Ucrânia está falida e nas mãos do FMI. É como todos sabem o FMI preza por corte de gastos e não aumentos. Ucranianos não conseguiram manter nem 1 dessas fragatas. Simplesmente não tem recursos. A Ucrânia levou um coro épico de uma única divisão russa. Lembro de um general ucraniano dizer que quando os russos atacaram os soldados ucranianos se sentiram em um imenso moedor de carne.Infelizmente, para os ucranianos, o país mal se aguenta nas pernas.

    • Todas as marinhas em menor ou maior grau contam com navios antigos em seus inventários…a marinha russa, que cito por sua ” proximidade” é detentora do “destroyer” mais antigo do mundo que no próximo ano completará 50 anos desde que foi comissionado na marinha soviética, mas, tem sido mantido em serviço enquanto navios mais novos foram sendo retirados por serem caros de manter como os da classe “Sovremennyy” dos quais apenas 3 sobreviveram e pouco saem para o mar.
      .
      E a fragata não está navegando “torta” e sim fazendo uma curva.

      • Obrigado, Dalton.
        Você sempre com seus conhecimentos e diplomacia.
        Abrilhanta o site.
        Eu na verdade não critiquei o navio em si em termos operacionais ou bélicos.
        Foi mais uma análise do visual.
        Acredito que mesmo comparada com outros navios, essa disposição de antenas, armações metálicas, parece um “monte” de gambiarras.
        Não parece algo bem projetado.
        Especialmente considerando os navios americanos geralmente modernos.
        Sem falar em alguns designs modernos bem enxutos.

        • Obrigado Nonato…e eu também não estou “defendendo” a fragata com “unhas e dentes” e sim que um navio velho, desdentado, usado até o osso e tantos outros adjetivos que foram colocados, possuem ainda valor, ainda mais se bem tripulados e comandados…taí o navio russo que mencionei que continua comissionado.
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          As fragatas da classe “Perry” foram idealizadas em outra época para serem navios de segunda classe ou pequenos combatentes na US Navy ,para durarem cerca de 30 anos e de construção simples e barata, portanto,
          não devem ser comparadas com os grandes combatentes da US Navy como os “Arleigh Burkes”…e o que é pequeno combatente na US Navy pode muito bem ser o principal combatente em outras marinhas.
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          E essas “armações metálicas” não passam de mastros “treliçados” que eram mais comuns no passado, mas, veja que a primeira da classe foi contemporânea da fragata brasileira “Niterói” em meados da década de 1970 e na época já impressionou pela capacidade de embarcar dois helicópteros.
          .
          abraços

    • “Pelo menos visualmente, esse monte de antenas, parece bem antiquada.
      Um monte de ferro velho e que psrece navegar toda torta…”

      Sério ?

      Certamente você não levou em consideração a idade do projeto. As OHP foram uma das classes mais bem concebidas e longevas da USNavy.

      Um monte de verro felho ?

      hahahahahahaha

      Navegando torta ?

      hahahahahahha

      Prezado, o navio da foto está fazendo uma manobra, não está navegando torta!

      Se você, depois de tanto tempo escrevendo aqui no Blog ainda não entendeu estas coisas básicas, como pode fazer afirmações sobre o assunto ?

  18. Uma marinha tem que levar em conta o custo de manutenção e consumo. Muitos casos isto faz com que o barato saia caro e tem que ver por quanto tempo este navio ficará no portfólio da MB.entao os novos mais caros são ainda uma melhor opção de custo e benefício.

  19. Algumas destas OHP serão aproveitadas na US Coast Guard, conforme notícia de revista especializada. Porém sem os armamentos atuais. Serão instalados meios mais condizentes com a missão de patrulha oceânica. Para isso não se requer uma fragata de mísseis. A plataforma de dois helicópteros e o canhão central de 76 mm. OM. são suficientes. Aqui para nós, com a abundancia de petróleo do Pre Sal é difícil falar de gasto com abastecimento. O governo não paga os impostos estratosféricos que pagamos nos combustíveis. A redução no custo de aquisição paga o combustível para o resto da vida útil deste barco. Ainda é melhor de ter umas destas “de Plantão” do que ter o cais vazio nos Distritos.

    • Luiz…possivelmente alguém pensou em transferir essas fragatas para a guarda costeira,
      lembro de ter lido algo assim, da mesma forma como pensaram em transferir os antigos contratorpedeiros da classe “Fletcher” usados pela marinha brasileira para uma eventual guarda costeira brasileira, a ser criada na década de 1990, mas, ficou apenas no desejo mesmo.
      .
      A Guarda Costeira dos EUA está recebendo novas unidades mais adequadas para as funções e orçamento, então, as poucas unidades ainda restantes da outrora onipresente classe “Oliver Perry” em breve acabarão afundadas em exercícios ou
      desmanteladas.
      .
      abraços

  20. o titular diz ” EUA oferecem fragatas OHP à Ucrânia “, por que tem alguns que postam ” são muito caras para a MB, a MB ceveria guardar essa grana, são caras de operar, etc.” MB é a sigla da marinha da Ucrânia?

  21. Não estou entendendo a lógica dos comentários. A Classe Tamandaré é para a construção de corvetas. A matéria se refere à fragatas. São navios diferentes com propostas diferentes.

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