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Marinha do Brasil realiza a maior Operação de Guerra Naval da região Amazônica

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O Comando do 9º Distrito Naval (Com9ºDN) realizou, no período de 8 a 19 de outubro, a Operação RIBEIREX 2018, a maior Operação de Guerra Naval da região Amazônica, que contou com a participação de meios do Comando do 4º Distrito Naval (Com4ºDN).

Neste ano, o Com9ºDN foi o responsável pelo planejamento e execução da operação, cujo propósito foi adestrar o trinômio composto pelos meios Navais, Aeronavais e de Fuzileiros Navais na execução de uma Operação Ribeirinha, empregando mais de 600 militares na área fluvial compreendida entre as cidades de Itacoatiara e Parintins, no estado do Amazonas. Foram executados exercícios de trânsito sob ameaça de superfície, proteção contra ameaças assimétricas, esclarecimentos aéreo e de superfície, controle de área fluvial, culminando com o Desembarque Ribeirinho.

Ao final, foram realizadas ações cívico-sociais, com atendimentos médicos, odontológicos, exames laboratoriais, de raio-x e procedimentos de enfermagem.

O Comandante da Flotilha do Amazonas foi designado como Comandante da Força-Tarefa Ribeirinha (ComForTaRib), composta pelos Navios Patrulha Fluvial (NpaFlu) “Raposo Tavares”, “Roraima”, “Rondônia”, o Navio Patrulha “Pampeiro” (4ºDN), o Navio de Assistência Hospitalar “Soares de Meirelles” e o Navio-Auxiliar “Pará” (4ºDN); duas aeronaves do 3º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral e dois Destacamentos de Fuzileiros Navais, sendo um do 1º Batalhão de Operações Ribeirinhas e outro do 2º Batalhão de Operações Ribeirinhas (4ºDN).

FONTE: Marinha do Brasil

37 COMMENTS

  1. Uma dúvida que sempre tive com relação às nossas forças navais na amazônia, é da capacidade dos estaleiros do norte.

    São bons? A MB contrata ou já contratou com eles? Nossa força naval fluvial do norte é satisfatória?

    • Caríssimos, tive a grata satisfação de visitar não só o 9.o Distrito Naval, em Manaus, como tbm vários outros setores do Sistema de Defesa do Calha Norte. Posso asseverar aos srs que estamos bem equipados para dar respostas rápidas à maioria das ocorrências da região. Ainda, tivemos o prazer de conhecer 1.o Batalhão de Operações Ribeirinhas; estivemos à bordo do U19 – Carlos Chagas, visitamos o CIGS e a ALA 8. Sempre podemos melhorar, mais uma coisa é certa; as pessoas que estão lá, estão fazendo um excelente trabalho com os recursos de que dispõe. “Árdua é a missão de defender e desenvolver a Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de nossos antepassados em conquista-la e mante-la”. SELVA.

  2. O meio deve corresponder a ameaça possível de encontrar. Não creio que os Gun Boats do Viet Nam sejam os barcos adequados para a Amazônia, o leito é razo e com bancos de areia. Pedras são raras, até valiosas, eis que na amazônia se compra pedra de muito longe. O guerreiro da selva e das margens é furtivo no mais alto grau. De certa vez ao navegarmos de veloz, em remota região fomos alvejados por flechas, metro antes da proa. O canoeiro, experiente, nos alertou: isso é sinal para não ultrapassarmos esse ponto. Se prosseguíssemos seriamos atingidos por tiros e flechas. As margens parecem completamente inabitadas, mas, lá no meio da vegetação olhos atentos vigiam cada passo do forasteiro que navega no rio. A Amazônia não é para principiantes e teóricos. O guerreiro ou caçador só leva o essencial. É muito difícil progredir na mata com tralha, tipo mochila e pertences do soldado comum. A selva fornece tudo que é necessário para acampar e sobreviver.

  3. NapaFlu Classe Amapá tem menos de 50m de comprimento, menos de 400 toneladas de deslocamento.
    1 canhão Bofors L/70 de 40 mm;
    4 metralhadoras .50 pol. (12.7 mm) reparos singelos;
    2 morteiros de 81 mm ;
    2 metralhadoras.50;
    2 metralhadoras Oerlikon de 20 mm. Fonte Wikipedia.
    .
    Tá melhor que as NaPOc Amazonas. Ops…

  4. O que se precisa aqui na Amazônia são lanchas, mas com capacidade de ataque com mísseis, seja para atacar embarcações menores, seja para atacar alvos nas margens do rios, e com uma 12mm operada remotamente, isso caso se enfrente grupos como as das FARC, a principal pratica criminosa nos rios da amazônia são transporte de drogas, transporte de madeira ilegal, caça ilegal e pirataria, inclusive uma inglesa foi morta a não muito tempo, sobre laçar torpedos aqui eu acho possível pq a profundidade chega a dezenas de metros na época da cheia e manaus recebe navios grandes, acredito que no auge da cheia dê para um Porta Aviões entrar sem problemas.

    • amigo, as ameaças presentes ou potenciais naquela região não justificam mísseis… um lança granadas 40 mm já seria adequado…
      navio de grande porte realmente sobe até Manaus… na verdade, até o TSOL, localizado no rio Solimões… mas daí pra colocar um NAe na área… esse tipo de navio precisa manobrar pra buscar vento no convoo… como faria isso naquelas águas é a questão…. seu valpr militar seria zeto.naquele TO…
      abraço…

        • amigo, torpedo lançado por navio de superfície é empregado apenas contra submarinos… portanto, não tem emprego por lá… leve em consideração não somente a profundidade (até porque existe uma longa época de vazante), mas também a corrente gerada pelo fluxo do rio, sua sinuosidade e os “debris”… não rola, podes crer… abraço…

  5. Meu deus que horror!
    Cadê o projeto do Patrulheiro da Amazônia?
    Mais uma área que carece de meios eficazes e modernos na MB, mas enquanto isso nossos almirantes vivem sonhando com porta aviões e submarinos nucleares.
    Triste!

  6. Infelizmente como esse exercício mostra nas imagens; o que temos é pouquíssima presença da marinha nacional e das polícias locais, na segurança dos rios dessa região e de qualquee outro no país e em qualquer outro lugar verdade seja dita, o qie vwm facilitando a tomada do país por traficantes de tudo.
    Espero que o Bolsonaro, mesmo como um oficial renegado, cumpra pelo menos a promessa de maior segurança, que só terá efeito com a presença das nossas forças de proteção em todos os níveis.

  7. Pelas fotos fica bem evidente a falta de meios modernos. Percebo a necessidade dos navios maiores possuírem um armamento capaz de realizar tiro noturno com proteção para o atirador. Precisa de uma capacidade anti aérea mínima na forma de reparos duplos para mísseis como igla, mistral ou rbs 70. Além da capacidade de disparar algum tipo de míssil sup sup a fim de atacar embarcações ou alvos na superfície.

    • Eles possuem pequeno calado, que é a parte do navio que fica submersa, justamente para poderem operar em águas rasas, então, consequentemente a “borda livre” é mais baixa também.

  8. Exército e principalmente a Marinha, deveriam sentar, discutir e realizar o estudo para por ventura, desenvolver uma “Barcaça Multipropósitos”, voltada para emprego em operações ribeirinhas. Algo que poderia ter ser útil desde o transporte de material logístico até mesmo para apoio em operações com helicópteros, servindo de base móvel.
    .
    Conceitos dos Marines:
    https://1.bp.blogspot.com/-fw4i6CJZMXo/WV4ZlgVSw0I/AAAAAAABcAs/_0WQ_Q-I2RsEzN–ve2aP1tu9NcovNLLgCLcBGAs/s1600/EABO%2BConcept%2BToolkit%2B%2528Public%2529-52.jpg

  9. Bardini 24 de outubro de 2018 at 15:38
    Exército e principalmente a Marinha, deveriam sentar, discutir e realizar o estudo para por ventura, desenvolver uma “Barcaça Multipropósitos”, voltada para emprego em operações ribeirinhas. Algo que poderia ter ser útil desde o transporte de material logístico até mesmo para apoio em operações com helicópteros, servindo de base móvel.
    .
    Conceitos dos Marines:
    https://1.bp.blogspot.com/-fw4i6CJZMXo/WV4ZlgVSw0I/AAAAAAABcAs/_0WQ_Q-I2RsEzN–ve2aP1tu9NcovNLLgCLcBGAs/s1600/EABO%2BConcept%2BToolkit%2B%2528Public%2529-52.jpg

    Ô mudanças, que ótimo são sempre bem vindas rsrs.
    Só uma palavra, comando conjunto de transporte logístico como acontece nas FAAs Americanas.
    Aqui ninguém conversa com ninguém, não há integração, não há aquisições conjuntas e muito menos desenvolvimento conjunto de qualquer coisa.
    Sua ideia é válida, assim como o projeto patrulheiro da amazônia entre Colômbia, Brasil e Peru.
    Vide exemplo que temos as DGS 888- Raptor, as mesmas poderiam ser adquiridas por esse comando conjunto de logística para operação tanto pela MB/EB em substituição as Guardians, Voadeiras etc.
    O mesmo serve para a aviação, evitando assim que o EB adquirisse os Shepars.
    Mas!

  10. Nesse TO seria interessante ter:
    Canhão AA
    Míssil AA (Mistral/RBS 70)
    Míssil Anti-carro (para ajudar a eliminar os veículos anfíbio embora que o Canhão 40mm já de contar da maioria dos blindados)
    E metralhadoras .50 (remotamente controladas)

  11. Flávio Henrique 25 de outubro de 2018 at 13:59
    Nesse TO seria interessante ter:
    Canhão AA
    Míssil AA (Mistral/RBS 70)
    Míssil Anti-carro (para ajudar a eliminar os veículos anfíbio embora que o Canhão 40mm já de contar da maioria dos blindados)
    E metralhadoras .50 (remotamente controladas)
    Temos quase tudo isso aqui, e o melhor a maioria feita em casa, falta é vontade de usar.
    Propus uma versão naval da TORC-30 mm, a mesma seria usada contra ameaças assimétricas, certa capacidade AAe, remotamente controlada e guiada por radar, ou seja uma especie de CIWS nacional.
    Assim padronizaríamos com o EB, mas há gente aqui que não acha uma boa ideia e preferem os canhões navais ingleses, italianos etc..
    Temos a opção do MSS 1.2 embarcar para algumas funções descritas por você.
    Temos a CORCED (versão naval da REMAX que utiliza .50 remotamente controlada).
    Tínhamos o projeto do M.S.A 5.1 que seria semelhante ao Igla-S ( que teve sua cabeça de guerra e busca denominada UAGC desenvolvida e fabricada pela Mectron), mas infelizmente ainda estamos nesse GAP.
    Ou seja, todo esse armamento embarcado no projeto Patrulheiro da Amazônia (navio fluvial baseado no eficaz navio fluvial Colombiano), e adquirido boas unidades do mesmo, nos colocaria em um patamar de tranquilidade e superioridade na região.
    Dai sempre defender o desenvolvimento autóctone nacional, lógico até ficar pronto compramos de prateleira mesmo.

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