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Naval Group e Fincantieri assinam acordo industrial

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Destróier Caio Duilio, classe Horizon ou Orizzonte

Na presença do ministro francês das Forças Armadas e do ministro italiano da Defesa, os presidentes das duas empresas assinaram um acordo industrial no dia 23 de Outubro, o que constitui o primeiro passo para a criação de uma aliança naval. Esta aliança representa uma grande oportunidade para melhorar a sua capacidade de servir melhor as marinhas italianas e francesas, para capturar novos contratos de exportação e projetos de P&D e, em última análise, melhorar a competitividade dos setores navais franceses e italianos.

Desde a cimeira franco-italiana de 27 de setembro de 2017, em que os governos francês e italiano anunciaram o seu apoio a essa aliança, a Fincantieri e o Naval Group trabalharam intensivamente e apresentaram a sua proposta em julho de 2018 aos ministros competentes francês e italiano.

Esta proposta engloba um projeto industrial e o seu roteiro previsto, juntamente com uma descrição das principais iniciativas que propõem lançar rapidamente, em particular, no âmbito de uma empresa comum 50/50, primeiro passo da aliança. Os detalhes finais da joint venture serão apresentados às autoridades e aos conselhos de administração de ambos os grupos durante o primeiro trimestre de 2019.

Através desta joint venture, a Fincantieri e o Naval Group pretendem:
• preparar conjuntamente ofertas para programas binacionais e mercado de exportação;
• promover uma política de abastecimento mais eficiente (cross-sourcing, melhor relação custo-benefício, efeito de escala, etc.);
• conduzir conjuntamente atividades de pesquisa e inovação selecionadas, visando proporcionar superioridade operacional aos clientes;
• incentivar a fertilização cruzada entre as duas empresas, com compartilhamento de instalações/ferramentas de teste e qualificação e redes de conhecimento.

Como Florence Parly, Ministra das Forças Armadas, anunciou na manhã do mesmo dia na Euronaval, o Naval Group e a Fincantieri já se engajaram em uma colaboração industrial comum para fornecer à Marinha Francesa quatro navios de apoio logístico (LSS), baseados no projeto do navio italiano LSS Vulcano.

Além disso, a partir de 2019, o Naval Group e a Fincantieri pretendem apresentar uma oferta comum para os primeiros estudos para a Atualização de Meia-Vida dos destróieres franceses e italianos da classe “Horizon” com um Sistema de Gerenciamento de Combate (CMS) comum.

Um Acordo Governo-Governo também está sendo preparado para facilitar o intercâmbio de informações e serviços entre as empresas, assegurando a proteção dos ativos soberanos e coordenando programas bilaterais e vendas de exportação.

DIVULGAÇÃO: Naval Group

NOTA DO EDITOR: o Acordo Industrial entre o Naval Group e a Fincantieri em nada altera as propostas apresentadas pelas empresas individualmente à Marinha do Brasil na seleção da Corveta Tamandaré.

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Helio Eduardo
Helio Eduardo
1 ano atrás

Uma notícia interessante e uma boa iniciativa para dar massa crítica á indústria naval dos dois países.
No futuro, em uma eventual retomada do PROSUPER, essa aliança, se consolidada, poderá trazer benefícios ao nosso país.

AL
AL
1 ano atrás

Podem me chamar de antiquado, mas acho muito estranho um navio sem um canhão principal. Até gosto das linhas dos navios modernos, mas nem um canhão? Tem ali os antiáereos, beleza, mas ainda assim a proa é meio “vazia”…

Vinicius Cardozo
Vinicius Cardozo
Reply to  AL
1 ano atrás

Caro cidadão, só esse Caio Duilio tem poder para afundar a esquadra brasileira inteira, ou grande parte dela.

AL
AL
Reply to  Vinicius Cardozo
1 ano atrás

Só se for para derrubar toda a nossa FAB, pois é um navio para missão antiaérea de área, tal como a Type 45 inglesa. Mas pelo que andei pesquisando, essas duas classes que acabei de citar nem mísseis antinavio tem, mas a Type 45 pelo menos tem um canhão principal de 5 polegadas.

Julio
Julio
Reply to  AL
1 ano atrás

Eu diria q os 3 canhões de 76 mm são principais.

Vinicius Cardozo
Vinicius Cardozo
Reply to  AL
1 ano atrás

Realmente, me confundi. Afinal, como diz o ditado: “errar é humano, persistir no erro é burrice”.

Joel Soares
Joel Soares
Reply to  Vinicius Cardozo
1 ano atrás

SBR-1
SDS

Ronaldo de souza gonçalves
Ronaldo de souza gonçalves
1 ano atrás

Claro que navio sem canhão é um conceito,igual um caça sem canhão,mesmo para caças é um armamento secundário,num navio´ele é secundário também,que não se deve abrir mão de jeito nenhum,claro que no futuro terá canhões eletromagnéticos,e a laser mas isto são ainda tecnologia futura ainda vai necessitar do velho canhão a pólvora bom um bom tempo ainda.

Julio
Julio
Reply to  Ronaldo de souza gonçalves
1 ano atrás

Ele tem 3 canhões de 76 mm.

Jr
Jr
Reply to  Ronaldo de souza gonçalves
1 ano atrás

Sem canhão?????????? Nessa foto da matéria eu estou enxergando não um, mas dois canhões de 76 mm

Roberto Silva
1 ano atrás

Parece que o pânico se instalou entre os europeus, receosos de uma quebradeira geral por causa da concorrência de chineses, russos e coreanos. A alemã TKMS já cambaleia.

Mas os finalistas na CCT são todos europeus. Será por tradição?

Gustavo
Reply to  Roberto Silva
1 ano atrás

Russos?

Roberto Silva
Reply to  Gustavo
1 ano atrás

A mídia americana e europeia inclui os russos, foi o que consultei.

Burgos
Burgos
1 ano atrás

Essa classe parece que já foi oferecida para o Brasil e até teve por aqui para demonstração !!!
Mas infelizmente é cara demais !!!
Mas é um bom navio tem um poderio muito bom !!!
Vi uma delas atracada na BNRJ e lá no Oriente Médio também !!!
Essa associação aí parece fortalecer mais ainda o que já tá bom !!!
Pra mim, na Europa colocaria essas 2 aí na liderança do ranking quanto a construção e desenvolvimento em tecnologias !!!

Pedro
Pedro
1 ano atrás

Malta vi aí algures que o navio não tem canhão? Tem sim mais que um até, todos aptos para guerra naval e aérea.

Pedro
Pedro
Reply to  Pedro
1 ano atrás
Helio Eduardo
Helio Eduardo
1 ano atrás

Quando se referem a navios sem canhão, falam de qual classe? Porque a Orizzonte leva três peças de 76 mm SR…..

Delfim
Delfim
1 ano atrás

Bosco, pfv.
Quais as vantagens e desvantagens de, em vez de um canhão de 114 ou 127mm, três canhões de 76mm (só vejo vantagens mas deixarei para o especialista) ?

Delfim
Delfim
1 ano atrás

Esta fusão entre Naval Group e Fincantieri será resultado da crise econômica que se abateu sobre a Itália ?

Esteves
Esteves
Reply to  Delfim
1 ano atrás

Resultado da crise econômica que se abate por todo o lado. Para a China seguir com o ritmo de construção naval atual teve que eliminar milhares de vagas no meio militar. A Rússia não consegue recuperar sua frota deixando-a totalmente operacional. Há buracos.

Parece que os britânicos querem votar outro Brexit. Não se sobrevive no mundo de hoje sem firmar fusões e parcerias.

Bardini
Bardini
Reply to  Delfim
1 ano atrás

Não é uma fusão. Estão criando uma Joint Venture com divisão 50/50, para atuar juntos em P&D, no seu mercado interno e para ter muito mais peso para brigar no mercado externo.
.
A crise da Itália é outro causo…

Roberto Silva
Reply to  Bardini
1 ano atrás

Os governos francês e italiano pressionam por uma fusão, mas as duas companhias concluíram que isso hoje seria inviável… talvez a médio prazo.

Nada a ver com a crise italiana, a crise é do mercado mundial de construção naval, com excesso de estaleiros e novos concorrentes.

Esteves
Esteves
1 ano atrás

Pois é.

Estaleiro é um negócio. E negócios estão se fundindo. Suecos, dinamarqueses, holandeses, parentes do norte. Italianos, franceses e em breve espanhóis, gente do sul da Europa. Alemães estao isolados.

Se assinaram a fusão dia 23, todos os negócios à partir dessa data são somente um. Já. Não faz sentido assinar e seguir competindo no Brasil, na Romênia ou aonde houver licitação.

Se os suecos estavam comemorando a informação que o consórcio deles seria o queridinho da MB…entrou água.

Luiz Floriano Alves
1 ano atrás

Canhão é muito necessário. serva para saudar outros navios com tiros de pólvora preta. Agora, para a guerra só servem de apoio moral, afinal sempre terá um ultimo recurso. É como a baioneta nos rifles modernos, nunca se sabe se serão utilizadas. Os navios ditos missílisticos já dominam o cenário das marinhas modernas. Mas a verdade é que o velho e bom 40 mm. ainda tem seguidores. Muito apropriado para patrulha.

Helio Eduardo
Helio Eduardo
Reply to  Luiz Floriano Alves
1 ano atrás

Precisamos, então, avisar aos projetistas navais…. eles insistem em colocar canhões nos navios.

AL
AL
Reply to  Helio Eduardo
1 ano atrás

Para o combate naval, concordo que o canhão não é lá muito necessário hj em dia… Mas… Fico pensando se um dia ocorrer um desembarque anfíbio novamente em alguma guerra, e as marinhas com navios contando somente com mísseis. E aí? Apoio de fogo com mísseis de cruzeiro de milhões de dólares cada? Ou os fuzileiros navais que se virem?

Lemes
Reply to  AL
1 ano atrás

Helicóptero armado? Caças com armamento inteligente? Outros navios com mísseis mar/terra (Maverick)? Etc, etc, etc

AL
AL
Reply to  Lemes
1 ano atrás

Eu sei disso Lemes, mas aí entra naquela, o custo… Mas, como outros apontaram abaixo, existem outros navios que podem suprir essa necessidade de poder de fogo convencional.

Overandout
Overandout
Reply to  Luiz Floriano Alves
1 ano atrás

Imagino que em situações de embates assimétricos o canhão seja muito útil, como em episódios de lanchas iranianas que se aproximam de navios americanos. Não tenho vasto conhecimento mas creio que seja meio impraticável usar um míssil anti navio numa lancha daquelas

Bardini
Bardini
1 ano atrás

Os italianos tem FREMM equipada com canhão de 127mm e ainda terão os PPA, com o mesmo canhão. O que não vai faltar naquela Marinha é boca de fogo para apoio…
.
Andrea Doria:
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Socrates Pereira
Socrates Pereira
1 ano atrás

“até que o Destróier Caio Duilio é um bom navio”…bom navio? Esse navio é um monstro, foi construído através da união de 2 países que são referência na área, que envolveu inúmeras empresas militares e de tecnologia de ponta. Um navio desse porte com tantas tecnologias suporta qualquer adaptação para missões, porém no momento ele atende e se propõe a dar suporte a exigências da marinha italiana, assim como na francesa. O que ele não faz as 10 FREMM farão ou os Patrulha Oceânico Multipropósito (navios de mais de 6 mil toneladas e que atualmente tem 7 programadas para construção… Read more »

Nilson
Nilson
1 ano atrás

E assim continua o processo de fusão de empresas da área de defesa, reduzindo a concorrência e tornando os meios cada vez mais caros e inacessíveis. Caminho sem volta, ainda mais com os caríssimos custos de desenvolvimento de novas tecnologias. Como algum colega disse acima, são empresas, e empresas sempre querem se fortalecer.

John Paul Jones
John Paul Jones
1 ano atrás

Juntou o Francês Pirata com o Italiano, putz …..

LucianoSR71
LucianoSR71
1 ano atrás

Lembro que ano passado houve um entrevero entre os 2 países por causa do controle acionário de um dos maiores estaleiros do mundo ( em Saint-Nazaire ), talvez essa união tenha sido um dos ‘subprodutos’ da discussão – que tal se a gente parasse de brigar e juntasse os trapinhos, rs.

sergio ribamar ferreira
1 ano atrás

Maravilhosa belonave. Processo evolutivo, integração de empresas. Trabalho , geração de empregos para ambos os países com empresas envolvidas. União Europeia… Isolacionismo é simplesmente um tiro no pé. Acordos binacionais também são válidos, porém só servem para países que possam trocar e fundir tecnologias. Não adianta pobre fazer acordo com miseráveis; somando teremos uma conclusão: ruína. Caso tenha algo à oferecer o associado deve demonstrar interesse e ter também algo de igual valor. Resultado positivo para ambos. Grande abraço.

jagderband#44
1 ano atrás

italianada adora um 76 mm

Alexandre Fontoura
Alexandre Fontoura
Reply to  jagderband#44
1 ano atrás

É um dos principais sistemas de armas de tubo italianos e uma excelente arma. Serve para múltiplos fins: apoio de fogo naval, defesa AAé de ponto e para uso contra outras embarcações, em missões de patrulha naval ou guerra assimétrica,