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França lança estudos para novo porta-aviões

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PA Charles de Gaulle (clique na imagem para ampliar)

PARIS – A França lançou estudos iniciais para um novo porta-aviões para eventualmente substituir o PA Charles de Gaulle após a década de 2030, mas negou rumores de planos para um segundo porta-aviões que permitiria uma presença permanente no mar.

A Marinha Francesa há muito tempo pediu um segundo porta-aviões, já que o Charles de Gaulle precisa de reabastecimento e reequipamento a cada seis ou sete anos, que o mantém em doca por 18 meses, limitando assim sua disponibilidade operacional. As restrições financeiras há muito impedem esse programa, mas as declarações iniciais do presidente Emmanuel Macron sobre as capacidades militares aumentaram as esperanças de que ele pudesse ser financiado.

Anunciando o lançamento de uma fase de estudo de 18 meses e 40 milhões de euros para o novo porta-aviões no dia 23 de outubro na feira Euronaval, a ministra francesa das Forças Armadas, Florence Parly, disse que isso determinará “o que queremos e como queremos nosso futuro porta-aviões.”

Embora Parly não tenha feito nenhuma referência a um segunda porta-aviões, ela havia declarado anteriormente, em uma entrevista de rádio no dia 9 de setembro, que “é agora que temos que lançar estudos iniciais para um novo porta-aviões… mas deixaremos em aberto a questão se precisaremos de um ou dois.”

“A decisão será tomada na próxima lei do programa de defesa, depois de 2025”, disse ela, preparando a questão para a próxima década.

O Charles de Gaulle está atualmente completando uma reforma de 18 meses e atualmente está em testes no mar. De acordo com a Marinha Francesa, ele permanecerá em serviço até pelo menos 2035 e possivelmente 2040.

Dado que essas datas estão a 20 anos de distância, é questionável se alguém pode ter uma ideia clara de quais devem ser as especificações desse futuro navio, especialmente porque Parly disse que provavelmente permanecerá em serviço até as últimas décadas do século.

Além disso, além dos atuais caças Rafale, o novo porta-aviões também terá que operar seu sucessor, o sistema franco-alemão de combate aéreo futuro (Système de Combat Aérien Futur – Future Air Combat System), que não entrará em serviço até 2035 e não será totalmente definido até meados da próxima década.

O tamanho do novo navio também é uma questão em aberto, e provavelmente estará em algum lugar entre o deslocamento de 42.500 toneladas do Charles de Gaulle e as 70.000 toneladas dos novos porta-aviões britânicos HMS Queen Elisabeth.

Apenas uma característica já está clara: o novo navio terá que ser capaz de gerar enormes quantidades de eletricidade, por exemplo, para alimentar as (prováveis) catapultas eletromagnéticas, bem como as futuras armas a laser, que necessitam de propulsão nuclear.

Definindo o novo porta-aviões

Os estudos iniciais sobre o novo porta-aviões terão que responder a três perguntas principais, disse Parly:

  • Que ameaças terá que enfrentar? Que missões terá que realizar? As respostas a essas perguntas definirão os requisitos em termos de sistemas de combate e as capacidades de seus grupos de escolta;
  • Quais serão as especificações do novo porta-aviões, sobre o estado da arte tecnológica em 2030. Sua propulsão – convencional ou nuclear – ainda está em aberto, mas terá que levar em conta novas tecnologias como, por exemplo, catapultas eletromagnéticas.

“Devemos ser realistas, mas ambiciosos e, graças a estudos preparatórios detalhados, imaginativos e rigorosos, poderemos decidir a arquitetura do futuro porta-aviões e estabelecer uma organização industrial capaz de construí-la, respeitando o cronograma e o custo”.

FONTE: Defense-Aerospace.com

49 COMMENTS

  1. “o sistema franco-alemão de combate aéreo futuro ”

    Nem nasceu a parceria e já tá com o pé na cova.

    A França quer poder vender pra todo mundo e a Alemanha não quer autorizar para alguns países em conflito.

    Vai ser RAFALE X TYPHOON part II.

    • Talvez sim, talvez não.
      A França tem determinação suficiente para tocar um projeto desses sozinha como fez com o Rafale. A Alemanha, acho difícil. Se a França conseguir atrair outros parceiros ainda que menores para substituir a Alemanha, como a Itália que possui uma sólida indústria aeroespacial e/ou a Espanha, aí a coisa se inverte: A França é que estará em joint venture e a Alemanha isolada, tendo de escolher enter comprar os caças de 6a. geração europeu ou o britânico.

    • Melhor não..
      Existem outras prioridades para a MB e o mesmo não tem orçamento nem para o que é urgente.
      Uma força aero naval é algo para poucos países pois é muito caro e mais, é para quem precisa e muito.

    • O preço do petróleo está subindo no mundo, a Marinha ganhará um certo fôlego com Royalties, mas ainda não terá os bilhões necessários para investir em tal projeto.

      • Pré sal? Que pré sal? Que se saiba, o pre sal esta sendo esquartejado para as estrangeiras. No governo Temer muitos “leiloes” de campos do pre sal foram parar nas mãos da Chevron dos USA (pagou em torno de 8 dólares por barril quando o preço estava entre 38 a 40 dólares, tudo cortesia do senhor Jose Serra), ai depois veio o senhor MT e deu à Shell e a BP poços por 8 dolares (o barril já quase na casa dos 50 e pouco), completando à farra veio a Total (essa pegou uma mamata de menos de 4 dólares o barril) e a Statoil da Noruega ganhando os “leilões” com 3,15 dólares o barril com o barril beirando os 60 dólares.
        E agora, com um governo Liberal privatizante, nacionalista da boca pra fora , fica a pergunta: que pré sal? De onde?

        • Em primeiro lugar, o petróleo não precisa ser extraído pela Petrobras para que a empresa tenha de pegar royalties ao Brasil. Em segundo lugar, como que faz para extrair petróleo sem custo operacional? Ou você acha que a empresa comprou o campo de petróleo e começa a aparecer petróleo como mágica nos navios-tanque da empresa?

    • Seria uma boa se o prosuper tivesse saído em 2011, como estava previsto, e se o submarino nuclear tivesse sido lançado esse ano, como era previsto, agora… O pior é que é uma boa oportunidade, já existe intenção na construção de porta-aviões com os franceses, e a recente aproximação japonesa poderia render não só um projeto conjunto de porta-aviões, como também o do caça de 5° geração, mas sabe como é, o Brasil não perde uma oportunidade de perder uma oportunidade

    • O Brasil está mais para comprar o Charles de Gaulle em 2035 e equipá-lo com Gripens M ou Rafale M do que participar de um projeto de PA com catapulta eletromagnética e armas laser.

      • A matéria menciona 2035 e possivelmente 2040 e a última data de fato é mais provável…descomissionar em 2035 significaria apenas mais um reabastecimento dos
        reatores por volta de 2026 para o “CDG” poder navegar até 2035 e a ideia é
        que se faça outro reabastecimento por volta de 2034 para o descomissionamento
        por volta de 2042.
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        Não apenas o “CDG” estará bem usado em 2040, como necessitaria de mais um caro reabastecimento dos reatores e uma boa revitalização para navegar por outros 10 anos sendo usado de forma econômica…um último reabastecimento para
        hipoteticamente durar outros 10 anos teria um custo x benefício proibitivo e teria que ser feito na França.

        • Perdão Senhores, mas sendo um navio nuclear, não é o mais provável que vá direto para o scrap ? Assim como os americanos os franceses também não negociam venda de seus navios nucleares ? Achei que com certas tecnologias sensíveis a bordo, seria melhor “acabar” com o navio a evitar que certos conhecimentos corram o risco de serem divulgados… Estaria eu errado ?

          Salute !!

          • Direto direto para o “scrap” não dá…primeiro durante o processo de inativação em uma primeira fase o combustível nuclear residual precisa ser retirado e posteriormente os compartimentos dos reatores devem ser retirados o que significa desentranhar o navio para serem enviados para local próprio…só daí é possível rebocar o NAe para o local próprio para ser desmantelado.
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            Os EUA estão tendo dificuldades principalmente financeiras para dar um fim ao ex USS Enterprise…apenas a primeira fase foi concluída em Newport News e estima-se que no total algo em torno de 1 bilhão de dólares poderá ser gasto….a ideia preferencial é que o casco seja rebocado até a costa oeste onde todos os desmantelamentos de navios e submarinos de propulsão nuclear tem sido realizados.
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            Não apenas navios nucleares não estão à venda no mercado de usados como ao serem retirados de serviço não prestam mais para navegar pois o combustível nuclear exauriu-se e não é há um bom custo x benefício realizar um novo reabastecimento em um navio
            que já encontra-se “cansado” e precisaria muito mais do que um novo reabastecimento para continuar na ativa.

  2. Segundo o que li esses dias, o Brasil vai acompanhar o desenvolvimento desse projeto, parece que os militares franceses não se opõe, até porque existe uma questão comercial intrinseca, os franceses estariam na linha de frente para vender um projeto.

    Mas o interssante é notar: é planejamento de 12 a 17 anos.

  3. Rodrigo Veiga, li aqui mesmo no Poder Naval que a Marinha do Brasil pretende construir seu novo porta-aviões justamente na década de 30.

    O navio seria CATOBAR, igual ao pretendido pelos franceses. Entendo que a Marinha do Brasil deveria participar deste programa desde sua concepção.

    Acredito que as condições financeiras do país tendem a melhorar nos próximos 10 anos, assim entendo ser possível participar, mesmo que, no início, somente como observador e se tornando associado caso este novo porta-aviões atenda aos requisitos da Marinha do Brasil.

    Se os franceses decidirem por um porta-aviões de propulsão nuclear, CATOBAR, é com a mesma tonelagem dos Queen Elizabeth (74.000 toneladas), o navio francês será muito mais capaz que o inglês.

    Mais capaz, pois li que a nova geracao de reatores e os novos combustíveis nucleares franceses permitirão aos futuros submarinos navegarem por 10 anos sem reabastecer, ao contrários dos 7 anos da geração anterios.

    Além disso, as aeronaves de alto desempenho stealth pretendida por franceses e alemães podem carregar mais armamentos, podem voar mais longe e serão de 6 geração, podendo ser tripuladas ou não.

    Embarcará o novo E-2D Advanced Hawkeye, superior ao novo helicóptero Merlin AEW.

    Se houverem condições financeiras, acho que o Brasil deveria se aproximar deste programa francês. Coloquei Brasil e não Marinha do Brasil, pois essa decisão tem de ser do Estado brasileiro e não da Marinha do Brasil.

    Como forma de redução de custos, peço permissão para reproduzir uma idéia trazida pelo Alte. Luiz Monteiro há alguns anos atrás, o porta-aviões poderia operar esquadrões da FAB que seriam dotados com as mesmas aeronaves que o VF-1. Esse esquadrão poderia ser sediado em Santa Cruz.

    Assim, a Marinha do Brasil poderia comprar cerca de 24 aeronaves lotadas em São Pedro d’Aldeia e a FAB outras 24 aeronaves, em Santa Cruz.

    Se o futuro porta-aviões operar 36 aeronaves de alto desempenho, a MB embarcaria 18 e a FAB outras 18. Lembrando que essa ideia não é minha e sim do Alte. Luiz Monteiro.

    Já os E-2D, poderiam ser operados pela Marinha do Brasil, no VEC-1. Acredito que 4 ou 5 aeronaves, para se manter 3 embarcadas no futuro navio aeródromo.

    Os helicópteros poderiam ser das 3 Forças, dependendo da missão. Mantendo-se sempre 4 SH-16 Seahawk para ASW.

  4. Só um NAer não faz diferença no cenário mundial. A China que quer ser player de destaque está fabricando em série. Adquiriu (copiou) o que não sabia e inovou com suas cabeças pensantes. O resultado já circula no Pacifico Oriental e no Mar da China. Bem colocado: quem pode…pode!

    • Se operando com parceiros em uma aliança, ter um NAe faz diferença, ainda mais se for compatível com os demais, caso do “Charles De Gaulle” que utiliza catapultas, maquinário
      e cabos de retenção de procedência americana e em várias ocasiões aeronaves americanas operaram a bordo do NAe francês e aeronaves francesas a bordo de NAes da US Navy…o “CDG” é um excelente componente para a OTAN, assim como deverá ser seu substituto e também os 2 NAes britânicos.

  5. Que bom que o novo presidente já foi eleito… Como contribuinte quero no minimo 3, pode embrulhar para a viagem ?
    Brincadeiras a parte, acredito que o Brasil como um pais defensivo deveria focar no que realmente importa: submarinos. Imaginem uma frota com 15 a 20 submarinos, entre nucleares e convencionais… Quem iria se atrever a invadir nossas águas jurisdicionais? Obvio não deixando para trás outros meios como as escoltas e os navios de apoio.

  6. Se a França quiser ter algo com uma boa capacidade sem gastar muito ela vai na linha dos Ingleses e vai pegar um “HMS FRANCISCO I” e se dar por satisfeita, se ficar com mania de grandeza e querer colocar propulsão nuclear com catapulta EMALS (serviço completo) eu acredito que vai ficar muito caro para ela levar a cabo o projeto (mesmo que com a ajuda da Alemanha) de um caça de sexta geração (nem tentaram com a quinta e querem ir para a sexta) somado a pesquisa e desenvolvimento de uma nova classe de Porta Aviões vai ficar bem salgado para eles bancarem… beeeeeeeeeeem salgado.

  7. O Brasil não precisa de porta-aviões põem não pretende projeção de poder.São Paulo foi um grande erro,drenou os poucos recursos que a MB dispõem,precisamos sim de fragatas e patrulhas oceânicas,pois meio atrasado mas os submarinos é a bola da vez e tem de continuar.Srs me respondam com os misseis anti-navios da atualidade um porta-aviões não duraria muito tempo num ataque de alguma marinha atacante pois é um alvo de alto valor, é claro que teria de ter uma escolta muito numerosa.O Brasil poderá operar em bases na área costeira,bem defendidas,seria bem mais em conta.

    • Eu diria que no momento o Brasil realmente não precise de porta aviões. Eu sou um defensor de uma marinha para a defesa costeira, voltada em submarinos e algumas boas escoltas o Ocean (ou navio de capacidade semelhante) seria apenas para missões humanitárias pontuais ou participar de exercícios/operações conjuntas

      O foco da MB nessa fase de recursos escaços e conseguir modernizar suas escoltas e proteger nossas águas com um bom numero de navios de patrulha, pra evitar a visita de indesejados.

      Depois disso, caso a economia cresça e as pretensões brasileiras se estiquem para águas internacionais ou outros locais do globo eu iria defender uma marinha com uns 2 porta avões para ter uma certa capacidade de projeção de poder, mas apenas se estivéssemos em uma situação econômica favorável e fosse algo necessário.

  8. O futuro é representado pela capacidade de engajamento cooperativo. Pensar em privilegiar apenas em um seguimento da Guerra Naval não faz mais sentido.
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    Os franceses, além de um novo Porta Aviões, estão dando passos em direção a desenvolver um sistema de engajamento cooperativo, para sua Marinha. Essa é a real discussão de futuro, para a Guerra Naval. Chineses também estão seguindo esse rumo…
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    Os americanos estão na frente, por exemplo:
    https://pbs.twimg.com/media/Dck_IZCX4AAmD84.jpg

  9. Sinceramente eu começo a ter esperança em uma modernização e aproveitamento do Nae São Paulo. Afinal de contas ele está lá no mesmo lugar , se já tivessem desistido realmente dele ,ele já teria virado sucata. Fazer este trabalho aqui já seria um treinamento para podermos construir um novo .

    • Desculpe jogar agua fria na fervura…mas…isso não irá acontecer…o “São Paulo” já está em estado avançado na desmobilização…apenas a mesma está sendo feito de maneira lenta, provavelmente por falta de recursos para acelerar ainda mais…mas…o destino final
      será o desmantelamento.

      • Valeu pelo balde de água fria !!!rs
        Mas sempre continuarei achando um desperdício de equipamento só por causa de falta de $$(pra mim falta de vontade política e valorização da defesa nacional= falta de patriotismo no GF).

        • Eu sei Tom…mas…desperdício maior seria continuar sonhando com o “São Paulo” navegando novamente…como a marinha esclareceu…não seria apenas
          custoso, mas, não se teria garantias de que uma modernização de tal nível
          inicialmente pretendida teria sucesso.
          .
          E não há chinês nem americano que desse jeito…seria muito mais complicado trazer o “São Paulo” de volta a vida do que trazer de volta o ex USS Kitty Hawk que passou mais tempo na reserva do que pretendido, com consequências negativas e que finalmente será desmantelado.
          .
          abraços

  10. Dependendo do estado do casco o São Paulo só teria chances de recuperação, se removêssemos as cadeiras e alimentássemos as turbinas com vapor gerado em dois reatores. Está por ai uma boa plataforma de teste dos reatores nucleares da MB. Um NAer. nuclear é tudo que necessitamos para que respeitem nosso mar.

  11. Esqueçam o São Paulo ou qualquer outro NAe pelos próximos 40 anos. A MB adquiriu o Atlântico justamente para suprir parcialmente essa necessidade. Apesar do bom estado do casco do São Paulo, o que já li sobre os problemas que ele apresenta, além da sua obsolescência, não justificam qualquer investimento que se faça nele, e a Marinha tem outras necessidades mais prementes…

  12. Li alguns comentários até pertinentes, de pessoas que realmente querem o melhor para nosso país e para a MB. Entretanto, a Marinha não tem condições de se jogar num programa relacionado ao um NaeN, isso é fato. Não por que não gostaria, mas, pela crise financeira que o país atravessa; não nos enganemos, 2019, 2020 serão muito duros, a bagunça está grande. A nova administração terá que dar verdadeiro “nó em pingo d’água”, não há recursos nem para o básico, o que dirá num investimento de longuíssimo prazo.
    Infelizmente, não se tem recurso nem para terminar o programa Prosub, já se fala em vender dois submarinos dos quatro inicialmente encomendados; o SSN, só D’us sabe quando, e se um dia existirá. A nação têm outras prioridades, a Marinha do Brasil têm outras prioridades, que nem são prioridades, haja vista que o básico está faltando, quanto mais as prioridades. Quem sabe na próxima década, com um crescimento mais robusto e consistente, possa a nação pensar em NaeN (no meu entender, se um dia isso acontecer, acho difícil, teriam que ser dois); mas, por enquanto, pensemos em como fazer a MB não deixar de navegar, isso sim, uma possibilidade que está batendo às portas.

    • Todos os 24 estão no convés…não necessariamente todos em condições de voo no momento da foto, que é de 2016 quando o NAe foi enviado para o Oriente Médio sendo a primeira vez que 24 Rafales M foram embarcados já que o esquadrão de “Super Etendard”, que podem ser vistos na foto do meio, havia sido retirado de serviço pouco antes da partida.
      .
      Também é possível ver na foto com os 24 Rafales M, os 2 E-2C que sempre são embarcados e 2 dos quatro helicópteros que também normalmente são embarcados,
      totalizando 30 aeronaves embora haja condições de embarcar até um pouco mais se
      necessário…o máximo total sendo cerca de 40.
      .

      • Lembra um relato que de um piloto de Douglas SBD Dauntless na Batalha de Midway, durante o ataque aos porta-aviões japoneses, quando ficou surpreso ao ver o convés de voo da nave japonesa abarrotado de aviões e bombas no frenesi da preparação para o combate.
        Porta-aviões são como rainhas de colmeias, tremendamente poderosas quando bem guardadas por suas abelhas, mas terrivelmente vulneráveis quando expostas ao alcance do intruso.

        • Roberto…
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          isso na verdade é um mito … criado principalmente pelo “Fuchida” para esconder algumas das falhas durante a batalha…era melhor dizer que as
          aeronaves estavam preparando-se para decolar quando os NAes foram atacados do que dizer que a grande maioria das aeronaves ainda estava nos hangares.
          .
          Isso já era sabido há décadas no Japão…mas…no ocidente não muito, até que o livro “Shattered Sword” foi publicado na década passada e tornou-se um monumental sucesso mudando o modo de ver a Batalha de Midway…
          como você parece apreciar o assunto, fica aqui a sugestão.
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          abraços

          • Dalton.
            Eu não sabia, obrigado pela informação.
            Eu tenho o ‘SBD Dauntless Units of World War 2’ de Barrett Tillman. Consultei o livro, correndo os olhos no capítulo sobre Midway, de fato, não encontrei um relato mais preciso, mesmo porque a carreira dessa aeronave é, apesar de curta, memorável, e o autor não se atêm muito à relatos pessoais.
            Agradeço também, a sugestão do livro.

  13. Será que um sistema de propulsão convencional como o do Queen Elizabeth forneceria energia suficiente para duas catapultas EMALS? Caso nao, será o jeito os franceses irem para a propulsão nuclear no seu futuro NAE.

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