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Primeira conexão digital estabelecida entre um caça F-35B em voo e um navio da US Navy

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Um F-35B e o USS Wasp ao fundo
Um F-35B e o USS Wasp ao fundo

A Raytheon e a Marinha dos EUA conectaram com sucesso um F-35B do USMC ao USS Wasp, permitindo o compartilhamento de informações sobre alvos, missões e status de aeronaves

30 de outubro (UPI) – O Ship Self Defense System da Raytheon realizou a primeira conexão digital entre um navio da Marinha dos Estados Unidos no mar e uma aeronave Joint Strike Fighter (JSF) F-35B Lightning II em voo.

Isso forneceu uma demonstração comprovada da capacidade do sistema de combate de repassar os dados táticos digitais de um JSF a um Grupo de Ataque Expedicionário desdobrado, neste caso o USS Wasp.

Conhecido como Link 16 Digital Air Control, essa capacidade proporciona uma integração tática sem fio entre navios de superfície e aeronaves e oferece maior eficiência de missão com uma consciência situacional expandida e interoperabilidade, de acordo com a Raytheon.

Esse novo recurso atua com a força do F-35, que também pode coletar e compartilhar dados usando o Link de dados avançado multifuncional. O link permite que o jato de combate use seus sensores para coletar dados que podem ser compartilhados imediatamente com os comandantes no mar, no ar ou no solo, dando uma visão instantânea das operações em andamento, de acordo com a Lockheed.

O Link 16 Digital Air Control permitirá que o F-35 seja o “zagueiro” das missões, repassando dados para ajudar os navios e outras aeronaves a detectar alvos, realizar a missão e trocar o status de engajamento sem comunicação de voz e compartilhar informações de status da aeronave, como níveis de combustível e armas e informações de inventário.

A Marinha e a Raytheon colaboraram para modificar a linha de base atual do SSDS, MK 2, para iniciar a interface do DAC. A conexão bem-sucedida ocorreu após 18 meses de desenvolvimento e teste da interface antes de ser entregue ao USS Wasp.

Agora, mais navios SSDS serão equipados com o upgrade de capacidade do DAC do Link 16, disseram funcionários da Lockheed.

“A informação é fundamental para qualquer Comandante – e informações compartilhadas de várias fontes e pontos de vantagem ampliam nosso espaço de batalha e nossa vantagem sobre as ameaças inimigas”, disse o Capitão da Marinha dos EUA Danny Busch, do Escritório Executivo do Programa em comunicado de imprensa. “Agora, com a capacidade de ligar nossos sensores e armas, do mar e do ar, o SSDS está fornecendo um nível de interoperabilidade e capacidade defensiva nunca antes disponível para a frota expedicionária”.

USS Wasp (LHD 1)

FONTE: UPI

13 COMMENTS

  1. acho que a novidade aqui eh que os navios estao sendo equipados com os transmissores/receptores do Link 16. As aeronaves americanas e da OTAN ja possuem essa capacidade de guerra em rede ja a alguns anos.

  2. Eu achava que já estava funcionando a pleno vapor isso.

    Vi uma reportagem que um f-35b dos Marines guiou um foguete (acho que era himars) no alvo e essa bateria estava em cima de um desses mini-porta aviões expedicionário deles.
    To sem tempo de ir atrás dos nomes corretos.

  3. O E-2D fornece essa capacidade.
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    Vejam o caso japonês, por exemplo. Adquiriram novos E-2D e estão montando uma rede de engajamento cooperativo com a tecnologia americana, já que são aliados de primeiro escalão e te acesso a este e outros sistemas.
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    Os E-2D japoneses vão atuar de forma cooperativa com os seus Destroyers equipados com sistema AEGIS. Com a adição desta capacidade de engajamento cooperativo aos F-35B, os japoneses, adquirindo esta versão passariam a possuir uma Marinha ainda mais bem equipada e mortal, ampliando e muito sua capacidade de engajamento. Essa é a real justificativa por trás da compra desta aeronave pelos japoneses.
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    Enfim, o F-35B é muito mais que um caça convencional… É uma plataforma fenomenal, para quem pode ter acesso a estas tecnologias.

    • o F-35B é sem dúvida a mais útil das 3 versões, mas não penso que devido à essa capacidade de guerra em rede. Isso qualquer caça-bombardeiro de geração 4+ precisa ter, por exemplo as capacidades de guerra em rede projetadas para o Gripen E/F são excepcionais, tanto para a versão sueca quanto a brasileira que será equipada com o Link BR2 uma vez que não podemos utilizar o Link 16, exclusivo dos EUA e seus aliados. Creio que os diferenciais do F-35 são a furtividade (um tanto prejudicada pelo tamanho do compartimento interno), a capacidade STOVL e o voo supersônico.

  4. o maior problema destes links de comunicação tanto para troca de informações quanto para guiar um Uav etc é se isso vai funcionar numa guerra onde teríamos vários meios de interferência etc

    A exemplo disso temos os EUA perdendo um drone para o Irã temos até o Talibã interferindo em drones dos EUA !
    Quando os EUA lançaram as bombas guiadas por GPS foi um sucesso em Kosovo no entanto se mostraram frágeis no Iraque diante de meios de interferência russos !

    Devemos ter em mente que talvez isto funcione ou não, no meu ponto de vista isto pode acabar se mostrando meio frágil num moderno campo de batalha !

  5. O F-35B é um recém chegado … apenas esse ano um destacamento de 6 unidades embarcou no USS Wasp para uma missão. O “link 16” pode não ser uma novidade, mas, a maior capacidade de repassar informações tanto para navios como aeronaves do F-35B é que faz uma grande diferença, dando a um “Grupo Anfíbio” uma maior consciência situacional ainda mais se um par de “Arleigh Burkes” juntar-se ao grupo como foi testado também meses atrás e que poderá tornar-se uma rotina.
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