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Atmaca, primeiro míssil mar-mar da Turquia, pronto para produção em massa

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Míssil superfície-superfície Atmaca saindo do lançador
Míssil superfície-superfície Atmaca saindo do lançador

Míssil superfície-superfície é destinado a aumentar a dissuasão do mar, diz autoridade da indústria de defesa

Por Goksel Yildirim

ANCARA – O primeiro míssil marítimo autóctone da Turquia está pronto para produção em massa, anunciou na sexta-feira a Presidência das Indústrias de Defesa da Turquia (SSB).

O míssil superfície-superfície Atmaca deve reforçar a dissuasão marítima, disse a SSB em um comunicado.

O acordo para a produção em massa do míssil foi assinado entre a SSB e o fabricante de mísseis Roketsan, acrescentou.

Sob o acordo, os equipamentos e peças de reposição para o sistema de controle de tiro do míssil serão produzidos pela empresa líder de defesa turca Aselsan.

O projeto Atmaca foi lançado para atender à necessidade de que mísseis de cruzeiro navais sejam implantados no programa de navios de guerra MILGEM das Forças Navais da Turquia.

O MILGEM – o primeiro programa de guerra autóctone da Turquia – foi realizado com mais de 65% de participação da indústria nacional, com mais de 50 empresas nacionais contribuindo para o projeto, de acordo com o SSB.

FONTE: www.aa.com.tr

Características do Atmaca

O míssil antinavio Atmaca (Falcão) da Turquia começará a ser produzido e colocado em serviço pela Marinha Turca em 2018 (espera-se equipar os corvetas MILGEM e as Fragatas Oliver Hazard Perry). O míssil antinavio Atmaca foi testado pela primeira vez no final de 2017.

O míssil foi desenvolvido pela Roketsan. A Subsecretaria das Indústrias de Defesa da Turquia (SSM) assinou um contrato em 2009 na fase de pesquisa e desenvolvimento do projeto Atmaca, com a Roketsan como contratada principal. O trabalho no Atmaca começou após a assinatura do contrato com a Roketsan em 2009, como resultado do trabalho de longa duração no Comando do Centro de Pesquisas do Comando das Forças Navais (ARMERKOM).

O Atmaca tem capacidades semelhantes aos mísseis Exocet (França), C-802 (China) e Harpoon (EUA). Ele pesa 800 kg e carrega uma ogiva pesando 200 quilos. Voa a uma velocidade variável enquanto atinge um alcance máximo de 200 km. Enquanto isso, o Harpoon americano de 691 kg tem um alcance de 140 km.

Sua orientação é obtida por meio dos sistemas INS/GPS (Sistema de Navegação Inercial/Sistema de Posicionamento Global), enquanto na fase terminal utiliza um sistema de radar ativo para busca independente e detecção de alvos. O Atmaca também tem hardware de link de dados.

Com isso, o Atmaca poderá ter seu alvo atualizado remotamente enquanto estiver voando. A asa principal do míssil turco é maior do que do Harpoon, resultando em maior envergadura. Há duas dobradiças na asa principal do Atmaca comparadas a uma das asas do Harpoon. Essa mudança foi feita para melhorar o desempenho de voo do míssil.

As aletas de controle do míssil turco são consideravelmente menores que o míssil dos EUA. A Turquia pretende empregar o mini motor turbojato Kale 3500 no lugar do Microturbo TRI 40, que alimenta o Míssil Stand-off (SOM) lançado pelo ar (ALCM).

motor turbojato em miniatura Kale 3500
Mini motor turbojato Kale 3500

Características do Kale 3500

  • Peso: 48 kg
  • Comprimento: 72 cm
  • Diâmetro: 30 cm
  • Máxima altitude de operação: 5.000 m
  • Velocidade: 900km/h (Mach 0.95)
  • Vida útil: 17 horas
  • Empuxo: 3,2kN e máximo de 3,5kN (787lbf/357kgf)
  • Combustível: JP8 e JP10
  • Princípio de operação: Axial de quatro estágios
  • Geração de eletricidade: Um alternador com capacidade de 6kVA

29 COMMENTS

  1. Espero que saia uma versão naval do mtc-300, juntamente com o radar OTH100, daria uma ótima defesa e vigilância da costa brasileira, com mais de 300km de cobertura. E sem custar um absurdo, 14 sistemas cobriria todo o litoral.

  2. Ao que tudo indica a Turquia terá esse míssil para uso e exportação. Ao colocar nas OHP, confirma-se que terá maior raio de ação que o Harpoon. O motor a jato axial permite maipor alcance do que os de foguetes sólidos. A Turquia demonstra que o progresso da sua industria bélica está num patamar competitivo. A Fragata Milgen angaria clientes, especialmente islâmicos, alinhados com a Turquia.

  3. O primeiro deles e já vem com micro turbina e alcance de 200 km e link de dados, o nosso usa motor foguete, tem alcance pífio e não posso link de dados. Da o que pensar sobre as respetivas marinhas e seu pagamento.

  4. Lemes,

    Entendo que o MANSUP deveria ser apenas um demonstrador de tecnologia. Não deveria ser operacional, servindo de base para um futuro míssil superfície-superfície efetivamente moderno e capaz. Com alcance razoável e poder de fogo.

    O MANSUP tem tecnologia de mais de 40 anos atrás. Se pensarmos que a cada 10 anos a tecnologia fica obsoleta, esse míssil não servirá para a guerra moderna.

    Como falei acima, deveria ser usado só para testes. A Marinha do Brasil deveria comprar o RBS-15 Mk4 e daí desenvolver seu míssil superfície-superfície .

    • “Comprar Rbs15 e daí desenvolver…” – mas você mesmo afirmou que a cada dez anos a tecnologia fica obsoleta, então também não dá kkkk

  5. Pelo visto, nada que façamos agrada, sobre o ATMACA se fala em alcance, velocidade, etc, mas o mais importante que é a confiabilidade e probabilidade de acerto fica na incognita ?
    Não acho que um Exocet ou Harpoon nas ultimas versões sejam misseis superados, muito menos inferiores, acreditar que paises com tecnologia de ponta, que exportam seus componentes disponham de misseis inferiores, no mínimo seria duvidoso. O projeto MANSUP realmente é um inicio, depois acredito virão upgrades, novas versões ou mesmo um novo missil, também acredito que o mais importante é a menor dependencia externa de peças ou componentes, pode-se ter um missil com um enorme alcance mas quando se precisam muitos misseis por problemas de defesa, te bloqueiam as compras dos componentes. Mais vale um gavião na mão que uma águia voando!

  6. O projeto do MANSUP teve uma decisão inicial: Utilizar um propulsor de combustível sólido semelhante ao do MM 40 Exocet. Pelo que se publicou até o momento, tudo leva a crer que o motivo da decisão foi o fato de que esta tecnologia seria mais fácil de dominar, por causa do trabalho já em andamento da Avibrás, no entanto se esta decisão proporcionou um caminho mais rápido e confiável, produziu também um limitador de alcance, o qual somente pode ser superado por uma versão a turbina. Eis o problema.

  7. O problema é que escolheram o Exocet MM40 Block 1 para ser á base do nosso. Míssil totalmente obsoleto.

    Deveriam tomar como base o Exocet MM40 Block 3, Harpoon mk2, RBS-15 Mk3 ou mk4…

  8. Na verdade este tipo de míssil parece ser um sistema que a maioria dos países considera sensível, pois a maioria dos grandes países no cenário geopolítico investe e procura uma certa autonomia .

    O que ocorre no caso do Brasil em meu ponto de vista é que poderíamos fazer uma aliança com países como a Turquia, Israel ou Coreia do Sul por exemplo para o desenvolvimento de um míssil deste tipo e levando em conta a importância de nosso país nesse cenário e com a nossa capacidade técnica esses países não iriam pensar muito para firmar uma pareceria deste tipo e tá aí mais uma oportunidade que nosso país perdeu para conseguir uma autonomia gastando pouco com o míssil mais importante para a garantia de nossa soberania .

  9. Já está sendo difícil o Brasil desenvolver um míssil baseado no exocet Block 2 devido a dificuldades orçamentárias, e ainda querem que fosse direito pra o Block 3. Se for pra ser assim o país nunca vai ter sistemas nacionais, vai importar tudo. É muito mais simples desenvolver a tecnologia base em um míssil mais simples e depois partir para algo mais sofisticado. Mesmo o mansup sendo um míssil inferior a outros, o país acaba tendo uma independência para adquirir mais e fazer atualizações.

  10. Algo me diz que teremos boas surpresas com o MTC-300. A própria Avibras já mostrou imagens de um lançamento com um míssil bem parecido aerodinamicamente com o exocet. Se ocorrer um pouco mais de investimento teremos um Matador Naval, se já não estiver ocorrendo alguns testes como eu suspeito na surdina.

  11. pelo amor de Deus, tem gente que adora jogar contra. Mansup é ótimo para nós, estamos nos desenvolvendo na maior crise financeira e politica da história, e ainda acham pouco o que estamos fazendo em casa. o nosso terá alcance de até 300km, o dos caras é 200km. Pó, vamos parar de ser criança suja chorona, e vamos dar um pouco de credito.

    • Você está misturando o Mansup com o MTC300. O Mansup terá alcance em torno de 40 km. Baseia-se no Exocet MM40 Block1. O MTC300, com alcance aninciado de 300 km, é um míssil desenvolvido pela Avibrás, inicialmente para uso terrestre, tendo como plataforma lançadora o sistema Astros. Diz-se e especula-se, principalmente em foruns de internet, que estaria sendo desenvolvida uma versão que poderia ter função naval.

        • O MTC 300 tem uma turbina projetada para voar mais de 1000km facilmente. Atencao com relacao ao material para possivel exportacao que pode ir somente a 300km e o material que sera fornecido as FAs.
          Abracos

        • Me enganei, escrevi de cabeça, sem pesquisar, entre milhas e km. Mas, continua sendo um alcance pequeno, em comparação com os outros mísseis da família Exocet e Harpoon, RBS-15, etc. Não concordo em gastar 300/400 milhões de dólares em uma Corveta/Fragata leve e armá-la com um míssil com alcance curto, só porque é nacional. É o mesmo que equipar os novos Gripen com o Derby como míssil BVR.

          • O Derby não é nacional, então sua comparação não faz sentido. E, para tudo, tem um primeiro passo, não se constrói uma casa começando pelo telhado, a lógica é inversa.

            Percebe-se, então, porque a tua lógica sobre muitos assuntos é estranha.

  12. Parabéns a Turquia, de longe a maior potência militar do Oriente Médio, Erdogan sim é um grande líder, nacionalista e investe pesado em tecnologia nacional

  13. “mini motor turbojato Kale 3500” !
    Versão Turca semelhante a nossa TR-3500?
    Olha ai a possibilidade de emprego de nossa TR-3500 em uma versão naval do MT-300.
    Sempre tive curiosidade, será que duas TR-3500 ou TAPP-5000 podem ser utilizadas para propulsar um helicóptero?

  14. Foxtrot
    As turbinas que vc mencionou não possuem sistema de aproveitamento da energia na forma de eixo rotativo, Para uma turbina acionar uma hélice é necessário um motor mais complexo com caixa de redução e estágios de expansão duplos, um para acionar o compressor e outro para acionar a caixa de acionamento da hélice. Por ai…Abço.

  15. No mansup basta você colocar um booster seu alcance dobra ou triplica, é isto de alcance de 200,300 com velocidade subsônica não é tão vantagem assim pois o mesmo pode ser interceptado,o Brasil deveria sim importar algumas dezenas de brahmos enquanto desenvolvemos os nossos aqui.O programa mansup é importante pois apreendemos a tecnologia é no futuro,poderiamos procurar um parceiro para desenvolvermos misseis antiaéreos e antinaval.Penso com o advento dos canhões eletromagnéticos de munição cinética vai revolucionar a guerra naval,temos que consorciar para não ficar para trás.

  16. O pessoal precisa entender que um sistema de armas como um míssil é algo complexo por demais e como tudo na vida tem o seu lado positivo e negativo, não existindo um super trunfo.
    Outro, pessoalmente me não gosto muito da forma como muitos colegas que postam em foros e espaços como estes se colocam, basta falar um ponto negativo de algum projeto nacional e já vem as criticas, bem o Mansup é o que é, um projeto feito para substituir os mísseis franceses MM 40 Exocet, desta forma ele tem as dimensões exatas para ser instalados nos nossos navios. A escolha pelo motor de foguete de combustível sólido deve ter sido por razões técnicas, mais comprometeu o alcance e ponto final. Não há nada o que fazer, booster nenhum vai mudar isso, mesmo porque este tipo de míssil já tem um motor de dois estágios um para arrancar e outro para sustentar o voo.
    Realmente é muito melhor tem o Mansup do que nada e também é real que se trata de um enorme esforço de desenvolvimento e trabalho.
    Não vejo nenhum problema em discutir ou citar o problema do alcance.
    Já o míssil da Avibrás por sua vez é totalmente diferente e não pode ser colocado hoje nos nossos navios, até as novas corvetas estão sendo dimensionadas para o padrão Exocet/Mansup. Desta forma é melhor o pessoal esquecer os mísseis gigantes estrangeiros.

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