Home Ciência e Tecnologia Corveta Caboclo conclui Expedição Protrindade

Corveta Caboclo conclui Expedição Protrindade

6382
39

No período de 20 de setembro a 5 de outubro, a Corveta “Caboclo”, subordinada ao Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Leste, realizou a comissão “Expedição Protrindade VII/2018”, em apoio à Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM). O propósito é prover os meios e o apoio necessários ao transporte, à permanência de pesquisadores e à realização de pesquisas científicas na Ilha da Trindade, Arquipélago de Martin Vaz e áreas marítimas adjacentes.

O Protrindade, criado em 2007, é destinado a gerenciar o desenvolvimento de pesquisas científicas, e possibilitar a obtenção, a sistematização e a divulgação de conhecimentos científicos sobre a região.

O navio desatracou da Base Naval de Aratu (BNA) com sete pesquisadores, realizou travessia de três dias até chegar ao Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade (POIT), localizado no Oceano Atlântico a cerca de 1.100km de Vitória-ES. Durante os quatro dias em que permaneceu fundeado nas proximidades da ilha, o navio realizou apoio logístico e contribuiu para que os pesquisadores desenvolvessem seus trabalhos no local, além de prestar apoio às atividades de mergulho. Na segunda fase da comissão, fundeado nas proximidades do Arquipélago dos Abrolhos, realizou ação de presença, antes de retornar à BNA.

Nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, no porto de Vitória, a Corveta “Caboclo” recebeu mais de 1.500 pessoas durante a visitação pública.

Ilha da Trindade

FONTE: Marinha do Brasil

NOTA DO EDITOR: Conheça a história da corveta Caboclo no site Navios de Guerra BrasileirosNGB, clicando aqui.

39 COMMENTS

  1. Caros Colegas. Este é apenas um dos programas de colaboração entre a MB e universidades e institutos de pesquisa. Um grande abraço a todos.

  2. Nosso porta aviões São Paulo, ao invés de ser afundado, desmontado ou virar museu, deveria ser uma base para os helicópteros da Marinha e sede da base científica no nosso arquipélago. Projeção de soberania do território nacional quase no meio do oceano Atlântico. Não é pouca coisa não. Infelizmente, parece que outros interesses são prioridades.

      • Olá 737. O maior custo para manter montar uma instalação de pesquisas são os instrumentos. Apenas para você ter uma ideia, o novo anél de luz sincrotron (Sirus) custou entre 1 e 1,5 bilhão de reais, isso reaproveitando muito dos equipamentos do antigo anel (lnls). Por outro lado, é comum que as empresas de petróleo aproveitem antigos navios para servirem com plataformas de processamento. Creio que o A12 seja maior que a estação na Antártida. Não consigo pensar em como seria possível aproveitar aquele estrutura enorme para criar um laboratório flutuante, considerando que a MB tem um navio de pesquisa bem novo.

        • Oh, lôco, será que dá pra transformar o a12 numa plataforma de petróleo? Vende pra Petro 😀 Primeiro porta aviões convertido em plataforma na história?

          • Caro Zé. O que eu disse foi que as empresas de petróleo usam muitos petroleiros antigos como nada para plataformas, mas eles possuem casco dluplo e grandes reservatórios para óleo em seu interior. Não acho razoável usar o A12 nem como base científica nem como plataforma de petróleo. E sucata.

    • Sinceramente espero que o novo governo coloque novamente o São Paulo para navegar, ele pode ser útil por muitos anos ainda

      • Caro Colega. Quem decidiu retirar o A12 de operação foi a própria MB. Sugiro que você busque aquela entrevista do comandante da MB ao Roberto Lopes.

    • Sergio…
      .
      a “Zona Econômica Exclusiva” vai até apenas 320 quilômetros…ou seja faltaria muito ainda para se chegar quase perto do meio do Atlântico.
      .
      Quanto a usar o “São Paulo” como base para helicópteros dentro dessa zona exclusiva,
      ele não podendo navegar, teria que ser rebocado lentamente de um lado para o outro ou ancorado em um local específico o que restringiria seu uso.
      .
      Um número razoável de helicópteros precisaria ser embarcado para manter alguns sempre disponíveis, porém, com uma média de uns 300 kms de raio de combate eles não poderiam cobrir uma área muito grande e que acabaria sendo sempre a mesma.
      .
      Para tripular e principalmente manter mesmo que uma dúzia de helicópteros, para
      patrulhar essa mesma área tão pequena, seriam necessárias mais de 100 pessoas,
      sem contar o restante da tripulação encarregada de outras tarefas…e não havendo helicópteros sobrando, não é melhor dispersa-los para flexibilizar o uso?
      .
      E para concluir algumas das “desvantagens” a “base” precisaria ser constantemente reabastecida de víveres e combustível para os sedentos helicópteros, uma operação cara e eventualmente reparos teriam que ser feitos para manter a integridade do casco
      e segurança da tripulação.
      .

  3. 03/11 – sábado, bnoite, o mais triste é que além de estar com 63 anos de atividade, não existe previsão de ser descomissionadas, não temos novos equipamentos para colocar no mesmo serviço. Me pergunto diariamente, várias nações que nos anos 50/60/70, possuíam meios navais inferiores ou inexistentes, hoje possuem marinhas poderosas/ou/superiores às nossas: exemplos: chinesa, coreana, israelense, colombiana, mexicana, chilena, etc.. e não venham com.estorias partidárias, hoje vemos o AMRJ, decadente, não tem a movimentação dos anos 70/80, antes também vivíamos de compras de ocasião como hoje, entretanto não estás velharias ( com pouquíssimas) excessões, até quando vamos ver a decadência da MB. Com a resposta os especialistas.

    • Vovosão não vale a pena sofrer assim tanto! Com uma corporação de quase 100.000 homens, e mais contratações, esse ano teve chamamento para pelo menos 3 concursos públicos de altos salários fora os pensionistas, aposentados precoce sobra de meios de navegação apenas 103 embarcações das quais uns 85% é tudo bagaço velho. A MB sabe onde o calo aperta mas preferi fazer um buraco no sapato do que tratar o calo.

    • Caro Colega. Creio que são coisas diferentes. A Caboclo ainda é capaz de realizar algumas missões que não necessitam de meios de combate, como a Barroso ou as CCN e CCG. A MB incorporou um navio de pesquisas novo há poucos anos. Enquanto isso, leio diversas criticas ao ProSub e ás Tamandaré.

  4. Como o Camargoer , já explicou mesmo sendo um navio bem antigo consegue desempenhar uma boa função para determinadas atividade que não necessita de meios no estado da arte.

  5. Esse navio é um orgulho para todos e desempenha muito bem as funções que lhe são atribuídas e espero fique mais uns 25 anos ou mais servindo a Marinha do Brasil.
    Eu particularmente sempre gostei muito da Corveta Caboclo e do Monitor Parnaíba e me admiro como conseguem se manter operacionais e também como eram bem feitos os navios antigamente

  6. A V24 é museu a muito tempo em Belém , amanhã vou tentar tirar umas fotos da G151 estou em Belém, amanhã vai ser corrido, mas vou tentar visitar.

  7. Eu colocaria o Garcia ou o Sabóia permanentemente em Vitória para fazer a missão de pesquisa, reabastecimento, patrulha e SAR nesta região, incluído o arquipélago, uma vez que possuem espaço, convoo e outras facilidades.

  8. Seriam alojados nos mesmos moldes quando o militar é transferido para outra região. Nem toda a tripulação possui imóvel próprio no RJ. Também poderia-se construir PNR (não me pergunte com que dinheiro, pois existe). Se vc já foi transferido, é só proceder da mesma maneira. Além do que, Vitória deve receber Colégio Militar.

    • Também tem que levar em conta o suporte para o navio, manutenção, reabastecimento, víveres, reparos, etc, e não haveria um bom custo/benefício com apenas um, que no fim das contas passaria a maior parte do tempo atracado.
      .
      Além do mais os navios que você citou, fariam falta em outros lugares e deixando de executar às missões para às quais foram projetados.

  9. Amigos, para aqueles que criticam a Caboclo em serviço ainda eu respondo que eu não trocaria o Comando desse navio por um da Classe River por exemplo.

    A Caboclo assim como o Monitor Parnaíba não merecem criticas por ainda estarem operando, são realmente Museus Operativos que mostram a capacidade e importância de Projetos Navais que desafiam décadas de uso, assim acho que a MB ao manter eles operativos homenageia todos os marinheiros que operaram nessas classes ao longo de décadas.

    Vida Longa para a Caboclo e o Parnaíba !!!

  10. da desanimo ver a mb mantendo navios que a deveriam ter virado prego ha decadas apenas para nao reduzir pessoal e se adequar a nova realidade ate a us navy reduziu pessoal e meios quando os cheques em branco da epoca da guerra fria pararam de vir mas a mb se nega a enchegar a realidade que o orçamento vai apenas diminuir daqui em diante

  11. Considero que são navios de apoio logístico: transporte e reabastecimento, pois foram projetados para isso. Faziam parte da Frota Auxiliar na marinha britânica. Não são aptos a acompanhar uma esquadra, pois não possuem velocidade.

    • Acho que você está confundindo as coisas…são navios “anfíbios” que foram operados pela RFA, assim como os 3 atuais LSDs da classe “Bay” também são, por conta de economia e
      não por função, ou por velocidade mais baixa e mesmo assim um dos 4 “Bay” originais teve que ser descartado pois não havia dinheiro para ele então foi vendido para a Austrália.
      .
      Já os 2 “LPDs” da classe “Albion”, cuja velocidade máxima é de apenas 18 nós, igual aos “Bay” foram mantidos com a Royal Navy, por serem navios maiores e mais sofisticados, mas, apenas um, encontra-se na “ativa” enquanto o outro permanece na “reserva” aguardando sua vez de tornar-se “ativo” depois de uns 6 anos, quando então o outro vai para a reserva…ou seja…operam em rodízio.

  12. A corveta Cabloco passou por uma reforma geral e o navio ainda da para empurrar
    agua por muito tempo ainda , mas eu acho que quando o Npa.Maracanã entrar em serviço
    ela vai dar baixa.

  13. Estas corvetas, da classe Imperial Marinheiro prestaram relevantes serviços para a MB. Atestado da qualidade da construção naval da Holanda. Fazendo vez de rebocador de alto mar salvaram muitas embarcações. Quando a Imperial Marinheiro chocou-se com um cargueiro na Lagoa dos Patos participei dos reparos no porto de Rio Grande. Conheci suas qualidade construtiva, muito superior aos navios recebidos de Tio Sam, que apresentavam soldas feitas por principiantes, na pressão da guerra.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here