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Submarinos turcos Type 214TN têm comprimento ampliado

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Type 214TN classe REIS
Type 214TN classe REIS

O grupo MONCh divulgou novas informações obtidas na exposição SAHA realizada em Istambul em setembro, que indicam que a extensão total dos submarinos de propulsão independente da atmosfera (AIP) Type 214TN da classe “REIS”, em construção para as Forças Navais da Turquia (TFN), foi aumentada em 0,75 metros em relação à última informação conhecida. O comprimento agora aparentemente é de 68,35m, com as outras dimensões-chave sendo a altura de 13,1m excluindo mastros de periscópio, boca de 6,3m e calado de 6,8m.

Dos seis submarinos a serem construídos, três já estão em mãos no Estaleiro Naval Golcuk: o primeiro, o Piri Reis, teve quilha batida em outubro de 2015 e deve ser lançado este ano; o terceiro submarino, Murat Reis, teve construção iniciada em fevereiro. Espera-se que as embarcações sejam comissionadas para a TNF em 2021-2026, e serão os primeiros submarinos AIP em serviço turco, substituindo quatro submarinos diesel-elétricos classe “AY” (Type 209/1200).

A classe “REIS” contará com o sistema de gerenciamento de combate ISUS-90/72,  torpedos pesados ​​MK48 Mod 6AT e DM2A4, e mísseis HARPOON Block I/II e IDAS. Os sistemas de mísseis AKYA desenvolvidos localmente e os sistemas de mísseis ATMACA Block I/II provavelmente serão integrados nos próximos anos.

Originalmente, a classe deveria se chamar CERBE, mas em 2014 foram feitas modificações significativas no projeto para atender aos requisitos da TNF e para resolver alguns problemas técnicos com o projeto da HDW. O ex-comandante da TNF, o almirante Bülent Bostanoglu, afirmou que os engenheiros turcos encontraram cinco grandes falhas de projeto e desenvolveram soluções para eles.

O submarino resultante, mais longo e mais pesado que o CERBE, foi renomeado para  classe “REIS”. A última revisão no comprimento total faz com que os submarinos atuais sejam 2,05 m mais longos do que o projeto original do CERBE. Segundo o grupo MONCh, o deslocamento da superfície é de cerca de 1.850 toneladas e o deslocamento submerso deve ser de 2.040 a 2.050 toneladas.

A classe REIS é uma modificação do submarino de projeto alemão Type 214 como o da foto

8 COMMENTS

  1. Que máquina ….

    Com essa Força de Submarinos eles impedem a saída dos russos do Mar Negro ou o inverso, a entrada dos americanos …..

    • Até a marinha do Estado de Minas Gerais, se quiser, impede a marinha russa de sair do mar negro. Tem pontos onde o canal (que liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Negro) tem largura de apenas 700 metros…
      Claro que é uma situação BASTANTE improvável (pela consequência de se cutucar o Urso com vara tão curta), mas se quiser, a Turquia bloqueia o tráfego do canal sem armas… Simplesmente afundando meia dúzia de cascos de qualquer tipo de navio.

    • E os “Rubis” e “Triomphant” dos franceses…achei bem humorado o comentário do
      Munny”…na verdade submarinos estratégicos, como o “Borei” não se prestam para o mediterrâneo nem para as funções do “dia a dia”…mesmo os SSBNs franceses são baseados na costa do Atlântico e a única função de um SSBN é lançar seus mísseis de
      ogivas nucleares.
      .
      Já os 4 primeiros SSBNs classe “Ohio” foram convertidos em SSGNs…com mais de 100
      “Tomahawks”, algumas dezenas de comandos e os onipresentes torpedos MK-48 e
      é comum um deles operar no Mediterrâneo.
      .
      E embora os russos não possuam submarinos de propulsão nuclear baseados na
      Frota do Mar Negro, eventualmente um SSN/SSGN é despachado para o Mediterrâneo.

  2. Aprecio muito estes comentários. Praticamente dois a três anos para construção de um submarino. Vale e muito ter um submarino como força de dissuasão. acredito ser válido custo-benefício. Temos 5 subs IKls mais 4 scorpenes mais nuclear. Modernização dos IKls ou construção de pelo menos dois com venda dos mais antigos. Conjecturas. hipóteses apenas. MB , MD e Presidente eleito decidirão, mais o congresso. Grande abraço

  3. A marinha turca tem uma escassa superfície de mar para resguardar. Essa classe de submarinos atende perfeitamente essa tarefa. As passagens do Mar Negro são ricas em história de combates navais. Na primeira guerra, na tentativa de desembarque em Galipolli a artilharia de costa dos turcos mandou para o fundo do mar diversos navios de guerra britânicos. Galipolli foi um desastre para os Aliados.

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