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Marinha do Paquistão incorpora navio-tanque de 17 mil toneladas

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PNS Moawin
PNS Moawin

A Marinha do Paquistão incorporou seu mais novo navio-tanque de 17 mil toneladas, o PNS Moawin, durante uma cerimônia realizada no estaleiro em Karachi, em 16 de outubro.

A cerimônia contou com a presença do Presidente Dr. Arif Alvi, do Ministro Chefe de Sindh, Murad Ali Shah, e do Chefe Naval, Almirante Zafar Mahmood Abbasi.

O navio-tanque, inicialmente denominado como Pakistan Navy Fleet Tanker (PNFT), foi projetado pelo estaleiro turco STM para atender às necessidades e exigências da Marinha do Paquistão, e construído pela Karachi Shipyard and Engineering Works (KS&EW) no Estaleiro Karachi.

O contrato para a construção local de um Fleet Tanker para a Marinha do Paquistão foi assinado em 22 de janeiro de 2013 entre o Ministério de Defesa do Paquistão (MoDP) e a empresa de defesa turca STM (Savunma Teknolojileri Mühendislik ve Ticaret A.Ş.). De acordo com o referido contrato, o projeto do navio, juntamente com o Kit de Material (KoM), seria fornecido pela STM, enquanto a construção completa, equipamentos e ensaios seriam realizados pela KS&EW.

A construção do PNFT foi iniciada em 27 de novembro de 2013 com a cerimônia de corte de aço e o subsequente batimento de quilha realizados em 7 de março de 2014. O navio foi lançado com sucesso pela KS&EW em 19 de agosto de 2016 e é o maior navio a ser lançado e construído no país até à data. O navio completou seus primeiros testes no mar em 31 de março deste ano.

A Marinha do Paquistão batizou o PNFT como o PNS Moawin, mesmo nome do seu ex-navio-tanque da classe “Poolster”.

O PNFT fornecerá não apenas apoio logístico às unidades da Marinha do Paquistão em alto mar, mas também poderá realizar operações de apoio de combate por meio de helicópteros embarcados. O PNFT cumpre os regulamentos da Organização Marítima Internacional (OMI) e de poluição marinha (MARPOL). Para isso, o navio conta com configuração de casco duplo.

Com comprimento total de 158,4 metros e boca máxima de 22,0 m, o navio tem um deslocamento de mais de 17.000 toneladas em carga máxima.

O PNFT é propulsado por dois motores diesel que fornecem uma potência total de 12 MW (16.000 hp), permitindo que o navio atinja uma velocidade máxima de 20 nós com uma hélice de passo controlável e uma autonomia de 10.000 milhas náuticas (19.000 km) a 15 nós. Está equipado com quatro geradores a diesel para geração de energia elétrica.

O navio-tanque da frota pode operar autonomamente no mar por um período de 90 dias. A tripulação é de cerca de 228, incluindo 20 oficiais, 208 subalternos, bem como pode transportar dois batalhões dos fuzileiros paquistaneses.

FONTE: DEFPOST

12 COMMENTS

  1. 04/11 – domingo, btarde, este navio tanque supriria as necessidades da MB, e, ainda pode transportar até 250 fuzileiros. Acho que um navio deste porte poderia ser construído em qualquer estaleiro brasileiro. Uma coisa que gostaria de saber se ele além dos ”fusileiros” pode levar equipamentos tipo ”clanfs” carros de combate, tanques????

    • Caro Vovozão. Dei uma sapiada nas imagens do A39 e tive a impressão que ele não teria como levar clanfs ou qualquer outro tipo de veículo. Ele tem uma ampla areá para pouso de um helicoptero mas não parece ter um a hangar. Ele possui aquelas torres para fazer o reabastecimento de outro navio em movimente e coisa e tal. Mas não encontrei qualquer pista que que ele consiga levar veículos sobre o deck, Tem cara de petroleiro mesmo,,

  2. O Navio tem bulbo na proa… não é adequado para abicagem… assim sendo, não deve embarcar carros de combate ou outros veículos… já os CLAnf’s, não dá para notar se possui ou não rampa na popa… avante da superestrutura, percebe-se uma embarcação que deve ser empregada no desembarque dos FN… abraço…

  3. a MB ta dificil vai ser a primeira marinha que vai afundar torpedeada pela maquina de contratação do RH,concurso atras de concurso e redução de pessoal nada…

  4. Achei exagerado…2 batalhões de fuzileiros…é muito até para muitos navios “anfíbios”…outras fontes indicam que 228 é o total de pessoal que pode embarcar, uma tripulação de cerca de 170 o que deixaria margem para apenas uns 60 adicionais…talvez…alguém tenha confundido dois pelotões com 2 batalhões ?

  5. Boa tarde Senhores!
    Se tem, não vi, mas penso que pelo valor estratégico, tais embarcações deveria contar com defesa AA própria, e também lançadores de torpedos pesados

    • Pra isso servem os escoltas, se colocar muita armamento e seus sensores em navios auxiliares eles ficariam no preço de navios de combate,tornando o seu preço salgado.

  6. Desculpem a colocação mas, é sábio transportar tal quantidade de tropas (dois batalhões) num navio carregado de combustível?
    Deveria ser batizado de “Purple Heart”.
    No mais, um belo navio!

    • Gelson…
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      conforme comentei acima, no original não há referência a 2 batalhões…o que seria demais para a maioria dos navios especificamente “anfíbios”…há informação que além de uma tripulação de cerca de 170 pessoas um adicional de 50 a 60 militares poderia ser embarcada, atingindo o total de 228…e isso não significa que esses 60 adicionais serão sempre embarcados, apenas, que podem se necessário for.

  7. “… bem como pode transportar dois batalhões dos fuzileiros paquistaneses.”
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    Provável erro de digitação.
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    Não encontrei nenhuma referência ao transporte de tropas, principalmente na enorme quantidade de tropas necessário para formar 2 (dois) batalhões. Inclusive, palas fotos e desenhos disponíveis, não há espaço na superestrutura do navio para nem mesmo um batalhão leve.
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    Possivelmente deve ter capacidade para transportar até 2 (dois) pelotões, quem sabe reforçados.
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    O par de pelotões, algo entre 70 e 100 combatentes, faz mais sentido em uma embarcação como essa que poderá, entre outras missões, atuar em uma força tarefa contra piratas que permeiam as águas do Chifre da África, entre o Mar da Arábia e o Mar Vermelho, bem pertinho da costa do Paquistão.
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    Em apoio à uma força-tarefa anti-pirataria, uma tropa de fuzileiros embarcada com helicópteros, além de outros navios menores, como corvetas ou navios patrulhas oceânicos, pode fazer toda a diferença.
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    O mapa, sempre o mapa:
    https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/41/Arabian_Sea_map.png
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    A distância entre o Paquistão e seus aliados como Arábia Saudita e Turquia passa por águas infestadas de piratas e outras ameaças assimétricas, como observado no mapa simplório da Wikipedia.
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    Abç.,
    Ivan, o mapento.

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