Home Indústria de Defesa Marinha concluirá licitação de U$ 1,6 bi em navios de guerra no...

Marinha concluirá licitação de U$ 1,6 bi em navios de guerra no 1T19

18377
64
Concepção em 3D da corveta classe Tamandaré
Concepção do projeto da corveta classe Tamandaré

Por Taís Fuoco

(Bloomberg) — Uma licitação de pelo menos US$ 1,6 bi aguarda na gaveta a posse do novo Presidente da República. A Marinha divulgou em outubro a lista dos 4 consórcios selecionados numa licitação lançada ainda em junho, o Projeto Tamandaré, na qual se inscreveram 9 grupos para a fabricação de navios escolta.

A decisão final, inicialmente prevista para o fim de 2018, acabou adiada para o primeiro trimestre de 2019. Nos consórcios selecionados, figuram empresas como Embraer, Weg e Wilson Sons, além de grupos internacionais da França, Alemanha e Itália como Ficantieri, Thyssenkrupp Marine, Damen Schelde e Saab AB.

Leia aqui a lista dos consórcios selecionados e as empresas que deles participam.

A Marinha diz ainda não ter conversado com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que toma posse em 1 de janeiro. O vice-almirante Petrônio Augusto Siqueira de Aguiar, diretor de gestão de programas da Marinha, disse que os critérios abrangem desempenho do navio, ciclo de vida, modelo de negócios e participação da indústria nacional, segundo entrevista por email à Bloomberg. Segundo ele, “houve a necessidade de postergar o prazo para permitir os refinamentos das propostas e negociações posteriores, a fim de garantir as condições apropriadas à decisão da melhor oferta”, segundo resposta por email sobre o adiamento da escolha.

A licitação envolve navios de combate de superfície, capazes de enfrentar ameaças aéreas, outros navios e submarinos. O projeto Classe Tamandaré envolve corvetas ou fragatas leves. A licitação em aberto envolve a escolha de um consórcio para produzir 4 corvetas.

“O projeto trará a possibilidade de geração de cerca de 2.000 empregos diretos, além dos indiretos, com o envolvimento das empresas nacionais de construção naval, bem como da base industrial de defesa, disse o vice-almirante.

Definir o vencedor dessa licitação não será o único desafio do futuro governo: a Marinha tem hoje 11 navios escolta, com idade média de mais de 30 anos, próximos do fim de sua vida útil.

“A Marinha precisará repor os navios que vão sair de serviço para não ter sua capacidade mínima de combate ainda mais comprometida. Até 2025 pelo menos mais seis navios serão desativados, pois sua vida útil está chegando ao fim”, disse o ex-integrante da Marinha e consultor em assuntos militares Alexandre Galante.

“A Marinha tinha o projeto Prosuper, engavetado durante o governo Dilma, que previa a aquisição de 5 navios escolta de 6.000 toneladas de deslocamento, ou seja, navios com o dobro do deslocamento do Projeto Tamandaré ora em curso”, disse. “O Prosuper deve ser retomado tão logo a situação econômica permita e mais um lote de corvetas Tamandaré deve ser encomendado no futuro”, acredita. Compras de oportunidade podem surgir para preencher a lacuna deixada entre a desativação dos navios atuais e a entrada em serviço dos novos navios, disse o consultor.

Cronograma estimado de desativação de escoltas da MB
Cronograma estimado de desativação de escoltas da MB

FONTE: Bloomberg

64 COMMENTS

  1. 12/11 – segunda-feira, bdia, o programa das CCT, está parecendo o FX, ninguém até agora teve coragem de dar o parecer final. Continuo batendo na mesma tecla, ”vamos comprar as Perry’s” através do FMS, pagaria-se a longo prazo, Trump quer vender, substituir as FCN, já no final de vida, vejamos o exemplo, Taiwan um nação constantemente ameaçada, tem um frota de Perry’s, tendo incorporado mas 2 na sexta-feira, para eles serve para a MB são velhas, não entendo nossos almtes, maioria dos nossos navios são pouco usados em relação a Taiwan que vive em alerta máximo. Vamos analisar estás compras

    • Caro Vovozao. Acho que você mesmo indica a razão de Taiwan operar as OHP ex-USN. Ao contrário do Brasil, Taiwan é uma nação constantemente ameaçada, portanto necessita que sua marinha tenha um certo nível minimo de operação. A MB não tem essa necessidade operacional. Como Taiwan vive em alerta máximo, eles precisam manter alguns navios operando mesmo que custem muito caro. A MB por outro lado, deve procurar soluções mais vantajosas economicamente,

      • Sem contar que por se tratarem da primeira linha de defesa contra a expansão chinesa, e provavelmente seu primeiro alvo, seu acesso aos estoques de peças e ajudas operacionais dos EUA é algo constante. Para diferentes realidades, diferentes soluções. Nada mais lógico que isso.

        • Até porque eles não tem mais a quem recorrer senão aos EUA. Todos os outros países sofrem pressão constante dos chineses para não realizar qualquer transação de meio militar com Taiwan.

          • Não vejo essa necessidade tão urgente para adquirir OHPs desdentadas, velhas e obsoletas, de alto consumo e no osso. Vejo algo mais plausível as La fayetes bem mais novas com up grades e muito bem armadas como combatentes modernizadas de última geração.

          • As Lafayetes disponíveis são as que não receberão upgrade e o custo de uma eventual atualização com os croissants não vai ser muito diferente do que o taiwaneses pagaram pelas OHP; quiçá mais, dado o histórico dos gauleses (vide o upgrade do NAe São Paulo).

  2. Penso que a MB poderia consultar o presidente Bolsonaro e entrar em um acordo para produzir logo 8 unidades, já chamar as finalistas e ver a melhor proposta de preço para 8. Sendo 5 de prateleira e 3 construção no Brasil, penso que deve ficar menos que $2,5 bilhões….

  3. “A Marinha tinha o projeto Prosuper, engavetado durante o governo Dilma, que previa a aquisição de 5 navios escolta de 6.000 toneladas de deslocamento, ou seja, navios com o dobro do deslocamento do Projeto Tamandaré ora em curso”
    Com todo o respeito a todos da MB e ao almirantado, mas eles realmente acreditaram nisso????

    • De novo isso? Vocês se deixam levar pela nomenclatura, aqui o asahi seria considerado uma fragata, não um contratorpedeiro, além que comprar é fácil, quero ver segurar o custo operacional. O ideal seria dar precedência para navios híbridos/diesel elétricos, que baixam bastante o custo operacional, apesar do maior preço de aquisição.

  4. Vou fazer mais pipocas, alguém quer?
    Isso já virou uma novela das mais infames, o Brasil teima em não aceitar a sua incapacidade de ter uma marinha de acordo com sua costa, já que escolhemos nosso lado (do ocidente) é de vital importância que tenhamos Forças Armadas atualizadas, armadas e prontas pra qualquer ameaça, que temos SIM. Aguardando os próximos capítulos.

  5. Prezados,
    No primeiro trimestre, o vencedor da ShortList vai ser divulgado, não significa necessariamente que a construção vá iniciar imediatamente. É mais um pepino para o próximo presidente.
    Gosto de acreditar que Bolsonaro será um presidente que estará mais perto dos programas militares, mas isto não significa que ira existir um aumento substancial do orçamento militar. Para ficar só na MB, se as corvertas tiverem os valores aprovados e derem um gás no prosub, já tá mais do que bom.

  6. Até lá a MB tem tempo de convencer o Bolsonaro sobre duas coisas:

    1) aumentar o número de Fragatas Meko A100 de 4 para 6.

    2) desengavetar o PROSUPER, removendo o navio de apoio e adicionando mais um navio escolta, totalizando também 6 unidades.

    Todos os navios construídos no Brasil. Maior nível de nacionalização possível.
    6 Meko A100 e 6 Meko A600.

    Outras dicas para a MB:

    1) conversar com os sul-africanos e desenvolver um míssil antiaérea de MEDIO alcance (Marlin?)

    2) para as Meko A600 desenvolver um míssil antiaérea de LONGO alcance (super marlin)

    3) desenvolver o Mansup 2 com pelo menos 300 km de alcance ou um derivado do avtm300

    • Luis Henrique,

      O Navio de Apoio Logístico é talvez o item mais importante desta lista. Atualmente, só há um NT operando, e é improvável que vá para além da próxima década.

      O PROSUPER já está desatualizado como um todo, e suas propostas precisariam passar por revisões, pra dizer o mínimo. E seja como for, dificilmente haverá dinheiro pra algo desse nível na próxima década, haja visto a necessidade de se assistir ao submarino nuclear e outras aquisições críticas as outras duas forças…

      Improvável que o Brasil opte por uma MEKO. Se prevalecer a lógica da ToT como prioridade e do NAPIP como forma de redução de custo/risco, a Marinha irá muito provavelmente escolher o vaso da DAMEN/Saab, cujas empresas tem relações fortes e boas com o País e oferecem uma derivação de um vaso já pronto.

  7. Nao sei nao, mas Talvez esse atraso seja uma forma de negociar um indicação do almirante para o Ministério da Defesa em troca do bolsonaro ter algo pra demonstra num ano vacas magras como 2019 ou sera que no fundo o que vale são as escolhas pessoais dos dirigentes e nao o critério técnico ?
    Uma coisa eu sei, um Brasil com uma amazônia azul como a nossa precisa de 16 corvetas, 08 fragatas, 04 destroyers e nao de apenas 4 corvetas desse contrato e muito pouco

  8. Eu DUVIDO que essa classe Tamanduá vai ser contratada, e se for, DUVIDO que vai ser um dia batida a quilha, vamos comprar de segunda mão mesmo e adiar indefinidamente essas corvetinhas já obsoletas. Quem viver verá.

  9. Vergonhoso mesmo é um pais de 210 Milhoes de habitantes, GDPUS$2,1 trilhoes tem que discutir a morte da bezerra por 4 corvetas.
    Temos muito para melhorar como pessoas e como nação. Segue o barco…

  10. Cara o pessoal reclama pra caramba!!! Ou não sabe patavinas de nada mesmo!!! Esse blog tá ficando chato já, sem querer denegrir meus amigos responsáveis!!

    Meu Deus! O programa começou esse ano, tá andando e as pessoas querem pra ontem!!!

    Gente, vamos ler e estudar um pouquinho antes de meter o dedo nervoso no teclado!!!

    • Não é? A escolha estava marcada pra ser feita menos de 2 meses da posse de um novo governo, nada mas natural que seja adiada para que o próximo governante faça a escolha mais adequada pro seu governo e pro país.

  11. Acho desnecessário ter jogado essa licitação para 2019, nada será quantitativamente alterado, apenas prazos serão dilatados. Uma novela de Roque Santero.

    • Top Gun Sea,

      É provável que a Marinha queira negociar valores em prol de um vaso mais caro, e acreditam que o próximo presidente poderá ser mais flexível com relação a isso…

      Não é um equívoco pensar que essa próxima classe de navios irá substituir praticamente todos os combatentes atuais da MB, formando aquilo que será a espinha dorsal da força de combatentes por toda a próxima década. Logo, é possível esperar por alguma coisa de tonelagem próxima a classe ‘Niterói’.

  12. Marinha do Brasil e a velha história de transferência de tecnologia que não dá em nada só pagam mais que o dobro por pequenas embarcações, tomara que cancelem este projeto e compram fragatas de preteleira mesmo !

  13. Essa tão de transferência lembra-se da classe tupi,os alemães passaram a transferência foi feito dois é passaram para um projeto francês por causa do subnuclear agora dá descontinuidade ou atraso no programa,agoram pagam muito por 4 corvetas e vem com a tal de transferência, é de novo não acho que vai dar em nada vai ser só as 4 ,depois pegam as type-23 e esquecem as tamandarés.E querem que o novo presidente cheios de déficit monstruoso.Porque pedem ele opinião é falem por Paulo guedes é o temer assine esse troço.

  14. Muito caras mas vêm com o papo da transferência de tecnologia,depois não aproveitam essa transferência,alias demora muito tempo os engenheiros aposentam o pessoal da marinha passa para reserva e perdem a transferência.

  15. Os papéis da licitação vão cair no colo do homem certo: um presidente patriota e militar.
    Espero coisa muito boa para as Forças Armadas nos próximos 4 anos.

  16. Quantos anos são necessários para construir uma corveta??
    3 anos?? Pra que tudo isso??
    1ano é mais do que necessário!
    Este navio vai ser de ouro?

  17. Devido a grave situação em que se encontra a Forsup, acho que a melhor opção para MB seria comprar por oportunidade (mesmo eu detestando tal ação) umas 4 Perry e 2 Lá Faytte.
    Aproveitar o contrato assinado com a Consub ( modernização do Siconta MKII das Niteroiense) e aplicar para a padronização com as Perry,s e Laffaytes com o Siconta fênix.
    Pegar alguns sistemas de armas desativados das CCI e FCN e instalar nas Lafaite.
    Assim.ganhará fôlego e tempo para continuar o projeto do SNBR e CCT,s sem prejuízo de nenhum deles.
    Afinal de contas já gastamos uma fortuna em ambos os projetos e jogar esse dinheiro no lixo não é nem admissível.
    Meu dinheiro não é lixo, já fizeram isso no projeto Gripen e Guaraní (agora mesmo o EB está tentando empurrar guela a baixo o Guarani para outros países e o Gripen infelizmente para nós não passará de 36 unidades montadas localmente).

  18. “O Prosuper deve ser retomado tão logo a situação econômica permita e mais um lote de corvetas Tamandaré deve ser encomendado no futuro”
    .
    Fala sério.
    Façam as contas!
    Quantos BILHÕES ainda faltam para bancar a conclusão do Prosub?
    E a aquisição de novos SBR e SNBR, para justificar a base e estaleiro de Itaguaí, como era o planejado?
    .
    Pelo amor de Deus… Prosuper não faz mais sentido, e isso já faz pelo menos uma década!
    .
    Um novo NApLog já devia ter sido comprado a anos!
    Navio extremamente eficiente, para diversos tipos de missões… Está fazendo falta pq está dentro de um pacote BURRO chamado Prosuper.
    .
    Temos PHM, NDM… Mas não podemos dobrar a Esquina, pq não existe suporte logístico. Gastar munição, mantimentos para a tropa, combustível e combater então, nem pensar então.
    .
    Navios de Patrulha Oceânica…
    Coisa sem mistério, que poderia ser projetado e feito aqui, agregado grande índice de nacionalização e capacitando de forma BARATA um estaleiro para a construção de navios militares… Isso ainda faz sentido isso vir de fora????
    Sem contar que esse deveria ser o passo inicial para um processo gradual, antes de querer trazer de fora um projeto de Corveta.
    .
    E as 5 Fragatas de 6.000t, que são a parte extremamente cara do pacote, como viabilizar, manter e operar?
    Vamos contratar esse pacote que custa bilhões e fazer o mesmo que está sendo feito com o Prosub, ou seja, tocar com a barriga e estourar anos e anos os prazos de entrega e depois reclamar que “os vendedores nos passaram a perna” e blábláblá, como se falava da DCNS?
    .
    É proveniente dessa insistência com o Prosuper que se tenta emplacar este programa das CV-03/ CCT, que já tem praticamente um década nas costas… Estamos comprando “Corveta” para ser segunda linha de uma primeira linha composta por Fragatas, que não temos como bancar e que por isso, até hoje o programa não saiu e vai levar mais de uma década pra se tornarem realidade se o próximo governo comprar e resolver fabricar aqui, seguindo o exemplo do Prosub.
    .
    Prosuper, Pronae, Proanf… Isso não faz mais sentido.

    • Bardini, calma. O governo será outro.

      U$ 500 mi parece uma fortuna para nós.
      Mas para o Governo Federal é exatamente o mesmo que uma coca cola de 600 ml para um trabalhador que ganha R$ 5 Mil por mês.

      Eu fiz as contas.
      Apenas em Janeiro o GF arrecadou R$ 155 Bilhões.

      Sem megalomania, mas um programa para construir 5 Fragatas ou 6 do porte de 6.000 toneladas, para ser pago de forma Parcelada, é totalmente viável para o Brasil.

      O problema é a Vontade política.
      Afinal países bem menores e com economias bem menores que a nossa, possuem Fragatas e Destroyers.

      • Luíz Herique…

        O orçamento inteiro do País está comprometido… E defesa nem se fala. Dá, se muito, pra pagar pessoal e empurrar com a barriga o que já se tem de programas… A única forma de se conseguir empurrar o PROSUPER é ‘mutilando’ outra área, seja com corte de pessoal ( coisa impossível no curto prazo ) ou abandonando algum outro programa ( coisa também virtualmente impossível por agora para os mais caros, como Gripen e PROSUB )…

        Um vaso de 6000 toneladas, dentro de um pacote de apoio e com offset ( nunca é só o navio… ), vai sair aí pelo menos US$ 1,3 bilhão por navio, no mínimo…

  19. Seja na construção de aviões ou de um submarino nuclear toda a cadeia produtiva se integra…empresas nacionais recebem e geram tecnologia e formam mão de obra especializada…tal processo gera conhecimentos e técnicas transferíveis a outros setores…

  20. Comprei o Hulk zero. Da EBAL. Tive o Namor 1. Comprei o primeiro colorido. Batalha entre Thor e Hulk. Meu sentimentos a esse gênio dos quadrinhos. Stan Lee, até breve.

    Não é bem assim. Não se integra. ToT se paga em dólar. Não emitimos dólares. Após a paralisação o que não subiu? O MEP do Riachuelo veio da França. No money para o ToT do MEP.

    Nacionalizar canos, bombas, cabos, fios, válvulas, parte do casco, cadeiras. O resto é protegido. Tem dono. Tem propriedade intelectual e industrial. Outro ToT. Máquinas, motores, sistemas, armas, sonares, radares, munição, mísseis, canhões.

    Protegido pelos militares, o Vale do Paraíba floresceu em 20 anos. A MB pode esperar por um ciclo desses? P&D, produto, projeto, programa, aprovação, aquisição, incorporação, defeitos, devolução…30 anos?

    200 empresas se candidataram para o ToT do Gripen. Ficaram 2. A própria Embraer é uma israelense. 198 não tem capital para.

    País pobre. Sem recursos. Presidente novo. Não dá pra agradar a quem já não investe no país. Sobram os 4 que ficaram. Alemães eternos namorados, suecos paixão recente, franceses birrentos e italianos americanos.

    Vamos ver com quem nos casamos.

  21. Tamandaré saindo .. Prosuper voltando a pauta ( ja viram o projeto ”Omega” da Damen ? se der Sigma aki e a provável escolha da MB futuramente ) …NT Wave a caminho .. Escorpene tb saindo do papel ..tudo indo nos conformes … mas parece q a MB vai aos poucos deixando de lado os NaPaOc como as Amazonas( temos direito a construir mais 5 unidades ) , sem dúvida nenhuma afirmo q hj e o principal meio naval da MB , talvez n em poder de fogo .. mais disponibilidade e presença …embora a ideia de mais NApOc seria tb mt bem vindo tb

  22. Incrível o país teve segundo o IBGE um PIB de 6,6 trilhões de reais.
    E choramos por uma migalha para realizar o prossub.

    Na boa se o novo presidente realizar uma administração séria no segundo ano de governo veremos o prossub, KC, Guarani e todos outros projetos com recursos necessários para continuar o cronograma.
    O primeiro ano tem que arrumar a bagunça.
    No segundo já teremos condições.

    Forte abraço
    E que todo corra bem

  23. O Brasil precisa terminar os seus projetos alonga um pouco mais o PROSUB termina os MACAES ja começados comprar os varredores Suecos e se possivel aumentar de quatro para seis as tamandares ate 2030 . nesse intervalo comprar pelo menos 3 navios de oportunidade sinceramente acho que mais do que isso e sonhar

  24. Essa notícia é o maior “eu já sabia” do ano. E não é ruim.

    Ano que vem assume um novo governo, acho justo deixar esse governo participar da decisão e não só assinar os cheques, como o Senado fez entubando para ele o aumento dos juízes.

    Acredito que essas corvetas vão sair, só um pouquinho mais de paciência para o novo governo poder participar e ver a que pé estão as coisas.

    Esse governo tem bastante militares em posições chave, creio que eles olharão para as necessidades das forças. Mas não apostaria alto. Tem grande componente de populismo ali também. A ver.

  25. Bardini 12 de novembro de 2018 at 17:54
    “O Prosuper deve ser retomado tão logo a situação econômica permita e mais um lote de corvetas Tamandaré deve ser encomendado no futuro”
    .
    Fala sério.
    Façam as contas!
    Quantos BILHÕES ainda faltam para bancar a conclusão do Prosub?
    E a aquisição de novos SBR e SNBR, para justificar a base e estaleiro de Itaguaí, como era o planejado?
    .
    Pelo amor de Deus… Prosuper não faz mais sentido, e isso já faz pelo menos uma década!
    .
    Um novo NApLog já devia ter sido comprado a anos!
    Navio extremamente eficiente, para diversos tipos de missões… Está fazendo falta pq está dentro de um pacote BURRO chamado Prosuper.
    .
    Temos PHM, NDM… Mas não podemos dobrar a Esquina, pq não existe suporte logístico. Gastar munição, mantimentos para a tropa, combustível e combater então, nem pensar então.
    .
    Navios de Patrulha Oceânica…
    Coisa sem mistério, que poderia ser projetado e feito aqui, agregado grande índice de nacionalização e capacitando de forma BARATA um estaleiro para a construção de navios militares… Isso ainda faz sentido isso vir de fora????
    Sem contar que esse deveria ser o passo inicial para um processo gradual, antes de querer trazer de fora um projeto de Corveta.
    .
    E as 5 Fragatas de 6.000t, que são a parte extremamente cara do pacote, como viabilizar, manter e operar?
    Vamos contratar esse pacote que custa bilhões e fazer o mesmo que está sendo feito com o Prosub, ou seja, tocar com a barriga e estourar anos e anos os prazos de entrega e depois reclamar que “os vendedores nos passaram a perna” e blábláblá, como se falava da DCNS?
    .
    É proveniente dessa insistência com o Prosuper que se tenta emplacar este programa das CV-03/ CCT, que já tem praticamente um década nas costas… Estamos comprando “Corveta” para ser segunda linha de uma primeira linha composta por Fragatas, que não temos como bancar e que por isso, até hoje o programa não saiu e vai levar mais de uma década pra se tornarem realidade se o próximo governo comprar e resolver fabricar aqui, seguindo o exemplo do Prosub.
    .
    Prosuper, Pronae, Proanf… Isso não faz mais sentido.

    Essa é uma das poucas vezes que concordo com o senhor Bardini, mas mesmo não concordando considero sua opinião e a respeito.
    Como sempre digo, a situação de nossas FAAs está como está devido aos péssimos administradores das mesmas.
    Mesmo tendo parco recursos, os poucos recursos são pessimamente administrados e empregados.
    Sonham com Subnuc, Nae, grupo aéreo embarcado, destroyer,s etc.
    Porém não tem nem o básico para o CFN combater a contento, a Forsup está sucateada e obsoleta, a Flotilha do amazonas piorou etc.
    Impendem a criação de uma guarda costeira nacional por ganância nos Royalties do petróleo que nunca foram repassados a contento.
    Vão comprar mais uma vez uma solução mirabolante importada, criada para os problemas do país de origem e que serão adaptados para os problemas locais.
    Ao invés de investirem no projeto original das CCT,s que mesmo sendo um pouco obsoleto e não caber margens para melhorias ainda assim foi pensado e desenvolvido visando as necessidades nacionais.
    Vão importar um SLT com disparo automático sendo que produzimos um localmente e o mesmo pode receber um sistema de lançamento autônomo sem muitas modificações.
    Ou seja querem bater de Ferrari sem ao menos ter o dinheiro para por combustível na mesma.
    Seria melhor contratar qualquer dona de casa nacional para administrar nossas FAA,s, pois as mesmas possuem capacidades natas de administração financeira.
    Sem arrumar a casa, não adianta nada repasse de verbas, pois as mesmas serão drenadas no ralo financeiro da administração das FAA,s.

  26. Na minha humilde opinião acredito que programa Prosuper de fragatas acabou de vez com a construção das corvetas Tamandaré.
    Aliás, acredito que número de cornetas deve ser de 08 a serem construídas em 2 lotes e se a Marinha consegui comprar 4 Fragata tipo 23 RN já teríamos conseguido o numero de 12 escolta necessárias
    Nao creio que nada mais vira depois disso, exceto alguma compra de oportunidade de outros meios de apoio ou talvez o programa navio patrulha no máximo

    • Prezado Paulo Costa,
      concordo com seu realismo, em que pese achar que ainda é otimista.
      No tocante às escoltas (combatentes de superfície) o foco (e imagino que o teto) da MB serão as 4 Tamandaré até 2025. De 2025 a 2030, 4 Type 23, modernizando-as aos poucos. Nesse meio tempo, talvez um segundo lote de Tamandaré seja possível, mas não creio que será no formato de corvetas, será no formato de NaPaOc.
      Ir mantendo e “guaribando” os meios atuais no que der.
      Focar em ter 8 navios de guerra, 5 ou 6 operacionais. Já é suficiente para equiparar à Marinha mais bem armada do subcontinente (Chile), suplantando-a com o Atlântico/Bahia e seus meios aéreos. Mais 8 NaPaOc para missões normais.
      Esse negócio de 12 escoltas é devaneio.

  27. Não é bem assim.

    A dívida pública se aproxima de 100% do PIB. Custa uns 150 bilhões ao ano para rolar ou pagar os juros. A diferença entre o PIB e a despesa pública é um déficit fiscal de outros 150 bilhões. De cara, abrimos o ano devendo 300 bilhões.

    As contas públicas não são diferentes do resultado da MB. Em torno de 5% para investimentos. Quando a Defesa recebe dinheiro novo ao longo do ano a conta do investimento melhora pouco. Fica entre 8% a 10%.

    95% do orçamento público é despesa. Qualquer orçamento. Por que? 17 estados gastam mais do que arrecadam. Municípios precisam injetar recursos nos Fundos de Pensão porque eles não suportam pagar os inativos.

    Administrar a fartura é moleza. Gerenciar o caixa gordo é fácil. Pagar as contas com sobras é bem bacana. Mas a vida não é assim. Nem nos EUA.

    Criticar a MB porque ela não tem resultados…joga pedra na Geni. Qual marinha de qual país está passando por momentos de calmaria? Quais países não estão realizando cortes em defesa?

    O PN publicou a situação dos amigos do norte. Bem amigos. Estão estendendo a vida dos meios navais por mais 10 anos. Usando tudo até o osso. O que sobra, afunda. Se alguém quiser comprar leva no estado e vai buscar. Não é estado da arte. É no estado da ferrugem.

    Olhando daqui do Olimpo vejo gente atrapalhada. Mas é uma tendência natural do ser humano que primeiro procura o erro. A filosofia e o conhecimento nasceram da crítica. Senta, cruza as pernas, apoia o queixo na palma da mão e o cotovelo no joelho. Pronto. Pensou.

    Tava tudo certo lá na Noruega. Fragata linda. Tá no fundo do fiorde. Até em país aonde tudo dá certo fazem tonteria.

    Tava tudo certo até os anos 1990. A divisão do mundo acabou e com ela as doutrinas do pos guerra. Tentamos nos interdepender. Tentamos ser originais. Escrevemos outra doutrina para os anos 2000. China, derivativos nos EUA, câmbio, corrupção, crise europeia, fim do ciclo de várias tecnologias como usinas nucleares, diesel, carvão. Entraram em cena energia eólica, marés, elétrica, gás.

    Pagamos o preço do isolamento. Língua que ninguém fala. Lugar que ninguém conhece. Gente pouco culta. Quando abrimos a janela 20 anos se passaram.

    Agora tem que abrir uma porta pro futuro, advinhar o mundo de 2045 e prover a MB de meios imediatamente. Já. Com 5% do orçamento. Com 80% de despesa de gente. Sem capacidade de produzir. Todo o setor de mecânica pesada falido. Estaleiros quebrados. Fabricando navio pequeno com chapa cortada e muita solda. Sem competência para montar escoltas.

    Calma lá. Precisa acabar o que começou. Tem independência energética (americanos e alemães nos deixaram a pé em Angra) pra concluir. Tem as coisas que não deram certo como o A12. Faz parte da vida. Não tem fragata chique no fundo do mar?

    Ganho 100, recebo 5 e começo o ano devendo 300. Cadê os administradores? Pra onde a MB manda a conta?

  28. MEU pitaco: salvo o vovozão, ninguém comentou sobre a possibilidade do Trump vender material naval bastante bom para nossa MB. Não falo nas OHP, inviáveis por tudo qto seja motivo. Fragatas excelentes estão em todo o mundo, sem falar na real possibilidade de criarmos vergonha na cara e nós mesmo batermos a quilha delas por aqui. Sobrepreço, superfaturamento, fraude e corrupção, perda de prazos com altíssima cláusula penal e eficiente fiscalização colocaria todo o pessoal envolvido na linha. Penso que é só querer, pois AGORA temos um Presidente e uma excelente equipe nas áreas militares de interesse!

  29. A marinha do Brasil tem o estranho hábito de decidir o que é “necessário” independente da avaliação do que é possível pagar, do que é possível ter e depois quer repassar a conta para o governo “resolver” dizendo que estão “protegendo” a Amazônia Azul, como se alguém fosse vir aqui e levar a o Subsolo embora debaixo dos braços.
    A marinha criou um plano gigantesco de dezenas de bilhões dizendo que os submarinos seriam a solução definitiva da defesa do Brasil independente do custo.
    Agora que os submarinos estão sendo construídos a marinha diz que isto não resolve nada e que se não tiver mais 12 navios de bilhões de dólares, o Brasil estará indefeso. Mas afinal esta a marinha é composta de quê. Que bando de irresponsáveis com o dinheiro público.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here