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Fragata norueguesa quase totalmente submersa após colisão

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OSLO (Reuters) – A fragata da Marinha Norueguesa KNM Helge Ingstad (classe Fridtjof Nansen) que colidiu com um petroleiro na semana passada ficou quase totalmente submersa na terça-feira, apesar dos esforços para salvar o navio naufragado, mostraram fotos tiradas pela Administração Costeira da Noruega.

A situação do navio ao largo da costa norueguesa não está, no entanto, perturbando o terminal de exportação de petróleo bruto de Sture. “Estamos em operação normal”, disse uma porta-voz da Equinor, operadora da usina.

Os militares noruegueses trabalham desde quinta-feira para resgatar o navio, amarrando-o com vários cabos à costa. Alguns deles haviam partido.

“O navio afundou mais um metro e, como resultado, dois cabos se partiram. Eles foram substituídos por dois mais fortes. Nós trabalhamos até meia-noite sobre isso. Depois da meia-noite, percebemos que não era seguro para nossa equipe continuar o trabalho ”, disse Haavard Mathiesen, chefe da operação de resgate da Agência de Material de Defesa da Noruega.

“Por volta de 06:00 (05:00 GMT), mais cabos se partiram e o navio afundou ainda mais. Agora está em águas mais profundas e estável​”, disse ele em entrevista coletiva.

O navio estava encalhado na costa oeste da Noruega na quinta-feira passada, depois que colidiu com o navio-tanque que havia deixado o terminal de Sture. A instalação foi fechada por várias horas como resultado.

Oito membros da Marinha, de uma tripulação total de 137, ficaram levemente feridos no incidente.

KNM Helge Ingstad
KNM Helge Ingstad, classe Fridtjof Nansen

COLABOROU: Rustam Bogaudinov

107 COMMENTS

  1. Que perrengue pra tirar este navio daí… Ainda bem que não houveram fatalidades

    Aproveitando o comentário, srs editores, tem algum email específico para que eu possa enviar uma sugestão?

  2. 13/11 – terça-feira, btarde, já podem considerar perda total?? Todos os sistemas aparentemente estão debaixo d’água, e os armamentos podem ser recuperados???

    • Essa fragata Ômega é linda

      A segunda foto desta matéria que você indicou, onde a fragata Ômega aparece ao lado da corveta Sigma 10514, tomara Deus seja um presságio do futuro da MB

    • Realmente muito linda, mas queria saber o preço dela em relação a TYPE 26, e ela já vem com o radar de Nitreto de Gálio, se o pessoal já ficou feliz com o Artsan imagina com um de 400Km de alcance com capacidade maior para detectar objetos furtivos.

  3. No atual estado dele, se conseguirem retirá-lo da água, ainda teria concerto? Poderia voltar a ativa ( depois de uma boa reforma, obviamente ) ou já deu perca total?

      • Caro Galante. Creio que o prejuízo ainda mair ser maior, dado o impacto ambiental. Remoção de combustível, lubrificantes, materiais potencialmente tóxicos, etc. Não será possível nem cogitar a ideia de abandonar tudo ai.

        • Acho que antes disso, deve ser descoberto quem colidiu com quem. A fragata colidiu com o petroleiro ou foi o contrário? De quem foi a culpa? Quanto à imperícia da tripulação da fragata, acho que ninguém tem a menor dúvida . . .

  4. É desarma-la e rezar uma “Missa de corpo presente”

    Acho pouco provável que esse radar (para não dizer o resto) volte a funcionar sem um bug qualquer…

  5. È difícil entender como uma Fraga nova e bem armadas não conseguiu identificar um navio petroleiro imenso a ponto de colidir. Essa Fragata possui tecnologias avançadas como radar, sonar e outras tecnologias sofisticadas.

  6. Deu PT, já era.
    Não sei se o canal é profundo mas se for como os fiordes que tem centenas de metros de profundidade, vai virar casa de peixe.
    Essa “doutrina Max Verstappen” que algumas marinhas usam é idiota, acham que só porque são navios militares que sempre terão uma preferência, sempre sairão perdendo frente aos cargueiros. Que pena, era um belo navio.

  7. Ao que parece a fragata foi deliberadamente encalhada como recurso último para evitar o seu afundamento. Pode ter havido um adernamento maior, um deslocamento ou uma mudança de maré entre as fotos deste post e as do anterior…

  8. Desculpem pela ignorância, mas a eletrônica dessas belonaves tem alguma proteção extra contra estas “eventualidades” como, por exemplo, PCI’s com camadas de resina a fim de proteger os componentes? Ou foi tudo (literalmente) por água abaixo?
    Obrigado pela resposta.

  9. Há relatos de interferência russa no GPS, mas jamais saberemos a verdade. Se foi, taí um modelo a ser seguido por nós: ao invés de ficar permanentemente correndo atrás do que já foi inventado, usar o pensamento lateral para criar o que eles jamais imaginariam. Poderíamos investir em uso de satélites e drones, saturação de mísseis, e outros elementos para trazer a guerra em nossa costa (se um dia houver) para uma igualdade de condições.

  10. Consertar o casco nem é problema, mas agora que está tudo embaixo d’água não sei não, se o sistemas eletrônicos suportam água salgada, afinal os eletrônicos são os mais caros em uma fragata.

  11. À exceção do USS Arizona que virou memorial, todos os outros navios americanos afundados em Pearl Harbor foram recuperados. Só que antigamente as belonaves eram menos complexas.
    Vão ter que fazer as contas para saber se sua recuperação compensa, ou seja, se vai custar menos que os US$ 600 milhões da década passada para fazer uma fragata nova.
    Quanto mais demorarem, mais a água salgada agirá sobre os sistemas da fragata.
    Se não for recuperada ou reposta, o esforço sobre as outras 4 fragatas aumentará, e suas vidas úteis diminuirão.
    Também há o fator que os russos estão ali do lado. A Noruega está mais vulnerável. Quanto tempo será gasto para recuperar ou substituir a fragata.

    • Caro Delfim. No caso da frota americana do Pacífico na II Guerra, além do fato da eletrônica embarcada ser bastante simples, eles também necessitavam urgentemente dos navios. Ao menos, os cascos estavam lá, prontos. No caso dessa fragata (ou no caso do Oberon no porto do Rio de Janeiro), não há pressão para recoloca-los em operação.

    • Delfim…
      .
      outro encouraçado, o USS Oklahoma, emborcou e apesar de poder ter sido recuperado, não valia a pena o esforço diante do estrago e ele foi simplesmente retirado do local anos mais tarde e afundou sob reboque a caminho da costa oeste.
      .
      Outro navio não recuperado foi o USS Utah…um ex – encouraçado que era usado como
      navio alvo…de pouco valor militar e os japoneses sabiam disso, porém alguns pilotos o confundiram como sendo um encouraçado ainda ativo e vários torpedos o atingiram.
      .
      O “Utah” permanece onde afundou e foi transformado em um memorial e cemitério militar, mas, estando do outro lado da ilha, não é permitido o acesso a turistas…eu sei porque tentei chegar lá, mas, não fui muito longe 🙂

  12. Agora é esperar a maré descer e utilizar aqueles navios plataforma de resgate de embarcações. Como aquele que transportou o USS cole após o ataque. Isso aí tem jeito sim.

  13. Sistema Aegis além de caro tem um fantasma que persegue! Imagina perder um navio dessa magnitude e poder com um choque em um petroleiro; atualmente a arma que + causou baixas para navios de guerra não e nem um míssel antinavio e sim um petroleiro.

  14. Enquanto na america do sul um país com um PIB muito maior que o da Noruega luta para conseguir umas corvetinhas, acho que o Radar talvez funcione, o SPY 1 é um radar bem caro e é a base do sistema AEGIS.

  15. É… parece que o bônus dos Destroyers Americanos é que alem de terem uma eletrônica sofisticada eles são bem mais robustos. afinal, depois de duas colisões graves eles balançaram, mas voltaram para os portos com as próprias pernas…

    (Claro, deve se considerar que o rasgo no casco da fragata foi cruel)

    • A questão é, Victor, porque o rasgo foi tão maior em uma área aonde os navios manobravam a velocidades menores, uma baia.
      Sabe porque?

      Porque são navios by eurbambilâmdia feitos para uma guerra imaginária de teatros bambi aonde jamais ela poderia levar um 5 polegadas pelos costados.
      Como tu bem disse; as Burkes aguentaram o tranco e a OHP que levou dois Exocet idem, com controle de danos, estanqueidade funcionado bem, e voltando a navegar.
      A coisa é assim: o tempo, a verdade e a realidade operacional de vetores pensados para o combate real e não para enfeite de cais.

      • Os DDG tem uma caverna a cada 0,8m, possibilitando uma maior estanqueidade… o que talvez pudesse dar chance dessa fragata ser salva… mas isso, apenas o relatório poderá dizer…

  16. Alguns comentaristas ainda têm esperanças que o navio seja recuperado com parte dos sistemas eletrônicos funcionais… isso é extremamente difícil. Eu arrisco dizer que 100% dos sistemas elétricos e eletrônicos deste navio estão fora de possibilidade de serem recuperados, e quanto mais tempo o navio passar submerso, pior isso se torna. Somente por isso, o prejuízo financeiro é gigantesco.

    Se o navio puder ser emergido, o preço para recuperá-lo será quase o valor de um novo, tendo em vista que o casco foi abalroado e os sistemas internos devem estar todos inúteis. Nessas condições, creio que muito pouco possa ser utilizado novamente, e isso foi um desperdício inacreditável de material militar de alta tecnologia devido a um acidente relativamente besta. Não existem marinhas perfeitas, mas isso foi uma falha inaceitável da marinha norueguesa, e merece muito mais críticas do que a MB recebeu quando a Niterói adernou.

  17. Escuta….está coisa não é compartimentada!? Se é, parece ser de um projeto um tanto quanto duvidoso….não era pra acontecer isto!
    Eu penso assim.
    Todos os sistemas comprometidos….vai aproveitar só a carcaça…e olha lá hein!!

    • O problema é que os navios novos tem uma tripulação menor e há uma automação maior principalmente de controle de dano. O fato do rasgo ter sido grande, me levar a crê que o que destruiu o sistema de controle de danos naquela região, porém há o fato desse automatismo deve ter contribuído para não haver fatalidades. Mas se fosse uma situação de combate dificilmente a tripulação sai “ilesa”

      • A questão é se o Navio estava em condição de fechamento do material adequada à situação… de qualquer forma, havendo embarque de água além da reserva de flutuação, não há como mamter-se a superfície… abraço…

  18. Eu juro que não consigo entender estes navios “modernos”. Não há um alarme na ponte? Não há um marujo com binóculo? Porque foi ignorado os alertas do petroleiro? Os dois navios abalroados americanos foi a mesma coisa. No mínimo é um tempo de cana para os responsáveis.

  19. Se isso acontece em simples manobras de treino da OTAN imagina em situação de conflito full igual os ingleses nas falklands com bombas explodindo na cara deles e manobrando a toda velocidade no estreito de San Carlos em 1982.

  20. Bonita e fraca essa corveta. As OHP que aguentam um tranco do barulho. Levam na cara: missil, torpedo, bomba guiada e ainda ficam boiando algumas horas. Essa belezura levou um encontrão e lá se vão 400 milhões de dólares. Pode ser que se salve algo na sala de máquinas e nos canhões. Os eletrônicos na água salgada já eram.

  21. No áudio diz que o petroleiro tentou freneticamente avisar a fragata e recebeu resposta que estava tudo sobre controle… Parece muita imprudência e arrogância. Não dá para culpar interferência em sinal de GPS pois o petroleiro percebeu a rota de colisão.

  22. As niteroi são descedentes das type21 que nas malvinas sofreram danos severos e aguentaram bastante a batalha tanto que a hms ardente sofreu muitos acertos de bombas antes de afundar,acho que essa fragata não aguenta um disparo de 76mm na linha d’água.

  23. Vendo isso da uma certa alegria da Navantia ter desistido de apresentar proposta para classe Tamandaré; submarino que não flutua, patrulha que quase afundou no Porto de Fortaleza, fragata que toma um esbarrão e afunda…

    • Na verdade foi um patrulha oceânico Warao o nome dele foi esse que bateu nas pedras lá em Fortaleza ele ficou um tempo sob os cuidados lá no AMRJ parece que ficou inviável a recuperação dele foram os rebocadores lá no RJ e levaram para Venezuela para “scrapear”.

        • Uma fragata não é um quebra gelo e depende onde foi o abalroameneto, se de lado é bem complicado, se na proa ou na popa dificil afundar pois o casco é mais forte, o petroleiro estava vazio e tinha casco duplo, aposto que o que bateu no lado da fragata foi aquele nariz na frente abaixo da linha de flutuação que é super reforçado.

  24. Com o histórico da Navantia… os navios são bonitos, mas parecem feitos de papel. Se fosse um OHP ou Burke certamente o Petroleiro estaria no fundo do oceano kkk

  25. Já foram divulgadas as comunicações de radio entre os navio envolvidos na colisão, ao que parece a fragata norueguesa foi comunicada para mudar a rota 2 vezes e nada fez.
    (em norueguês com legendas em inglês)

  26. Porra, tá de sacanagem uma fragata dessas toda moderna, cheia de sistemas de detecção de ataques inimigos etc COLIDIR com um navio dentro de casa? Os sistemas de proteção e vigilância da fragata estavam desligados???
    Então se funciona assim, no primeiro conflito ela tomaria tanto um pássaro quanto um torpedo pela proa sem detectar nada?

  27. Sempre achei tão estranhos esses navios. Grandes navios com o valioso sistema AEGIS e com um VLS tão pequeno que quase parece ridículo…

  28. Postei ontem falando mau dos Almirantes, evidentemente num tom educado, sobre a perda do Ministério da Defesa, por falta de opinião e posicionamento dos mesmos sobre politica, me parece que o editor não gostou, pois não postou minas palavras, certamente deve ser dependente do Almirantado brasileiro.
    Ratifico minhas palavras, nossos Almirantes são politicamente escondidos.
    ” Quem não aparece, não é lembrado ” Viva o Exercito e seus Generais que têm coragem de dar a cara a tapa.

    • É impressionante como muitos brasileiros tem a mania de comentar sobre assuntos que não conhecem, talvez por preguiça de pesquisar ou por pura má fé mesmo. Se você se desse ao trabalho de pesquisar antes de vir aqui comentar aquele monte de besteiras que você comentou, saberia que quem foi convidado primeiro para ser ministro da defesa, foi o Almirante Leal Ferreira, que por questões pessoais recusou o convite, só depois da recusa do Almirante é que surgiu o nome do general Azevedo e Silva, portanto essa conversa fiada de que a MB “perdeu” o ministério da defesa por ” falta de opinião e posicionamento dos mesmo sobre política” fica por sua conta

    • Mal. Com ele.

      Quem não gosta das regras do blog pode abrir um. Se comentar em frente ao espelho, há certeza que sai publicado. Comentando em público, há quem não goste ou não aprove. Há também quem não queira publicar. É a vida.

      Penso que o presidente deveria seguir adiante com o Silva e Luna. Lembro da entrevista do general quando chegou no MD. Está na internet.

      Concordo que a marinha, todas sobre as quais li algo, são vaidosas. Egocentristas. Eurocentristas com essa história de estaleiros europeus. Mas somos assim. Queremos nos parecer com o criador. Filhos a procura do pai. Eternamente ternos com a Europa.

      Boa sorte ao futuro ministro. Penso que o presidente eleito irá acumular mais essa. Sorte aos dois. E muita fé.

  29. eu tenho certeza que conseguiram fechar as portas estanques e isolaram somente o ou os compartimentos que foram atingidos,pela foto ela esta adernada para Boreste o que pode dar a entender que os compartimentos fechados não foram alagados,e pela provável pouca profundidade essa portas aguentariam bem a pouca pressão ali..geralmente o controle de avarias nesses navios funcionam bem,no casso o fechamento das portas estanques..talvez alguma coisa se salve dependendo da demora em fazer a fragata reflutuar..

  30. Eletronicos não tem recuperação de imersão com agua salgada algum que estiver em compartimento estanque até podeia…, eles são a parte mais cara da fragata. Os metais se tratados teriam, os misseis não tem recuperação, a parte mecanica das armas de ponto tem, os motores talvez, é preciso verificar o seu estado, quanto mais tempo embaixo d´água pior.
    Na minha opinião não valeria a pena tentar recuperar, desde que afundou totalmente.

  31. Bom dia,
    Eu pretendia atender ao Francisco e tocar o barco pra frente.
    Não costumo postar comentários aqui no Blog. Alguns comentaristas são muito bons e costumam trazer à discussão detalhes técnicos valiosos, com os quais aprendo bastante.
    Mas como não li nenhum comentário que ressaltasse algumas características desse acidente, pensei em intervir, acrescentando.
    Observem que, nos recentes episódios envolvendo mercantes e vasos de guerra, em que estes foram bastante danificados, enquanto que os mercantes continuam cumprindo suas missões, além dos já assinalados aspectos físicos e das diferenças das massas totais dos navios envolvidos, há uma característica referente ao padrão dos abalroamentos.
    Falou-se aqui que as embarcações americanas “aguentaram o castigo”, não tiveram sua flutuação comprometida irremediavelmente, enquanto que a fragata norueguesa foi à pique, afundando-se e gerando a perda da embarcação.
    Eurobambis à parte, e, sem tecer considerações acerca das deficiências técnicas dos aspectos construtivos da fragatas européias, nas fragatas envolvidas nos três acidentes: duas americanas e uma norueguesa, observem que nas fragatas americanas, apesar de continuarem flutuando, e poderem ser reparadas, ouve significativa e lamentável perda de vidas, dezessete somadas nos dois eventos, ao passo que no caso norueguês, apenas danos materiais. Só houve ferimentos leves, neste caso.
    Para referenciar um naufrágio clássico, o Titanic, também não houve perda de vidas na colisão com o iceberg, e sim com o afundamento posterior. Aliás, se houvesse colisão no caso do Titanic, creio que o resultado seria diferente. Haveria perda de vidas com o brutal impacto, mas o navio não teria a flutuabilidade comprometida. Poderia alcançar o porto mais próximo, trasladar os feridos, dar sepultura aos mortos e a história seria diferente. Mas, não. O Titanic não colidiu com o iceberg. Ele desviou no último momento. Só que, com aquele leme subdimensionado não conseguiu colidir nem evitar por completo o iceberg. O pior dos mundos. A protuberância da base do iceberg foi rasgando sistematicamente o casco do Titanic abaixo da linha d’água e o resto vocês conhecem.
    Voltando às fragatas, será que o padrão da padrão da colisão, nos três casos, nos diz alguma coisa?
    Nas fragatas americanas, perda de dezessete vidas e navios ao estaleiro, no caso norueguês ferimentos leves e embarcação irremediavelmente perdida.
    Não vou indicar e, em respeito às famílias dos marinheiros mortos peço que evitem fazê-lo, qual a situação pior. Perder homens jovens sob seu comando em tempo de paz é tarefa ingrata. Perder uma embarcação também o é.
    Abraço.

    • Claudio…
      .
      apenas um adendo que acho importante quanto à perda de vida nos 2 “destroyers” da
      US Navy…são classificados assim e organizados em esquadrões… é que a tripulação ultrapassa 300 pessoas em cada um, especialmente nos mais antigos…portanto mais que o dobro da tripulação da fragata norueguesa…então, maior o número de pessoas, maior a área onde se encontram a bordo, consequentemente maiores as chances de baixas.
      .
      abs

      • Dalton,

        Valeu pelos DOIS adendos.
        Estava me referindo aos DDGs americados como fragatas, e ambos são destroiers.
        E, tem razão, também, quanto ao aumento de possibilidade estatística baixas em uma tripulação maior.
        Mas, os destroiers deslocam perto de 9k ton, e a fragata ~6k ton.
        E o padrão do abalroamento persiste.

    • Cláudio,

      Não existe esse negócio de “eurobambi” . Isso é reflexo do baixo nível em geral que alguns comentaristas possuem.

      O fato é que em todo abalroamento o ângulo de contato com o casco do navio menor e a velocidade do navio que desloca a maior massa junto com o tempo de contato com o outro casco é que vai deterninar o tamanho do estrago causado. Nao existe essa lenda urbana de que os navios americanos são mais resistentes a estragos que os europeus. Cada caso tem que ser avaliado individualmente, levando em conta as principais variáveis que citei acima.

  32. Bom dia,

    Caros amigos gostaria de saber uma coisa, por estar em águas relativamente razas esta embarcação ainda é passivel de resgate ?, e se for será que valeria a pena recuperar o navio ?

    Desde já agradeço,

    Danilo

    • Não dá para responder … pelas últimas informações, cerca de 3 semanas serão necessárias para erguer a fragata e depois leva-la através de uma barcaça para à base
      onde os danos serão devidamente estudados…então não dá para afirmar que a fragata
      será reparada ou descartada.
      abs

  33. Estranho o facto de que uma OHP resista a tanto torpedo e míssil num exercício de tiro em que fez de alvo é esta norueguesa afunde por um embate…. Julguei que tivessem um caso mais resistente.

    • Pedro…na minha opinião não é uma comparação justa. Navios designados para servirem como alvos são atingidos preferencialmente acima da linha d`água para testar uma série de armamentos e seus efeitos capazes de incapacitar um navio não necessariamente tendo que afunda-lo…prolongando assim a utilidade do navio alvo…muitas vezes um bom torpedo pesado que explode debaixo da quilha acaba com o serviço.
      .
      No caso de um navio ativo é importante também a capacidade da tripulação de agir
      rapidamente aos danos…a US Navy sempre viu com suspeita tripulações reduzidas ou muito reduzidas por conta disso…no caso dos 2 “destroyers” americanos a grande tripulação que também compensa no caso de se haver muitos mortos e feridos e um treinamento de controle de danos que é considerado dos melhores fez diferença.
      .
      E por fim…cada caso é um caso…os danos sofridos pela fragata norueguesa, principalmente abaixo da linha d´água podem ter sido maiores do que os danos sofridos pelos muito maiores “destroyers” da US Navy, nesse caso, nem eles teriam escapado ou teria sido muito mais difícil deixa-los à tona.

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