Home Indústria de Defesa Sem canhões, destróieres classe ‘Zumwalt’ terão missão redefinida

Sem canhões, destróieres classe ‘Zumwalt’ terão missão redefinida

9600
81
Destróier de mísseis guiados USS Zumwalt (DDG 1000)
Destróier de mísseis guiados USS Zumwalt (DDG 1000)

O almirante William Merz disse ao Senado dos EUA que enquanto a Marinha trabalha em torno de questões com o Sistema Avançado de Canhões, a embarcação está ‘indo bem e em vias de estar operacional em 2021’

03 de dezembro (UPI) – A Marinha dos EUA disse ao Congresso em uma audiência recente que o Advanced Gun System no destróier da classe “Zumwalt” é uma letra morta no futuro previsível, apesar da arma de longo alcance projetada para o bombardeio em terra ser um dos pedras angulares do conturbado destróier stealth.

Mesmo com o segundo navio da classe USS Michael Monsoor saindo de Guantánamo para San Diego para fazer testes de comissionamento e combate, a Marinha está apenas começando a descobrir o que eles farão com o destróier de vários bilhões de dólares.

O Zumwalt foi considerado o destróier mais avançado já construído, com capacidades furtivas e um sistema de armas que poderia fornecer apoio de fogo de precisão no litoral, antes do avanço das forças anfíbias.

Também é equipado com um sistema de propulsão elétrica que a Marinha espera poder alimentar sistemas que consomem muita energia, como os lasers. Para um combatente de superfície, desloca quase 15.000 toneladas, tornando-se o mais pesado destróier já construído pelos Estados Unidos.

Mas o sistema de canhões do Zumwalt foi colocado em segundo plano – se algum dia ele for ativado – suas características furtivas podem estar degradadas e de um total de 32 navios planejados originalmente, apenas dois foram construídos, com mais um a caminho. Destes três, apenas um é considerado ativo e nenhum ainda está pronto apesar dos anos de atraso.

Durante uma audiência perante o subcomitê do Senado na semana passada, o vice-almirante William Merz disse que o Sistema de Canhão Avançado (AGS) de 155 mm nunca atingiu as capacidades desejadas e que se a Marinha não conseguir encontrar munição econômica a arma poderia ser descartada completamente e o espaço ser substituído por outra coisa.

A munição especial de 155 mm do AGS acabou ficando muito cara

Ele disse que o navio está sendo reaproveitado como uma plataforma de ataque à superfície, usando seu sistema vertical de lançamento de mísseis para acertar alvos terrestres e marítimos com mísseis de cruzeiro de longo alcance.

O Zumwalt tem dois sistemas de canhão avançados para fins de bombardeio em terra e antinavio. Projetado para disparar até dez tiros por minuto, forneceria um suporte intenso e preciso contra ataques aéreos anfíbios e bombardeios em terra, de acordo com a Marinha e a projetista de armas BAE.

O AGS foi originalmente projetado para usar o Projétil de Ataque Terrestre de Longo Alcance (LRLAP – Long Range Land Attack Projectile) com um alcance máximo de mais de 60 milhas. O projétil de 155 mm produzido pela Lockheed Martin é assistido por foguetes, guiado com precisão e foi bem-sucedida nos testes, mas os custos inflacionários deixaram o projétil custando mais de US$ 800.000 a unidade, aproximadamente o mesmo que um míssil de cruzeiro Tomahawk.

Isso o deixou insustentável como uma arma de apoio de fogo em massa, que era uma grande parte da missão do Zumwalt, e a Marinha decidiu cessar as compras em 2016 depois de comprar apenas alguns LRLAPs para testes.

Os problemas levaram a Marinha a designar a classe Zumwalt como uma plataforma antinavio e de ataque, em vez de uma embarcação de bombardeio em terra. As modificações incluem a integração do míssil de longo alcance SM-6, que possui capacidade antiaérea e antinavio.

Destróier Zumwalt DDG-1000

O alto custo da munição LRLAP deixou a Marinha em busca de alternativas. Estão em consideração algumas munições já implantadas, como a munição Excalibur de 155 mm guiada por GPS, que exigiria extensas modificações no AGS e teria um alcance muito menor.

Autoridades da Marinha disseram que, embora não tenham desistido do AGS, decidiram adiar as munições de substituição para o futuro imediato.

A Marinha teve uma história conturbada tentando desenvolver uma nova munição de longo alcance para apoio de fogo naval. Em uma tentativa de estender o alcance e a precisão do canhão Mk 46 padrão de 5 polegadas já em uso a bordo dos destróieres da classe Arleigh Burke, a Marinha desenvolveu a Munição Guiada de Longo Alcance.

O projétil era um míssil guiado disparado de canhão que se impelia a altitudes extremamente altas antes de descer sobre seu alvo usando orientação por GPS.

Longos tempos de desenvolvimento, custos excessivos e problemas de confiabilidade levaram ao cancelamento do ERGM em 2008. O projétil enfrentou muitos dos mesmos problemas de custo que o LSRAP por ser muito caro para usar em treinamento ou em um papel massivo de apoio ao fogo como a doutrina tradicional de ataque anfíbio pede.

Merz ressaltou que o Zumwalt ainda é capaz de carregar muito poder de fogo em seu sistema de lançamento vertical de 80 células Mk 41, incluindo mísseis de cruzeiro Tomahawk, mísseis superfície-ar e foguetes ASROC antissubmarino além de armas menores.

Merz testemunhou que o resto do navio “está indo bem” e que estará operando como uma classe até 2021. Ele sustentou que o navio reteria mísseis significativos e outras capacidades de arma com ou sem o canhão, e que seu sistema VLS de células maiores pode receber armas futuras.

“Nós determinamos que o melhor futuro para esse navio é fazê-lo com a capacidade que ele possui e separar o Advanced Gun System, deixando todo o resto no lugar”, disse Merz.

O canhão não é o único problema enfrentado pelo navio. Devido a modificações e equipamentos adicionais colocados em sua superestrutura e casco, o navio não é tão furtivo como originalmente projetado, com equipamento extra sendo adicionado em vez de construído em um perfil furtivo, conforme relatado pelo site The Drive.

O muito elogiado sistema elétrico, destinado a alimentar as armas do futuro, também enfrentou vários problemas. Tanto o USS Zumwalt quanto o futuro USS Michael Monsoor sofreram sérios problemas de turbina e propulsão, levando a falhas de testes e atrasos na incorporação.

A Marinha e o Corpo de Fuzileiros Navais, no entanto, sustentam que o navio ainda será altamente capaz e útil para os comandantes de teatro.

O futuro USS Michael Monsoor (DDG 1001) em provas de mar
O futuro USS Michael Monsoor (DDG 1001) em provas de mar

FONTE: UPI

81 COMMENTS

      • Acredito que nenhum investimento em P&D seja em vão, e que o F35 e o Zumwalt são armas fantásticos e anos a frente de qualquer coisa.
        Mas não muda o fato de que…bem…o preço disso tudo beira o absurdo. US$ 800.000 Trumps por uma “bala de canhão´´? Essa 4º foto tem mais dinheiro do que 90% de todas as FA´s do mundo.

  1. Coisa de ficção científica este navio. Caaaaro pacas, problemático e custoso mas quando entregar tudo o que se espera será insuperável. Bichão lindo !!!!

  2. Esses navios são totalmente sem sentido, não é por nada que eles pararam no terceiro. Fico imaginando quantas Arleigh Burkes não dariam para comprar com todo o dinheiro investido nesse projeto. Se arrependimento matasse……

  3. Parece um caso de antecipação de futuro, o brilhantismo do projeto esbarra nas questões mundanas do dia a dia. Naturalmente que este design estará consolidado daqui a 20 anos sendo copiado pelos concorrentes, mas o preço a pagar pelo ineditismo é alto demais.
    Apesar de ultra moderno o casco lembra os velhos couraçados da primeira guerra.

  4. Resumindo, um projeto extremamente custoso que serve basicamente prá lançamento de “mísseis para acertar alvos terrestres e marítimos com mísseis de cruzeiro de longo alcance”, é isso, então ?

    • Que isso cara. Esse é o preço do futuro, daqui a uns 30 anos, essas tecnologias serão consolidadas.
      Como no caso do F35, não ficou caro, o projeto não foi um fracasso. É o preço do progresso e da criação de novas tecnologias!!!1!

      Você não pode falar mal do Zumwalt ou do F-35, eles são o que há de mais novo na tecnologia, logo todo centavo gasto nele, mesmo que seja pra fazer o que todo mundo já faz, é justificado!

      É sarcasmo.

  5. Sei que pode parecer loucura, porém estas armas cinéticas fariam mais sentido se disparadas do espaço, o estrago seria muito maior e o alcance seria total, visto que não há propulsão como um míssil comum, isso aliado a gravidade faria um enorme estrago, bastando dimensionar o projetil para um estrago cirúrgico ou de ampla destruição, há muitos estudos acadêmicos referenciando a aplicabilidade destas armas que seriam implementadas no Zumwalt… talvez com o sinal verde de Trump para o emprego de armas no espaço seria esta estrategia, isso se não já existam similares pois todo mundo sabe que ambos os lados(EUA e URSS) na guerra fria lançaram projetos secretos do gênero em décadas anteriores…

    • Eduardo, lançando fio espaço não precisa de um míssil, um simples projétil sólido acelerado pela gravidade pode causar extremoo dano, são as chamadas andas de energia cinética.

    • Os americanos assinaram um acordo com os russos para não colocarem armas no espaço, o que incluí as cinéticas. Imagino que se não fosse por isso já teríamos algo do tipo. Seria bem útil para uma resposta quase imediata a um ataque convencional/terrorista.

    • O lançamento de um projetil cinético requer grande energia, não parece viável do espaço, quanto a aceleração da gravidade como único meio de movimentar um projetil com objetivo destrutivo não é prático: As diferenças atmosféricas não apenas freiam o projetil como o desviam do alvo.

  6. 05/12 – quarta-feira, btarde, ainda veremos muitos desta classe, claro que irão resolver os problemas da mesma maneira que estão resolvendo dos F-35, o ineditismo do projeto leva a alguns erros ( neste caso não há erro) sim uma munições muito cara, mais fácil usar um.missil. porém, podem acreditar que o problema será resolvido.

  7. Qual a vantagem de ser usar um canhão que dispara um projétil que custa o mesmo que um Tomahawk ?
    Os EUA querem um “gunship” para mandar chumbo a baixo custo ? Com 15.000 toneladas de deslocamento dá para fazer tranquilo cruzadores com canhões modernos de 8″ a 10″, talvez 12″, que possam abrir crateras.

  8. Se, no final, a missão do Zumwalt mudou para disparar contra alvos em terra, com “balas de canhão´´ do mesmo preço de um Tomahawnk, seria mais barato tirar os Couraçados Iowa da aposentadoria. haha

      • Amigo Delfim!
        Correção : 406 mm abre uma área de tamanho de campo de futebol (ou mais ate).A cratera (para projetil de 1000 quilos mais ou menos) daria em torno de 1000 metros cúbicos de terra retirada : fica uns 12-15m de diâmetro (menor que área central do campo de futebol) com 5-6 m de profundidade. Isso com TNT. Com carga de hexógeno flegmatizado daria efeito multiplicado , obviamente.Mas mesmo assim a cratera seria menor que campo de mini-futebol :).
        Um grande abraço!

          • Americanos abriam as pistas de pouso para heli’s com tiro de Mk8. Isso sim. Dava raio de 150-180 m. Mas cratera – não. Posso ate dar uma olhada nos meus cadernos e tabelas. Mas não devo ter errado por muito.
            Exemplo : 7 quilos de hexogeno levantam 25-30 metros cúbicos. Isso de espoleta com atraso de 0,1s. Com TNT seriam ate 10 metros.
            Um grande abraço!

  9. Daqui a pouco os chineses aparecem com um igual e munição a preço de banana…
    Reitero um problema sério que ninguém dá valor.
    A defesa ocidental está em risco.
    Produz pouco, não desenvolve nenhum game changer, quando o faz não faz com qualidade ou demora demais e cobra muito caro.
    Essa história de bala de canhão por 800 mil dólares e perda da discricionáriedade do navio são duas bizarrices.
    Trump precisa dar um jeito.
    Talvez russos, chineses e George soros estejam sabotando a defesa ocidental por dentro.

  10. Muito amadorismo.
    Gasta 20 bilhões para depois tirar o stealth e descobrir que as balas são caras?
    Todo projeto deve ter um estudo de viabilidade.
    Como seria essa munição inteligente?

  11. Esta porcaria não presta, tanto que pararam a produção e lógico ninguém vai dizer isto depois de todo o gasto realizado, como disse um amigo nos comentários acima imagina quantas Arleigh Burke ou Submarinos muito mais letais poderiam ser feitos .

  12. Não consigo entender….parece o caso da esferografica da Nasa de milhões Versus o Giz de Cerza na Soyuz….tudo bem, vamos desenvolver tecnologia, mas isto não pode comprometer a massa critica do plano como um todo….

    Usar as GLSDB´s não trariam alcance igual ou ate superior, com a mesma capacidade NSFS por um custo absurdamente menor?

    • Amigo carvalho2008!
      Essa historia de caneta tem nada a ver com realidade.
      Tanto os russos como americanos desde 1969 usavam a caneta de Phisher “Space pen” que custava menos de 3 Dollar. Ate então os dois lados usavam lápis : russos de cera e papel , americanos – de grafite (pagando 100 dólar por unidade).
      Um grande abraço!

    • Apenas complementando o que o camarada scudb falou, não só a caneta era mais barata (a empresa que fez assumiu os custos de desenvolvimento porque ganhou em publicidade) mas também os lápis geravam partículas que entravam nos filtros de ar das espaçonaves e causavam certa dor de cabeça, tanto para soviéticos quanto para americanos.

  13. Se é Stealth, a melhor invisibilidade seria a submarina….um submersivel….

    Se é ataque com fogo sustentado e não quer resgatar canhões num submersivel, usem as GLSDB´s pois elas tem alcance de até uns 120 km, mas são pequenas e podem ser armazenadas em grande quantidade….maior que o arsenal para canões, mas muito menor que misseis pesados…

    Um pequeno SSK de umas 1500 ton poderia carregar uns 120 destes….se for um arsenal ship submersivel, mais ainda….

    • carvalho,

      Não me ocorre que exista uma versão dessa arma lançada de submarino. E mesmo que houvesse, poderia se tornar tão cara quanto um míssil disparado de TT…

      A GLSDB poderia teoricamente ser adaptada para ser disparada de um silo de um destróier, mas isso iria justamente consumir o espaço necessário a outros mísseis.

      A LRLAP seria a única solução viável para a classe ‘Zumwalt’. Se conseguissem reduzir o custo ao do lote piloto ( cerca de US$ 476.000 ), valeria a pena…

      • Mestre RR,

        Mesmo que o “Arsenal Submarine” tenha de emergir para lançar as GLSDBs nao seria pecado algum….ainda assim seria muito mais stealth que o Zumwalt…qualquer ssk na superficie é ainda assim muito mais stealth que um navio….se tiver o minimo de concepção de design baseada neste tipo de misão, mais ainda….com 120 ou 90 km de alcance, mesmo sendo plotado, ate que um heli ou vetor se dirija a sua ultima posição conhecida, ele ja estaria longe….a distancia de lançamento é muito grande e em grande parte era isto o que o Zumwalt pretendia simular com o alcance de seus canhões….ele tem grande tratamento stealth….mas grande parte de seu sucesso era exatamente disparar de muito longe dificultando a soma destes dois fatores em sua localização….

        e ainda haveria um fator a mais em favor de um Arsenal Submarine Ship, se um missil é lançado contra si, ele pode mergulhar….se um torpedo lhe é lançado a distancia, ele tem tempo de emergir e utilizar uma velocidade alta para escapar e exaurir a autonomia do torpedo perseguidor….este era o conceito defendido para o SMX-25 da DCN.

  14. Apenas operação de desinformação para implantar dois potentes laser em cada navio e com a capacidade de se aproximar do território inimigo, carregando ainda uma boa salva de mísseis de cruzeiro com ogivas táticas nucleares, soma duas capacidades; a de atacar e ao mesmo tempo interceptar mísseis balísticos com os lasers.

    Na verdade isso aí deve ser um laser disfarçado.

    • laser não se conjuga com este tipo de projeto….

      ele foi montado com design e material stealth onde é muito dificil ser plotado a distancia…e seus canhões serviam exatamente para ele martelar sustentadamente a distancia de 90 a 150 km….

      e nesta distancia, a trajetoria da bala/projetil é parabolico….tiro reto mal a mal uns 25 km….horizonte radar é de 35 km….

      e como laser não faz curva……ele teria de atirar pertinho….ou seja….não tem sentido….

      o arsenal dele tem de ser canhão (ortodoxo ou magnetico) e misseis…ambos de longo alcance e muito….muito…muito longe ….

  15. Enquanto americanos produzem apenas 1 Zumwalt de cada vez, os chineses produzem pelo menos 10 destroyers de uma so vez. Tendo em vista q a China tem pelo menos 01 bilhao e meio de habitantes, entao, nesse caso, a quantidade vai fazer uma grande diferença em relacao a qualidade. Mesmo q os navios chineses sejam menos avançados tecnologicamente, no quantitativo eles vao ter uma grande vantagem.

    • Quando os chineses começarem a construir NAes de propulsão nuclear e catapultas eletromagnéticas e grandes navios de assalto anfíbio de convés corrido similares ao
      “América” e suas respectivas alas aéreas incluindo um similar ao F-35B, mais a manutenção para tudo isso, muito provavelmente eles terão que “desacelerar” a construção de outros navios…mesmo a China tem seus limites.

      • correto…mas no momento a China tem algo que reduz seu esforço pela metade ou menos ainda….

        Ela disputa pertinho de casa…praticamente no seu quintal….ao menos neste momento e nos proximos 10 anos….então muito da reconhecida superioridade americana em que pese ser fato, fica dificultada….a coisa realmente esta ficando dificil….a zona quente nao esta distante milhares de milhas para ambos….isto complica muito….

      • Dalton
        Duvido muito q a China tenha metas de possuir a mesma quantidade de porta-avioes e forças tarefas q os EUA.
        O que eles vao fazer é coalhar o Mar da China de destroyers e submarinos para negar aos EUA o acesso ao continente.
        No maximo eles deverao ter uns 3 porta-avioes para sua propria defesa e nao para o ataque e a razao disso sera impedir a interferencia americana na area de influencia chinesa.
        O projeto chines é de dominio a longo prazo atraves de influencia economica e atualmente tbm cultural, visto q eles estao investindo ate msmo em estudios de Hollywood.
        A nao ser q algum atrito mais grave aconteça, dificilmente os EUA terao como incitar a China a ir a guerra, e se isso acontecer a China vai instigar a Korea do Norte a tomar atitudes agressivas contra o Sul e o Japao, isso obrigaria os EUA a mudar o foco e pior, a dividir suas forças militares para atuarem em duas frentes. A Russia poderia se aproveitar disso e se mobilizar para fazer pressao militar contra a Ukranya e ae pronto… seriam 3 frentes de conflito abertas. Mesmo com a ajuda da OTAN, ate uma superpotencia militar como os EUA jamais conseguiria combater em 3 frentes. O custo militar e economico seria altissimo.

        • Os chineses tem declarado que pretendem ter 6 NAes…mas, mais importante que o número final é que os futuros NAes deverão ser mais avançados e consequentemente mais caros e haverá necessidade de múltiplas “alas aéreas” com aeronaves mais avançadas, além de aeronaves extras para treinamento, reposição…isso ainda está um pouco distante, mas, se essa é a meta certamente haverá um impacto na construção de outros tipos de navios e submarinos.
          .
          Os chineses também pretendem aumentar o número de submarinos de propulsão nuclear, que são bem mais caros que o “convencional”, principalmente os “estratégicos” e seus mísseis igualmente caros.
          .
          Não se pode prever o que irá acontecer no futuro…a Coreia do Norte,
          aparentemente está fazendo esforços para uma conciliação com a Coreia do Sul e consequentemente EUA…está menos “provocativa” até em desfiles militares…mas…o meu ponto é que a medida que navios, submarinos, aeronaves e mísseis mais sofisticados sejam adquiridos, isso terá impacto na quantidade e/ou velocidade com que novos navios podem ser produzidos…na minha opinião nem a China escapará disso.

          • Dalton
            Na sua opiniao, caso o Brasil faça um planejamento estrategico e geopolitico serio e comprometido com a defesa, nós conseguiriamos ter esses 6 NAEs msmo que fossem pequenos e so para defesa de ponto?

            Tipo NAEs com no maximo 20mil ton com alas aereas pequenas(18caças), onde 3 NAEs ficariam em patrulhamento constante na nossa ZEE, 1 seria usado para adestramento, 1 seria usado para missoes no estrangeiro e 1 ficaria na manutencao ou atualizacao.

            Em relacao aos subs, 3 nucleares e 9 convencionais seriam suficientes para proteger nossa costa?

            Na seu ponto de vista qual seria a configuracao ideal para nossa marinha? Isso claro se houvesse os recursos necessarios.

          • Desculpe pela demora MGNVS… veja que a marinha brasileira não quer NAes tão pequenos como os da classe “Invincible”, mas,
            supondo que a marinha brasileira tenha de abrir mão do chamado NAe “CATOBAR”, o menor navio considerado capaz de operar com o
            F-35B parece ser o “Juan Carlos I” da Espanha, seja como for, ele não teria condições de operar com 18 F-35Bs além dos 2 helicópteros “obrigatórios” para busca e salvamento.
            .
            Ter 6 NAes “pequenos” exigiria a mesma quantidade de navios de escolta que 6 NAes maiores ou o triplo de escoltas para apenas 2 NAes maiores e escoltas são caros e também mais navios de reabastecimento a não ser que o “grupo” ficasse entrando e saindo de portos ao longo da costa todo o tempo.
            .
            Ter 3 dos 6 NAes “sempre” em patrulha seria impossível…ainda mais presumindo que um seria enviado ao “exterior”…seria necessário um número maior para se ter um rodízio sustentável e
            seria na minha opinião um modo caro e pouco eficiente de se patrulhar a “ZEE”.
            .
            Quanto a submarinos…sempre haverá uma boa parcela em manutenção, seja de rotina, seja mais prolongada, então a marinha depois de estudos, acredita que o ideal seria 6 “nucleares” e 15 ” convencionais” e quanto a “proteger nossa costa”, depende das prováveis ameaças futuras.
            .
            Quanto à configuração da marinha na minha opinião…gostaria de algo similar em tamanho e formato à marinha francesa, sem obviamente os caríssimos submarinos estratégicos e seus mísseis igualmente caros…os franceses operam 6 submarinos de propulsão nuclear táticos e 4 grandes estratégicos…ao invés dos 4 estratégicos + mísseis, daria para pagar pelos 15 convencionais e ainda sobraria dinheiro para 2 NAes seja com catapultas ou “rampa”, mas, de tamanho “médio” e não de 20.000 toneladas.
            .
            Acho que, resumindo bastante, é mais ou menos isso…na minha opinião e para quando outras mazelas que castigam a nação forem
            amenizadas…a menos que surja uma real ameaça e que obrigue
            um rearmamento acentuado e acelerado.
            .
            abraços

          • Dalton
            Saudacoes

            Excelente sua analise!
            Sua argumentacao foi extremamente assertiva e esclarecedora!
            Obrigado por compartilhar seus conhecimentos conosco!
            Abraços

  16. Tão escondendo o ouro, militares americanos sempre querem mais grana, ainda mais agora com a China ascendendo. Pra mim esse navio esconde tecnologias que ou não conhecemos, ou se conhecemos não vimos usar numa plataforma marítima. E na matéria mesmo da uma dica, geração grande de energia, lasers, armas eletromagnéticas. Só dá pra ver encima dele, quem sabe o que ele trás embaixo? Pode ser um sistema avançado de motor que usa da água do mar etc.. Militares americanos podem ser amadores, mas os cientistas deles não.

    • Amigo, os “cientistas” das empresas grandes e privadas inventam isso e aquilo pra arrancar dinheiro das forças armadas e do governo americano, eles criam tecnologias “nunca antes vistas” e cobram o preço que eles quiserem por ela, milhões, bilhões, não importa, oq importa é o lobby dar certo pros manés comprarem e pagarem por essa “tecnologia”

  17. É sério, muitos podem pensar que é brincadeira. Mas os EUA tem muita coisa em absoluto segredo. Quem não acredita, cito dois exemplos recentes o F 117 e o B 2 que ninguém viu uma foto antes de serem divulgados. O alto custo destes produtos podem certamente esconder custos de desenvolvimento de outros sistemas atualmente secretos.
    E este navio não é um destróier é na verdade um cruzador. Este costume de cada marinha dar aos seus navios a sua classificação gera paradoxos absurdos que confundem a cabeça de quem não conhece nada de navios militares, tendo em vista por exemplo os EUA ter um destróier de 15.000 toneladas e o Irã ter um de 1500 toneladas.

    • O “Zumwalt” é chamado de “destroyer” porque não executa/executará a principal função de um cruzador para a US Navy, que é coordenar a defesa de um Grupo de ataque baseado em Navio Aeródromo.
      .
      Não apenas “americanos” não conseguem fazer nada “barato”, mas, no caso específico da munição, era previsto inicialmente que até 32 navios fossem adquiridos…um total de 64 canhões…é a chamada economia de escala e até pensou-se em cancelar o terceiro navio, mas, depois das multas impostas, pouco se economizaria.
      .
      Não adianta chorar pelo leite derramado…o negócio agora é encontrar uma função para os 3 navios e tentar aproveitar o máximo do que se aprendeu em uma nova classe de navios, provavelmente para substituir os cruzadores, barateando o projeto.
      .
      Para os 40 anos ou 45 que se espera de vida dos 3 navios, ao menos se economizará com gastos com a tripulação que é bem menor que a de um “Arleigh Burke”.

    • Em 2012 a US Navy recebeu o que poderia ter sido o último “Arleigh Burke”, o USS Michael Murphy DDG 112…mas…com o cancelamento da classe “Zumwalt” , nenhum outro projeto de grande combatente e necessitando manter os 2 estaleiros que constroem “DDGs” em funcionamento, ainda antes de 2012 já se havia tomado a decisão de voltar a construir “Arleigh Burkes F IIA”, os que possuem hangares para helicópteros.
      .
      Entre 2015 e hoje, 4 novos já foram incorporados e muitos mais estão em construção ou encomendados e todos com o indefectível canhão de 127 mm.

    • O complexo de hj amanhã torna o simples e eficaz. O simples de hj já foi complicado e se alguém nao desse o passo pioneiro de novas tecnologias não teríamos o que nos orgulhar e consequentemente evolução tecnológica, social, militar. Inovação nos move.

    • Navios de propulsão nuclear são caros de adquirir, manter, exigem alguns tripulantes
      especializados que são caros e é caro até para inativar o navio, ainda mais com o óleo relativamente barato, então, aparentemente a US Navy não tem a menor vontade de voltar a construir combatentes de propulsão nuclear…os últimos foram retirados de serviço no fim da década de 1990, alguns ainda com menos de 20 anos de serviço, mas, não se quis pagar pelo reabastecimento dos reatores.

        • Sim Franz…já tivemos essa “conversa” o “América” ficará no lugar dele em Sasebo e o “Tripoli” ficará no lugar do “América” em San Diego…não fazia sentido manter dois no Japão…e 4 são necessários na Frota do Atlântico, daí o retorno do “Wasp”.
          .
          Para 2019 ao menos considerando o ano fiscal…dá para ter quase certeza que a US Navy cumprirá o que foi anunciado … serão retirados de serviço o USS Pittsburgh e o USNS Lawrence Gianella.
          .
          abraços

          • O SSN 723 também estava programado de dar baixa em 2019…não sei se mudaram os planos…
            Por outro lado, contrato assinado para a construção do E-TPF 13 e do T-EPF 14.

  18. Quando vejo um Zumwalt e um F-35 não penso nas críticas – algumas batidíssimas – que sempee aparecem. Penso é no quanto os EUA acumularam de conhecimento e aprendizado em dois projetos tão complexos e ambiciosos. E não duvido que os problemas serão sanados, ou seja, é como falaram acima: estamos vendo o futuro.

  19. Delfim 5 de dezembro de 2018 at 22:19
    Isso é uma solução para um problema que não existe.

    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

    existe sim Mestre Delfin,

    Como os combates WWII e pos guerra eram proximos…os navios eram repletos de artilharia pesada de tubo…..

    Com o advento dos misseis guiados, percebeu-se um ou poucos misseis seriam sufientes para dar cabo ao inimigo…e assim, a artilharia de tubo no combate naval perdeu muita importancia….principalmente porque na sequencia os misseis passaram a ser cirurgicos contra alvos terrestres tambem….

    Mas o problema da operação NSFS se agravou….sairam os tubos de canhoes que tinham pouco alcance , mas tinham capacidade de centenas ou milhares de disparos…os missies, ocupam muito volume, carissimos e são muito limitados em quantidade….

    A tentativa destes canões do Zumwalt era solucionar isto….mas o projetil acabou ficando tão complexo e ate mais que um missil…e seu preço igual….ai quebra as pernas pois o conceito era o de justamente atirar…atirar..martelar….pulverizar….martelar e atirar de novo…

    A grana ficou curta…..

    canhões de 127 mm nao tem o alcance desejado para casar com o conceito stealth ( distancia e discrição) do Zumwalt….

    para dar porrada a vontade e forte…tem de ser 155 mm para cima…

  20. O problema é o seguinte esse navio foi projetado para usar canhões eletromagnéticos (railgun), mas esses canhões ainda não existem, estam em estudos, já realizaram tiros com grande poder de fogo e destruição, mas cadencia de tiro, materiais mais resistentes ao atrito e calor, e capacidade de carregar os capacitores rapidamente para disparo rápido ainda são entraves para o projeto! Esperem uns 10-15 anos esses navios estaram dominado os mares!

  21. Enquanto aqui no Brasil temos a nossa Marinha do Brasil com problemas orçamentários, a Marinha do EUA faz uma lambança dessas. Vai ser muito triste ver um navio desses ser subutilizado por falta de planejamento adequado. Espero do fundo do meu coração que os EUA encontrem o caminho apropriado e digno para esse grande vaso de guerra do século XXI.

    • É uma pena mesmo…os 2 primeiros foram até retirados da lista da chamada “Força de Batalha” ,mas, eventualmente serão reintegrados e mesmo não dispondo dos seus canhões…que poderão no futuro ser substituídos por alguma outra arma,a capacidade para gerar energia extra existe, ainda contam com 80 silos verticais de mísseis.
      .
      Os 80 silos poderão ser preenchidos principalmente pelo “Tomahawk”, talvez como uma certa compensação para quando daqui 7 anos os 4 grandes “SSGNs” forem retirados de serviço…algo como 64 “Tomahawks” ainda deixa espaço para 8 silos contendo “ASRoc” e 8 silos contendo 32 ESSMs, 4 por silo.
      .
      Também mísseis anti navios poderão ser adicionados…ainda não se sabe se haverá uma versão do chamado “LRASM” para silos verticais…mas…outros poderão ser adicionados
      talvez até mesmo o SM-6 e não se deve desprezar a capacidade de embarcar 2 helicópteros tripulados ou uma combinação de 1 tripulado e 2 não tripulados e um convés de voo de grandes proporções para operações de aeronaves maiores e com mais segurança.
      .
      Há também um pequeno “bônus” diante do que foi investido, que é a tripulação relativamente pequena…menos da metade de um “Ticonderoga” e isso é importante para marinhas que lutam diariamente para atrair e reter homens e mulheres na força…a US Navy também tem problemas para alcançar números necessários e que sejam aptos e tripulações reduzidas e ao longo dos 45 anos que se espera do serviço de um “Zumwalt” muita economia poderá ser feita com soldos, benefícios, provisões, etc.

  22. Sinceramente,

    Acho que esse ‘ERRO” algo muito difícil de aceitar como sendo verdade …

    Um projeto como esse passa por milhares de mãos, milhares horas de planejamentos, cálculos, projetos, orçamentos, revisões e ninguém fez um calculo sobre valor final das munições.

    Acho que os EUA estão escondendo algo … sao apenas 3 uo 6 AGS que seriam ativos num orçamento de trilhões de dólares acho tudo isso muito suspeito

  23. Paulo…
    .
    a ideia original era ter 32 navios e 64 canhões…mesmo quando se pensou em reduzir para 24
    navios e 48 canhões ainda haveria uma certa economia de escala…mas…com apenas 3 navios
    é natural que a munição viesse a custar mais caro e por mais planejamentos que se faça, sempre haverá a probabilidade de se chegar a um valor maior ainda…um exemplo que me vem fácil à mente é o mais novo NAe, o USS Gerald Ford.
    .
    Não apenas a munição tornou-se cara demais como também o alcance ficou abaixo do que
    se desejava e finalmente chegou-se à conclusão que tais armas não eram assim tão necessárias ainda mais instaladas em apenas 3 navios o que significará que quando muito um estará em missão, um treinando/certificando-se para missão e um em manutenção e a medida que a classe “envelhecer” aumentará a indisponibilidade com manutenções mais demoradas.
    .
    E embora entenda que você tenha exagerado propositalmente quando escreveu “orçamento de trilhões de dólares” lembro que o orçamento total para as forças armadas nem mesmo chega a um trilhão e precisa ser dividido entre todas as forças e à US Navy embora esteja anos luz na frente de outras marinhas, tem mais atribuições do que navios e quase que diariamente se lê sobre falta de verbas para manutenções e compras de sistemas e armas.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here