Home Indústria de Defesa Submarino Riachuelo pronto para o lançamento

Submarino Riachuelo pronto para o lançamento

32302
118

No dia 5 de dezembro, no Complexo Naval de Itaguaí-RJ, o Submarino “Riachuelo” foi movimentado do Estaleiro de Construção para o shiplift, elevador de navios que será responsável pelo lançamento da embarcação ao mar, no dia 14 deste mês.

O evento será um marco do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) que, além de quatro submarinos convencionais, tem como objetivo final a construção do primeiro submarino com propulsão nuclear brasileiro.

O Submarino Riachuelo (S-BR) é baseado na classe Scorpène, com 71,62 metros de comprimento e deslocamento de 2.200 toneladas em imersão.

Será armado com seis tubos lança-torpedos de 21 polegadas para até 18 torpedos F21 e/ou mísseis SM-39 Sub Exocet e minas submarinas. Também será equipado com dois periscópios, um deles tradicional e outro do tipo optrônico, capaz de enviar imagens diretamente para os consoles dos operadores.

O Riachuelo (S40) será o primeiro submarino da nova classe, e será seguido pelos submarinos Humaitá (S41), Tonelero (S42) e Angostura (S43).

Os demais submarinos convencionais têm previsão de serem entregues em 2020 (S-BR2), 2021 (S-BR3) e 2022 (S-BR4).

S-BR e SN-BR
S-BR e SN-BR

118 COMMENTS

  1. Alguém sabe quantos submarinos podem ser construídos por vez no complexo de Itaguaí ? Se tivéssemos dinheiro, poderia ser construído mais de um submarino por vez ?

      • Mas…não estão todos no mesmo nível de construção, tanto que serão lançados em
        anos diferentes, então não é a mesma coisa que construir 2 “ao mesmo tempo”, quando são lançados e incorporados em um mesmo ano, com semanas ou poucos meses de diferença apenas entre um e outro.

  2. Ótima notícia, penso que a MB poderia finalizar os S 40 e S 41 e focar a conclusão do Nuclear, terminou o nuclear parte para finalizar os S 42 e S 43…..

  3. 06/12 – quinta-feira, btarde, nestes momentos da para sentir orgulho da nossa Marinha, com uma grande carência de meios, um esforço muito grande, vemos coisas acontecendo, ainda espero que este dezembro nos traga mais surpresas para coroar a gestão do Almte. Leal. A primeira foi a informação do navio patrulha com chegada prevista 2019.

  4. E como eu gosto de ficar criticando Vou reclamar que em 2019 Não teremos nenhum lançamento desses Submarinos … que absurdo esperar tanto tempo ate 2020 pelo 2º submarino assim nao da.

    Mas falando serio que ótima noticia da Marinha do Brasil

  5. Como é feito o lançamento do míssil, ele tem que estar na superfície ou pode ser submerso, alguém poderia dar uma breve explicação, por gentileza? Obrigado 😊

  6. Parabéns MB/MD!
    Agora que venham mais pedidos de novas unidades adicionais e a versão SM-Marlin (Mansup-submarino), MT-300 naval (Moreia ou Martim pescador).
    Além das novas minas nacionais de influência magnética , e quem sabe, muito em breve o TPNE (torpedo pesado nacional).
    Se continuar nesse passo, o Brasil retomará sua posição de potência regional (AL até AC), com uma certa capacidade de projeção de força extra regional.

    • Espero que antes de mais nada o futuro MD se paute por expor a BID a concorrência internacional.
      Chega de proteger e/ou “levar pela mãozinha”, certas empresas, somente por que dizem que fabricam material bélico.
      antes de mais nada, material bélico é comprado para atender alguma necessidade percebida, pelos militares.
      E não por que é fabricado por empresas do país.

    • E assim em qualquer marinha com qualquer navio … ou voce acha que ja sai do estaleiro num dia e começa a patrulha um dia depois …. e nao tem nada haver com politica

      • Pior que nesse caso tem sim.
        Foi postado um tempo atrás aqui no site, que o Riachuelo iria ser lançado ao mar agora em dezembro, somente pra homenagear o fim do mandato do atual almirante, se não me engano, e depois disso, imediatamente será içado de volta pra base pra ser concluído… Parece que é só pra cumprir agenda política mesmo… um gasto desnecessário, infelizmente…

        • Se o submarino será lançado ao mar significa que o casco de pressão está unido e integro, permitindo que o restante da fase de construção possa ser feita com o submarino atracado a um pier… nenhuma necessidade do submarino retornar ao “hangar”.

          • Só noticiando algo que li aqui no site meses atrás, não escondo que sou bem leigo no assunto. O termo “base” como abreviatura pra base naval está incorreto? Perdão se ofendi

          • Não ofendeu…desculpe-me se pareceu que eu o ofendi…só expliquei como funciona o “lançamento ao mar” de um submarinos e “leigos” são muito bem vindos aqui…não que eu me ache muito mais do que um “leigo” também.
            .
            Mas…não lembro de ter lido algo semelhante ao que você leu…talvez uma “especulação”, mas, com certeza nada oficial…o que lembro é que essa “especulação” foi rebatida aqui até por gente da própria marinha que aqui comenta.

  7. Sei que ele ainda tem um período de testes no mar, antes de ser considerado operacional. Mas mesmo sem esses testes, o sub porde ser considerado “100% concluído´´, ou ainda tem alguma obra que aidna seria necessário ser feita? Tipo, algum equipamento que ainda não foi instalado?

      • Não é boato .Em uma reportasgem recente da TV record ,deu pra ver se falta muuuuuita coisa para terminal dentro do sub.Quem sabe no segundo semestre de 2019 ele esteja 100 por cento

        • Um aviso sobre as matérias de TV

          Eu já trabalhei em um jornal aqui da minha cidade (motorista e auxiliar de operador de câmera)

          40% das matérias gravadas ficavam em stand by por 1 ou 2 meses até serem exibidas.

  8. Boa tarde,não importa se estarão construindo um ou dois por vez, o que realmente importa nisto tudo e o legado ,este sim e o que norteará as próximas construções e aquisições com uma tecnologia nossa com erros e acertos,mas feitos por BRASILEIROS.

  9. Olha,

    A notícia é muito boa. Dá dimensão prática às matérias sobre o PROSUB que os blogs de defesa tem publicado especialmente o Poder Naval.

    Especialmente porque estamos sendo criticados em todo o mundo por cassar uma ex presidente, prender outro e eleger um sem tradição. Somos criticados por não saber manufaturar, por pouco produzir, por muito matar e por não trabalhar. Tudo isso, claro, comparado a países com civilização e civilidade embora alguns ainda nos comparem a mamelucos.

    Um esforço dessa magnitude precisa ser anunciado e imitado. Aqui mesmo. Pela Base Industrial de Defesa que, segundo os blogs, desdenha da nossa competência. Embora bebam dela. Dizem que foi desperdício. E não estou colando palavras. Nem colocando na boca de outros.

    Deveria ser imitado pela indústria automotiva que começa a substituir a produção local ainda que alienígena por produtos chineses. Poderia ser imitado pela atividade econômica nacional que permite a europeia instalada aqui, sufocar nosso esforço.

    Parte francesa, parte nacional. O que não sabemos, aprendemos. Do que ainda não somos capazes, pagamos. Esta custando caro. Como custa caro estudar, reproduzir, aprender, fazer, copiar e entregar. Custa 1 milhão de reais formar 1 filho.

    Com deus ToT ou sem ele, o submarino saiu de uma base nacional montado por trabalhadores brasileiros. Representa. Mais serão feitos.

    Perguntei aqui, claro que não é o lugar para se perguntar essas coisas, porque o executivo nacional paga despesa de certas leis e não paga de outras. Por que o executivo paga despesa de royalties e contingencia as LOs? Por que há leis que pegam e outras não apesar de serem feitas na mesma casa?

    Sem contigenciamentos e engavetamentos o PROSUB estaria mais avançado e custando menos. Estávamos com a visão turva quando nos permitimos deixar o programa de lado. Turva e curta. Sem periscópio. Um olhar mais sereno e radiante confirmaria que soberania nacional e defesa da pátria não estão sujeitos a interpretação pontual. Se nos anos 1990 e 2000 nos enganamos (e como estávamos errados) pensando que conflitos, poder, geopolítica e empowerment seriam substituídos por empréstimos do BNDES…olha aí o mundo dando um sacode geral. E usando a indústria naval como exposição, negócios, projeção e dindin.

    Apresentar a Amazônia Azul ao mundo é um ato de coragem. Precisa de alicerces, aparas, SR, senioridade e números. Sem intimidar, não sentirão sequer cócegas. Precisam saber que estamos dispostos a defender nossas atividades. Apesar da nossa doçura. Devem recuar todas as vezes que imaginarem ser possivel nos irritar. Apesar de sermos lentos.

    Parabéns a todos vocês do mar. O finado Tancredo dizia que o homem público só tem uma missão: dar exemplo. A MB está fazendo isso.

  10. Se em vez de o BNDS tivesse financiando Cuba, Venezuela e outro é financiado a indústria naval geraria muitos empregos e a MB não estaria como está. Nos últimos 30 anos desmanchamos nossa indústria bélica, ontem eu assistia um documentário sobre o AMX italiano, estávamos bem na aquisição e construção, porém na modernização ficamos muito para trás. Uma pena, capacidade temos, falta política e boa vontade. Lembro-me na infância passando na frente do estaleiro Verolme, que saudade.

    • Caro Colega. O exemplo da Embraer(a) mostra que seu raciocínio está equivocado. Ela era uma empresa estatal, ligada a aeronáutica, que foi privatizada na década de 90, se tornou uma das maiores exportadoras brasileiras, teve todo o apoio do BNDES para financiar suas vendas, criou um setor de alta tecnologia ao seu entorno, tinha uma relação privilegiada com a FAB, tinha o suporte academico do ITA e era uma grande empregadora e geradora de impostos. Talvez agora o BNDES possa financiar a Boeing. Que luxo, hein? America First.

      • Perfeito, Camargoer.
        Anseio pelo dia em que os interesses do país estejam acima do reducionismo rasteiro.
        Aproveitando, parabéns ao ALMIRANTE OTHON, à Marinha e aos idealizadores do PROSUB.

        • O Almte. Othon, ainda que tenha seus méritos pelo que fez pelo projeto nuclear brasileiro, é, na minha opinião, indigno de receber uma saudação, pois traiu os colegas, a MB e, principalmente, o país, ao se corromper. De fato, não apenas ele, mas todo e qualquer militar corrupto (uma categoria que felizmente é minoria nas três forças) deve ser tratado como um traidor da pátria.

      • Você ofende a inteligência alheia dessa forma. Se deseja tanto justificar a improbidade e a desonestidade dos políticos de seu afeto, ao menos use situações semelhantes em suas analogias. Caso contrário teremos apenas um ‘Partido first’. O que talvez seja seu desejo…

        • Caro Rafael. São apenas duas possibilidades, ou uma afirmação é verdadeira ou é falsa. Então, ou o BNDES financiou corretamente as vendas de Embraer(a), gerando empregos e consolidando o setor aeronáutico no Brasil, ou a Embraer(a) é uma empresa corrupta e fracassada. Portanto ou o BNDES foi impedido de financiar um setor no Brasil porque financiou Cuba e Venezuela, ou ele foi capaz de financiar um setor de alta tecnologia e competitividade independente de Cuba ou Venezuela. Discordo que a Lógica de Aristóteles ofenda a inteligência, acho que é o contrário.

  11. O UBER lançou o serviço de ônibus. Pelo aplicativo o cliente sabe a rota, o ponto, o tempo. Lugares marcados. Ninguém em pé. Tempo de espera 5 minutos. Preço abaixo da tarifa urbana. A cidade escolhida como piloto é Cairo, Egito. Produto capitalista em terras islâmicas. Há centenas de cidades na fila esperando receber o serviço.

    Oportunidade há. Da mesma base podem sair subs menores, maiores, AIP, nucleares e outras coisas. Tá ociosa? Terceiriza, aluga, empresta. Os seriados na TV mostram polícias e investigações terceirizadas, contratadas. Pra resolver as pendências.

    Já tem UBER eats, van, carro, voador, autônomo, patinetes, bikes, motos, helis…logo chegarão no mar.

    Em 2035…submarinos voadores? O Seaview tinha.

  12. Lembro de ter visto algo que a meta é ter 16 subs como este e 4 subnuc…será que chegamos a isso?
    Alguém confirma?
    O que sugere termos sempre 4 +1 nuc em patrulha sempre.

    • A meta da MB são 15 SBR + 6 SNBR , totalizando 21 unidades até 2045, a MB escolheu a arma submarina em detrimento de outras armas como fragatas, corvetas e NAE, os submarinos serão a espinha dorsal da MB para os proximos 50 anos, basta ver a imensidão do complexo de Itaguai, o próprio PROSUB é o investimento colossal, nunca nenhum país do hemisfério sul investiu tanto quanto a gente, são 31 bilhões de Reais até 2030, obviamente que nos convertemos em um fabricante de submarinos completos, teremos desde os nucleares até aos convencionais, seremos por direito próprio donos do nosso destino.

        • Paulo , pelo projecto do PROSUB, eu acho que não têm volta, o Brasil têm mesmo que fabricar mais barcos mesmos, não têm volta, basta ver o complexo naval de Itaguai para termos a noção da grandiosidade do PRosub, 4 SBR + 1 SNBR é apenas o principio, a crise economica vai ser ultrapassada, e inevitavelmente teremos 21 ou mais unidades nem que seja em 2060, ou 2070, ou 2100, querendo ou não, é muito dinheiro jogado no lixo para ter apenas 4 SBR e 1 SNBR…

  13. Uma questão que eu acho interessante: em termos de longo prazo a marinha tem interesse em formar uma frota de submarinos apenas nuclear, depois de totalmente implementar a doutrina desses meios, ou pretende manter um força mista com investimentos nos dois modelos?
    Levanto essa dúvida pq é sabido que submarinos nucleares tem um custo elevado, mas entregam muitas vantagens tb, o que acaba por tornar o número de submarinos baixo em marinhas que tem no orçamento seu maior limitante.
    Nota aos adm: mudei o nick pq o antigo Pedro já estava em uso por um usuário mais antigo, desculpe o transtorno.

  14. Parabéns a MB não pelo sub e si mas pela capacidade de lançamento dos misseis com o sub estando submerso, acho que estamos dando um salto gigantesca na nossa defesa marítima , imagina a Argentina com essa capacidade?! durante a guerra das Malvinas ou Falkland Islands.

  15. Um dos motivos do Mansup ter sido feito o mais semelhante possível ao Exocet não seria a possibilidade de usá-los de forma intercambiável nos nossos Escorpenes? Digo isso por que não concordo com as críticas dos que queriam um míssil totalmente diferente, com motor turbojato. Não que não seja um desenvolvimento interessante a médio prazo, mas no momento me parece muito mais importante garantir que ele possa ser operado a partir dos vetores existentes

  16. Parabéns a MB/MD ótima noticia …

    Eu acredito que em 10 ou 15 anos no máximo vamos conseguir chegar ao numero magico de 10 a 12 SBR e 02 SNBR ativos, o que sera um enorme avanço levando em conta as restrição orçamentarias que impede ter muitos navios em operação

  17. Não acho que o lançamento do Riachuelo agora no dia 14 e a sua volta depois para o estaleiro tem a ver com politica, acho que é necessário para testes antes de finaliza-lo, não sou especialista em submarinos apesar de ter um interesse muito grande nesse tipo de embarcação ,mas eu acredito que esse lançamento é puramente técnico, para saber se todos os compartimentos estão realmente selados ? imagina você termina toda a parte interior do submarino e descobre que houve algum erro de projeto ou algum vazamento somente no final !
    Acho que deve ser isso ! nossos amigos do site entendem muito mais do que eu!

    • Vão somente desce-lo na agua e depois retornar ao estaleiro! Na verdade é apenas uma inauguração política!! Acredite, ainda falta bastante a ser feito!

  18. Poderia sugerir uma materia sobre as características e escificacoes do nosso Scorpene comparando com outros scorpene e outras classes.. No estilo super trunfo mesmo. obrigado

  19. Muito bom!

    Pergunta de quem não teve coragem de analisar o projeto do Sub.: Na vela do Sub parecem que temos algumas “janelinhas”. Aquilo são janelas de verdade (imagino que poderiam ser utilizadas em “mar grosso”) ou são placas de sensores do Sub?

    • São “janelinhas” mesmo…mas…apenas para uso quando o submarino está na superfície, oferecendo alguma comodidade aos tripulantes diante de mau tempo…quando submerso o submarino, aquela área é invadida pela água.
      .
      Os submarinos da US Navy abdicaram dessa prática…tudo o que eles tem é um”quebra vento” transparente, uma espécie de para-brisas removível que é colocado se necessário e retirado quando o submarino submerge.

  20. Depois falam que o brasileiro ñ se importa com a defesa do país, olha o tanto de galera animada nesse site pelo o submarino.Muito bom ver isso, mas ainda falta muito pra mudar.

      • Nao é somente a gente, nao sei se o senhor percebeu, mas eu prercebi de forma muito clara, especialmente entre a galera majs jovem, uma difusao bem ampla de materia de defesa, canais que abordam esses topicos no youtube possuem um numero inacreditavel de inscritos, e se tomar seu tempo para analisar, verá que sim o povo em geral esta bem mais interessado nesse assunto e mais bem instruido.

  21. Gostaria que alguém comentasse sobre uma possível futura aplicação da bateria de grafemo em submarinos. Já que está mostra-se superior em 2 X a sua autonomia frente a de lítio e com velocidade de recarga cerca de 10 X menor, além de seu peso ser menor ainda.
    Isso traria um ganho na autonomia e redução de consumo de diesel, além da menor exposição do sub por este não ter que ficar tanto tempo com o snorque acionado para funcionamento do motor a diesel?

    • Leonardo, pesquisas com baterias de grafeno (o material do futuro) e íons-lítio estão evoluindo rapidamente, eu creio que em menos de dez anos teremos baterias tão eficientes que permitirão aos submarinos diesel-elétricos uma velocidade e tempo de imersão tal que os submarinos nucleares serão colocados em xeque pelo seu custo de construção, operação e riscos inerentes. Na minha opinião o SN-BR, que de acordo com os cronogramas ficará pronto nesse intervalo de tempo deveria ser adiado, aguardando essas novas tecnologias. Enquanto isso o programa do Reator Multipropósito Brasileiro continuaria e, após a conclusão dos quatro classe Scòrpene programados, construir mais quatro desses para substituir a classe Tamoio.

      • “….. eu creio que em menos de dez anos teremos baterias tão eficientes que permitirão aos submarinos diesel-elétricos uma velocidade e tempo de imersão tal que os submarinos nucleares serão colocados em xeque pelo seu custo de construção, operação e riscos inerentes.”

        Acho que você se empolgou muito com a tecnologia do grafeno. Não creio que seja assim.

        Os EUA, líderes mundiais em tecnologia, continuam investindo forte em submarinos nucleares. Pode tomar como exemplo o planejamento da nova classe de subs portadores de mísseis balísticos que estão desenvolvendo.

        As futuras baterias de grafeno e as de lítio poderão proporcionar um ganho de performance para os subs diesel-elétricos atuais, mas não chegariam nem de perto se comparadas a performance de um sub movido a energia nuclear.

        • Luiz Galvão, os EUA continuarão investindo em subnucs porque têm uma indústria consolidada e capacidade de investimento contínuo nesses meios, que garantem a possibilidade de lançar seus ICBM ou outros de qualquer lugar do planeta. É a estratégia global deles desde a guerra fria e assim continuará por muito tempo, ou até que novas fontes de energia garantam igual capacidade.

          • Amigo, preste atenção: QUALQUER sistema a bateria tem um vida finita e, portanto, tem restrição quanto à potência que pode ser utilizada. Num determinado momento a carga da bateria acaba e deve-se recarregá-la. Isso não ocorre com um reator nuclear. Você tem potência máxima por tempo ilimitado (muitos anos). Então são dois conceitos completamente diferentes. Não há aperfeiçoamento possível que torne um submarino movido a bateria equivalente a um subnuc.
            Isso é muito óbvio, mas parece que não entra na cabeça das pessoas. Esse assunto já me cansou, não vou explicar mais, quem tiver paciência que desenhe.

          • Caro JT&D. Seu raciocínio sobre a limitação de uma bateria está mais ou menos correto, mas está errado sobre o reator nuclear. A primeira lei da termodinâmica nos diz que a energia é conservada. Portanto, um sistema finito, como um reator ou uma bateria, terá uma quantidade finita de energia. A segunda lei diz que a entropia do universo aumenta enquanto um evento está ocorrendo, o que coloca um limita para a quantidade de energia liberada pelo sistema que pode ser aproveitada, o que é chamada de energia livre. Um reator pode operar por muitos anos sem precisar ser recarregado, mas continua com uma quantidade de energia limitada. Em algum momento ele terá que ser recarregado. Espero ter ajudado.

        • Permita corrigir, os líderes mundiais nesse tema são os russos, cuja a estratégia sempre se deu em favorecer a construção de uma frota de submarinos nucleares para lançamento de ICBM’s, enquanto que os eua priorizaram a construção e operação de navios aeródromos. São estratégias diferentes utilizadas durante a guerra fria e que prevalecem até os dias atuais

          • Permita-me discordar… os EUA foram os precursores quando comissionaram o USS George Washington de propulsão nuclear
            com 16 (SLBMs), mísseis “Polaris” a bordo…os russos, comissionaram alguns anos mais tarde a classe 667, chamada “Yankee” pelos EUA.
            .
            O que ocorreu é que os soviéticos acabaram construindo um número maior de submarinos…no início até por conta da “inferioridade” técnica tanto de submarinos como mísseis…mas…os
            EUA nunca negligenciaram sua força de SSBNs e foram eles que
            comissionaram o que é considerado o mais efetivo SSBN até hoje,
            a classe “Ohio”.

          • Sinto muito em lhe informar que você está errado no seu comentário. O líder mundial na tecnologia de reatores nucleares embarcados, e em outras várias tecnologias foram, são e serão , ao menos nas projeções atuais, os EUA. O comentarista Dalton bem exemplificou logo abaixo e ao mesmo tempo provou que sua “correção” não passa de mais um comentarista que , baseado simplesmente no achismo, vem aqui no blog posar de entendido o assunto. Me poupe. Sei muito bem do que estou falando quando escrevi meu post. Não fique chateado. Arrogante e desprovido de embasamento nos comentários como você existem vários aqui no blog.

            Um abraço.

  22. Todo equipamento de grande porte ( e não só estes, claro) são extensivamente testados antes de serem liberados para operação normal. Durante o processo de fabricação e de testes, há várias etapas que antecedem o estagio em que o equipamento esteja ja completo. Por exemplo, um hidrogerador de grande porte é testado mecânicamente (sem estar excitado com energia elétrica) antes de ser energizado. Não raro são divulgadas fotos de aviões com superfícies não pintadas em suas cores alaranjadas, esverdeadas e por ai a fora, porque são fabricadas em materiais compósitos, que não tem aparência metálica; tais superfícies devem ser meticulosamente inspecionados a fim de verificar se, após os voos iniciais, os protótipos não sofreram sobrecargas indesejadas, etc. e essa é a razão de não serem pintados.
    Os submarinos não são exceção à regra. O lançamento ao mar antes de terminar várias montagens internas é uma das etapas mais importantes no âmbito dos ciclos de fabricação , principalmente em se tratando de um PRIMEIRO PROTÓTIPO produzido em uma fábrica NOVA, a partir de um projeto praticamente NOVO (vejam as diferenças do S-BR em relação aos demais Scorpénes); parece incrível, mas tem que se verificar se o casco não apresenta nenhum vazamento, se as torções que apresenta não resultarão em trincas nas soldas, se há deformações permanentes e assim vai. É necessário, por exemplo, fixar uma porrada de sensores especiais para medição de tensões mecânicas (strain gages – ou extensômetros- piezômetros, acelerômetros e até lâminas de vidro coladas em junções (tá bom isso em barcos mais velinhos…) para analisar como se comporta o conjunto. Isto não seria possível em certos pontos porque, por exemplo, a estrutura fica atrás de um painel elétrico. Assim o nosso glorioso Riachuelo terá a honra de ser lançado ao mar pela primeira vez não como uma embarcação apta a extirpar de imediato os inimigos da pátria, que ousem singrar flibusterianamente pelas nossas queridas águas territoriais. Não, este primeiro contato com água do mar é uma das etapas de fabricação e comissionamento da embarcação.
    Se foi ligeiramente antecipado o lançamento ao mar, para permitir a homenagem ao almirante que conseguiu manter vivos os esforços de toda uma equipe envolvida nesta missão, acho justo sim. Parabéns a ele que contribui de forma muito importante para que nós possamos dizer: MARAVILHOSA BELONAVE!!!!!!! Seja benvinda . Parabéns a toda equipe que permitiu atingir este estágio, em particular a todos PROJETISTAS e FABRICANTES SUBMARINISTAS do BRASIL.

  23. Até que foi rápido… Digo, a partir do momento em que a coisa comessou a andar de facto, até foi bastante rápido, esperemos agora que ninguem tenha feito asneira numa qualquer chapa, componente ou sistema do sub ^^. Lindo também, esperemos que seja tão eficiente como parece. A cooperação que se fez com os franceses permite a venda de submarinos feitos no brasil para o exterior?

  24. O estaleiro de Itaguaí deve ser programado para uma produção a médio prazo de submarinos com conteúdo, progressivamente, mais nacional. Não podemos falar em submarino “brasileiro”, se tudo vem do exterior, a começar do projeto. Ficamos com um “joguinho de armar”. Temos que nacionalizar itens de grande importância: motores elétricoe e Diesel; chapas especiais; baterias; instrumentação, hélices, eletrônica embarcada, inclusive radar (multi banda) e comunicações via satélite; misseis e torpedos. Fabricamos submarinos, mas não fabricamos a sua munição, os torpedos. E os torpedos que se empregam, na atualidade, tem que ser inteligentes. Com as contra medidas atuais, somente os de modelo inteligente farão danos letais no inimigo.

  25. Depois do incidente do barco pesqueiro brasileiro com o chinês, tá mais do que na hora de lançar esses submarinos.
    Parabéns Marinha Brasileira pelo empenho e grande dedicação apesar da restrição orçamentária.

    Fico imaginando o que a Marinha Brasileira faria se tivesse mais recursos.

  26. Ao JT8D 7 de dezembro de 2018 at 17:16: Amigo, eu acho que não me fiz entender. É notória a superioridade do submarino nuclear. Meu comentário a respeito de baterias de nova geração quis dizer que, quando disponíveis, as baterias de nova geração podem diminuir a vantagem dos subnucs em relação aos diesel-elétricos por proporcionar a estes maior autonomia quando submersos e maior velocidade. Minha comparação entre eles foi com relação a custos de construção, manutenção e operação. Não precisa desenhar. Abraço.

  27. Pera lá,

    O sub convencional é movido por um MEP. Ele aciona os hélices. Essa energia do MEP vem das baterias. O que carrega as baterias são as máquinas diesel. Esse ciclo dura 4 dias. O sub pode ficar até 4 dias sem respirar. Depois precisa subir para renovar o ar para a combustão das máquinas e para a sobrevivência de todos e de tudo a bordo.

    É assim?

    Sendo assim, se novas baterias mais leves, mais potentes, com maior capacidade de carga forem colocadas em substituição a outras, continuam sendo baterias. Uma hora acaba a carga. 10 dias? 20? Mesmo que as baterias aguentem 30 dias o sub continua com a necessidade de captar ar para a tripulação.

    No sub nuclear o oxigênio vem da hidrólise. Reação química com a água do mar…no sub nuclear. No sub com baterias o ar acaba. Sub nuclear pode ficar submerso até o fim das provisões e da resistência da tripulação. Meses.

    Há outros problemas. Aliviar o peso e o espaço substituindo qualquer componente do projeto original obrigaria uma compensação de lastro.

    Acho que é isso.

  28. Rommelqe boa a sua colocação, em tempos de paz tudo perfeito , a minha duvida e como seria isso num ambiente de conflagração porque tudo esta muito complexo e caro , digo isso não só pro Brasil mas para qualquer pais.

    • Prezado Rene: estamos falando especificamente dos testes relacionados a esse evento da proxima semana , no qual esta previsto que o Riachuelo sera lançado na agua pela primeira vez, certo?
      Como disse, antes de que um navio, uma plataforma maritima, um prototipo de um caminhao militar, uma central termoeletrica etc., sejam colocados efetivamente em operaçao normal, é necessario executar testes e ensaios.
      Algumas destas atividades tem por objetivo verificar se a performance prevista esta sendo cumprida; por exemplo, uma ponte construida em concreto precisa ser submetida a testes de carga; claro que o testes se iniciam com cargas rela tivamente pequenas – por exemplo 10% da carga nominal- e mede-se a deformaçao no centro do vao; se a flecha medida para esta solicitaçao atingir valor previsto, otimo! Passa-se a uma carga de 20% e assim sucessivamente. Quando atingir a carga nominal de 100% (a maxima carga que a ponte podera resistir certamente é muito superior a esse valor pois semprer há um folga adicional, um fator de segurança..) e tudo estiver bem a ponte estara certificada, neste exemplo extremamente simples, e liberada para ser inaugurada!
      Claro que as coisas nao sao assim tao simples. Por exemplo, o comissionamento dos equipamentos e sistemas de uma usina hidreletrica levam pelo menos quatro meses seguidos de muita atividade em cada bloco de unidade geradora. Uma usina como Belo Monte leva anos para ser totalmente testada! Alguns ensaios sao necessarios para ajustar os equipamentos; por exemplo, os sistemas de controle automatico da velocidade angular das turbinas hidraulicas (chamados de reguladores de velocidade) necessitam ter ajustes confirmados nos testes de rejeiçao de carga (vc poe o gerador a 25% de potencia e depois abre o disjuntor e em seguida 50% e assim sucessivamente). Nestes testes medimos tensoes mecanicas, vibraçoes mecanicas, vazoes da agua turbinada, flutuaçoes de pressoes hidraulicas, todos os parametros eletricos, temperaturas , etc, etc…. Alguns testes devem ser efetuados antes mesmo dos geradores serem energizados. Por exemplo, as passagens hidraulicas das turbinas sao testadas previamente com agua, nos chamados ensaios hidrostaticos; enchemos o seu interior com agua, pressurizamos com bombas e medimos deformaçoes e tensoes mecanicas; verificamis as soldas etc, e so passamos para a proxima etapa se tudo estiver ok!
      Ha usinas que usamos aços iguais aos do Riachuelo, so que com espessuras ate maiores! Um conduto forçado de Itaipu (aquela “tubulaçãozinha de 10.500 mm de diametro) pesa mais do que este submarino o qual, se tirarmos a vela, caberia dentro da mesma. Um unico gerador de Itaipu com seus 800MVA de potencia equivale a uma centena de motores do Riachuelo. Isso tudo, diga-se de passagem, projetado e fabricado aqui mesmo. Ja paricipei deprojeto e colocaçao em operaçao de usinas com 800 m de queda hidraulica, o que representa duas vezes e meia a maxima profundidade de imersao de um Riachuelo.
      O primeiro lançamento do Riachuelo na agua pode ser grosseiramente comparado com os primeiros ensaios hidrostaticos das turbinas hidraulicas. So que a agua esta pelo lado de fora …. felizmente!
      Mas indo à sua colocaçao: uma vez cumpridos todos estes ensaios, que em um submarino demoram mais do que um ano e num avião de caça como o Gripen, vários anos, o equipamento nao necessita ser submetido rotineiramenre a esses ensaios.
      Quando temos uma serie relativamente grande de unidades – digamos 36 Gripens – basta testar alguns (os denominados prototipos), ajustar estruturas, mudar componentes e repetir os valores dos dados coletados nos demais; assim aos ensaios “completos” aplicados nos prototipos chamamos de ” ensaios de tipo” enquanto que nos exemplares de serie aplicam-se ensaios de rotina, mais simples e rapidos. Hoje em dia uma enormidade de ensaios inclusive sao realizados em simuladores digitais; na serie dos Ejets E2 da Embraer as simulaçoes tipo “Fastfails”consumiram dezenas de milhoes de horas “core” (homens e maquinas diretamente dedicados), reduzindo drasticamente o preço e o prazo para colocaçao dos primeiros prototipos no ar!
      Submarinos nao tem jeito: todos sao prototipos. Estejamos em tempos de paz ou em ambiente conflagrado temos que executar uma infinidade de atividades de fabricaçao em si e uma porrada de teste, sob pena de estarmos condenando seus tripulantes à morte e sua finalidade basica nao ser cumprida. O maximo que acho possivel fazer é triplicar os turnos de trabalho (tres equipes se revezando a cada 8 horas por dia, ), postergar algumas ativudades (nao pintar certas partes, etc) e so colocar em operaçao o sistema que seja efetivamente capaz. Nao ajustar os sistemas de um submarino é como enviar um soldado à frente de combate com um fuzil sem muniçao….

  29. Parafraseando a finada banda “Blitz”:
    Tá tudo muito bom, bom; tá tudo muito bem, bem; mas realmente eu quero ver é qndo chegar o 1º PGM.
    Pois será este o evento que marcará a efetiva validação da ToT, tanto para a industria, como para a MB.
    De resto, quem quer ter submarino nuclear, cria a sua própria tecnologia, não usa a de terceiros.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here