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Boeing recebe mais uma encomenda de aviões P-8A Poseidon da US Navy

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A Boeing anunciou em 28 de janeiro que a Marinha dos EUA (USN) concedeu um contrato de produção, avaliado em US$ 2,4 bilhões, para a aeronave de patrulha marítima (MPA) P-8A Poseidon: 10 para a frota da USN, 5 sob contrato para a Noruega e as 4 últimas para o Reino Unido, o que levará as aquisições britânicas a um total de 9 aeronaves.

A Grã-Bretanha e a Noruega estão adquirindo a aeronave através do processo de Vendas Militares Estrangeiras (Foreign Military Sales – FMS) e receberão a variante P-8A projetada e produzida para a USN. O Reino Unido receberá sua primeira aeronave em 2019 e a Noruega começará a receber aeronaves em 2021.

O P-8 é uma MPA multimissão de longo alcance capaz de operações de área ampla, marítimas e litorâneas. Um derivado militar do Boeing 737, o P-8 combina desempenho e confiabilidade superiores com um sistema de missão avançado que garante a máxima interoperabilidade no espaço de batalha. É militarizado com armas de emprego naval, uma moderna arquitetura de sistema de missão aberta e suporte de estilo comercial para acessibilidade.

A aeronave foi modificada para incluir um compartimento de bombas e pilones para armas – duas estações de armas em cada asa – e pode transportar internamente até 129 sonoboias.

Com mais de 180.000 horas de voo até o momento, as variantes do P-8 (P-8A Poseidon e P-8I da Índia) patrulham os oceanos do mundo, conduzindo guerra antissubmarino e anti-superfície; inteligência, vigilância e reconhecimento; ações humanitárias; e missões de busca e salvamento.

P-8A lançando mísseis Harpoon

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Daniel
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Daniel

Ah, se a MB tivesse dinheiro para comprar alguns deles . . .

Adriano Luchiari
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Pelo menos 4, via FMS, seriam muito bem vindos! Missão típica de Marinhas, aviação de patrulha, ASW, ASuw e SAR baseada em terra. Permitiria à FAB extinguir o 7º GAv.

TeoB
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TeoB

Verdade! e pra ser sincero não entendo como a aviação de patrulha marítima esta com a FAB e não com a MB, se eu fosse MB abandonava a meia duzia de caça perna curta e obsoleto que tem e quase nada agrega e se dedicava em absorver da FAB a Patrulha marítima… acho que precisamos de umas aulas com o Sr Spock sobre lógica.

Eduardo
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Eduardo

Nem são meia duzia, são 4 aviões A-4 somente.

cwb
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cwb

pergunta de leigo:
valeria a pena comprar o avião e montar a suíte de missões para nossa realidade?
pergunto isso porque a família embraer 190 teria que ser navalizada devido ao ambiente marítimo,ou seja seria outro avião.
está certo o raciocínio?
com a palavra os especialistas..

Alfredo Araujo
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Alfredo Araujo

“Navalizada” não, mas sim, militarizada.
A vantagem de se adquirir a versão da USN, assim como fez a Inglaterra e a Noruega, é que se compra um equipamento “de prateleira”. A integração dos sistemas está pronta e operacional, a cadeia logística para produção e manutenção já está pronta e operacional, e etc…
.
Colocando uma telinha a mais (que seja) q a versão da USN, vai acarretar em gastos para se integrar essa telinha aos outros sistemas existentes, dependendo do que ela se pré-dispõe a fazer, teria que ser definido um fornecedor para essa telinha… e etc infinitos…
Pegou o ponto ?

Vovozao
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Vovozao

30/01/19 – quarta-feira, bdia, uma informação para um desconhecedor do assunto: qual a diferença entre ” aquisição equipamentos novos) via FMS, e, aquisição direta do fornecedor ( Boeing), pensei que FMS fosse somente aquisição de meios/equipamentos dos estoques dos Americanos. No caso aí são aviões novos.

Adriano Luchiari
Visitante

No artigo está escrito que Grã-Bretanha e Noruega receberão P-8 na mesma versão da USN via FMS. Imagino que o governo dos EUA venda essas aeronaves a nações alinhadas com condições de pagamento mais favoráveis que a compra direta na Boeing.

Jagderband#44
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Jagderband#44

Esse é o avião.
The ultimate Multimission Maritime Aircraft.
O resto é o resto.

Vovozao
Visitante
Vovozao

30/01/19 – quarta-feira, btarde, GALANTE, estou sempre aprendendo com vocês, e, gostaria de aprender sempre, só uma pergunta, mesmo parecendo estranho: considero o desenho das OHP muito bonito, e, digamos de repente a MB tenha interesse em adquirir algumas fragatas (novas) construídas (casco) mesmo estaleiro e armada/sistemas operacionais (modernos), seria possível financiar através do FMS. Veja estou falando de novas (fragatas). Como o USA, não possui nenhuma sendo produzida hoje o que vale é o conceito e o último é OHP. Fui complicado???

TeoB
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TeoB

Nessa caso, de uma compra de uma fragata nova via FMS o provável eu acho, seria alguma coisa baseada nos LCS classe Freedom, com cerca de 3900 t, acredito se encaixaria muito bem na MB, claro devidamente armada para tal, o problema não seria o prazo e sim o preço hehe, tal qual, como o Japão ofertou com juro baixo prazo de égua, mas o preço…

Vovozao
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Vovozao

Amigo TeoB, Freedom não é fragata, última fragata USA são as OHP, hoje mesmo li, existem 5 empresas se candidatando com seus projetos, e, deverão já ser comissionadas em 2021/22. Por isso falei OHP.

Dalton
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Dalton

Não há a menor chance de uma fragata ser comissionada em 2022, quando os “LCSs” ainda estarão sendo produzidos …o que se sabe é
que a US Navy espera poder encomendar o projeto vencedor ainda em 2020 para que a primeira unidade possa ser entregue até 2026.

TeoB
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TeoB

Citei o LCS como base do projeto, imaginando uma encomenda pra ontem hehe. sendo que as OHP já são de concepção ultrapassada e o que se encontra em produção agora por lá mias ou menos no tamanho desejado são os LCS, mas claro, seriam só a base de projeto tendo que ter armamentos, sensores, autonomia e tudo mais molificados para atender a outras necessidades, assim como a Sigma da Damen, que vai de navio de patrulha à fragata leve dependendo da configuração. Já esse projeto que estão discutindo agora para lançar em 2022, provavelmente será no estado da arte, muito… Read more »

Humberto
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Humberto

Caro Vovozão, o FMS (Foreign Military Sales ou Vendas Militares a (este “a” é para facilitar o entendimento) Estrangeiros) como o próprio nome diz, é a forma como o Governo Americano vende equipamento de defesa americano para outros países ou seja, é uma negociação de país para país. O FMS não é um programa de financiamento e sim de venda . Usando o exemplo da reportagem, são 19 Poseidon encomendadas pela USN, mesmo que a Inglaterra decida ficar somente com 3 (ao invés de 4), a Boeing irá receber pelos 19 e a USN que se vire com o que… Read more »

Filipe Prestes
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Filipe Prestes

Há tempos venho dizendo que a MB deveria ver para logo um substituto pros Orion. Faz um certo tempo que se especulou uma patrulha maritima derivado do E-2 mas vemos que a coisa não foi tão assim. Então, ao meu ver, está aí o substituto dos Orion. As FA não querem mais proximidade com os EUA? Negociem um contrato vantajoso via FMS, com peças sobresalentes, manutenção e armamento a altura para esses Poseidon. Quem dera a MB fosse mais pragmática.

Marcelo Andrade
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Marcelo Andrade

Filipe, você confundiu as coisas. Os P-3 são da FAB e não da Marinha. O Orion ainda é um avião muito bom para patrulha marítima de longo alcance. As versões P-3C ainda voarão por aí pelo mundo. Acho que a FAB deveria ver logo a solução para a fadiga das asas e depois começar a pensar em um substituto. Existem conversas de que futuramente, a Aviação de Patrulha passará para a MB mas é só especulação. Cmte Rinaldo Nery pode dar melhores informações.

TeoB
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TeoB

Bem, já que terá a parceria entre Boeing e Embraer poderia nascer uma variante de avião de patrulha menor, baseada na família do E-2 sendo um tipo de baixo custo, isso para países como o nosso, pode ser que tenha mercado… imagino que países ao redor da China tenham também uma demanda para isso, Chile também, talvez algum outro pais latino.
Mas existe um grande porém! até que ponto um drone pode cumprir a missão de patrulha armada? no ritmo que os aviões não tripulados vão tem que se pensar bem.

Marcelo Andrade
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Marcelo Andrade

Já existe na Embraer DS essa idéia de transformar um E-190 em patrulheiro, mas acho difícil a empresa entrar neste projeto para vender meia dúzias para a FAB. Além do mais, este mercado já está saturado com outros concorrentes. O melhor era a FAB ou padronizar com o Airbus 295 Persurder, já que usamos o C-105 Amazonas, ou partir para um upgrade do P-3C Update III que começaram a sobrar na Navy. Ou, passar a incumbência para a MB , num futuro de médio prazo. O P-8 Poseidon seria o ótimo, mas ainda é muita areia para nosso litoral!! Mas… Read more »

Alessandro H. Vargas
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Alessandro H. Vargas

E um “P-390”, seria mais viável, inclusive para exportação?

Adriano Madureira
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Adriano Madureira

Acho que a FAB já deveria estar pensando em um substituto para os nosso nove Orion em um futuro próximo, mas acredito que pensar em Poseidon está fora da nossa realidade e capacidade.
Concordo que como Filipe Prestes mencionou, deveríamos pensar em uma versão MP do Embraer E-190 E-2, ou quem sabe, como sonhar não custa nada, uma aeronave de grande autonomia como o Lineage 1000, que é quase comparável a um Global6000.

Wellington Góes
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Wellington Góes

A ideia seria esta, entretanto, com a venda da aviação comercial da Embraer à Boeing, os aviões comercias E190/195 E1 e/ou E2 são, agora, da Boeing e eles, muito provavelmente, não autorizarão o desenvolvimento de uma versão de patrulha marítima destas aeronaves, para concorrer com os seus P-8.

Parabéns aos decisores e apoiadores dessa “parceria carac*”

Marcelo Andrade
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Marcelo Andrade

Wellington, se você der uma olhada na história da Embraer verá que sempre foi uma empresa percussora de novos nichos de mercado. Foi assim com o Bandeirante, Brasília, T-27, A-29, E-jets e agora o KC-390. Ela não começará do zero a transformar um E-190 em P-190 só porque seria ótimo para a FAB. Muito dinheiro investido para uma frota de uns 10 aviões, mais ou menos. No mundo já tem muito concorrente. Não haveria escala, ao contrário, por exemplo do KC-390, pois apesar do governo ter bancado a maior parte do desenvolvimento, existe mercado global, haja vista o envelhecimento da… Read more »

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

Duvido que a FAB venha a comprar um novo patrulheiro marítimo.
Ela vai deixar a incumbência para a Marinha.
Quando isso acontecer, talvez a MB opte por VANTs. Ou opte por aeronaves menores, apenas.

Wellington Góes
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Wellington Góes

Mesmo que a MB comece a operar estas aeronaves para estas missões, os VANTs não substituirão as aeronaves tripuladas. Cada macaco no seu galho. São complementos, para ampliar a capacidade de monitoramento, não substitutos.

Adriano Madureira
Visitante
Adriano Madureira

Mas vants tem uma limitação : não podem carregar Harpoon, seria apenas vigilância, eliminação de um provável inimigo seria algo nulo…