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Porta-aviões USS Gerald R. Ford completa testes do sistema de combate

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USS Gerald R. Ford

Enquanto o teste do sistema de combate é um marco importante, o USS Gerald R. Ford – o primeiro da nova classe de porta-aviões – tem sido atormentado por atrasos e aumentos de custos

4 de junho (UPI) – O sistema integrado de gerenciamento de combate do USS Gerald R. Ford (CVN 78) concluiu seu teste final de desenvolvimento na costa da Califórnia – uma grande conquista após anos de atrasos e aumentos de custos com o primeiro da nova classe de porta-aviões.

Na terça-feira, a Raytheon anunciou que um navio de teste de autodefesa não tripulado da Marinha dos Estados Unidos simulou um cenário em que o Ford pode encontrar uma vez desdobrado. Dois alvos simulando mísseis antinavio foram localizados, classificados, rastreados e engajados pelo sistema de autodefesa do navio.

“Esse teste de duplo objetivo bem-sucedido demonstra a maturidade do Ship Self Defense System ICS e abre caminho para o início dos testes operacionais”, disse Mike Fabel, gerente do programa SSDS da Raytheon, em um comunicado à imprensa. “O SSDS é um recurso essencial que permite ao CVN 78 defender a si e sua tripulação contra ameaças atuais e emergentes.”

O sistema engajou três alvos com sucesso ao longo de seus dois primeiros exercícios de teste.

Em fevereiro, o sistema também foi testado – também na costa da Califórnia.

O sistema inclui radar de banda dupla, capacidade de engajamento cooperativo para validar e processar os dados, sistema de autodefesa para processar os dados de engajamento, o míssil evolved SeaSparrow (ESSM) e o rolling airframe missile (RAM).

O sistema está em serviço em porta-aviões e navios anfíbios norte-americanos.

A classe de navios Ford é o primeiro novo design para um porta-aviões desde que a classe Nimitz estreou em 1975.

O Ford foi oficialmente incorporado à Marinha dos EUA em 22 de julho de 2017 e está projetado para ser desdobrado por volta de 2020, após mais testes. Os navios seguintes da classe atualmente em construção são o John F. Kennedy (CVN 79) e a Enterprise (CVN 80). E o CVN 81 ainda sem nome está planejado.

O Ford está programado para ser entregue às operações da Marinha em meados de outubro.

A Marinha e os fabricantes tiveram dificuldades com os elevadores de armas avançados, nenhum dos quais estava funcionando após a incorporação.

Dos 11 elevadores, dois estão agora concluídos. O último foi concluído em março.

“Estamos trabalhando com a frota nos elevadores que precisaremos ter completos para que possam exercer todas as funções em outubro, e para qualquer trabalho que não seja feito, vamos fazê-lo posteriormente”, disse o chefe da aquisição da Marinha, James Geurts, na semana passada, durante uma coletiva de imprensa no estaleiro.

Os novos elevadores são movimentados com motores síncronos eletromagnéticos lineares, o que permite maiores capacidades e um movimento mais rápido de armas do que os elevadores da classe Nimitz que utilizam cabos.

Eles também eliminam a necessidade de uma “bomb farm” e reduzem os movimentos de armas horizontais e verticais para vários locais de preparo e de construção.

A Marinha também está lidando com um problema de propulsão. Durante os testes de um ano atrás, a situação fez com que o Ford retornasse ao porto antes do previsto. Os principais geradores de turbina do navio são movidos pelo vapor produzido pelos dois reatores nucleares do Ford.

“Temos que treinar equipes e obter equipes certificadas, ajustar o resto do navio e, em seguida, tomar todas as lições aprendidas e transferir o aprendizado para o resto deste projeto” da classe Ford, Geurts disse. “Portanto, a nossa estratégia desse navio líder provará todas as tecnologias e, em seguida, reduzirá rapidamente o tempo, o custo e a complexidade para obtê-los em navios subseqüentes”.

Em um rascunho da Lei de Autorização de Defesa Nacional de 2020, divulgada na segunda-feira pela Câmara liderada pelos democratas, a Marinha está proibida de aceitar o USS Kennedy, que é designado como CVN-79, a menos que o porta-aviões possa usar o F-35C Lighting II Joint Strike Fighter. O navio deverá ser lançado até o final de 2019.

O Subcomitê Seapower and Projection Forces se reuniu na terça-feira para modificar a lei.

Os limites impostos pelo Congresso ao programa da classe Ford resultam em atrasos e a Marinha na entrega de porta-aviões inacabados. Como o trabalho nos navios está atrasado para satisfazer os limites de gastos, os membros do subcomitê Seapower temem que o preço geral aumente drasticamente.

“O USS John F. Kennedy CVN 79 não poderá usar o F-35 quando for entregue à Marinha como resultado direto do limite de gastos”, disse um funcionário do comitê ao USNI News. “Assim, quando esse limite de gastos foi imposto, a Marinha negociou essa capacidade e optou por reconstruí-la depois. É inaceitável para os nossos membros que os novos porta-aviões não possam ser desdobrados com a mais nova aeronave.”

Caças F/A-18F Super Hornet decolando das catapultas eletromagnéticas do Ford
F/A-18F Super Hornet pousando no Ford

FONTE: UPI

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BMIKE
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BMIKE

Brinquedo de patrão! Lindas fotos.

Rafael Coimbra
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Rafael Coimbra

Em 2046 a China copia um desses ae…

Evgeniy (RF).
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Evgeniy (RF).

China, “copiar”, vai muito antes. Isso está levando em conta a velocidade de construção de navios na China.

Carlos Gallani
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Carlos Gallani

Copiar vai mas se a cópia vai fazer igual fora da propaganda eu duvido!

Fernando Turatti
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Fernando Turatti

Na verdade, ta sendo otimista. O Kitty Hawk começou sua construção em 1956, então, pelo ritmo atual, começarão a fabricar um Gerald Ford da vida em 2072.

Antoniokings
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Antoniokings

‘Em 2046 a China copia um desses ae…’

Difícil.

Esse é um dos cinco ‘micos’ eleitos pela Business Insider.

Carlos Gallani
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Carlos Gallani

“Eles não conseguem nem fazer um elevador!”
Pois é Batman, até o diacho do elevador não é um simples elevador, pra que fazer o arroz com feijão se vc pode inovar, esse é o diferencial a longo prazo, custa caro, é difícil, da dor de cabeça mas pressiona o orçamento de todos os adversários pra correr atrás!

Guizmo
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Guizmo

Caramba, 1975……..há 43 anos os EUA já tinham um Nimitz, que se tudo der certo, lá por 2030 a China talvez tenha….tem muita, mas muiiita lenha pra queimar antes de querer se comparar a US NAVY

Alison Lene
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Alison Lene

Bastam alguns misseis que põe a fundo esse investimento todo… tb tem a questão da saturação se o colega ja ouviu falar…

Samuka
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Samuka

sim, por isso mesmo não deveriam existir mais bases aéreas, pistas de decolagem etc…afinal, bastam alguns misseis…

Guizmo
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Guizmo

kkkkkkkkkkkkk, só rindo

Victor Filipe
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Victor Filipe

Saturar o sistema AEGIS que de um único Destroyer AB identifica e rastreia 700 alvos sendo que todos os navios de frota usam esse sistema e eles trabalham de forma integrada…

te desejo sorte. vai precisar.

Carlos Gallani
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Carlos Gallani

O Spy-6 vai ser tecnicamente impossível, só se acabarem as “balas”, no futuro eu imagino que a experiência com o zumwalt vai proporcionar armas de energia que vão complicar mais ainda este conceito já ingrato de saturar um carrier group dos EUA!

Carlos Campos
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Carlos Campos

até em elevador eles inventam de inovar, bom, navio lindo demais, inveja demais

Marcelo
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Marcelo

Isso está tão acima das nossas possibilidades que nem dá para ter inveja…inveja eu tenho da Austrália! 🙂

Fernando Turatti
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Fernando Turatti

Exatamente. Inveja eu tenho da Austrália, da Itália. Dos Estados Unidos eu tenho medo mesmo.
Algum dia, num futuro não tão distante, tem boas chances dos curiosos por assuntos bélicos pesquisarem a quantidade de meios da USN e ficar incrédulo, tal como ficamos com os números dados por Heródoto…

MARCIO VAGNER BARBOSA
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Muito bem colocado.

C.César
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C.César

Isso faz pensar: Será que os americanos tem inveja dos nossos ¨suados¨ cinco títulos de copa do mundo?
Éèééééé! … Não!!

Carlos Gallani
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Carlos Gallani

“Copa do mundo não se faz com forças armadas”
Nazario, Ronaldo
(mesmo na fantasia ha um pouco de ralidade!)

O incauto
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O incauto

Ai vai do ponto de vista de cada um. Quantos milhões de pessoas no mundo gostaria de ganhar uma copa? E quantos gostariam de q seu país tivesse um porta aviões? Acho q o primeiro ganha de lavada.

teropode
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Máquina formidável, apesar da nova tecnologia aplicada nas catapultas e elevadores , em longo prazo isto economizará muita grana em manutenção. O convés limpo e a torre pequena da uma noção do quanto o projeto representa de fato uma evolução . Próximo passo ? Colocar um cruzador no espaço.

Antoniokings
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Antoniokings

Segundo a Business Insider, um dos piores projetos americanos em execução.
Segue a lista, pela ordem:
1) F-35;
2) Classe Zumwalt;
3) LCS – Littoral Combat System;
4) Classe Gerald Ford;
5) Canhão eletromagnético.

Tulio Rossetto
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Tulio Rossetto

Sua vida deve ser bem triste. Eu sinto pena

Fábio Mayer
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Fábio Mayer

São os piores projetos em execução ‘nos EUA’, não no mundo. E basicamente porque são caros. afinal, é uma revista sobre negócios, que não percebeu exatamente que, salvo o F-35, não se destinam à venda, salvo para os próprios EUA, ou seja, não estão no mercado de exportação, o que é ruim para quem pensa em termos negociais. Mas qualquer um deles é muito mais sofisticado e certamente eficaz no campo de batalha, que qualquer projeto sino-russo em qualquer área. E te digo mais, a China não conseguirá copiar um Gerald Ford, basicamente porque não terá um original para analisar,… Read more »

Alex Barreto Cypriano
Visitante
Alex Barreto Cypriano

Não é só um elevador – mudou tudo ao redor, conforme relata a matéria, e pra melhor. Quem viu designs de velhos supercarriers sabe o enrosco que devia ser o manuseio, transporte, montagem (assembly) de bombas e mísseis, desde os paióis até a bomb farm no convôo. Inclusive havia, por segurança, elevadores separados servindo o low side e o upper side dentro do CV. Mas tem mais problemas além dos elevadores…

Victor Filipe
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Victor Filipe

Eu acredito que em qualquer marinha do mundo em qualquer navio novo e com tecnologias novas alguns atrasos e gastos alem do esperado é normal (dentro do aceitável e das proporções do navio)

Entretanto, os navios da Classe Ford agora tem que demonstrar uma maturidade melhor, os seus sucessores não podem ter tantos atrasos e tantos gastos surpresa

Fernando Vieira
Visitante

Qual(is) motivo(s) não estão permitindo que no momento o Kennedy não opere o F-35C?

Matheus
Visitante
Matheus

Apenas um pedaço de papel, assinado pelo Congresso Americano!

Dalton
Visitante
Dalton

Para tentar manter o futuro USS John Kennedy dentro do orçamento certas
facilidades visando à operação e manutenção do F-35C seriam instaladas apenas após o comissionamento.
.
O USS Carl Vinson da classe “Nimitz” que está passando por um período de manutenção, receberá essas facilidades para tornar-se o primeiro NAe da
US Navy a embarcar um esquadrão de 10 F-35C, o VFA-147 ano que vem para uma primeira missão em 2021.

Fernando Vieira
Visitante

Alguns anos atrás o Carl Vinson fez uma visita a Baía de Guanabara. Dava engarrafamento na Ponte Rio Niteroi de nego parando o carro pra ver.

Saberia dizer que tipo de facilidades são essas?

Dalton
Visitante
Dalton

Fernando…o que foi publicado sobre o período de manutenção do USS Carl Vinson previsto para ser encerrado em julho do ano que vem é que entre tantas coisas que serão feitas, haverá uma adequação para operar e manter o F-35C, isso é necessário para toda nova aeronave que é introduzida na frota e embora não especifiquem, provavelmente a integração do sistema “ALIS” para reduzir os custos de operação e manutenção é uma dessas adequações. . Com o VFA-147 sendo um esquadrão da costa oeste e já formado com 10 F-35Cs e infraestrutura necessária, foi lógico aproveitar esse longo período de… Read more »

Alex Barreto Cypriano
Visitante
Alex Barreto Cypriano

Talvez eu esteja enganado ou desatualizado e, portanto, estou apenas especulando: havia um problema sério no landing gear frontal do JSF-C que causava forte vibração quando lançado (leve) do EMALS (pilotos relatando dor moderada a severa associada à essa vibração); talvez haja uma incompatibilidade entre o EMALS e um JSF totalmente carregado (que pesa bem mais que um superhornet ou um growler totalmente carregados).
Alguém teria informações fiáveis sobre

Dalton
Visitante
Dalton

Só que o VFA-147 equipado com 10 F-35C foi declarado capaz para operações iniciais (IOC) em fevereiro último e continuará treinando como parte da Ala Aérea “2” enquanto o USS Carl Vinson estiver em manutenção,prevista para encerramento em julho do ano que vem.

Victor Filipe
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Victor Filipe

Mudando um pouco de assunto, saiu uma matéria na Business insider afirmando que os EUA estão evitando entrar em guerras de “pequena intensidade” contra países como Venezuela e Irã porque apesar de saberem que eles iriam vencer isso iria espalhar as forças americanas, eles não querem que isso aconteça agora pois o Pentágono espera um conflito de grande intensidade com a china nos próximos anos.

Felipe Silva
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Felipe Silva

Compartilha o link aí amigo

Harriman Nelson
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Harriman Nelson

Hoje 6 de Junho e’ o D-day, e os lideres dos USA,
Franca, UK e outros como sempre se juntam para comerar
como eles venceram o nazismo. Todos contra um so’, quanta
bravura.

Deixaram um de fora, a Russia nao foi convidada.
Para ver como a historia que aprendemos e’ toda
distorcida pela propaganda que comeca desda infancia.

http://www.msn.com/en-ca/news/world/putin-shrugs-off-d-day-anniversary-snub/ar-AACuQar?li=AAggNb9

A Russia perdeu 25 milhoes na guerra, mas matou
4 (M)ilhoes de soldados alemaes.

Se estes 4 (M)ilhoes de soldados alemaes
nao tivessem sido mortos na Russia, qual
teria sido o resultado do D-Day, assumindo
que os aliados tivessem tido a coragem de ir
la’ enfrenta-los?

E a Russia nao foi convidada.

Agnelo
Visitante
Agnelo

Revistas nao especializadas falaram mal…
Só nao digo pra “lerem” Playboy, pq ta arriscado. nao entenderem tao quanto…

Rprosa
Visitante
Rprosa

Cabe a ressalva que o próprio Congresso Americano quer impedir a USNAVY de receber os proximos PA da Classe Ford, caso não sejam solucionados os problemas e que não são poucos variando desde a incapacidade das EMALS lançarem os F-35, os elevadores que não funcionam, falhas no sistema de propulsão, falhas no sistema de radar, sem contar que os ciclos de falhas criticas está muito abaixo do tido como aceitável pela USNAVY, as Emals registram uma falha crítica a cada 747 ciclos e a AAG uma falha a cada 763, quando o exigido pela USNAVY seria uma falha crítica a… Read more »