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Esquadrão Pantera da FAB implanta doutrina NVG no Esquadrão HS-1 na MB

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Capacitação do Esquadrão HS-1 contou com 44 surtidas de instrução de voo com óculos de visão noturna

Militares do Esquadrão Pantera (5º/8º GAV), sediado na Ala 4, em Santa Maria (RS), foram responsáveis pelo treinamento de implantação do voo com óculos de visão noturna (NVG, sigla em inglês para Night Vision Goggles) no 1° Esquadrão Anti-submarino (HS-1), da Marinha do Brasil, sediado em São Pedro da Aldeia (RJ). As instruções aconteceram entre os dias 14 e 18 de maio e foram ministradas por quatro integrantes da Força Aérea Brasileira (FAB).

O Pantera foi escolhido para ministrar as instruções às equipagens do HS-1 tendo em vista à similaridade entre os projetos H-60L Blackhawk e SH-16 Seahawk, e a larga experiência do 5°/8° GAV na utilização dos óculos de visão noturna.

Inicialmente, foram realizadas aulas teóricas e instruções aéreas no helicóptero SH-16 SeaHawk para a tripulação do esquadrão da FAB, a fim de possibilitar a familiarização com o modelo. Em seguida, foi ministrado ao efetivo do Esquadrão HS-1 um curso teórico preliminar aos voos de instrução. Ao final, os tripulantes do Esquadrão Pantera realizaram 44 surtidas de instrução de voo com NVG, concluindo a capacitação no Esquadrão HS-1.

O Tenente Aviador Felipe Lobo Monteiro destacou os benefícios do intercâmbio com outra Força. “Foi muito importante essa interação de conhecimentos, ver como funciona a aviação aeronaval, seus procedimentos e formação dos pilotos. Tivemos a satisfação de, ao término do curso, formar quatro pilotos operacionais e cinco tripulantes no nível básico de operação. A troca de experiências foi gratificante. É bom para Força Aérea, é bom para a Marinha do Brasil e é bom para o nosso país”, disse.

FONTE: Força Aérea Brasileira

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Otto LimaBilleMarceloRicardo Rosa Firminodiego oliveira Recent comment authors
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Elton
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Elton

Seria interessante se a formação basica para pilotos de helicópteros fosse em uma única instituição possibilitando um maior intercâmbio de doutrinas operacionais e reduzindo custos e pessoal para formação de pilotos de asas rotativas já que as três forças operam uma grande quantidade de helicópteros em comum: AS-350,S-70 e EC-725

Walfrido Strobel
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Walfrido Strobel

O Brasil teria o mesmo problema que os EUA teve ao tentar implantar uma instrução conjunta, os Pilotos Aviadores da FAB chegam com experiencia de voo VFR e IFR, voo diurno e noturno do T-25 e T-27 na FAB e Diamond DA-20 e T-6 na USAF enquanto os das outras forças armadas chegam com experiencia zero. Nos EUA ele aproveitam as instalações conjuntas no Fort Rucker do US Army, mas com helicopteros e plano de ensino separado. O US Army ministra a prática em voo inicial em Bell JetRanger terceirizado e depois no avançado em H-60 para pilotos de utilitário… Read more »

Bille
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Bille

Volta e meia vejo esse assunto em conversa de gente importante. Há uma motivação por parte de alguns Of Gen, mas esta esbarrando em questões do tipo: quem vai patrocinar, onde vai ser (porque como cada força tem uma demanda, o ambiente operacional conta muito – proximidade do mar, estande de tiro, etc), quem vai comandar (tem haver com gestão do dinheiro e filosofia de trabalho), como vai ser a manutenção (entra muito a questão de filosofia – a marinha desloca com muita gnt, a FAB e EB não), como vai se dar o nivelamento, fraseologia (diz muito sobre a… Read more »

Otto Lima
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Os britânicos já fazem isso há algum tempo: os tripulantes de helicópteros das três forças recebem instrução na Defence Helicopter Flying School (DHFS). As aeronaves utilizadas são o Juno HT1 (Airbus H135) e Jupiter HT1 (Airbus H145), sendo este último destinado ao treinamento avançado de tripulantes de esquadrões de busca e salvamento em montanha da RAF e dos helicópteros ASW Merlin e Wildcat da RN.

Gabriel
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Gabriel

Excelente a iniciativa de cooperação/instrução.

Aos poucos a existência do MD vai proporcionando esses intercâmbios entre as forças (sim, mas em uma velocidade menor que o desejável).

Em relação a ideia, levantada pelo Elton, da formação básica ser conjunta, me parece um equivoco, pois os pilotos das 3 forças são de origem bastante distintas.

Contudo, um centro de manutenção conjunto me parece uma opção viável.

Em tempo: se é uma noticia “ruim” aparecem vários “ezpecialistas” para opinar, mas quando é uma noticia que merece ser louvada, os “ezpecialistas” ficam ocultos.

diego oliveira
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diego oliveira

Graças a Deus , chegamos na década de 80.

Ricardo Rosa Firmino
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Ricardo Rosa Firmino

Aquele G40 pintado no nariz quer dizer que ele só embarca no Bahia?

Marcelo
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Marcelo

Aquele G-40 não é pintado, é adesivado.
Era comum colocar o indicativo visual do navio mãe, antes de embarques em Comissões de maior duração.
Logicamente, a aeronave pode embarcar em todos os outros meios que possa operar.

Ricardo Rosa Firmino
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Ricardo Rosa Firmino

Obrigado Marcelo.

Otto Lima
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Atualmente, apenas o NDM Bahia, o PHM Atlântico e os NPaOc Classe Amazonas podem operar o Sea Hawk na MB, mas isso vai mudar quando as corvetas (ou fragatas ligeiras) Classe Tamandaré entrarem em serviço. Aliás, a Classe Amazonas serviu de base para o Batch 2 da Classe River da Royal Navy, cujo convoo foi aumentado e reforçado para acomodar o Merlin, maior e mais pesado que o Sea Hawk.