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Trabalho no novo porta-aviões dos EUA é suspenso por falha nos elevadores de armas

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USS Gerald R. Ford – CVN78

O trabalho no primeiro de uma nova classe de porta-aviões dos Estados Unidos, projetada para manter a superioridade americana na projeção de poder naval nas próximas quatro décadas, parou depois que problemas com seus elevadores eletromagnéticos impediram que eles fossem capazes de içar armamentos para o convés de voo do navio.

Os 11 elevadores especiais para transporte de armas, projetados para o novo super porta-aviões USS Gerald R. Ford, de US$ 13 bilhões, da Marinha dos EUA, deveriam ser maiores, melhores e significativamente mais rápidos do que os elevadores que usam cabos atualmente em uso.

Mas apenas dois dos elevadores, que custaram US$ 4,5 milhões cada, foram instalados. Uma equipe de especialistas foi chamada para tentar resolver problemas técnicos que afligiram o programa do navio de guerra mais caro da Marinha.

Os elevadores desempenham um papel crucial na vida operacional de um porta-aviões, trazendo munições dos conveses inferiores para armar suas aeronaves, incluindo os novos jatosn de combate F-35 ou os F/A-18E/F Super Hornets, e sua velocidade afeta diretamente como muitas missões podem ser realizadas.

Em teoria, os elevadores eletromagnéticos do Gerald R Ford deveriam ser capazes de levantar 24.000 libras de armas a 150 pés por minuto, em comparação com os atuais elevadores de cabo dos porta-aviões da classe Nimitz, que podem transportar 10.000 libras de munições a 100 pés por minuto.

Um porta-voz do comando dos sistemas navais dos EUA disse que os “elevadores avançados de armas” foram desenvolvidos a bordo do navio sem qualquer protótipo terrestre. Os dois primeiros instalados revelaram problemas com as portas e escotilhas, bem como problemas de software. O elevador foi um “primeiro desenvolvimento de tipo” e “ajustes físicos” foram necessários para garantir que ele suba e desça suavemente, disse ele.

Os elevadores de armas são essenciais para as operações de um porta-aviões

FONTE: www.thetimes.co.uk

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Tomcat
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Tomcat

É caça, é NAe, é tudo bugado lá ultimamente. Os americanos tão perdendo a mão…?

Luiz Trindade
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Luiz Trindade

Perderam os especialistas… Agora tudo é no mundo virtual. Esqueceram que na época das plantas de engenharia ainda dava algo errado. Tem de rever tudo antes de construir.

Sandro
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Sandro

Os canhões do Zumwalt também não foram instalados pq ainda não funcionam adequadamente, tem uma nova classe de navios multipropositos que não lembro o nome que também estão com atrasos por problemas de projeto. Como se diz aqui no Brasil, a Bruxa esta solta lá kkk

Dalton
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Dalton

Os canhões foram instalados e funcionam, Sandro, só que apenas 6, 2 para 3 navios, foram construídos, os demais cancelados e isso teve o efeito de tornar a munição cara demais, então, a menos que se encontre uma munição mais barata, os canhões designados para atingir alvos em terra, permanecerão inúteis, apesar de não se achar tão necessário hoje e os navios passarão a exercer outras funções além de potencialmente serem candidatos para experimentar novas armas. . Os navios “com atrasos” devem ser os “Littoral Combat Ships”, mas, finalmente eles estão entrando em serviço em grande número, nesse ano já… Read more »

Dalton
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Dalton

Falha nossa…são 4 os “LCSs” já comissionados em 2019 e não 3,os de números 13, 15, da versão “Freedom” e 16 e 18 da versão “Independence” e um de cada versão a serem comissionados em outubro próximo, números 17 e 20.

Thiago Aiani
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Recentemente foi Lançado o LCS 17 – USS Indianápolis( colaboração entre a Fincantieri e Lockheed Martins).

Dalton
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Dalton

Na verdade Thiago o “LCS 17” foi entregue “delivered” à
US Navy depois de uma cerimônia simples e passou já a fazer parte do inventário, apenas, ainda não pode oficialmente utilizar o prefixo USS.
.
O comissionamento com todo o ritual, centenas de convidados, etc, que sempre ocorre aos sábados pela manhã já está marcado para 26 de outubro.

Doug385
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Vão disparar Hellfire mesmo? Segundo a National Interest, cogita-se a utilização deles no Golfo Pérsico.

Dalton
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Dalton

Com certeza eles serão enviados ao Golfo, substituindo
principalmente os 4 navios de guerra de minas classe “Avenger” e as 10 embarcações de patrulha classe “Cyclone”, utilizando os “módulos” propícios sejam de guerra de minas de superfície e anti submarino.
.

Washington Menezes
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Washington Menezes

Dalton os Zumwalt, foram cancelados por vários motivos, e não somente pelo custo dos projéteis que era em torno de 800 mil dolares cada disparo.

Dalton
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Dalton

Washington, estava referindo-me apenas aos canhões, por conta do comentário do Sandro, explicando que os mesmos foram instalados e funcionam, mas, como apenas 6, 2 para cada navio, foram construídos a falta de economia de escala para a munição para tão poucos canhões tornou-a proibitiva de tão cara. . Inicialmente falava-se que até 32 navios seriam construídos, mas, mesmo assim seriam individualmente caros e o apelo por canhões de 155 mm para bombardear alvos em terra diminuiu e assim voltou-se a construir os “Arleigh Burkes” depois de uma pausa de cerca de 3 anos. . Não fosse pelos 3 “Zumwalts”… Read more »

nonato
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nonato

Coisa sem lógica. É caro porque compraram pouco. Compraram pouco porque é caro. 🤔

Washington Menezes
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Washington Menezes

Valeu Dalton

Doug385
Visitante

O Flight III vem aí. Agora cogita-se até uma versão mais avançada que essa enquanto se aguarda pelo LSC.

Helio Eduardo
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Helio Eduardo

Eu não duvido que haverão de resolver… talvez tenham apostado demais nas inovações e optado por atuar muito no limiar tecnológico, mas quando funcionar, teremos novos paradigmas.
Pode dar errado? Pode, mas olhando bem para o histórico dos últimos 70 anos é bem provável que não.

Junior
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Junior

Se formos seguir o parâmetro histórico ele tanto pode dar certo, como pode ser cancelado, se não vejamos, quantos projetos da década de 70 para cá foram cancelados pelo pentágono ou porque não deram certo ou porque para que dessem certo teria que se injetar uma quantidade tão grande de recursos que no final não valeria a pena

JPC3
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JPC3

Acontece que hoje tem mídia divulgando e dando opinião sobre tudo. Além disso hoje tem mais problemas porque os sistemas são mais complexos e os projetos são mais ambiciosos em geral.

Antes as coisas davam errado e ninguém ficava sabendo.

ELTON R
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ELTON R

os caras que projetaram os NIMITIZ(1975) ja tinham trabalhado no ENTREPRISE(1965) e antes dele nos KITTY HAWK(1964) e FORRESTAL (1956) esse novo navio e um projeto totalmente novo com equipes totalmente inexperientes em projetar porta-avioes do zero .

Leandro Costa
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Leandro Costa

Err… não, na verdade não. Não são totalmente inexperientes e acho que desde o Langley não se projeta porta-aviões do zero lá nos EUA, e acho até que em lugar nenhum.

ELTON R
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ELTON R

quando falei do zero quiz dizer que foi com uma equipe que não trabalhou em projeto de porta avioes anterior ,sem especialistas veteranos nesse tipo de concepção de projeto que tem varias inovações.

Lewandowski
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Lewandowski

Não é que perderam a mão, Tomcat… é que virou bandeira só falar mal… enquanto os amigos produzem a rodo e superam as espectativas, os infiéis perderam o fio da meada…
.
Sds

Carlos Campos
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Carlos Campos

as coisas sempre deram problemas mas agora tem a internet e fica mais fácil saber

Washington Menezes
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Washington Menezes

Isto acontece no mundo inteiro, leva muito tempo entre a produção de um modelo novo e o antigo, aí os engenheiro se aposentam, morrem e perde se um pouco da expertise. É natural.

Burgos
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Burgos

Volto a dizer !!!
“É o preço do desenvolvimento tecnológico”
Seria muito fácil se saísse de primeira tudo funcionando ao contento.
Agora é que os Técnicos e Emgenheiros tem que provar seu verdadeiro valor, corrigindo todos os problemas relacionados com os elevadores.

Willber Rodrigues
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Willber Rodrigues

“Um porta-voz do comando dos sistemas navais dos EUA disse que os “elevadores avançados de armas” foram desenvolvidos a bordo do navio sem qualquer protótipo terrestre.”

Parece que isso virou moda nos EUA. Projetam algo novo de bilhões de dólares, pula a parte dos testes e já fazem produção em massa, e deixam pra resolver os problemas e fazerem correções conforme forem fabricando, aumentando muito os custos finais.
Aliás, parece que tambe virou moda ultrapassar o orçamento inicial em bilhões de dolares. Parece obra de Metrô de SP.

Esteves
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Esteves

O protótipo em terra está em construção na Filadélfia. Lei de Murphy.

Junior
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Junior

Por isso temos que aplaudir a MB por fazer um protótipo em terra do reator para o sub nuclear, inicialmente gastasse mais, mas por outro lado se evita esses tipos de surpresinhas como essa ai.

Willber Rodrigues
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Willber Rodrigues

Concordo.
Toda cautela é pouca com tecnologia nova envolvendo energia nuclear. Meus parabéns a MB por isso.

Peter nine nine
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Peter nine nine

Para mim, é a indústria mal habituada, ganham contratos de milhares de milhões, cometem “erros” de mais uns poucos milhares de milhões e, como as opções são poucas, o cliente que pague.

João Moro
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João Moro

Como todo equipamento militar de ponta e inovador, sempre haverá algo que dê problema. Agora é trabalhar para achar uma solução.

Willber Rodrigues
Visitante
Willber Rodrigues

O problema não é os problemas que a inovação traz no começo. O problema é a forma como está sendo feito. Olhe o F-35 por exemplo. Quiseram um caça que fosse stalth e fizesse tudo. “Encomendaram” pra LM esse caça usando termos vagos do que queriam, sem prazo e deram cheque em branco pra LM. Pularam a parte do protótipo e já foram pra produção em massa. E a cada novo problema que encontraram, deram mais cheques em branco pra LM. Enquanto isso, cada caça que já tinha sido prpduzido não teve o defeito corrigido, e os novos caças teram… Read more »

Esteves
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Esteves

Vai funcionar. Se ainda não, é provisório. Os novos elevadores tem o objetivo de entregar velocidade no municiamento dos aviões. Calcularam em até 30% de ganho. Mais velocidade = mais letalidade.

Enquanto não resolvem os problemas, providências para instalar protótipos em terra e não comprometer o esforço de guerra, seguem.

Americano é batuta.

Bosco
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Bosco

Nesses a tecnologia do elevador tem que ser resolvida , em outras países tem que resolver todo o navio aeródromo.
Parabéns aos americanos, estão mais perto do fim do que do começo.

Diogo
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Diogo

Pois é, mas segundo alguns é melhor juntar o porta-aviões USS Gerald R. Ford mais os F-35, encharcar de gasolina e fazer uma grande fogueira…

Rafael Coimbra
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Rafael Coimbra

Já falei antes… em 2045 o Dragão que “acordou” copia esse também kkk, ae alguns aqui vão falar que é maior maravilha do mundo!

ELTON R
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ELTON R

desenvolver uma nova classe de gigantescos e complexos navios de guerra e bem dificil mesmo para quem esta acostumado a fabricar dezenas deles há decadas e com um cheque em branco,serve de exemplo para a MB que gostando ou não vai ter muita dor de cabeça com o nosso SSN mesmo quando ja estiver navegando e operacional,muita coisa projetada para se comportar de um jeito vai acabar não funcionado como se planejou

Marcos R.
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Marcos R.

Acredito que por esse motivo o SNBR sera produzido inicialmente em uma única unidade, depois que todos os feitos forem constatados e sanados parte-se para a produção de uma série Flight II .

julio
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Porque será q os EUA não usam VLS nos seus NAEs ?

ELTON R
Visitante
ELTON R

ocupa espaço e para quem tem muita escolta de defesa aerea de area AEGIS e desnescessario

julio
Visitante

Melhorando a minha pergunta, porque eles não usam um vls no lugar do mk 29 ?

Carlos Campos
Visitante
Carlos Campos

desnecessário, eles já tem as escoltas para isso

julio
Visitante

Melhorando a minha pergunta, porque eles não usam um vls no lugar do mk 29 ?

Bosco
Visitante
Bosco

Julio,
É um mistério! Não há nada que justifique não ter um lançador Mk-41 com 8 células no lugar de cada lançador conteirável Mk-29. Seriam 64 mísseis ESSM prontos para uso no lugar de 16.
E ainda mais no CVN-78 que tem radar AESA fixo para iluminar alvos e pode interceptar 16 alvos de uma vez, enquanto os outros porta-aviões só têm 4 radares iluminadores e só podem interceptar 4.

Alex Barreto Cypriano
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Alex Barreto Cypriano

Adaptable Deck Launcher. Dá uma olhada no artigo de hoje no The Drive/The War Zone. Mas eu acho desnecessário…

Ricardo Bigliazzi
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Ricardo Bigliazzi

Que Nave!!! Belíssima!!

Roosevelt
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Roosevelt

Posso estar redondamente enganado mas tem aquela máxima que diz que não se mexe em time que está ganhando né? Entendo que essa máquina está sendo preparada para os próximos cinquenta anos mas não seria mais eficaz empregar essa verba toda no desenvolvimento eletro magnético das catapultas apenas? elevadores existem tipos mil de empregos diversos então vemos “Os elevadores de armas são essenciais para as operações de um porta-aviões” sim, sabemos disso, mas trata-se de um pit stop? No momento em que estivesse dominado totalmente a tecnologia poderiam empregar no próximo o CVN John F. Kennedy na boa não? o… Read more »

nonato
Visitante
nonato

E não sei por quê não testaram antes. Elevador não é nada do outro mundo. E concordo com você. Poderia deixar o espaço preparado igual ao motor do J 20. Coloca o elevador convencional depois troca pelo definitivo. Tecnologia ou você domina ou não. Não se pode tentar fazer algo que não se sabe. Quando não se tem conhecimento, é teste, é hipótese, é idéia. Ideia qualquer um pode ter. Ou a ideia é viável ou não é. Tipo laser em aviões. Ter a ideia é fácil. Mas se não há tecnologia para por em prática, não se pode desenvolver… Read more »

Peter nine nine
Visitante
Peter nine nine

Suponho que a complexidade estrutural de um navio desses não seja coisa fácil de lidar, para estar a instalar elevadores provisórios, retirar, reinstalar novos…

Carlos Gallani
Visitante
Carlos Gallani

Sim, trata-se de um pit stop onde cada segundo conta!

Bosco
Visitante
Bosco

Roosevelt, Preocupa não. Daqui uns três meses tudo estará resolvido e ninguém mais irá lembrar disso. Lembro há 20 anos quando metiam o pau no pobre coitado do LPD17 San Antonio . Falavam até que jamais ficaria pronto. Hoje, existem 13 da classe e são o suprassumo da tecnologia. Esse fogo de palha em se tratando a impressa ocidental, em especial a americana, é normal. Tá tudo funcionando muito bem. Todos os subsistemas (reator nuclear, radares, armas , catapulta, propulsores, sistema elétrico, etc.) estão maravilhosos e só restou um problema solucionável em relação aos elevadores de armas. Enquanto o resto… Read more »

Roosevelt
Visitante
Roosevelt

Bosco, você em mais informações acerca desses elevadores? De armas ou de bombas ou mísseis para os aviões? até onde sei as torretas usam elevadores de munições. Imagino também que só elevam isso mesmo não? um operador de armamentos num elevador desse deve quebrar as pernas no primeiro tiro já que tem que ser frações de segundo para chegar ao convés. KKKK

Roberto
Visitante
Roberto

queria tanto que o Brasil tivesse esses problemas….. mds malditos imperialistas!!! kkkk que todo mundo copia… enquanto isso os russos tentam o primeiro Nae que só patina…. da pra receber quando vc lê asneira?

Tomcat4.0
Visitante

Não sabia destes elevadores de armamentos. Vivendo e aprendendo. Muito bacana, que bom que as fotos estão bem nítidas.

Carlos Gallani
Visitante
Carlos Gallani

Tem bot aqui cara, como pode ter downvote neste teu comentário!

Sincero Brasileiro da Silva
Visitante
Sincero Brasileiro da Silva

Infelizmente (ou felizmente) os gênios se foram, ai sobraram esses engenheiros de hoje…

Tonolucro
Visitante
Tonolucro

Infelizmente os gênios se foram, realmente foram e não tiveram capacidade de desenvolver isso antes de partirem, agora o serviço ficou para esses aí que sobraram….

PAULO FERNANDO SAMPAIO DA COSTA
Visitante

E exemplo do F35 tudo vai dar certo

ECosta
Visitante
ECosta

No Topgun foi pior. Tava as quatro catapultas quebradas. 8|

Entusiasta Militar
Visitante
Entusiasta Militar

É o preço do pioneirismo … coisas desse tipo acontecem, mas sera superado, eu acredito nisso …

Dalton
Visitante
Dalton

Hoje foram publicadas duas boas notícias sobre o “Gerald Ford”, o que é bastante incomum, então para quem não as leu a primeira trata sobre o novo maquinário de retenção de aeronaves que recebeu luz verde para recuperar aeronaves pesadas como o “Hawkeye” e o ” “Greyhound”, apesar do segundo estar em vias de ser substituído pelo CMV 22B. . A segunda boa nova diz respeito ao conserto do sistema de propulsão, não dos dois novos reatores e sim de componentes mecânicos associados que transformam o vapor gerado pelos reatores que giram as hélices e que segundo foi informado se… Read more »