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Marinha dos EUA recebe 18º submarino classe ‘Virginia’

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Futuro USS Delaware (SSN 791)
Futuro USS Delaware (SSN 791)

Futuro USS Delaware foi entregue em 25 de outubro

A Marinha dos EUA aceitou a entrega do futuro USS Delaware (SSN 791), o 18º submarino da classe Virginia, em 25 de outubro.

“A entrega de Delaware marca o culminar de milhões de horas-homem de trabalho por milhares de pessoas em todo o país para trazer o principal ativo submarino do mundo para a frota”, disse o capitão Christopher Hanson, gerente do programa de Submarinos da classe Virginia. “Este submarino de ataque da próxima geração fornece à Marinha os recursos necessários para manter a superioridade submarina do país”.

O Delaware é o oitavo e último submarino do Bloco III da classe Virginia. O navio iniciou a construção em 2013 e está programado para ser incorporado em 4 de abril de 2020.

Comparados aos Blocos I e II da classe, os submarinos do Bloco III apresentam uma proa reprojetada que substitui 12 tubos de lançamento verticais individuais por dois Virginia Payload Tubes de grande diâmetro, cada um capaz de lançar seis mísseis de cruzeiro Tomahawk.

O design também incorpora uma matriz de sonar de proa de grande abertura sob a água no lugar da matriz esférica tradicional. Essas, entre outras mudanças no projeto, reduziram o custo de aquisição dos submarinos, mantendo suas excelentes capacidades de combate.

O Delaware é o sétimo navio com o nome de “O Primeiro Estado”.

O primeiro Delaware serviu na Revolução Americana, o segundo na Quase-Guerra com a França.

O terceiro foi incendiado para impedir que ela caísse nas mãos da Marinha Confederada.

O quarto exerceu funções de bloqueio até o final da Guerra Civil.

Pouco se sabe sobre o quinto, além de que ele era um vapor que começou a vida com outro nome antes de ser renomeado para Delaware em 15 de maio de 1869.

O sexto Delaware era um navio de guerra encomendado em 4 de abril de 1910, que servia no Atlântico e no Caribe.

Durante a Primeira Guerra Mundial, ele acompanhou comboios e participou de exercícios navais aliados. Ele foi desativada em 10 de novembro de 1923.

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Zen
Zen
7 meses atrás

Sonho ver esses lançadores no Alvaro Alberto com uma versão naval do MTC com pelo menos uns 1000km de alcance.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Zen
7 meses atrás

O Álvaro Alberto (SNBR) não deverá ter lançadores verticais, pelo que se sabe até agora. E eu duvido que mudem o projeto para agregá-los, pois seria mais uma complicação num projeto que, por ser o primeiro submarino nuclear do Brasil, tem que trabalhar com redução de riscos ao invés de aumentá-los.

O SNBR deverá ter capacidade de lançar mísseis pelos tubos de torpedo, como os SBR (Scorpène).

Emerson
Emerson
7 meses atrás

Cara que inveja….
É se considerarmos que os EUA lançaram seu primeiro submarino nuclear na década de 50, e o nosso Álvaro Alberto deve ser lançado até 2030, chegamos a conclusão de que estamos uns 80 anos atrasados 🤦

Daglian
Daglian
Reply to  Emerson
7 meses atrás

Cuidado com as referências… é mais adequado dizer que os EUA estão avançados em vez de dizer que estamos atrasados. Por quê? Porque a esmagadora maioria dos países sequer consegue construir submarinos convencionais, quanto mais submarinos nucleares. Poucos países detêm essa capacidade, e os EUA são um deles.

Ozawa
Ozawa
7 meses atrás

Segundo a tradição escrita judaico-cristã apenas Elias e Moisés, este de forma apoteótica na representação de Charlton Heston, abriram as águas e secaram as passagens em seus leitos …

Até que as marinhas descubram uma contramedida submarina semelhante, o mundo continuará a ter somente 2 tipos de navios de guerra …

E pra frisar, são eles, não seus Super Carriers, as armas mais letais do arsenal naval americano e a ponta da sua lança … Mesmo no Brasil, em esperançosa reconstrução, a Força de Submarinos é a ponta da nossa agulha …

Adriano Luchiari
Adriano Luchiari
Reply to  Ozawa
7 meses atrás

É isso aí, só existem dois tipos de navio: os submarinos e os alvos…

Ten murphy
Ten murphy
Reply to  Ozawa
7 meses atrás

Josué também.

Ozawa
Ozawa
Reply to  Ten murphy
7 meses atrás

Com efeito, segundo a mesma tradição. Aliás, sucessor de Moisés. Assim, considere minha referência à classe, sendo Josué um “Flight I” …

Bosco
Bosco
Reply to  Ozawa
7 meses atrás

Alguma coisa nesse sentido tem sido pesquisado há anos. É o chamado laser azul-esverdeado. Em tese ele pode deixar o mar transparente.
E ainda poderia ser utilizado como seeker em torpedos.
Em 10 anos corre-se o risco dos submarinos serem considerados tão obsoletos quanto os antigos dirigíveis.

Bosco
Bosco
Reply to  Ozawa
7 meses atrás

Se no futuro a discrição deixar de ser a norma nas operações submarinas provavelmente submarinos silenciosos cederão lugar a submarinos de alto desempenho cinético. Os submarinos deverão ter propulsão baseados na supercavitação que lhes possibilitará altas velocidades e serão dotados de sistemas de defesa ativos e passivos, como ocorre com os navios.

Dalton
Dalton
Reply to  Ozawa
7 meses atrás

Mesmo assim caro Ozawa a força de submarinos da US Navy está em declínio, algo que já estava previsto duas décadas atrás, porém outras prioridades e corte de verbas resultaram na situação atual. . Ainda não se fez à atualização, mas, pela primeira vez a US Navy conta com menos de 50 SSNs em seu inventário e o número poderá chegar a 42 até o fim da próxima década a menos que alguns “Los Angeles” tenham suas vidas estendidas em alguns poucos anos, mesmo assim, o número ficará abaixo de 48 unidades para só na década seguinte voltar a recuperar-se.… Read more »

Ozawa
Ozawa
Reply to  Ozawa
7 meses atrás

Caros Bosco e Dalton, No tocante ao quadro geral operativo da Força de Submarinos da USN, interpretando conhecido clichê: aí é uma questão de ver o oceano meio cheio e meio vazio, uma vez que mesmo em evidente declínio numérico quando comparada à sua própria história, ainda é mais efetiva e letal, igualmente a toda evidência, quando comparada às forças submarinas de seus potenciais oponentes atuais … E, convenhamos, sem prejuízo das homenagens de estilo aos “carregadores do piano”, mas é a apresentação do pianista que encanta a platéia … No tocante aos estudos revolucionários de contramedidas submarinas anulando, ou… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  Ozawa
7 meses atrás

Mesmo considerando o profissionalismo da força de submarinos da US Navy Ozawa, faltam números a ponto de submarinos do “Pacífico” estarem de uma forma mais frequente cumprindo missões no “Atlântico”, enfraquecendo dessa forma o “Pacífico”, dado o menor número baseados na costa leste e alguns por serem tão novos ainda não estarem certificados para missão. . Não apenas faltam submarinos, que por mais sofisticados e bem tripulados, não podem estar em dois lugares ao mesmo tempo, como a prioridade no momento é substituir os SSBNs cuja única utilidade é a dissuasão nuclear. . Então, meu ponto é que se submarinos… Read more »

Ozawa
Ozawa
Reply to  Dalton
7 meses atrás

Caro Dalton, na esteira da minha metáfora anterior, a ponta da lança é a menor extensão do seu corpo, conquanto principal …

Dalton
Dalton
Reply to  Ozawa
7 meses atrás

E eu diria que existem tipos diferentes de lanças e pontas de lança,
cada uma com suas vantagens e desvantagens…

Ozawa
Ozawa
Reply to  Dalton
7 meses atrás

Se houvesse uma refilmagem de A Raposa do Mar … Nós dois poderíamos ser os 2 protagonistas … Acho que esse debate vai acabar em empate … Como no filme … Só falta você atear fogo nos colchões e aparentar incêndio a bordo pra eu emergir …

Dalton
Dalton
Reply to  Ozawa
7 meses atrás

Inclusive Ozawa usaram cenas desse filme em um episódio de “Viagem ao Fundo do Mar” onde o Almirante Nelson após o “SV” ser abatido é recolhido por um “destroyer” que então persegue o submarino.

Ozawa
Ozawa
Reply to  Dalton
7 meses atrás

Considerando O Barco “hors concours”, A Raposa do Mar é meu filme predileto de submarinos e revejo sempre que posso. Aliás, frise-se o primor dramático de ambos até hoje a despeito da inferior técnica cinematográfica de suas épocas …

Acho que essas nossas últimas mensagens são os cumprimentos finais nas pontes de comando encerrando o embate entre os antagonistas do filme …

JT8D
JT8D
Reply to  Dalton
7 meses atrás

Prezado Dalton, tenho que discordar de você nessa questão. Na USN os submarinos são o único tipo de barco unicamente de propulsão nuclear e, principalmente, são a única arma estratégica, no caso dos SSBN. Então, na água, os submarinos ainda são “os caras”. O fato de serem em menor número é devido a serem caros e complexos, mas não tê-los (no caso dos nucleares) seria abdicar do principal meio existente de negação do mar

Dalton
Dalton
Reply to  JT8D
7 meses atrás

JT… . os NAes da US Navy também são todos de propulsão nuclear e os SSBNs não se destinam ao “dia a dia” ,apenas como plataformas de dissuasão nuclear e como tal não se afastam muito de suas bases, navegam lentamente, evitam rotas de navegação e não interagem com outros navios e submarinos. . Os EUA possuem bombardeiros capazes de transportar armas atômicas que para certos casos são até mais eficientes como dissuasão já que podem ser chamados de volta enquanto um “Trident” ou um “Minuteman” depois de lançados , não podem. . Os submarinos para o “dia a dia”… Read more »

JT8D
JT8D
Reply to  Dalton
7 meses atrás

Obrigado pela resposta, eu sempre aprendo muito com seus comentários. Mas gostaria de lhe explicar melhor meu ponto de vista. É claro que os submarinos fazem parte de uma equipe. Mas mesmo assim eles são um tipo de arma muito especial. Veja o que aconteceu na Segunda Guerra: a marinha alemã foi totalmente confinada em seus portos e os poucos navios que desafiavam o bloqueio aliado eram implacavelmente caçados e destruídos. Com uma notável exceção, os submarinos, que quase levaram ao colapso o abastecimento das ilhas britânicas. Eu sei que no final os submarinos alemães tiveram o mesmo fim dos… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  JT8D
7 meses atrás

Obrigado JT… . pelo seu novo comentário acima acho que concordamos mais que discordamos, no que o submarino, seja nuclear ou convencional, tem uma importância maior para nações como o Brasil do que para os EUA, que possuem muitos outros meios para levar a guerra a seus adversários e terá que conviver com uma força de submarinos muito diminuída até que possa voltar ao patamar de hoje já considerado muito abaixo do necessário. . Sua comparação com os submarinos alemães da II Guerra, no meu entender tem uma falha: na época submarinos eram baratos e podiam ser rapidamente construídos, mas,… Read more »

Munhoz
Munhoz
7 meses atrás

Este no meu ponto de vista talvez seja tecnicamente a arma mais poderosa do mundo (fora as nucleares) !

Seria interessante uma comparação com o sub russo Yasen-M ?

Apesar dos Russos terem apenas 2 unidades!

Heli
Heli
Reply to  Munhoz
7 meses atrás

O projeto dos Yasens é mais antigo (sofreu com o fim da USSR e a falta de dinheiro e até de avanços tecnológicos da Russia nos anos 90) ainda precisa evoluir para atingir o nível dos Virginias. Por exemplo: o mastro dos Virginia é fotônico, o dos Yasen não; o sistema de propulsão dos Virginia é pumpjet bem mais silencioso do que os de hélice convencional dos Yasen. Contudo, a classe Yasen é bem moderna e com certeza uma arma de alto nível.

Alessandro
Reply to  Heli
7 meses atrás

O Yasen esta em outro patamar, é muito superior aos Virgínia, e no julgar dos russos, Pumpjet é coisa pra submarino lançador de misseis balísticos, que precisam ser mais discretos, o Yasen tem um nível de automação de dar inveja a qualquer outra classe, e o Kazan melhorou isso, o Severodvinsk tem muitas diferenças da segunda unidade

Brunow
Reply to  Alessandro
7 meses atrás

A Série “M” (do qual o Kazan faz parte) já é uma evolução dos Yasen antigos, por isso mais moderna, atualmente há um em testes o Kazan, 5 em construção e mais 2 contratados…

Dalton
Dalton
Reply to  Alessandro
7 meses atrás

Porque “superior” ? São submarinos um tanto quanto diferentes, o
“Yasen” sendo maior e mais armado, mais parecendo um “SSGN” o que também significará um número menor de submarinos.
.
Já o”Virgínia” principalmente os 28 primeiros sendo “SSNs” mais tradicionais, bem adaptados para águas rasas e equipados com sistemas de última geração e bastante silenciosos e quanto à automação, a US Navy sempre que possível prefere ter um número maior de tripulantes para entre outras coisas manutenção e controle de avarias.

Alessandro
Reply to  Dalton
6 meses atrás

São classes de patamares diferentes sim, o rival do Yasen é o Seawolf, o Virgínia é um Sub de requisitos menores e mais econômico, pois os Seawolfs eram muito caros para serem fabricados em grandes quantidades para substituir os Los angeles

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
7 meses atrás

Bonitão

Guizmo
Guizmo
7 meses atrás

E ainda querem tentar nos convencer de que a Marinha Chinesa está em pé de igualdade. Falta muito ainda, e repito, esquecem de olhar que a USNAVY está trabalhando também

Diogo de Araujo
7 meses atrás

E aquela terceira foto com 3 porta aviões hein? Pra manter essa foto aí seria necessário umas duas vzs o orçamento todo da MB kkk

Dalton
Dalton
Reply to  Diogo de Araujo
7 meses atrás

Pelos mastros é possível identificar qual NAe foi modernizado e qual não foi.
.
O da extrema direita só pode ser o USS D.Eisenhower , já modernizado e os outros dois por eliminação só podem ser os USSs John Stennis e Harry Truman, já que o USS Gerald Ford é diferente e os outros 2 os USSs
George Washington e George H W Bush não estão em Norfolk.

Diogo de Araujo
Reply to  Dalton
7 meses atrás

Obrigado Dalton, realmente é uma força sem precedentes.

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
7 meses atrás

Espetacular! Interessante que levou 7 anos entre a construção e o comissionamento, é isso?

Gostava mais da Classe Los Angeles com aqueles lemes na vela!

Dalton
Dalton
Reply to  Marcelo Andrade
7 meses atrás

É isso mesmo Marcelo, só que o “Vermont” foi entregue com vários meses de atraso, diferentemente de outros já entregues e consequentemente a cerimônia de comissionamento também atrasará sendo fixada agora conforme o texto para abril do ano que vem.
.
Novos submarinos com “lemes na vela” só os futuros SSBNs “Columbia” que
teoricamente ganham uma estabilidade maior ao lançar os “Tridents”, mas, fora isso a tendência é submarinos com lemes na parte dianteira do casco o
que também é mais aconselhável quando o submarino necessita emergir no gelo do Ártico.

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
Reply to  Dalton
7 meses atrás

Valeu Dalton, questão mais de estética para nós aficionados!!! Mas foi ótima a explicação. Grande Abs!

Rodrigo
Rodrigo
Reply to  Dalton
6 meses atrás

Valeu pela explicação Dalton.