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O brasileiro no filme ‘Homens de Honra’

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Alberto José do Nascimento em destaque na foto à esquerda; Carl Brashear aparece em pé à direita

Morreu em novembro de 2018, aos 91 anos, o natalense Alberto José do Nascimento, pioneiro do mergulho no Brasil, que juntamente com Luiz Oliveira, fez parte da turma de 1954 da US Navy.

A turma que foi imortalizada pelo filme Homens de Honra, que narra a história de Carl Brashear, primeiro mergulhador negro dos EUA. Em 2016 foi lançado no Brasil o livro Operação Mergulho, que conta a trajetória de Alberto e Luiz ao cursarem mergulho na turma de Brashear.

O Legado de Alberto jamais será esquecido, sua história faz dele mais que um mergulhador, faz dele uma verdadeira lenda.

O texto abaixo é de uma reportagem do jornal A Tribuna do jornalista Itaercio Porpino, publicada no ano de 2004, e que conta um pouco da história desse nosso herói desconhecido pela grande maioria do público.


Quem já assistiu ao filme “Homens de Honra”, de 2000, sabe que aquela história é baseada em acontecimentos reais: na vida do primeiro negro (Carl Brashear) a se tornar mergulhador de resgate da Marinha americana, no início dos anos 50. O que ninguém faz idéia é que um natalense tenha vivido grande parte daqueles episódios. Inclusive, na escola de mergulho de resgate foi ele o único a se aproximar e ficar amigo de Carl, quando todos os aspirantes brancos americanos o hostilizavam e até perseguiam.

No filme, o natalense Alberto José do Nascimento – hoje com 77 anos – seria aquele único aspirante que, logo nas primeiras cenas da escola de mergulho, permanece no alojamento após a entrada de Brashear, enquanto todos os outros se retiram, sentindo-se ofendidos e dizendo que “não dividem o mesmo espaço com um negro”. Porém, não é feita nenhuma referência à presença de brasileiros na turma. O personagem que representa o potiguar foi substituído por um americano gago.

“Fui eu quem fiquei no alojamento, então aquele cara do filme está me representando. Agora, aquela gagueira, todo o resto que acontece ao personagem é fantasia. Um cara como ele não entraria nunca em uma escola de elite feito aquela. Ali só entravam os melhores”, diz.

Alberto conta que foi ele quem participou junto com Carl Brashear do salvamento de um colega preso no fundo do mar. Inclusive, o natalense recebeu todos os méritos quando a maior participação no feito foi do marinheiro negro. O filme retrata esse episódio, mas o aspirante que estava ajudando Brashear, na ficção, era outro, que, inclusive, acabou fugindo. Ainda assim, ele foi condecorado com medalha de honra.

“Teve esse salvamento, mas ele não aconteceu assim. Não houve medalha e também não foi um americano que participou da operação, e sim eu. Como no filme, Brashear ficou muito irritado diante da injustiça”, lembra o ex-mergulhador potiguar.

Natalense desconhece episódio de disputa com o comandante

Alberto fala que desconhece o episódio em que Brashear venceu o comandante, diante dos outros aspirantes, numa disputa para ver quem ficava mais tempo com a cabeça submersa na água. “Acho difícil de ter acontecido, até porque o filme mostra que o episódio se deu num bar, com todos juntos. “Os americanos não ficavam no mesmo espaço que Brashear nem falavam com ele. Uma vez fizemos um rateio para uma festa e não deixaram ele participar. A segregação racial era muito forte nos EUA nessa época. Nos ônibus, os negros só podiam ir na parte de trás. Já lá na escola da Marinha, os americanos se referiam a ele como negro filho da p.”.

Para Alberto José do Nascimento, o filme retrata bem a determinação de Brashear de se tornar mergulhador da Marinha americana. A parte técnica (equipamentos e situações vividas naquele tipo de ambiente) está impecável, segundo ele.

Porém, ele presenciou o episódio do teste final da escola. Para conseguir ser aprovado como mergulhador de resgate, os aspirantes tinham que montar, no menor tempo possível, várias ferramentas pequenas (parafusos, porcas, ruelas) em uma peça maior jogada ao fundo do mar. O detalhe é que as sacolas com as ferramentas de todos os brancos foram jogadas fechadas. A de Brashear foi rasgada e suas peças espalhadas no fundo do oceano para que ele não completasse a prova. “Aconteceu daquele jeito do filme: ele ficou por mais de nove horas embaixo d’água, quase congelou, mas somente subiu com a peça montada”.

Ex-marujo integrou a turma 56 da escola

O ex-marujo natalense Alberto José do Nascimento tem muita história para contar. E não é conversa de pescador não, é de mergulhador mesmo.

Ele se aposentou aos 39 anos e, com o dinheiro que juntou, abriu uma firma de salvamento em alto mar no Rio de Janeiro, onde morou por 40 anos. Chegou a ter três navios, mas deixou seu negócio naufragar por mau gerenciamento. “Vendi os navios fiado e perdi tudo. Hoje vivo da aposentadoria”, diz, mas sem se lamentar. Ao lado de Brashear, nos Estados Unidos, Alberto e todos os outros não passavam de meros coadjuvantes, mas ele garante ter sido um dos dez melhores da turma, aprovado com 75% de aproveitamento. “No curso eu estava sempre no topo, e no Brasil não sei de ninguém que tenha feito mais salvamentos que eu”.

Para integrar a turma 56 da escola de mergulho de resgate da Marinha americana — considerada a melhor do mundo — Alberto teve que passar por uma seleção rigorosa, disputando com vários marinheiros brasileiros. Somente ele e outro passaram.

Na época ele servia na Marinha no Rio de Janeiro, onde chegou com 17 anos de idade, depois de ter deixado Natal. Nos Estados Unidos, Alberto ficou somente por quatro meses — o tempo de duração do curso. Voltou àquele país uma segunda vez para fazer outro curso de capacitação.

O ex-marujo voltou para Natal já tem quase 20 anos. É na paz de Extremoz que ele vive com suas lembranças e histórias que dariam um livro.

Carl Brashear, second from right second row, stand with men of his diving unit during a break in training.

Filme retrata preconceito contra as pessoas negras

Oriundo de uma humilde família negra, que vivia em uma área rural em Sonora, Kentucky, ainda garoto Carl Brasher já adorava mergulhar. Quando jovem, se alistou na Marinha esperando se tornar um mergulhador.

Inicialmente Carl trabalha como cozinheiro, uma das poucas tarefas permitidas a um negro na época. Quando resolve mergulhar no mar em uma sexta-feira acaba sendo preso, pois os de sua cor só podiam nadar às terças. Mas sua rapidez ao nadar é vista por todos e assim ele se torna um “nadador de resgate”, por iniciativa do capitão Pullman (Powers Boothe).

Quando Brashear entra na escola de mergulhadores, encontra o Master Chief Billy Sunday (Robert De Niro), um instrutor de mergulho áspero e tirânico que tem absoluto poder sobre suas decisões. No princípio Sunday faz muito pouco para encorajar as ambições de Brashear. O aspirante a mergulhador descobre que o racismo nas forças armadas é um fato quando os outros aspirantes brancos – exceto Snowhill (Michael Rapaport), se negam a compartilhar um alojamento com um negro.

Mas a coragem e determinação de Brashear impressionam Sunday e os dois se tornam amigos quando Brashear tem de lutar contra o preconceito e a burocracia militar, que quer acabar com seus sonhos de se tornar comandante.

Um incidente atinge seriamente a perna de Carl, que para não ser reformado pede que lhe amputem o membro. Ele começa aí uma nova luta para provar que pode voltar a mergulhar. O abnegado marujo consegue e, negro e amputado, torna-se Master Chief em 1968, aposentando-se onze anos depois, em 1979. Brashear está hoje com 77 anos (na época da publicação da matéria, ele veio a falecer em 25 de julho de 2006), a mesma idade do ex-colega potiguar Alberto José do Nascimento. A diferença é a fama e os muitos dólares. “A história foi romanceada para dar mais emoção”, disse o natalense.

Carl Brashear

FONTE: Divemag.com

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Gustavo
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Gustavo

Filme imperdível. Cuba G. Júnior em grande atuação, a melhor dele .

JT8D
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JT8D

Mas os vra-latas dizem que o preconceito aqui é pior do que lá, porque é dissimulado e blá-blá-blá …

filipe
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filipe

O Brasil é o Brasil, os EUA são os EUA… Cada País com o seu contexto…

Kommander
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Kommander

Rapaz, na verdade os norte-americanos dizem que o preconceito aqui é muito pior. Porque lá o preconceito é escancarado, aqui as pessoas tentam esconder, fingem não ser preconceituosas, quando na verdade são.

JT8D
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JT8D

Vista a carapuça quem quiser. A nossa miscigenação fala por sí própria. Minha esposa tem sangue negro e portanto meus filhos também, e não é nenhum gringo racista que vai me julgar

jose luiz esposito
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jose luiz esposito

Então sua esposa e seus filhos são Mestiços e não Negros , indico a todos que leiam a Gilberto Freire em sua Obra , CASA GRANDE E SENZALA de 1933 , lá entenderão o Brasil e seu Povo de hoje !

Rafael M. F.
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Rafael M. F.

Obra essa que, graças a imbecis como Jessé Souza, está sob ataque.

Há uma vertente na sociologia que quer desconstruir o pensamento de Gilberto Freyre e colocar em seu lugar uma teoria de processo de formação de nossa sociedade debaixo da égide da luta de classes, e Jessé Souza é um dos seus principais representantes.

JT8D
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JT8D

Não meu amigo, minha esposa e meus filhos são seres humanos

Rafael M. F.
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Rafael M. F.

Jamais tivemos Leis Jim Crow aqui. Mesmo no Império escravocrata, era possível negros e brancos frequentarem os mesmos espaços. Tivemos inúmeros negros de destaque no Império, em áreas tão distintas quanto jornalismo, engenharia, literatura.

Existe racismo aqui no Brasil, mas nada tão virulento e patrocinado pelo estado como foi nos Estados Unidos.

Tanto que a primeira coisa que Pedro II reparou quando foi a um teatro nos Estados Unidos em 1876, foi que não havia negros na platéia.

Marcelo Danton
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Marcelo Danton

Poxa!! Essa tipicas mentiras esquerdistas… “Os americanos dizem..” leva aos incautos acreditarem que vc conversa MESMO com Norte americanos… Calada magda!

Alexandre
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Alexandre

Meu caro as duas formas de preconceito tanto nos Estados Unidos que é declaradamente aberta , e a do Brasil que tem uma ” falsa democracia ” racial são horríveis , pior é a aquele que não quer enxergar isso .

Marcelo Danton
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Marcelo Danton

Calada magda!

João Bosco
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João Bosco

Um filme para mostrar que não era apenas no exercito e na USAF em negros eram perseguidos … Belo filme, já o assisti e trabalhei com ele em sala de aula.

Esteves
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Esteves

O filme…mais um sustentado pelo Robert De Niro. A história…uma vida de bravura. Acho que se tivessem incluído o personagem do Alberto Nascimento + as passagens que viveu lá teriam que reescrever.

A MB conserva um busto ou imagens do mergulhador brasileiro em museus?

Audax
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Audax

Lembro quando ele faleceu. Me chamou a atenção o quase esquecimento. Em breve sairá um livro sobre o mergulho no Brasil. Sds.

Ozawa
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Ozawa

Está agora, como já ou algum dia todos seus pares daquela foto, nas mãos Daquele a quem não há acepção de pessoas, no caso, seja negro ou branco … O extermínio racial sistemático como política de estado do nazismo é evidente e indiscutível. Esses são os fatos e justo foi seu julgamento pela vencedores da guerra e pelos autores da História. Nada obstante, tão repulsiva, embora mais sutil, dissimulada ou cínica, era a política segregacionista americana e, por extensão, a praticada por sua versão imperial britânica em seus domínios ultramarinos, contemporâneas ao nazismo. É um metáfora desconcertante mas de necessária… Read more »

Esteves
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Esteves

Os fatos do filme são pós nazismo. Na década de 1950. Nós também tentamos. “Nas décadas de 1920 e 30, o pensamento eugenista cooptou muitos nomes influentes, como Júlio de Mesquita, proprietário do jornal O Estado de S. Paulo; Oliveira Vianna, jurista e sociólogo considerado ‘imortal’ pela Academia Brasileira de Letras; e o fundador da Faculdade de Medicina em São Paulo, Arnaldo Vieira de Carvalho – que dá nome à conhecida “avenida doutor Arnaldo”, no centro da capital paulista. O renomado autor de “Sítio do Picapau Amarelo”, Monteiro Lobato, não só era bastante próximo de Renato Kehl, como chegou a… Read more »

Fabio Araujo
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Fabio Araujo

Essa história do Alberto deveria ser escrita num livro para ficar registrado para o futuro!

cwb
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cwb

Rapaz..excelente matéria,fechou com chave de ouro aquele filme.
Isso mostra a vontade e a honra daquelas pessoas em achar seu lugar na sociedade.Isso traz à tona os rapazes de tuskagee ,pilotos negros que ganharam respeito defendendo nos ares os tripulantes de bombardeiros.
George Mac Govern em seu livro sob um céu azul fala da bravura destes homens.Dica de filme é jogador 42 a história do primeiro negro a jogar na liga de beisebol…
abraço a todos

Caravaggio
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Caravaggio

Matéria excelente! Apenas um reparo para ajudar no texto: ” O abnegado marujo consegue e, negro e amputado, torna-se comandante em 1968, aposentando-se nove anos depois, em 1970. Brashear está hoje com 77 anos (na época da publicação da matéria, ele vei a falecer em 25 de julho de 2006), ” Se foi comandante em 68 e se aposentou 9 anos depois, não pode ter se aposentado em 1970, são só dois anos de uma data pra outra. Ou se aposentou depois, ou se tornou comandante antes ou foram só 2 anos entre o comando e a aposentadoria. ele “vei”,… Read more »

Dalton
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Dalton

Não apenas Carl Brashear foi homenageado em um filme como seu nome encontra-se na popa do USNS Carl Brashear T-AKE 7 da Frota do Pacífico, um dos 14 grandes navios de transporte de munição e carga seca da classe “Lewis and Clark”.
.

LucianoSR71
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LucianoSR71

Uma história interessante sobre o preconceito dentro das forças armadas americanas na 2ªGM é a do 761º Batalhão de Tanques – a 1ª unidade do Exército americano composta só por negros. Seu comando foi dado a um oficial branco, mas que não agia como os demais e os apoiava. Foram treinar em campos do sul – estados notadamente racistas, ‘esquecidos’, ficavam treinando o tempo todo, mas não eram chamados ao combate e foi isso, por uma bela ironia, que os fez tão bons tiveram o dobro do tempo p/ se prepararem e aliada a vontade de mostrar que eram tão… Read more »

Rafael M. F.
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Rafael M. F.

Ainda sobre IIGM, um historiador brasileiro que não lembro mais o nome defende a tese de que o contato com tropas brasileiras na Itália por parte dos batalhões negros norte-americanos pode ter sido uma das sementes primordiais da luta pelo fim das leis segregacionistas nas décadas seguinte.

Os soldados negros norte-americanos ficaram surpresos e curiosos com aquele exército policromático, e ao perguntar se realmente era todo mundo misturado, os brasileiros respondiam “aqui não tem negro nem branco, somos todos brasileiros”

LucianoSR71
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LucianoSR71

Num documentário, creio que foi no A Cobra Fumou, um veterano da FEB contou que os negros americanos realmente se admiravam que na FEB lutavam negros e brancos lado a lado, mas por outro lado esse brasileiro ficou impressionado que os oficiais americanos iam p/ a fila do rancho como qualquer soldado e comiam a mesma coisa, já no lado brasileiro ‘quanta diferença…’ disse textualmente ele.

LucianoSR71
Visitante
LucianoSR71

Esqueci de comentar uma coisa, muito antes de haver esse contato, até mesmo antes deles poderem entrar em combate, já havia um movimento dos negros chamado de VV ou duplo V que seria a Vitória sobre o nazismo e a Vitória contra a segregação nos EUA, c/ demonstração de eles eram tão americanos e capazes quanto os brancos. Essa 2ª Vitória viria c/ soldados negros mostrando seu valor e honra nos campos de batalha – muitos se alistaram voluntariamente p/ demonstrar isso.

André Souza
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André Souza

Nunca tive tanto gosto de ler uma matéria, parabéns pelo conteúdo que venha um livro desses dois heróis.

Renato B.
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Renato B.

Legal, espero que alguém se disponha a fazer a versão brasileira da história.

Alexandre
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Alexandre

O mais “engraçado” da história é que a marinha americana ,recentemente tinha participado de uma guerra na Europa para contra o nazismo , para ajudar a parar o extermínio de um povo os judeus , mas não considerava seu próprio povo os ” negros norte-americanos” como cidadãos , e tinham vários direitos cerceados , era mesmo um grande paradoxo.

LucianoSR71
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LucianoSR71

Na mesma linha, tivemos o nosso paradoxo – enviamos nossos soldados p/ lutar contra o ditador Hitler e éramos comandados pelo ditador Getúlio Vargas.

ednardo curisco
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ednardo curisco

é como a democracia grega.

era democracia.

Mas só era considerado ‘gente’: homens ricos da aristocracia grega.

Uma das coisas terríveis de políticas segregacionistas é que o outro não é considerado gente.

Marcelo Danton
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Marcelo Danton

Os espertos em estória! Invocam um preceito de “democracia de 3000 mil anos atrás, vistos e assimilados de filmetes hoollywoodianos. Pena desses pseudos “estoriadores”.

Cosmo K
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Cosmo K

Há mais um militar brasileiro na foto, sentado ao lado do oficial. Parece outro sargento com as divisas antigas e um uniforme diferente. Quem será?

Marcelo Danton
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Marcelo Danton

Os arautos do “racismo” ainda NÃO entenderam que este esta em nossas mentes….ficamos empolgados por um filme que nem trata a história com o devido respeito. Um negro americano TEM mais valor que qualquer brasileiro..o Nosso foi OMITIDO, mas regozijamos só pelo fato que, na verdade, se tratava de um Brasileiro o único que ficou no alojamento

Dalton
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Dalton

Filmes não precisam nem podem retratar tudo o que de fato aconteceu por conta do limite de tempo então é comum criar personagens fictícios baseados em duas ou mais pessoas, como o personagem de Robert De Niro.
.
O personagem “amigo” pode ter sido baseado no brasileiro e em mais alguém, como um homem chamado Rutherford que teria incentivado Brashear a
continuar.
.
O próprio Carl Brashear conforme li cita que os marinheiros brancos não
deixaram o alojamento na escola de mergulho em New Jersey e sim antes na Florida, então novamente para se ficar dentro do limite de tempo de um filme
fatos precisam ser condensados.

Marcelo Danton
Visitante
Marcelo Danton

Justo! Sinceramente não me importo com citações em filmes Norte Americanos. Há tempos utilizam citações ou paisagens de outros países para massagear o ego e o publico ($$$) local. Diga NÃO ao Deslumbramento infantil… tão bem utilizado pela industria cinematográfica norte americana

ednardo curisco
Visitante
ednardo curisco

é uma questão de carga dramática. Já conhecia muito bem a história do Desmond Doss, do filme ‘até o último homem’. Diversas coisas foram alteradas porque o escritor achou que traria a carga emocional necessária para quem vai ver. O Doss não cita que apanhou no dormitório, como o filme mostra. Mas ele foi muito desprezado mesmo. Assim, mostrar ele apanhando, mesmo que inverídico, deixa o espectador sentir o desprezo que ele sofria. Obs: a história real do Doss é muitíssimo mais espetacular que a do filme. o roteirista teve que cortar muita coisa para caber no filme e porque… Read more »

Alex Barreto Cypriano
Visitante
Alex Barreto Cypriano

Jornal A Tribuna de qual município? Pois existem muitos homônimos espalhados…
😉
Até hoje se diz na USNavy que os mergulhadores negros têm nado ineficiente. Fóssil segregacionista?
😀
Por quê não fazem um filme brasileiro sobre o caso? Iria contradizer a narrativa erudita sobre o racismo nacional?
:'(
Quem disse que se pode tirar qualquer coisa do cinema que não tenha sido ali colocada de propósito pelos seus criadores?
:O
Robert de Niro…
:p

Carlos Dias
Visitante
Carlos Dias

O que deixou intrigado é o porquê de os americanos brancos não discriminarem o brasileiro também, afinal ele não era branco.

Marcelo Danton
Visitante
Marcelo Danton

Não discriminaram porque iria ficar só 4 meses. Agora para quem não conhece o EUA atualmente…vai lá entregar pizza no Bronx ou bairros correlatos. O negro dessas regiões (norte americano) detestam hispânicos, coreanos, chinas e outros negros que são bem sucedidos.

Dalton
Visitante
Dalton

Mas, também não era considerado “negro”. Nativos americanos por exemplo eram menos segregados, como por exemplo, se viu no episódio do hasteamento da segunda bandeira em Iwo Jima, tornada famosa, onde um dos 6 homens era um índio.

Tomcat4.0
Visitante
Tomcat4.0

Esta revelação histórica me deixou boquiabertamente feliz e orgulhoso por ser um brasileiro a ter feito a diferença no meio de tanto racismo nesta história linda de superação e honrosa vitória.

Joao Moita Jr
Visitante

Aqui todos sabemos que o único militar que permaneceu nas barracks com Carl Brashear foi um militar oriundo do Brasil, e que da US Navy não ficou nem um.
Não foi nenhum erro, foi feito de sacanagem e a propósito.

Marcelo Andrade
Visitante
Marcelo Andrade

Que surpresa! Compartilhei com vários amigos que gostam do filme e minha família. Esse filme é espetacular, não canso de revê-lo, tenho até DVD. Outro que retrata bem a segregação é Red Tails!

M. Albert
Visitante
M. Albert

Nessa penúltima foto, parece ser o Luiz né? Que infelizmente não é muito citado… Provavelmente deve ter muita história pra contar sobre esse guerreiro também… Muito legal a história.

luiz antonio
Visitante
luiz antonio

tres aspectos dessa matéria:
1) O heroismo de seres humanos, onde são reverenciados em um país e esquecidos em outro.
2) O racismo nos EUA na epoca dos fatos e a forma como são tratados hoje
3) O racismo como praga e caracteristica mais repugnante do ser humano, inclusive nos comentários velados de algumas pessoas deste espaço. Lamentável, pois não aprendemos nada com a vida.

Wellington
Visitante
Wellington

As maiores midias, emissoras de TV do país não da importância desse honroso militar brasileiro. E que conviveu durante a segregação racial nos EUA.
Será que a MB irá fazer uma homenagem a altura da missão dada?
Deveria colocar o nome dele em alguma corveta ou fragata.
O nome dele imortalizado!

Dalton
Visitante
Dalton

Nascimento foi um marujo fisicamente e mentalmente apto para tornar-se um excelente mergulhador, o que não é pouca coisa, mas, não teve oportunidade de fazer nada significativo. . Carl Brashear por outro lado não apenas lutou contra o racismo, mas, contra a pobreza, falta de estudos, alcoolismo e teve oportunidade de mostrar sua determinação, patriotismo, coragem, caráter, transformando-se em um símbolo inicialmente para sua raça, embora todos sejamos da raça humana e depois um exemplo para todos e orgulho para a marinha de seu país. . Carl Brashear não gostava de levar desaforos para casa, igual a um certo marujo… Read more »

José Carlos David
Visitante
José Carlos David

Filme imperdível…recomendo!

ERIC
Visitante
ERIC

Finalmente algo porq nos orgulhamos em meio a tanta merda! Obrigado Brasil!!

Kleber oliveira
Visitante
Kleber oliveira

A história acima está toda distorcida, pra entender direito o que aconteceu leiam o livro ‘Operação Mergulho’, escrito por Alexandre Vasconcelos.

Carlos Eduardo Oliveira
Visitante
Carlos Eduardo Oliveira

Na própria MB, eu já vi casos de racismo.
Não como na U.S Navy é claro, mas um racismo digamos, mais light…rs.