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Relembre a entrevista com o comandante do submarino Tapajó, em 2014

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Embarque no submarino Tapajó - 21

No dia 16 de julho de 2014, na véspera da data comemorativa do Centenário da Força de Submarinos (1914-2014), uma equipe do Poder Naval/Forças de Defesa embarcou no submarino Tapajó (S33) da Marinha do Brasil.

Abaixo segue a entrevista que fizemos com o comandante do submarino na época, capitão-de-fragata Horácio Cartier.

PODER NAVAL: Comandante Cartier, o senhor poderia falar um pouco da sua carreira na Marinha, como ingressou e como chegou a comandante de submarino?

Comandante Cartier: entrei na Marinha em 1988, na Escola Naval, me formei em 1991. Ingressei na Escola Naval direto, não fiz Colégio Naval. Especializei-me em Armamento na Escola Naval. Fiz a viagem de instrução em 1992, fui promovido a Segundo Tenente e depois fui para Natal-RN servir na corveta Forte de Coimbra.

Em 1995 voltei para o Rio de Janeiro para fazer o Curso de Aperfeiçoamento de Submarino para oficiais. E desde aquele ano venho exercendo atividade em submarinos.

PN: E de onde veio o interesse para o senhor querer servir em submarinos?

Comandante Cartier: Foi num embarque que eu fiz como aspirante da Escola Naval num submarino. Quando eu fiz o embarque, me identifiquei completamente com a atividade submarina e estou até hoje.

PN: o senhor já era admirador dos submarinos, gostava de filmes sobre o tema?

Comandante Cartier: Não, o interesse foi vindo ao longo do tempo, na Escola Naval começa-se a conhecer a Marinha, faz-se a sua opção de Corpo. Você decide se vai ser da Armada, Fuzileiro ou Intendente. Eu escolhi a Armada e a habilitação em sistemas de armas e no quarto ano, como veterano, fiz o embarque no submarino Amazonas, classe Guppy.

PN: quais foram as funções que o senhor exerceu em submarinos até chegar a comandante?

Comandante Cartier: Primeiro eu fui encarregado da divisão de suprimentos, depois encarregado da divisão de máquinas.

Embarque no submarino Tapajó - 22

PN: mesmo o senhor sendo especializado em armamento?

Comandante Cartier: no momento em que você vira submarinista, precisa estar pronto para exercer qualquer função a bordo. Então o oficial pode ser da máquina, operações, ele é qualificado e aprende tudo, independentemente do aprendizado que ele teve na Escola Naval. Quando ele vira submarinista tem que estar apto a fazer qualquer atividade a bordo. Alguns até brincam que o submarinista é “supermarinista”, por essa capacidade de atuar em todas as divisões.

PN: em quais submarinos o senhor serviu?

Comandante Cartier: eu servi a vida toda no Tamoio. Em 1999 eu saí, fiz a viagem de instrução no NE Brasil e quando retornei fui para a divisão de operações do Tamoio.

PN: o senhor estava embarcado no Tamoio durante a Operação Linked Seas com a OTAN, em 1997?

Comandante Cartier: estava sim (risos).

PN: o que o senhor pode falar pra gente do desempenho do Tamoio naquela Operação, o que o senhor guarda de lembrança?

Comandante Cartier: naquela ocasião eu estava sob comando do capitão de mar e guerra Paulo Oliveira, que foi, pode anotar aí, por favor, o meu “Grão-mestre” em submarino.

PN: foi o CMG Paulo Oliveira o responsável pelo afundamento do porta-aviões Príncipe de Astúrias?

Comandante Cartier: sim, foi ele o responsável.

PN: havia oficiais da Marinha de Portugal a bordo do Tamoio acompanhando?

Comandante Cartier: sim, tinha um oficial observador de Portugal, que foi testemunha do feito. Eu era o oficial de águas do comandante Paulo Oliveira.

Embarque no submarino Tapajó - 23

PN: e como foi a recepção de vocês depois da proeza?

Comandante Cartier: primeiro foi uma surpresa para todos o desempenho do submarino Tamoio na época, operando contra Marinhas da OTAN. Foi um grande desafio para a Marinha do Brasil e nós nos saímos muito bem. Foi um grande evento.

PN: e depois do Tamoio, onde serviu?

Comandante Cartier: em 2001 fui para a Escola Naval ser comandante de Companhia, por dois anos. Em 2004 voltei para o Tamoio, para ser chefe de máquinas.

PN: como é a volta de um submarinista para servir em terra?

Comandante Cartier: o oficial submarinista normalmente quer servir embarcado, mas existem alguns requisitos de carreira e você também tem que dar vaga para os que estão vindo. Então você fica um pouco triste, mas depois verifica que sua tarefa em terra também é uma tarefa importante, principalmente essa que eu exerci na Escola Naval.

PN: o senhor fez muitos discípulos na Escola Naval?

Comandante Cartier: alguns, inclusive meu chefe de operações aqui, o tenente Tavares, foi meu discípulo lá, era aspirante quando era comandante de Companhia.

PN: e depois de ser chefe de máquinas do Tamoio?

Comandante Cartier: em 2006 fui designado para comandar um rebocador de alto mar, o Trindade, em Natal-RN.

PN: e como foi a experiência de comando do rebocador?

Comandante Cartier: eu já tinha uma experiência de navio de socorro, porque como segundo tenente eu servi em corveta, e o oficial que vai comandar um rebocador faz um curso de salvamento, onde ele aprende reboque, desencalhe e uma série de coisas. E a navegação é igual em qualquer lugar.

De Natal eu voltei para o Rio para fazer EGN (Escola de Guerra Naval), o CEMOS (Curso de Estado-Maior para Oficiais Superiores), em 2008. Em 2009, fui designado imediato do submarino Tikuna, onde tive oportunidade de fazer o lançamento do torpedo Mk.48.

PN: o senhor pegou o Tikuna novinho então…

Comandante Cartier: novinho… ele foi incorporado em 2007. Fui imediato do Tikuna por um ano e em 2010, fui pra França para participar do Prosub, onde fiquei até 2012.

PN: qual função o senhor exerceu no Prosub?

Comandante Cartier: lá eu era o encarregado da divisão do escritório técnico do programa de desenvolvimento do submarino (ET Prosub) na França, que era responsável por coordenar o Prosub na França.

PN: sua experiência como submarinista ajudou muito lá?

Comandante Cartier: a gente prestava assessoria em alguns aspectos, para atender os requisitos que a Marinha estabeleceu para o Scorpène modificado. Em 2012 eu voltei para o Brasil e assumi o comando do Tapajó.

PN: antes de assumir o comando do Tapajó o senhor fez algum curso?

Comandante Cartier: eu fiz o EQFCOS (Estágio para qualificação de futuros comandantes) em 2010, antes de ir para a França. Assumi o comando o Tapajó em 2012 e vou passar o comando em 2014. Vou ficar com saudade.

Embarque no submarino Tapajó - 24

PN: para onde o senhor vai seguir depois do Tapajó?

Comandante Cartier: fui designado para ser comandante da BACS (Base Almirante Castro e Silva).

PN: quais as operações que o senhor fez comandando o Tapajó?

Comandante Cartier: eu fiz a grande comissão da minha carreira que foi o “deployment” de 7 meses, a maior comissão que um submarino da Marinha do Brasil fez no exterior.

PN: houve algum preparo especial antes do “deployment”?

Comandante Cartier: fizemos um preparo de manutenção e logístico e o nível de adestramento foi crescendo ao longo da comissão. Se você ficar parado um mês, o nível de adestramento cai.

PN: o que o “deployment” trouxe para o senhor em termos de conhecimento? O que mudou depois dessa comissão?

Comandante Cartier: em termos operacionais, o fato de poder operar com uma Marinha do “estado-da-arte” como a Marinha dos EUA, com um Grupo de Batalha nucleado em porta-aviões nuclear, com escoltas com sensores também no “estado-da-arte”, é uma oportunidade única. A operação com navios desse tipo é o melhor treinamento que a gente poderia ter.

PN: o senhor chegou a disparar o torpedo Mk.24 Tigerfish?

Comandante Cartier: fiz quando estava no Tamoio. Nas Bahamas, durante o “deployment”, fiz o disparo do Mk.48.

PN: existe muita diferença do Mk.24 inglês para o Mk.48 americano?

Comandante Cartier: totalmente, é outro torpedo. Apesar de ser “swin-out” e ser guiado a fio, é outra arma, com outras características, é um torpedo sensacional.

PN: e como foi o disparo do torpedo nas Bahamas?

Comandante Cartier: foi contra um alvo da própria raia, um alvo móvel.

PN: falando sobre táticas de guerra submarina, o que o senhor poderia falar sobre o combate de submarino convencional com submarinos nucleares, quais as vantagens e desvantagens?

Comandante Cartier: o submarino convencional é muito silencioso, quando não está esnorqueando. A grande diferença é que o submarino nuclear não precisa se expor, não precisa fazer esnorquel. Essa é a grande diferença, o convencional tem a necessidade de renovar o ar e recarregar as baterias.

Embarque no submarino Tapajó - 25

PN: quando o submarino emprega o esnorquel, normalmente ele está com que carga de baterias disponível?

Comandante Cartier: depende da situação das baterias e da missão que vai ser cumprida. Para determinada missão estabelece-se uma capacidade bateria, então se faz um regime de esnorquel para atender aquela capacidade estabelecida para a missão.

PN: qual o limite mínimo de carga de bateria?

Comandante Cartier: o mínimo estabelecido em manual é 20%, é a margem de segurança.

PN: se o submarino tem 50% de carga de bateria e precisa recarregar até 100%, quanto tempo demora o esnorquel?

Comandante Cartier: depende da velocidade. Para recarregar, o ideal é navegar em velocidade mais baixa para recarregar mais rápido.

PN: antes de esnorquear, qual o procedimento para evitar ser detectado?

Comandante Cartier: faz-se uma patrulha silenciosa e usa-se o MAGE.

PN: quando o submarino convencional usa o esnorquel, seu sonar perde em alcance?

Comandante Cartier: perde, porque ele está aumentando o nível de ruído irradiado. Na equação sonar, quanto maior o seu ruído irradiado, menor sua capacidade de detecção.

PN: nós lemos numa publicação britânica que o aumento do número de navios mercantes com motores diesel facilitou a situação para o submarino convencional ficar mascarado enquanto usa o esnorquel, porque o ruído dos motores diesel do submarino é muito parecido. A informação procede?

Comandante Cartier: sim, a identificação fica mais complicada.

Embarque no submarino Tapajó - 26

PN: a suíte sonar do Tapajó atende bem ao comandante ou deixa a desejar?

Comandante Cartier: atende bem, mas nós não temos um “towed array” (sonar rebocado). Se tivéssemos um “towed array” a nossa capacidade de detecção seria maior. Nossos S-BR terão “towed array”, o que vai dar um “upgrade” operacional e doutrinário.

PN: o towed array permite a detecção de alvos na popa do submarino, não é?

Comandante Cartier: na popa e ruídos de baixa frequência.

PN: em condições de sonar ideais, qual a distância máxima que o Tapajó consegue detectar um contato de superfície?

Comandante Cartier: depende do perfil de velocidade do som e do ruído emitido pelo navio que eu vou detectar.

PN: é possível detectar pelo sonar um alvo de superfície a 50 milhas de distância?

Comandante Cartier: 50 milhas é muita coisa, eu diria que seria em torno de 50 mil jardas (cada jarda mede 0,91m), ou cerca de 25 milhas, mas depende do perfil da velocidade do som e do tipo do sonar, do nível de ruído do submarino etc. É uma equação com vários fatores.

Submarino Tapajó S33

PN: como o submarino sabe o perfil da velocidade do som em determinada área?

Comandante Cartier: temos um equipamento chamado velossom que fica no casco do submarino, a gente mede a temperatura e através de uma conversão sabemos a velocidade do som. Quando mergulhamos já estamos fazendo a leitura da temperatura.

PN: o comandante do submarino então tem como saber quando passa por uma camada termal (termoclina), para se ocultar dos sonares dos navios? É procedimento padrão se aproximar abaixo da camada para atacar navios?

Comandante Cartier: normalmente sim, procurando a melhor cota de escuta ou melhor cota de evasão, vai depender da situação. É uma arte.

PN: é possível realizar um ataque de torpedo sem usar o periscópio?

Comandante Cartier: sim, é o que a gente chama de ataque sonar. Mas para isso é preciso ter certeza da classificação do alvo, é preciso saber realmente que navio você está atacando. É preciso ter um banco de dados para fazer comparações de alvos, não é algo simples.

Embarque no submarino Tapajó - 3

PN: no filme “Caçada ao Outubro Vermelho” tem uma cena na qual o operador de sonar do USS Dallas detecta um novo submarino russo da classe Typhoon que ainda não estava classificado no banco de dados, que já tinha a assinatura acústica de seis submarinos da classe. Então o comandante ordenou classificar esse novo submarino de Typhoon número 7. O procedimento de classificação de alvos no Tapajó funciona assim também?

Comandante Cartier: o procedimento é similar.

PN: é possível ouvir sonoboias lançadas de aeronaves de patrulha quando elas caem na água?

Comandante Cartier: sim, se elas estiverem emitindo.

PN: De dentro do submarino se consegue ouvir o ping do sonar ativo de um helicóptero dipando o sonar?

Comandante Cartier: quando o ping do sonar atinge o casco do submarino faz aquele ruído característico, igual ao dos filmes.

Submarino Tapajó S33 realizando pick-up com helicóptero Super Lynx

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JT8D
JT8D
7 meses atrás

Muito boa matéria. Parabéns ao Poder Naval

Camargoer
Camargoer
7 meses atrás

Ping… ping… faltou perguntar sobre a luz vermelha. Muito legal a entrevista. Excelentes perguntas. Mais 15 minutos de entrevista, o comandante dava o número do celular. Parabens.

PauloOsk
PauloOsk
7 meses atrás

Parabens ao Naval pela entrevista.. nota 10!!!!

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
7 meses atrás

Excelente as duas entrevistas. Fico no aguardo de, um dia, o PN fazer uma entrevista com o comandante de um Riachuelo, quando ele estiver operacional.
Meus parabéns pela qualidade da matéria.

Vovozao
Vovozao
7 meses atrás

23/11/2019 – sábado, bnoite, OFF, hoje armada Argentina, metralhou pesqueiro chinês em suas águas. Gostaria de ver isto acontecendo aqui, porém,…….. difícil.

Peter nine nine
Peter nine nine
7 meses atrás

Excelente trabalho

LucianoSR71
LucianoSR71
7 meses atrás

‘Nossos S-BR terão “towed array”, o que vai dar um “upgrade” operacional e doutrinário.’
Posso estar errado, mas creio que os S-BR não terão towed array, provavelmente o SN-BR sim.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  LucianoSR71
7 meses atrás

De fato, conforme tabela divulgada no ano passado, a previsão é que o SN-BR terá sonar towed array.

A vantagem do S-BR em relação à classe Tupi é que ele tem flank array (que o SN-BR também terá).

LucianoSR71
LucianoSR71
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
7 meses atrás

Nunão, acho que a ideia era ter já nos S-BR, por isso o Comandante falou, mas provavelmente pelo custo acabou ficando sem.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  LucianoSR71
7 meses atrás

É provável, mesmo porque a entrevista da matéria foi há cinco anos.

LucianoSR71
LucianoSR71
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
7 meses atrás

E 5 anos no Brasil é uma eternidade e meia.

Camargoer
Camargoer
Reply to  LucianoSR71
7 meses atrás

Caro SR71. Verdade .As vezes, parece que acontece mais coisas no Brasil em cinco anos do que no resto do mundo… Por outro lado, quando a gente pensa em décadas ou séculos, parece que nada muda.

LucianoSR71
LucianoSR71
Reply to  Camargoer
7 meses atrás

Toda moeda tem 2 lados, o Tempo, p/ o Brasil, é uma moeda c/ os lados ruins, rs.

Camargoer
Camargoer
Reply to  LucianoSR71
7 meses atrás

Olá LSR71. Isso para ser pior que Murphy,. Rs.

Dalton
Dalton
7 meses atrás

Tipo de matéria “vale a pena ver de novo “. O comandante teve sorte por poder participar do treinamento com um NAe da US Navy em 2013, pois, conforme anotei
na época por achar uma notícia surpreendente, o USS Harry Truman teve sua partida cancelada para seu “deployment” que teria início em fevereiro por conta de incerteza de fundos devido ao “sequestration” e assim permaneceu em casa por quase seis meses mantendo-se devidamente capacitado no que é conhecido como fase de sustentamento.

Salim
Salim
7 meses atrás

Triste trocar sonar rerebocavel que daria uma vantagem significativa aos scorpene por prédios que ficaram ociosos no médio prazo. Esta falta foco e que nos leva atraso. Exemplo de foco e Israel, compra submarino e sensores,posto batalha, Centro guerra, armamentos,etc são todos produzidos em Israel, sem risco de embargo. Daí eles vendem pro mundo todo este recheio tecnológico. Tot aqui nao alavancou nada, fizemos tot fragatas, submarinos, helicópteros e por ai vai.

carvalho2008
carvalho2008
7 meses atrás

Pessoal, Então no proveito das duas entrevistas postadas e as lições dissertadas pelos respectivos comandantes, pondero aqui para os defensores de que apesar de Submarinos serem mortiferos e temíveis, são apenas mais um comporto de grupos de batalha: a) tal como colocado, ele é míope não enxerga a muitas milhas, não pode “controlar o mar” pois enxerga apenas aquilo que está próximo. b) Não corre, mesmo que possa ser veloz, ser estiver rapido, provoca ruído… c) Mortifero para atacar independente do tamanho de quem está la fora, mata ou aleija definitivamente qualquer gigante, mas depois de acertar é um Deus… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  carvalho2008
7 meses atrás

Sim. Não estamos em guerra, mas sim. A Alemanha em guerra na segunda guerra lançou mais de 1 mil. Não presta pra patrulha. É uma arma furtiva que se esconde na água escutando. Se existirem helicópteros vetorando com outros meios…precisa pensar se vale a pena atacar…em 1 minuto. Então…não entendo a MB mostrar submarino como patrulhas e mostrar dando voltas em plataformas de petróleo em águas internacionais. Deve ser para vender o programa ao público. Mas quando bate na Comissão de Orçamento é aquela tristeza. Pérolas aos porcos. Se vamos seguir montando Scorpenes deveria separar o programa. Coisas radioativas de… Read more »

Camargoer
Camargoer
Reply to  Esteves
7 meses atrás

Olá Esteves. Acho que até a Grande Guerra, os alemães construíram cerca de 350 submarinos. No período da II Guerra cerca de 1250; de 1950 até hoje não foram 40. Se incluirmos os exportados do pós-guerra até hoje, seriam outros 60. Os submarinos da Grande Guerra deslocavam umas 500 ton, os da II Guerra no máximo 1000 ton. Os submarinos modernos até 2000 ton. A diferença tecnológica entre esses períodos é muito maior que o deslocamento. Os EUA construíram uns 400 submarinos até o fim da primeira guerra, e outros 400 (incluindo os nucleares) desde o pós-guerra. Acho comparar os… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Camargoer
7 meses atrás

Ora pois, Dizer que uma nação em guerra fez 1 ou 2 mil fica longe da realidade. Como os nossos 4 ficam longe da necessidade. 1) produzir SBR adicionais (para a MB ou exportação). Penso que depende do orçamento. E penso que não haverá disponibilidade. Quanto a exportar entendo não haver margem. 2) produzir os SN adicionais para a MB após o SN10 Penso que depende do lobby da MB. Da pressão que puder ser feita para empurrar. E do orçamento. 3) servir apenas como base e oficina de manutenção dos submarinos da MB (e de outras vizinhas) Sim. Manutenções.… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  Esteves
7 meses atrás

Só para clarificar o que as vezes me parece um exagero quanto aos submarinos nazistas, foram mais de mil lançados em 5 anos, porém, bem mais da metade foram do tipo “VII” considerado obsoleto já no fim de 1943, que continuou sendo produzido até o fim da guerra por conta de ser barato e simples e até por conta disso as perdas foram severas. . Entre meados de 1944 até o fim da guerra à Alemanha manteve no inventário cerca de 400 submarinos, porém menos da metade eram considerados operacionais, a grande maioria eram “barcos” novos, ainda não certificados para… Read more »

SIDNEY BOURGUIGNON JUNIOR
SIDNEY BOURGUIGNON JUNIOR
6 meses atrás

Excelente entrevista. Parabéns.