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Quando um destróier ‘afundou’ um porta-aviões com mísseis Exocet

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HMS Glamorgan lançando Exocet

O Grupo de Batalha do porta-aviões USS Coral Sea – CV 43 da US Navy, sob comando o contra-almirante Tom Brown, realizou exercícios com a Royal Navy em 1981, no Mar Arábico, com uma Força-Tarefa comandada pelo contra-almirante Sandy Woodward – que operou com o destróier HMS Glamorgan (foto acima) como seu navio capitânia.

Durante o exercício, Woodward foi capaz de manobrar o HMS Glamorgan até à distância de disparar simuladamente mísseis Exocet MM38 e “afundar” o USS Coral Sea.

A Força-Tarefa britânica era composta do HMS Glamorgan, mais três fragatas e três navios de apoio da RFA. O almirante Woodward ordenou a separação dos navios enquanto se aproximava do navio-aeródromo USS Coral Sea, mas os aviões americanos conseguiram detectar e “afundar” todos os seus navios, menos o HMS Glamorgan.

Ao chegar o período noturno, Woodward usou uma tática que depois foi assimilada por outras Marinhas, inclusive a do Brasil: o HMS Glamorgan acendeu todas as luzes de bordo feito uma árvore de Natal, fazendo o navio parecer um navio mercante no meio da escuridão.

Rapidamente um helicóptero de um destróier americano pediu a identificação do HMS Glamorgan por rádio. O operador britânico respondeu com sotaque indiano disfarçado que tratava-se de um navio mercante indiano chamado Rawalpindi, que tinha saído de Bombay com destino a Dubai.

HMS Glamorgan (D19) e HMS Fife (D20)

O helicóptero americano deu-se por convencido e o HMS Glamorgan conseguiu seguir seu caminho rumo ao USS Coral Sea, monitorando todas as comunicações americanas por rádio.

Dentro de poucas horas o HMS Glamorgan conseguiu chegar a 11 milhas do USS Coral Sea e abrir fogo com uma salva de quatro mísseis antinavio Exocet MM38. Quando os britânicos avisaram os americanos que estes tinha sido atingidos, dois destróieres da US Navy acabaram trocando “fogo amigo”, pensando que um e outro eram o HMS Glamorgan.

O resultado deste exercício desempenhou um papel fundamental na opinião do almirante Woodward, quando ele ordenou o afundamento do cruzador argentino ARA General Belgrano em 1982, por causa do temor de que uma situação similar pudesse ocorrer entre o cruzador argentino e os navios-aeródromo britânicos HMS Hermes e HMS Invincible, durante a Guerra das Malvinas.

Situações como essa evidenciam a importância do aprendizado obtido nos exercícios constantes realizados pelas forças navais.

USS Coral Sea – CV 43, nos anos 80

FONTEOne Hundred Days, Adm. Sandy Woodward, Naval Institute Press

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Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
7 meses atrás

O cara acendeu todas as luzes, disse pro helicóptero americano que era navio civil, a USN simplesmente acreditou, e o cara chegou na distância suficiente pra disparar Exocet’s.
Esse tipo de coisa ainda funcionaria hoje em dia?

João Moro
João Moro
Reply to  Willber Rodrigues
7 meses atrás

Na história das guerras existem um monte de casos como esse, em que uma tática ridícula dá certo. Certamente hoje é mais difícil, mas não impossível de acontecer.

Juliano
Juliano
Reply to  João Moro
7 meses atrás

Sabia palavras ! Falou tudo o que real .

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Willber Rodrigues
7 meses atrás

Não mais, o texto mesmo diz que essas lições são aprendidas em exercícios como esses. O mesmo se aplica aos Franceses que levaram uma vassourada na bunda por conta da FAB em uma das nossas CRUZEX (manobra em cima das características do radar doppler francês). Lembro ainda que no caso do porta aviões era apenas um exercício naval e normalmente existe uma preocupação com “alvos civis” que possam estar na área de exercício. Preocupação besta que o Ocidente costuma ter (pode perguntar para o pessoal do KAL007 sobre como é ser abatido sem o devido check do que se trata…… Read more »

Gordo
Gordo
Reply to  Ricardo Bigliazzi
7 meses atrás

“Preocupação besta que o Ocidente costuma ter”.
Tipo como a que tiveram com aquele avião de passageiros iraniano?

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Gordo
7 meses atrás

deu no olho

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Gordo
7 meses atrás

Realmente foi um ato idiota do navio americano naquele teatro conflagrado em conflito real. Igualzinho no caso da Korea.

Hermes
Hermes
Reply to  Ricardo Bigliazzi
7 meses atrás

O voo 655 da Iran Air e seus 290 passageiros mortos conhecem muito bem a preocupação besta do Ocidente em realizar os devidos checks.

ednardo curisco
ednardo curisco
Reply to  Willber Rodrigues
7 meses atrás

o teatro de guerra do exercício devia prever tráfego de navios neutros na área. Isto pode acontecer em qualquer guerra, mesmo as modernas.

Imagina um oceano coalhado de navios como a região ali entre China e japão.

Mesmo a China e Rússia teriam de ter algum mecanismo de confirmação de alvos. quem atira em todos e qualquer um fica sozinho.

ednardo curisco
ednardo curisco
Reply to  Willber Rodrigues
7 meses atrás

a guerra é o auge da malandragem. E quando a água bate no pescoço a galera aprende até a andar em cima da água

William Duarte
William Duarte
Reply to  ednardo curisco
7 meses atrás

Concordo com a frase, mas troca malandragem por sobrevivência aí sim fica perfeita

Francisco Lucio Satiro Maia Pinheiro
Francisco Lucio Satiro Maia Pinheiro
Reply to  Willber Rodrigues
7 meses atrás

Acho bem difícil de acontecer hoje, mas não impossível. Cá entre nós, bem que o helicóptero americano poderia ter se aproximado e iluminado o navio inglês descobrindo a farsa.

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Francisco Lucio Satiro Maia Pinheiro
7 meses atrás

E depois o pessoal ia ficar tirando uma da tripulação do helicoptero abatido por um “navio mercante”??? Brincadeiras a parte, é bem provavel que uma das lições aprendidas deve ser a de equipar os helicopteros com algum equipamento de “imageamento” dos alvos (se é que já não existia à época).

DOUGLAS TARGINO
DOUGLAS TARGINO
Reply to  Willber Rodrigues
7 meses atrás

O que poderia fazer hoje era arma literalmente um navio mercante com vários mísseis e dele lançar um ataque pesado contra uma frota… kkkkkk

teropode
Reply to  DOUGLAS TARGINO
7 meses atrás

Os alemães usaram deste artifício forçando os ingleses a afundar tudo que navegava a menos de 500 metros de seus navios , inclusive barquinhos de papel 😂😂😂😂😂

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Willber Rodrigues
7 meses atrás

Não, Willber. As tecnologias de sensoriamento, aperfeiçoamento de imagem IR, identificariam o navio rapidinho.

Marcos R.
Marcos R.
Reply to  Willber Rodrigues
7 meses atrás

Hoje se tentasse se aproximar com o transponder desligado já arrumaria problemas.

Agnelo
Agnelo
Reply to  Willber Rodrigues
7 meses atrás

Acredito q em um conflito seria mais difícil ocorrer.
Ali, obviamente, não pensavam em “considerar” alvos civis no exercício.

Amauri Soares
Reply to  Willber Rodrigues
7 meses atrás

Parece até piada isso , vamos ser realistas os marinheiros norte americanos por estarem em um exercício estavam mal preparados para um confronto real , pois poderiam ter se ferrado se fosse um combate real .

Dalton
Dalton
Reply to  Amauri Soares
7 meses atrás

Todos os navios britânicos com exceção de um foram “afundados” e este
escapou por conta de um ardil, que as vezes funciona como já funcionou
várias vezes na história.
.
Exercícios prestam-se justamente para se tentar aprender com os erros,
mas, de qualquer forma não sabemos exatamente como esse exercício ocorreu e que outros fatores foram preponderantes para esse final.
.
De maneira geral o fim da década de 1970 e início da década de 1980, governo Carter não parece ter sido muito favorável a US Navy o que mudaria radicalmente durante as duas administrações Reagan.

Augusto L
Augusto L
Reply to  Dalton
7 meses atrás

Engraçado né eo Carter era da marinha.

Dalton
Dalton
Reply to  Augusto L
7 meses atrás

Sim o Carter foi da marinha mas precisou abandona-la para cuidar
dos negócios da família com o falecimento do pai.
.
Relendo agora o que escrevi ontem, cheguei a conclusão que não me expressei corretamente, afinal Carter herdou muitos problemas que não podiam ser resolvidos em pouco tempo e ele não foi reeleito , enquanto Reagan teve 8 anos e encontrou os soviéticos mais enfraquecidos.

Francisco Lucio Satiro Maia Pinheiro
Francisco Lucio Satiro Maia Pinheiro
7 meses atrás

Não havia nenhum submarino nas imediações para proteger o PA e acompanhar navios suspeitos ?

Augusto L
Augusto L
7 meses atrás

Agora eu sei pq todo avião de patrulha tem que ter radares com capacidade SAR/ISTAR.

Luiz Trindade
Luiz Trindade
7 meses atrás

São lições… que elas sejam vistas e aprendidas…

Moriah
Moriah
7 meses atrás

Woodward foi bem esperto…e fizeram ainda os americanos trocarem fogo amigo… nesse caso, lembrei da Leahy com o Forrestal quando monitoravam a guerra no AS.

Luís Henrique
Luís Henrique
7 meses atrás

Dificilmente essa tática daria certo em uma guerra. O navio “civil” seria obrigado a mudar a rota e ficar bem longe do Nae. E caso se aproximasse poderia ser atacado.
Dependendo do oceano e do tráfego marítimo, claro.

Bispo
Bispo
7 meses atrás

Falando de “afundar navios”.
comment image
Projeção do “Zircon“ a bordo do “ Almirante Gorshkov”(Projeto 22350).
https://youtu.be/J_Q_3tZ8X4c
Os “mísseis” estão posicionados no “heliponto”, não entendi o porquê?

Elton
Elton
7 meses atrás

Os porta aviões norte americanos sempre foram conhecidos pela capacidade de suportar danos de combate basta ver os danos que o USS yorktown e USS Franklin sofreram com as bombas japonesas e sobreviveram sendo que o primeiro somente depois de acertado por um torpedo quando já estava avariado afundou e o USS Forrestal quando varias bombas detonaram do deck de voo ,duvido que uma salva de Exocet afundaria um navio desse porte.

CharlyD
CharlyD
7 meses atrás

JaJaJa, que paradójico, el Glamorgan fue alcanzado por un misil Exocet al final de la Guerra de Malvinas pero disparado desde tierra en una adaptación gaucha improvisada, y lo averió seriamente matando 14 marinos piratas británicos; luego lo vendieron como chatarra reparada a Chile que lo utilizo como uno de sus “grandes” navíos de flota. Valga aclarar que lo visite personalmente de niño cuando junto a una flota visito el puerto de buenos aires, y recibimos con mi hermano de regalo una gorra de marino oficial ya que llegamos fuera de hora de visita e igual amablemente nos hicieron pasar;… Read more »

zézão
zézão
7 meses atrás

Por isso é preferível atirar primeiro e perguntar depois…

Esteves
Esteves
7 meses atrás

Anos 1980. 40 anos.

Quando começam a contar histórias do Lord Nelson?

jorge domingos
jorge domingos
7 meses atrás

HOJE É HISTÓRIA PARA BOI DORMIR…

carvalho2008
carvalho2008
7 meses atrás

Muito legal!! É isto deixa claro a justificativa do ataque a task force do Belgrado Hoje em dia já seria impossível esta malandragem pois o Flir capta tudinho com imagem nítida Mas hoje em dia, e o contrário??? Já que um mercante pode estar a 150 km de distância com um baita contêiner de Club K escondido e a pleno alcance??? O range dos mísseis ficou muito grande de forma a permitir que uma Marinha imponha uma área livre de ruídos e identificar tudo dentro como inimigo!!! São 100km, 150km 300km de alcance e de raio, como uma task poderia… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  carvalho2008
7 meses atrás

Bom…

300 km de raio. Ok a ameaça dos mísseis.

Mas não preciso localizar, identificar e tomar as medidas dentro do alcance do horizonte radar?

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Esteves
7 meses atrás

Sem dúvida, mas existem duas coisas: a) O TO de hoje em dia, não está limpo na tela do radar, sao dezenas ou centenas de barcos, navios e aviões e helis cruzando o cenario. As vezes, civis como o case ilustrado, mas muitos militares de fato. De todos eles, basta uma confirmação de posição que automaticamente torna-se a posição de alvo designada para o missil chegar ao local e com seu proprio radar, fazer o track. Obvio que sempre é melhor uma designação atualizada ate para correções de rumo, mas não se exclui isto do cenário. b) UAV´s e UCAVs… Read more »

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
7 meses atrás

Hoje talvez se repita já que o TO também mudou

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
7 meses atrás

Tudo combinado. O mais forte deixando o mais fraco ter o gostinho de ser o melhor… Mas tem quem acredite.

Pedro Bó
Pedro Bó
7 meses atrás

Esses navios da classe County são lindíssimos! Os britânicos sabem como fazer belas embarcações.

CVN76
7 meses atrás

“O operador britânico respondeu com sotaque indiano disfarçado que tratava-se de um navio mercante indiano chamado Rawalpindi”

O truque podia ter dado errado…..os indianos nunca colocariam o nome de uma cidade no Paquistão a um dos seus navios mercantes….:-)

Marcio Cosentino
Marcio Cosentino
Reply to  CVN76
7 meses atrás

Muito bem observado

Pedro Bó
Pedro Bó
Reply to  CVN76
7 meses atrás

Americano acha que a capital do Brasil é Buenos Aires, imagina então conhecer cidades da Índia ou Paquistão…

CVN76
Reply to  Pedro Bó
7 meses atrás

Grande verdade… 🙂

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Pedro Bó
7 meses atrás

kkkk verdade….

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Pedro Bó
7 meses atrás

Alguem lembra deste video que viralizou anoas atras???!!!

Foi hilario e muito engraçado!!!

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
7 meses atrás

Quando via a ironia do Mestre Pedro Bó, não deu para segurar e deixar de lembrar deste video.

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Pedro Bó
7 meses atrás

Dalton
Dalton
Reply to  CVN76
7 meses atrás

Franz…
.
se pensarmos que “Rawalpindi” fez parte da Índia sob domínio britânico
então não fica tão estranho e tem também um “famoso” navio de passageiros
chamado “Rawalpindi” empregado em viagens à Índia , armado no início da guerra em 1939 para serviço com a Royal Navy e que teve um triste porém glorioso fim ao enfrentar o Scharnhorts e o Gneisenau.
abs

Esteves
Esteves
Reply to  Dalton
7 meses atrás

Mestre Dalton não deixa escapar nada.

Dalton
Dalton
Reply to  Esteves
7 meses atrás

A mim o nome “Rawalpindi” teria soado correto, seja pelo HMS Rawalpindi, seja pela forte tradição e costumes herdados pela marinha indiana da Royal Navy, seja como for, o que pesou no ardil foi o fato do
navio estar iluminado, como estaria um navio civil.

ednardo curisco
ednardo curisco
7 meses atrás

Para quem acha estranho este cenário de guerra, vamos pensar ali no Golfo Pérsico. Digamos que rolasse uma trêta entre Irã e EUA. Por ali passam mais de 2 centenas de navios por dia de tudo que é bandeira e indo para tudo que é lugar no mundo.

qualquer operação militar teria de se no fio do bigode.

ednardo curisco
ednardo curisco
Reply to  ednardo curisco
7 meses atrás

E ambos os lados fariam inúmeras firulas de gato e rato.

Só neste semestre tivemos na região ataques com drones baratos às refinarias árabes, parando metade de sua produção, e ataques a navios a região.

ednardo curisco
ednardo curisco
Reply to  ednardo curisco
7 meses atrás

Uma das coisas que faz uma grande força armada é o respeito pelo inimigo. Entender que do lado de lá tem caras inteligentes, corajosos e com vontade de vencer e vontade maior ainda de não morrer.

Fernando XO
Fernando XO
Reply to  ednardo curisco
7 meses atrás

Ednardo, recomendo ler “No higher honor” para ter uma idéia desse cenário… abraço…

ednardo curisco
ednardo curisco
Reply to  Fernando XO
7 meses atrás

Fiquei curioso.

Mas a turma sempre acha que guerra é tabuleiro de war, com 4 ou cinco jogadores de cores bem definidinhas e com uma carta objetivo na mão, com peças sendo repostas do nada.

Oiseau de Proie
Oiseau de Proie
Reply to  ednardo curisco
7 meses atrás

Eu acredito que numa eventual incursão militar do ocidente contra o Irã…a Pérsia se valha da mesma estratégia que a Coreia do Norte…a maior dissuasão do regime coreano não esta na capacidade de atingir e infligir danos aos eua mas sim aos países da região, em especial a Coreia do Sul…seguindo uma doutrina de guerra irregular eles fariam de seu principal alvo a produção e o fornecimento de petróleo da região para o mundo…no sentido de causar uma crise energética mundial com o máximo de danos e desestabilização possível…

ednardo curisco
ednardo curisco
Reply to  Oiseau de Proie
7 meses atrás

Justamente.

E o ‘gato’ (EUA) agora tem muitos mais ‘ratos’ para vigiar.

O mundo está tem mais players e agora há pelo menos 3 dezenas de conflitos regionais pelo mundo e é impossível mesmo para os EUA dar conta de todos.

E a China, em especial, está sendo esperta o bastante para ocupar espaços que os EUA estão deixando.

Economicamente é inviável ficar gastando mísseis que custam entre 300.000 e 3.000.000 de dólares para ficar derrubando enxames de drones de 5.000 doletas (ou menos).

ednardo curisco
ednardo curisco
Reply to  Oiseau de Proie
7 meses atrás

e já fizeram um baita estrago num praticamente ‘teste’ em agosto de 2019. Gastando menos de 10.000.000 em armas (não sei o custo logístico, mas este valor aí é dinheiro de cachaça numa guerra) paralisaram metade do refino de petróleo na Arábia Saudita.

Oberom
Oberom
7 meses atrás

Fiquei curioso sobre a vassourada na bunda dos franceses….

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Oberom
7 meses atrás

Era uma manobra desenvolvida pelos pilotos da Fab embuta das Cruzes. Eles iriam enfrentar os Mirage 2000 Franceses usando os Mirage III do GDA. Estudaram o radar Doppler dos M2000 e sacaram uma falha a ser explorada Vinham em paralelo para cima dos M2000 Franceses mas cronometrado e de fazer um X, cruzar um sobre o outro. Isto fazia com que o M2000 perdesse a trava de mira que já estava no alvo e o sistema tinha de reinicializar o traço no novo alvo. Então os brasileiros já estavam em cima deles e sentando o dedo. Quando as duplas voltavam,… Read more »

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
7 meses atrás

Corretor manobra desenvolvida por brasileiro numa Cruzex contra os Franceses

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  carvalho2008
7 meses atrás

Segundo comentários, os Franceses desciam dos aviões desolados…os os brasileiros euforicos com o feito….

Ainda contam que era habito de intercambio, pilotos de um país voar na posição de co-piloto de outas equipes afim de troca de aprendizado…

mas…mas…mas….ninguem apareceu para voar “de saco” nos nossos Mirage-III….rzrzrzrz….mas no dia seguinte a lavada….lá estava um francesinho madrugando no nosso hangar…doidinho para voar conosco e entender o que tinha acontecido….rzrzrzr

Zeca
Zeca
7 meses atrás

Aposto que depois disse a tripulação do helicóptero checa 15 vezes se realmente fechou a porta ao sair das suas casas.

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
7 meses atrás

Então quer dizer que Woodward sacrificou os outros navios pra obter um hit no Coral Sea. E que ele enganou um helicóptero com conversa mole do tipo irmãos Marx enquanto monitorava (!) as comunicações do CV-43 que tava tranquilão e de boas, falando pelos cotovelos em HF. Pode negativar à vontade o comentario, mas por quê o Midway class não estava em EmCon?

Dalton
Dalton
Reply to  Alex Barreto Cypriano
7 meses atrás

Não diria que Woodward “sacrificou os outros navios” e sim que eles foram localizados, talvez até pelo fato do “Coral Sea” ter a bordo aeronaves E-2
“Hawkeye” e também li sobre essa possível displicência do operador de rádio
que pode ter sido também uma das causas do “desastre”.

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
Reply to  Dalton
7 meses atrás

Foi o esforço soviético em desenvolver bombardeiros carregando pesadíssimos misseis antinavio, o sistema Krug de detecção e triangulação de rádio, os satélites de vigilância marítima, a tática dos aviões Pathfinder e dos navios tatletale, que levaram a USN a refinar sua guerra eletrônica (embaralhadores, emissores de falsa assinatura EM, despistadores, comunicações em VHF/UHF ou por satélite, controle de emissões de rádio freqüência, etc) e a criar a dupla CAP Hawkeye/Tomcat e a aeronave de ataque eletrônico. E tudo isso, bem antes dos anos oitenta. Qual a relevância de um exercício onde a Navy se faz de boba pra RN? A… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  Alex Barreto Cypriano
7 meses atrás

Por trás de tudo isso que você mencionou Alex, estão seres humanos que podem estar cansados e/ou mal orientados e isso é mais comum do que se pensa, mas, quando se trata da maior marinha do mundo, uma notícia vira “manchete”. . Não vejo a US Navy bancando a boba para a Royal Navy, os demais navios foram “afundados”, o HMS Glamorgan foi localizado e de acordo com as regras do jogo, um helicóptero de um dos navios de escolta foi enviado para fazer a identificação e por algum motivo que não sabemos, aceitou a identificação falsa dada e isso… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  Alex Barreto Cypriano
7 meses atrás

Minha resposta ou ficou presa ou cometi algum erro na pressa, mas, basicamente Alex, por trás de tudo o que você mencionou estão seres humanos que podem estar cansados e /ou mal orientados e isso apesar de ser comum, vira manchete quando se trata da maior marinha. . Os demais navios foram “afundados” e segundo a regra do jogo um helicóptero de um navio da escolta foi enviado para identificar o navio a noite e por algum motivo que não sabemos aceitou a identificação falsa dada e isso deve ter provocado uma sensação de segurança e um maior relaxamento na… Read more »

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Dalton
7 meses atrás

sacrificar seria o estritamente normal dado o valor estrategico.

Lembrar que se foi dada a ordem da Task force avançar….então obvio tratava-se de uma analise de custo beneficio caso algum Navio sobrevivesse e conseguisse disparar sua salva de misseis.

Guerra não tem romance, só em Hollywood….

Dalton
Dalton
Reply to  carvalho2008
7 meses atrás

Woodward ordenou a separação dos navios, que acabaram sendo localizados, na minha impressão, sem muita dificuldade inclusive o dele, que apenas escapou de destino igual aos demais por conta de um ardil.
.
Guerra pode não ter romance, mas, dizem que aquele que quer viver tem mais chances do que aquele que quer morrer ou seja, ser valente e ousado é uma coisa, mas, precisa também ser coerente e não arriscar a vida de centenas de comandados a toa.

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Dalton
7 meses atrás

Sabe quela hora em que voce teve de se entrincheirar e as balas correndo soltas sobre a cabeça?…e ai o sargento manda o cabo sair e tentar flanquear? pois então….o cabo sabe que do grupamento, ele naquele momento vai levar bala…mas ordens são ordens…e se ele não sair…morrem todos…

Isto ocorre a cada momento, a cada decisão.

Ninguem deseja, mas é uma lógica necessária.

Atras de cada ordem, tem uma logica e matematica fria envolvida nada romantica.

Dalton
Dalton
Reply to  carvalho2008
7 meses atrás

Entendo Carvalho, apenas penso que são situações muito diferentes, não uma situação desesperada que exigiria medidas desesperadas.
.
Os demais navios haviam sido “afundados” e o “Glamorgan”,
localizado que safou-se por conta de um ardil, então, não houve nada do tipo “carga de cavalaria” com os navios em linha avançando ao som de “Garryowen” e com bravatas do tipo “Promoção ou caixão”. 🙂

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Dalton
7 meses atrás

eu sei que voce não acredita…mas o Conveyor e todos os mercantes e suportes da RN no conflito de 82, já tinham ensaiado taticas de se interpor entre ataques para fechar a porta de missies que corressem contra os Porta aviões…. é da natureza das escoltas se interporem quando fazem ma formação ao seu redor…. é da natureza dos mercantes e suporte tambem se interpor para evitar um dano maior ao navio capital. Veja o diagrama do proprio relatorio do Conveyor…é inequivoco que ele recebeu ordens que iam em direção enre o Nae e o missil, não há como negar… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  carvalho2008
7 meses atrás

Escolta é uma coisa e há inúmeros exemplos de guerras passadas onde escoltas se sacrificaram para proteger unidades de maior valor, mas, navio mercante fretado com tripulação civil empregado para se antepor entre um NAe e uma aeronave inimiga nas Falklands que eu saiba não se tornou oficial. . Dependendo da fonte e no que se quer acreditar também e estou apenas expondo o que li, o “Atlantic Conveyor” após entregar sua carga de “Harriers”buscou refugio próximo aos NAes e suas escoltas e sua perda foi um grande golpe pois ainda havia muita carga a bordo inclusive vários helicópteros, dos… Read more »

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Dalton
7 meses atrás

mestre, A RFA não é necessariamente civil….ela é força auxiliar…Royal Fleet Auxiliary RFA….

E na guerra, de reservistas transformam-se em serviço militar regular…

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Dalton
7 meses atrás

Sim, eles estava descarregando….e quando os navios avançaram em direção as ilhas para o desembarque e lá estavam ocupados, os mercantes foram chamados para avançar da retaguarda e ocupar areas proximas dos Nae. Eles iriam fazer a função de Decoy Ships. Não era necesariamente a função do Conveyeor pois de fato ele estava ali ao lado descarregando material e não de bobeira. Mas a questão foi a sequencia das ordens….se deseja-se escapar, bastava ter virado a esquerda para ficar atras do Chaff da fragata….mas não, ele recebeu ordens para rumar a direita em direção ao Hermes….numa distancia muito maior…e numa… Read more »