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Programas da MB em 2019: PROSUB

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Submarino Riachuelo - S40
Submarino Riachuelo – S40

Em mais esta matéria sobre o andamento dos programas da Marinha do Brasil, focando os subprogramas do Projeto de Construção do Núcleo do Poder Naval que já possuem execução física, trazemos o PROSUB – Programa de Desenvolvimento de Submarinos.

Os dados são de documento fornecido pelo Ministério da Defesa, em julho de 2019, à CREDN – Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, atendendo a um pedido de informações.

PROSUB

É composto por três objetivos principais, quais sejam: a construção de um Estaleiro e Base Naval (EBN ), a construção de quatro Submarinos Convencionais (S-BR) e a construção de um Submarino com Propulsão Nuclear (SN-BR). O cronograma planejado para entrega até o fim do projeto busca seguir os valores apresentados por meta e em percentuais:

  • S-BR – meta de entrega de 63,8% em 2018, 11 % em 2019 e previsão de término em 2023;
  • SN-BR – meta de entrega de 18,30% em 2018, 11,64% em 2019 e previsão de término em 2032;
  • EBN – meta de entrega de 63,30% em 2018, 2% em 2019 e previsão de término em 2028.

Descritivo sumário da execução física implantada atualmente e previsão anual de execução física implantada até o final do projeto

Construção de Submarinos

Submarino Riachuelo – S40, pronto para a primeira imersão estática, em novembro de 2019

Submarino Riachuelo – S40Previstas as construções dos submarinos convencionais S-BR 1 – Riachuelo, S-BR 2 Humaitá, S-BR 3 Tonelero e S-BR 4 Angostura de acordo com as seguintes ações realizadas e a empreender a partir de 2019:

  • S-BR 1 – Riachuelo: Realizado lançamento ao mar em dezembro de 2018 e ao longo de 2019 estão previstos os testes operacionais para a entrega do submarino ao setor operativo em 2020;
  • S-BR 2 – Humaitá: Realizada a conclusão dos serviços de obras estruturais, término de tubulações, equipamentos e cabos elétricos. Em outubro de 2019 será realizada a união final das suas seções, lançamento ao mar em 2020 e entrega do submarino ao setor operativo em 2021;
  • S-BR 3 – Tonelero: Concluídas as atividades de fabricação e instalação de apêndices ao casco resistente, bem como a fabricação e instalação de tanques e suportes. Previsto o lançamento ao mar em 2021 e entrega do submarino ao setor operativo em 2022; e
  • S-BR 4 – Angostura: Finalizada a fabricação das estruturas do casco resistente e iniciada a confecção dos tanques externos, internos e estruturas não resistentes. Previsto o lançamento ao mar em dezembro de 2022 e entrega do submarino ao setor operativo em dezembro de 2023;
Visão em corte simplificada do SN-BR. Observar a semelhança com o Scorpene S-BR
Visão em corte simplificada do SN-BR. futuro submarino brasileiro com propulsão nuclear

SN-BR – Prevista a construção de um submarino de propulsão nuclear de acordo com as seguintes ações realizadas e a empreender a partir de 2019:

  • Entre 2010 e 2013 foi realizada a capacitação tecnológica na França e no Brasil
    para engenheiros (projeto de submarinos, projeto detalhado e apoio logístico integrado);
  • Projeto estrutural da Seção de Qualificação do SN-BR, voltada para a
    preparação de mão-de-obra e capacidade industrial da Itaguaí Construções Navais;
  • Entre fevereiro de 2010 e fevereiro de 2022 foi inserida a Fase Inicial de Detalhamento do processo do projeto do SN-BR;
  • Obtenção da licença parcial de construção do SN-BR, pela Agência Naval de Segurança Nuclear e Qualidade;
  • Em fevereiro de 2022, está prevista a assinatura de termos aditivos do contrato de construção, contrato do pacote de material com o respectivo aporte de créditos e financeiro para o aditamento;
  • Em outubro de 2022, está previsto o início da construção do SN-BR, posteriormente a construção e montagem da planta de propulsão nuclear; e
  • Lançamento ao mar, criticalização da planta de propulsão nuclear do SN-BR,
    testes de aceitação, provas de porto, de mar e transferência para o setor operativo em 2032.
Modelo em escala do SN-BR em testes no mar

Estaleiro e Base Naval (EBN)

Abrigará uma estrutura de comando e controle dos meios navais, organizações de manutenção, logística e adestramento das tripulações dos submarinos, aponta-se para as principais metas já alcançadas e o planejamento previsto para as entregas até o final do PROSUB:

  • Principais construções entregues até 2018: sete (7) cais para atracação de submarinos e um (1) cais auxiliar, unidade de fabricação de estruturas metálicas, elevador de navios, subestação elétrica, prédio da tripulação do submarino, oficina de ativação de baterias e prédio dos simuladores.
  • Principais construções previstas de 2019 a 2028 na Base Naval, Estaleiro de Manutenção e Complexo de Manutenção Especializada: centros integrados de controle, linha de transmissão de 138 KV, via litorânea, brigada de incêndio e prédios administrativos, oficina de suporte leve e torres meteorológicas.
Itaguaí – Estaleiro e Base Naval
Complexo Naval de Itaguaí – Estaleiro e Base Naval
Submarino Riachuelo no Complexo Naval de Itaguaí-RJ
Submarino Riachuelo no Complexo Naval de Itaguaí-RJ, no dia do lançamento ao mar

Recursos anualmente aplicados e previsão orçamentária até o final do projeto:

PROSUB (milhões)

S-BR
2018: R$ 7.437,5;
2019: R$ 362,7; e
Até 2023: R$ 4.684,6.

SN-BR
2018: R$ 2.861,0;
2019: R$ 253,8; e
Até 2032: R$ 9.025,8

EBN
2018: R$ 8.233,2
2019: R$ 330,2; e
Até 2032: R$ 3.934,5

Empresas nacionais e internacionais partícipes do projeto

Construtora Norberto Odebrecht (CNO), Itaguaí Construções Navais (ICN), Consórcio Baía de Sepetiba (composto pela CNO e ICN), Naval Group (França) e centenas de outras empresas que somadas representariam menos de 5% do orçamento destinado;

Entraves técnicos e orçamentários

Submarino Humaitá (à esquerda) em construção ao lado submarino Riachuelo (à direita), em junho de 2019

Técnicos: Provimento de material importado da França para a construção dos submarinos, o treinamento adequado de pessoal para se capacitar a projetar e construir submarinos, a identificação de empresas nacionais capacitadas a nacionalizar sistemas/equipamentos para os submarinos e a manutenção de uma capacitação técnica para o futuro apoio logístico aos submarinos estão sendo controladas através da gestão de risco do PROSUB e as ações mitigatórias necessárias estão sendo tomadas não impactando o programa.

Orçamentários: As restrições orçamentárias impostas ao Projeto, a partir de 2015, levaram a Marinha do Brasil a priorizar as obras inerentes ao estaleiro de construção, a fim de não impactar o cronograma de construção do S-BR 1. Em consequência, houve atraso e paralisação das obras menos prioritárias do Estaleiro de Manutenção e da Base Naval, as quais estão sendo paulatinamente iniciadas/retomadas, porém em escala menor do que a desejável. Foi postergado o início da construção do Complexo de Manutenção Especializada (CME), com atraso estimado de cerca de quatro anos na conclusão do projeto do EBN, hoje já previsto para 2028.

O montante de R$ 947 milhões consignado na LOA-2019 para as ações orçamentárias que integram o PROSUB representa uma redução de cerca 47% em relação à dotação de 2018, e é insuficiente para viabilizar o prosseguimento adequado do Programa. A falta de garantia dos recursos orçamentários na LOA-2019, necessários para a continuidade do desenvolvimento do Programa Nuclear da Marinha (PNM) e da Planta de Propulsão Nuclear do SN-BR, impedem a contratação de novas demandas, representam uma redução no ritmo de execução dos serviços e de aquisição de materiais. Essas restrições na planta nuclear também podem impactar diretamente a conclusão da construção do SN-BR, sob pena de se comprometer todo o Programa do SN-BR, uma vez que implicariam num eventual atraso de pagamento de marcos que em última análise poderia inclusive sujeitar a Marinha do Brasil ao cancelamento de todos os contratos por parte de quaisquer uma das empresas partícipes.

Submarino Humaitá em construção em outubro de 2019

O contrato de financiamento internacional do PROSUB tem vigência até fevereiro de 2025 e, caso a execução dos contratos comerciais do Programa ultrapasse esse prazo, haverá a necessidade de renegociar a extensão do período de desembolsos, provavelmente em condições menos favoráveis do que as obtidas em 2009, quando a situação econômica internacional era favorável ao Brasil e não havia a queda na classificação do rating do País, conferido pelas tradicionais agências internacionais de risco.

O contingenciamento e o descontingenciamento de recursos, dentro de um mesmo exercício, são os principais causadores da necessidade de sucessivos aumentos e reduções do ritmo das obras, podendo ocasionar a demissão de cerca de 1.500 funcionários da CNO, responsável pelas obras de construção do EBN, com possível perda do conhecimento e comprometimento da memória do projeto.

Além disso, dificulta, sobremaneira, o planejamento das mesmas, o que pode ocasionar faltas ou sobras de recursos ao final do exercício, além do que o atraso de um ano na conclusão das obras ocasiona o aumento do valor global do Projeto, em cerca de R$ 150 milhões por ano, em função das despesas indiretas com o apoio operacional; da manutenção das instalações e equipamentos; da desmobilização; da nova mobilização de equipamentos e pessoal; e do plano básico ambiental, dentre outras.

Apesar dos esforços empreendidos pela MB na busca de ampliação do patamar orçamentário da Força, em virtude da grave crise fiscal vivenciada pelo país nos últimos anos, aliada às medidas de ajuste visando ao equilíbrio das contas públicas, como, por exemplo, o Novo Regime Fiscal, os montantes consignados ao Orçamento da MB de fato têm se mostrado insuficientes para arcar com os investimentos necessários para o adequado atendimento desses importantes Programas atinentes à construção do núcleo do Poder Naval.

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cwb
cwb
9 meses atrás

o que me deixa chateado em ler isso é ver em quanto tempo outros países levaram para chegar num subnuc.
tirando os estados unidos que saíram ricos na guerra, outros como inglaterra e frança que tiveram seu território destruído e tiveram que reconstruir fizeram em um tempo muito curto, tendo mais demandas que nós….
só espero que quando estiver pronto os reatores dos outros países não sejam de fusão nuclear…

Mauro
Mauro
Reply to  cwb
9 meses atrás

Enquanto a gente ainda andava nu, eles já comiam de talhares. Pense que as riquezas deles, ou o chamado processo de acumulação primitiva de capital só se tornou possível graças a colonização e extração de riquezas de outros povos. O único país que tem mérito próprio nesse caminho são os EUA, seu sucesso se deve as diretrizes estabelecidas pelos chamados Pais da Pátria, ou seja, os pioneiros que um dia se reuniram e estabeleceram as diretrizes que deveriam seguir para se tornaram um grande Nação. Essas diretrizes são mantidas até os dias atuais, só te digo uma coisa, o que… Read more »

João Souza
João Souza
Reply to  Mauro
9 meses atrás

“Enquanto a gente andava nu, eles já comiam de talheres” Na minha opinião essa ideia é antiquada e complexada, essa “superioridade” de civilizações(algo inclusive bem relativo) na minha visão isso vem deixando de existir desde meados do século passado com a “descolonização” da África e Ásia. No futuro próximo, povos uma vez explorados pelos “superiores” serão muito mais relevantes. Tudo uma questão de ajuste nas distorções históricas. Exemplos disso seriam Brasil, Índia, México e etc…

Esteves
Esteves
Reply to  João Souza
9 meses atrás

Índio brasileiro não conhecia figuras geométricas. Não entendiam o círculo, a esfera. Só queriam comer portugueses que usaram disso par fazer alianças.

1/3 do nosso genoma é canibal. 1/3 veio do Norte de Portugal. 1/3 é negro.

Falando pelos Esteves que vieram do Vale do Minho descendentes de suevos (é suecos mesmo) espantados pelos celtas e açoitados pelos romanos…

Deu na Anita.

Space Jockey
Space Jockey
Reply to  João Souza
9 meses atrás

Índia sim, Brasil e México nunca vão chegar lá, a latinidade é um obstáculo intransponível.

Camargoer
Reply to  Space Jockey
9 meses atrás

Caro Space. Acho esse argumento estranho. Nossa espécie teve origem na África e de lá, em sucessiva ondas de migração, chegaram ao Oriente Médio, Sudeste Asiático, Europa Leste Asiático, América e Oceania, isso ao longo dos últimos 200 mil anos. Há 20 anos, os grupos humanos que viviam na Mesopotâmia desenvolveram a agricultura e a escrita (enquanto outras regiões, os humanos coletavam frutas e caçavam). Simultaneamente, há 5 mil anos, florescem civilizações na China, Índia, Grécia, Norte da África, em torno dos Balcãs (Os latinos logo estariam construindo aquedutos enquanto os anglo-saxões pintavam o rosto de azul). Depois, os americanos… Read more »

Antonio Palhares
Antonio Palhares
Reply to  Camargoer
9 meses atrás

Camargoer.
O senhor foi brilhante sem ser pedante.

Camargoer
Reply to  Mauro
9 meses atrás

Caro Mauro. Acho que você também estaria simplificando a história dos EUA. A independência dos EUA ocorreu antes da revolução industrial. Eles se tornaram uma importante fonte de algodão mas com uma economia escravocrata. Os primeiros eleitores dos EUA eram homens brancos e proprietários de terras, que de certo modo foi um modo a aristocracia nos EUA preservar o status quo. Alguns lugares era preciso pagar uma taxa ter o direito ao voto. A industrialização dos EUA ocorre no Sec XiX, praticamente um século depois da Inglaterra. A indústria dos EUA era baseada em seu mercado interno, substituindo importação por… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Camargoer
9 meses atrás

Mais ou menos, mestre. O Brasil começou atrasado, verdade, sua Revolução Industrial à partir da década de 1930. Muito por culpa do isolamento. O processo de industrialização no Brasil ganhou força em razão da derrocada da produção/comércio cafeeiro que passaram por um declínio considerável na/por conta da Crise da Bolsa de NY e na oferta descomunal do café. As atividades econômicas ganharam impulso nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro incentivando as produções de bens de consumo no país e diminuindo importações. Matarazzo começou com trigo e farinhas que não haviam, entrou na tecelagem, óleos, banhas, tudo… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Esteves
9 meses atrás

“ Durante a Segunda Guerra Mundial, o desenvolvimento industrial brasileiro passou por desaceleração, mostrada aqui pelo Fernando na explicação que deu sobre o surto da construção naval e os problemas da interrupção/substituição das máquinas inglesas por queda nas importações dos maquinários.” Esteves, você precisa ler de novo pois não escrevi isso, rsrsrs Não teve desaceleração na Segunda Guerra. Teve batalha da produção em diversas frentes para produzir mais, procurando compensar coisas que não se conseguia mais comprar fora e exportar mais matérias primas, alimentos etc para o esforço de guerra aliado, e também para suprir alguns produtos industrializados que nossos… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
9 meses atrás

Deixa ler o que escrevi.

Minha ex mulher está tentando me achar…eu não durmo…estou constipado…pera aí…devo ter trocado durante por depois. Que tormento.

Acho que é isso.

Camargoer
Reply to  Esteves
9 meses atrás

Olá Esteves. Eu discordo da ideia que o atraso da industrialização brasileira ocorreu devido o “isolamento”. Durante o Segundo Império, ocorreram várias iniciativas de industrialização no Brasil que foram interrompidas por força da elite agrária escravocrata que detinha o poder político (semelhando ao que aconteceu no sul dos EUA). A industrialização tardia começa com Vargas.

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Camargoer
9 meses atrás

Caro Camargoer, Você tem toda razão nisso. O capital acumulado pelos cafeicultores paulistas foi uma condição necessária, mas não suficiente para a industrialização do país. Sem o esforço do Estado na criação da indústria de base nacional, a “revolução industrial brasileira” de meados do século XX não teria ocorrido. Ao menos, teria sido muito limitada. As diferenças entre meu pensamento liberal e o pensamento nacional-desenvolvimentista clássico está em reconhecer que tal movimento promovido na era Getúlio e, mais tarde, a versão 2.0 do JK, foi importantíssimo para o movimento de industrialização, mas… Esse modelo se esgotou lá nos anos 70.… Read more »

Camargoer
Reply to  GFC_RJ
9 meses atrás

Olá GFC. Acho que é o tipo de assunto que 3 pessoas sentarem para conversar aparecerão 4 opiniões diferentes. A crise da década de 80 estaria mais relacionada á crise da dívida (alta do juros internacionais devido a crise do petróleo e a dependência do Brasil do petróleo importado) do que uma disputa desenvolvimentista x liberal. Aliás, tenho pensado muito que o debate é entre o “capitalismo financeiro” x “capitalismo industrial”. Os objetivos dos liberais, trabalhista, desenvolvimentistas, social-democratas para ser o mesmo (ampliar a oferta de emprego, reduzir a desigualdade social, gerar bem-estar social). Contudo, nenhum desses objetivos são fundamentais… Read more »

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Camargoer
9 meses atrás

Caro Camargoer, “Acho que é o tipo de assunto que 3 pessoas sentarem para conversar aparecerão 4 opiniões diferentes”. Sem sombra de dúvida. Mas, por favor, releve o simplismo do conteúdo acima. O post é a abreviação do resumo da síntese da sinopse do sumário. Tem todo um pré-sal 3D sob a conclusão. “A crise da década de 80 estaria mais relacionada á crise da dívida”. Claro. A razão primeira foi essa mesmo. Mas qual foi a origem da dívida externa? O modelo nacional desenvolvimentista consistia em investimentos públicos estimulando investimentos. A fonte dos recursos era, além da signoriagem (gerando… Read more »

Camargoer
Reply to  GFC_RJ
9 meses atrás

Olá GFC. De fato, o espaço é pequeno para assuntos que valem o debate. Eu entendo que precisamos espremer o esmagado. Eu lembrei de uma entrevista do Delfin Netto explicando que a dívida externa era feitar essencialmente par comprar petróleo. Se feito diferente, o país tinja paradp

Matheus Santiago
Matheus Santiago
Reply to  GFC_RJ
9 meses atrás

“Lemas que ilustram o modelo nacional-desenvolvimentista, de crescimento para dentro, como “substituição de importações”, “exportar é o que importa” etc. chegam a ser risíveis para os asiáticos que cresceram bem mais que a América Latina nas últimas décadas. A AL, por sua vez viu sua economia de desindustrializar nesse período.”

Me lembrou da palestra de Gustavo Franco(disponível no Youtube) sobre essa questão da diferença entre Substituição de Importações(América Latina) e Crescimento Orientado para Exportações(Ásia), conceitos semelhantes, mas com uma enorme diferença política comercial.

Esteves
Esteves
Reply to  GFC_RJ
9 meses atrás

Mestre,

Qual esforço do estado?

O “surto” da indústria que rompeu a escravatura no interior substituindo as atividades de plantio por máquinas inglesas que se instalaram em Itú, São Roque e Sorocaba – cerâmica, vinícola, tecelagem e que migrou para a Barra Funda em SP transformando-se em produção industrial e financeira (Martinelli, Matarazzo) teve qual esforço do estado?

Esteves
Esteves
Reply to  Camargoer
9 meses atrás

Mestre,

Tudo ou quase tudo que passou e passa aqui e consequência do isolamento.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Camargoer
9 meses atrás

“ Uma burguesia industrial surge em S.Paulo a partir do capital acumulado pelo café e recebe seu primeiro impulso durante a II Guerra, com a instalação da CSN e da Vale do Rio Doce por Vargas.” Camargoer, só um ajuste: Esse impulso já vinha de décadas antes, desde o início do século XX mais ou menos. O que você se refere nos anos 40 é especificamente ao impulso à indústria pesada, que por sua vez também abrirá mais possibilidades para o desenvolvimento da metal-mecânica, automobilística e de construção de navios mercantes (dentre outras que usam os produtos da indústria pesada)… Read more »

Camargoer
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
9 meses atrás

Olá Nunão. Obrigado pelo ajuste. O contexto é esse mesmo da indústria de base e petroquímca. Por isso mencionei a CSN durante a II Guerra. A produção de aço no Brasil antes da CSN era insignificante. No fim do Sec XIX e inicio do Sex XX existiam algumas usinas siderúrgicas em MG, produzindo principalmente ferro, mas a maioria do ferro era importado da Inglaterra e depois aço dos EUA. Por exemplo, o viaduto Santa Efigênia foi todo importando desmontado. A Estação da Luz é toda inglesa. A estrutura de aço do Edifício Martinelli foi importada. A autossuficiência na produção de… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Camargoer
9 meses atrás

Sim. Mas, ainda assim, cabe um ajuste: A produção de ferro e aço antes da CSN não era insignificante, já havia siderurgia de porte razoável em Minas (investimento brasileiro e belga) utilizando carvão vegetal e possibilidades de se instalar mais. A depressão dos anos 30 e outros fatores adiaram esses planos de expandir nesse modelo, em meio a uma discussão, que adentrava a área política e disputas regionais, sobre os caminhos para essa expansão, sendo alguns deles: Grande siderurgia com uso do carvão vegetal ou uso do coque importado como matérias primas além do aço; Fornos elétricos que reduziriam a… Read more »

Camargoer
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
9 meses atrás

Olá Nunão. Você tem razão. O correto seria “insuficiente” ao invés de “insignificante”. Rigor é sempre melhor.

Luciano
Luciano
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
9 meses atrás

Ilustrando Nunão: […] Indicadores de formação de capital parecem confirmar uma expansao entre o início do século [XX] e a Guerra Mundial [1914-1918], mesmo partindo-se de bases iniciais muito baixas. O consumo aparente de cimento passou de uma média 53,3 mil toneladas entre 1901-1903 para 367 mil toneladas em 1911-1913, com um aumento de 588%. Os dados correspondentes de consumo aparente de aço são de 95,8 mil toneladas para 488, 4 mil toneladas, com um aumento ainda considerável de 410%. Entre as mesmas datas, a capacidade instalada de eletricidade aumentou de 38,3 MW para 211,9 MW, multiplicando-se por 5,5 vezes… Read more »

Luciano
Luciano
Reply to  Luciano
9 meses atrás

O problema veio depois da Grande Guerra. Não havia políticas de Estado que incentivassem esse crescimento. Muito se perdeu logo em seguida porque as elites nacionais estavam preocupadas em valorizar os produtos de agroexportação, seguindo o pensamento de que o Brasil nao deveria ser um país industrializado.

Esteves
Esteves
Reply to  Luciano
9 meses atrás

Sim.

Luciano
Luciano
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
9 meses atrás

Exato! Sugiro a coleção “História do Brasil nação”! Organizado por Lilia Moritz Schwarcz , mais especificamente no volume 3. Neste volume mostra os esforços para o desenvolvimento de uma indústria nacional na primeira metade do séc XX, mesmo contra a vontade da elite aristocrática. Mostra, por exe, o desenvolvimento de uma indústria de substituições durante os anos da I guerra.

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  Luciano
9 meses atrás

Caro Luciano,

Em FEB, que não tem muito a ver com Força Expedicionária Brasileira, mas Formação Econômica do Brasil, livro referência para mim é “A Ordem do Progresso”. Bibliografia mega-clássica de concursos, inclusive. Segue o link…

https://bibliotecaonlinedahisfj.files.wordpress.com/2015/02/abreu-m-p-org-a-ordem-do-progresso-cem-anos-de-polc3adtica-econc3b4mica-republicana-1889-1989.pdf

O problema é que só vai até 1989. Mas… Daí por diante eu meio que fui testemunha… Ficando velho. Os anos passam voando, mas a sexta-feira não chega!

Abraços.

Luciano
Luciano
Reply to  GFC_RJ
9 meses atrás

Muito obrigado pela indicação, GFC! Eu adquiri recentemente, mas ainda nao pude ler (muita leitura atrasada!) foi “A industrialização de São Paulo”, de Warren Dean. Embora o link q vc passou esteja muito bom, vou tentar pegar o livro no Estante Virtual (Nao me acostumei com arquivos digitais extensos!). Mais uma vez, obrigado!

Fabio Mayer
Fabio Mayer
Reply to  Camargoer
9 meses atrás

A Inglaterra era um país que importava muita matéria-prima barata de suas colônias e exportava industrializados. Quando os EUA passaram a se auto-industrializar, foi porque eles constataram ter as matérias-primas e daí foi um passo para entender que podiam produzir e vender mais barato que as inglesas, porque o custo de importação não existia. A Inglaterra deixou de ser superpotência quando a equação econômica mudou, na esteira especialmente do desfazimento do império colonial, tendo como ponto de partida (penso eu) a guerra dos Boeres, agravando-se com a Grande Guerra, entrando em descendente na 2ª Guerra e depois o martírio do… Read more »

Camargoer
Reply to  Fabio Mayer
9 meses atrás

Olá Fábio. Também é preciso colocar na equação que na virada do Sec XIX para Sec XX, a marinha inglesa era a mais poderosa do mundo mas também a mais cara. Ela chegava a custa 25% do orçamento governamental e existia essencialmente para garantir as rotas de comércio entre as colônias.

Fabio Mayer
Fabio Mayer
Reply to  Camargoer
9 meses atrás

Camargoer,

Este era justamente o custo que os EUA não tinham (ao menos à época)…

Camargoer
Reply to  Fabio Mayer
9 meses atrás

Olá Fabio. Isso mesmo… acho que fazia sentido mencionar isso aqui no PN. A Alemanha de Guilherme II até tentou fazer uma grande marinha para fazer frente à marinha inglesa. Desistiu.

Luciano
Luciano
Reply to  Camargoer
9 meses atrás

Eu vou comprar umas cervejas pra ver as aulas de vcs! Muito bom! (mão estou sendo irônico, antes que pensem!)

Camargoer
Reply to  Luciano
9 meses atrás

Olá Luciano. Por isso o PN e o lugar mais legal

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  cwb
9 meses atrás

cwb, De fato fizeram bem antes enquanto nosso programa, com tantas fases de avanços seguidas de paradas, já acumula quatro décadas (embora não seja só do submarino, pois tem que incluir nesse tempo muita pesquisa e o desenvolvimento das tecnologias de enriquecimento e produção do combustível nuclear, das instalações industriais e máquinas para produção dos elementos combustíveis etc). Mas também não podemos simplificar as coisas para falar dos programas da Inglaterra e França. A Inglaterra não teve seu território destruído, sua indústria estava a pleno vapor para atender às demandas de guerra e os bombardeios alemães causaram relativamente pouco estrago.… Read more »

cwb
cwb
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
9 meses atrás

oi nunão..sei que meu comentário foi meio raso, mas o que sinto falta no brasil são políticas de estado e não de governo.
se as tivéssemos talvez já estaríamos lançando foguetes, teríamos uma bomba atômica e um submarino nuclear e talvez um programa de construção naval que de sempre estaria produzindo meios para a esquadra.
isso se chama pragmatismo,o dia que nós descobrimos nossa vocação de pais grande talvez passemos a ser merecedores do nosso destino.
abraço a todos!

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  cwb
9 meses atrás

Concordo, cwb, políticas de estado são bem mais raras por aqui do que as de governo, e as que existem são quase sempre afetadas pela visão de curto prazo destas últimas.

Só quis ressaltar alguns detalhes. assim como contextos, dos programas de outros países que você citou.

Camargoer
Reply to  cwb
9 meses atrás

Caro Colega alguns programas são de Estado, levam décadas e são transgovernamentais. Acho que o ProSub e um bom exemplo do que seria um plano de Estado. O laboratório Sirius tambem Outras coisas são de menor duração, cabem em um governo, por exemplo a construção de uma ponte. Geralmente, a paralisação de um programa de governo pelo governo que o sucede causa pouco estrago. O problema acontece quando um novo governo decide paralisar um programa de Estado tomando-o como um programa de governo.e bastante fácil llistar desses casos.

MMerlin
MMerlin
Reply to  Camargoer
9 meses atrás

Não tinha dado atenção aos comentários deste tópico, mas percebi que o papo está bom. Estou na correria mas depois tento retornar. Assuntos relacionados a industrialização me cativam. O que você comentou está certo e o ProSub e o Sirius são ótimos exemplos disto. O problema Camargoer, são os programas não físicos, que permitem uma remodelagem com menos impacto. Um exemplo é o segmento econômico, que afeta diretamente todas as demais áreas, inclusive investimento estrangeiro, essencial para qualquer país que deseja ter crescimento exponencial. Desde a estabilização monetária (mais precisamente 2003), foram criados planos econômicos de propósito de pequeno e… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  MMerlin
9 meses atrás

Montagens modulares. Indústria 4.0/4G.

Ainda não li qual resultado se pretende além da presumível redução de custos e aumento da eficiência.

E como a ICN trabalha nesse ambiente.

Minuteman
Minuteman
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
9 meses atrás

Caro Nunão, isso mostra que o estamos no caminho certo, mesmo com atrasos, será um feito extraordinário para o país, ainda mais em se tratando de Brasil.

João Souza
João Souza
Reply to  cwb
9 meses atrás

Interessante esse trecho do seu comentário sobre “fusão nuclear” pois não sei nem se temos trabalhos científicos sobre isso.

Camargoer
Reply to  João Souza
9 meses atrás

Olá João. Também desconheço que algum grupo no Brasil tenha um laboratório de fusão nuclear. Talvez exista colaboração com grupos dos ,EUA ou Europa. Talvez algum grupo de teoria.

filipe
filipe
9 meses atrás

2019 foi o pior anos em termos de orçamento para o SNBR, de 2022 ate 2032 serão 10 anos de muito trabalho, 10 anos no contexto do mundo é muito tempo, serão 2 governos, 2 eleições presidenciais até lá, mas é o maior projecto de engenharia do Brasil desde a sua fundação, ou seja em 500 anos de historia , essa é a maior empreitada da nação, o que exige a melhor e maior esforço de todos.

Camargoer
9 meses atrás

Olá Colegas. 2019 foi um desastre orçamentário para o SNBR. Temo que se sofrer a paralização descrita no documento, não haverá outra oportunidade no futuro. Vai ou vai.

João Moro
João Moro
Reply to  Camargoer
9 meses atrás

Uma boa notícia é que nesse orçamento para 2020, os programas estratégicos (como o ProSub, por exemplo) não serão afetados por contingenciamento. Só espero que o presidente da Câmara não retire essa cláusula.

lucas
lucas
9 meses atrás

Sub nuclear se sair vai la pra 2035…2040 otimismo por aqui so para os insanos.

Esteves
Esteves
9 meses atrás

“redução de cerca 47% em relação à dotação de 2018, e é insuficiente para viabilizar o prosseguimento adequado do Programa”

Além da redução.

Contigenciamentos, teto de gastos, renegociação de contratos, interrupções, migração da mão de obra, ociosidade, quebra da nacionalização (o fornecedor não recebe), aumento da dependência francesa, reator não incorporado. Volta o fantasma do país que não cumpre programas e contratos.

Cadê a boa notícia?

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Esteves
9 meses atrás

Esteves, Provavelmente quem falou em boa notícia se referiu ao que já foi feito (as porcentagens entregues de cada item do programa, e que estão no texto). Aliás, aproveitando a conversa: Quando saiu a matéria que encabeça a série, você comentou que os submarinos não seriam prioridade porque na ordem do texto eles apareciam mais perto do fim, pouco antes dos CLAnfs. Eu, que já conhecia o documento completo, respondi alertando que essa ordem não era de prioridades, e que poderia estar naquela ordem por qualquer outro motivo que não o das prioridades. Você continuou a insistir no tema, embora… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
9 meses atrás

Penso assim, PROSUB deveria ser crachá. Marinheiro, prestador de serviço, terceiro, entrou do portão pra dentro ganha crachá do PROSUB. Vai no Congresso? Leva reator em miniatura, submarino em miniatura, leva congressista pra pular corda. Vai no PG? Entrega não a evolução. Entrega quanto perdemos e quanto vamos ainda perder com os contigenciamentos, as interrupções e a prática de liberar recursos no dia 20 de dezembro. E diz a ele que a culpa…a culpa…tem nome. Vai fazer documento? Você recorda a apresentação de final de ano do Almirante Ilques aonde apareceu a imagem do projeto do CPN/Vard falando das Tamandarés.… Read more »

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
Reply to  Esteves
9 meses atrás

A eliminação de Soleimani e outro não é um caso isolado. A América tem dado cabo de líderes de guerra assimétrica na Síria e no Afeganistão, e usando o Hellfire ‘Ginsu’. Podiam ter usado um ‘Ginsu’ no iraniano mas o caso era pessoal, precisava ser espalhafatoso, exemplar: nada de catar as fatias do infeliz com pinça, tinham que juntar com esponja. Quanto ao quibe nuclear, ele é e será insignificante. Nem perco tempo discutindo.

Esteves
Esteves
Reply to  Alex Barreto Cypriano
9 meses atrás

É. Esponja e vassouras.

Os republicanos não permitirão a Kafka.

Caio
Caio
9 meses atrás

São estas poucas boas notícias que dão um pouco de ânimo sobre as nossas forcas, torço que não caia o ritmo.

Grozelha Vitaminada Milani
Grozelha Vitaminada Milani
9 meses atrás

Antes da MB definir o Scoorpenes como base do PROSUB e do Submarino Nuclear Brasileiro, a TK foi consultada sobre a possibilidade de desenvolver um nova classe de Submarinos em conjunto com a MB, sendo o 1o. Sub Nuc Brasil – Alemanha?

Houve alguma chance, possibilidade, reuniões … enfim, algum entendimento ou alinhamento nesse sentido? Inclusive da extensão do ToT dos IKL’s?

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Grozelha Vitaminada Milani
9 meses atrás

Segundo essa reportagem de 2005, houve sim (no caso com a HDW, que depois foi comprada pela Thyssenkrupp).

https://istoe.com.br/6430_AGUAS+PROFUNDAS/

Esteves
Esteves
Reply to  Grozelha Vitaminada Milani
9 meses atrás

Negócios. 8,6 bilhões de euros incluindo os 50 helicópteros.

“Como o ministro da Defesa, Nelson Jobim, adiantara na segunda-feira, os franceses foram escolhidos por causa da possibilidade de troca de tecnologia.”

Deveria ter entrado também o contrato do Rafale. As propostas vazaram e ficou difícil defender a opção mais cara.

Negócios. Quando vamos lá na França xeretar o caminho desse dinheiro?

Mauro
Mauro
Reply to  Grozelha Vitaminada Milani
9 meses atrás

Na época foi “informado” pelo ministro da defesa Celso Amorim que não foi possível estabelecer negócio com a Alemanha por que eles não constroem casco para SN. O que é verdadeiro, eles não dominam essa técnica de construção de cascos para SN, tão pouco operam SN. Só nos restou a França. A França levou por falta de opção, e também porque o governo na época tinha uma estranha atração por tudo o que era francês, deu ruim em parte, pois a intenção daquele nosso amigo de Garanhuns em sua empreitada por um acordo nuclear com o Irã passava pelo apoio… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Mauro
9 meses atrás

Alemão.

Além de não construírem submarinos nucleares são luteranos.

Difícil fazer luterano aceitar contrato de 9 bilhões de euros? Penso que não.

Mato que não tem onça tem contrato.

João Souza
João Souza
Reply to  Grozelha Vitaminada Milani
9 meses atrás

Acho que a Alemanha não desejaria um projeto conjunto de subnuc. A “alma” do PROSUB é o SN, mas os engenheiros brasileiros precisavam de auxílio em algumas etapas do projeto, pediram ajuda, França e Rússia se ofereceram. Escolheram os franceses, que não são bobos e montaram um acordo envolvendo o Scorpene também ( o Brasil precisava renovar sua frota mesmo…)

Hermes
Hermes
Reply to  Grozelha Vitaminada Milani
9 meses atrás

Se os alemães encafifaram com os chassis MB dos Astros a ponto da Avibrás ter que mudar para os Tatra, imagino o auê que os verdes de lá não fariam com o uso de tecnologia alemã para construir nosso submarino nuclear.

Esteves
Esteves
Reply to  Hermes
9 meses atrás

Olha…não podia fazer furo no chassi que eles enchiam. O EB pediu pra montar um acessório que servia pra baixar o estepe com manivela. Não deixaram.

Teve que enviar o desenho, a proposta, o projeto, pra Alemanha. Um furo.

Imagina um submarino.

Biro Biro
Biro Biro
Reply to  Esteves
9 meses atrás

Do ponto de vista da garantia e confiabilidade do veículo faz sentido sim. Esse furo pode direcionar forças na estrutura que não foram avaliadas no projeto original. Se o chassi apresenta problema quem tem a imagem arranhada são os alemães.

Esteves
Esteves
Reply to  Biro Biro
9 meses atrás

Verdade.

João Souza
João Souza
9 meses atrás

Eita que o SN pronto só em 2032? E eu esperava até 2027…complicado…

Ten.Bruno
Ten.Bruno
Reply to  João Souza
9 meses atrás

Espero que antes disso a MB faça um segundo lote de pelo menos mais 2 Diesel/Eletrico, pq esse cronograma do SBN só vamos poder contar com ele depois de pronto pq até lá essa data ainda pode se estender mais ainda. Mais e mais capitulos da fábula do SBN que como tenho dito se fabricarem 1 não passa deste. Bilhões jogados pelo ralo em mais de 30 anos de projeto.

Gabriel BR
Gabriel BR
9 meses atrás

Então o almirantado foi para o tudo ou nada e perdeu!

Esteves
Esteves
9 meses atrás

Não tinha um satélite militar pra fazer a comunicação entre o subnuclear e a base?

JonasN
JonasN
9 meses atrás

Caramba o custo do submarino nuclear é quase o custo dos 4 convencionais

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  JonasN
9 meses atrás

Não é nada estranho. Além do sistema de propulsão e outros itens relacionados de segurança envolverem uma construção mais cara, ele terá um deslocamento mais de três vezes maior.

Camargoer
Reply to  JonasN
9 meses atrás

Olá JonasN. Quando você compara os custos dos submarinos nucleares dos EUA, por exemplo, o preço de um submarino nuclear fica entre 2,5 e 3,5 vezes o custo de um submarino convencional porque eles já tem a infraestrutura de fabricação e certificação nuclear prontas. Eles só têm que construir o submarino. O custo do primeiro submarino nuclear no Brasil envolve o preço do submarino em si, da homologação do sistema de propulsão nuclear (Labgene) e da construção da infraestrutura para operar o submarino nuclear. Esses custos existem apenas na fabricação do primeiro submarino. Depois, essa infraestrutura é usada na construção… Read more »

nonato
nonato
9 meses atrás

Pelo menos os convencionais parecem estar andando bem…

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  nonato
9 meses atrás

Nonato,
De fato, entraram num bom ritmo de finalização, mas os cronogramas originais tiveram que ser estendidos devido aos atrasos de pagamento e problemas relacionados, que levaram a renegociar parcelas e entregas. A previsão inicial, quando anunciaram o contrato e o projeto, era entregar o primeiro cerca de cinco anos atrás.

Esteves
Esteves
9 meses atrás

Contingências.

A França se recusa a prorrogar o contrato ou a renegociar em condições “menos favoráveis”. E?
O pare siga estressa a relação com fornecedores, com técnicos, com os franceses, mirando um resultado não previsto. E?
A MB adota (constitucional, mas distante da formação militar) uma posição antagônica. E?
Submarino nuclear no Atlântico Sul. Tem Antártida. Tem Amazônia. E?

Muitas cartas na manga. Ou manda o bafo, digo blefe.

Victor
Victor
9 meses atrás

Será que um novo lote de Scopenes poderá ser fechado em substituição dos nossos subs classe Tupi?

Camargoer
Reply to  Victor
9 meses atrás

Caro Victor. O que temos certeza é que serão concluídos 4 Scorpenes. O que está planejado é a construção de um submarino nuclear. Eu acho (tem colegas que pensam diferentes) que depois do SN10 a MB irá construir apenas submarinos nucleares. Um segundo lote de 4 Scorpenes seria mais caro do que um segundo submarino nuclear (o SN11), Eu imagino que uma frota de 4 Scorpenes e 2 SubNuc é melhor que uma froata de 8 Scorpenes e 1 SubNuc ou de uma frota de 6, 9 ou 12 Scorpenes.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
9 meses atrás

Dos 6 209 que temos vamos vender 2 e ficar com 4, estes 4 209 quanto resta de vida útil deles?

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  Fabio Araujo
9 meses atrás

Fabio, você errou na conta. Não são seis, são cinco IKL 209 na Marinha. Se a venda sair e forem vendidos os dois que se noticiou, os demais três terão entre 5 e 15 anos de vida útil remanescente pelo menos (aproximadamente, deixo claro, pode ser um pouco mais), entre o mais velho deles e o mais novo. Dois deles dependeriam de mais um período de manutenção geral no meio desse tempo chegar até 2035 ou um pouco além. E mesmo essa provável data final pode tecnicamente ser estendida, se for o caso e houver custo-benefício em fazer manutenções pesadas… Read more »

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  Fernando "Nunão" De Martini
9 meses atrás

Errei a conta, mas valeu pelas informações.

Grozelha Vitaminada Milani
Grozelha Vitaminada Milani
Reply to  Fabio Araujo
9 meses atrás

Assim que o Peru comprovar que o 1o. IKL 209/1400 overhaling do Brasil mostrar a que veio, e pelo precinho camarada, vem buscar os outros 2 correndo.

Se não levar o 5o. também.

Melhor que negócio de pai pra filha!

Renan
Renan
9 meses atrás

Mediante os fatos apresentados espero que o atual presidente justifique cada voto que recebeu e destinei verba extra o suficiente para equalizar os atrasados do programa.
Acredito que 5 Bilhões de reais extra daria para dar todos os atrasados.
Isso é irrisório para o Brasil
Basta dar a ordem e a equipe econômica irá achar a solução.
Negocia com a base política e destina a verba em caráter de urgência.
Pois é uma questão de soberania nacional

Camargoer
Reply to  Renan
9 meses atrás

Caro Renan, Creio que o problema é que a gerência do Posto Ypiranga combinou que eles teriam total independência. Eu concordo que em tempos normais a equipe técnica serve para viabilizar o projeto político. O que vejo agora é um projeto político que é consequência das decisões da equipe técnica.

Esteves
Esteves
Reply to  Camargoer
9 meses atrás

Bento Carneiro…vampiro brasileiro.

Esteves
Esteves
Reply to  Renan
9 meses atrás

São euros. Precisa buscar na reserva que serve justamente para isso além da política cambial. Reserva serve para liquidar acordos/contratos internacionais. Foi um ato vergonhoso ter mandado o Jungmann lá prorrogar e postergar tornando o contrato mais caro. A MB e seus IKL. A MB e o programa nuclear que por anos andou com recursos do próprio programa. A MB e seu aprendizado conhecido com as montagens e a evolução dos IKL. Teria sido assim. Precisa de uma contra partida. Baixa da reserva e debita de quem? Debita dos espertos que enfiaram esse negócio de 10 bilhões de euros aqui?… Read more »

Grozelha Vitaminada Milani
Grozelha Vitaminada Milani
Reply to  Renan
9 meses atrás

Não se fecha o posto I-pilantras de Brasília da noite pro dia.

Só tendo um golpe.

Brasil, mostra tua cara … a música todo mundo já sabe e conhece …

Camargoer
Reply to  Grozelha Vitaminada Milani
9 meses atrás

Oi Groselha. Fiquei sem entender. Você defende um golpe? Outro? Que tipo? De boa, discordo dessa ideia, mas fiquei curioso para entender o seu raciocínio.

João Moro
João Moro
Reply to  Grozelha Vitaminada Milani
9 meses atrás

Bem, o I-pilantras de Brasília encaixaria nos políticos que nos assaltaram por anos e que fizeram esse acordo do scorpene ficar mais caro ainda, que tanto reclamam.
Ademais, o Brasil mostrou a sua cara e não é otário para manter os reais I-pilantras na administração do estado Brasileiro.

Grozelha Vitaminada Milani
Grozelha Vitaminada Milani
9 meses atrás

Na aviação militar, existem empresas que prestam serviços de treinamento de ataques aéreos, criando e mantendo aviões de combate como uma força aérea agressora. Prestam serviços para Força Aérea Americana principalmente. E para outras nações.

Pois bem, seguindo essa mesma linha de raciocínio, não existe uma empresa que tenha uma Força de Submarinos Agressora? Que possa se interessar pelos nossos 5 IKL’s (que estão numa pechincha, um precinho camarada, uma liquidação de verão…) para prestar essa serviços a U.S. Navy ou mesmo a OTAN?

Essa ideia é loka, mas é válida ….

Camargoer
Reply to  Grozelha Vitaminada Milani
9 meses atrás

Oi. Fiquei pensando nessa presa, pelo menos no que fosse ruim. Acho que a ideia de uma empresa montar uma biblioteca de assinaturas acústicas dos seus clientes um risco muito alto. Tem empresas que vazam o CPF dos clientes por bem menos que os chineses pagariam pela assinatura dos SSBN dos EUA. E se depois, a empresa for vendida para a Boeing e a Boeing vendida para os chineses?

Carlos
Carlos
9 meses atrás

Eu acho que não entendi muito bem até 2032 vamos ter apenas 4 submarinos em operação ao contrário de aumentar a quantidade vai diminuir durante um certo tempo.
Custa tanto assim adquirir 1 ou 2 submarinos convencionais a mais para ampliar a frota naval para o Norte e Nordeste???

Camargoer
Reply to  Carlos
9 meses atrás

Calma. A MB operava 5 convencionais, 4 Tupi e o Tikuna. Pelo que entendemos, os 4 SBR substituirão os 4 Tupi. Depois o SN10 substituirá o Tikuna.

Dalton
Dalton
9 meses atrás

Estranho, esse “quebra-mar” sempre me faz recordar de mapas da base naval italiana em “Taranto”, atacada por aeronaves do HMS Illustrious em 1940…seja como for, bela base.

Camargoer
Reply to  Dalton
9 meses atrás

Ola Dalton. Também acho bonita. Eu entendo quase nada desse tipo de engenharia (acho que o que sei aprendi aqui no PN). Em torno da usina de Angra também tem um extenso quebra-mar. Teve uma postagem sobre a construção de um quebra-mar em torno da base de submarinos da Argentina que gerou um problema de cracas, causando mais problemas para a Marinha Argentina.

Dalton
Dalton
Reply to  Camargoer
9 meses atrás

Acho Camargo que você está referindo-se a “Puerto Belgrano” que não apenas é base para submarinos, mas, também para os navios de superfície
e de fato conta com um quebra-mar impressionante.

Camargoer
Reply to  Dalton
9 meses atrás

Olá Dalton. O quebra-mar que mencionei é em torno da base de submarinos da marinha argentina. Não sabia o nome. Obrigado. É muito comum acontecer problemas de erosão ou de desequílbrio na fauna marinha quando são feitas essas grandes obras. É muio complexo.

Miguel
9 meses atrás

Tive a oportunidade de visitar a UFEM e do EBN há alguns meses e fiquei impressionado com as dimensões das instalações.
Também foi possível ver o Riachuelo e o Humaitá, esse último em estágio relativamente avançado de construção.
Uma experiência muito interessante, de fato!

Nilson
Nilson
9 meses atrás

Creio que esses valores para o ProSub não incluem o orçamento para o LabGene, que é outro projeto estratégico e configura um pré-requisito para o avanço do projeto detalhado do SN-BR. Será que houve um item específico para o Programa Nuclear da Marinha (inclui o LabGene) no documento para a CREDN – Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional?

filipe
filipe
Reply to  Nilson
9 meses atrás

O LABGEN é uma replica do reactor operacional do SNBR, logo está contemplado por esses valores, sem LABGEN não há SNBR, serão os dois reactores de 48 MW com combustível renovado a cada 6 anos, todo o projecto do SNBR depende do sucesso do LABGEN, os franceses com os SBR dão suporte somente ao Casco e sistemas de combate do SNBR, o reactor é 100 % nosso, e depende do LABGEN… Se o LABGEN falha, o SNBR nem nasce… Serão 3 anos para operacionalizar o LABGEN, de 2019 até 2022, finalizado e testado o reactor do LABGEN, começa a construção… Read more »

Zorann
Zorann
9 meses atrás

Toda esta estrutura, que incluem o complexo naval de Itaguaí (base, estaleiro + UFEM), e demais estruturas relacionadas ao programa nuclear da Marinha, não fazem o menor sentido para uma Marinha que pretende manter somente 5 submarinos convencionais e que pretende construir um submarino nuclear num futuro distante (se é que vai sair mesmo), já que os prazos vem sendo postergados ano a ano. É um desperdício de dinheiro construir uma estrutura tão grande para mante-la ociosa (hoje em dia já deve haver um nível razoável de ociosidade, já que os prazos originais de entrega dos submarinos foram postergados) que… Read more »

Space Jockey
Space Jockey
9 meses atrás

programas militares é pra no máximo 10 anos, programa com finalização em 23 anos é escarnio. Nem se sabe se em 20132 um SN será de valia militar, tvz la os drones ja façam melhor. Brasil, País de tolos !

Space Jockey
Space Jockey
Reply to  Space Jockey
9 meses atrás

*2032