quarta-feira, maio 25, 2022

Saab Naval

Assinatura de contrato dos navios Tamandaré tem data marcada

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Por Danilo Oliveira

A assinatura do contrato para construção dos quatro navios classe Tamandaré está prevista para o dia 4 de março. O departamento de imprensa da Marinha informou que a cerimônia será em local a ser definido em Brasília (DF). O consórcio Águas Azuis, liderado pela thyssenkrupp Marine Systems, com a Embraer Defesa & Segurança e a Atech, foi selecionado como fornecedor preferencial para a construção dos navios para a força naval. A partir da divulgação do resultado, em março do ano passado, o contrato final passou a ser negociado entre o consórcio e a Empresa Gerencial de Projetos navais (Emgepron). A previsão inicial era que o contrato fosse assinado até o final de 2019, o que não se confirmou.

No dia 13 de dezembro, o governo federal sancionou a abertura de crédito do projeto, cujo valor é da ordem de R$ 4,35 bilhões. Uma semana depois, foi realizada a primeira reunião de governança estratégica do projeto com participações do comandante da Marinha, Ilques Barbosa Junior, e dos presidentes das empresas envolvidas: Rolf Wirtz (Thyssenkrupp), Jackson Schneider (Embraer), Edson Mallaco (Atech) e o Vice-Almirante Edesio Teixeira Lima Junior (Emgepron). O encontro ocorreu no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro.

Na ocasião, o comandante da Marinha detacou o modelo de negócios com a capitalização da Emgepron, bem como a importância do programa para a indústria brasileira, na produção de bens e prestação de serviços, além da abordagem de gestão do ciclo de vida e apoio logístico integrado. Já o presidente da Emgepron disse que a empresa está devidamente preparada e capitalizada para cumprir o cronograma do projeto, uma vez que não depende de capital estrangeiro.



 

Conteúdo local — Na última sexta-feira (31), a Emgepron e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram acordo de cooperação para o acompanhamento e aferição do conteúdo local ao longo da execução do contrato das novas embarcações da esquadra. A exigência de conteúdo local no programa dos NCT é de 30% para o primeiro navio e 40% para as demais unidades. A construção dos novos navios de defesa será realizada no estaleiro Oceana, em Itajaí (SC). Segundo a Marinha, a elaboração do projeto executivo para os navios deve ter duração de aproximadamente um ano e meio.

FONTE: Portos e Navios

Capitalização de estatal militar piora as contas do governo em 2019

Emgepron, que atua na área de construção de navios para a Marinha, recebeu R$ 7,6 bilhões do governo em dezembro, com objetivo de renovar a frota

BRASÍLIA – Na reta final do ano, o governo gastou R$ 9,6 bilhões para capitalizar empresas estatais dependentes de recursos da União. Só a Emgepron, estatal da área militar, recebeu aporte de R$ 7,6 bilhões em dezembro.

A estatal fabrica embarcações para a Marinha do Brasil. No ano, o governo fez uma capitalização de R$ 10,1 bilhões em todas as empresas estatais, incluindo as que não são são dependentes do Tesouro (ou seja, cujas receitas superam as despesas).

Apesar desses gastos com capitalização, o déficit primário das contas do governo federal caiu R$ 25,1 bilhões em relação ao resultado do ano passado. O caixa do governo registrou um déficit primário (resultado das receitas menos as despesas, excluindo os gastos com os juros da dívida pública) de R$ 95,06 bilhões em 2019, o melhor desempenho desde 2014.

O resultado reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central. O déficit em 2018 foi de R$ 120,221 bilhões. O déficit do governo central em 2019 equivalente a 1,31% do PIB e ficou abaixo da meta fiscal do ano, que admite um déficit de até R$ 139 bilhões (1,91% do PIB).

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse que a capitalização surpreendeu em dezembro porque não estava na programação do ano. Se não fosse essa capitalização, o déficit teria sido em torno de R$ 85 bilhões. Ele lembrou, porém, que as despesas de capitalização ficam fora do teto, regra constitucional que impede que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação.

Mansueto projetou um déficit do setor público consolidado (União, Estados e Municípios) entre R$ 60 bilhões e R$ 80 bilhões em 2019. O resultado final será divulgado somente na próxima sexta-feira pelo Banco Central. Com essa resultado, o governo aponta que poderá ter ocorrido uma queda da dívida bruta em 2019. O resultado também só será divulgado na sexta-feira.

Socorro
O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse achar difícil que novos processos de capitalização ocorram neste ano. A previsão do governo é de aportes de apenas R$ 4 milhões em 2020. “Enquanto o governo tiver um bocado de empresa estatal, corremos o risco de ter de socorrê-las. Mas muitas empresas estão em processo de privatização”, completou.

Além da capitalização de R$ 7,6 bilhões para Emgepron, a União injetou R$ 1,5 bilhão na Infraero e R$ 1 bilhão na Telebrás em 2019. As demais estatais federais receberam R$ 400 milhões no ano passado. No total, foram R$ 10,1 bilhões em capitalizações em 2019, ante R$ 4,8 bilhões em 2018.

Mansueto argumentou que o grande volume de recursos destinados à Emgepron foi aprovado ainda no governo passado com o objetivo de renovar a frota da Marinha. “Havia um consenso de que os navios estavam muito sucateados. A ideia era de que a capitalização da Emgepron ocorresse em três ou quatro anos, mas a operação de uma só vez agora foi uma decisão política, para facilitar a contratação de navios pelos próximos oito anos”, afirmou.

Mansueto admitiu que esse volume de capitalizações de 2019 não estava nos seus planos. “Eu pensava que não íamos fazer capitalização, achava que o dinheiro ia sobrar”, disse. “Se não tivéssemos feito no ano passado, teríamos de fazer em 2020. Não tenho dúvida de que vai surgir demanda de novas capitalizações em 2020, mas não vejo como atender.”

A capitalização de empresas estatais não está sujeita aos limites da regra do teto de gastos, que comprime as despesas em áreas como Saúde, Educação e Segurança Pública. “Pode-se criticar o uso de recursos para isso, se era prioritário, mas trata-se de uma decisão política. No Tesouro não discutimos a alocação orçamentária. O orçamento é aprovado pelo Congresso Nacional”, concluiu.

FONTE: Terra

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Fabio Araujo

Não vejo a hora de começarem a construção, mas ainda falta algumas etapas até chegar a isso.

Chales Dickens

Tudo muito bom, tudo muito bem. Pode-se assinar contrato para a construção de 4, 8, 20, 40, 100 unidades, o que for. O histórico, porém, aconselha a ficar com um pé atrás. Tudo sempre sujeitos a contingenciamentos, atrasos, etc. Vamos torcer a favor, mas nada mais me surpreende.

Chales Dickens

Sujeito, e não sujeitos.

Ádson

Por isto este governo surpreende. Para que não haja contingências e atrasos os recursos dos quatro navios já está com a Emgepron, ou seja, não tem como contingênciar mais.

João Moro

Entendo a mesma coisa: Foi capitalizado a Emgepron para que o recurso esteja pronto para aplicação/pagamento. Assim evitaremos ao máximo atrasos nas construções das embarcações. Ótima ideia do governo para burlar os contingenciamentos e ter que ficar mendigando no congresso mais dinheiro para os projetos militares estratégicos.

Camargoer

Caro João. Essa ideia foi lançada no governo Temer (à Cesar o que é de César, uma verdade bíblica)

Luís Henrique

Na verdade não foi para burlar contingenciamento. Inclusive o governo Bolsonaro instruiu o ministério da economia que a pasta da Defesa Não terá contingenciamento esse ano. O que o governo “burlou” foi a lei de teto de gastos. Como o governo está gastando mais do que arrecada, o congresso aprovou uma lei que Proíbe aumentar os gastos ainda mais. Como quase todo o orçamento fica comprometido com salários e previdência, fica muito difícil conseguir recursos para um programa caro como esse sem cometer crime de responsabilidade fiscal. A capitalização de estatais está fora desta lei e é permitida. Então a… Read more »

Camargoer

Caro Luiz Henrique. Acho que o problema é o contrário o governo está arrecadando menos do que gasta. A queda da atividade econômica e o aumento da informalidade e do desemprego reduziram a arrecadação de impostos e também houve uma redução nas contribuições para a previdência. Foi a economia que diminuiu. A “capitalização” das empresas públicas foi a solução encontrada pelo governo Temer para resolver o problema que o governo Temer criou com a PEC do teto.

Camargoer

Caro João. O mesmo governo que aprovou a PEC do teto inventou esse artifício para burla-la. Essa ideia implementada em 2017.

João Moro

Camargoer, agradeço a informação.

Camargoer

Olá João. Legal. Um abraço.

Camargoer

Adson. A ideia de capitalizar a Emgepron para a construção das Tamandaré foi lançada pelo Raul Julgmann quando era ministro da Defesa do Temer para driblar o artigo constitucional do teto dos gastos. (ver “Jungmann: Projeto de Lei para capitalização da Emgepron irá ao Congresso em breve” de out/2017)

Camargoer

Caro Adson. Essa iniciativa é de 2017. Nada a ver com o atual, mas com o anterior.

Renato

Camargoer,
Tudo que é veículo de notícias militares estão apinhados de gamer maníacos do atual Presidente.
Se não foi ele que fez, eles inventam.
Afinal o desespero em provar que ele trabalha para o país é digno de um OSCAR.

Bosco

Renato,
A toda ação corresponde uma reação de mesma intensidade e sentido contrário. O fervor em defender o presidente só é superado pelo fervor em denegri-lo.
Nesse caso das Tamandarés o presidente Bolsonaro não foi seu idealizador mas também parece que não irá, em podendo fazê-lo, melar o programa.

Camargoer

Caro Bosco. Todo governo democrático é limitado pelos freios e contrapesos institucionais. Um desses mecanismos é por meio das críticas ás ações do governo. A democracia é o regime do debate e do conflito de ideias. O regime do consenso é o contrário da democracia. A decisão democrática é um compromisso obtido da argumentação dos contrários.

Camargoer

Olá Renato. Comentei outras vezes que acho irrelevante em que eu votei ou em quem qualquer cega votou. Um bom debate deve ser feito a partir de fatos reais. Muitas vezes eu ou outro colegas usamos uma informação errada, por isso a importância de apontarmos os erros para que o debate tenha relevância. A interpretação do fato pode ser diferente ou considerar os pontos de vista pessoais, o que pode até levar a conclusões diferentes. Isso pode ser visto como algo comum. O que não pode acontecer seria usar fatos errados.

Renato

Camargoer,
Essa sanha doentia de querer politizar tudo é um saco.
Tenha dó.
Todos os projetos em andamento são de décadas e de nenhum governo e nem o atual.
Aliás, poucos foram os governos que não atrapalharam os projetos militares.
Veja se for do seu interesse, o estado que se encontra HOJE a nossa ciência.e tecnologia Aeroespacial conforme depoimento do Brigadeiro Demétrius do IAE.
Está tudo por um fio.
Repare quando na entrevista o Brigadeiro enfatiza que programas estratégicos de defesa tem que ser de ESTADO e nåo de governo para não acontecer o que está acontecendo agora.
https://youtu.be/knFiGY8cWCM

Camargoer

Olá Renato. Acho que o chato é “partidarizar” ou “fulanizar” o debate político. As ações de um governo e portanto as prioridades para os gastos públicos é uma questão política. É uma decisão tomada que irá beneficiar um grupo, um seguimento social, etc. Essa decisão é primeiro política e depois técnica. Acho que é um debate importante e saudável. Afinal, é sempre possível que um governo esteja cedendo à pressão de um setor ou aplicando uma solução que irá prejudicar outro setor. Podemos e devemos pensar criticamente as decisões dos governos nos três níveis.

Renato

Camargoer,
Penso que assunto de estratégia e segurança nacional esteja acima de qualquer.viés político.
Soberania nacional é coisa séria.
Mas a nossa sociedade foi por dėcadas domesticada a achar que futebol, novela, cerveja e carnaval está acima de qualquer coisa.
Inclusive do próprio país.

Camargoer

Olá Renato. Estratégia e segurança nacional assuntos de Estado. Assim como Ciência e Tecnologia, Educação, Relações Exteriores e Saúde. Contudo, em alguns casos ocorreram interferências de origem ideológica ou financeira. O Itamaraty, por exemplo, é uma instituição com origem no Império organizado por servidores de carreira que atuavam em uma estratégia de Estado com uma lógica de longo prazo. O antigo MCT que coordenava universidades, institutos, empresas em programas de décadas em áreas como meio-ambiente, saúde, setor aeroespacial, agropecuária, etc, que tiveram origem nas primeiras décadas do pós-guerra. Acho que o sistema de pós-graduação organizado pelo MEC como um dos… Read more »

Luís Henrique

Renato, essa é a verdade. Os fatos.
2019 foi o único ano em muitos que não teve nenhum escândalo de corrupção no governo federal.
Foi um ano que foi decidido o orçamento de 2020 e foi vetada a possibilidade de contingenciamento na pasta da Defesa, também algo que não ocorria em muitos e muitos anos.
E foi o ano que o governo autorizou a capitalização da Engepron em R$ 7,6 bi.

Contra fatos não existem argumentos.

Everton Sbrisse

é cedo para comparar ou dizer se esse governo é mais ou menos corrupto que o anterior, principalmente se observamos que os fatos da lava jato aconteceu a muito tempo, é que não aprofundaram as investigações no período anterior ao governo do PT, pois os prováveis crimes já estariam prescritos, isso torna impossível fazer uma comparação justa.E outro detalhe que não podemos negar é que o modelo politico usado pelo governo federal não esta distantes do que acontece nos estados e municípios, ou seja, superfaturamento de contratos, rachadinha de salario, desvio de verbas, etc. Agora temos que sempre separar o… Read more »

Renato

Luis Henrique,
Vc que gosta de fatos e verdades,.pega essaí.
https://youtu.be/knFiGY8cWCM
Depois vc me diz se existem argumentos contra fatos.

Antonio Palhares

Luis.
Neste particular eu concordo com voce.

Space Jockey

Eu tbm tenho sempre o pé atrás… Curioso que o jornal aqui da cidade tava dizendo ontem que é provável que se encomende mais do que 4 unidades.

BMIKE

Se existe um consórcio responsável pela construção e entrega dos barcos sob a supervisão da MB. Não sei para que colocar um atravessador burocrático chamado ENGEPROM, enfim, segue o baile.

Alex Barreto Cypriano

A potência do feixe laser sofre dissipação por fenômenos atmosféricos (umidade, obscurantes, florescência térmica, etc) de tal forma que o alcance e a eficacia diminuem ou são anulados. Um fluxo monetário é como um feixe laser, sua potência ou intensidade é dissipada entre o disparo e o impacto no alvo. Acontece, apenas, que no feixe laser, os fenômenos de dissipação são indesejados, ao passo que nas capitalizações, a dissipação é o objetivo desejado. Daí os atravessadores, as incertezas de datas limites, os inevitáveis aditivos, as improvisações. No laser naval, o limite é a geração elétrica do navio, na capitalização, o… Read more »

Luís Henrique

Caro BMike, foi a maneira que a Marinha do Brasil encontrou para conseguir as 4 Fragatas. Devido a lei do teto de gastos, o governo federal não poderia disponibilizar a compra, porém aumentar o capital de uma estatal é permitido. Fizeram isso, para terem como pagar pelas 4 Tamandaré. Foi muito inteligente e demonstra que o novo governo está dando a merecida importância para as forças armadas. Ainda que a nossa economia não esteja em um nível ideal para melhoras mais visíveis nas forças armadas. Além dessa capitalização na Engepron, o governo também proibiu o contingenciamento de recursos da Defesa.… Read more »

Camargoer

Olá Bmike. Isso foi necessário devido a emenda constitucional que coloca limite ao gasto aprovada em out/2016 por iniciativa do Gov. Temer. Como cada ministério não pode gastar mais do que gastou no ano anterior (ou seja, o próprio governo que instituiu o dispositivo constitucional encontrou o modo de burlar a lei).

Luís Henrique

Para conseguir o dinheiro necessário a MB teve essa ideia inteligente junto ao governo. O governo está de mãos amarradas devido à lei do teto de gastos e as condições atuais das contas do governo. O projeto não poderia ser levado adiante de outra forma, pois a alocação de verbas para o mesmo excederia o limite do teto e o governo estaria cometendo crime de responsabilidade fiscal. Já a capitalização de uma estatal é permitido, ficou de fora da lei de teto de gastos. Então o governo e a MB só estão utilizando a estatal para adquirir as 4 Fragatas… Read more »

Leonel Testa

Pelo que li as quatro fragatas ficariam por 1.6 bi de dolares entao vai sobrar algum din din rsrsrs

Luís Henrique

Sim. Ano passado foram R$ 2,5 bi
Agora mais R$ 7,6
Somando temos R$ 10,1 bi

O navio polar foi divulgado que teria custo em torno de R$ 700 mi.
Então sobraria R$ 9,4 bi
Cotação de hoje da U$ 2,21 bi

Ou as Tamandaré virão bem caras custando U$ 552,5 mi cada
Ou podemos assinar 5 Tamandaré por U$ 442 mi cada.
Ou talvez a MB consiga assinar 6 Tamandaré por U$ 368 mi cada.

Torcendo pela última opção. 6 Tamandaré.

Esteves

Tudo dependerá da eficiência da Emgepron.

Se ela gastar…

Fernando Vieira

Você quer eficiência de Estatal? Se depender da eficiência de uma Estatal vai sair só uma Tamandaré e ainda vai precisar de aditivo pra completar.

Camargoer

Olá Fernando. E preciso algum cuidado para falar sobre eficiência de uma empresa estatal. Por exemplo a CET, a companhia de Engenharia de tráfego da prefeitura de São Paulo. A cidade tem um problema sério com o trânsito que precisa ser monitorado e reorganizado o tempo todo. O custo desse serviço custa muito caro. Câmeras, engenheiros de tráfego, viaturas, boletins de trânsito, manutenção de vias, emoção de veículos pesados quebrados, placas de trânsito, semáforos…. Os recursos para a CET são das multas e da zona azul. A CET e uma empresa lucrativa. Contudo não precisava dar lucro porque o serviço… Read more »

Esteves

Calma lá, Mestre.

Essa comparação está feita com um monopólio. Nós achamos que a CET é eficiente porque ela mostra lucro, mas ela não compete. Trata-se de uma artificialidade.

Se a CET ou qualquer outra estatal estivesse em um ambiente
competitivo aonde existe a pressão sobre os custos, poderia mostrar outro resultado.

Não sei dos últimos balanços. A CET vinha mostrando prejuízos nos anos recentes. Em torno de 30 milhões.

Lucro social nesse país se confunde com lucro do pessoal.

Camargoer

Olá Esteves. Escolhi a CET com cuidado porque a função dela e fazer o planejamento e a engenharia de trânsito. Essa tarefa e um serviço que a CET presta para a prefeitura. Caso fosse uma empresa privada, ela iria cobrar por esse serviço que seria pago com impostos. Nesse caso, a eficiência seria um interesse dos proprietários pelo lucro, não pelo interesse da cidade. Como a CET e uma empresa estatal que preta serviço para a cidade, a cidade paga por esse custo, mas ao invés de usar impostos a prefeitura usa os recursos das multas e da zona azul.… Read more »

Cezar Jacoby

O atravessador não é um atravessador, na realidade os navios serão da Engepron e serão vendidos à MB na forma de leasing, além de ser responsável pela fiscalização e coordenação do projeto, uma vez que o Consórcio não pode fiscalizar ele mesmo e a MB sempre usou a Engepron nessas atividades.

Karl Bonfim

Realmente, é muita burocracia e enrolação. Até no meio militar esse tipo de coisa atrapalha, emperra e desanda os projetos, já não basta a habitual falta de orçamento para tudo. é de lascar o cano…

Camargoer

A burocracia está na questão do uso do dinheiro público que está sujeito a a legislação e pela segurança jurídica do contrato de bilhões de dólares. Um empresa privada que adquire um negócio envolvendo bilhões leva anos para fechar o negócio também.

Xerem

BMAIKE se nao coloca a EMGEPROM que pertence a MB essa grana nao seria liberada ja que estatal nao entra nesse tal de contingenciamento e congelamento de gastos ta dificil de entender hein !

Roberto

Com a capitalização de R$ 7,6 bilhões na Emgepron, daria para construir uns 06!navios da Classe Tamandaré. Estou colocando cada navio com custo de US$ 300 milhões.

Nilson

Mas as últimas estimativas eram de uns 450 US mi por navio. 1,8 bi ao todo.

Paulo Cogo

A ENGREPRON produz as maquetes mais caras do universo.

Esteves

Depende. Depende do recheio. Depende dos prazos. Dependerá de como, quando e quanto.

300 milhões de dólares dá pra construir. Depende o que.

Vovozao

05/02/2020 – quarta-feira, bdia, Esteves, além de serem bem caras, elas irão demorar muito para estarem operacionais; vejamos: Assinatura do contrato: 04 de março/2020 Engenharia; adaptação estaleiro: +- 18 meses Bater 1a. Chapa por volta de 2022 ou 2023, Previsão de lançamento ao mar: 2025 ou 2026, Estaremos levando por volta de 8 anos entre o lançamento do projeto e o lançamento ao mar……estou falando do lançamento, ainda deve-se levar mais 2 anos para torna-la operacional……teremos a 1a fragata por volta de 2028…….muito tempo…..porém….muitos vão fizer que é normal…..só aqui…..fragatas caras e bem demoradas…..se tivéssemos comprado dos estaleiros Japoneses/coreanos receberemos… Read more »

Marcos Borges

Se fossem construidas no exterior ficaríamos sem os empregos, a mão de obra qualificada e os impostos.

eslima70

Muito tempo 8 anos para 4 embarcações! Nesse interine não duvido em compra de oportunidade que viram.

Joao Moita Jr

Ficarei surpreendido se em esses 8 anos for entregue a primeira. Infelizmente, é o Modus Operandi brasileiro.

MMerlin

João. Você se diz ter nascido no Brasil, mas morador e militar nos EUA. Você defendo (como profissão) um país mas não concorda com o regime democrático capitalista americano. O que é complicado. É a mesma coisa coisa que eu trabalhar na Friboi mas ser um ativista ferrenho a favor do veganismo. Mas é sua escolha. Sem crise. Agora, referente a sua declaração, nada demais. Os comentários que você posta deixam bem claro a opinião que você tem do país aonde nasceu. O problema é a intenção. E novamente, sem crise. Repito a você. O Brasil está passando por várias… Read more »

Joao Moita Jr

Huh??? “mas não concorda com o regime democrático capitalista americano” Da onde tirastes isso??? O sistema que temos aqui é uma mistura de capitalismo e princípios socialistas. É um sistema dinâmico, sempre mudando, algumas vezes melhor, outras não. Mas, sempre na metamorfose. Sempre procurando fazer as coisas melhor. Sim, nasci no Brasil, e o que opino lamentávelmente é a realidade. A intenção não é esculachar, mas sim expressar frustração sobre a situação de penúria das FFAAS brasileiras, assim como a bagunça total reinante no país. E outra vez te digo, deixe de acreditar que por usar o uniforme que usamos,… Read more »

MMerlin

Interessante sua linha de pensamento. Misturar capitalismos e socialismo em um mesmo modelo descaracteriza ambas, em conceito é quase uma antítese, não que seja impossível. Referente ao país e as FA, os principais meios de comunicação estão prestando, diariamente, um desserviço ao Brasil. Distorcem declarações, abafam todo o tipo de evolução e escondem projetos positivos concluídos. Bom, quem gostaria de ouvir que, em Dezembro e devido aos avanços (importante: não só econômicos), o risco país caiu para 97 pontos. O menor patamar desde 2010. Lembrando que a época e situação econômica é bem diferente. Este tipo de notícia, acredito que… Read more »

Joao Moita Jr

Aqui está um grande exemplo de militar das FFAAS, aqui. Major Tulsi Gabbard.

PauloOsk

falavam a mesma coisa do com o Prosub.. e ta dando certo.. acho que o Brasil ta mudando..pra melhor.

Camargoer

Caro Colega. Se a população não tem emprego, não tem previdência, se as fábricas fecharem, se as cidades virarem grandes favelas, se o campo produzir soja e carne para alimentar gringos, se o petróleo for deles, se o nióbio for deles, se até a base de foguetes for deles, então não precisa de forças armadas. Quem quiser que se alistar na legião estrangeira.

Sequim

Perfeito, professor. O problema aqui no Brasil é que alguns querem ser mais realistas que o rei. Daí se tornam neoliberais sem noção. Fale para os EUA que eles têm que entregar suas empresas estratégicas a estrangeiros. Vão rir da tua cara e te achar ou louco ou burro ou as duas coisas.

Camargoer

Olá Sequim. Ou vão rir da sua cara ou vão sacar o talão de cheques e comprar tudo.

Bosco

Sequin,
As empresas estratégicas americanas não são repassadas a estrangeiros por conta da vitalidade da economia americana.

Bosco

Uma maneira de aumentar a vitalidade econômica de nossas indústrias estratégicas é alimentarmos a nossa demanda bélica de forma não natural. Por exemplo, se amanhã o Ministério da Defesa entender que temos que ter 30 corvetas e 15 destróieres cada um com 8 mansups, já estará sinalizado que algo em torno de uns 500 mísseis serão adquiridos. Isso já representaria um aporte certo de pelo menos uns 2 bilhões de reais para o fabricante. É assim que funciona. Não há como termos vitalidade na economia voltada para as empresas ditas “estratégicas” se não há um contraponto da estratégia nacional voltada… Read more »

Marco

Fico pensando Bosco, qual a fórmula para inserirmos produtos de defesa da construção naval no mercado e viabilizarmos a escala de produção para sermos consumidores dos produtos made in Brazil

MMerlin

Correto Bosco! A prospecção de negócios e, literalmente, “confiança no futuro”, fazem dos Estados Unidos um celeiro de ótimos negócios. Dois dos grandes motivos para este país ser tão convidativos para alavancar o empreendedorismo, é a praticidade burocrática e a ótima eficiência na aplicação de leis, uma vez que lá, estas são bem escritas deixando pouca margem para interpretações. No Brasil temos exatamente o oposto destes dois motivos. Enquanto lá os empreendedores gastam 60% do tempo pensando em inovações e melhorias do processo, aqui gastamos este tempo com questões burocráticas e administrativas. Mas faz parte! Aos poucos vamos melhorando nosso… Read more »

Marujo

Eles são verdadeiramente patriotas e tem a cabeça no lugar. O que sobra lá, escasseia por aqui.

MMerlin

Ainda bem que a realidade está seguindo por um caminho bem diferente, aplicando conceitos de sustentabilidade na própria máquina do estado.

André Bueno

Correto, nem mais, nem menos.
Que país queremos, o nosso ou de outros? Qual o projeto de futuro?

Samuca cobre

E você pensa que é fácil entrar na legião estrangeira???

Camargoer

Olá Samuca. Imagino que seja bem difícil ingressar na legião estrangeira e que apenas os melhores conseguirão isso, como ocorre em toda instituição de excelência. Talvez obter um PhD seja igualmente difícil. Talvez seja ainda mais difícil ingressar em uma orquestra profissional como a OSESP.

horatio nelson

vc falou o q ningém tem coragem de falar…porém é a verdade…gastaremos 1 bilhão por navio q ficaram prontos em 2030 se ficarem…com toda a enrrolação brasileira estará operacional em 2035 obs: em 2035 ainda ficará pronta antes do subnuc projeto de 1970…brasil vai conseguir gastar 100 anos num projeto de subnuc!

Esteves

Vovozao, Ninguém liga pra coisas que gente velha diz. Eu passo por isso. Minha vizinha de 4 anos diz que sou barrigudo e velho. A maldita não olha pro pai. Quando quer brincar com a bicicleta vem me chamar. Maldita. Não há justificativa nem dinheiro para construir navios de guerra para serem incorporados de imediato como fazem os chineses. É melhor, penso concordando com os colegas que explicaram, manter a indústria, as instituições, os negócios, os empregos, o conhecimento X fazer rápido e depois lamentar as manutenções. O Arsenal obsoleto ficou por inoperância. O aprendizado se perdeu por falta de… Read more »

Camargoer

Olá Esteves. Excelente comentário. Queria eu ter escrito. Que inveja. Um abraço.

Marco Magliano

Além das fragatas acho que tem também o navio polar nesse pacote … Salvo engano!!!

Mário SAE

A idéia é, se posíveis for, chegarmos a seis unidades no lote inicial. Todavia, para cobrir a baixa quantidade de combatentes de suerficie, continuamos buscando compras de oportunidade, mas, repito, “mas” que valham realmente gastar algum dinheiro público em tais compras. Não vamos comprar qualquer porcaria apenas para dizer que ampliamos o número de escoltas. Continuamos conversando com os ingleses, aguardando uma definição sobre o Wave e algumas Type 23, mas eles continuam em uma indecisão sem fim. Os japoneses não podem disponibilizar nada que nos interessem, já os alemães que andam com dificuldades para manter seus navios em condições… Read more »

MMerlin

E quais estão interessando a MB, Mário? Classe Bremen?
As embarcações da classe Brandenburg devem estar sendo descomissionadas apenas a partir de 2030.
Foi relatado aqui no naval que, enquanto o Chile apontava o interesse na compra da primeira classe, o Brasil não demonstra a mesma intenção.

Junior

Mario você saberia dizer se desses 7,6 bilhões estão incluídos o navio polar ou esse possível dinheiro a mais seria justamente para chegar nas 6 unidades pretendidas no lote inicial?

Mario SAE

Até onde sei, este recurso seria apenas para as Tamandares. Mas não estou acompanhando este assunto muito de perto no momento, minhas atribuições são nas relações internacionais, todavia sempre que algo relevante em termos de defesa circula pelo Planalto, acabo envolvido.

Xerem

Nao e so para as Tamandarés(4,5 bilhoes de reais ) nao meu caro sao tambem para o navio Polar de 700 milhoes de reais ,o termino dos 2 navios de patrulha de 500 tn ,modernização de tres Fragatas classe Niteroi !

Xerem

Ah e se sobrar comprar fragatas usadas !

Camargoer

Olá Xerém. Acredito que compras de oportunidade são usados recursos do Tesouro dentro do orçamento da MB. A Emgepron está em vida com a construção de navios novos.

MMerlin

Uma das funções da Emgepron é promover e executar atividades vinculadas à obtenção e manutenção de material militar naval. O órgão fica restrito apenas a produção em solo nacional, o que pode conflitar quando um primeiro lote for produzido em solo estrangeiro com sua linha de produção gradualmente sendo transferida para solo internacional.
Mas como MB não tem situação similar…

Xerem

Fala amigo Camargoer nosso grande Professor sim, porem a MB nao quer mexer nesse orçamento por N razoes e uma delas sao vários exercícios esse ano que terá mais do que os outros anos .Alias se voce perceber ao longo dos anos as FAAS vem aumento gradativamente os exercícios, agora e claro que tudo pode mudar e acontecer e ate mesmo nada ,porem a MB pode tambem comprar parcelado mesmo sendo navios de oportunidades e a MB tem interesse no WAVE e de pelo menos 4 ou 5 Fragatas sendo as Type 23 como plano A e agora esta monitorando… Read more »

Wagner

Qual seriam os navios alemães por favor?? Grato

Dalton

A marinha alemã deverá experimentar um crescimento nos próximos anos Wagner, assim é o que tem sido publicado e um exemplo disso é o aumento das corvetas “K-130” de 5 unidades para 10 e já existem duas em construção. . Normalmente um navio alemão serve por 30 anos e a classe que está se aproximando desse limite é a Brandemburg/F123 cujas 4 unidades serão substituídas pelas “MKS-180/F126 ao longo da década de 2020. Se a marinha brasileira irá mostra interesse por navios de 30 anos ou mais e/ou valerá a pena revitaliza-los é algo que se terá que aguardar, mas,… Read more »

Esteves

É o valor.

Na apresentação do CN pediram 7 bilhões para as Tamandarés. Tem TOTS, tem custos locais, tem o pagamento aos alemães em euros, tem os imprevistos na nacionalização (30%) que dependerá dos parceiros locais, tem as despesas com aprendizado na Alemanha.

Se não existirem interrupções…parece que vai dar. Parece.

Saldanha da Gama

Que os anjos digam AMÉM……

Xerem

Caro Esteves os 1,8 bi de dólares pelas 4 Tamandarés ja estao incluídos isso tudo que voce falou e o restante do $$$ sao para o navio Polar 700 milhoes de reais , 2 navios patrulhas de 500 tn ,modernização de 3 Fragatas Niteroi e se der compras de oportunidades de fragatas !

Esteves

É um contrato longo. Vamos torcer para dar certo.

Custos. Custos de matéria prima, energias, gente, variação cambial.

Um inferno.

Esteves

Xerem,

Nós não emitimos dólares. Nem euros. É um contrato longo. Para mais de 10 anos.

Vamos começar? Parece que sim.

Xerem

Sim amigão e tomara que nao tenha atrasos porque a grana ja tem na mao e so a EMGEPROM nao fazer m……

Luís Henrique

Tomara que já assinem 6 unidades de cara.

ALEXANDRE

Duvido,mas,se assinarem 10 seeiabainda melhor ?

Willber Rodrigues

O PN noticiou tempos atrás que o almirantado tava tentando encaixar +1 Tamandaré nesse lote.
Será que eles conseguem até lá?

Luiz Floriano Alves

Como lote inicial está muito bom. Depois podemos melhorar o projeto com o passar do tempo e a evolução das tecnolçogias. But…aquel Bofors de 40 mm. ta duro de engolir. Pelo menos a marinha Sieca tb usa ainda essa artilharia. Para patrulha pesqueira vai bem esse troço de 40mm.

Willber Rodrigues

“Depois podemos melhorar o projeto com o passar do tempo”
Igual as Niteróis? Sei….

João Moro

Willber Rodrigues, o melhoramento dos projetos depende da vontade dos governos daquele tempo. Infelizmente tivemos presidentes que deixaram de lado as FAs e perdemos oportunidades cruciais para a nossa defesa, para nossa economia (empregos, tecnologias) e para o poderio militar brasileiro crescer.

Esteves

“difícil que novos processos de capitalização ocorram neste ano“

Vem privatização.

Camargoer

Olá Esteves. O Posto Ypiranga (PY) tem um fetiche (ou algum interesse secreto) pelas privatizações. Para não dar na cara, ele diz que vai privatizar tudo. Essa é uma estratégia manjada no WarII para esconder o objetivo. O problema nem é defender a privatização ou estatização, mas defender um projeto de país que não serve apenas para enriquecer 1% que já é rico (e saber que aprendi isso com meu avô lendo o Novo Testamento)

Esteves

Eles não tem projeto. Querem salvar o próprio rabo.

Durante a campanha muitos perguntaram sobre o projeto. Não mentiram. Disseram que era com o Guedes.

Reformar o que passar. Dizer não. E voltar pra casa. A Emgepron é uma das estatais que depende de capitalização. Vamos ver o que vira.

Mestre…feliz 2020.

Camargoer

Feliz 2022 para você também.

Sequim

Otimismo seu achar que o Brasil aguenta até lá

Camargoer

Olá Sequim. Na pior das hipóteses, feliz 2026.

Saldanha da Gama

Com o Moro! Abraços

Space Jockey

Eu vou negativar isso Camargoer, meu argumento é que a eleição já acabou, tem que torcer pra quem é a situação conseguir governar bem.

Camargoer

Olá Jóquei. Concordo que a eleição de 2018 está encerrada. Exatamente por isso coloco minhas críticas sobre as ações que o atual governo toma. Não faz sentido criticar governos que encerraram o mandato. Não se muda o passado. A ação ocorre no presente. E possível concordar com algumas ações do governo e discordar de outras. E possível discordar de todas as ações do governo, e pode também concordar com todas elas. No primeiro e no segundo caso as críticas devem ser encaradas como normais desde que fundamentadas. Acredito que nunca expressei uma crítica que sem uma argumentação, menos no caso… Read more »

arvore

A EMGEPRON é NÃO dependente. Foi capitalizada para o projetos em seu horizonte.

Camargoer

A Emgepron não gera recursos que cubram seus custos. Isso significa que ela depende do Tesouro. Também acho que isso e irrelevante porque a finalidade dela seria prestar um serviço ao governo. Ela não precisa ser lucrativa

Esteves

Mas precisa de receitas. Se a empresa não recebe encomendas, projetos, negócios, não pode entregar produto. Se não vende, não tem receitas.

Dependerá eternamente de capitalização do governo.

Estatal como qualquer outra empresa precisa ter resultado. Eficiência.

Lucro é consequência.

Camargoer

Olá Esteves. Depende do objetivo de empresa estatal. A empresa estatal que administra os hospitais universitários usa recursos do SUS e não gera lucro. Ela administra a contratação de pessoal técnico via CLT, compras de material hospitalar, medicamentos, equipamentos e manutenção. Dependendo da ideia, o Estado poderia criar uma estatal apenas para fazer a locação de automóveis para uso público na mesma lógica das locadoras privadas, mas sem a necessidade de dar lucro mas ajustando a frota em função da necessidade. Isso tiraria do poder público a necessidade de manutenção e administração do patrimônio.

Esteves

Mestre,

Há diferenças.

Uma estatal de projetos precisa de projetos. Não pode existir se não recebe encomendas.

Hospital público e empresa pública que administra hospital público não recebem a mesma missão que a Emgepron. Hospital público promove o bem estar da população, presta assistência hospitalar, proporciona humanização.

Locação de automóveis e merenda estão entre os maiores focos de superfaturamento, corrupção, escândalos e má gestão no poder público.

Camargoer

Olá Esteves. Concordo com você em quase todos os pontos. As empresas que vencem as licitações para merendas e locação de carros estão em um setor bem problemático. Sabemos de muitos casos de fraude e corrupção. Muitos deles envolvendo apenas os agentes privados, sem qualquer participação de servidores públicos, muitas vezes responsáveis pela descoberta e denúncia dos crimes. A empresa que administra os hospitais públicos presta um serviço essencial e de importância social. Ela não gera recursos porque o atendimento do SUS e gratuito e os custos pagos pelo ministério da Saúde. Sobre a Emgepron a pergunta séria se existe… Read more »

Alessandro

Incrível essa galera, foram 16 anos de pura fantasia e lorota onde pegaram o Brasil com uma dívida de 600 bilhões de Reais, e entregaram com 3,4 TRILHÕES, e parece que não aprenderam a lição! Brasileiro realmente tem gosto pelo sofrimento, como gosta de uma estatal, é muito “amor” em proteger o emprego do brasileiro, só se for o emprego do FUNCIONÁRIO PÚBLICO!! por isso esse MEDO de privatização, foi uma lavagem cerebral que fizeram no povo, “olha o fantasma da privatização vai pegar seu emprego, boooooo” e o coitado que não tem nada haver com isso acredita. ô povinho… Read more »

João Moro

Camargoer, na campanha eleitoral já foi declarado que o então candidato teria essa orientação liberal na economia. A privatização estava incluída e foi abordada. E há uma parte da população que defende a privatização.
Ademais, sobre o crescimento de 1% foi muito maior que os recentes governos anteriores, que até conseguiram a façanha de DECRESCER a economia brasileira (-x%).
Para fazer análise mais fundamentadas na área de economia, é necessário analisar longos períodos de tempo para concluir se foi bom ou ruim. Aguardemos até 2022 e façamos nossas análises.

Camargoer

Olá João. Todo ciclo capitalista passa por uma recessão (geralmente de 2 a 3 anos). Após esse período, a economia volta aos níveis pré-crise. A atual crise tem sido considerada uma “depressão”. Houve uma queda do PIB que reduziu a receita fiscal dos governos. Essa depressão já tem está no sexto ano e não há sinais de recuperação para os próximo anos. Uma taxa de crescimento de 1% ao ano é insuficiente para elevar o PIB aos níveis pré-crise. Além disso, o setor industrial teve uma enorme queda, estando com 30% de capacidade ociosa, inclusive impactando na redução das exportações… Read more »

Wellington Rossi Kramer

O Camargoer deveria participar de uma lista de discussão com o Guedes. Tem muito a ensinar pra ele.

Camargoer

Caro Wellington. Acho que todo mundo sempre tem alguma coisa para aprender e para ensinar. Acho que Paulo Freire escreveu isso.

Carvalho2008

Mas porque o colega fala em 1% se as projeções de mercado estão acima? Porque procura o consumo de cimento se ele é setorial, apesar de grande indicativo de mão de obra, é um indicador que se comporta no passado, pois ele reflete o que ja passou e não o que vai passar. É um indicador de retrovisor. Dias atras lhe repassei os indicadores de credito….o amigo analisou? Qual a diferenca? Um financia producao futura, o outro é insumo de investimento ja contratado, são ciclos economicos totalmente diferentes….construir ja esta no final do ciclo….é quando voce ja investiu e ja… Read more »

Esteves

“O consumo aparente de cimento em agosto, que compreende as vendas internas mais as importações, totalizaram 5,1 milhões de toneladas, uma alta de 2,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O acumulado do ano cresceu 2,8%. Ao comparar os últimos 12 meses (setembro de 2018 a agosto de 2019), a alta no consumo atingiu 1,6% em relação ao mesmo período anterior (setembro de 2017 a agosto de 2018).” Pode pegar qualquer indicador. Ao final, os indicadores servirão para mostrar o que passou. A China pode aumentar a importação de carne e farelos que fazem do Brasil. Tem crise… Read more »

Carvalho2008

Por ai…

Camargoer

Olá Esteves. Pode ser apenas pessimismo, mas estou fico preocupado com as conclusões que tido qualquer que seja o índice usado. Até o consumo de antidepressivos aumentou 24% desde 2014.

Esteves

Mestre,

Daytrade. Sabe o que acontece com os operadores de daytrade?

90% desistem em 2 anos após perderem tudo que investiram.
5% desistem da operação e retornam aos investimentos tradicionais.
5% seguem.

Vocês são mestres meninos.

Quando o pregão operava presencial os operadores venderam papéis da Merposa.

Merda em pó S/A.

Se bola de cristal e previsão funcionassem o mundo seria outro.

Camargoer

Olá Carvalho. Projeção são números prováveis no futuro. Índices são números reais do passado. O melhor modo de pensar o futuro é fazendo cenários bons e ruins e acompanhar os índices para avaliar qual cenário está ocorrendo. O melhor modo de avaliar números passados é pelo série histórica. O dado do cimento é um bom termômetro da atividade industrial porque ele é produzido por demanda (não há como estocar cimento). O consumo de energia elétrica, ácido súlfurico ou o emplacamento de carros mas principalmente de caminhões/ônibus também são bons. A construção civil é um setor que responde rapidamente à atividade… Read more »

Carvalho2008

Mestre Camargoer,

Pois então, quando vc le indice de cimento, vc le passado…se uma roda tivesse inicio, ela seria o credito, é a primeira manifestacao dê intenção, quer seja gasto ou investimento…ela não é projeção. Credito é um gasto ou investimento ja contratado e que ira desovar em todo o restante dos ciclos econômicos…ok?

A economia é uma roda, mas uma roda que tem inicio e fim que se auto alimenta.

Não existe no momento, qualquer indicador andando sequer de lado, todos apontam inflexao positiva

Esteves

Verdade.

Samuca cobre

Kkk você é formado em química ou em economia???

Camargoer

Olá Samuca. Uma das boas coisas de estudar química é adquirir algum traquejo para fazer estimativas. Dizem por ai que quem entende a tabela periódica entende qualquer coisa.

Samuca cobre

Quem entende as mulheres entende qualquer coisa…. kkkkk

Camargoer

Olá Samuca. É engraçado que apenas as fêmeas dos felinos podem ter 3 cores de pelos. Os machos terão uma cor ou duas. Isso está relacionado a um mecanismo que seleciona aleatoriamente qual cromossomo será ativado. As células de uma região trocam sinais químicos. gerando um padrão de corres nas fêmeas que nenhuma felino macho poderia ter. Ou seja, nem mesmo as células da mesma fêmea conseguem chegar a uma conclusão.

Marcelo Baptista

Samuca, então estamos ferrados, pois isto não ecxiste.
kkkk

Marco

Verdade insofismável. Mas alguém realmente entende?

Luís Henrique

O Governo é para governar, não para empreender. O Governo tem que garantir serviços públicos como Defesa, policiamento. Educação e Saúde gratuita à população, entre outros. O Governo não tem que vender petróleo, nem carta e nem nada. O PT sempre defendeu não privatizar as estatais, como se isto fosse um ato horrendo, contra a pátria, de vender aquilo que é nosso para os malvados dos gringos. Mas quando assumiram o governo, vimos porque eles são os maiores defensores em manter as estatais, utilizam as estatais para cabidões de emprego, empregos bem melhores que no próprio governo. No próprio governo,… Read more »

Emerson Gabriel

Camargoer, quem escolheu o posto Ipiranga foi o presidente (Que eu votei); quem defende estado inchado, cheio de estatal é governo socialista. Não se trata de fetiche, se trata de ” ciências econômicas ” Países desenvolvidos tem poucas estatais. O Brasil tem mais de 100 estatais, eu disse CEM, isso não é brincadeira e a maioria delas da prejuízo. Não é melhor vender a maioria delas que serve só pra cabide empregos e aplicar o dinheiro da venda em menos estatais, mas que dão lucro? Já que eu trabalho 5 meses do ano para pagar imposto, que pelo menos invistam… Read more »

Esteves

Pai do Céu.

A Telesp se foi há tantos e tantos anos…e ainda existem prédios dela por aí.

Mateus

Queremos a configuração final dos armamentos. Vão comprar Exocet Block 3? Qual o VLS? MK41? Pq se for o sistema de cogumelos (GWS 26) para 32 mísseis é sacanagem.

Nem vamos falar de CIWS, a MB tem alergia. Tão difícil conseguir um CIWS?

Esteves

Olha…tem uma turma…na verdade uma turma bem grande aqui pedindo Phalanx.

Carvalho2008

Baita equipamento, mas não gosto dele. Prefiro o conceito de fragmentação de alta velocidade

Mercenário
Guilherme Poggio

A opção no momento é pelo MANSUP e não o Exocet.

Mateus

Gastar 400 milhões de dólares em um navio para equipar mísseis com um alcance de 70 km é piada. O MANSUP poderia ser equipado nos navios antigos da MB.

Vamos trocar 6 por meia dúzia

Luís Henrique

O lançador é o mesmo para MANSUP e EXOCET.
Portanto a MB poderá utilizar os novos MANSUP, os antigos Exocet que já possui e caso queira poderá adquirir um pequeno lote de Exocet Bloco 3 também.

O MANSUP também poderá sofrer evoluções até a entrega das Fragatas. Uma versão Bloco 2 poderá estar disponível com um possível motor turbina e + de 200 km de alcance.

Space Jockey

pode até ser, mas deve demorar uns 8-10 anos pra isso

Fernando "Nunão" De Martini

Luis Henrique, acabei de responder ao Mateus e só depois vi que vc já tinha respondido. É isso mesmo.

Bosco

Há 3 linhas de desenvolvimento do MANSUP, mantendo basicamente as mesmas dimensões , peso total e peso da ogiva: 1- instalação de um turbojato e de um booster destacável que seria compatível com um míssil subsônico com até 200/300 km de alcance; 2- instalação de um motor ramjet líquido com acelerador sólido integral combinado com um booster destacável que poderia elevar sua velocidade para Mach 3 e um alcance na faixa de 150/180 km. – *Já dominamos a número 1. Resta saber se não seria mais vantajoso desenvolver uma versão antinavio do MTC 300 em vez de “evoluir ” o… Read more »

Luís Henrique

Bosco, eu apostaria nos dois.
Uma versão evoluída do MANSUP com até 300 km instalada em todas as Fragatas da MB em lançadores inclinados iguais aos usados nos EXOCET.
E esse produto é suportável.

E um míssil de cruzeiro baseado no AVMT, porém com muito mais alcance, cerca de 1.500 km de alcance para uso contra alvos em terra e também contra navios, porém sem possibilidade de exportação.
Instalado talvez em células na vertical (VLS).

Space Jockey

Bosco,
Parece que o Matador será concluído em dezembro agora, e começa o lote de pré-série a ser entregue em 21. Acredito que será um produto de defesa divisor de águas. Tem informações que esse mes tem mais disparos de teste. Agora é esperar o MICLA…

Marco

Ótima informação ?

Fernando "Nunão" De Martini

Mateus, o lançador serve para ambos.

Nesse momento é melhor focar no Mansup, que está sendo desenvolvido. No futuro versões podem ser aprimoradas, mas ninguém começa a produzir, do nada, o míssil mais avançado. A partir do Mansup, em suas características similares ao MM40 Mk2, se pode partir para outros degraus.

Se depois quiserem complementar com uma compra de MM40 Mk3, pode-se comprar também.

Almeida

O Bofors Mk4 com munição 3P associado à um radar diretor de tiro é um CIWS bem moderno e capaz. Se vier com 2x ExLS estamos bem, 6 tubos com 4 mísseis cada, 24 CAMM no total. E usar o Mansup nesses navios ao invés do Exocet block 3 pra mim é um tiro no pé da MB. Privilegiar fabricante nacional em detrimento de capacidade operacional não faz sentido. Deixa os Mansup para os navios antigos enquanto eles operarem e usa o que tiver de mais moderno e capaz em nossos vetores novos. Inclusive acho que a MB estaria melhor… Read more »

Bosco

Mateus, Qualquer canhão naval de calibre até 40 mm dedicado à defesa de ponto/antimíssil é um CIWS. Os CIWS até 30 mm (20, 25, 27 e 30 mm) são de menor alcance (até 2,5 km) , de alta cadência (1000 a 6000 t/min) e munição por impacto (sólida ou explosiva), sem espoleta ou com espoleta de impacto. De 35 e 40 mm são de maior alcance (4 km), menor cadência (menos de 1000 t/min) e munição de alta fragmentação com espoleta de proximidade/programada. Não tem nenhum navio que tenha os dois tipos de CIWS. Se opta por um ou por… Read more »

Bosco

Os CIWS ocidentais podem ser exemplificados em:
Primeiro tipo: Phalanx (20 mm) e Goalkeeper (30 mm)
Segundo tipo: Milleniun (35 mm) Trinity (40 mm) ou equivalente.

Space Jockey

Dizem que esses canhões de baixa cadencia e grande calibre tem munições com espoleta de proximidade que detonam próximo de mísseis com grande eficiencia, e que podem muito bem substituir esses CIWS da vida. Deixo os detalhes pros mais entendidos, pois conheço pouco de armamento naval.

Bosco

Space, Do ponto de vista “destrutivo” há duas formas de deter um míssil antinavio. Em distâncias maiores é suficiente que o míssil seja atingido por fragmentos que penetrem na sua “pele” macia e atinja alguns componentes vitais o que deverá provocar a sua queda ou uma explosão por conta do combustível ser incendiado. É denominada de “control kill”. Essa técnica não exige um impacto direto é e mais fácil de ser implementada sendo usada por mísseis e por canhões de maior calibre capazes de disparar projéteis pré-fragmentados que arrebentam próximos dos alvos graças a espoletas de proximidade ou programáveis. A… Read more »

Willber Rodrigues

Pergunta:
Se aumentassem pra 5 unidades, e fizessem os 3 primeiros lá, ficaria mais “barato”?

Esteves

Talvez.

A MB quer aprender. Montando em outro país ainda que aceitassem, por conta do edital, receber engenheiros brasileiros difícil seria controlar qualquer processo de aprendizado e até a permanência dos nossos profissionais.

Não haveria aprendizado nativo. Nem financiamento local do BNDES. 100% dos pagamentos em euros. E receberíamos um pacote surpresa.

O gado engorda com o olhar do dono.

Camargoer

Olá WIlber. Essa é uma das discussões mais antigas do PN. A primeira questão é sobre o financiamento. Construir as Tamandaré no exterior requerer um financiamento de um banco estrangeiro. A segunda questão é que construindo no Brasil o governo fará desembolsos em moeda nacional (só os EUA acham que tanto faz pagar em dolares). Terceiro, com uma taxa de desocupação de 11%, a construção de 4 navios em um estaleiro nacional ger empregos formais que irão contribuir com a previdência, gerar consumo das famílias nas cidades em torno do estaleiro, gerando impostos municipais e impacto positivo no PIB local.… Read more »

Esteves

Contrato de 7 bilhões de reais dá uma bela grana a Previdência.

GFC_RJ

Caro Willber, A aquisição, imagino que sim. Mas aí entram uma polêmica danada. Há os quem pensam que defesa nacional é o fim em si, não importanto os meios, desde que as forças estejam com o máximo de capacidades e pronto emprego possível. E há os que pensam que defesa nacional serve também ao desenvolvimento tecnológico e industrial local. Esse segundo pensamento é o dominante no Brasil, além de estar explícito na END. Eu sou do segundo grupo. A grande política industrial pública americana, desde antes de me entender por gente, foi investimento público na indústria de defesa. Entre outros,… Read more »

Camargoer

Olá GFC. Acho que a discussão pode ser ainda mais interessante. O tipo de forças armadas depende do tipo de sociedade que se almeja viver. As forças de defesa existem para proteger essa sociedade. Caso a opção seja proteger o privilégio de 1%, tanto faz como serão adquiridas as armas. Por outro lado, caso seja para defender um projeto de país democrático e solidário, então o objeto é mais amplo do que ter um arsenal disponível. A propósito, também estou no seu grupo.

GFC_RJ

Caro Camargoer, A função primária das Forças Armadas é proteger a sociedade contra ameaças externas. Só que o Brasil é um dos 5 mega-países do mundo (grande território com grande população), junto com EUA, China, Rússia e Índia. Então… esses 4 são, não coincidentemente, além de potências nucleares, as 4 maiores potências militares atuais. “Ah! Ok! Polêmico, pois França ou RU podem estar à frente da Índia”. Mas se não é maior hoje que estes dois, está ali pau à pau. Já o Brasil… Não. Pensando o Brasil geopoliticamente, é vergonhoso que esse mega-país tenha só isso para apresentar. Sobre… Read more »

Camargoer

Olá GFC. Há anos tenho escrito a mesma coisa, só que focando os aspectos relacionados a economia interna, como geração de emprego formal, contribuição para a previdência, arrecadação municipal, encomendas para a indústria nacional. Daí me chamam de esquerdista (mas como vivo no mesmo planeta redondo que você….). Um abraço canhoto.

Camargoer

Olá GFC. Também entendo que o papel das forças armadas e combater o inimigo externo. Segurança interna e coisa de polícia.

EdcarlosPrudente

Uma coisa eu garanto, se ficar somente nas quatro unidades com esse montante investido, justificado pelo dito ToT, todo esse investimento não terá o retorno que o justifique.

Helio Mello

E a assinatura da conclusão dos Patrulhas que ficaram pela metade no EISA? Alguma novidade?

Nilson