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1º de maio de 1982, batismo de fogo do submarino ARA ‘San Luis’

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ARA San Luis (S32) com o porta-aviões ARA 25 de Mayo ao fundo

Amanhecer do dia 1º de maio de 1982, área de Patrulha do Atlântico Sul nas proximidades das Ilhas Malvinas. A bordo do submarino ARA San Luis os hidrofones acusam a presença de um navio de guerra nas proximidades. O comandante ordena: “postos de combate”.

Às 10h15 o submarino dispara um torpedo SST-4 sobre um alvo classificado como sendo um contratorpedeiro. Três ou quatro minutos depois o submarino perde contato físico com o torpedo por corte de cabo e não se ouve ruído nenhum de explosão. Ao ter sua presença revelada, o  San Luis começa a receber o castigo dos navios e helicópteros britânicos durante quase um dia inteiro.

“Disparávamos despistadores, que produzem um ruído e permitem ao submarino escapar em rumo oposto. Em determinado momento disparamos tantos destes que nem compensávamos mais a pressão entre os lançamentos”, conta o capitão de mar e guerra (R) Jorge Fernando Dacharry, na época capitão de fragata e chefe do departamento de elétrica do San Luis.

Durante o ataque um helicóptero britânico lançou um torpedo antissubmarino, que pôde ser evitado graças às manobras evasivas. “Quando disseram ‘torpedo na água’ sentimos desespero… adrenalina… passou muito perto, por cima, escutamos como se fosse um motor de uma moto, mas sob a água”, conta.

Destas horas ele se recorda como se houvesse passado 30 anos, a incerteza que sofreram por não ver o que estava acontecendo ao seu redor, fora do submarino. Podia ser amigo, inimigo, um ruído da natureza… “Enquanto estávamos sob ataque durante 24 horas, caíam permanentemente cargas de profundidade e não sabíamos em que momento elas nos acertariam… Isso produz um desgaste psicológico muito grande”.

Sob este castigo o submarino manobrou até a costa das Malvinas onde encontrou um fundo rochoso e ali permaneceu. “Aturamos o ataque constante de cargas de profundidade por mais de 12 horas. Diparavam em todos os rumos que tomávamos e então o comandante ordenou ir ao fundo e achei que era a derrota, porque também era chefe de Navegação. Perguntei a que profundidade e me disseram 70 metros. Estávamos a uns 6 nós. Orientei a proa para o “pouso” e ao invés de 70 metros estávamos a 50… !”, conta.

“O ruim de um submarino é que não se vê o exterior quando imerso. A guerra passa por cima, pelos lados e por baixo. Um piloto dispara um míssil e em questões de segundos foge dali. Um fuzileiro naval está em terra e acompanha o desenrolar dos acontecimentos, como se aproxima do inimigo, onde estão as forças amigas. Nós sob a água devemos ser, antes de mais nada, sigilosos e pacientes”, detalha o comandante Dacharry, com voz firme e baseado na sua experiência.

Dacharry destaca o essencial. “O que nos permitiu retornar com vida foi não somente o preparo técnico para desempenhar uma patrulha de 40 dias onde pudemos nos manter na área de operação, mas o grupo humano e a preparação física e psicológica que nos proporcionaram a Escola de Submarinos e a Marinha.”

ARA San Luis vindo à superfície

“O que nos ajudou foi o conhecimento do meio, do nosso litoral, temperatura da água, a composição do leito, salinidade, mapas, costas, fundos… Isso nos deu um valor agregado”, avalia as estratégias utilizadas durante todo o conflito.

No dia 1º de maio, em função do castigo sofrido durante 24 horas, o San Luis teve o seu batismo de fogo. No total foi uma campanha de 40 dias (de 12 de abril a 29 de maio), cumprindo uma missão dissuasiva que culminou com três ataques ao inimigo, tendo operado com apenas três dos seus quatro motores diesel e o computador do sistema de armas fora de serviço.

“A tripulação de um submarino é bem integrada porque a vida de um depende da vida do outro”, explica o suboficial (R) maquinista Eduardo Daniel Lavarello, da tripulação do San Luis. “Cada um sabe o que tem que fazer e não pode haver dúvida.”

Esquema do ataque do ataque do ARA San Luis aos navios britânicos

Lavarello, de 52 anos e recentemente passado para a reserva, se recorda que ele e um companheiro havia ingressado na Escola de Submarinos no final de 1981, e tinham apenas alguns meses como submarinistas. “Mas contávamos com toda a teoria ainda fresca. Era muito útil porque conhecíamos muito bem o submarino Tipo 209. Sabíamos onde estava cada válvula, cada sensor. Os mais antigos tinham a experiência a bordo de outros tipos de submarinos. Usávamos muito esse tipo de combinação”, detalha.

“Passamos muito bem, mesmo com a presença contínua do medo. Mas controlávamos. Até festejamos aniversários durante a guerra! Se tivesse que ir hoje novamente, iria com o mesmo comandante, o capitão de fragata Fernando Azcueta, porque ele realizou uma manobra impecável. Ele nos levou e nos trouxe. Às vezes fico até arrepiado de saber das decisões que ele teve que tomar com 33 vidas a bordo”, reflete o suboficial Lavarello.

O comandante Dacharry, admite com toda sinceridade: “Medo? Muito… Controle? Máximo… As pessoas? Destemidas… E isso se deve a uma formação muito boa. Sim, os torpedos falharam. Sim, o motor falhava. Fomos, navegamos e retornamos como pudemos”.

O texto acima é uma tradução (e adaptação) de um dos techos do artigo “Desde el abismo”, publicado na revista ‘Gaceta Marinera’ nº 754 (abril-junho de 2012).

Detalhes dos ataques do ARA San Luis segundo seu Livro de Navegação

O ARA San Luis zarpou em 11 de abril da Base Naval de Mar Del Plata para a zona de operações:

  • Em 01 de maio, “às 08h01 é ordenado o guarnecer postos de combate…às 09h40 o navio inicia um ataque contra o inimigo. Às 10h15 se lançou um torpedo SST-4…”. O ataque falhou e no quarto das 12 às 16h se encontra: “o navio em combate. Em contato com o inimigo. Em manobra de evasão sob o comando do Sr. Comandante…”
  • Em 02 de maio, “às 00h15 se tomou contato com o inimigo, dois alvos tipo contratorpedeiro nas proximidades e um som classificado como de um helicóptero…às 01h30 se rompe o contato com os contratorpedeiros…”
  • Em 8 de maio, “às 20h39 se guarnecem postos de combate. às 21h42 são lançados torpedos Mk-37, que resultaram em explosão às 21h58…”.
  • Em 11 de maio, “o navio estava em combate, navegando sob o comando do Sr. Comandante em manobra de ataque sobre dois alvos. às 01h40 se lançou um torpedo SST-4. Às 01h46 se escuta uma forte explosão. O torpedo não produziu impacto… às 02h20 ambos os contatos se afastam…”.
  • Em 19 de maio de 1982 entrou na Base Naval de Puerto Belgrano depois de 39 dias de patrulha e 864 horas de imersão (equivalente a 36 dias debaixo dágua).

Voltava depois de enfrentar uma das melhores forças antissubmarino da época. A glória lhe faltou por falhas alheias ao profissionalismo e coragem de sua tripulação.

FONTEBuques de La Armada Argentina 1970-1996, Sus Comandos y Operaciones – Contra-Almirante (R) Horacio Rodríguez, Págs 150-151.

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sub urbano
sub urbano
4 meses atrás

Muito lindo. Essa moral de ter enfrentado uma Potência Nuclear em plena Guerra fria, ninguém vai tirar dos argentinos, cada vez mais a historiografia faz a devida justiça a esses heróis. Os dois lados enfrentaram situações extremamente adversas nessa Guerra. Como a Infantaria Britânica atravessando a ilha à pé e os pilotos argentinos voando no limite da autonomia dos Pucarás. O Brasil, infelizmente, preferiu defender os interesses alienígenas de europeus e norte americanos dando um apoio envergonhado aos argentinos. Atualmente repetimos tal feito preferindo defender os interesses americanos em sua guerra suja contra a Venezuela a ajudar nosso vizinho. Brasil… Read more »

Jef2019
Jef2019
Reply to  sub urbano
4 meses atrás

Me desculpe amigo…mas essa moral que você menciona para mim foi uma ação irresponsável do governo argentino…foi um delírio que ceifou várias vidas dos hermanos, principalmente jovens e afetou diretamente uma geração…vc nunca deve ter conversado com nenhum argentino sobre o que foi isso e o massacre que ocorreu…os argentinos que começaram a guerra…portanto isso dificultou qualquer tipo de apoio mais efetivo por parte das outras Nações. veja o que sobrou da reputação dos militares lá por causa dessa guerra…eles passaaram a ser desprezados por isso…e veja o estado atual das forças lá atualmente…foi uma ação arriscada, o governo foi… Read more »

Antonio Palhares
Antonio Palhares
Reply to  Jef2019
4 meses atrás

Tirando os problemas politicos. Os Argentinos lutaram bem com o que tinham. Discordo ter havido um massacre. Basta ver os estragos feitos nos navios ingleses.Navios novos e caros afundados por um país de terceiro mundo.

Jef2019
Jef2019
Reply to  Antonio Palhares
4 meses atrás

Amigo se vc ler meu comentario com atenção vai verificar que mencionei que existiram sim atos heroicos por parte dos argentinos….mas veja abaixo dados do conflito e veja as baixas..as perdas argentinas chegaram proximo ao dobro das perdas britânicas…no combate aereo então deu pena…a guerra durou somente 2 meses e 5 dias de combate e então os argentinos se renderam..sem mencionar ainda que os britanicos enviaram apenas uma pequena representação de seu poderio, nem precisou enviar reforço e atravessaram o oceano sem ter nenhum ponto de apoio em terra para o combate aqui na america do sul, diferentemente do que… Read more »

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Jef2019
4 meses atrás

Existe muita literatura técnica sobre o conflite. Os Argentinos foram literalmente massacrados. O que os comandantes (com “C” minusculo) Argentinos fizeram com os pobres recrutas foi uma das maiores sacanagens dos ultimos tempos. Vergonha Argentina.

Dr. Mundico
Dr. Mundico
Reply to  Ricardo Bigliazzi
4 meses atrás

Concordo plenamente. É muito cômodo esperar ou exigir atos de bravura….dos outros!
O que o alto comando militar argentino fez com seus soldados é coisa muito próxima do homicídio premeditado.

Paulo César
Paulo César
Reply to  Jef2019
4 meses atrás

Jef2019, vc está confundindo uma decisão política, nesse caso a invasão, com o desempenho militar argentino e sua coragem em enfrentar o combate. Creio ser essa “moral” que o sub urbano cita em seu texto.

Jef2019
Jef2019
Reply to  Paulo César
4 meses atrás

Amigo…em nenhum momento não considerei a coragem dos argentinos, tanto é que reconheço os atos heróicos realizados…mas ato heróico, empenho ou coragem não descartam o resultado de grande derrota sofrida, é só ver os resultados..E continuo achando que desafiar uma potência como fizeram não foi moral e sim delírio do governo…

Veiga 104
Veiga 104
Reply to  Jef2019
4 meses atrás

Ato heróico, empenho ou coragem não descartam o resultado de grande derrota sofrida. Lembrei dos americanos no Vietnã.

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Paulo César
4 meses atrás

Bem que o Galante poderia publicar o que enviei para Ele sobre a Guerra no solo nas Malvinas, iria tirar um pouco dessa aura de heroísmo que os Argentinos tentam colocar por cima desse retumbante fracasso.

Sergio
Sergio
Reply to  Ricardo Bigliazzi
4 meses atrás

Aquele pústula, Alfredo Astiz, torturador cruel de mulheres e adolescentes indefesos, na rendição em nova galês do sul entregou-se bovinamente e ainda narrando pelo rádio uma resistência inexistente. Uma vergonha. Essa guerra revela episódios constrangedores aos soldados com “S” maiúsculo.

Luiz
Luiz
Reply to  sub urbano
4 meses atrás

Você tá de brincadeira né?!

José Carlos David
José Carlos David
Reply to  sub urbano
4 meses atrás

O ditador alcoólatra Galtieri, desgastado internamente, arranja uma encrenca com a Inglaterra e o Brasil deveria avalizar essa idiotice?

Mauricio R.
Reply to  José Carlos David
4 meses atrás

Se os argentinos apesar dos pesares vencessem os britânicos, o próximo pega-pra-capar seria com o Chile, por causa de Beagle.
E se passassem por eles, a próxima encrenca seria com o Brasil, devido ao que eles tiveram que engolir por causa de Itaipu.
Eram esses os caras que deveríamos apoiar, em uma guerra que eles próprios causaram, com a Inglaterra????
Não creio.

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Mauricio R.
4 meses atrás

Encrenca para cima do Brasil??? O que eles iriam fazer?? Seriam incapazes de chegar até Porto Alegre.

MCruel
MCruel
Reply to  sub urbano
4 meses atrás

Sub urbano e sub inteligente também… pelamordedeus, cada um que me aparece…

Bravo Amazônida
Bravo Amazônida
Reply to  MCruel
4 meses atrás

De qualquer modo é SUB

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  sub urbano
4 meses atrás

???

Veiga 104
Veiga 104
Reply to  sub urbano
4 meses atrás

Kkkkkkk kkkk.

Charles Dickens
Charles Dickens
Reply to  Veiga 104
4 meses atrás

A verdade é a seguinte. Quando os militares controlam todo o sistema decisório, só sai m__da. Militares são indispensáveis em um sistema decisório, mas não devem nunca controlá-lo do começo ao fim. Repito, só cai c_g_da.

mendonça
mendonça
Reply to  sub urbano
4 meses atrás

o grande traidor da america latina foi o chile e não o brasil.
os chilenos permitiram que forças especiais britanicas operassem apartir de seu territorio ,alem de dar informações toda vez que aviões argentinos decolavam ,o brasil deixou claro que não toleraria ataque ao continente e ainda apredeu um bombardeiro da inglaterra que invadiu o espaço aereo brasileiro,o avião foi devolvido uma semana depois,mas ,sem o armamento,mísseis antirradiação .
se o brasil fosse traidor teria feito vista grossa e o bombardeiro ingles teria passado em branco.

sub urbano
sub urbano
4 meses atrás

Esse conflito será extensamente estudado no futuro quando os recursos naturais da Antártida começarem a ser disputados.

MCruel
MCruel
Reply to  sub urbano
4 meses atrás

Discordo de você Luiz. As doenças que acometem o cérebro e reduzem a inteligência já foram amplamente estudadas.

Adalto Henrique Marson
Adalto Henrique Marson
4 meses atrás

Essas histórias sobre o episódio das Malvinas são emocionantes, principalmente no que concerne ao uso da arma submarina, tenho uma edição do “O Código das Profundezas” aqui e de vez em quando me vejo folheando suas páginas novamente. Quanto ao futuro dessa força no país vizinho, penso que uma solução poderia ser a manutenção do ARA Salta, ainda que seja um equipamento obsoleto, esse equipamento de dimensões reduzidas poderia ao menos manter um núcleo de formação para que todo o conhecimento acumulado há décadas não se perca sem um modelo operacional, ainda que sirva apenas para treinamento. Para, em um… Read more »

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
4 meses atrás

Uma coisa deve ser dita do combatente argentino ( o combatente, e não seus oficiais e alto-comando ) :
Els tem c*lhões.
Independente de terem enfrentado uma potêncis nuclear numa guerra irresponsável criada pela Junta Militar, eles tiveram coragem, e tiraram leite de pedra.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Willber Rodrigues
4 meses atrás

Os oficiais são combatentes também… Notadamente os aviadores. O submarino tinha oficiais também.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Rinaldo Nery
4 meses atrás

O “combatente” que eu falo são os homens que estavam na linha de frente. Seja em terra, mar ( ou embaixo d’água ) e ar.
Os oficiais que eu me referí era a Junta Militar, aquele bando de irresponsáveis que mandou toda essa gente pra lutar numa guerra sem estarem preparados e por um motivo estúpido.
Qualquer um que esteve na linha de frente e fez o melhor que podia nessa guerra, mesmo com as adversidades, merece respeito.

marcus
marcus
Reply to  Rinaldo Nery
4 meses atrás

Você já viu algum general, enfrentando o inimigo no campo de batalha?
Eles ficam longe do Front só na coordenação. E se o inimigo conseguir ultrapassar as defesas eles são os primeiros a fugir.

Navy
Navy
Reply to  marcus
4 meses atrás

Amigo, General já foi tenente. Seu conhecimento e experiencia são suas principais armas. Se ele fica a retaguarda, é para poder comandar suas tropas com mais eficiência, avaliando a ação em curso e tomando as decisões conforme a evolução dos acontecimentos. Na frente de combate ele seria apenas mais um, sem clareza necessária em função da interferência direta do inimigo…o fogo.

Bravo Amazônida
Bravo Amazônida
Reply to  marcus
4 meses atrás

O general americano que comandou a operação TEMPESTADE NO DESERTO estava no Front

Jef2019
Jef2019
Reply to  Willber Rodrigues
4 meses atrás

Amigo…sim foram corajosos, como os militares são preparados para pagar com a vida…porem sendo militares tinham 2 opções: obedecer ordens ou realizar um motim e derrubar o governo…embarcaram na chamada nacionalista do governo…na verdade o governo blefou e achou que os britânicos não iriam embarcar em uma guerra naquele momento e sentar para negociar…porem a tia bete não mordeu a isca e foi pro jogo e ai lascou…,e os milicos argentinos apesar da coragem apresentada foram para o abate…infelizmente o que ja ouvi de conhecidos argentinos é que os generais ficavam trancados nos quarteis bebendo vinho enquanto jovens recrutas morriam… Read more »

Bravo Amazônida
Bravo Amazônida
Reply to  Willber Rodrigues
4 meses atrás

O soldado na ativa, não tem alternativa senão obedecer a cadeia de comando. Do contrário, enfretará cortem marcial. Mas quando teve que enfrentar em terra, o inimigo britânico – mais bem treinado e melhor equipado (inclusive usavam casacos aquecidos eletricamente) – tomou DECISÃO mais sensata do que a junta militar que então governava o país.
As decisões de ataque e evasão do submarino em questão, não partiram dos marinheiros e sim do senhor Comandante conforme o diário de bordo.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
4 meses atrás

Estes relatos de ação são bem interessantes, e estar num tubo de aço pressurizado debaixo d’água e sofrendo ataques constantes deve ser enlouquecedor e olha que só foi uma missão! Só me vem a cabeça os submarinistas da Primeira e da Segunda Guerra enfrentaram tendo que passar por várias missões, principalmente os alemães.

Enes
Enes
Reply to  Fabio Araujo
4 meses atrás

Os alemães faziam ataques covardes contra mercantes desarmados.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
4 meses atrás

“A glória lhe faltou por falhas alheias ao profissionalismo e coragem de sua tripulação.”

Todo ano republicam essa matéria, e a cada ano que passa é acrescentado alguma frase nova com a intenção de romantizar e comover.

A glória lhes faltou por pura incompetência ao armar as espoletas dos torpedos de forma errada.

Estavam trabalhando, afinal treinam e recebem salário para operar um submarino.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Luiz Galvão
4 meses atrás

Também achei essa falha bem primária.

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Rinaldo Nery
4 meses atrás

Imperdoavel…voce pode ate estar armado com estilingue…mas tem obrigação de saber disparar com ele… foi muito primário e ao extremo…

Falta de foco no que é importante.

Disparar 3 a 4 vezes a queima roupa e não acertar ou foi intervenção divina ou incompetencia ou os dois….

Seriam 3 a 4 navios ingleses a mais a ir a pique….e muita coisa na estrategia naval britanica no conflito poderia ter mudado com isto.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Luiz Galvão
4 meses atrás

‘Às 10h15 o submarino dispara um torpedo SST-4 sobre um alvo classificado como sendo um contratorpedeiro. Três ou quatro minutos depois o submarino perde contato físico com o torpedo por corte de cabo e não se ouve ruído nenhum de explosão’

Nesse caso, creio ter ocorrido falha de material.
.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Antoniokings
4 meses atrás

Kings,

Caso você tenha tirado sua conclusão levando em conta o corte do cabo, está errado

Os torpedos filoguiados podem ter o seu cabo cortado em duas situações: Comandado pelo próprio submarino ou quando é atingido o comprimento máximo do cabo.

Esse cabo tem como função atualizar o torpedo em relação ao alvo, a partir do envio (pelo cabo) das informações coletadas pelo sistema de combate do sub.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Luiz Galvão
4 meses atrás
Formiga
Reply to  Luiz Galvão
4 meses atrás

Não se vai para batalha com computador do sistema de armas fora de serviço. Iriam fazer o que lá? Só dissuasão psicológica e servir de alvo?

Mauricio R.
Reply to  Formiga
4 meses atrás

Então funcionou pois segundo histórias do conflito, a força-tarefa britânica raspou o fundo dos paióis, caçando-os.

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Mauricio R.
4 meses atrás

gastou quase todas as minas e literalmente zeraram os estoque de torpedos anti submarinos. Tiveram de receber as pressas a reposição direta dos estoques da US Navy.

Estes torpedos anti submarinos tambem merecem um capítulo a parte…foram totalmente ineficazes, disparados as dezenas e não acertaram uma unica vez….o fabricante deveria devolver o dinheiro tamanho fracasso…

Dilbert_SC
Dilbert_SC
Reply to  Luiz Galvão
4 meses atrás

Essa falha em armar as espoletas também não ocorreu com as bombas lançadas pela FAA pelos caças A4?
Se não me engano, houveram várias bombas que vararam os navios sem explodir, pois a FAA não sabia armar a espoleta, e a Armada Argentina, que tinha esse conhecimento, simplesmente não repassou para a FAA por intrigas internas.

Henrique
Henrique
Reply to  Dilbert_SC
4 meses atrás

O A4 não é um caça…

gordo
gordo
4 meses atrás

“Três ou quatro minutos depois o submarino perde contato físico com o torpedo por corte de cabo e não se ouve ruído nenhum de explosão.”
A julgar pelo que se lê sobre submarinos desde a primeira guerra se esse (bastaria apenas esse) torpedo atingisse e levado para as profundezas o dito navio teríamos uma guerra bem diferente, a pressão sobre a armada inglesa não seria apenas aérea.
Não teria mudado (acho) o resultado da guerra, mas teria sido uma guerra bem mais longa inclusive que a possibilidade de uma maior participação de outros Players.

Rico Zoho
Rico Zoho
4 meses atrás

Se não estou enganado eles armaram o torpedo de maneira errada. Li em algum canto que trocaram os fios, colocaram eles com a polaridade invertida. Por isto os torpedos não funcionaram.

eremildo
eremildo
4 meses atrás

Grande movimentação naval no Pacífico mas nem um pio do blog…os patrocinadores estão censurando??

Kemen
Kemen
Reply to  eremildo
4 meses atrás

Vai ver que é o Trump querendo desviar a atenção do C 19, com mais de 60.000 mortos e 1 milhão de infectados nos USA. E teve a cara de pau de dizer que a C 19 no Brasil esta critica.

gordo
gordo
Reply to  Kemen
4 meses atrás

Se não for isso, é quase isso. Só que um milhão já está aqui, lá se estima algo entre 3 a 5 milhões dependendo da fonte de pesquisa, mas qualquer um dos números é tragedia humana. Esses números explicam bem o comportamento do Trump em ano eleitoral, atirando para todos os lados para ver se tira o debate dessa eleição das paginas do obituário. Com estimativas de mortes próximas ao que os EUA perderam na 2WW somado aos amontoados de asneiras que Trump falou antes do C19 chegar por lá, o que era uma reeleição quase certa da sinais de… Read more »

Paulo Lahr
Paulo Lahr
4 meses atrás

A guerra das Malvinas foi um fracasso para os argentinos devido a incompetência no planejamento. Pelo que nos foi mostrado, os argentinos poderiam ter infligido muitos mais danos nos ingleses, tornando a guerra inviável aos mesmos. Mas planejamento errado…beirando o amadorismo.

Paulotd
Paulotd
Reply to  Paulo Lahr
4 meses atrás

Se não tivessem montado os torpedos com giroscópio invertido, o estrago nas forças britânicas teria sido ainda maior hein.. Fora o fator psicológico…

carvalho2008
carvalho2008
Reply to  Paulo Lahr
4 meses atrás

Planejamento, Treino e foco

israelenses com muito menos ao longo de sua história mostraram o que se pode fazer com este trinomio mesmo em grande inferioridade

Rico Zoho
Rico Zoho
Reply to  carvalho2008
4 meses atrás

A Guerra dos Seis Dias tinha como nome Mivtza Moked (Operação Foco).

de paula
de paula
4 meses atrás

Doente é quem mistura política em tudo independente da insanidade do governo militar argentino da época os argentinos lutaram heroicamente sim, afundaram dois destroyer, duas fragatas, dois navios de desembarque e um cargueiro fora mais de uma dúzia de navios ingleses avariados isso tudo com o que tinham na mão. lutaram e defenderam a pleiteada soberania argentina das ilhas Malvinas, parem de menosprezar os seus combatentes os ingleses venceram mas tiveram inúmeras perdas na sua marinha. O texto se refere a ação de um equipamento militar e sua tripulação e não a atuação política dos governantes argentinos.

R_cordeiro
R_cordeiro
Reply to  de paula
4 meses atrás

Um colega ja tinha postado, mas diante deste comentario vamoa aoa fatos sem politica entao.

Baixas Argentinas
649 militares mortos em combate
1 657 feridos
11 313 aprisionados
———
1 cruzador
1 submarino
4 cargueiros
2 barcos patrulha
1 traineira para espionagem
———
25 helicópteros
35 caças
2 bombardeiros
4 aviões de carga
25 aviões de ataque ligeiro
9 traineiras armadas

Baixas ingleses
255 militares mortos em combate
3 civis mortos
775 feridos
115 aprisionados
———
2 destróieres
2 fragatas
2 navios logísticos de desembarque
1 navio porta-containers
———
24 helicópteros
10 caças

João Gabriel
João Gabriel
4 meses atrás

Que patetada! Se não fosse real, ia parecer o enredo de um filme de comédia.