Home Indústria Naval VÍDEO: Submarino Riachuelo realiza teste de desempenho da propulsão

VÍDEO: Submarino Riachuelo realiza teste de desempenho da propulsão

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Mais uma demonstração de superação foi realizada pelo time ICN, que segue trabalhando em regime especial de operação, seguindo todos os protocolos de segurança e preservação da saúde contra a Covid-19.

Dessa vez o marco alcançado foi nos testes do motor elétrico de propulsão, simulando operações do submarino em alto mar.

Agora, falta muito pouco para os testes da Marinha do Brasil, que irá operar o submarino convencional mais moderno do mundo em águas brasileiras.

DIVULGAÇÃO: Itaguaí Construções Navais

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Claudio Moreno
Claudio Moreno
1 mês atrás

Um bom sábado a todos os colegas e amigos do Naval e Trilogia!

Excelente notícia, agora somente falta navegar submerso e em superficie.

CM

Antonio Palhares
Antonio Palhares
Reply to  Claudio Moreno
1 mês atrás

Bom dia senhor Claudio. O programa está indo bem. . Viva nossa querida Marinha.

Saldanha da Gama
Saldanha da Gama
Reply to  Claudio Moreno
1 mês atrás

Bom dia!!!!!!!!!!!

Jef2019
Jef2019
Reply to  Claudio Moreno
1 mês atrás

uma ótima notícia…faltará tambem o teste dos armamentos que fechará com chave de ouro…

Tomcat4,2
Reply to  Claudio Moreno
1 mês atrás

Boa tarde com Jesus a todos e excelente fim de semana.
E o prosub vai q vai 🤩🇧🇷🇧🇷🇧🇷, e q venham os próximos testes e os próximos submarinos.

filipe
filipe
1 mês atrás

Impressionante, o Brasil está de parabéns , a ICN e a MB estão trabalhando duro apesar da pandemia , espero que não aconteça mais nenhum imprevisto, e que o objectivo final da MB seja alcançado (6 SNBR + 15 SBR) , vai ser turbulento, mas não há conquistas fáceis sem trabalho árduo, espero que nos próximo anos haja mais artefactos “Made in Brazil” para o bem da nossa economia e mais empregos.

PACRF
PACRF
Reply to  filipe
1 mês atrás

Esse parece ser o projeto mais bem sucedido de nossas forças armadas. A parceria com a França merece aplausos.

Yuri Dogkove
Yuri Dogkove
1 mês atrás

No mínimo 6 Riachuelo e 6 Tamandaré!

Camargoer
Reply to  Yuri Dogkove
1 mês atrás

Olá Yuri. Discordo. Acho que estes quatro SBR devem ser os últimos submarinos convencionais da MB. O próximo será o SN10. Depois dele, acho que a MB deve concentrar esforços e recursos na construção de outros SBN. Defendo que a MB opere no futuro uma pequena frota exclusiva de SBN.

Osvaldo serigy
Osvaldo serigy
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Lembro de uma notícia que os EUA, estão vendo o SBN como algo político e será um elefante branco. Espero de verdade que isso não aconteça.
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po0112201002.htm

filipe
filipe
Reply to  Osvaldo serigy
1 mês atrás

Deixa de ser elefante branco no momento em que o Brasil sair do TPN, e desenvolver as suas armas nucleares, nunca se sabe o mundo esta em constante mudança, e as nukes garantem a soberania total, ai o SBN seria extremamente necessário, mas como país pacifico que somos os S-BR já atendem a demanda de defesa actual, o SN-BR é arma de dissuasão e de negação estratégica do Altântico Sul, não apenas da Amazonia Azul.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  filipe
1 mês atrás

Caro Filipe. Discordo. Não há relação entre operar um SBN e possuir armas nucleares. O SBN servirá para o Brasil para negar o Atlântico sul à uma força-tarefa inimiga, impedindo-a de se aproximar do litoral brasileiro. A principal arma de um SBN são torpedos (como o F21 que equipará os SBR e o SBN) e mísseis antinavio (como o SM39 que também equipará os dois). Uma força tarefa inimiga é praticamente indefesa a 3 ou 4 SBN operando em mar aberto.

EduardoSP
EduardoSP
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Mas isso tudo para mim é pura viagem. Dadas as características do país, ninguém tem interesse em atacar militarmente o Brasil. É muito grande, fica muito longe,tem muita gente. E nós somos venais e bons de negócio, é só fazer uma proposta decente que a gente negocia.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  EduardoSP
1 mês atrás

Caro Eduardo. A pressão militar sobre o Brasil pode ser feita com sucesso bloqueando alguns portos na região sudeste. Outra alternativa seria posicionar uma força-tarefa com um ou dois porta-aviões próximo ao litoral também seria o suficiente para criar uma enorme pressão militar sobre o país. A mesma lógica estratégica que um país continental é um obstáculo para uma ação militar externa pode ser empregada pela capacidade que a MB teria colocar um perímetro de defesa com submarinos nucleares que evitaria a aproximação de uma força-tarefa. Nenhuma nação que tenha capacidade de fazer uma pressão militar sobre o Brasil fará… Read more »

Alexandre
Alexandre
Reply to  EduardoSP
1 mês atrás

Só três países hoje tem condições de atacar o Brasil numa possível invasão em massa Estados Unidos , China e Rússia , pois tem grandes efetivos militares e meios de transporte para isso.Na verdade nem precisam atacar mesmo , pois historicamente sempre vendemos nosso recursos minerais e naturais sempre a preço de “banana”.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Alexandre
1 mês atrás

Caro Alexandre. Acho que não há contexto possível para uma invasão de “anexação” nos moldes da II Guerra, mas é possível uma pressão militar bloqueando os portos brasileiros, por exemplo. Neste caso, existem vários países que possuem essa capacidade, incluindo Inglaterra, Índia, Paquistão, França, talvez Espanha e Alemanha, Turquia, Austrália, Japão… este é um dos cenários mais prováveis de conflito envolvendo a defesa da costa.

Alexandre
Alexandre
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Sim na verdade não há meu nobre , mas sabemos que a geopolítica mundial muda constantemente , Iraque era aliado americano virou inimigo , depois virou aliado de novo rsrsrs , por isso nosso país deveria olhar melhor para nossas FA , temos vários recursos minerais e naturais , inclusive água doce que falta nos outros países , quem garante com a escassez nas outras nações , eles não venham aqui tentar levar na mão grande ? com um força armada decente e bem equipada , eles pensariam duas vezes em olhar para cá .

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Alexandre
1 mês atrás

Olá Alexandre. Eu lembro de 3 guerras de anexação nos últimos 50 anos (Kwait, Malvinas e Criméia). Em todas elas havia uma alegação de histórico de soberania. Acho improvável que ocorra uma guerra de anexação sem uma resposta da comunidade internacional contra um país soberano, principalmente contra o Brasil. Excluindo os casos nos quais o Brasil iniciou alguma aventura militar (invadindo a Venezuela, por exemplo), os eventos mais prováveis seria uma pressão militar estrangeira por meio do bloqueio dos portos, por ataque preventivo sobre alguma instalação estratégica (uma usina de processamento de material nuclear, um laboratório nível 4 para armas… Read more »

Alexandre Esteves
Alexandre Esteves
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Camargoer, desses países apenas os europeus Inglaterra, França, Espanha e Alemanha teriam condição de fazer um bloqueio marítimo ao Brasil, se não com apoio dos EUA – a única potência militar global. E mesmo assim, apenas a um porto e por tempo limitado – muito limitado.

Camargoer
Reply to  Alexandre Esteves
1 mês atrás

Olá Alexandre. Você tem razão. Uma das estratégias de defesa usadas tem sido alongar a resistência até que a comunidade internacional consiga se organizar para atuar na intermediação e resolução do conflito. Portanto, se pensarmos em defesa, temos que considerar quanto tempo o país suporta um bloqueio naval e quanto tempo o inimigo consegue manter esses bloqueio. Neste cenário, uma pequena frota de submarinos nucleares adiciona um custo muito alto ao inimigo de alerta antissubmarino que pode abreviar sua capacidade de bloqueio ou até levá-lo a concluir que o bloqueio seria impraticável. Acho que está seria a capacidade de dissuasao… Read more »

dogui
dogui
Reply to  EduardoSP
1 mês atrás

A china logo vai precisar de muita comida. se não conseguir comprar, vai tomar.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  dogui
1 mês atrás

Caro Dogui. Acho improvável que a China consiga empreender um ação militar nos moldes de uma “Lebensraum”. O que a China pode fazer seria bloquear os portos brasileiros, impedindo que os cargueiros de outros países possam ser carregados, forçando que seus navios sejam abastecidos. Esse tipo de pressão militar pode ser evitado com uma pequena frota de submarinos nucleares

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  filipe
1 mês atrás

Não precisamos sair do TNP, existem basicamente dois tipos de SBN o SBN de Lançamento de Mísseis Balísticos que são maiores para poderem acomodar vários mísseis balísticos termonucleares e os SBN de Ataque que são menores e mais rápidos e tem entre outras missões caçar os SBN Lançadores de Mísseis. Fazendo parte do TNP como não podemos ter armas nucleares não teria lógica termos SBN Lançadores de Mísseis Balísticos, mas nada impede de termos os SBN de Ataque todas as missões desse tipo de SBN. Obs não estou defendendo a permanência ou a saída do TNP, isso seria um outro… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Fabio Araujo
1 mês atrás

Olá Fábio. Concordo com você que um submarino de ataque com propulsão nuclear servem para atacar navios de uma força-tarefa (usando torpedos e mísseis antinavio). Outra coisa são submarinos usados como plataforma para lançamento de mísseis balísticos armados com ogivas nucleares. A Coreia do Norte a a China possuem submarinos convencionais para lançamento de mísseis nucleares. Defendo até que a MB tenha no futuro uma frota apenas de submarinos com propulsão nuclear como principal arma de dissuasão no Atlântico Sul, mas também defende que o Brasil jamais tenha armas nucleares e que o Atlântico Sul e toda a América do… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Osvaldo serigy
1 mês atrás

Caro Osvaldo. Acho que sobrou poucas opções para os EUA além de “alertar” que o SBN será um “elefante branco”. Eles não podem dizer que o programa está sendo bem conduzido sob o risco de incentivar outros países a buscarem um programa similar (Austrália, Indonésia, Chile, Espanha…). Portanto, dizer que a MB terá problemas no futuro é pode significar que o programa está sendo bem conduzido agora e tem chances de dar certo a curto prazo. Caso houvesse algum problema, eles iriam criticar abertamente. Acho que todos no PN sabem que o SBN é caro de ser construído e caro… Read more »

filipe
filipe
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

A Coreia do Sul e a Argentina, também pensam em ter um programa semelhante ao nosso.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  filipe
1 mês atrás

Caro Filipe. De fato, por isso coloquei “três pontinhos” depois da Espanha… Japão também teria condições de fazer um submarino com propulsão nuclear (mas creio nem governo japonês conseguiria que seu parlamento autorizasse um programa assim).

Kemen
Kemen
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Na Espanha pelo que andei lendo a tempos, também não. Inclusive o governo protesta quando submarinos nucleares britanicos aportam em Gibraltar.

Dalton
Dalton
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Camargo…”autorização do parlamento” pode ser uma das razões e provavelmente nem mesmo é a mais importante. . Submarinos de propulsão nuclear são caros de adquirir e manter e se o Japão começa a construi-los isso afetaria a construção de convencionais e consequentemente reduziria o número total e a disponibilidade. . Historicamente o Japão vinha mantendo 16 SSKs de linha de frente mais 2 usados exclusivamente para treinamento e isso era considerado o mínimo do mínimo por conta de que sempre haverá unidades em manutenção, treinamento, que recém retornaram de patrulhas, etc, o que significa apenas um punhado certificados pra missão.… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Dalton
1 mês atrás

Olá Dalton. Há uma minoria ultranacionalista que apoiaria a construção de submarinos com propulsão nuclear, mas creio que a maioria da população japonesa seria contra. Acho que nenhum primeiro-ministro conseguiria apoio do parlamento para a construção de submarinos nucleares. Lembro que o Japão já teve um navio de pesquisas com propulsão nuclear. Concordo que um submarino nuclear é mais caro de construir e operar, mas também acho que um submarino nuclear substitui dois ou três convencionais. Seja como for, dificilmente os EUA irão apoiar qualquer país conseguir fabricar seus próprios submarinos nucleares.

Dalton
Dalton
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Convencer a população a construir armas atômicas seria mais difícil, mesmo com as provocações norte coreanas, mas, apenas a propulsão seria nuclear e os submarinos poderiam beneficiar-se de usinas nucleares civis da mesma forma como os submarinos franceses o fazem. . O problema é que por mais capaz que um submarino seja não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo e se o orçamento japonês permite 20 submarinos convencionais levando-se em conta que um nuclear custa o triplo no fim das contas se teria um único esquadrão de 6, com talvez dois certificados para missão nem mesmo compensando a… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Dalton
1 mês atrás

Olá Dalton. Essa é uma dos mais antigos debates aqui no PN, uma frota maior de submarinos convencionais, uma frota mista ou uma frota menor de submarinos nucleares? No caso brasileiro, no qual o litoral está todo voltado ao Atlântico, tenho a impressão que é melhor ter uma pequena frota de submarinos nucleares. O Japão tem um litoral voltado ao Pacífico profundo e do outro lado á um mar interno (eles falam que é o Mar do Japão, os chineses que é o Mar da China… tanto faz). Também há o problema da enorme frota de submarinos norte-coreanos e chineses… Read more »

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Dalton e Camargo, boa tarde.

Estou aqui acompanhando a discussão e tomo a liberdade de opinar o seguinte : Concordo com a afirmação do Camargo. Para o Japão construir um ou mais subs nucleares é uma questão apenas política e de estratégia conjunta com os EUA. Dinheiro e tecnologia eles já possuem.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Luiz Galvão
1 mês atrás

Olá Luiz. Acho que quando mais gente pensando, mais fácil será para entendermos o problema. Segundo o SIPRI, o Japão gasta relativamente pouco com defesa (1% do PIB) mas é um valor absoluto bem grande (US$ 48 bilhões). Eles têm cerca de 247 mil tropas (150 mil do exército, 45 mil da marinha e 47 mil da força aérea e apenas 5 mil administrativos, inteligência e outras atividades). Ainda assim, o pessoal consome 40% do orçamento, sendo 19% em custeio e 41% em investimento (novos equipamentos, modernização, pesquisa, infraestrutura). Eu não consegui confirmar as aposentadorias dos militares estão incluídas nesse… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  Luiz Galvão
1 mês atrás

Isso de ter dinheiro é relativo Luiz, pois esse é limitado e com sacrifício a marinha está aumentando de 6 para 8 o número de combatentes “Aegis” e de 16 para 20 submarinos de linha de frente estendendo um pouco a vida dos mais antigos. . Investir em submarinos de propulsão nuclear de tamanho ao menos igual ao “Suffren” teria um forte impacto em todos os demais programas militares. . Números são essenciais e a própria US Navy já começou a pagar um preço alto por ter negligenciado sua força de submarinos quase 20 anos atrás, ao construir durante vários… Read more »

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Dalton
1 mês atrás

Dalton,

De fato a Defesa japonesa é integrada aos EUA. Naquela região também temos a Austrália e a Coreia do Sul como aliados de “1a Linha” dos americanos, e certamente atuam em estratégia de compartilhamento de ativos com os americanos, assim como o Japão.

Pedro Tavares Nicodemos Filho
Pedro Tavares Nicodemos Filho
Reply to  filipe
1 mês atrás

Fortaleza, Domingo,24.05.2020

A Coreia do Sul certamente torna realidade esse sonho, já a Argentina não consegue nem comprar 24 unidades daquele caça sul coreano. Estão falidos, especialmente depois do CORONA VIRUS, pois antes disso tinham 50% da população na miséria.

pedro2505@gmail.co,

MMerlin
MMerlin
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Camargoer, acho que não dá nem para considerar a declaração da.forma que foi exposta pelo artigo. Primeiro porque não foi exposto o contexto. Segundo porque SNBR depende de um orçamento contínuo e sucesso em etapas dependentes de pesquisa (mas a MB tem demonstrado que está controlado) e terceiro, depois que o grupo Band e Folha fechou parceria com a estatal chinesa de mídia, seu posicionamento quando o assunto é Brasil-EUA tem se mostrado bizarramente político. A Folha já era amadora por natureza, mas a Band tem colocado uns correspondentes chineses, que não estão na China, passando um ponto de vista… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  MMerlin
1 mês atrás

Olá Merlin. A reportagem da folha foi baseada em informes da Embaixada dos EUA vazados no Wikileaks, isso em 2009 ainda durante o governo Lula. São comentários do embaixador dos EUA na época no contexto da assinatura do ProSub. Eles nada tem a ver com o atual governo. Aliás, essa era (e ainda é) a opinião de vários colegas aqui no PN sobre o SBN. Inclusive, havia uma gritaria (ainda há ecos) sobre a escolha do Scorpene ao invés do U214. Havia muita urubucubaca contra o SBN (ainda há alguma).

MMerlin
MMerlin
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Até entendo que alguns possam ter a visão de que o projeto é um “Elefante Branco”. Desconsiderando a proporção, quando alguma equipe que trabalho inicia um projeto utilizando uma arquitetura ou tecnologia nova (não recente, nova mesmo), chamamos algumas etapas (que não são dominadas pela equipe técnica) de “Black Hole” porque pode, literalmente, detonar tanto prazo quanto orçamento. Ora, isto pode ocorrer também com o SNBR, e seria até normal uma vez que é uma projeto totalmente novo para nós, que necessita de muito investimento e conhecimento. E se o conhecimento não acompanha, o investimento necessário aumenta. E isto faz… Read more »

PACRF
PACRF
Reply to  Osvaldo serigy
1 mês atrás

Os EUA não veem com “bons olhos” projetos militares de outros países envolvendo transferência de tecnologia. O Brasil vem acertando desde o acordo nuclear com a Alemanha para a construção das usinas em Angra dos Reis, passando pela construção de submarinos convencionais com tecnologia alemã e agora francesa, bem como passando pelo AMX (Itália). O Brasil também acertou com os Gripens (Suécia) e com as Tamandaré (Alemanha). Os EUA criticam esses tipos de acordos, pois a postura deles é apenas vender e tornar seus compradores reféns de seus produtos.

MMerlin
MMerlin
Reply to  PACRF
1 mês atrás

É uma versão uma muito simplificada da estratégia global americana. O brasileiro tem mania de achar que só não é grande por causa dos outros países. Isto é visão vitimista. A próprio país se auto-boicota. Sem investimento massivo em educação bem como pesquisa e desenvolvimento sempre dependeremos de ToT. Seu eu fosse o Chefe de Estado dos EUA, Alemanha, França ou qualquer outro país sem dúvida alguma não liberaria a venda, muitos menos ToT, de tecnologias sensíveis como a nuclear. O motivo? Vários. Vaí desde a corrupção da classe política até a idolatria que parte da população ainda tem para… Read more »

Paulo Lahr
Paulo Lahr
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Discordo. Acredito que a MB necessite de 10 submarinos. 3 ou 4 nucleares e o restante convencional.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Paulo Lahr
1 mês atrás

Caro Paulo. Quando avaliamos o progresso do ProSub, a conclusão é que estes 4 Scorpenes serão os últimos SBR da MB. Explico. A MB irá iniciar a construção do SN10 após os quatro Scorpenes, o que levará cerca de 10 anos para ficar pronto. Quando o SN10 entrar em operação, os SBR serão praticamente novos, portanto será mais importante a MB adquirir um segundo SN aproveitando todo o investimento feito na homologação do reator e na construção da infraestrutura do que mais submarinos convencionais. O SN11 entrará em serviço quando os quatro SBR tiverem apenas 20 anos de serviço, ainda… Read more »

Renato
Renato
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Camargoer,
Entendo seu desejo, mas acho difícil isso acontecer.
Primeiro e mais impactante é o fator.economico.
Construir e principalmente manter um sub nuclear dispende uma lojística gigantesca e dispendiosa.
Tudo num sub nuclear é superdimensionado em termos de custos e manutenção.
Fora os EUA e a CHINA, as outras nações disponibilizam o mínimo necessário com essas embarcações multimilionárias.
Acredito que para defesa o investimento em Scorpéne para o Brasil seja o mais viável sob vários aspectos.
Um abraço!

Camargoer
Reply to  Renato
1 mês atrás

Caro Renato. Acho que apresentei uma ideia construída sobre argumentos, algo bem diferente de um desejo. Concordo que o maior desafio seria o custo. Construir, operar e desmantelar um submarino nuclear sempre será mais caro que um submarino convencional. Contudo, também acho equivocado projetar o futuro tomando por base um período de crise econômica. Ciclos econômicos são mais curtos que a vida útil de um submarino. Por exemplo, desde a incorporação do S30 Tupi, o Brasil já teve 2 ou 3 crises econômicas e também 2 ou 3 momentos de crescimento acelerado. Fazer planejamentos de 40 ou 50 anos considerando… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Camargo, essa ideia de que um “nuclear” faz o serviço de dois ou três “convencionais” não é unânime, até porque ele não pode estar em dois ou três lugares ao mesmo tempo e também porque existem os “grandes convencionais” muito maiores e mais capazes que o “Riachuelo”, por exemplo o “Soryu” japonês. . A marinha brasileira parece favorecer o “pequeno” convencional e o maior nuclear em detrimento do “grande” convencional e aí é que o debate torna-se acalorado. . A US Navy mantém os seus “nucleares” perto do continente apenas durante treinamento depois são despachados para áreas muito distantes onde,… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Dalton
1 mês atrás

Caro Dalton. De fato, essa questão entre desempenho x custo dos nucleares em relação aos convencionais é a grande discussão. A MB tem usado submarinos convencionais de até 2 mil ton desde a II Guerra (primeiro os Guppy, depois Oberon, os IKL e agora os SBR). Apesar das limitações de combustível e tripulação, esses submarinos poderiam operar (se necessário) em águas profundas distantes do litoral. Os SBN poderão operar por 3 meses, o que mudará completamente o cenário. É verdade que um SBN nunca poderá estar em dois ou três lugares simultaneamente, mas sua mobilidade e furtividade obrigará uma força-tarefa… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Camargo…um grande convencional também pode operar por aproximadamente 3 meses, então não vejo aí uma grande distinção. . Submarinos australianos tem sido envolvidos em missões de 5 a 7 meses por exemplo no Mar da China, evidentemente, sendo reabastecidos de suprimentos em portos amigos enquanto um submarino nuclear em missão ao longo do território nacional terá que retornar a base depois desses 3 meses também. . E ter 3 SSNs operacionais entre 5 é até possível, durante uma crise, mas, por pouco tempo, a menos que o futuro submarino nuclear brasileiro comporte-se de maneira diferente dos de outras nações. .… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Dalton
1 mês atrás

Caro Dalton. Um submarino nuclear pode operar 3 meses submerso, sem nem mesmo precisar de snorkel. Um submarino convencional de 4 mil ton como os do Japão tem uma reserva limitada de oxigênio e de energia em suas baterias. Isso faz toda a diferença. Em uma situação de grave crise militar, um SBN poderia permanecer submerso durante toda a missão. É neste cenário que defendo que uma pequena frota de SBN daria á MB uma enorme vantagem estratégica contra uma força-tarefa operando no Atlântico sul. Lembro que fiz essa descrição em outro comentário. Podemos imaginar uma força tarefa inferior à… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Não acho que essa “força tarefa” inimiga seria tão ingênua a ponto de se expor facilmente a submarinos sejam nucleares ou convencionais e se o Brasil vier a ter apenas 5 nucleares, poderá significará que o restante de suas forças navais e aéreas também deverão ser limitadas para lidar com mísseis de cruzeiro e bombardeiros. . Os britânicos possuidores de 11 SSNs em 1982 conseguiram com certo sacrifício mobilizar 3 deles para a guerra contra os argentinos e outros dois puderam ser mobilizados um mês depois e se a guerra tivesse sido um pouco mais longa não se poderia manter… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Dalton
1 mês atrás

Olá Daton. Acredito que a ideia de dissuasão seja exatamente evitar que qualquer país cogite empregar uma força-tarefa contra a costa brasileira. Havendo os 3 submarinos nucleares operando no Atlântico Sul, será improvável que qualquer país cogite enviar uma força tarefa para pressionar militarmente o Brasil, exceto aquelas que possuírem uma frota suficientemente grande para neutralizar os SBN, mas nesse caso, a crise internacional terá que ser suficientemente grave que nem mesmo uma frota de dezenas de submarinos faria diferença.

Renato
Renato
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Prezado Camargoer, Pelo tempo dedicado (40 anos ou +) que nossa Marinha se dedicou a ter o conhecimento de domínio sobre a energia nuclear, poderia se ter investido paralelamente em novas fontes de energia alternativa que ficassem próximos em eficiência energética aos.atuais subs nucleares Bem lembrado pelo colega Dalton, quando mencionou os subs japoneses, que são para a atualidade uma alternativa extremamente interessante. Outrossim, ainda acrescento que o fato de uma imposição pós guerra, os japoneses ficaram impedidos inclusive de desenvolverem seus artefatos nucleares, isso na realidade alavancou no país do sol nascente a incessante busca de alternativas a propulsão… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Renato
1 mês atrás

Olá Renato. Acho difícil fazer uma avaliação em termos do que “SE”. Ao longo desses 40 anos, a MB conseguiu desenvolver o método de enriquecer urânio e tem um o protótipo de um reator nuclear em construção. Seria um erro abandonar tudo isso agora para iniciar o desenvolvimento de outra tecnologia (como AIP) que demandaria um ou duas décadas e outro bilhões de dólares para chegar, talvez, no mesmo resultado de hoje. As baterias de lítio poderão ser um desenvolvimento posterior ao reator naval, contudo vai demorar muito para a MB conseguir células a combustível que se igualem ao reator… Read more »

Tomcat4,2
Reply to  Yuri Dogkove
1 mês atrás

Penso que 8 a 12 classe Riachuelo e uns 4 a 6 SBN são um bom número afinal o custo de operação de subs nucleares é bem mais elevado.

paulop
paulop
Reply to  Yuri Dogkove
1 mês atrás

Yuri: 6+2 Tamandares do porte inicial e mais 4 de maior porte. Aliás, penso que a MB poderia integrar o ProSup junto do projeto das Tamandarés. Aproveita que a plataforma Meko permite grande variedade de versões, e embala com corvetas, fragatas e NaNaPaOc.
Sobre os submarinos: os 4 SBR serão os últimos convencionais. Concordo com o Camargoer. Depois do primeiro SNBR o segundo já fica mais em conta. Daí após este primeiro lote (2) aperfeiçoa-se o projeto e passa-se a mais dois. E assim gradativamente até completar o plano da MB.
Abraço

Yuri Dogkove
Yuri Dogkove
1 mês atrás

Admiral Golovko lançada… https://tass.com/defense/1159349

Luiz Galvão
Luiz Galvão
1 mês atrás

É sempre motivo de orgulho ver o PROSUB avançando, mesmo que devagar.

Sem dúvida alguma é a o submarino convencional mais moderno das Américas.

Gostaria de saber quando serão feitos os testes com armamentos.

Saldanha da Gama
Saldanha da Gama
Reply to  Luiz Galvão
1 mês atrás

2

Tomcat4,2
Reply to  Luiz Galvão
1 mês atrás

3

Tomcat
Tomcat
Reply to  Luiz Galvão
1 mês atrás

4

SPQR
SPQR
Reply to  Luiz Galvão
1 mês atrás

Serão mais modernos que os dois Scorpène do Chile?

Tomcat
Tomcat
Reply to  SPQR
1 mês atrás

SPQR, serão sim. Qualquer equipamento militar com alguns anos de diferença já trazem melhorias especialmente na parte eletrônica, sem falar que os nossos serão maiores (por causa dos requisitos da MB) e os nossos poderão lançar mísseis anti navio. Não sei se os chilenos tem essa capacidade.

SPQR
SPQR
Reply to  Tomcat
1 mês atrás

Obrigado, Tomcat!

Dalton
Dalton
Reply to  Tomcat
1 mês atrás

O Chile adquiriu mísseis SM-39 para seus submarinos, então, definitivamente possuem capacidade para lançar mísseis anti navios e foram pioneiros nessa capacidade na América do Sul.

Tomcat
Tomcat
Reply to  Dalton
1 mês atrás

Valeu Dalton! Não sabia disso.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  SPQR
1 mês atrás

SPQR,

Sim. Mais modernos e com maior autonomia que os chilenos.

Carlson
Carlson
1 mês atrás

Estamos avançando mais mesmo com 5 submarinos 1 sendo nuclear e 4 fragatas além de 36 caças modernos ainda é preocupante, precisamos de mais investimentos na defesa é nossa soberania que está em jogo.
Estamos no meio de uma guerra fria e uma crise sem precedentes, se tivemos capacidade de dissuazão podemos nos manter neutro sem se envolver em guerra aléia sem ter que defender o trono de outro país na liderança mundial sem ganhamos nada em troca no final

OSEIAS
OSEIAS
1 mês atrás

Ótima noticia, é muito bom saber que as coisas estão andando. Estou ansioso com esse projeto as Tamandares e com os Gripens. Parabéns a nossa MB.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  OSEIAS
1 mês atrás

Oséias,

Somos dois.

Saldanha da Gama
Saldanha da Gama
1 mês atrás

Orgulho explodindo no peito, e rogo que estes programas não tenham paralisação.

Alex Barreto Cypriano
Alex Barreto Cypriano
1 mês atrás

Muito bom. Mas e o teste do laser de 150kW num LPD San Antonio? Não se compara com nosso sub mais moderno do mundo mas valia uma olhada…

Mercenario
Mercenario
Reply to  Alex Barreto Cypriano
1 mês atrás

Alex,

O teste não foi realizado no USS Portland?

Sem dúvida notícia relevante. Muito
mais, por exemplo, do que a previsão de um planejamento de um futuro NAe francês…

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Mercenario
1 mês atrás

Mercenário,

x 2!

Peter nine nine
Peter nine nine
Reply to  Alex Barreto Cypriano
1 mês atrás

Na minha opinião existe mais do que um tipo no quesito “submarino convencional mais moderno no mundo”, para além do riachuelo.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Peter nine nine
1 mês atrás

Olá P99. Então que seja o mais novo, menos rodado, zerinho, cheiro de novo…

Peter nine nine
Peter nine nine
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Sim camargoer… Vendo desse lado estou de acordo.
A razão para ter dito o que disse, sobre peso, como já é comum (inflexíveis mentais), de maior número de negativações, prente se com o facto de que, quando dizemos o mais moderno, muitas vezes queremos dizer o mais capaz, mas a verdade é que o riachuelo, embora possa contar com determinado recheio electrónico mais moderno, irá rivalizar em capacidade com muitos outros submarinos convencionais já em operação, alguns destes com as suas particulares vantagens sobre o mesmo, e vice versa.

Peter nine nine
Peter nine nine
Reply to  Peter nine nine
1 mês atrás

A linha scorpene não virá invencível só porque foi adquirida pelo Brasil, nem a linha U214 ou U212 assim se tornaria Só porque foi escolhida pela MB. É um erro pensar dessa forma, no entanto vê se muito por aqui (determinado equipamento é escolhido e derrepente vira utensílio dos deuses). O riachuelo, tal como toda a linha scorpene a navegar no mundo, são submarinos excepcionais, mas existem outros.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
1 mês atrás

Mesmo com a pandemia o programa esta seguindo em frente, estava prevista a entrada em serviço para Outubro deste ano, essa previsão ainda esta mantida ou houve algum atraso por conta da pandemia?

Dalton
Dalton
Reply to  Fabio Araujo
1 mês atrás

Se ele sair para os definitivos testes de mar até agosto é bem possível que o cronograma do comissionamento em outubro seja mantido, mas, depois ainda será necessário mais testes até que ele seja transferido para o comando de operações no ano que vem.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Dalton
1 mês atrás

Dalton,

Vamos torcer que sim.

Com relação ao Humaitá, alguma notícia? Qual o cronograma ?

Dalton
Dalton
Reply to  Luiz Galvão
1 mês atrás

Sei apenas o que foi publicado até agora Luiz, ou seja há uma previsão de lançamento ao mar em outubro…tomara que ocorra pois se não ocorrer atraso com a entrega do “Riachuelo” se terá dois motivos importantes para se comemorar nesse mês.

Osvaldo Marcilio Junior
1 mês atrás

Bom dia, excelente notícia, parabéns a todos os envolvidos na construção desse submarino, viva a Marinha do Brasil…ADSUMUS!!

737-800RJ
737-800RJ
1 mês atrás

Fiquei muito feliz vendo essas imagens! O projeto, apesar de tudo, cortes de verbas e coronga, segue a todo vapor. Tudo dentro do cronograma. Imagine o Brasil com uma dezena desses e outra de Tamandarés… Parabéns, MB!

Osvaldo serigy
Osvaldo serigy
1 mês atrás

Que excelente notícia! Sucesso ao Prosub!

Roger
1 mês atrás

Muito lindo. Essas tomadas com o drone ficaram muito bacanas.

Mas apenas aquela amarração com aqueles cabos aguenta toda a força da propulsão do submarino?

Ricardo Rosa Firmino
Ricardo Rosa Firmino
1 mês atrás

Espero que o programa será concluído e mais importante tenha continuidade..não aconteça o mesmo quando dá construção dos IKL..

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Ricardo Rosa Firmino
1 mês atrás

Olá Ricardo. A continuidade do ProSub será por meio dos SBN

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Ricardo Rosa Firmino
1 mês atrás

Ricardo,

O projeto alemão dos IKL foi muito bem sucedido no Brasil. Aprendemos a construir um sub convencional e o Tikuna é fruto de melhoramentos e especificações da MB em relação ao projeto original.

Ocorre que como os alemães não possuem expertise em sub nucleares, houve a necessidade de evoluir para um projeto de sub convencional cujo design pudesse servir de base para um sub nuclear, daí chegamos no Scorpene, que praticamente é um Barracuda com propulsão convencional.

filipe
filipe
Reply to  Luiz Galvão
1 mês atrás

O SNBR será quase da mesma dimensão do Barracuda (99 metros de cumprimento, 8.8 metros de diâmetro ), o SNBR terá 100 metros de cumprimento e 9.8 metros de diâmetro, a principal diferença esta na potência dos reactores nucleares, o nosso têm potência de 48 MW e o reactor francês têm a potência de 150 MW, pela lógica o submarino francês atinge a velocidade máxima de 35 nós , o nosso terá a velocidade máxima de 25 nós.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  filipe
1 mês atrás

Olá Filipe. Você tocou em um ponto que sempre me causou dúvida. A potência do SN10 sempre me pareceu baixa. O motor elétrico do SBR demandará 2,8 MW para uma velocidade máxima de 20 nós. Pelo que sei, o SN10 terá dois motores de 3,5 MW cada um, instalando no mesmo eixo, o que demandará 7 MW na propulsão (14% da potência do reator). Um reator PWR opera em 300 C e uma parte da energia perdida pelo sistema de resfriamento do reator poderá ser usado para manter a temperatura dentro do submarino. Nunca encontrei a eficiência do reator da… Read more »

filipe
filipe
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Bem pensado caro Camaergoer, em 48 MW de energia térmica se aproveita 11 MW Eléctricos, agora é somar os 7 MW + 11 MW e tenho uma potência de 18 MW para impulsionar um embarcação de 6000 toneladas a superfície e 6600 toneladas submerso, mas essa duvida o Alexandre Galante ou o Dalton podem clarificar melhor, é o segredo de engenharia do SN-BR, o Submarino francês da classe Rubis (2600 Toneladas e 73.6 metros de cumprimento) tinha quase a dimensão do Riachuelo e com a mesma potência do reactor do SN-BR , um reactor de 48 MW e com um… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  filipe
1 mês atrás

Olá Filipe. Talvez o SBN irá operar de modo similar a um carro híbrido, empregando a energia estocada nas baterias durante as acelerações (e outras situações que demandarem muita energia). Os SBR operam um motor elétrico de 2,6 MW, que será abastecido pelo conjunto de baterias enquanto estiver submerso. O SBN deslocará 6 mil ton, enquanto que o SBR deslocará 2 mil ton. Assumindo que o SBN terá um conjunto de baterias 3 vezes maior, podemos assumir também que suas baterias seriam capazes de fornecer energia suficiente para 3 x 2,6 MW adicionais, ou cerca de 7,8 MW (suficientes para… Read more »

filipe
filipe
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Por essa razão eu considero que o SNBR é o maior projecto de engenharia do Hemisfério Sul, não existe nada parecido talvez o projecto do Barracuda convencional da Austrália, que também será monumental em termos de engenharia , mas será uma adaptação de um casco de 1 submarino nuclear para 12 cascos de submarinos convencionais, o nosso é no sentido contrário , partimos de 4 submarinos convencional para 1 submarino nuclear. O LABGEN é a prova do esforço redobrado dos nossos engenheiros… Mover uma embarcação de 6000 toneladas de forma híbrida é um enorme desafio de engenharia.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  filipe
1 mês atrás

Olá Filipe. Também considero o ProSub (o que inclui o SN10 e Itaguaí) o mais amplo, complexo e ambicioso programa militar brasileiro (provavelmente do hemisfério sul, como você colocou). Acho que o mais próximo disso foi Itaipu (também algo fantástico que levou décadas ao custo de US$ 17 bilhões)

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Luiz Galvão
1 mês atrás

Olá Luiz. De fato. A própria MB já confirmou isso várias vezes. Aliás, há uma entrevista de um oficial da MB que explica que o U214 é tão diferente do U209 que não haveria nenhuma vantagem operacional em escolher o modelo alemão ao invés do francês. No fim, quem venceu foi o SBN.

Jean Jardino
Reply to  Luiz Galvão
1 mês atrás

So em tamanho, o Barracuda esta anos a frente….

filipe
filipe
Reply to  Jean Jardino
1 mês atrás

O SNBR é maior tem 6000 toneladas…

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Jean Jardino
1 mês atrás

Jean,

Nem tanto. Se você desconsiderar o tamanho, o reator e equipamentos próprios a um sub nuclear , o SBR compartilha os mesmos sistemas de combate e armamento que o Barracuda.

Ricardo Rosa Firmino
Ricardo Rosa Firmino
Reply to  Luiz Galvão
1 mês atrás

Caro Luiz entendo que foi necessário ser feito dessa forma e torço muito para que o SBN siga em frente e seja a nossa frota de subs daqui para frente. Mas em se tratando de Defesa, muito pouca coisa começa e termina como planejado. Temo que o SBN fique apenas no papel. Por isso creio que a melhorar solução seria a continuidade de desenvolvimento/aperfeiçoamento IKL/Tikuna. Não é pessimismo. É a constatação de alguém na meia idade, como eu, que já viu muitos projetos na área de Defesa nascer e morrer sem dar frutos. Abs

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Ricardo Rosa Firmino
1 mês atrás

Prezado Ricardo, bom dia. Concordo com muito do seu comentário, mas ainda acho que nao daria para desenvolver o projeto do IKL209 ao ponto de conseguir um casco e design compativeis com um sub nuclear. Seria na prática construir um novo sub, sem nenhuma garantia de sucesso. Digo acho porque não sou engenheiro naval, sou apenas um entusiasta de meia idade…rsrsrs O fato é que o IKL209 e suas variantes foram desenvolvidos pensando em um submarino costeiro, para operar no Báltico. Não foi nunca um projeto de um sub para cumprir patrulhas em grandes distâncias. Por esta razão é que… Read more »

Carlson
Carlson
1 mês atrás

A Marinha do Brasil está avançando com seus projetos porém falta muito para mordeniza sua frota na verdade eu não entendo invés de pelo menos manter o número de navios ou expandir seus meios está acontecendo o contrário
Com a redução de navios.

Heinz Guderian
Heinz Guderian
1 mês atrás

ORGULHO!

Renan
Renan
1 mês atrás

Isso sim é uma boa notícia, espero que o cronograma se mantenha e os protocolos sejam bem ajustados

Vamos terminar os 4 submarinos na marra.
Pois eles nos serviram muito bem por 20 anos

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Renan
1 mês atrás

Olá Renan. Os SBR irão operar entre 30 e 40 anos.

Kemen
Kemen
1 mês atrás

Infelizmente na atualidade são o nosso meio naval mais disuasivo, os submarinos, em breve com os Scòrpene operacionais teremos esses meios mais atualizados tecnologicamente, com o Sub nuclear daremos mais um passo na recuperação dos meios da Marinha. Com as corvetas, o poder de superficie da MB sera melhorado. Infelizmente essa pandemia nos trara perdas economicas, caso contrario a recuperação dos meios das Forças Armadas iria proseguir sem pausas, talvez com mais caças, belonaves e novos tanques de guerra.

Overandout
Overandout
1 mês atrás

Boa noite

Imagens como essas, focando o hélice, não seriam estratégicas e sempre que possível evitadas quando se trata de um submarino? Apenas uma dúvida

Luiz Floriano Alves
Reply to  Overandout
1 mês atrás

Estas testes deveriam ser os de conclusão. Se cada sistema for testado publicament vamos cair no caso do Gripen que tem testes de cada etapa, em destaque. Nisso temos que tirar o chapéu para a China. Lema de construção dos barcos deles: simples, rápidos, eficientes e econômicos.

carvalho2008
carvalho2008
1 mês atrás

poxa…realmente pelas imagens dá para ver que é bem mais espaçoso que os IKLs 209…

SPQR
SPQR
1 mês atrás

Por que os sistemas do submarino estão em inglês? Não traduzir para o idioma nacional é comum em outras marinhas?

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  SPQR
1 mês atrás

OLá SPQR. Pensei a mesma coisa, apesar que isso facilita muito a colaboração com oficiais de outras marinhas.

Gabriel BR
Gabriel BR
1 mês atrás

Faltam poucos meses para termos a força submarina convencional mais moderna das Américas. Parabéns a Marinha do Brasil !

Juarez
Juarez
Reply to  Gabriel BR
1 mês atrás

Não, faltam muitos anos, pois efetivamente, hoje a MB tem tão somente dois subs operacionais, os outros só Deus sabe se voltam.
A propósito eu gostaria de saber dos ufanistas e habitabtes do planeta “Hellmann’s” como e que uma marinha não consegue manter e operar cinco pequenos e simples subs diesel elétricos vai conseguir manter e operar um submarino nuclear.
Cada .acredita no que quer, até mesmo em Papai Noel….

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Juarez
1 mês atrás

Olá Juarez. Bom ter noticias suas nesses tempos. Espero que todos de sua família e seus amigos estejam bem. Um submarino (nuclear ou convencional) deve operar por 30 ou 40 anos. Por isso, toda avaliação sobre cenários futuros é bastante incerta. O que dá para fazer é pensar em um cenário otimista, similar ou pior que o atual. O mundo está passando por uma enorme crise provocada pela disseminação do vírus equivalente ou pior á crise de 29. Os dados de alguns países mostram quedas da atividade econômica da ordem de 5 a 10% dependendo do local. A próxima década… Read more »

Jota
Jota
Reply to  Juarez
1 mês atrás

Complementando o Juarez, olha o tamanho da encrenca : o HMS Conqueror ,que afundou o Belgrano em 82 , foi desativado em 90 e está na fila ,junto com mais 20 submarinos nucleares britânicos, aguardando para ser desmontado.

Tomcat
Tomcat
Reply to  Jota
1 mês atrás

Jota, bem lembrado. Outro forista, o Oganza, trouxe anos atrás a informação de que essa fila custa 300 milhões de libras esterlinas ao ano para a manutenção deles para que não ocorra vazamentos de material radiotivo.

Gabriel BR
Gabriel BR
1 mês atrás

Penso que uns 8 submarinos Riachuelo + 2 ou 3 submarinos nucleares seriam o ideal para negar o uso do mar territorial brasileiro + zona de exploração marítima exclusiva. O Número parece grande , mas considerando a rotatividade inerente aos ciclos de manutenção e o elevado custo dos submarinos nucleares é sim uma combinação bem razoável.

Dalton
Dalton
Reply to  Gabriel BR
1 mês atrás

O problema de ter apenas 3 submarinos nucleares é que eventualmente um estará passando por reabastecimento do reator que será também o caso dos submarinos franceses classe “Suffren” a cada 10 anos quando também se aproveitará a ocasião para uma revitalização. . Outro poderá estar passando por um período de manutenção menor após duas patrulhas anuais de cerca de 3 meses cada e um terceiro poderá estar em treinamento antes de estar completamente certificado. . Um mínimo de 4 unidades para se ter ao menos um certificado, mas, o ideal mínimo seria um esquadrão de 6 unidades. . Acho que… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Dalton
1 mês atrás

Olá Dalton. Acho que a conta é essa mesmo. Creio que os reatores dos SBN terão que ser recarregados a cada 3 anos, mas o projeto prevê a abertura do reator sem a necessidade de corte do casco. Eu ainda tenho dúvidas sobre o teor de enriquecimento que será usado. Já li uma entrevista de um oficial da MB dizendo em 20% (no limite do uso civil) mas também já li que será o combustível será idêntico ao de AngraI e II (4%).

filipe
filipe
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

A medida que o projecto for progredindo a potência do reactor ira ser aumentada, sairemos de um reactor de 48 Mw para um reactor de 75 Mw, assim como o tempo de manutenção, no reactor inicial de 48Mw o combustível será renovado de 5 em 5 anos, já no reactor de 75 Mw será de 10 em 10 anos, o SN-10 por ser o projecto piloto não será tão eficiente em termos operacionais em relação aos subsequentes o SN-11 e o SN-12 e quem sabe até ao SN-15, o projecto irá crescer e amadurecer de acordo com as necessidades operacionais… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  filipe
1 mês atrás

De acordo com as necessidades financeiras.

As operacionais seguem ao largo.

Mauro
Mauro
1 mês atrás

Algo que ninguém falou ou percebeu ainda: Uma das finalidades de construção do SN-10 tem algo por trás, que se chama enriquecer urânio “à la vontê.” Urânio para gerar energia elétrica tem 5% de enriquecimento, para o reator do SN são 20%, e para a construção de uma arma nuclear é em torno de 90% de enriquecimento. Onde é que o SN-10 entra nisso?? é que por se tratar de um programa militar, está imune a fiscalização da Agência Internacional de Energia Atômica. A AEIA não tem poder de fiscalização sobre este programa. Deu para entender ou não??? E tem… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Mauro
1 mês atrás

Caro Mauro. Acho que você está enganado. O programa da MB atente aos critérios tanto da AIEA quanto da ABACC. O combustível que será usado nos submarinos nucleares será produzido em Resende que é monitorado pelas duas agências. O reator do SN10 irá operar com combustível abaixo de 20% (ou 4%, é uma dúvida que tenho) para ficar no limite estabelecido pelas agências internacionais. A MB tem permitido a fiscalização das duas agências exatamente para evitar o boato que o país estaria construindo uma bomba nuclear secretamente. Aliás, a fiscalização da ABACC é mais rigorosa que a da AIEA. Sobre… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Tem bombas táticas. Não usam urânio 90%.

comment image

Acho que qualquer agência ou instituição militar metida com reator nuclear quer explodir. É a vida militar: explosão.

Quem chega a 20% como nós chegamos só precisa dar mais alguns passos para enriquecer mais de 90%.

50 anos. Um trem de dinheiro. Eu teria largado dessa encrenca.
Mas…ao preço que querem por qualquer fragata (500 milhões de dólares no mínimo) concordo que a MB deveria entrar logo no SBN 02.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Esteves
1 mês atrás

Olá Esteves. Uma bomba nuclear serve para duas coisas. Para acabar com uma guerra, como fez os EUA contra o Japão, ou para evitar começar uma guerra, como fez a URSS contra os EUA e a França/Inglaterra contra a URSS. No caso brasileiro, seria um erro iniciar uma corrida armamentista nuclear como aconteceu com a Índia e Paquistão. Apenas para pontuar, há um registro que o projeto Manhatan custou US$ 5 bilhões em 1945, equivalente hoje a US$ 70 bilhões.

Esteves
Esteves
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Mestre, Olá também. Li aqui no PN sobre Iperó/Aramar e não estava, no texto da postagem, a Invap no reator multiproposito. Acho que estava o Ipen. A Invap saiu? O Ipen entrou? Se o Ipen entrou, entrou na proteção radiológica somente ou entrou no desenvolvimento, que nunca entendi como 60 anos poderiam não ter entrado? O Ipen não entrou em Angra. Deu naquilo. Se a Invap saiu…será melhor para nós outros para manter a confidencialidade nativa ou será pior em razão da experiência Argentina não transferida? Se a Invap saiu…considerando o populismo lá, teremos uma corrida industrial e militar no… Read more »

Esteves
Esteves
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Sobre o reator multiproposito para uso civil não pertencer a MB e considerando que a MB estaria correta em oferecer o reator militar PWR de sua propriedade para uso civil, necessário entender a urgência de uma Agência Regulamentar para a produção de energia elétrica.

Qual instituição apoiaria e faria a regulação e a regulamentação e a gestão e a fiscalização?

CNEN+Ipen?

Os Europeus estão bravos porque botamos fogo no mato. A bronca europeia com a produção de energia elétrica por reatores nucleares na Caatinga, na Amazônia, no Pantanal, na Pipa…eita?

filipe
filipe
1 mês atrás

A Guerra das Malvinas foi o último conflito no continente sul Americano de grande escala, mas foi o que mais doutrinou as nossas forças armadas, apesar de não terem participado, ficou claro que se o Brasil quiser manter a sua soberania deve se armar com as duas estrelas dessa Guerra, o Missil Anti-Navio Exocet e o submarino de propulsão nuclear, o primeiro artefacto destruiu um destroyer inglês, o segundo artefacto destruiu um destroyer argentino, nada melhor do que operar os dois, dai o trabalho da MB, o SN-10 e o missil Anti-Navio Mansup.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
1 mês atrás

OFF – Pelo segundo ano, militar brasileira recebe prêmio de igualdade de gênero da ONU https://twitter.com/folha/status/1265066626946301953

Esteves
Esteves
Reply to  Fabio Araujo
1 mês atrás

Matéria com amplo destaque na mídia.

Parabéns a Comandante Carla Monteiro.

Viva a Marinha do Brasil.