quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Saab Naval

FOTOS: B-52 em voo rasante ao lado do porta-aviões USS Ranger

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Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

B-52 Pilot: ‘Ranger, we’re 5 miles out.’
USS Ranger: ‘We do not have visual…’
B-52 Pilot:  ‘Look down’

Feitas na primavera de 1990 no Golfo Pérsico, as imagens impressionantes deste post mostram um bombardeiro estratégico B-52 Stratofortress da Força Aérea dos EUA (USAF), em voo rasante ao lado do porta-aviões USS Ranger (CV-61) da Marinha dos EUA.

A história foi a seguinte:

Dois B-52s contataram o USS Ranger e perguntaram se poderiam fazer um sobrevoo, e o controlador aéreo do porta-aviões disse que sim.

Quando os B-52 informaram que estavam a 9 quilômetros de distância, o controlador do porta-aviões disse que não os via. Os B-52 disseram para o pessoal do porta-aviões olhar para baixo.

Piloto do B-52: “Ranger, estamos a 8 quilômetros de distância”.
USS Ranger: “Nós não temos visual …”
Piloto B-52: “Olhe para baixo”

De acordo com o site The Tailhook Association, o esquema de pintura do B-52 dificultava a visão de cima, mas, à medida que se aproximava, os marinheiros conseguiam distingui-lo por causa do rastro na água que os jatos do B-52 causavam.

Os B-52 usualmente praticavam voos de baixo nível durante os anos da Guerra Fria, para voar sob os radares soviéticos. Nesse caso, os pilotos do B-52 perguntaram ao controlador da porta-aviões se gostariam que os bombardeiros aparecessem novamente. O pessoal da porta-aviões disse que sim, e muito mais marinheiros tiveram suas câmeras prontas dessa vez.

FONTE: The Aviation Geek Club

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Eduardo

Mas é louco, voar mais baixo do que a altura do convés do navio!

Tomcat4,2

Fantástico, sensacional !!!
Olha o nível de confiabilidade destes monstros voadores e a experiencia de seus pilotos!!!

pangloss

E, se alguma coisa desse errado, haveria sempre uma história-cobertura para servir de cortina de fumaça.

Leandro Costa

Não foi o caso do acidente na base aérea de Fairchild em 1994. Ali não encobriram nada, mas descobriram que passaram a mão na cabeça do culpado por tempo demais.

Teropode

Anos antes fizeram isto com a marinha soviética deixando os caras desconcertados .

Pedro Rocha

Olá senhores! Eu já ouvi dizer que o B-1B Lance também voa nessa altura porém a mach 1,5. Impressionante. Hoje tanto o B-52 como o B-1 não estão mais autorizados a fazerem isso regularmente devido a fadiga de suas células. Observem como se comprova a limitação do horizonte radar!

carvalho2008

bem colocado. Horizonte radar sempre é um problema

Overandout

Boa noite, Pedro
 
Essa história do B-1B voar a mach 1.5 nesta altura não é real. Quanto a altura creio totalmente, quanto a velocidade acredito que as coisas tenham sido extremamente exageradas.
 
O B-1B performa no máximo mach 1.25 em grandes altitudes e mach 0.96 em baixas altitudes (voo low-level). Mesmo o B-1A que tinha uma velocidade máxima maior (mach 2.2 em grandes altitudes) não conseguiria performar mais que mach 0.85 no voo low-level.
 
 

Ricardo da Silva

Pelo que já li, o Tu-160 até seria capaz de superar Mach 1 a baixa altitude, mas o B-1 só alcançaria “altas velocidades sub-sônicas”.

carvalho2008

Na guerra do Iraque 70%-80% dos explosivos que cairam sobre o inimigo foram por conta da Artilharia do exercito.
 
Os B-52 fizeram apenas 3% das missões da força aérea, mas foi reponsavel por 30% dos explosivos lançados.
 
Os B-52 estiverem entre os primeiros ataques ao Iraque, mas numa penetração a 100 metros de altura.
 
Daí desta simples estatistica, da para entender o que é um bombardeiro estratégico.

Alessandro Vargas

Os BUFF são excepcionais na quantidade, mas um tanto imprecisos na entrega! Por isso a limitação no número geral de missões.

carvalho2008

com o nisseis de hoje e bombas inteligentes, isto ja nao e mais problema

Ricardo Bigliazzi

Estudar mais o histórico do avião

Fabio Araujo

Isso é que é voar com a barriga raspando as ondas. Mas com diz o texto eles treinavam isso para se aproximarem do território soviético evitando o radar, então os pilotos estavam bem conscientes na manobra.

ednardo curisco

dia a dia desses feras

MCruel

Achei incomum o B-52 voar com o nariz para baixo, dá a impressão que vai cair ou amerrisar… É normal isso? (não riam de amerrisar, pois está correto)

Overandout

Boa noite,   Sim é normal devido a forma que as asas são montadas com a fuselagem, elas por si só já possuem seu próprio “ângulo de ataque” alto (sendo simplista, o angulo do aerofólio em relação ao ar que ele está cortando).   Esse ângulo de ataque alto proporciona que a asa produza uma maior sustentação sem que o avião precise apontar seu nariz para cima, inclusive o B52 decola sem mudar a atitude do avião. Para compensar essa grande sustentação que fica “puxando” o avião para cima, conforme a velocidade vai aumentando mais nariz para baixo precisa ser… Read more »

Overandout

Caso você queira entender com mais detalhes isso, procure sobre ângulo de incidência. Os materiais em inglês são geralmente melhores. Há alguns aviões muito interessantes como o F-8 Crusader que podia ajustar o ângulo de incidência para pouso e decolagem.

gordo

Boa Noite.
Essa aeronave é fantástica e foi feita sem CAD, engenharia Humana pura com pranchetas, réguas de calculo e abstração. Deu no que deu, o B 1 vai sair de serviço antes dele.

Chuck Norris Do Paraguai

“…engenharia humana…” até a mais poderosa IA é obra de engenharia humana. Ela sempre existiu, mas até hoje o ser humano ainda duvida dela, atribuindo obras fantásticas a “seres extra planetários” via Discovery, History, etc.

Helio Eduardo

Não sabia disso. Obrigado!

Leandro José de Assis

caution! caution! caution!!!

Gilson

Pull up! Pull up! Pull up!

Dalton

O “Ranger” permaneceu mais de vinte anos atracado em Bremerton na costa oeste e tentou-se durante muitos anos converte-lo em um museu, mas, a batalha foi perdida e em 2015 ele foi rebocado até a costa leste onde foi desmantelado. . O “Ranger” por conta de seu tamanho, número de catapultas, etc, foi um dos não oficialmente chamados “Super Carriers”, mas, a partir do “Nimitz” todos passaram a ter propulsão nuclear o que impossibilita a conversão para museus, então o “Midway” em San Diego continuará sendo o maior navio museu já que não há mais esperanças de salvar o “Kitty… Read more »

Allan Lemos

O B-52 é um monstro,mesmo assim parece minúsculo quando é colocado do lado do USS Ranger.

Marcelo

O problema de um voo rasante desses é que na necessidade de uma ejeção, dos 6 assentos ejetáveis do B-52, dois saem para baixo!

Luiz Floriano Alves

Depois do episódio das Malvinas, uma manobra semelhante, dos F-5 da Base de Canoas, que resultou na perda da aeronave e do piloto. Diziam que era para reproduzir ataque a navio a baixa altura.

Rodrigo Maçolla

Sensacional !! , imagine esta visão, Mesmo nas forças armadas dos EUA são poucos que tiveram a oportunidade

Ricardo da Silva

O chamado “efeito solo” poderia impedir ou dificultar a queda na água ? Lembrei dos Ekranoplanos.

Italo Souza

Belo treino, principalmente para uma aeronave com uma estrutura no preparada para vôos tão estressantes.

Marcos R.

Ao contrário, ele previa justamente esse tipo de incursão, só após o fim da URSS que ficaram de fazer para reduzir o desgaste das células.

Dr. Mundico

Momento cultural:
 
O Ranger ficou famoso no cinema por ser o porta-aviões utilizado no filme Top Gun na decada de 80.
https://www.thedrive.com/the-war-zone/12452/the-uss-ranger-sailed-with-a-unique-grumman-air-wing-in-the-late-1980s
 
 
E encerrou sua carreira num canal no Texas.

 

Dr. Mundico

Vivendo e aprendendo. Agora fiquei sabendo que na década de 50 existiu projeto da marinha norte-americana de utilizar catapultas ou rampas de lançamento…do deque inferior do porta-avião!
Fizeram testes documentados com protótipos mas abandonaram a ideia.
 

Last edited 8 meses atrás by Dr. Mundico
fresney

Tem uns videos na internet de c-130 pousando em Porta avioes, se é veridico eu nao sei !!!

Dalton

Totalmente verídico fresney. O NAe escolhido para o teste foi o então USS
Forrestal o primeiro dos extra oficialmente chamados “Super Navios Aeródromos” representados hoje pelos NAes classe Nimitz.
.
O teste ocorrido em 1963 visava proporcionar a entrega de carga como motores de aviões por exemplo, de grandes distâncias, mas, no fim, apesar do pouso e decolagem com sucesso, foi considerado arriscado e invasivo.
.
Eventualmente empregou-se aeronaves menores para a função, hoje em dia sendo norma um destacamento de duas aeronaves C-2A a serem gradualmente substituídas a partir do ano que vem por uma versão do V-22.
 

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