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Incêndio a bordo do submarino nuclear ‘Perle’ da Marinha Francesa

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Bombeiros combatem o incêndio no submarino nuclear Perle em uma doca seca em Toulon

De acordo com o jornal francês Le Monde, ocorreu um incêndio no submarino nuclear de ataque Perle da classe “Rubis” da Marinha Francesa na base naval de Toulon em 12 de junho.

As autoridades francesas disseram em comunicado que o incêndio “irrompeu na área da proa” do submarino.

Houve a intervenção de equipes especializadas, compostas por bombeiros da base naval e bombeiros do Sdis du Var como reforço. O submarino foi evacuado e não houve feridos.

O submarino, que está em doca seca, passa por um período de manutenção, iniciado em 13 de janeiro de 2020. O Perle está em doca seca, sob a responsabilidade do Serviço de Suporte de Frota da França. Ele está sem armas ou combustível nuclear a bordo.

O dano ao submarino foi classificado como “bastante sério”.

O submarino nuclear Perle é uma das unidades da classe Rubis
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Fabio Araujo
Fabio Araujo
3 meses atrás

O incêndio foi controlado após 14 horas, pelo tempo que levou para apagarem o fogo o estrado deve ter sido muito grande. A questão é o custo para recuperar vale a pena ou não!

Camargoer
Reply to  Fabio Araujo
3 meses atrás

Olá Colegas. O aço sofre algumas transformações quando aquecida a altas temperaturas e por tanto tempo, se tornando mais frágil. Além dos danos na instrumentação e instalações, há o risco da deformação das estruturas (que pode comprometer a segurança quando operar submerso) além do prejuízo a resistência do aço exposto a temperaturas altas por tanto tempo. Sua recuperação vai demandar muito esforço e uma longa bateria de testes.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Camargoer
3 meses atrás

“há o risco da deformação das estruturas (que pode comprometer a segurança quando operar submerso) ”

Camargo,

Não há esse risco.

Um submarino só opera apos um periodo de manutenção se passar por uma certificação de sistemas e estrutura, que entre muitas outras coisas, define a sua atual cota de colapso, que vai diminuindo naturalmente ao longo dos anos, independente de haver tido algum acidente.

Portanto se os danos forem além do ponto economicamente viável, vai oara desmanche. Se não, define -se novos parâmetros operacionais.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Luiz Galvão
3 meses atrás

Olá Luiz foi o que eu disse. A estrutura do submarino pode ter sofrido dois tipos de danos. Um seria a deformação das estruturas (o que pode gerar tensões no aço que ampliam a sua fadiga) e a outra é alteração na composição do aço (recristalização, segregação de componentes, mudança de fases) que também gera tensão (devido a mudança do volume da célula unitária). Estes pontos de tensão se tornam pontos preferenciais de corrosão (como em um prego que começa a enferrujar onde foi entortado). Somente após uma longa bateria de testes será possível conhecer os novos parâmetros de operação.… Read more »

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Camargo,

Beleza.

Jagderband#44
Jagderband#44
Reply to  Camargoer
3 meses atrás

Amigo, a ferrita só é estável abaixo de 912 graus centígrados.
Acho difícil esse incêndio atingir essa temperatura. Sds

Camargoer
Reply to  Jagderband#44
3 meses atrás

Caro Jadger. Depende muito do tipo de material que foi consumido.

Alex Nogueira
Alex Nogueira
Reply to  Camargoer
3 meses atrás

Resposta escrita originalmente para post no forte.
 
Caro Camargoer, pelo visto o Sr. entendeu muito bem minha colocação. Parabéns!
*Acho que Paulo Freire ficaria muito feliz se a frase “es quer da”,
esquerda não é frase, é uma palavra.
**Devido ao filtro dos moderadores, algumas palavras que identificam ideologias não podem ser ditas, sob pena de comentário ser retido e não publicado.
 
Abraço!

Camargoer
Reply to  Alex Nogueira
3 meses atrás

Caro Alex, aqui no PN olhamos todos a bombordo.

Esteves
Esteves
Reply to  Camargoer
3 meses atrás

Epa.
 
Bombordo é esquerda?

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Esteves
3 meses atrás

Olá Esteves. A gente deixa o maubordo em terra antes de zarpar. Por isso o “PN” é mais felilz.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Jagderband#44
3 meses atrás

Olá Jagber. Estava zapeando umas dissertações sobre o comportamento do aço estrutural sob alta temperatura em simulações de incêndios, e alguns estudos avaliaram o problema da expansão das estruturas com junções fixas. Há uma combinação das forças geradas pela expansão do aço e do mudança da fluidez do aço quente. As vigas ficam muito deformadas próximo ás junções. Imagino que um submarino use poucos materiais combustíveis e até algum material antichama. Fiquei surpreso com o grau de deformação das peças estruturais. Há anos, um colega que comentava aqui tinha feito o mestrado estudando o aço usado nos SBR. Vou tentar… Read more »

Jagderband#44
Jagderband#44
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Penso eu que oS AÇOS HY (antigos) e HSLA 80/100 são menos suscetíveis à trincas resultantes de stress mecânico-térmico. Normalmente o módulo de Young é baixo, obviamente ele se utiliza de outras maneiras de resistir à propagação de trincas, normalmente solução sólida ou precipitação de segundas fases.

Gus Talking
Gus Talking
Reply to  Jagderband#44
3 meses atrás

Os aços de submarinos modernos, mormente o do Perle, não vão sofrer dano algum com esse incêndio, esse sub vai voltar a operar em pouco tempo, o resto é viagem na maionese de alguns foristas.

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
Reply to  Camargoer
3 meses atrás

Nao vão recuperar.

Melhor seccionar e colocar um Módolo novo.

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Fabio Araujo
3 meses atrás

espero que esteja destruído

Italo Souza
Italo Souza
Reply to  Fabio Araujo
3 meses atrás

Por se tratar de um incêndio isolado em apenas uma área, sim a parte danificada pode ser cortada e separada, inspecionada e substituída por uma nova seção, o prejuízo fica por conta dos equipamentos e peças, o aço é o de menos.

Dalton
Dalton
3 meses atrás

O “Perle” é o mais novo da classe e caso o reparo não compense do ponto de vista custo benefício, poderá ser retirado de serviço anos antes do previsto,
ocasionando um rombo na força submarina que levará alguns anos para sanar.
.
Lembra o caso do então USS Miami que em 2012 sofreu um incêndio devastador, só que de natureza criminosa, por conta de um operário do estaleiro
sofrendo de depressão que queria ir para casa mais cedo.
.
O “Miami” teria mais de dez anos de vida útil, mas, no fim os reparos não compensariam e ele foi inativado.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Dalton
3 meses atrás

Olá Dalton. Creio que o Perle entrou em serviço em 1990, portanto já estaria com 30 anos. A França está construindo uma nova classe de submarinos nucleares para substituir toda a classe Rubi nos próximos dez anos. Se for para fazer uma aposta, eu acho que ele não volta mais. e os quatro “Rubis” remanescentes vão permanecer em operação por uns 3 ou 4 anos além do planejado. Lembrando que isso é apenas achismo (do verbo “tenho convicção mas não tenho prova”).

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

O  Suffren já esta operacional ou ainda esta em testes?

Leonardo Costa da Fonte
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Aposto que não volta. Acho que deve ser bem difícil avaliar qual foi o impacto das altas temperaturas nas estruturas e como isto vai afetar os parâmetros de segurança do casco.

Dalton
Dalton
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Camargo…o “Perle” entrou em serviço em 1993, 1990 sendo o ano do lançamento ao mar.
.
O problema é que outro da classe o “Saphir” foi retirado de serviço ano passado conforme você sabe já que listou apenas 4 “remanescentes” e com os atrasos ocorridos com a nova classe a força baixou de 6 para 5 submarinos e poderá agora baixar para 4 , lembrando que o “Rubis” é um pouco mais antigo que o “Saphir”, então será difícil manter 6 unidades mesmo estendendo a vida de um ou dois.
 

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  Dalton
3 meses atrás

O Suffren, o primeiro classe Barracuda, foi entregue para testes ano passado com previsão de entrar em operação nesse ano, com isso a situação vai ser minimizada.

Dalton
Dalton
Reply to  Fabio Araujo
3 meses atrás

Ser comissionado ainda esse ano Fábio, não significará que estará pronto para missão e o primeiro da classe “Rubis” é até um pouco mais antigo que o “Saphir” que foi inativado ano passado, então não irá durar muito mais.
.
Não é o “fim do mundo”, mas, mesmo que o “Perle” retorne ele ficará indisponível por um bom tempo, outros submarinos terá que passar por manutenção de rotina e sempre poderá ocorrer mais atrasos no cronograma de entrega dos novos.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Dalton
3 meses atrás

Olá Dalton. Obrigado pela correção das datas. Fazendo futurologia, uma reforma do submarino para recuperar a parte atingida deve durar uns 4 anos (reprojeto, construção, montagem, testes). É o mesmo período que os franceses levariam para concluir um dos seus novos submarinos. Talvez os recursos seriam necessários na reforma de um submarino velho possam ser usados para acelerar a conclusão de um dos novos submarinos. Uma possibilidade seria uma ampla reforma do submarino danificado para aumentar seu tempo de vida-útil (e retardar sua aposentadoria ao invés de encurtar sua vida útil). O certo é que os franceses ficarão com sua… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

É o que penso também Camargo…por um tempo, caso o “Perle” não tenha conserto, os franceses terão que se virar com menos submarinos e isso poderá significar menos missões.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
3 meses atrás

The inferno that raged aboard the French Navy’s Perle nuclear submarine’s rear section on Friday morning may have sustained irreparable damage.”
https://www.defenseworld.net/news/27200/French_Nuclear_Submarine_May_have_Suffered_Irreparable_Damage_in_Fire#.XuTyy2hKjDd

Leonardo Costa da Fonte
Reply to  Fabio Araujo
3 meses atrás

Parece que há um erro na tradução da matéria! A matéria do Defenseworld diz que o incêndio foi na parte traseira (rear section), não foi na proa como traduzido aqui no site!

rommelqe
Reply to  Leonardo Costa da Fonte
3 meses atrás

Exato. E isso faz muita diferença (embora para efeitos praticos dê na mesma), pois o reator e todo o circuito nuclear fica na parte da popa. Aliás, conforme o link postado pelo Fabio Araujo (obrigado!) eles não só confirmam que o aço é o HY 80 como o casco virou um parafuso (“screwed”). Mas além de ser um dos pontos críticos (a estrutura está comprometida e nem precisa analisar se a ferrita é estável ou não por que o problema é mais de cunho estrutural do que metalurgico) o fato que grande parte dos sistemas e equipamentos certamente danificados requereriam… Read more »

Mazzeo
Mazzeo
Reply to  rommelqe
3 meses atrás

Caro Rommelqe,
 
Me desculpe o preciosismo, mas o “screwed” no texto original do defenseworld nã siginifica que virou um parafuso, mas é uma expressão usada com o significado de muito danificado com a intenção de mostrar perda total. Em linguagem coloquial significaria com problemas serios, ruined ou broken.
 

Clésio Luiz
Clésio Luiz
Reply to  Mazzeo
3 meses atrás

Em português seria algo como “ferrado”.

rommelqe
Reply to  Clésio Luiz
3 meses atrás

Prezados Clesio e Mazzeo: Sim é isso mesmo. Eu tive durante algum tempo um chefe ingles que coloquialmente usava a expressão “screw them ” com o sentido de apertar o fabricante (fazíamos inspeções em ….estruturas de aço…).
É lógico, pessoal, que não acredito que o Perle tenha virado um parafuso M 9500…rsrsrsrsrsr..

Antonio Palhares
Antonio Palhares
Reply to  rommelqe
3 meses atrás

rommelque
Exatamente.
Vai para o desmanche. Perda total. Não se pode brincar com coisa séria. ” É melhor fabricar um Sufrem novo”.

Dalton
Dalton
Reply to  Antonio Palhares
3 meses atrás

Apenas 6 “Sufren” serão construídos para substituir os
6 classe “Rubis”. A perda precoce do “Perle” poderá significar que por um tempo a força submarina tática contará com 4 unidades já que é provável que o mais antigo o “Rubis” seja retirado em breve não compensando
reabastecer o reator.
.
Com o tempo se voltará a ter 5 submarinos e finalmente 6
quando todos os classe “Suffren” estiverem em serviço.
 

Antonio Palhares
Antonio Palhares
Reply to  Dalton
3 meses atrás

Dalton.
Obrigado.

Top Gun Sea
Top Gun Sea
3 meses atrás

Depois de 14 horas de incêndio em ambiente totalmente enclausurado sobre alta temperatura e dilatação linear os danos na estrutura interna, revestimentos, juntas de soldas são irrecuperáveis. Da mesma classe o seu irmão Emeraude também já pegou fogo na casa de máquinas nos anos 1994 mas foi reconstruido haja vista que ainda estava bem novo. Do ponto de vista estrutural o Perle não seria PT, teria que remover os anéis ou chapas em sua linha de junção de solda a partir do ponto onde o incêndio não alcançou e refazer o externo e o interno como se estivesse terminando de… Read more »

Last edited 3 meses atrás by Top Gun Sea
Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Top Gun Sea
3 meses atrás

Que bom que você ja fez a inspeção e deu seu diagnóstico, e tido isso a partir de uma foto que não mostra nada, além de se adiantar a DCNS , que pelo visto está muito atrasada em relação a você. Parabéns!

Top Gun Sea
Top Gun Sea
Reply to  Luiz Galvão
3 meses atrás

Ainda existe tipos como você no fórum!!!

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Top Gun Sea
3 meses atrás

Existimos sim Top , seja lá qual for seu nome verdadeiro.

A bem da verdade hoje em dia nos que escrevemos baseado em fatos somos muito poucos aqui no Blog, Graças a gente do seu tipo que vem há tempos transformando isso aqui num super trunfo.

Top Gun Sea
Top Gun Sea
Reply to  Luiz Galvão
3 meses atrás

Sr. Luiz! Tu que não tem capacidade de formar uma opinião, fica tentando descontruir os argumentos de outros. Você é um especialista nisso! Hipócrita! 👈

Last edited 3 meses atrás by Top Gun Sea
Antonio Palhares
Antonio Palhares
3 meses atrás

Vai ser perda total.
Os materiais serão comprometidos em sua resistência e durabilidade.
Um prejuízo enorme material e estratégico para a França.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Antonio Palhares
3 meses atrás

Outro que já tirou sua conclusão a partir do achismo.

nonato
nonato
Reply to  Luiz Galvão
3 meses atrás

Colega, entendo seu posicionamento.
Mas grosso modo, ninguém aqui é especialista e pode cravar a gravidade e o destino do sub.
Portanto, para a maioria é mera opinião mesmo e não vejo problema nisso.
Mas posso esrar equivocado.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  nonato
3 meses atrás

Nonato,

Boa noite.

Sim, ninguém é especialista, mas penso que há uma diferença grande entre não ser especialista e falar absurdos, o que é escrito a rodo aqui no Blog.

Aliás esse mau hábito começou no Forte, passou no Aéreo e infelizmente chegou aqui no Naval.

É a minha opinião apenas.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Luiz Galvão
3 meses atrás

Olá Luiz. O “PN” continua sendo o meu favorito.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Oi Camargo,

O meu também.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  nonato
3 meses atrás

Olá Nonato. Tem colegas que tem conhecimento especializado em um ou outro assunto, mas concordo que a maioria são entusiastas, inclusive eu. Vamos aprendendo..

Antonio Palhares
Antonio Palhares
Reply to  Luiz Galvão
3 meses atrás

Senhor Luiz Galvão.
Se o senhor ACHA que uma estrutura que ficou pegando fogo durante 14 horas. Pode ser aproveitada em um submarino nuclear. Um equipamento que precisa funcionar no estado da arte. E ainda ACHA que qualquer que pense diferente, pratica o ACHISMO. Continue ACHANDO porque o senhor ACHA muito.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Antonio Palhares
3 meses atrás

Antonio Palhares, O achismo aqui é todo seu, decretando uma perda total baseado numa foto que não mostra nada e com informações superficiais. Veja por exemplo o caso do USS San Francisco que colidiu com uma elevação submarina perto de Guam em 2005. Um terço da proa do sub foi totalmente destruído , mas aí não houve achismos. Houve um trabalho técnico baseado em inspeção, recuperam o sub e o mesmo voltou ao serviço. Mas você, da sua poltrona na sua casa vendo uma foto que não mostra nada, já decidiu que é perda total. Portanto, mantenho meu comentário sobre… Read more »

Antonio Palhares
Antonio Palhares
Reply to  Luiz Galvão
3 meses atrás

Vou continuar achando que ouvir o Pink Floyd é melhor.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Antonio Palhares
3 meses atrás

Nisso concordo com você!

marcus
marcus
3 meses atrás

Parodiando o Zeca Pagodinho. Você sabe o que é submarino Nuclear? Nunca vi, nunca viajei, só ouço falar.
Em homenagem aos especialistas.
 

Last edited 3 meses atrás by marcus
Osvaldo serigy
Osvaldo serigy
3 meses atrás

Que notícia ruim! Graças a Deus não houve feridos!

Last edited 3 meses atrás by Osvaldo serigy
Renan
Renan
Reply to  Osvaldo serigy
3 meses atrás

Bom dia!
Se tratando de segurança nacional.
Para o Brasil é um probleminha a menos.

Pois quanto menos armas os franceses tiver menos eles vão poder opinar sobre Amazonas

eremildo
eremildo
3 meses atrás

Mais uma “merde” francesa…

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  eremildo
3 meses atrás

Olá Eremildo, aproveite para celebrar abrindo uma Don Perignon. Decadance avec elagance.

rommelqe
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Prezado Camargo, Dá uma olhada em: ” Propriedades Mecânicas e Microestruturais de Juntas Soldadas do Aço HY-80 pelos Processos Eletrodo Revestido e GMAW (Mechanical and microstructural properties of SMAW and GMAW welded joints of HY-80 steel)”   Mas como disse acima,certamente o maior problema do incêndio no Perle não é nem metalurgico nem estrutural (embora ambos os aspectos sejam pertinentes e provavelmente suficientes para refugar todo o submarino) mas sim que atingiu muitos equipamentos e sistemas. Acredito que tenha um grande numero de itens para cuja substitução signifique remover várias seções do casco para permitir a sua troca o que… Read more »

Dalton
Dalton
Reply to  rommelqe
3 meses atrás

Novamente fazendo um comparativo com o “Miami”, na época 2012, estimou-se em mais de 400 milhões de dólares para os reparos além de centenas que já se estaria gastando com a modernização que estava no início e que duraria 2 anos. . Os reparos também significariam que ao invés de dois anos se levaria 3 para trazer novamente o submarino ao serviço e com mão de obra e estaleiros limitados, haveria impacto sobre outros submarinos necessitando de manutenção/modernização. . Mesmo com a inativação do “Miami” por exemplo, outro submarino da costa leste o USS Boise, passou 3 anos atracado ao… Read more »

Camargoer
Reply to  rommelqe
3 meses atrás

Obrigado pela recomendação. Vou ler.

rui mendes
rui mendes
Reply to  eremildo
3 meses atrás

Pois, o líder da Al Qaeda do Magrebe Islâmico também dizia e fazia muita merda, mas a semana passada deixou de fazer, foi calado para sempre pelas forças especiais Francesas, com uma dica da DGSE, mas isso não é notícia por aqui, se fosse feito por forças de outras paragens, dava falatório por mais de uma semana e até filme. Quanto ao ”mais uma merde francesa” não te ”preocupes” pois eles sabem como construir Submarinos nucleares, e não precisam de ajuda.

Saulo
Saulo
3 meses atrás

Será a próxima sucata que a França empurrará pro Brasil depois do porta aviões São Paulo!

nonato
nonato
Reply to  Saulo
3 meses atrás

Estava pensando era empurrar isso para o Peru, que quer submarino para reformar.

Welington S.
Welington S.
Reply to  Saulo
3 meses atrás

O Almirantado é meio lelé da cabeça, mas nem tanto assim, rs.

Camargoer
Reply to  Welington S.
3 meses atrás

Olá Wellington. Já pensou se alguém tem a ideia de comprar o reator usado para instalar no SN10? Ainda vão dizer que a ideia foi de alguém aqui do PN.

pangloss
pangloss
Reply to  Camargoer
3 meses atrás

Camargoer, para ler com ironia, por favor: já que você deu a ideia, ela efetivamente é de alguém daqui do PN: você mesmo!!!!
Aliás, para não fugir do lugar comum, a Argentina vai mandar uma comissão para avaliar a possibilidade de aquisição do meio.

Camargoer
Reply to  pangloss
3 meses atrás

Olá Pangloss. Exato. Estas ironias se fecham como naqueles eventos do “de volta ao futuro”. A tentativa de evitar um evento se torna ela própria o próprio evento. Eu só não vou .e preocupar com a ideia dos argentinos adquirirem o reator, o risco são os chilenos que fazem mais com menos.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Camargoer
3 meses atrás

Camargo,

Não sei não. Em se tratando dos argentinos, melhor é um olho no padre e o outro na missa.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Luiz Galvão
3 meses atrás

Olá Luiz. Falando sério. Desde o acidente com o submarino argentino defendo repassar dois IKL/Tupi para a Argentina. É muito melhor ter a marinha argentina sendo parceira da MB e com capacidade de patrulhar o Atlântico Sul do que deixar os IKL parados.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Aliás, eu já penso que se a Argentina pagasse a manutenção dos dois submarinos para ser feita no Brasil já estava bem pago.

Marcos10
Marcos10
Reply to  Saulo
3 meses atrás

O problema do SP foi falta de manutenção adequada.
E a compra desse navio foi para atender a necessidade de passear pela baia da Guanabara, uma espécie de Opalão para passear no final de semana.

nonato
nonato
3 meses atrás

Parece que um outro submarino francês disparou um missil balístico no Atlântico.
https://www.thedrive.com/the-war-zone/34043/france-just-test-fired-a-submarine-launched-ballistic-missile-in-the-atlantic

Dalton
Dalton
Reply to  nonato
3 meses atrás

Longe de ser uma crítica aos britânicos que pagam pelo uso de mísseis intercontinentais americanos “Trident II” para seus submarinos estratégicos, graças a uma grande sinergia entre as duas nações, a verdade é que os franceses tiveram que se arranjar sozinhos e o míssil M 51,não fica devendo nada ao “Trident II”.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Dalton
3 meses atrás

Dalton,

Uma curiosidade sobre os franceses : Eles inverteram a lógica usada por outros paises e primeiro desenvolveram o SSBN para so depois construirem os SSN’s.

Camargoer
Reply to  Luiz Galvão
3 meses atrás

Caro Luiz. Eles estão certos. Os outros que fizeram errado.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Camargoer
3 meses atrás

Camargo,

Te peço a gentileza de explicar melhor.

Fizeram o mais difícil primeiro, então não vejo a lógica.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Luiz Galvão
3 meses atrás

Olá Luiz. Lembrando do livro do Alienista (do Machado) no qual o médico internou toda a cidade… até que ele percebeu que o diferente era ele. O que seria mais provável, uma pessoa ser a certa e toda a cidade doente? OU toda a cidade sadia e apenas o médico era o louco? Ele abriu as portas do hospício, soltou todo mundo e se trancou lá dentro. Sob o ponto de vista da maioria das marinhas, os franceses inverteram a lógica. Sob o ponto de vista dos franceses, eles estão certos e os ilógicos seriam todos os outros (Os norte-coreanos… Read more »

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Camaergoer
3 meses atrás

Na verdade os americanos inovaram com um sub convencional lançadores mísseis (Regulus) mas entendi a explicação.

Obrigado!

Dalton
Dalton
Reply to  Luiz Galvão
3 meses atrás

Não diria que fizeram errado, os outros, entenda-se americanos, britânicos e soviéticos praticamente
desenvolveram submarinos táticos e estratégicos ao mesmo tempo.
.
Os soviéticos ligeiramente na vanguarda com grandes submarinos convencionais com 3 mísseis na “vela” e os americanos pioneiros no uso da energia nuclear com o “George Washington” e 16 mísseis, comissionado em 1959, 5 anos após o comissionamento do “Nautilus”.
.
Como curiosidade, os franceses antes do comissionamento de seu primeiro SSBN, testou o conceito em um submarino convencional o “Gymnote” com 4 silos atrás da “vela”.
 

filipe
filipe
Reply to  Camargoer
3 meses atrás

O Brasil esta indo bem , primeiro o SSN e logo em seguida desenvolver o SSBN..

Dalton
Dalton
Reply to  Luiz Galvão
3 meses atrás

Sim, até porque De Gaulle não queria ficar atrás dos britânicos que comissionaram seu primeiro “SSBN” anos antes, não sentia-se confortável com o relacionamento especial entre britânicos e americanos e mesmo pediu para os militares americanos deixarem a França em meados da década de 1960, retirando-se do comando da OTAN, embora continuasse seguindo na organização. . Como curiosidade caso não saiba, quando de Gaulle pediu para que todo o pessoal militar americano deixasse a França o presidente Johnson teria argumentado se isso incluía as dezenas de milhares de americanos vítimas da Primeira e Segunda Guerra enterrados em solo francês o… Read more »

filipe
filipe
Reply to  Dalton
3 meses atrás

Esse General De Gaulle era um grande nacionalista , agora temos no nosso Jair Messias querendo fazer o mesmo pelo Brasil, se calhar agora vamos desenvolver uma doutrina defensiva com armas ofensivas (SSBN, SSN, SLBM /ICBM , Programa Nuclear Brasileiro) e sair do TPN.

Antonio Palhares
Antonio Palhares
Reply to  filipe
3 meses atrás

filipe
O problema ai consiste na diferença de intelécto,
vontade e capacidade. O General De Gaulle era um patriota, com visão estratégica do papel de seu país no contexto das nações importantes. E como, no episódio citado pelo Dalton. Sabia engolir sapos e não era um lambe botas. Outra coisa, jamais se colocaria de joelhos diante de um picareta chamado edir macedo.

Luiz Galvão
Luiz Galvão
Reply to  Dalton
3 meses atrás

Dalton,

Por conta dessa sinergia foi possível que o UK conseguisse lançar o seu primeiro SSN em tempo relativamente curto, o HMS CHURCHILL. Foi equipado com um reator Whesthinghouse americano. Um bom tempo depois foi que a RR conseguiu desenvolver o seu.

Dalton
Dalton
Reply to  Luiz Galvão
3 meses atrás

Não o “Churchill” Luiz e sim o “Dreadnought” de 1963 o primeiro submarino de propulsão nuclear do Reino Unido.
.
 

Marcos
Marcos
Reply to  nonato
3 meses atrás

2000 km de distância do Brasil e mesmo assim o míssil pode atingir qualquer área do país. Não é querendo entrar no delírio de guerra contra a França. Mas a verdade é que somos muito vulneráveis!
 
Um único míssil é capaz de fazer qualquer nação* da América Latina baixar a cabeça
 
*Hipoteticamente, a Venezuela é o único país da região capaz de interceptar mísseis balísticos.

Dalton
Dalton
Reply to  Marcos
3 meses atrás

Não, Marcos, a Venezuela não pode interceptar um míssil com a capacidade intercontinental do M 51 francês, que foi o lançado em um teste, com múltiplos veículos de reentrada com ogivas atômicas, nem americanos, por exemplo, podem faze-lo com garantias.

nonato
nonato
Reply to  nonato
3 meses atrás

Isto é, enquanto um submarino pegava fogo, o outro tocou fogo (fired) num missil…

Last edited 3 meses atrás by nonato
Marcelo R
3 meses atrás

Depois de 14 horas queimando… tá bem passado…e um legítimo churrasco gaúcho…de Fazenda lá dos pampas..

Camargoer
Reply to  Marcelo R
3 meses atrás

Olá Marcelo, depois de 14 horas queimando resina fenolica, o submarino foi rebatizado para “Perle Noir”.

Gabriel BR
Gabriel BR
3 meses atrás

Ainda bem que ninguém se feriu.
Dependendo da complexidade dos danos e do custo de reparo é capaz dele ir para o desmanche.

Luiz Trindade
Luiz Trindade
3 meses atrás

Que coisa heim… Seria de boa oportunidade a MB aprender com a Marinha Francesa sob em que condições aconteceu esse incêndio e como será feito a recuperação deste. Se é que vai acontecer neh Camargoer…

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Luiz Trindade
3 meses atrás

Olá Luiz. Acho que a lição a ser aprendida é como evitar que isso ocorra nos nossos submarinos. Acho que teve um incêndio há poucos anos em um submarino indiano e teve aquele no porta-helicópteros chinês.

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
3 meses atrás

Impressionante como ocorrem com certa frequência este tipo de acidente em doca seca. Acho que como é muito utilizado solda, o risco de incêndio é muito grande. Os Scorpenes ~sao baseados no ,mesmo desenho de casco dos “Rubis”, classificados como os menores Subs de Ataque do mundo de propulsão nuclear
 

Last edited 3 meses atrás by Marcelo Andrade
Fernando XO
Fernando XO
Reply to  Marcelo Andrade
3 meses atrás

Marcelo, embora tenhamos cuidados particulares com o corte e solda (deixamos um militar ao lado do soldador, portanto um extintor portátil… a faina demanda autorização prévia… local é do conhecimento do oficial de serviço), o risco é real… outro problema é a presença a bordo de pessoas de fora, as quais não tem o mesmo cuidado que o pessoal de bordo… abraço….

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
Reply to  Fernando XO
3 meses atrás

Valeu Fernando! Apareça mais vezes, estamos com falta de bons comentaristas!

Fernando XO
Fernando XO
Reply to  Marcelo Andrade
3 meses atrás

Prezado Marcelo, sempre que as fainas permitirem e eu possa falar sobre o tema… cordial abraço…

Esteves
Esteves
3 meses atrás

Não entendo nada de submarinos nem de incêndios em submarinos.   Posso pesquisar ligas e aços usados na construção desses submarinos. E dar palpites.   O que não posso fazer é tentar descobrir qual o impacto dessa baixa na Marinha Francesa. Impactos financeiros, operacionais e estratégicos. Não posso porque tenho a certeza que não encontrarei respostas. Precisarei de ajuda do Google tradutor, da publicação de matérias militares que deveriam reservadas serem e bastante tempo.Se.   Frequentemente vem a conta no PN que quem tem um não tem nenhum. E que quem tem 3 em tempos de paz tem 1…manutenções e… Read more »

Fernando XO
Fernando XO
3 meses atrás

O combate a um sinistro a bordo compreende diversas “fases”, desde o momento em que é descoberto o incêndio ou alagamento até o “fim de faina”… normalmente, o “incêndio sob controle” e “fogo extinto” ocorre nos primeiros momentos após o acionamento do grupo de controle de avarias… o que demora mais são as fases subsequente, tais como esgoto da água de combate ao incêndio e a ventilação do local afetado… portanto, podemos supor que esse evento foi grave, pois tudo acabou 14 horas depois, mas deve-se ressaltar que a faina em dique tem suas particularidades… em suma, o sub não… Read more »

rommelqe
Reply to  Fernando XO
3 meses atrás

Prezado Fernando: as consequencias pós “fogo extinto” realmente me parecem ser muito significativas (aliás quem sou eu para falar isso para o cmte XO…) mas entendo que quando estaleirado (ou mesmo na ativa) o sub pode ter um sistema de combate a incêndio interno do tipo “water mist” que não só extingue o incêndio como também preserva em grande parte os equipamentos subjacentes e evita por exemplo ter que esgotar água em profusão.. Até entendo que podem ter sido empregados esses meios la na França ( a USN usa em praticamente todas as suas embarcações) ou pode ser que tenham… Read more »

Luiz Floriano Alves
Reply to  rommelqe
3 meses atrás

Tem comentário sobre soldas de eletrodo revestido, para submarinos. Mas, esses cascos são soldados pelo sistema de arco submerso. Se obtêm maior qualidade e controle da metalurgia do material depositado. Eletrodo revestido só em retrabalhos localizados e fabricação de chatas fluviais,sem requisitos de qualidade para alta pressão.

rommelqe
Reply to  Luiz Floriano Alves
3 meses atrás

Prezado Luiz: o processo baseado em arco submerso é muito melhor em vários aspectos do que o eletrodo revestido. Mas como ele é limitado por questões de ter que conter o pó do fluxo (que protege a solda do contato com ar e no qual é “submerso” o eletrodo que corresponde ao metal de adição), normalmente é empregado em posições planas ou horizontais e não se aplica aos cascos de submarinos. O eletrodo revestido é amplamente empregado em muitas soldagens mas, como vc mesmo colocou, tem aplicação em retrabalhos e reparos. Por isso que naquele link de referencia que postei… Read more »

Fernando XO
Fernando XO
Reply to  rommelqe
3 meses atrás

Prezado rommelge, nós usamos sistema fixo de CO2 nas praças de máquinas… o invólucro das turbinas a gás também possuem esse recurso… o sistema de borrifo, nós o empregamos em determinados compartimentos, como paióis de munição e de tinta… nos demais locais, o agente a ser empregado dependerá da classe de incêndio… água, CO2 ou pó químico, basicamente… As 14 horas foram necessárias para todo o processo, como foi muito tempo, estimo que os estragos foram grandes… Boa a sua observação sobre o resfriamento, isso é algo que fazemos nos compartimentos adjacentes a fim de evitar que o incêndio seja… Read more »

rommelqe
Reply to  Fernando XO
3 meses atrás

Prezado Fernando XO, muito obrigado! Interessante esse aspecto. Imagino que de qualquer forma, é um acidente terrivel. Tive uma brevissima oportunidade de visitar o porta aviões Intrepid la em Nova Iorque (creio que vc ja o conheça assim como, sem contar o Minas Gerais e o Sao Paulo, vários outros) e notei que há várias tubulações de combate a incêndio que foram ao longo do tempo sendo substituidas – certamente por razões de obsolescencia – após terem sido introduzidos outros sistemas mais eficientes e também em decorrencia das profundas modificações que sofreu este belo navio. Várias destas tubulações mais antigas… Read more »