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Com sucessor atrasado, Austrália fará upgrade de submarinos classe Collins

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Submarinos australianos da classe Collins

Os submarinos da classe Collins da Austrália precisarão de uma reforma multibilionária para mantê-los ativos por mais uma década devido ao atraso na implantação dos submarinos franceses da próxima geração, que não estarão prontos para o serviço operacional até meados de 2030.

As reformas, no valor de “superior a A$ 3,5 bilhões” — pelo menos A$ 583 milhões por submarino — substituirão os motores e os geradores a diesel das unidades e atualizarão os principais sistemas.

As obras manterão os seis submarinos da classe Collins na água por mais 10 anos além de sua aposentadoria programada, protegendo-se de uma lacuna de capacidade à medida que a empresa francesa Naval Group construa uma frota de A$ 90 bilhões em novos submarinos da classe “Attack”.

A vida do primeiro dos submarinos Collins projetados nos anos 80 será estendida até 2038, enquanto o último dos submarinos reformados agora se aposentará até 2048.

O primeiro dos 12 submarinos de próxima geração do país — adquiridos sob o acordo com a empresa francesa — não estará pronto para o serviço operacional até pelo menos 2034.

O Ministério da Defesa revelou a um comitê parlamentar que o custo mínimo do programa de “extensão do tipo de vida” da classe Collins era de A$ 3,5 bilhões, mas não forneceria o orçamento exato para o programa.

FONTE: The Australian

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Fabio Araujo
Fabio Araujo
5 meses atrás

Eles partiram para fazer um projeto do zero e isso leva mais tempo, é como o nosso SBN muitas coisas estão sendo projetadas do zero. Se tivesse partido de um submarino existente as coisas andariam mais rápido.

Marcelo
Marcelo
Reply to  Fabio Araujo
5 meses atrás

mas a classe Attack e’ a versao convencional da classe Suffren, nuclear.

Mercenario
Mercenario
Reply to  Marcelo
5 meses atrás

Classe Suffren que, mesmo com mais de uma década de projeto, até o momento não resultou em nenhum submarino operacional.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
5 meses atrás

A Austrália jogou logo 90 bilhões de Trumps, bateram na mesa e falaram “EU QUERO 12 SUBS”. A Austrália não tá pra brincadeira

Luís Henrique
Luís Henrique
Reply to  Willber Rodrigues
5 meses atrás

62 bi de Trumps. 90 bi são dólares Australianos.
Mesmo coisa no valor da modernização dos Collins, 3,5 bi de dólares Australianos que equivalem à U$ 2,4 bi ou U$ 400 mi por submarino.

filipe
filipe
5 meses atrás

Acho que deveriam aprender com o Brasil…

Zorann
Zorann
Reply to  filipe
5 meses atrás

Você está sendo irônico né? Nós estamos com os prazos originais também muito atrasados (o cronograma original foi postergado em mais de 1 década por alegada falta de verba = falta de vergonha), fora um punhado de IKL aí parados a mais de 3 anos por falta de manutenção.
 
Nossa força de submarinos é uma piada…. devemos ter 1 operacional e olhe lá se não tem um punhado de restrições.

Wilson
Wilson
Reply to  Zorann
5 meses atrás

O que mais tem no mundo é programa militar atrasado e pelo mais variados motivos.(Falta de vergonha no Brasil reduz as verbas, na Argentina cancela os projetos militares na fase final vide a bomba Dardo II).

Peter nine nine
Peter nine nine
Reply to  filipe
5 meses atrás

Não percebi Filipe.

Paulo
Paulo
5 meses atrás

Parabéns Austrália!!! Um grande exemplo para os nossos almirantes. Uma marinha muito mais capaz que a MB com um efetivo muito menor. Navios modernos e de primeira linha. Sem contar uma força submarina de verdade.

João
João
Reply to  Paulo
5 meses atrás

Não é a MB que tem mais dentista do que boca? kkkk

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  João
5 meses atrás

Caro João. Ao contrário, são as nossas populações ribeirinhas que têm mais cáries.

Paulo
Paulo
Reply to  Camaergoer
5 meses atrás

Só acho que os ribeirinhos são um problema dos Estados e municípios e não dá MB.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Paulo
5 meses atrás

Caro Paulo. As forças armadas são há anos a principal presença do Estado em regiões isoladas. Quando esta população reconhece nas forças armadas o sentido de cidadania, isso reflete na própria noção de soberania nacional. Caso estas populações isoladas vejam as forças armadas com indiferença (ou desprezo), elas vão buscar o reconhecimento em outra fonte. As populações ribeirinhas são parte da sociedade brasileira, e por isso cabe ao Estado brasileiro (empregando os melhores meios disponíveis) apoia-las. O Ministério da Saúde poderia duplicar os esforços, e montar sua rede de navios de assistência hospitalar, mas isso deixaria os meios da MB… Read more »

Paulo
Paulo
Reply to  Camaergoer
5 meses atrás

Você explicou tudo. Mas a realidade nunca deveria ser esta. A MB deveria focar em defesa nacional e não assistencialismo ou lições de moral e cívica para garantir soberania. Esse sim é o papel da união, dos estados e dos municípios com os seus respectivos ministérios e secretárias (funcionário público é o que não falta para isso).O estado possui meios suficientes para apoiar os seus. O problema tá em como esses meios são empregados hoje (pra onde vai o dinheiro né?!)

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Paulo
5 meses atrás

Caro Paulo. O cenário ideal para o Brasil seria diferente em muitas coisas. De qualquer modo, o cenário real só vai ser alterado com muito esforço e paciência. Para isso, é necessário evitar a versão e se ater aos fatos. Por exemplo, o número de funcionários do executivo federal hoje é menor do que era na década de 90, consistindo principalmente de servidores com nível superior e pós-graduação (salário médio de R$ 8 mil). Houve um aumento no número de servidores municipais, essencialmente na área de educação e na área de saúde (salário médio R$ 2 mil). Dados do IPEA.… Read more »

Paulo
Paulo
Reply to  Camaergoer
5 meses atrás

Sim realmente. Vamos a um exemplo. Dispomos de um dos maiores orçamentos militares do mundo. No entanto nossas forças militares não estão entre os melhores exemplos de modernidade e efetividade. A pergunta é pq? Será pq gastamos a maior parte do orçamento com salários, aposentadorias e pensões? Até a Maitê Proença é pensionista. Pq uma marinha com 70.000 mil homens com uma esquadra ineficiente? 300 dentistas são realmente necessários? Ahh, mas na década de 90 era assim… infelizmente o Estado brasileiro é muito inchado e pouco produtivo. Vemos exemplos recentes em outros países onde o servidor do Estado faz merda… Read more »

M65
M65
Reply to  Camaergoer
5 meses atrás

Operações de Assistência Social ACISO ocorrem há décadas na Região Norte. As comunidades isoladas atendidas no contexto das décadas de 60/80 via FAB (Catalinas, DC-3), hj via MB com seus navios. A preocupação atual é que os carentes ribeiros sejam aliciados por criminosos. Falta o básico no interior, no estado Amazonas (maior estado da Federação) são 61 municípios, todos com Hospitais, mas nenhum com UTI o que só foi evidenciado agora com a Pandemia.

Camargoer
Reply to  M65
5 meses atrás

Olá M65. Você tem razão. Elas eram importantes antes e são mais importantes agora em um contexto de epidemia e emergência sanitária. O que desanima seria ler os comentários criticando esse tipo de missão ou aqueles que dizem que as forças armadas não devem se preocupar com o impacto econômico ou com a geração de empregos durante a aquisição de material militar.

Edson Parro
Edson Parro
Reply to  M65
5 meses atrás

Então M65; cadê os Governadores e Prefeitos, com suas estruturas (pessoas, equipamentos, unidades…) de Secretarias de Saúde?
Parece-me que as verbas federais são repassadas regularmente.

Edson Parro
Edson Parro
Reply to  Camaergoer
5 meses atrás

Camargoer; mas Estado, no sentido de ente da Federação e não esse que você mencionou. Deve-se cobrar os Governadores e os Prefeitos e não a Marinha do Brasil. A Marinha do Brasil pode servir de agente facilitador, devido aos meios de transporte que detém, mas responsabilidade efetiva (e para isso recebem verbas federais) é exclusivamente de Governadores e Prefeitos através das Secretarias de Saúde. A meu ver, o ideal é que um determinado conjunto de prefeituras façam um consórcio e adquiram esses meios necessários e não fiquem absolutamente na dependência da Marinha do Brasil. Além do que, dificilmente, esses meios… Read more »

Matheus
Matheus
Reply to  Paulo
5 meses atrás

Chupa mais

Jelton Carlos Mota da Silva
Jelton Carlos Mota da Silva
5 meses atrás

Gastaram muito e vão gastar mais ainda com o up grade dos Collins.Se tivesse sido mais humilde, teriam gastos esses 3,5 bilhoes em meia duzia de U214 ou uns 4 ou cinco scorpenes, para depois gastar mais um pouco com versoes mais avançadas.

Dalton
Dalton
Reply to  Jelton Carlos Mota da Silva
5 meses atrás

Os australianos necessitam de grandes submarinos até maiores que os atuais
pois necessitam ter um grande alcance para chegar onde precisam e um bom estoque de armas, então para as necessidades deles, “214” e “Scorpene” não servem, até mesmo o “Soryu” japonês não apresentou o alcance necessário e
foi descartado.

Edson Parro
Edson Parro
Reply to  Dalton
5 meses atrás

Dalton meu caro, no seu entender a Austrália teria necessidade (nem sei se poderia) ter SSBN?
Saudações
 
 

Last edited 5 meses atrás by EParro
Dalton
Dalton
Reply to  Edson Parro
5 meses atrás

Edson, nem necessidade nem recursos para tal. Os EUA e RU garantem a dissuasão nuclear e um SSBN australiano seria até redundante, provavelmente compartilhando mísseis “Trident” que seriam embarcados na costa oeste dos EUA e devolvidos após a patrulha, como aliás ocorre com os SSBNs britânicos que os embarcam e os devolvem na costa leste dos EUA . . O que se discute é se à Austrália deveria ter o “SSN” ao invés de grandes submarinos convencionais e isso apresenta problemas, primeiro introduzir uma indústria nuclear e segundo poder financiar um número maior de unidades, pois, ter 6 submarinos é… Read more »

Fabio Araujo
Fabio Araujo
5 meses atrás

A Austrália tem que investir pesado em defesa, já sofreram com os japoneses na Segunda Guerra e agora a ameaça são os chineses.

Guilardo Pedrosa.
Guilardo Pedrosa.
Reply to  Fabio Araujo
5 meses atrás

Pergunto a vcs que entendem muito do assunto. Os nossos quatro Tupis estão em tão lastimável situação que não sirvam sequer para uma reforma ? O Brasil pode se dar ao luxo de vender tais subs se nem sequer consegue manter uma frota razoável para operar? Porquê o Peru, que já opera 6 subs quer os Tupis se eles já não servem para o Brasil ? Porquê o Brasil se desfez dos Mirage 2000 se a própria França e mais uma dezena de países continuam a operá-los ?

Ernani Borges
Ernani Borges
Reply to  Guilardo Pedrosa.
5 meses atrás

“Porquê o Brasil se desfez dos Mirage 2000 se a própria França e mais uma dezena de países continuam a operá-los ?”
 
Custo muito alto. Relação custo X benefício não vale a pena.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Ernani Borges
5 meses atrás

Caro Ernani. Eles foram revisados na França antes de serem entregues ao Brasil, o que permitiu que voassem um determinado número de horas (só não lembro agora os números) até precisarem de uma nova revisão (principalmente as turbinas). Quando eles completaram esse ciclo, a FAB decidiu retira-los de operação e transferir alguns F5EM para Anápolis, que serão substituídos pelos F39E que serão entregues a partir do próximo ano. Caso eles tivessem sido revisados, estariam voando até agora. É um excelente aparelho, mas é preciso lembrar que a FAB recebera F39 novos, com aviônica superior ao dos M2000. O mesmo acontece… Read more »

Lu Feliphe
Reply to  Camaergoer
5 meses atrás

Olá Camaergoer, vou complementar o seu comentário, a hora de vôo atingida era de 10,6 mil horas de vôo.

Camargoer
Reply to  Lu Feliphe
5 meses atrás

Olá Lu. Obrigado. Eram 12 aeronaves, então cerca de 800 horas em cada uma, operando por 5 anos, foram 200 horas por aeronave. Eu todo 5 mil km por ano com meu fiestinha 2002, a uma velocidade média de 40 km/h. Ou seja, a FAB voou mais com os M2000 por ano do que eu rodo com meu carro para ir e voltar só trabalho… vantagens de morar no interior de SP.

Luís Henrique
Luís Henrique
Reply to  Camaergoer
5 meses atrás

Os M2000-C que operamos não podia utilizar o MICA. Usava míssil SARGH super 530D, um míssil que não é Fire and Forget com tecnologia da década de 80.
Para modernizar os M2000 para o padrão -5 como fez a Índia, a conta ficaria uma fortuna e provavelmente inviabilizaria o FX2.
 
A Índia pagou mais de U$ 40 mi em cada M2000 modernizado. Fora os armamentos, pagou mais uma fortuna em mísseis Mica, etc.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Luís Henrique
5 meses atrás

Olá Luis. Você lembrou bem do problema do armamento. Os M2000C da FAB eram superiores aos F5EM e, obviamente, inferiores ao F39E/F. Por mais que eu seja fã dele, acho inclusive (retrospectivamente) a FAB errou ao adquirir o M2000C ao invés de modernizar os F5E estocados. É fácil ser profeta do passado. Então é olhar para frente e bater palmas para o F39, o KC390, o SBR, as FCT e o SNB.

Luís Henrique
Luís Henrique
Reply to  Ernani Borges
5 meses atrás

Caro Ernani, O Mirage 2000-C entrou em serviço em 1984. A França utiliza cerca de 30 Mirage 2000-5F que eram C e foram modernizados. E operam cerca de 70 Mirage 2000-D que é uma versão mais nova, que entrou em serviço em 1995. Ou seja, 11 anos mais novo que o Mirage 2000-C que foi a versão que o Brasil operou brevemente.   Os Mirage 2000-D já passaram por 2 processos de modernização, após os anos 2000. E possuem capacidade de operar com mísseis Mica, armamento nuclear e principalmente para missões de ataque.   O Brasil, tem como requisito principal,… Read more »

Luís Henrique
Luís Henrique
Reply to  Luís Henrique
5 meses atrás

Me refiro à missão principal de superioridade aérea, onde os M2000 eram lotados, ou seja, no 1o GDA.
Em performance de vôo os M2000 são caças com C maiúsculo, diferente dos F-5.
Mas em termos de eletrônica embarcada e armamentos, os F-5M estavam à frente.
 
A modernização era o caminho, mas a FAB avaliou que não compensava, pois o custo era muito alto.

jodreski
jodreski
Reply to  Ernani Borges
5 meses atrás

Se os Mirage 2000 tivesse sido comprados NOVOS ou tivessem sido compradas células com poucas horas de voo, estariam voando até hj, ele era um caça tampão, sempre foi. Compraram os caças para que eles pudessem voar X horas, porém as X horas que eles dispunham não foram suficientes devido ao atraso do programa FX e FX-2. Vale lembrar que o culpado por isso foi o executivo. Então o cronograma estabelecido pela FAB foi pro espaço! Já era sabido que não compensava revitalizar os M-2000 após as hora de voo que ainda dispunham. Aquela conta não fechava. Simples assim!

Wilson
Wilson
Reply to  Guilardo Pedrosa.
5 meses atrás

Não vale a pena estender a vida útil da classe Tupi sendo que a classe sucessora já está em construção e o primeiro deles é para entrar em serviço esse ano, assim como é para o segundo ser lançado ao mar esse ano, gastar dinheiro com a classe Tupi no sentido de estender sua vida útil para continuar servindo a MB não vale o investimento.   Sobre a tal venda, o Peru está buscando substituir 2 submarinos que são ainda mais velhos que os Tupi e menores, mas não tem nada confirmado de que essa tal venda venha a acontecer.… Read more »

Guilardo Pedrosa.
Guilardo Pedrosa.
Reply to  Wilson
5 meses atrás

Ok

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Wilson
5 meses atrás

Olá Wilson. Sobre os Tupis, é preciso levar em conta o fato de neste instante Itaguaí está sendo usada para a construção dos SBR. Em poucos anos (2 ou 3) o estaleiro terá alguma capacidade ociosa que poderá ser usada para a manutenção dos IKL/Tupi, caso a MB considere possível operar uma frota maior de submarinos convencionais. Acho que não existe necessidade para construir os SBR e fazer a manutenção dos IKL/Tupi ao mesmo tempo (os SBR em Itaguai e os Tupi no AMRJ).

Wilson
Wilson
Reply to  Camaergoer
5 meses atrás

Eu não tenho certeza sobre uma capacidade ociosa, pois se a seção de qualificação do SN-BR for aprovada nesse meio tempo até 2022 a construção do mesmo iniciará rapidamente e ele ocupará praticamente toda a capacidade ociosa das instalações.
 
Tenho certeza que a MB quer concentrar os trabalhos de construção e manutenção em Itaguaí liberando o AMRJ para os trabalhos com os navios e que quer ter uma frota maior de subs convencionais (lembro do PAEMB falando em uns 12 pra mais de subs convencionais e uns 5 ou 6 nucleares), o que falta como sempre é money.

Xerem
Xerem
Reply to  Wilson
5 meses atrás

Viram nao e virao essa nova geração nao acerta uma putz !

Wilson
Wilson
Reply to  Xerem
5 meses atrás

Pode explicar qual foi o erro ortográfico que eu cometi?
(Pelo menos eu busco evitar ao máximo comer os acentos, poderia ter colocado em seu comentário também, pois facilitaria a compreensão do mesmo).

Luís Henrique
Luís Henrique
Reply to  Wilson
5 meses atrás

Wilson, 4 submarinos SBR para o Brasil é muito pouco.
A Colômbia possui 11 submarinos. O Peru possui 5 e quer mais.
O Brasil devido seu poder econômico e tamanho deve possuir uma frota bem maior.
 
Caso a intenção seja vender os 4 IKL e adquirir outro lote de 4 SBR, com a ideia de padronização, ai considero um bom planejamento.
 
Mas caso ainda não exista verba disponível para novos lotes de SBR, deveríamos sim modernizar os 4 Tupi e manter 9 submarinos na MB.

Wilson
Wilson
Reply to  Luís Henrique
5 meses atrás

Concordo que é pouco e pelo que já li a respeito a MB também considera pouco, a tal intenção de vender 2 IKL para o Peru não foi mencionada no documento assinado por ambos países no que se refere a área naval.   Não sei se vale a pena mais uma modernização nos 4 Tupi devido a idade deles, nesse ponto considero mais vantajoso investir no SNBR que supera os 4 em desempenho e letalidade, mas digo que os IKL são um excelente projeto, só não sei se vale a pena investir milhões para estender a vida útil deles em… Read more »

Luís Henrique
Luís Henrique
Reply to  Wilson
5 meses atrás

A MB já modernizou todos os submarinos com novo sistema de combate e torpedos americanos MK-48. O 1o a ficar “pronto” foi o Tapajó em 2011. E poucos anos atrás que todos os 5 receberam as modernizações.   Ou seja, os 5 estão recém modernizados.   O que os submarinos precisam são de PMG.   Algo normal para todo navio.   O que foi divulgado é que a MB pretendia trocar a motorização do Tapajó e do Timbira (em vez de 4 motores antigos, 2 motores novos mais potentes). E esses motores substituídos, seriam removidos e guardados para serem usados… Read more »

Luís Henrique
Luís Henrique
Reply to  Wilson
5 meses atrás

Um complemento:
O Tupi é de 89. Os demais da década de 90. O Tapajó de 1999 e o Tikuna de 2005.
Existem dezenas de Type 209 construídos na década de 70 e continuam em operação.

Wilson
Wilson
Reply to  Luís Henrique
5 meses atrás

Faço apenas uma observação, todos esses IKL 209 dos anos 70 com certeza passaram por um processo de extensão da vida útil e terão que ser substituídos ou na segunda metade dessa década ou no começo da próxima.

Dalton
Dalton
Reply to  Luís Henrique
5 meses atrás

A Colombia tem apenas 2 velhos “209” cuja disponibilidade pelo que li não é muito boa e 2 velhos “206” ainda menores, o restante sendo mini submarinos.

nonato
nonato
Reply to  Wilson
5 meses atrás

Mas acho que número é importante.
Ter 8 submarinos é melhor do que 4.

Wilson
Wilson
Reply to  nonato
5 meses atrás

Com certeza, tanto números quanto qualidade, o difícil é equilibrar ambos.

Italo Souza
Italo Souza
Reply to  Guilardo Pedrosa.
5 meses atrás

A resposta para sua pergunta está no “interesse”, oque adianta você entregar um Samsung S20 nas mãos de alguém que quer um iPhone Compreende ? O S20 pode até ser melhor que o iPhone, mas os olhos estão interessados no iPhone, esquecem o custo benefício e vão ao status. A FAB já estava de olho no Gripen a muito tempo, se ela tivesse reformado os mirage, o governo no liberaria a compra via processo Fx2, isso seria o mesmo que tirar os iPhones tão sonhados da FAB. Isso também serve para a MB, ela sonhava a muito tempo com um… Read more »

Zorann
Zorann
Reply to  Guilardo Pedrosa.
5 meses atrás

Quanto aos Tupis…. eles são ainda muito válidos, tanto para nós, quanto para qualquer país que decida fazer as manutenções e modernizações necessárias.
 
A questão é que aqui preferimos pagar salários do cabidão, do que modernizar e manter nossos submarinos.
 
Procure saber se alguma vaga foi extinta pela alegada “falta de verbas”. Você vai ver que o efetivo só aumentou, mesmo não tendo dinheiro para fazer o mínimo = navegar.

Luís Henrique
Luís Henrique
Reply to  Zorann
5 meses atrás

As 3 forças estão comprometidas à reduzir o efetivo em 10% nos próximos anos, se não me engano, até 2029.
Consta no plano de reorganização das forças que foi recentemente aprovado.

Luís Henrique
Luís Henrique
Reply to  Guilardo Pedrosa.
5 meses atrás

Ops. Abaixo eu respondi para o Ernani, mas na verdade era para o colega Guilardo.

Dalton
Dalton
Reply to  Guilardo Pedrosa.
5 meses atrás

Guilardo, os submarinos peruanos estão em um patamar abaixo dos brasileiros e há necessidade de se retirar de serviço pelo menos dois deles e manutenções e modernizações reduzem a disponibilidade dos demais, daí o interesse pelos dois “Tupis”.
.
Também por conta do Chile, o grau de percepção de ameaça do Peru
é alavancado, então, é mais justificável perante a população tal
investimento.

Zorann
Zorann
Reply to  Fabio Araujo
5 meses atrás

Aqui investimos pesado em defesa e não temos nada.
 
Não entendo esta lógica de querer justificar nossos maus gastos, por não termos ameaças.

Altair Marques
Altair Marques
5 meses atrás

No mundo todo os prazos para troca de frotas nunca batem e sempre há de se estender um pouco mais a atual….Grandes operações que envolvem muitas empresas/dinheiro/governos e pessoas…..complicado em qq lugar!

WSMDAL
WSMDAL
5 meses atrás

A MB da Australia possui 16.000 efetivos contra 80.000 da MB.
 
Requisitos únicos levaram a proposta francesa, com uma nova classe, a vencer a concorrência.
Basicamente os subs têm que sair de uma base na costa do Leste, patrulhar no meio do Pacífico e regressar em uma base na costa Oeste, atendendo a requisitos de velocidade X tempo submerso X autonomia X tripulação e espaço adequados para missões longas X armamento. Nenhum submarino convencional em operação atendia a esses requisitos. A opção natural seria a propulsão nuclear, mas a oposição da população contra esse tipo de tecnologia inviabilizou essa opção.
 

Salomon
Salomon
Reply to  WSMDAL
5 meses atrás

É uma questão simples: dos 16k da Austrália quantos são barbeiros, dentistas, garçons…e diga se eles tem um “Centro Cultural” caríssimo e sem nenhum sentido, como nós temos na Av 9 de Julho, SP, Capital.

WSMDAL
WSMDAL
Reply to  Salomon
5 meses atrás

Menos gastos com pessoal => mais recursos para investimentos e custeio

WSMDAL
WSMDAL
Reply to  WSMDAL
5 meses atrás

Frota hoje:
comment image?itok=XJIa5OQ2
 
Frota futura:comment image

filipe
filipe
Reply to  WSMDAL
5 meses atrás

O Brasil têm 210 milhões de habitantes e a Austrália têm 21 milhões de habitantes (O Brasil têm 10 vezes mais população), logo é lógico que a MB tenha 5 vezes mais efectivos do que a Marinha Australiana, nada mais lógico. É bom lembrar que a MB esta a desenvolver um Submarino Nuclear SNBR , a Austrália ainda esta um pouco atrás em relação ao Brasil… O Brasil vai fazer parte do selecto grupo de 6 nações (EUA+ Rússia + China + França + Reino Unido + Índia).

WSMDAL
WSMDAL
Reply to  filipe
5 meses atrás

 
Então a MB tb tinha que ser 5x maior em equipamentos que a Australiana, não?
Mas há outro aspecto…com 10x menos habitantes, o PIB australiano é 76% do PIB brasileiro.
Lembrar que praticamente todos os navios na Marinha Australiana foram construídos localmente.
 

nonato
nonato
5 meses atrás

É muita demora esses submarino australianos..
Vão ficar prontos em 2038?
Enquanto os chineses ficam construindo submarinos esperar 18 anos é muito tempo.

WSMDAL
WSMDAL
Reply to  nonato
5 meses atrás

O 1o deve entrar em operação em 2034, daqui a 14 anos. Enquanto isso continuam com os seus 6 Collins. De qq forma eles não têm que fazer frente aos chineses sozinhos.

nonato
nonato
Reply to  WSMDAL
5 meses atrás

Mas os Collins vão passar por manutenção.
Quem gasta 60 bilhões de dólares para comprar 12 submarinos certamente quer grande poderio.
Daqui a 15 anos, tudo pode ter mudado.
Talvez submarinos tenham se tornado obsoletos.
Acho tempo demais.

WSMDAL
WSMDAL
Reply to  nonato
5 meses atrás

Se isso acontecer, embora improvável visto as novas classes em desenvolvimento pelas grandes potencias, não serão construídos 12.

WSMDAL
WSMDAL
Reply to  WSMDAL
5 meses atrás

Japão + EUA + Austrália + India + Canadá + …