quinta-feira, maio 26, 2022

Saab Naval

Austrália e Japão juntam-se aos EUA para exercícios navais trilaterais

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br
Aeronaves da Carrier Air Wing 5 sobrevoam os navios do Ronald Reagan Carrier Strike Group, da Marinha Real Australiana e da Força Marítima de Autodefesa do Japão em formação em 21 de julho

MAR DAS FILIPINAS — A Força Marítima de Autodefesa do Japão (JMSDF), a Força de Defesa Australiana (ADF) e o Ronald Reagan Carrier Strike Group iniciaram um exercício trilateral no Mar das Filipinas, em 19 de julho.

As forças navais dos EUA operam rotineiramente ao lado de aliados regionais, fortalecendo compromissos compartilhados com a estabilidade regional e um Indo-Pacífico livre e aberto por meio de treinamento e cooperação integrados.

“A oportunidade de trabalhar ao lado dos EUA e do Japão é inestimável”, disse o comodoro Michael Harris, comandante do Australian Joint Task Group. “Manter a segurança no mar exige que as marinhas sejam capazes de cooperar perfeitamente. A tarefa combinada entre nossas marinhas demonstra um alto grau de interoperabilidade e capacidade entre a Austrália, os EUA e o Japão.”

Durante o período de exercício cooperativo, os participantes irão operar e treinar juntos, exercendo operações marítimas integradas em um ambiente de combate de guerra em todos os domínios. Os compromissos profissionais integrados permitem que a Marinha dos EUA e seus aliados tenham a oportunidade de desenvolver relacionamentos fortes existentes e melhorar a prontidão coletiva e a resposta a qualquer situação.

A Austrália e o Japão promoveram alianças de longa data com os Estados Unidos. Este ano também marca o 60º aniversário do tratado de cooperação e segurança mútuas entre os Estados Unidos e o Japão.

“Acredito que o fortalecimento da cooperação com a Marinha dos EUA e a Marinha Real Australiana é de vital importância para o Japão e também contribui para um Indo-Pacífico livre e aberto na região”, disse o capitão Sakano Yusuke, comandante da Divisão de Escolta 4. “A experiência neste exercício nos dará vantagens táticas e operacionais e fortalecerá nossas amizades, além de nossos exercícios conjuntos regulares com ambas as marinhas que pensam da mesma forma.”

O Ronald Reagan Carrier Strike Group, consiste na Carrier Air Wing 5, o cruzador de mísseis guiados USS Antietam (CG 54) da classe Ticonderoga e o destróiers de mísseis guiados USS Mustin (DDG 89) da classe Arleigh Burke. O ADF Joint Task Group compreende os navios HMAS Canberra (L02), Hobart (DDG 39), Stuart (FFH 153), Arunta (FFH 151) e Sirius (O 266). O participante da JMSDF é o JS Teruzuki (DD 116).

“A interoperabilidade de ponta que desfrutamos com a JSMDF e a ADF nos fornece a capacidade única de nos encontrar no mar e operar imediatamente em um nível avançado. Isso destaca a natureza duradoura de nossas alianças com o Japão e a Austrália”, disse o capitão Russ Caldwell, comandante do USS Antietam. “Os Estados Unidos têm a sorte de operar rotineiramente ao lado de seus aliados em todo o Indo-Pacífico, e operações coordenadas como essas reforçam nossos compromissos mútuos com as normas marítimas internacionais e promovem a estabilidade regional”.

O Ronald Reagan Carrier Strike Group é o único grupo de ataque em posição avançada da Marinha dos EUA e um dos símbolos de resolução mais visíveis da América. A operação em conjunto com aliados da ADF e JMSDF fortalece o compromisso coletivo de cada país com a ordem internacional baseada em regras.

FONTE: U.S. Pacific Fleet

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TeoB

É, se queriam demonstrar força o fizeram!
como diz do ditado se não consegue brincar não desce pro play…

Jagderband#44

Chinês pira.

Rodrigo Maçolla

Muito poder juntos e Lindas Fotos !!! pra quem sera que estão mandando recado ??

Fabio Araujo

Com certeza, e se levar em conta o exercício dos EUA com a Índia o recado esta mais do que claro.

Kemen

Notei que nas belonaves japonesas tudo é apertadinho, o espaço é muito aproveitado.

Rodrigo

Para toda ação, existe uma reação…E que Reação.

Funcionário dos Correios

Que cabeçada os Chineses deram, arrumaram treta com um monte de países, e agora estão numa posição que se derem para trás, vão ficar mal na fita

Last edited 1 ano atrás by Alexandre Galante
Rodrigo

O pior ainda ta por vim…que e a reação econômica anti china…China caminhando o mesmo caminho da ex URSS

Doug385

Estão querendo arrumar treta fronteiriça até com os russos por causa de Vladivostok.

Last edited 1 ano atrás by Doug385
Teropode

Segundo um expert que comenta por aqui a treta não passa de puro fingimento , na verdade estão distraindo os rivais , portanto a galera oriental pode ficar sossegada .

ed75

Sem falar no que está ali “embaixo da água”…

GFC_RJ

Po… estas fotos do JSG vale um protetor de tela maneiro, hein!

Dalton

E o USS Nimitz que está a caminho do Mar da Arábia perfilou com 4 navios da marinha indiana no Índico. O mundo realmente dá voltas, em dezembro de 1971 o USS Enterprise foi destacado do serviço no Vietnã para se necessário apoiar o Paquistão então em guerra contra a Índia enquanto navios soviéticos deveriam fazer o mesmo pela Índia. . Uma maior aproximação entre EUA e Índia será benéfica para ambas as nações até porque ambas enxergam a China como uma potencial ameaça enquanto a Rússia apesar de grande parceira da Índia, não vê motivos para demonstrar apoio contra… Read more »

JuggerBR

Como estarão as medidas sanitárias contra o Covid nestas embarcações? Já está demonstrado que navios são os ambientes mais favoráveis à contaminação em massa. Exercícios desses só potencializam este risco.

Plinio Jr

Não basta construir trocentos navios por ano, qualidade, conhecimento e experiência acumuladas há décadas em conflitos, missões e treinamentos não podem ser copiados do dia para noite…..

Esteves

Não será fácil vender uma guerra nos dias de hoje. Religião? A China não liga pra isso. Etnias? Tibet, Mongólia e até as fronteiras com a Rússia são ioga e meditação. Fronteiras? Tão de brincadeira. A expansão naval chinesa não é maior que a expansão e vigilância marítimas que os americanos fazem no Ártico, no Atlântico, no Mediterrâneo, no Pacífico… Motivos econômicos. Pirataria, controle sobre propriedade industrial, patentes como a disputa atual por vacinas que custam 6 dólares para serem produzidas e…serão vendidas aos governos por 30 mil dólares cada dose, o 5G da Huawei, o 6G, o 7G, o… Read more »

pgusmao

Essa foto tem mais poder de fogo que toda Marinha do Brasil junta!!!

Allan Lemos

Ora ora parece que temos Sherlock Holmes aqui.

Rafael

Uma foto em mar aberto sem nenhum navio seria a mesma coisa.

Thiago

Voce quis dizer de todas as Marinha de guerra da AL juntas! nada abaixo da fronteira do Rio Grande pode ser comparado. É complicado encontrar uma fragata ( nova e no estado da arte só nos sonhos) imagina um destroyer ou um LHD como o Canberra. A China que a é a China tem dificuldades para lidar esse com tipo de “diplomacia” , a AL então sem chances. Mas não se preocupe até quando seremos obedientes e bem comportados não há perigo, pelo contrário, poderemos ganhar umas boas gorjetas e quem sabe as migalhas da refeição do patrão para levar… Read more »

Luiz Trindade

Mandar um aviso para a China… Eles podem até produzir navios em linha de produção para passar a Marinha dos EUA, porém as Marinhas combinadas fazem melhor do que uma… A China vai chiar, reclamar, bater o pé e fazer beicinho, porém os EUA estão lembrando porque assumiram a posição de policial do mundo…

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