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Confirmada a venda de duas fragatas FREMM ao Egito

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FREMM Spartaco Schergat

Por Giovanni de Briganti

PARIS — O estaleiro italiano Fincantieri se comprometeu a entregar duas novas fragatas da classe FREMM à Marinha italiana até 2024 para substituir os dois navios que estão sendo vendidos para o Egito, disse o ministro da Defesa italiano Lorenzo Guerini em uma audiência parlamentar em 28 de julho.

Esta é a primeira confirmação ministerial de uma venda de armas de vários bilhões de euros da Itália para o Egito, que tem sido relatada regularmente na mídia italiana nos últimos dois anos. As reportagens também mencionaram corvetas, helicópteros e dois ou quatro esquadrões da Eurofighters, com um valor total de até 9 a 10 bilhões de euros.

O compromisso de entregar dois novos navios até 2024 é baseado na assinatura de um contrato até o final do ano, disse um alto funcionário do setor em 30 de julho. “As negociações foram aprovadas, mas a assinatura do contrato não acontecerá até que o governo emita as licenças de exportação”, disse ele. O contrato será assinado diretamente pela Fincantieri com o governo egípcio.

Falando ao “Comitê Regeni”, um painel parlamentar ad-hoc que analisa o desaparecimento de Giulio Regeni, um estudante italiano da Universidade de Cambridge cujo corpo torturado foi encontrado em uma vala no Cairo em março de 2016, vários dias depois de seu desaparecimento, Guerini disse “não vejo nenhum risco à nossa capacidade de executar as tarefas atribuídas”.

Uma das linhas de investigação do painel é determinar se a Itália deve fornecer armas de ponta a um governo que não apenas é regularmente criticado por sua brutalidade e violação dos direitos humanos, mas cuja polícia secreta também é amplamente responsabilizada pelo seqüestro, tortura e assassinato de Regeni.

A venda das duas FREMMs marca uma reversão para a França, cujo Naval Group havia vendido uma fragata FREMM, dois navios anfíbios da classe Mistral e quatro corvetas Gowind para o Egito antes do rompimento da relação bilateral, depois que o presidente francês Emmanuel Macron criticou o registro dos direitos humanos do Egito durante uma reunião com o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi.

FREMM Emilio Bianchi

A venda inicial poderia ser seguida por duas FREMMs adicionais, num total de quatro, com um valor de cerca de 2,4 bilhões de euros. Além disso, o Egito também está interessado em comprar navios de patrulha da Fincantieri, alguns dos quais seriam construídos localmente sob licença, de acordo com o mesmo modelo comercial adotado pelas Gowinds francesas.

O acordo inicial com o Egito agora sendo finalizado exige que a Fincantieri modifique e entregue ao Egito duas fragatas que ela construiu para a Marinha Italiana, mas que ainda não entraram em serviço. Estas são a nona e a décima FREMMs italianas, Spartaco Schergat e Emilio Bianchi, que foram lançadas em janeiro de 2019 e janeiro de 2020, respectivamente.

Ambas estão sendo equipadas pela Fincantieri. As modificações incluirão a remoção de equipamentos específicos da OTAN e da Itália e a instalação de novos equipamentos especificados pela Marinha do Egito — um processo exigirá algum tempo.

Guerini disse ao comitê que “atividades contratuais preliminares” entre Fincantieri e o governo egípcio na venda de fragatas começaram no primeiro semestre de 2019 e, em fevereiro de 2020, a Fincantieri selecionou os dois navios. A venda foi então liberada por motivos de segurança nacional pela Unidade de Autorização de Material de Armamento (unidade para a autorização de material de armamento, ou UAMA) e foi posteriormente aprovada em 27 de março pelo Estado-Maior da Defesa.

O Estado-Maior da Defesa então pediu à Fincantieri que construísse e entregasse à Marinha Italiana dois navios de última geração até 2024. A construção dessas novas FREMMs começará no final deste ano, disse o ministro.

Por fim, Guerini concluiu dizendo que “a indústria se comprometeu a realizar uma série de operações de manutenção e ajuste nos navios atualmente em serviço” com a Marinha Italiana para prolongar sua vida útil até que as duas novas FREMMs substitutas sejam entregues, “sem nenhum impacto financeiro no ministério da Defesa.

FONTE: Defense-Aerospace.com

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Marcos
Marcos
1 mês atrás

Duas fragatas até 2024

Vamos começar a construir uma fragueta no mesmo ano

Paulotd
Paulotd
Reply to  Marcos
1 mês atrás

Até lá às Niterói vão ter afundado de vez, e aí vai ter marinheiro da MB de canoa na baia e Guanabara.

FighterBR
FighterBR
Reply to  Paulotd
1 mês atrás

Já tem kk

sergio ribamar ferreira
Reply to  Marcos
1 mês atrás

Causa espanto, porém caro sr. Marcos na minha idade e de tanto ver atrasos e estapafúrdias acho cada vez natural a situação decadente da nossa MB. Infelizmente queria que fosse de outra maneira. Uma MB eficiente, forte, vigilante. Não uma super- potência naval mas Força desenvolvida para um país desenvolvido. Serve também para o EB e FAB. Grande abraço. Desculpe a intromissão.

Flanker56
Flanker56
Reply to  sergio ribamar ferreira
1 mês atrás

Realmente é desagradável a situação das FFAA brasileiras, mas continuo batendo na tecla que os próprios militares são os culpados por este quadro dantesco, pois entregaram o poder para os “civis” sem garantir na constituição esquerdista a condução do seus devidos orçamentos, além de achar que se defende uma nação com “ossos” e não “músculos”, lamentável.

Jadson Cabral
Jadson Cabral
Reply to  Flanker56
1 mês atrás

Eita, começou a loucura. Deixa eu pôr meu chapéu de alumínio tbm

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Flanker56
1 mês atrás

Flanker. Segundo o Art.1 da CF67, a qual foi seguida pelos governos militars, “todo o poder emana do povo e em seu nome é exercido”. Se os militares detinham o poder, então o regime era inconstitucional e por isso ilegítimo. O poder nunca foi devolvido aos civis porque o poder nunca pertenceu aos militares, mas pertence ao povo. A CF88 reafirma que todo o poder emana do povo e diz que ele é exercido pelos representantes eleitos. A CF88 nem foi democraticamente redigida por representantes eleitos, alguns da esquerda e outros da direita (aliás a maioria).

Binho
Binho
Reply to  Flanker56
1 mês atrás

Você começou bem em dizer que os militares são culpados e depois cagou em tudo que disse

Se fosse militar um dia, saberia o que se passa dentro das forças armadas….

No período militar era mesma coisa de hoje.

Jorge Knoll
Reply to  Marcos
1 mês atrás

Projeto nosso não passa de Corveta, batizado de fragata. Até nisso nos aplicaram 171, o almirantado. E uns compraram a ideia.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Jorge Knoll
1 mês atrás

fraguetas.

ADRIANO MADUREIRA
ADRIANO MADUREIRA
1 mês atrás

A venda das duas FREMMs marca uma reversão para a França, cujo Naval Group havia vendido uma fragata FREMM, dois navios anfíbios da classe Mistral e quatro corvetas Gowind para o Egito antes do rompimento da relação bilateral, depois que o presidente francês Emmanuel Macron criticou o registro dos direitos humanos do Egito durante uma reunião com o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi”.

Políticos,sempre melando uma boa venda…

Luís Henrique
Reply to  ADRIANO MADUREIRA
1 mês atrás

Sim. E em vez de mais um esquadrão de Rafale, o Egito provavelmente irá adquirir 2 esquadrões de Eurofighters italianos. Talvez até 4 esquadrões.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  ADRIANO MADUREIRA
1 mês atrás

A indústria francesa não deve estar muito feliz com o Macron.

J L
J L
Reply to  Leandro Costa
1 mês atrás

Acho que poucas nações estão satisfeitas com Macron. Sempre metendo o bedelho no assunto dos outros, em vez de tomar conta do seu próprio assunto, o que talvez nem tenha competência para resolver, vide os casos dos coletes amarelos.

Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
Reply to  J L
1 mês atrás

Na frança, que tem dois lideres nacionais. O presidente que cuida mais das relações internacionais, defesa e etc. E o primeiro ministro que cuida dos assuntos internos do país. Resultado, e que ele não tem muito o que fazer.

Gabriel BR
Gabriel BR
Reply to  ADRIANO MADUREIRA
1 mês atrás

Quando eu digo que o Macron é o pior presidente da história da França ainda tem gente que quer passar pano para o cara. Os empresários da franceses estão tomando prejuízos incalculáveis com essa politica externa estapafúrdia.

Eduardo
Eduardo
Reply to  Gabriel BR
1 mês atrás

“Lacron” …

Tio Vena
Tio Vena
Reply to  Eduardo
1 mês atrás

Porque´lacron´?

Vovozao
Vovozao
1 mês atrás

30/07/2020 – quinta-feira, btarde, quando se tem um amigo real…. com bastante doletas do petroleo, e, compram, fica muito facil. Ate hoje o que a ASaudita ja deu em armamentos e equipamentos ao Egito é simplesmente espetacular.

Carlos Ravara
Reply to  Vovozao
1 mês atrás

Viu a queda de 33% do PIB dos EUA no último trimestre, tem um gráfico na Bloomberg que mostra como os EUA perderam 10 anos de crescimento.
Em agosto começa a temporada de despejos, estão dizendo que o Trump vai convocar a Guarda Nacional com a desculpa de combater a Antifa, mas na realidade é para conter a comoção social resultante. Portanto, na boa, esqueça “doletas do petróleo”, porque esse mundinho que você conhece começou a desaparecer hoje.

Carlos Ravara
Reply to  Carlos Ravara
1 mês atrás

Quem não tiver cinto, compre, quem tiver faça novos orifícios.

Rawicz
Rawicz
1 mês atrás

Pessoal, está errado o titulo…. O correto é:

Confirmada a venda de seis fragatas FREMM ao Brasil”

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Rawicz
1 mês atrás

Por sorte, já estou acordado à bastante tempo para achar que é algum delírio meu.

celio andrade
celio andrade
1 mês atrás

Oportunidade perdida do Brasil. Poderia comprar 2 fragatas e coloca-las no Norte, na defesa do mar daquela região e possível entrada de navios agressores. Poderiam dar o Nome delas de Marcilio Dias e Mariz e Barros.. Uma Pena da falta de visão.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  celio andrade
1 mês atrás

Caro Celio. Acho que seria um erro adquirir equipamentos tão caros fabricados no exterior, sem qualquer impacto na economia local. Acho até que entre comprar FREMM novas fabricadas no exterior, seria mais apropriado adquirir navios de segunda mão, mais baratos e que dariam á MB tempo para contratar a fabricação de novos navios em um estaleiro brasileiro. Considerando a capacidade industrial do Brasil de construir navios, seria um erro pensar em adquirir navios (submarinos e caças) “de prateleira”. É preciso ter uma visão ampla e coordenada entre as várias necessidades do país. O país precisa de equipamentos militares novos e… Read more »

Jorge Knoll
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

De que adianta fabricar aqui, se levam 20 ou 30 anos para entregarem?

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Jorge Knoll
1 mês atrás

Caro Jorge. A contratação de um programa militar como o ProSub, o FX2 e até as FCT podem ser dividido em três momentos distintos. Primeiro é o processo de escolha. O segundo momento é o da contratação e elaboração do projeto de execução. Por fim, o terceiro momento é o de construção do navio, do submarino ou do lote de caças. Se você considerar programas militares de outros países, você verá que aqueles que envolvem a produção local de uma nova classe de navio ou submarino, ou de um novo modelo de avião ou carro de combate, são todos longos,… Read more »

João Carlos
João Carlos
1 mês atrás

… bom mesmo sao as Tamandaré… essas FREMM sem TOT são uma porcaria…
Desculpem, sempre aparece um eishpeirto pra falar essas besteiras… então…

jagderband#44
jagderband#44
1 mês atrás

O Sultão da Turquia ficou bolado.

Jhon
Jhon
1 mês atrás

Todo munndo sabe que nossas forças armadas, estão mal equipadas e com números insignificantes de material, hoje Brasil só e capaz de enfrentar Argentina e nada +.

Paulotd
Paulotd
Reply to  Jhon
1 mês atrás

Amigo, dinheiro tem. Mas a prioridade aqui nunca foi ser uma força de defesa eficiente. A prioridade sempre foi defender seus próprios interesses corporativistas, salários, aposentadorias, pensões, promoções, visto os oficiais da patente de Major com somente 30 anos de idade. Isso serve pras três forças. Gastam 99% com isso e o que sobra é pra comprar sucata mundo afora

Last edited 1 mês atrás by Paulotd
Binho
Binho
Reply to  Paulotd
1 mês atrás

Comentário mais lúcido que vi

Os militares são culpados, principalmente oficialato

As forças armadas no Brasil apenas são uma “estatal” como as outras……90% não tem vocação nenhuma em ser militar

Thiago
Thiago
Reply to  Jhon
1 mês atrás

Generalização inútil para criar uma estéril polémica. Diga qual força armada da america Latina tem programas em andamento de envergadura como o Prosub ou C-390 ? Nenhuma! Os nosso são e serão os maiores submarinos produzidos e operados no continente americano tirando obviamente os EUA. O Snbr Alvaro Alberto nem se compara, nenhum país aí nem cogita algo tão ambicioso. Sobre o C390 a maior aeronave produzida na América Latina. E por curiosidade qual dessas forças possuem AEW&C ? Vai no blog aereo da trilogia, saiu recentemente uma matéria sobre a modernização dessa formidável plataforma, para ficar atualizado. Se pesquisar… Read more »

Thiago
Thiago
Reply to  Jhon
1 mês atrás

Bora criticar mas com critério e atenção, não repetir a mesma cantilena chata, vazia sem fundamento que não agrega nada além de criar uma falsa percepção sobre o nosso país e alimentar um complexo de inferioridade ja abundantemente presente nessa terra . As forças armadas brasileiras possuem deficiências , é claro e evidente, mas é bom deixar claro que não estão atrás de nenhuma FA da AL e nenhum país da AL é capaz de conduzir uma guerra com sucesso contra o Brasil. NENHUM! Eu crítico sim, porque nossa meta e possibilidade são bem maiores e não podemos nos espelhar… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Thiago
1 mês atrás

Olá Thiago. Concordo com você. As forças armadas brasileiras têm vários problemas. Elas nos têm dado inúmeros motivos para serem criticadas e merecem ser duramente criticadas por seus erros e equívocos. Mas estas críticas precisam ser bem fundamentadas e claras. Sempre será mais difícil justificar uma crítica que um elogio, isso é um verdade bíblica.

Andre
Andre
Reply to  Jhon
1 mês atrás

Muito video game….nossas forças armadas são mais do que suficiente para o nosso teatro de operações. Damos conta, fácil, de qualquer país vizinho. Quem está do Atlântico para lá, não tem capacidade de invasão.

O teatro de operações do Egito é muito diferente do nosso. Eles têm que se preocupar com tunisia e libia, turquia, israel….

Fabio Araujo
Fabio Araujo
1 mês atrás

Com essa venda a França melhora a marinha egípcia e ainda deve irritar o Erdogan.

Osvaldo Marcilio Junior
1 mês atrás

Eu fico imaginado quantas “décadas” a nossa Marinha levaria pra construir “uma” fragata desse porte!!

Bruno Vinícius Campestrini
1 mês atrás

Se eu fosse italiano, ficaria indignado com a venda de armamentos para um país que sequestrou, torturou e matou um compatriota. Infelizmente, ao que tudo indica, o dinheiro fala mais alto do que a ética, o bom senso e a proteção de seus cidadãos para o governo italiano.

Tio Vena
Tio Vena
Reply to  Bruno Vinícius Campestrini
1 mês atrás

Infelizmente você esta certo amigo, o dinheiro fala mais alto que a ética na ´moderna e liberal sociedade do seculo XXI`

Thiago
Thiago
Reply to  Bruno Vinícius Campestrini
1 mês atrás

Eu ficou indignado é com a atitude da Universidade de Cambridge que enviou esse jovem pesquisador em um contexto turbulento, sem nenhum cuidado ou preparo, em pleno caos e o utilizou para fazer pesquisas e estudos sociais sobre atores e sujeitos das revoltas, entre eles ambientes de esquerdas, sindicatos, irmandade mulçumana e eventuais opositores do governo egípcio. É notório que os serviços de inteligência britânicos usam e frequentam as universidades para cooptar colaboradores e parceirias. Não me parece uma casualidade que no início as autoridades britânicas e o professor e mentor que guiava os passos do rapaz recusaram-se de colaborar… Read more »

Thiago
Thiago
Reply to  Bruno Vinícius Campestrini
1 mês atrás

O pobre rapaz acabou sendo peão E manipulado pelo próprio tutor , em um jogo perigoso, complexo, que envolvia ambientes da irmandade mulçumana e serviços de segurança e intelligence de vários países. A Itália faz o que pode deve, em uma ótica geopolítica infelizmente maior que o caso do Regeni: armar um ator e eventual contrapeso para as aspirações Turcas sempre mais agressivas E assegurar vendas e empregos de milhares de pessoas em uma indústria estratégica. Nem por isso irá deixar de buscar e exigir verdade/ justiça sobre o caso. Assim como devagar consiguiu obter o Cesare Battisti, nem por… Read more »

Mayuan
Mayuan
Reply to  Thiago
1 mês atrás

Pragmatismo que chama?

Thiago
Thiago
Reply to  Bruno Vinícius Campestrini
1 mês atrás

E ainda não se há certeza quem foi o autor ou mandante dessa barbaridade. Há até hipóteses que outros atores quisessem estragar a aproximação e relação da Itália com o Egito pra melar eventuais parcerias.
Por outro lado vemos como o caso , este sim aclarado, do Khashoggi- opositor e jornalista do Washington post- estrangulado em um consulado da Arábia Saudita. Este sim não deu nada , umas tapinha nas costa do príncipe Saudita por parte de Trump e fim.

Nunes-Neto
Nunes-Neto
1 mês atrás

Eu seria a favor de comprar essa 2 FREMM de prateleira, uma coisa é produzir localmente tendo uma força naval que ainda têm 15, 20 anos de sobrevida material (Fragatas) a outra é querer produzir localmente uma fragata complexa , com uma tonelagem grande , que levaria anos, talvez mais de 10 anos( conhecemos o Brasil,né?) estando com as escoltas em frangalhos como a MB está. Comprava essas duas zeradas ai, essas carregavam o piano até a entrada das tamandares, seria lindo!Não adianta sonhar em construir Fragata de 6 mil, 7 mil toneladas aqui, não damos conta de navio patrulha… Read more »

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Nunes-Neto
1 mês atrás

Caro Nunes. O caso das duas patrulhas “Macaé” nada tem a ver com a complexidade dos navios. Outro estaleiro nacional no Ceará conseguiu construí-las no prazo e no custo apresentado na licitação. O que ocorreu foi a falência do estaleiro no RJ. Até o Trump já foi á falência. A MB está construindo submarinos de 2 mil ton, muito mais complexos que uma fragata de até 8 mil ton. Estas FREMM foram oferecidas ao Egito e o estaleiro irá construir duas novas para a marinha italiana, portanto a MB não tem a opção de compra-las. Se for construir navios novo,… Read more »

Paulotd
Paulotd
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Nossa Marinha está tão bem de escolta que estão utilizando Canoas de madeira e barcos de alumínio com motor de popa, kkk. Era pra fazer compra de urgência, bater a porta lá dos estaleiros coreanos que são barateiros, e comprar algumas corvetas igual a Filipinas fez agora com o BRP José Rizal. Essa Frem é muita areia pra nosso caminhãozinho, pra operar isso precisa estruturar melhor a Marinha, não temos dinheiro nem necessidade no momento pra operar um destroyer com míssil de 1 milhão de dólares a unidade e sistemas ultra avançados. Mas aqui tudo é demorado, tudo é transferência… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Paulotd
Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Paulotd
1 mês atrás

Caro Paulo. Há uma noticia aqui no PN de janeiro de 2019 (Itália oferece fragatas FREMM ao Brasil) sobre a oferta destas duas FREMM ao Brasil por US$ 1,7 bilhão (praticamente R$ 9 bilhões). Para comparação, o Chile adquiriu duas fragatas australianas por uma fração desse valor (encontrei US$ 200 milhões mas outro colega disse US$ 70 milhões). O setor industrial de máquinas e equipamentos e de construção naval tem está com uma enorme capacidade ociosa e alta taxa de desemprego (isso há anos). Tal situação só poderá ser remediada por meio de aquisições públicas, como as FCT. A aquisição… Read more »

Paulotd
Paulotd
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Vi em outro fórum que a compra dessas OHP pelo Chile foi uma fragata sem um único míssil, sem phalanx, sem torpedos, com sonar meia bomba, sem diversos sensores, ou seja, foram dois navios no osso, já desgastados, e não tem míssil sm-2 a venda novo, pois o congresso americano precisa aprovar a venda, quase 1 milhão de dólares a unidade, Chile vai ter que ir atrás de estoques de míssil velho mundo afora, te vira nós 30 Outra coisa é pegar uma corvetona tipo BRP José Rizal, que vem completinho, com míssil AN coreano, radar moderno, 8 células vls… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Paulotd
Vovozao
Vovozao
Reply to  Paulotd
1 mês atrás

01/08/2020 – sabado, bdia, Paulotd, eu li em uma publicação do infodefense, que estas fragatas foram vendidas ao Chile com todas as atualizações e sistemas operacionais, que alem do preco de 55 milhoes de dolares por cada fragata, ainda pagaram os mísseis, os sistemas e pecas….. totalizando 200 milhoes de dolares as 2, e, que hoje, são as fragatas mais atualizadas da America do sul.

Paulotd
Paulotd
Reply to  Vovozao
1 mês atrás

Tudo mentirada, foram 70 milhões de doletas as duas e vieram sem míssil e sem phalanx, e com diversos sistemas inoperantes.. Austrália não vendeu os SM-2, pois transferiam pra outros navios.. Os phalanx dá pra ver pela foto que foram retirados, enfim, vão gastar uma fortuna pra deixar operacional esse navio, se tiverem dinheiro pra isso.

Camaergoer
Camaergoer
Reply to  Paulotd
1 mês atrás

Caro Paulo. O Chile adquiriu estas duas fragatas ex-australianas para substituir outras duas ex-holandesas retiradas de serviço ano passado, as quais eram armadas com mísseis.O mais simples e adequado seria transferir os mísseis de um navio para outro. Portanto, não seria obrigatório adquirir os navios australianos completamento armados.

Thiago
Thiago
Reply to  Camaergoer
1 mês atrás

Prezado Camargoer, às informações que tenho lido por aí é que essas FREMM não foram oferecidas mas sim uma exigência do Egito que queriam elas” para hoje”, a solução foi essa . A Fincantieri encontrou um acordo com a MARINA Militare, prévio o entendimento que a transação não iria afetar a operação da MM e assegurar que mais duas seriam construídas logo em seguida para repo-las.
Isso tudo para dizer que se o Brasil quisesse poderia da mesma forma fazer tais exigências e procurar escoltas já em construção e próximas à entrega.

Camargoer
Reply to  Thiago
1 mês atrás

Caro Thiago. Negociações governo-a-governo passam antes por fóruns diplomáticos, consultas prévias e algum debate interno. O Egito mostrou interesse, o governo italiano discutiu internamente,. a marinha italiana foi consultada, o estaleiro foi ouvido… até chegar a um acordo. O Egito está se armando essencialmente com material importado. Este tipo de negociação não representa todos os interesses brasileiros. Há anos a indústria tem apresentado altos níveis de ociosidade, principalmente a indústria de máquinas e equipamentos. A taxa de desemprego vem crescendo desde 2015, mas a crise de desemprego no setor naval seria até mais antiga. Todos concordamos que a MB precisa… Read more »

Caio
Caio
1 mês atrás

Caraca qual Egito a fonte dessa grana??? E gastam até com russos SEM FRESCURAS.

nonato
nonato
1 mês atrás

Compra de oportunidade.
É difícil encontrar navios 0 km para entrega imediata.
Cabe cobrar ágio…
Venha, venha, você entra no estaleiro e já sai navegando na sua FREMM 0 km.
Duas unidades disponíveis.
Tanque cheio e IPVA grátis.
Por apenas um bilhão de euros ou em dez anos sem juros.
Suaves prestações mensais de 8 milhões de euros.

Camargoer
Reply to  nonato
1 mês atrás

Olá Nonato. Muito mais difícil do que difícil encontrar a oferta de navios de combate prontos. A MB aproveitou uma dessas oportunidades quando comprou os três navios da classe Amazonas. O caso italiano parece ser a necessidade do governo italiano em manter o estaleiro ocupado pelos próximos anos. Para o Brasil faria mais sentido construir as duas novas FREMM em um estaleiro nacional por US$ 1,7 bilhões do que compra-las prontas. Uma importação de dois navios novos teria impacto nulo sobre o setor industrial brasileiro. Aliás, faz mais sentido contratar a repotencializacao das fragatas antigas da MB em um estaleiro… Read more »

nonato
nonato
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Seria válido pela urgência.
Entrariam em operação logo.

Camargoer
Reply to  nonato
1 mês atrás

Caro Nonato. A urgência não justifica uma importação de US$1,7 bilhão sem qualquer impacto sobre a economia local principalmente porque também há urgência em reativar a indústria que está com taxa de ociosidade perto de 50%. Considerando que há duas urgências, a importação de material morar novo resolve apenas uma delas. Para atender as duas urgências, será preciso a repotencializacao das fragatas antigas em um estaleiro nacional ou a compra de navios de segunda mão com mais 10 ou 15 anos de uso e a contratação de novas fragatas em um estaleiro nacional.

Henrique
Henrique
Reply to  Camargoer
1 mês atrás

Essa conversa de “ajudar a indústria” já é dita há anos, e o único resultado é produtos mais caros e forças armadas caindo aos pedaços. Se uma guerra estourar hoje contra um inimigo bem equipado, vamos tomar uma surra brutal. É melhor ter uma força capaz do que uma força falida que “ajuda a economia”.

JS666
JS666
1 mês atrás

Aiaiai MB, perdemos todas chances boas …

Nunes-Neto
Nunes-Neto
1 mês atrás

Caro camaergaer , estou ciente que a MB não têm como comprar essas FREMM agora,mas lembro que foi anunciado que haviam sido oferecidas,inclusives muitos falaram que isso não existiu,mas pelo visto os Italianos estavam dispostos a vender mesmo, aliais quase tudo esta a venda,contanto que vc tenha o dinheiro para pagar….Sei da historia das Macaes, os submarinos estao saindo, muito bom,também tudo vai custar muitos bilhões, agora achar que a MB vai produzir submarino nuclear e fragata de 7 mil toneladas,acho que não, já estou caminhando para os 50 anos, é sinceramente preferiria fragatas de prateleira que esperar mais 50… Read more »

Camargoer
Reply to  Nunes-Neto
1 mês atrás

Olá Nunes. De fato, os italianos ofereceram as duas FREMM prontas ao Brasil há cerca de um ano atras, bem antes da crise da COVID. O problema não seria o preço em si. Construir os navios em um estaleiro nacional seria igualmente caro. O problema seria o impacto nulo sobre o setor industrial brasileiro de uma importação simples, como o Egito está fazendo. O setor industrial está com uma enorme capacidade ociosa desde que a Petrobrás cancelou as compras dos petroleiros. Importação assim se faz quando o país não tem capacidade industrial ou quando sua capacidade industrial está toda ocupada.… Read more »