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Novo submarino nuclear francês lança míssil de cruzeiro pela primeira vez

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PARIS — Em 20 de outubro de 2020, o Suffren, o primeiro dos seis submarinos nucleares de ataque (ANS) do programa BARRACUDA, concluiu com sucesso um teste de lançamento do Míssil de Cruzeiro Naval (MdCN) na área DGA Essais em Biscarrosse (Landes).

A ministra da Defesa Florence Parly saudou este sucesso: “Pela primeira vez, um submarino francês disparou um míssil de cruzeiro. Esse sucesso dá à nossa Marinha uma nova capacidade estratégica e a coloca entre as melhores do mundo. Esta nova arma é um verdadeiro avanço, fruto de anos de esforço e investimento, notadamente permitido pela lei de programação militar 2019-2025. Parabenizo todos aqueles – Marinha Francesa, DGA, indústria – que tornaram este disparo possível. As forças submarinas francesas podiam até agora atacar submarinos e navios de superfície. Elas agora podem destruir infraestrutura terrestre pesada em longas distâncias.”

Este disparo permitiu a qualificação da integração de todos os armamentos do Suffren, efectuada no âmbito dos testes de mar do navio conduzidos pela Direção-Geral de Armamentos (DGA) desde abril passado.

Este sucesso marca uma etapa importante nas provas do Suffren tendo em vista a sua qualificação global pela DGA. Sua entrega à Marinha Francesa acontecerá no final de 2020, antes de sua admissão ao serviço ativo em 2021.

Elaborado por equipas da DGA, da Marinha Francesa e dos fabricantes MBDA e Naval Group, este teste de disparo do míssil de cruzeiro naval MdCN é o mais recente marco numa série de testes que permitiu verificar o correto funcionamento das armas e, de maneira mais geral, do sistema de combate dos Suffren.

Com um alcance de várias centenas de quilômetros, o MdCN pode atacar e destruir alvos de infraestrutura com alto valor estratégico. Depois das Fragatas Multimissão (FREMM), os submarinos de ataque nuclear Suffren são os primeiros submarinos franceses equipados com essa capacidade convencional de ataque profundo.

O Naval Cruise Missile (MdCN) é um desenvolvimento do bem-sucedido míssil de cruzeiro lançado do ar Storm Shadow / Scalp EG

A capacidade de disparar o MdCN de um submarino representa uma ameaça constante e não detectada de um ataque do mar contra alvos no interior. Aumenta muito significativamente a capacidade de penetração das armas francesas nos teatros de operações.

Durante seus testes no Mediterrâneo, o Suffren também executou com sucesso, ao largo da área de testes de mísseis da DGA baseada na Île du Levant (Var), um disparo de teste de um míssil antinavio Exocet SM39. Ele também realizou vários disparos de teste do torpedo pesado F21. Esta arma de nova geração destina-se, em última análise, a todos os submarinos da Marinha francesa.

A qualificação de todo o sistema de armas do Suffren abre caminho para o fim dos testes de mar e sua qualificação geral. Isso permitirá sua entrega à Marinha Francesa para verificação de suas características militares e, em seguida, sua admissão ao serviço ativo.

FONTE: Direção Geral de Armamentos da França / FOTOS: Naval Group

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Fabio Araujo
Fabio Araujo
1 mês atrás

OFF – A Marinha realizou, hoje (21), cerimônia alusiva ao início da montagem do reator, desenvolvido para o primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear, o submarino “Álvaro Alberto”.
https://twitter.com/marmilbr/status/1318984881268019201

Fabio Araujo
Fabio Araujo
1 mês atrás

Uma bela máquina esse submarino francês! Agora essa autonomia no mar de 70-90 dias deve ser uma projeção levando em conta os mantimentos, mas se houver necessidade a autonomia é praticamente ilimitada, o que limita é os mantimentos.

filipe
filipe
Reply to  Fabio Araujo
1 mês atrás

Dai que estão inventando Submarinos não tripulados , isso sim irá revolucionar a guerra submarina, não existira essa limitação de mantimentos, imaginem um submarino nuclear não tripulado.

Dalton
Dalton
Reply to  filipe
1 mês atrás

Vai demorar muito ainda para se ter “submarino nuclear não tripulado”. Já há encomendas suficientes para décadas de tripulados. O que se pretende por enquanto é inserir “pequenos” submarinos convencionais não tripulados para algumas missões.

Alison
Reply to  Dalton
1 mês atrás

Acredito que ele se referiu ao Poseidon.

Dalton
Dalton
Reply to  Alison
1 mês atrás

O “Poseidon” é outra coisa…uma arma de destruição em massa que não serve para mais nada.
.
Um submarino nuclear de ataque deve ser capaz de caçar outros submarinos, navios de superfície, se necessário lançar minas, fazer reconhecimento e coleta de dados, auxiliar no treinamento de unidades de superfície justamente no combate a submarinos e nos tripulados ter a capacidade de enviar mergulhadores de combate em missões de sabotagem.

nonato
nonato
Reply to  Fabio Araujo
1 mês atrás

Poderiam ter uma alimentação especial à base de cápsulas ou shake.
Menor volume.

Magnus
Magnus
Reply to  nonato
1 mês atrás

Receita para motins… Hehe!

Luis Gustavo
Luis Gustavo
Reply to  nonato
1 mês atrás

colega, se não tiver aquele bife de fígado (verde) acebolado toda quarta-feira o submarinista endoida.

filipe
filipe
1 mês atrás

O irmão mais velho do SNBR Alvaro Alberto…

Joanderson
Joanderson
1 mês atrás

Atualmente que pais produz o melhor submarino ?
Se alguém aí poder me falar já agradeço.

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Joanderson
1 mês atrás

Submarino nuclear de ataque – Rússia(Classe Yasen) e EUA(Classe Virgínia).
Submarino de mísseis balísticos – Rússia(Classe Borei) e EUA(Classe Ohio).
Submarino convencional – Japão(Classe Taigei e Soryu)

Sobre qual deles é o melhor em sua categoria,é difícil afirmar com exatidão já que muito a respeito de todos esses submarinos trata-se de informação classificada. Mas são classes mais ou menos equivalentes,os russos vencem em alguns quesitos,e os americanos em outros.

Dalton
Dalton
Reply to  Joanderson
1 mês atrás

Na minha opinião é a classe “Virgínia” dos EUA até porque custo x benefício e quantidade são importantes e já existem 19 deles comissionados, outros 2 quase prontos e melhorias tem sido acrescentadas a cada “lote”. . Os 3 da classe Seawolf em muitos aspectos são superiores aos “Virgínias”, mas, não estão sendo mais construídos. . O novo submarino francês é muito superior ao que irá substituir, porém, ainda é relativamente pequeno e isso reflete na quantidade de armas que pode embarcar. . Os britânicos tem o excelente “Astute” do porte de um “Virgínia”, mas, serão apenas 7, dos quais… Read more »

Gabriel BR
Gabriel BR
1 mês atrás

Uma arma de utilidade impar

Cidadão
Cidadão
1 mês atrás

A aviação de patrulha AS e esclarecimento na Marinha cresce cada vez mais de importância. As defesas AAA contra misses de cruzeiro são essenciais. Ao mesmo tempo é inadmissível nosso país ainda sem SSN, sem misseis de cruzeiro e sem armamento nuclear! É muita omissão e prevaricação para não ser de caso pensado!

rui mendes
rui mendes
1 mês atrás

E tudo de construção Francesa, parabéns à França que não brinca em serviço.

MestreD'Avis
MestreD'Avis
1 mês atrás

Pergunta para quem sabe.
Pesquisei mas não encontrei nada sobre planos para uma versão anti-navio.
Com o Exocet Blk3 a acusar a idade em termos de carga, alcance e furtividade, o MdCN tem o alcance e a carga explosiva para ser um missil anti navio temivel, algo como um LRASM ou Tomahawk Blk V Francês. Será que colocar a cabeça de busca do Exocet num MdCN seria possivel?
Vão esperar pelo Perseus que não tem tido novidade?

Mercenário
Mercenário
Reply to  MestreD'Avis
1 mês atrás

Mestre,

A ideia é que o Perseus (ou o nome que vier a ser adotado) venha a substituir o Storm Shadow/Scalp, MdCN e Harpoon/Exocet, nas forças armadas da França e Reino Unido.

https://www.meta-defense.fr/en/2020/10/21/first-launch-of-a-mdcn-cruise-missile-from-the-french-suffren-submarine/

Alison
1 mês atrás

Muito lindo

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
1 mês atrás

Muito se fala nos porta-aviões, mas tenho para mim que o Ocidente domina os mares hoje e pelos próximos anos não pelo que se navega sobre as águas, mas sim pelo que navega sob as águas.

Dalton
Dalton
Reply to  Ricardo Bigliazzi
1 mês atrás

É uma forma de pensar Ricardo. Mas, se formos analisar a quantidade de submarinos quando comparada aos meios de superfície, diminuindo do total os “SSBNs” que apenas prestam para dissuasão nuclear através da capacidade de retaliação, veremos que os meios de superfície são muito mais numerosos, mais disponíveis e encontram-se em um número maior de áreas, executando as mais diversas tarefas.

Filipe Prestes
Filipe Prestes
1 mês atrás

Parece que essa matéria foi feita para alguns (poucos) comentaristas que diziam que é “inútil” e “sem sentido” equipar VLS em submarinos nucleares de ataque. Eis un rotundo exemplo para a MB e a futura classe Alvaro Alberto.

Felipe Augusto
Reply to  Filipe Prestes
1 mês atrás

Mas se entendi direito o gráfico, ele não tem VLS, os misseis são lançados pelos tubos de torpedo.

Filipe Prestes
Filipe Prestes
Reply to  Felipe Augusto
1 mês atrás

No caso desse míssil francês sim, mas no nosso caso seria um desenvolvimento derivado do MTC-300 e dado o diâmentro do mesmo, pode-se supor que de um hipotético missil assim para a MB teria dimensões similares. Creio que é de diâmetro maior que o F-21, logo não teria como lançar pelo tubo de torpedos. Mas de novo, obviamente é tudo conjectura e especulação.

Tobi
1 mês atrás

Esse míssil seria compatível com os tubos dos nossos submarinos e mais ainda, estariam disponíveis para venda? Se sim, levariam nossa frota a outro patamar, principalmente em se tratando do Álvaro Alberto.

Jean Jardino
Reply to  Tobi
1 mês atrás

Nao estao para venda, sao exclusivos para Franca.