sábado, fevereiro 27, 2021

Saab Naval

Marinha Real monitora navios russos perto das águas do Reino Unido

Destaques

IMAGENS: Navio-Aeródromo Ligeiro Minas Gerais – A11

Algumas das melhores fotos do NAeL Minas Gerais (A11) com seu grupo aéreo embarcado de aviões P-16 Tracker da...

TOPEX 1-87: USS Nimitz e cruzador nuclear USS California no Brasil, em 1987

Em 1987 eu era tripulante da fragata Niterói - F40 e quando estava em operação no mar, fazia parte...

SIMULAÇÃO: ‘Operação Pólvora’ – FAB e MB enfrentam o USS Nimitz

No início de novembro, o presidente Jair Bolsonaro em discurso com tom bélico ameaçou usar pólvora quando acabar a...
Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Admiral Kulakov, classe Udaloy

A Marinha Real monitorou nove navios russos navegando perto do Reino Unido nas últimas semanas. Cada movimento feito pelos russos – um submarino, destróier, corveta, navio de patrulha e seus rebocadores de apoio e navios de abastecimento – foi observado de perto por oito navios da RN do Canal da Mancha e do Mar Céltico para águas próximas à costa oeste da Escócia em uma operação combinada nas últimas duas semanas.

O Primeiro Lorde do Mar, Almirante Tony Radakin, disse: “É por isso que a Marinha Real está no mar todos os dias, protegendo o Reino Unido e nossos interesses. Mesmo com as pressões da Covid, permanecemos prontos para responder às ameaças em águas domésticas e em todo o mundo. Apesar do aumento da atividade russa, tanto na superfície quanto debaixo d’água, estamos sempre prontos para responder.”

A fragata Type 23 HMS Northumberland observou os movimentos do destróier da classe Udaloy, o Admiral Kulakov, enquanto navegava a noroeste das Hébridas Exteriores, na costa oeste da Escócia.

O navio patrulha HMS Severn estava de serviço no Canal da Mancha e no Estreito de Dover, onde acompanhou um submarino da classe Kilo, o Stary Oskol, a corveta Boikiy, o navio patrulha Vasiliy Bykov e navios de apoio.

O Severn também estava patrulhando enquanto o Admiral Kulakov navegava pelo canal.

Para parte da operação, os navios russos se protegeram do mau tempo na Baie de Seine, uma baía no norte da França, onde o Severn se juntou a navios e aeronaves da aliada Marinha Francesa.

O comandante Philip Harper, oficial comandante do HMS Severn, disse: “Em condições muito desafiadoras com mau tempo, o Severn e vários outros navios britânicos e aliados passaram 20 dias garantindo que os navios de guerra russos em trânsito permanecessem sob nossos olhos vigilantes”.

O HMS Lancaster juntou-se ao Severn nesta operação, acompanhando de perto a corveta Boikiy da classe Steregushchiy no Canal da Mancha e usando seu helicóptero Wildcat para coletar inteligência usando o poderoso conjunto de sensores da aeronave.

Enquanto isso, três navios de guerra da Marinha Real – HMS Tyne, HMS Richmond e HMS Kent – se combinaram para escoltar o mesmo grupo de navios russos enquanto operavam no Mar Céltico e se aproximavam da costa sudoeste do Reino Unido.

A este grupo-tarefa juntaram-se os jatos Typhoon da RAF e F-35s, além dos navios-tanque RFA Tideforce e RFA Tiderace, que mantiveram os navios aliados reabastecidos durante as operações e contribuíram para tarefas de monitoramento no Mar da Irlanda.

FONTE: Royal Navy

- Advertisement -

26 COMMENTS

Subscribe
Notify of
guest
26 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
SoldierofFEB

Isso me faz lembrar do olé que a marinha brasileira levou por, pasmem, 6 dias do navio russo Yantar, as diferenças entre a rn e a mb são os significados de profissionalismo e amadorismo, respectivamente.

DOUGLAS TARGINO

As vezes acho que submarinos fazem churrasco em nossas águas sem nossa marinha saber… kkkk

Lobo do mar

Realmente, a área do ocorrido no canal da Mancha e MC é bem semelhante em tamanho a área de costa brasileira…mas é cada uma, sabe mais que tudo… #sqn

ERNANI BORGES

Por isso acho irrisório o número de meios que possuímos. Duas esquadras ainda seria insuficiente.

Rogério Loureiro Dhierio

TB acho. Deveríamos ter 3 no mínimo capitaneada por um PA e todo grupo tarefa. Completo.

SoldierofFEB

Não é por que a costa brasileira é maior que a de muitos países que devemos aliviar as responsabilidades da mb, muito pelo contrário, devemos ser mais enfáticos e cobrar as responsabilidades constitucionais da marinha.

peter nine nine

Lobo do mar, com todo o respeito, o UK é uma ilha, das grandes, a costa e mar que a RN tem de patrulhar não se restringe a um canal da mancha.

Snake

Vdd o canal da mancha e do tamanho da Costa brasileira, são idênticos, não melhor são irmãos gêmeos, sei não hein mais acho que esse corona ataca principalmente o cérebro das pessoas

Agressor's

Uma duvida para quem entenda melhor. Aquele passeio que este navio russo Yantar deu pela nossa costa, tem algo a ver com a Venezuela? Com as posturas hostis deste nosso atual governo com essa gente?

Last edited 2 meses atrás by Agressor's
Esteves

Russos e britânicos estão com apertos orçamentários. Parece que russos, menos.

Uma forma de garantir mais grana para os orçamentos de Defesa é dar uma navegada nas costas do amigo.

— Viu a reação deles? Precisamos de mais navios.
ты видел их реакцию? нам нужно больше кораблей

— Que petulância desses russos! Precisamos de mais navios.
What a shit!

Kemen

A RN tem a sorte de não ter pesqueiro chines por lá, caso contrario arrancariam os cabelos, primeiro porque eles mesmo já acabaram com os seus peixes e depois porque fica muito longe da China.

Esteves

É verdade. Comeram os peixes com batatas.

Joao Moita Jr

Boa ideia. Combinem aí com a Venezuela então. Talvez até Cuba possa dar uma mão e enviar alguns subs para serem “descobertos” na Bahia de Guanabara. 😁

Pedro Rocha

Olá senhores! Mestre Dalton você está por aí? Numa das fotos vi o reabastecimento feito em fila! Mestre Dalton qual das formas de reabastecimento em alto mar é mais eficiente, lado a lado ou como faz a Marinha russa?

Dalton

Oi Pedro. Outros aqui poderiam responder até com mais propriedade, mas,
enfim, a marinha russa utiliza principalmente o reabastecimento “lado a lado”
que é a forma mais eficiente, mas, eventualmente, também reabastece pela popa que é um método mais seguro principalmente em tempo bravio então é bom treinar ambos os métodos.
abraços

Matheus S

O mar turbulento é a pior situação possível do ponto de vista do manejo dos navios tendo em vista o reabastecimento, embora as marinhas procuram satisfazer os compromissos de ambos os navios, mas em condições extremas, o estado do mar determinará o curso e até mesmo se o reabastecimento é possível. Mesmo o reabastecimento pela popa conta com a insegurança em relação ao estado do mar. Por conta do tremendo atrito da mangueira pela água, a velocidade ideal nesse tipo de reabastecimento é limitado a 8 nós no máximo, ideal realizar em 5 nós como os russos fazem, pois qualquer… Read more »

Dalton

O reabastecimento lado a lado aumenta consideravelmente o risco de colisões, mas, no geral é o preferido e também utilizado pela marinha russa e você está certo a US Navy também utiliza reabastecimento pela popa para seus navios de guerra de minas “MCM”.

Fabio Araujo
Flanker

São piores que gafanhotos…..por onde passam, destroem tudo.

luiz blower

Aê! Mencionei os Udaloy e aí vão eles! Navio mais bonito das décadas de 70/80 (rivalizando com as Niterói).

Kemen

Aparentemente o antigo Kulakov deu bastante trabalho para os britanicos.

Joao Moita Jr

Se der briga, a marinha “real” do Reino Unido nesse caso é a US Navy.

Fabio Araujo

Essa rota perto da Inglaterra é uma das rotas usuais do russos quando estão saindo ou se dirigindo para a Frota do Mar Báltico!

Agressor's

Fazem muita graça e bastante bullying com os Argentinos, mas com esses ai o buraco é mais em baixo. Em rio de piranhas jacaré nada de costas, alteza…Quem pode, PODE, quem não pode faz beicinho e fica de mimimi.

Mgtow

Fato

Cristiano de Aquino Campos

Mais do mesmo, toca o bonde.

- Advertisement -

Guerra Antissubmarino

Sea Dragon 2021: Exercício ASW multilateral entre os EUA e nações parceiras

De 14 a 28 de janeiro, Índia e Japão se juntarão ao 'Sea Dragon 2021', exercício de guerra antissubmarino...
- Advertisement -
- Advertisement -