segunda-feira, março 1, 2021

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Egito recebe a Al-Galala, fragata FREMM italiana

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Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

A fragata reforçará a segurança no Canal de Suez contra as hostilidades e desafios que assolam a região

A primeira fragata italiana FREMM classe Bergamini do Egito chegou à base naval de Alexandria, anunciou o porta-voz militar egípcio no dia 30 de dezembro.

A fragata, batizada de Al-Galala FFG 1002 e construída pela empresa italiana Fincantieri inicialmente como Spartaco Schergat F 598, é uma das duas que o Egito comprou da Itália com autonomia de 6.000 milhas marítimas. Sua tripulação foi treinada em um programa de duas etapas realizado na Itália e no Egito.

“A fragata possui diversas características técnicas e modernos sistemas de armamento que a qualificam para realizar missões de combate marítimo em tempos de paz e guerra. Assim, representa um enorme acréscimo técnico às competências das forças navais e uma provisão para segurança de fronteira, linhas de navegação, recursos naturais no Mediterrâneo e no Mar Vermelho, além de fornecer apoio às forças terrestres desdobradas ao longo da costa durante as missões de ataque e defesa”, diz o comunicado.

O Egito espera aplicar uma estratégia abrangente que priorize o desenvolvimento e a modernização da frota naval, disse o comandante da Marinha egípcia Ahmed Khaled em seu discurso na cerimônia realizada por ocasião da chegada da fragata.

A fragata vai reforçar a segurança no Canal de Suez contra as hostilidades e desafios que assolam a região, afirmou Khaled.

A liderança política prioriza a prontidão das Forças Armadas como potência capaz de manter a segurança e a estabilidade na região, combater o terrorismo e a migração ilegal e contribuir com as obras de desenvolvimento, disse Khaled.

A cerimônia contou com a presença de vários comandantes das Forças Armadas, ex-comandantes da Força Naval e alunos da Academia Naval Egípcia.

A fragata FREMM classe Bergamini está se juntando à frota da Marinha egípcia, que recentemente testemunhou um boom tecnológico em sistemas de armamento e eficiência de combate para fazer frente aos mais recentes sistemas de defesa global, afirmou o porta-voz do Exército.

Da Marinha Italiana para a Egípcia

FREMM Spartaco Schergat

FREMM Spartaco Schergat

Em outubro de 2020, a Itália aprovou a venda de duas fragatas FREMM para a Marinha Egípcia. Essas fragatas seriam retiradas do programa de aquisição da Marinha Italiana – os navios Spartaco Schergat e Emilio Bianchi, lançados em janeiro de 2019 e janeiro de 2020, respectivamente – permitindo à Fincantieri vender os navios por um custo estimado de € 1,2 bilhão.

O Programa FREMM é um projeto europeu de defesa naval atribuído à OCCAR (Organização Conjointe de Coopération en matière d’Armement Organização para Cooperação Conjunta de Armamento) que foi lançado em 2005. O programa FREMM consiste na construção de 18 navios, incluindo 8 para França, 10 para a Itália. O FREMM é construído nas versões Anti-Submarine Warfare (ASM/ASW), Anti-Air Warfare (FREDA) e General Purpose (GP).

A Spartaco Schergat F 598 é uma fragata da classe “Carlo Bergamini” construída para a Marinha Italiana no âmbito do programa FREMM no estaleiro naval integrado de Riva Trigoso-Muggiano da Fincantieri.

O navio tem um deslocamento de carga total de cerca de 6.500 toneladas, um comprimento total de cerca de 144 metros e pode atingir uma velocidade máxima de 27 nós (50 km/h) com um alcance máximo de cruzeiro de 6.800 milhas náuticas (12.600 km) a 15 nós (28 km/h).

O Al-Galala FFG 1002 é movida por um sistema de propulsão combinado diesel-elétrico e gás (CODLAG), incluindo uma turbina a gás General Electric  vio LM2500 + G4 de 32 MW, dois motores elétricos de 2,5 MW Jeumont Electric e quatro geradores a diesel.

O navio é armado com 16 células MBDA SYLVER A50 VLS para 16 mísseis MBDA Aster 15 e 30, um canhão naval Leonardo Otobreda 127/64 Vulcano, um canhão Leonardo OTO Melara 76/62 mm Davide/Strales CIWS, dois sistemas de armas remotos Leonardo Oto Melara/Oerlikon KBA 25/80 mm, oito mísseis MBDA Teseo/Otomat Mk-2A antinavio e de ataque terrestre, dois lançadores triplos Leonardo (WASS) B-515/3 para torpedos MU 90 e dois sistemas de armas acústicas SITEP MASS CS-424.

FONTE: Ahram Online / Navy Recognition

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ALEX ROCHA

Que coisa linda. Vêm logo Tamandarés para o Brasil.

Camargoer

Olá Alex. Concordo que estas fragatas são lindas. São navios de 6,5 mil ton. As FCT deslocarão cerca de 3.5 mil ton. Eu torço para que a MB contrate as duas FCT adicionais (completando 6 unidades) e busque em seguida 2 ou 3 fragatas de 6 mil ton. Sou absolutamente contra a aquisição de navios de segunda-mão ou de aquisição de navios novos construídos em estaleiros estrangeiros no atual cenário de alto desemprego. A MB seria capaz de colocar os 5 IKL em operação por uma fração do que seria gasto com a aquisição de fragatas de segunda-mão.

Funcionario da Comlurb

Camargoer, com relação aos submarinos: Considerando o cenário no qual a MB atua, para que a MB iria querer manter uma frota de 9 submarinos ? Que ameaças temos na região para isso ? Submarinos possuem como função principal a negação do uso do mar. Precisamos manter 9 submarinos ? Não creio.

737-800RJ

Não é somente quem está do nosso lado que está de olho no Brasil, mas o mundo. Se queremos ser reconhecidos como potência econômica, diplomática e reafirmar nossa soberania frente aos olhos grandes dos gigantes militares do norte (Estados Unidos, Rússia e China), então devemos começar a pensar grande. Então, sim, precisamos de todos esses submarinos e, se possível, mais um pouco!

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Funcionario da Comlurb

737,

Se a questão é essa que você disse então o que faria sentido é uma pequena frota de SSNs. Aí sim. Uma flotilha de 9 SSKs não representa nada neste contexto que vc colocou.

Camargoer

Caro FC. Eu defendo que a médio prazo, a MB deveria priorizar uma pequena frota de submarinos nucleares de ataque, entre 4~6. Neste momento, a MB está com uma situação muito confortável na frota de submarinos com a entrada de 4 novos Scorpenes. O problema é a obsolescência da frota de superfície nos próximos 10 anos que só será resolvida com a entrada em operação das FCT. Ao invés de comprar fragatas de segunda-~mão, é mais barato concluir o PMG dos Tupi e operar uma frota maior de submarinos. Acredito que esta seria a solução mais racional para o período… Read more »

Dalton

Não diria “muito confortável” Camargo. O “Tupi” está previsto para durar 35 anos o que ocorrerá em 2024 e embora seja possível estender essa vida, não seria prático.
.
Há dois outros o “Timbira” e o “Tapajó” que estão indisponíveis e ainda não se sabe se serão revitalizados, vendidos, ou retirados de serviço um tanto quanto precocemente com 24 e 21 anos já feitos, respectivamente.

Camargoer

Olá Dalton. Concordo que o Tupi está em seu último ciclo de operação, mas como você disse ele ainda pode operar por mais 5~8 anos. Os outros IKL podem ser usados por mais 10~15 anos. Eu duvido que qualquer país que tivesse interesse na aquisição dos IKL da MB terá condições de fazer essa compra nos próximos 5 anos. A conclusão do PMG destes 3 submarinos é apenas uma fração do custo de adquirir fragatas de segunda mão. Meu argumento é: entre gastar com fragatas de usadas ou concluir o PMG dos IKL, é melhor e mais barato concluir o… Read more »

Dalton

Camargo, o “Tupi” só aguenta até 2024. Para países que não estão adquirindo novos submarinos, uma revitalização extra,além das 3 exigidas para uns 35 anos é o único caminho. . Pode até ser “barato” revitalizar o “Timbira” e o “Tapajó” mas, se não há recursos, mesmo para isso então de nada adianta e a marinha pode até priorizar o submarino, mas, não pode simplesmente abrir mão do resto. . Entendo seu argumento, apenas, discordei do seu comentário sobre a força de submarinos estar “muito confortável”, pois, números são importantes e por mais sofisticado que um “Scorpene” seja, ele não pode… Read more »

Camargoer

Caro Dalton. Você tem razão. A situação da MB nada tem de confortável. Tentei fazer uma comparação entre a força de submarinos e a força de superfície. Podemos dizer então que a força de submarinos está menos desconfortável que a força de superfície. De modo algum acho que a MB deva abrir mão da força de superfície, mas priorizar a construção das FCT. Sou contra qualquer gasto que signifique aquisição de navios de segunda-mão que terão impacto zero sobre a recuperação da atividade econômica. O governo é um só e precisa tomar decisões integradas.

Esteves

Mestre,

O Riachuelo ainda não foi incorporado. Após ser aceito precisará de tripulações, torpedos, mísseis, aprestamento, treinamento. Não antes de dois anos. Quem sabe 1.

Nossa situação hoje, em 2021, é vergonhosa. Um país entre as 10 ou 12 maiores economias do planeta não poderia ter se permitido chegar aonde chegamos.

Camargoer
  • Caro Esteves. Comentar o presente me causa depressão pós-papo. Eu gostaria de ter vergonha da situação como você mas sinto mesmo paúra. Há pouco o que fazer para remediar a curto prazo (a não ser vacinação em massa). 2021 está perdido como foi perdido 2019/2020. Só restar pensar ações médio prazo (5~10 anos) e formular alguma coisa para longo prazo (10~20 anos). Um desastre como o que assolou o país nos últimos 5 anos não é coincidência mas consequência. Espero ler algumas teses de ciência política e sociologia sobre o período. Quem sabe eu mudo de opinião.
Esteves

Obviamente, prezado Dalton.

Marinha precisa de navios. Plural. Marinha com 4 ou 6 ou 10…para um mar enorme como o nosso, Marinha com 20 nunca será confortável.

Um não pode virar dois.

Kemen

Gostaria de saber porque tem marinhas operando IKL com até 44 anos, e os nossos teriam 10 anos a menos de operação. Talvez seja por uso intensivo, quem sabe?
Não é que eu ache que devamos ter submarinos antigos, mas é simples curiosidade até porque se mal recordo seus sistemas de combate e torpedos foram modernizados.
Submarinos com 25 anos tem de ser descartados ou é uma questão de economia?

Last edited 1 mês atrás by Kemen
Zorann

Vc realmente perguntou isto? A única maneira de conseguirmos defender nosso litoral é negando o mar. Jamais teremos condições de defende-lo se não for assim. Ter uma frota de submarinos robusta é o mínimo necessário a esta missão.

As poucas e mal armadas escoltas, estas sim não fazem sentido, principalmente quando concorrem por verbas com a continuação do Prosub.

Deixar de construir submarinos, atrasando ainda mais o submarino nuclear, reduzir a frota abandonando os Tupi, para alocar verbas para construir 4 insignificantes Tamandarés…. é inacreditável, pra dizer o mínimo.

Funcionario da Comlurb

Prezado. Perguntei sim.

Vc leu os comentários subsequentes ?

O que vc disse faz sentido SE tivéssemos SSNs.

Agora eu te pergunto : Você sabe como são empregados taticamente os SSKs ?

Zorann

Explica pra gente como são usados os SSKs e porque ter 9 deles são demais.

Entenda que a própria END determina que nossa estratégia principal deve ser a negação do uso do mar com submarinos.

Funcionario da Comlurb

Prezado, se voce nao sabe não entendo como então está discutindo esse assunto.

Last edited 1 mês atrás by Funcionario da Comlurb
Camargoer

Caro FC. Entre gastar US$ 100 ~ US$ 200 milhões para comprar fragatas de segunda-mão, sai mais barato concluir o PMG dos submarinos da classe Tupi. É possível compensar a queda do poder naval de superfície pela ampliação do poder naval da frota de submarinos, relativamente nova.

Marcelo Mendonça

Acredito que podemos falar em outras palavras o que o Camargoer está falando como “Poder de dissuasão” a custo acessível. Um potencial oponente vai ficar mais preocupado em enfrentar mais 4 submarinos do que mais um navio de superfície.
Aproveitando, como ficou o negócio com o Peru com dois dos Tupi?

Camargoer

Olá Marcelo. Exato. O momento econômico-político é tão fora do normal que é preciso tomar decisões fora do padrão normal. Eu duvido que um país que não tenha condições de construir seus próprios submarinos irá adquirir submarinos usados no atual momento.

Funcionario da Comlurb

Compensar a falta de navios de superfície com submarinos ?

Desculpe , mas não é possível isso.

Camargoer

Caro FC. A minha ideia é exatamente esta. A frota de superfície só será recuperada com navios novos (programa FCT) que prevê a entrega até 2028 de quatro unidades (possivelmente mais duas até 2030). Até lá, a MB terá que utilizar a V34 (relativamente nova) e os navios remanescentes (3 Niterói e a Jaceguai). Elas nem mesmo podem ser modernizadas porque estão no fim da vida útil. Em situações normais, a compra de fragatas usadas poderia resolver o problema até a entrada em operação das novas FCT. O problema é que o país está longe de uma condição normal. Há… Read more »

Esteves

. Não. Isso está ultrapassado. Portanto, toda decisão deve 1. considerar seu impacto econômico por meio da geração de empregos e aquecimento da atividade econômica. . Foi assim que construímos um setor público sem capacidade e sem capacitação. Os PACs. Minha Casa Minha Vida. As estatais que agora chamam de PPP. A maior geração de empregos que se dá no Brasil aconteceu no setor de serviços. Setor Público. 50% das vendas de automóveis no Brasil é sustentado pela venda direta às locadoras que servem aos governos. . Lugar de construir emprego sustentável é na indústria. Não é manter funcionário público… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Esteves
Camargoer

Olá Esteves. Acho que o debate vale a pena… nem tudo mudou, nem tudo foi errado. Comprei uns livros sobre a grande depressão de 30 que veio logo após a crise financeira de 29. Tem muita coisa lá que serve de lição.

Esteves

Mestre,

Não sei…não sei se o passado poderia explicar o que passa hoje e como ultrapassar esses abismos nos quais nos enfiamos.

Vejo despreparo por todos os lados.

Mestre é Mestre Novo.

Nos anos 1980 houve a quebra da Bolsa provocada pela Paranapanema. Pessoalmente, conheci gente que desapareceu.

Um dos problemas com essas crises e com essas dores é o aprendizado. É contemplar as interrupções sem reagir.

O que foi que aprendemos?

Marcelo Mendonça

Puxando a brasa para a minha sardinha, em minha área (sou professor de História), há um famoso ditado que diz ” O povo que não conhee sua história, está fadado a repetir os mesmos erros”. Embora muita coisa mude no decorrer do tempo, há outras que são muito semelhantes e, em muitos casos, evitáveis. No Brasil porém, historicamente falando, a memória é muito curta. Sobre o embate Submarinos X Navios de Superfície, por duas vezes, embora tenha construído navios maravilhosos (sou fã do Bismarck e da frota de superfície alemã da WW2 por exemplo, atenção, dos navios, não da política… Read more »

Camargoer

Olá Esteves. Acho difícil comparar as crises das décadas de 80 e final da década de 90 com a atual. Tenho a impressão que a precisamos revisitar a década de 30 para encontrarmos algumas das ideias que funcionaram lá e poderão funcionar aqui. E também ficar atento com as ideias que não funcionaram lá porque terão poucas chance de funcionar aqui.

Esteves

Precisar, precisa de 20.

Manter e poder manter tripulados em mar e terra, prontos para engajar, armados com torpedos, mísseis e amparos logísticos…acho que de 4 a 6.

Talvez menos.

Caio

Santa asneira Batman.

Last edited 1 mês atrás by Caio
Zorann

Ola Camargoer. Penso muito dieferente. Não existe responsabilidade nos gastos e para mudar isto, seriam necessárias mudanças que os militares não deixarão acontecer.Portanto não acredito que a situação vá mudar para melhor. Ela só vai piorar, já que os gastos obrigatórios aumentam acelerado. A Reforma recém aprovada, só piorou o que já era ruim. Dito isto: entrar em qualquer novo projeto de longa duração, como por exemplo a construção de navios no Brasil, no caso as Tamandarés é um grande erro. Não há condições financeiras de tocar 2 projetos grandes ao mesmo tempo. Construir as Tamandarés aqui, na prática, vai… Read more »

Camargoer

Caro Zorran. Divergimos bastante nesse ponto. Meu argumento se baseia no fato da construção doméstica de navios de combate serem mais caros, mas por outro lado geram empregos, encomendas para a industria de máquinas e equipamentos e tem grande impacto positivo sobre o PIB local. A simples importação não gera nenhum ganho econômico doméstico e a redução do preço é marginal em relação aos ganhos da construção local. TODOS os países que têm uma industria naval optaram por construção doméstica. Há uma lógica econômica e estratégica nesta opção.

Esteves

Obviamente. Novamente.

sergio ribamar ferreira

Concordo com o sr. Camargoer. colocar os 5 IKL em operação. Custo-benefício dentro das possibilidades. Fragatas de segunda mão? Doideira! Navios -patrulha multi propósito podem ser construídos localmente ou em parcerias mas há de se ter as minagens e varreduras e mais resolver a questão da patrulha aero–naval. Com o orçamento complicado e desconexo fica difícil. Felicidades para 2021

Fabio Araujo

O Egito esta se preparando pois sabe que mais cedo ou mais tarde vai ter problemas sérios na região, ele fica entre duas regiões bem quentes o Oriente Médio e o Norte da África e de um lado ou do outro ou até mesmo dos dois lados podem enfrentar problemas. O risco de uma guerra contra a Etiópia ainda existe por conta da barragem no rio Nilo, ainda tem a Líbia ( que tem fronteira com o Egito ) numa guerra civil e tem a presença do Estado Islâmico no Sinai, esses são os maiores riscos, fora isso ainda tem… Read more »

Funcionario da Comlurb

Acrescentaria a sua lista os campos offshore de gás também. Esses campos sao disputados por Egito , Turquia e Israel, que nao por um acaso também está recebendo novas corvetas.

Kemen

Egito, Argélia e Marrocos tem se armado bastante, o norte da África esta cada vez mais forte militarmente. O Egito esta participando das lutas no Yemen apoiando a Arabia Saudita e outros paises.

Last edited 1 mês atrás by Kemen
Yuri Dogkove

Qual será o comprimento da Tamandaré?

Funcionario da Comlurb

Precisamente 107,20m

Leonardo M.

Construir o navio na China e colocar equipamentos/armas ocidentais no Brasil não seria mais vantagem que demorar 10 anos para construir 4 Tamandaré ?

Camargoer

Caro Leonardo. Não há vantagem em construir o casco na China e equipar com equipamentos importados. Os estaleiros brasileiros são capazes de construir o casco. Portanto essa é seria a etapa de maior nacionalização. O país está em crise econômica séria, com forte desemprego. Apenas as compras públicas serão capazes de reativar a economia. O setor de defesa é é uma área que possibilita grande injeção de recursos públicos na economia.

Leonardo M.

Obrigado por responder essa dúvida.
Espero que venha pelo menos 13 Tamandarés nos próximos 10 anos.

Só falta vontade política. Algo que nosso presidente militar parece que não tem nenhuma de reequipamento das forças armadas. Lembrando que todos os equipamentos que estamos recebendo hoje são fruto do governo Dilma e Lula que fizeram as compras.

Esteves

As Tamandarés se vierem, virão com os 9 bilhões entregues a Emgepron pelo Posto Ipiranga.

Esses 9 bilhões não pagam 4 fragatas de 3.500 toneladas.

Carlos Campos

O Brasil está sem dinheiro, reconheço o que o PT fez de bom, mas o PR tá impedindo o contingenciamento de verbas, isso para os militares já tá sendo um alivio enorme, pq eles sabem o que vão ter para gastar.

Camargoer

Caro Carlos. A atual crise é bem complicada. Começa em 2014 com o fim do ciclo de expansão e inicio de um ciclo de recessão (coisa comum e periódica), mas é agravada com a crise política de 2016, piorada pela política econômica desastrosa do atual governo e destruída pela pandemia de 2020. Já são 6 anos de crise e é provável que dure mais dois ou três anos… temo que o país levará mais de uma década para chegar nos níveis de 2016.

Carlos Campos

A parte da politica econômica desastrosa desse atual governo, eu discordo.

Camargoer

Caro Carlos. Cito tres. Descontrole sobre os estoques regulatórios de alimentos, o que está causando alta de preços. Ausência de contratação de obras das infraestrutura, que poderiam desafogar gargalos e gerar emprego e renda. Atraso nas decisões sobre o combate á pandemia (o auxílio emergencial foi uma decisão do congresso)

Tulio

Começa em 2014 com o fim do ciclo de expansão e inicio de um ciclo de recessão (coisa comum e periódica), mas é agravada com a crise política de 2016
Fez um esforço descomunal para não citar nomes em Camargoer?

Camargoer

Olá Tulio. Sim. Nomes e determinadas palavras fazem o comentário ser retido. Além disso, tento me ater a fatos.

Esteves

Sem dúvida. Na crise fiscal que nos metemos é uma questão de comparar. Quanto custaria construir um navio ou seções desse navio em estaleiros fora daqui X entregar encomendas ao um estaleiro europeu paralisado que não recebe pedidos em seu próprio país. Os chineses não entregaram proposta para a licitação das Tamandarés. Mas esse modelo de licitação é o mesmo sistema das vacinas. Senta e espera alguns aparecerem. Cotar a construção na China ainda que trouxessem aborrecidos e aborrecentes locais seria uma forma de preservar o recurso público. Um dos motivos ou o grande motivo da crise fiscal é o… Read more »

Camargoer

Caro Esteves. A atual crise fiscal é devido a queda da atividade econômica. Ninguém produz porque ninguém compra, porque está sem emprego ou renda. Isso causa uma elevação da capacidade ociosa, que retarda investimentos e mantém o desemprego alto. O Estado é o único agente econômico com capacidade de autofinanciar em período de crise. Encomendas do setor público (bens e serviços) e contração de infraestrutura. A emissão de moeda pode ser um dos meios de autofinanciamento, já que inexistiria inflação por demanda com desemprego em 14% (claro que o frentista do posto conseguiu a proeza de cria inflação em período… Read more »

Esteves

Mestre, Qual atividade econômica? O setor de serviços responde por 70% do PIB no Brasil. Dentro do setor de serviços qual a participação do estado? 80%. O único país do mundo em que houve expansão do gasto público (no Brasil de 20% para 40% somando todas as despesas públicas de municípios, estados e união) foi aqui. Na pandemia, frente a retração da atividade econômica privada, o estado seguiu contratando, nomeando, concursando e peleando com o dinheiro dos Tesouros. A crise fiscal agravada pela dívida pública, por queda da atividade econômica e dos preços dos commodities, é consequência de poderes públicos… Read more »

Carlos Campos

Ele não foi o unico que conseguiu aumentar a inflação em um momento de crise, na Dilma também teve, na verdade o PG foi na minha opinião irresponsável em manter esse aumento da inflação devido à diminuição da Taxa de Juros, que serviria para o que você quer, aquecer a economia, mas sem a ação direita do Estado, a Industria já vinha mostrando sinais de crescimento, principalmente contratações, o setor de serviços os próprios já davam sinais de que ia expandir as contratações, a construção civil já estava esquentando, acho que você é quase um religioso em seguir a linha… Read more »

Camargoer

Caro Carlos. A SELIC não teve impacto na inflação. O aumento dos preços esta ocorrendo por falta de estoques reguladores e pela opção dos produtores em exportarem. As taxas de juros ao consumidor são muito maiores que a SELIC, tão altas que variações nela não afetam a tomada de crédito do consumidor. Com taxa de desemprego em 14% e ociosidade na indústria maior que 50%, não há demanda nem busca por crédito para consumo. A situação brasileira se parece mais com a depressão de 30 do que com qualquer período do pósguerra. A autoridade monetária deve aquecer a economia em… Read more »

Carlos Campos

Já pensei nisso, mas nunca vi uma analise aprofundada da viabilidade.

Camargoer

Olá Carlos. Depende muito dos objetivos dos programas de reaparelhamento militar. Um país sem base industrial só tem a opção de importar material militar, novo ou usado. Nestes casos, há a necessidade de acordos de offset para garantir a exportação dos produtos primários produzidos por este país para garantir a fonte de moeda estrangeira para manter a balança comercial minimamente equilibrada. Países produtores de petróleo tem um problema invertido porque necessitam fazer grandes importações de seus clientes, geralmente armamento bastante caro. Países com base industrial já demandam encomendas domésticas. Nestes casos, a nacionalização dos equipamentos costuma ser a melhor opção.… Read more »

Defensor da liberdade

Ferrari do mar aí, poderiam vir para o Brasil, mas só tem banana no comando da Marinha.

Parabéns aos egípcios, deixa eu dar uma voltinha?

Kemen

Só banana na mesa das belonaves acredito, pois não da para a Marinha comprar uva, nem mamão que nasce sozinho a $ 10 e $ 9 o kilo. Tchau!

Claudio clemir

Penso que temos que encontrar nosso próprio caminho, no momento todas as decisões equivocadas ou não, nos levaram a ter uma fábrica de submarinos com toda a capacidade de prodição e pensar em uma estratégia nova é o que diferencia o sucesso no campo militar, ficar preso aos padrões, restrições orçamentarias e falta de um projeto político e militar nos levaram a esse estado. Independente o que os militares pensam as vezes eles esquecem que todas as decisões são tomadas por civis, e um pais com uma frota robusta de submarinos com marinheiros bem treinados é sim um meio de… Read more »

Esteves

“vender os navios por um custo estimado de € 1,2 bilhão.”

Não seria preço estimado?

Kornet

A AS continua bancando estes gastos ou são por meios próprios?
Fascinante esses gastos e dá uma grande inveja.

Camargoer

Olá Kornet. Segundo o SIPRI, os egípcios gastaram US$ 3,7 bilhões em 2019 em gastos militares, ou 1,2% do PIB. Obviamente, estes números não batem com os gastos reais do Egito de importação de equipamentos militares. A única explicação é ajuda externa.

Kornet

Deve ser muito gasto e não têm uma economia tão forte pra essas mega compras.

Camargoer

Olá Kornet. Pois é. O Egito tem necessidades sociais que estão sendo colocadas em segundo plano para a aquisição de todo este material militar estrangeiro sem qualquer benefício para a economia local.

filipe

O Bolsonaro queria esses navios para a gente , esse Spartaco foi oferecido ao Brasil por 1 Bilhão de Euros , o preço de 2 Tamandarés.

Camargoer

Caro Filipe. A MB tem um plano estratégico que prevê a construção dos navios em estaleiros nacionais. Neste momento, o foco é concluir os SBR, completar as FCT e construir o SN10.

Jhon

Navio bonito, da para fazer hiate, umas churrasqueiras, freezer para enche de gelada.

Luiz Floriano Alves

Daqui a alguns anos teremis FREMM usadas para comprar enquanto não ficam prontos os prjetos nacionais; Com previsão de alternancia de filosofia de governo os Lefts vão deixar parados os programas das FFAA..

Camargoer

Caro Luiz, especificamente, quais programas militares correriam o risco de serem interrompidos caso a oposição ganhe as eleições de 2022 para presidência? Lembrando que a V34 e o S34 estavam parados e foram concluídos em 2008/2009, o programa KC390 foi lançado em 2007, o ProSub foi lançado em 2009 e o FX2 em 2013 (além de muitos outros como Astros2020, Guarani, etc)

joão pedro

Pergunto aos entendidos, com 144 metros não seria a classificação correta, Destroyer, algúem sabe como se é feita essa classificação?

Last edited 1 mês atrás by joão pedro
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