sábado, fevereiro 27, 2021

Saab Naval

Análise: O Atlântico Sul na competição entre as grandes potências

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Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Os próximos episódios mostrarão como o Brasil se sairá nessa jornada

Por Ruy de Almeida Silva e Monica Herz*, O Estado de S.Paulo

Filmes sobre o embate URSS e EUA durante a Guerra Fria invadiram nossas telas entre os anos 50 e 90 do século passado. O vilão agora é outro e o anterior virou coadjuvante. A Rússia, por ainda ter um enorme arsenal nuclear, é esse personagem. O enredo é a competição entre as grandes potências, deixando em segundo plano a chamada “guerra ao terror”, e se desenrola, como um filme de 007, com ações nas várias regiões do mundo. Assim, poderia ser sintetizada, para os amantes do cinema, parte da Estratégia Nacional dos Estados Unidos, assinada em 2017, pelo Presidente Donald Trump.

Segundo o documento, a China é agora o principal competidor que deve ser contido. Tarefa mais difícil, pois o “vilão” tem como principal instrumento o seu poder econômico. Competição e contenção que naturalmente afetam o Brasil e o Atlântico Sul, assim como ocorreu no primeiro filme, que tinha como pano de fundo a Guerra Fria.

Em 1986, liderados pelo Brasil, os países do Atlântico Sul, preocupados com a possibilidade da competição entre as grandes potências gerar instabilidade e nuclearização na região, criaram a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS), aprovada na Assembleia das Nações Unidas, com o voto contrário dos Estados Unidos da América. Para além da paz, a ZOPACAS também tinha como um dos seus objetivos a cooperação para o desenvolvimento econômico e social, a proteção dos recursos naturais vivos e do meio-ambiente marinho.

Trinta e quatro anos depois, a ZOPACAS pouco avançou. A competição entre EUA e China traz de volta o risco da militarização, nuclearização e instabilidade no Atlântico Sul. Logicamente, as circunstâncias não são as mesmas. Naquela época, o Brasil, principalmente a partir da política externa pragmática do Presidente Geisel, estabeleceu, em 1974, relações com a China; e desenvolveu uma estratégia voltada para os interesses brasileiros, que contribuiu para que nas décadas seguintes houvesse a aproximação com a Argentina, a criação do Mercosul, e da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL).

No lado africano, o reconhecimento da independência de Angola. A derrota do apartheid na África do Sul e o apoio à independência da Namíbia, contribuíram para a aproximação com aquele continente e a criação, em 2006, da Cúpula América do Sul-África. No campo marítimo-naval, a Marinha do Brasil, durante os anos 1970, também mudava sua concepção estratégica, fundamentada na visão norte-americana da defesa hemisférica, para uma concepção calcada nos interesses marítimos brasileiros. A Política Básica e Diretrizes da Marinha, que esboçava essa nova postura, é publicada em fevereiro de 1977, praticamente um mês antes da denúncia pelo Brasil do acordo militar com os EUA.

Hoje, o cenário é diferente. O mundo vive uma crise sanitária e econômica e a política externa brasileira elegeu os EUA como sua prioridade, deixando em segundo plano a América do Sul. O governo argentino e o Mercosul sofrem ataques de autoridades do governo, o Brasil saiu da UNASUL e a Cúpula América do Sul-África perdeu ímpeto.

A importância econômica e geo- estratégica do Atlântico Sul é inegável, tanto para o fluxo comercial como para a exploração econômica e para o sistemas de comunicações globais via cabos submarinos. A agenda ambiental na região está em fluxo e as preocupações com atividades criminais são muito significativas. Os Estados Unidos, diversos países da OTAN e a China partilham desta perspectiva.

A presença da China e de países da OTAN na região é bastante óbvia. Ademais, EUA e Grã Bretanha estão presentes militarmente na ilha de Ascenção, nas Malvinas e Georgia do Sul. Em 2009, o governo americano reativou a IV frota, subordinada ao Comando Sul dos Estados Unidos, que tem como “área de responsabilidade” o Atlântico Sul e o Caribe. A China por sua vez vem avançando sua capacidade marítima global e investimentos em infra estrutura associadas à circulação marítima e no final do ano passado realizou o primeiro exercício naval com a Rússia e a África do Sul na área marítima adjacente a este país.

A China é desde 2009 o principal parceiro comercial brasileiro e da Argentina desde o final de 2019, desbancando o Brasil pela primeira vez na história. O gigante asiático tem sido ainda o maior parceiro comercial da África por 10 anos consecutivos e um parceiro estratégico da África do Sul. A China tem investido fortemente em infraestrutura relacionada com o poder marítimo, especialmente, em portos, de forma a garantir o fluxo de comércio necessário ao seu desenvolvimento.

Diante da complexidade de relações no Atlântico Sul como será o Brasil capaz de desenvolver uma estratégia própria, ao mesmo tempo baseada na cooperação internacional, visando elaborar o melhor caminho para a realização dos interesses brasileiros? No atual enredo, o Brasil parece querer reanimar a combalida ZOPACAS, apesar da atual dificuldade de administrar de forma eficiente seu relacionamento com os EUA e a China.

O presidente Jair Bolsonaro mencionou a ZOPACAS no seu discurso na ONU, o Ministério das Relações Exteriores e a Marinha promoveram um seminário internacional sobre o tema, e existe a possibilidade de uma participação naval mais ativa no Golfo da Guiné com a saída do Brasil da Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano. Os próximos episódios mostrarão como o Brasil se sairá nessa jornada, e se o governo brasileiro será capaz de reanimar a ZOPACAS para, pelo menos, evitar a militarização e a nuclearização do Atlântico Sul. Não percam!

*RUY DE ALMEIDA SILVA É ALMIRANTE E MEMBRO DO GRUPO DE AVALIAÇÃO DA CONJUNTURA INTERNACIONAL DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (GACINT-USP)

*MONICA HERZ É PROFESSORA DO INSTITUTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DA PUC-RIO

FONTE: Estadão

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Jagdverband#44

Falou falou falou e não disse nada.

Jean Jardino

Cara concordo, que texto horroroso, nao diz nada com nada, so bla bla bla.

pangloss

Texto muito superficial, parece redação escolar.

Tomcat4,2

Tipo de texto que não fala nada além de sugerir uma possível má gestão e não sugere nada que possa ajudar a sanar o problema apresentado. Trágico!!!

Marcelo Andrade

Eles têm que fundamentar os créditos recebidos de suas respectivas Universidades, texto simplório de quem nada conhece de Geopolítica!! Impressionante!!

Tamandaré

Senti uma enorme indignação ao fim do texto. Perdi tempo, somente!

Luciano do Prado

Único fato interessante e que eu não sabia foi o fato de a China ter desbancado o Brasil como maior parceiro comercial da Argentina.

Cícero Pazeir

O Brasil não é de nada e não tem armamentos de dissuassão suficiente para enfrentar uma guerra com ninguém, o melhor que deve fazer é sossegar e investir em infraestrutura de crescimento e empregos para a população que mais precisa, aqui em São Paulo triplicou os moradores de rua por falta de oportunidades.

Tomcat4,2

Comentário de matéria da foice de sampa, só errou o site. 😉

Marcelo Andrade

Fala com o Covas e o Dória!!

Defensor da liberdade

Carga tributária e legislação trabalhista é lá no Planalto, com o Minto.

jose luiz esposito

Defensor de que ? Da Liberdade da Raposa no Galinheiro !!!

Santos 2020

Sem querer partidarizar o tema, lembre-se que as reformas tributaria e administrativa foram ‘ torpediadas ‘ pelo Maia.

Cristiano GR

Pelo cidadão mais querido e honesto, um exemplo de parlamentar, querido e sempre elegível. Só que ao contrário.

Roberto Bozzo

Aumento do ICMS, do IPVA, fim dos subsídios para alimentação e saúde, fim de isenção para PCD’s, entre outras coisas… põe na conta do ditaDORIA….

jose luiz esposito

O cidadão quer crescimento economico e emprego com o PT ou o PSDB no Poder ,PSDB já esta na Governança do Estado e da Capital a muito tempo, e a economia dos dois se arrasta !

jose luiz esposito

Para não falar palavrões , mas por favor passe a opinar em sites de culinária , de costura e moda ,é possível que conheças desses assuntos .

Cristiano GR

Teu governador não tem nada com isso? Tem estados que estão bem, e enquanto o estado mais rico do país vai mal será que a culpa é do presidente como teu texto tenta fazer pensar? Será que o dória tentou ir a Miami para aprender gestão ou foi só para passear?

Tomcat4,2

Cabe ao Brasil investir em sua marinha de guerra e de patrulha. Os napa 500 BR ,em quantidade, são agora mais que urgentes, além de mais submarinos.

jose luiz esposito

Outra vez essa coisa de Napas, Patrulhas oceânicos somente temos três , os outros , dinheiro jogado fora , Drones , Dirigíveis , Aviões Radares e de Gueera e Patrulha anti submarina , e o que nos interessam , eles , chamam o Patrulha para o local necessário , patrulhas são lentos , mal armados e somente gastam dinheiro , muito pessoal e comandos , de pratico muito pouco !

Tomcat4,2

Rapaz o que mais precisamos é de navios patrulha pra policiar nossas águas. Os navios da classe Macaé são excelentes e era pra ter rolado ,se não me engano, a construção de 27 navios. Agora tem o projeto napa 500BR que espero que saia do papel e se construa as dezenas pra patrulharem nossas águas pois a pesca ilegal bate nossa porta ,fora outras coisas.Navios de guerra como as fragatas Tamandaré’s tbm são necessárias assim como os submarinos é claro mas há muito mais serviço para os patrulhas.

Fernando Turatti

Olha, pelo tema da matéria, não, navios de patrulha não são nossa maior necessidade.
Estamos falando de possíveis conflitos, não dos pesqueiros ilegais. Estamos falando de uma marinha total e completamente inútil em um combate moderno de mar abertol.

Pedro

Isso. Tem que priorizar os NAPOC e parar de comprar 25 mil garrafas de vinho, fazer política para ser excluído da reforma da previdência e fazer mais política ainda para aumentar seus soldos em PLENA pandemia.

Caique

A China avança de foram voraz para o continente africano, o que não é nenhuma surpresa, o Brasil com o Didi da diplomacia esta muito lascado. Enquanto nosso presidente fica brincando de liberar porte de arma e criar teoria da conspiração sobre as eleições americanas, nós perdemos a pouca zona de influência que temos. Pouquíssimos conseguem enxergar o valor diplomático e mercadológico do Mercosul, o mundo mudou, no futuro a maior parte das negociações serão feitas por blocos, quem não acompanhar essa mudança ficara para trás. A decisão de priorizar as relações bilaterais já se mostrou um enorme fracasso, o… Read more »

Tomcat4,2

Seu comentário só mostra o quanto vc acompanha as relações bilaterais mundo afora de forma ideológica meu caro. Procure, pesquise, busque se informar melhor sobre isso tudo aí que vc mencionou em seu próprio comentário sem paixões politicas e ou viés ideológico e verás o jogo de xadrez que se está sendo jogado. Há erros, claro, porém muitos mais acertos.

Caique

Eu acho que é impossível nós não tomarmos partido, infelizmente ou felizmente é do ser humano, mas é claro que não podemos ser engessados a tudo, o Brasil é uma país garante e forte, com pessoas inteligentes e os rumos ques
estamos tomando estão na minha visão nos levam só para baixo.

100nick-Elã

Cite um acerto, apenas um.

Tomcat4,2

Só vou citar o asfaltamento de várias estradas que a décadas sofriam em seus lamaçais e atrapalhavam o escoamento de grãos nos rincões do Brasil.

Alexandre

Grãos, que se depender da vivandeira e seu bando de acéfalos, estarão fadados a apodrecer nos portos!

Pedro

Verdade. Isso por si só, encobre todos as centenas de erros do atual presidente teórico do Olavão e seguidor da teoria QAnon, não, é? Este ministro da Infraestrutura, talvez seja a única coisa que sobrou de bom e não ideológica do atual governo. Parabéns pelas obras é um fato e um dever, mas não obscurece todos os erros.

Pedro

Exemplifique os acertos por favor, ultimamente ( dois anos), só vimos distanciamento mundial e político, estamos para virar um pária mundial. Parece que a PTzição dos Gado Bolsomion está sendo uma tragédia.

Ruy Barbosa treme, pragmatismo zero.

TeoB

concordo com os outros que o texto é Ruim… referente a Politica de Blocos, com todo respeito seu ponto de vista, mas eu discordo, essa ideia de bloco pode funcionar para países pequenos, que sozinhos não tem relevância econômica, a Venezuela quebrou e pouca ente sentiu, mas se o brasil quebrar igual ela vai ter um efeito global gigantesco, temos que saber que o Brasil é um dos grandes do mundo, e agir de tal forma, temos território, recursos, população, produzimos muito e consumimos muito, temos que ter um posicionamento próprio e independente para a politica externa e não ficar… Read more »

Carlos Campos

comentário lúcido, não temos que se amarrar a ninguém, temos que negociar com gregos e troianos

Pedro

PRAGMATISMO! Como muito aqui dizem, não existem amigos, existem interesses!

Helio Silva

Boa tarde a todos! O problema de integração na América do Sul vem de longa data e vale pra todas as matérias: defesa, comércio, geopolítica. Há anos o então presidente era o Lula e ele disse que numa reunião da UNASUL os presidentes começaram a acusar um ao outro, dizendo que um invadiu o outro em 1800 e bolinhas. Em outra reunião o então ministro espanhol mandou o Hugo Chávez calar a boca. É esse o nível dos debates. Ninguém leva soluções, só problemas históricos que não superam. No caso da África é interessante: o Brasil ajudou a Namíbia a… Read more »

Fernando

“No caso da África é interessante: o Brasil ajudou a Namíbia a implantar sua Marinha, também ajudou vários outros países, e em troca fazem compras militares e outras coisas com a China”

Que tipo de equipamento naval a Namíbia poderia comprar com a gente?

ADAIR HAMES

Não só do comércio de armas vive a economia do país!

João Adaime

Caro Fernando A Namíbia adquiriu junto ao Inace (Ceará) um barco patrulha de 200 toneladas e duas lanchas patrulha de 60 toneladas. Mas não pudemos oferecer ajuda nas áreas de infraestrutura, agricultura, saúde, educação e energia. E esta cooperação não é isolada. Em 2015 aconteceu em Joanesburgo (África do Sul) o Fórum de Cooperação China-África (Focac). A China está atuando em todo o continente e não apenas na Namíbia. Atualmente existem mais de 40 empresas chinesas naquele país, gerando mais de 6.000 empregos e um faturamento de 4,6 bilhões de dólares por ano. O investimento destas empresas ali é superior… Read more »

GFC_RJ

“No caso da África é interessante: o Brasil ajudou a Namíbia a implantar sua Marinha, também ajudou vários outros países, e em troca fazem compras militares e outras coisas com a China”. Isso é uma visão um tanto… sei lá… romântica. O Brasil ajudou a estruturar sim, mas… limitado a um esforço da Marinha. Não foi um esforço coordenado junto ao MRE para que isso fosse uma ação do Estado como um todo. Ou seja, mais uma oportunidade de se perder oportunidades. Uma ação meio que pela metade, ou menos. Por outro lado, há 100 anos, a França nos auxiliou… Read more »

jose luiz esposito

Volte para frente da Globo com suas novelas , lá deves saber quem traiu quem , casou com quem , quem queima e quem calça 44 ,

Pedro

Pragmatismo jogado no lixo, viés ideológico veio a frente com os teóricos da Olavo, viraram bestas-feras idênticas aos que combatiam (as bestas-feras petistas). E lá se vai outra década.

Mgtow

Vc coloca China como o problema? Que crack violento esse vc cheirou hein. A propria imagem mostra que estamos cercados pela parasitaria Inglaterra. E por tabela o senhor EUA. Deixa de ser mané cara.

Fernando

É interessante, o texto parece que não acabou. Acredito ter sido essa a intenção do autor ao pintar um panorama do Atlântico Sul até o momento e o que será feito em seguida. Ao se retirar da UNIFIL, a Marinha precisa arrumar outra operação da ONU, bem como faria bem ao Exército uma dessas também. Ir para a África tentar fazer valer o nosso “soft power” pode ser uma boa ideia. Mas com a cavalgadura que atualmente ocupa o cargo de chanceler, fazendo o Barão do Rio Branco se revirar no túmulo, essa política externa desastrosa não tenho esperança nenhuma.… Read more »

Matheus S

Ir para a África não é uma boa ideia, é a única boa ideia que poderemos ter diante da irrelevância regional do Brasil. O Brasil foi querer projetar “poder” no Mediterrâneo e esqueceu da região em torno do Brasil, América Latina e África. Perdemos poder regional e não ganhamos o que inicialmente queríamos, relevância geopolítica global. Agora precisamos reconquistar a relevância regional e parar com as megalomanias de querer ser uma potência global, pois não temos capacidade para realizar tal feito.

Fernando

Você só vira uma potência global depois de ser uma regional.

Matheus S

Exato.

Helio Silva

Concordo!
Acho que o Brasil não tem expertise no assunto. Até a Venezuela chamou o Brasil de imperialista. E o Brasil, historicamente falando, acho que não gosta de se expôr em ser ator global ou regional.
Pra piorar tomamos partido por mera ideologia. Olha o caso da Palestina x Israel, no qual fomos chamados de anões diplomáticos.
Saudações!

Fernando

Só existe duas opções nesse jogo: Ou você domina, ou você é dominado. Nos anos FHC/Lula o Brasil tomou a direção correta, a América do Sul é nosso quintal e América Latina e a costa atlântica da África são nossa vizinhança onde sabemos o que acontece e influenciamos o que acontece. Claro que metemos os pés pelas mãos algumas vezes como esse caso clássico do Lula e o “Anão diplomático”, mas ao menos o Brasil ia na direção certa. Comandar a Minustah por exemplo foi muito importante. No entanto o governo Dilma simplesmente abandonou a política externa. Essa conversa sequer… Read more »

Dalton

Para tornar mais claro a IV Frota dos EUA que foi reativada para aliviar a pressão sobre a II Frota e tornar a base de Mayport onde está seu QG mais relevante, estava “quase às moscas” cobre o Caribe, Atlântico Sul e Pacífico Sul apenas ao redor da América do Sul estando o restante do Atlântico Norte e Sul sob responsabilidade da VI Frota. . Quanto a “nuclearização” do Atlântico Sul, ao menos da parte dos britânicos estes possuem armas atômicas apenas a bordo de seus 4 SSBNs que para otimiza-las navegam apenas no Atlântico Norte, normalmente um estando em… Read more »

GFC_RJ

“E se o Atlântico Sul ganhará mais importância, não será fácil desbancar o
Pacífico Ocidental, Oriente Médio, Atlântico Norte, Mediterrâneo e mais recentemente o Ártico.”
Concordo. Nem f…do. Aqui o Atlântico Sul continuará um marasmo. Não que isso seja ruim. Eu, particularmente, acho excelente.

Mattos

Pela bomba atômica brasileira.

Saldanha da Gama

É a única forma de dissuasão!!!!

Luis Aurelio Contin

É isso aí, uma de Urânio 235 e outra de Plutônio , para iniciar os testes.

Fernando

Fazer a bomba é fácil, problema é ter um veículo para levá-la ao inimigo.

Lembrando que o Brasil não consegue fabricar algo como a V-2 de 80 anos de idade.

Carlos Campos

Deixa os EUA e a China se matarem, temos que usar eles no que for possível.

Luiz

Enquanto não houver aquisição de armamentos; sistema antiaéreo, caças, submarinos e escoltas em quantidade, o Brasil continuará fraco e indefeso; com moral em baixa e falta de perspectiva. O sistema educacional tem que ser reformulado pra fortalecer a base do ensino; a criação de escolas técnicas, transitórias a curso superior, faz se necessário. Nos Estados Unidos é possível fazer dois anos de escola técnica e depois transferir para universidade, estudar por mais dois anos e finalizar curso superior. É preciso uma restruturação de currículo a nível nacional no Brasil. Só assim pra gerar mão de obra qualificada e fortalecer a… Read more »

Michel

Sim, seu comentário está correto. No entanto, a desindustrialização nacional vem ocorrendo a passos largos. Desde a década de oitenta, mais precisamente após o “boom” do milagre econômico. A economia nacional baseada na financeirização, ao contrário, avança sem rédeas, descontroladamente. Realmente o que o sr. citou é válido, mas ocorre com nações que, em vez de apenas de perder indústrias e fechar fábricas, modificam-nas, continuando com as mesmas de forma diferente, mais plenas, produtivas e sofisticadas. Em suma, são nações que produzem e não apenas consomem alta tecnologia. O Brasil, para pelo menos vislumbrar essa situação industrial avançada, teria que… Read more »

GFC_RJ

As causas da desindustrialização são diversas:
– Carga tributária muito elevada e muito complicada;
– Excesso de burocracias e regulações;
– Péssima segurança jurídica;
– Custo de crédito muito elevado;
– Mercado muito fechado;
– Infra-estrutura MUITO deficiente…

Aí, mesmo resolvendo isso tudo, o que não ocorrerá tão cedo, nosso crescimento sustentável será limitado justamente por isso que foi dito: Apagão de mão de obra. Esse apagão já está contratado, pois não teremos uma população minimamente preparada para trabalhar na industria 4.0 que está vindo aí.

Fernando Turatti

Todo santo dia alguém insistindo que pra um país ser desenvolvido, precisa ser mais industrial do que voltado aos setores primários. Vou te apresentar um país bem desconhecido, mas talvez interesse-te: Austrália.
Liberdade econômica é muito mais importante do que industrialização. Eficiência é o que deve ser buscado. Como? Fazendo o Estado parar de distorcer todo o mercado.

GFC_RJ

Caro Turatti, Entendo sua posição e em parte ela é correta. Em outra parte nem tanto, há de se ver em outras perspectivas. Eu, como um neoclássico, concordo que eficiência é o mais importante. Sua crítica ao Estado distorcendo o mercado é a mesma que a minha. Também concordo que setores secundários não devem necessariamente se sobrepor aos setores primários pelas mesmas razões que você.  Mas… A Austrália é uma país gigante, rico em recursos naturais como nós. Ok. Parou aí.  O Brasil tem uma população umas 8vzs maior que a Australia. Por mais rico em recursos naturais que sejamos,… Read more »

GFC_RJ

Para completar… E em linha com o que você falou… A Asia desenvolveu sua industria de olho no mercado externo. A China lá nos anos 70 pensou: “vou ser o grande chão de fábrica deste planeta”. Então, se está competitiva no mercado externo, automaticamente estará no interno. Essa visão fez com que a eficiência da industria asiática disparasse sobre a ocidental. Já aqui no Brasil… o Brasil… Aqui ainda falamos de substituição de importações… Atchin! Desculpe, sou alérgico a mofo! A industria é voltada ao mercado interno, com muito menos escala. Por causa da nossa poupança interna baixa, somos dependentes… Read more »

Fernando Turatti

Veja bem, tem um ponto importantíssimo aqui e que foi parcialmente tocado por ti: os subsídios ao setor primário deles. Tais países são ineficientes nisso. Ineficientes ao ponto de tais setores serem engolidos pelo externo caso não protegidos. O Brasil, pelo contrário, é brutalmente eficiente na produção alimentícia, mesmo que a vasta maioria dos favores do governo terminem indo para indústrias como a automobilística, jogando dinheiro fora, distorcendo os preços relativos do mercado e, por fim, terminando sem qualquer efeito positivo(né, ford?). Deixar o mercado aberto provavelmente acabaria por industrializar o Brasil, mas não na medida que algum burocrata quer… Read more »

Helio Silva

Sou engenheiro.
No curso perguntei o porquê de ao invés fazermos TCC, não seria melhor entregarmos um projeto completo, já que p curso inteiro é de projetos.
Só faltaram me bater e disseram que a ordem vinha de Brasília.
Meu TCC resolvi fazer como projeto. Aí descubro que dos mais de 400 TCCs, o meu era apenas o segundo a ser projeto.
Fiz isso não só como aprendizado, mais como legado à instituição, à sociedade e ao meu país. Até hoje eu o uso pra dimensionamento e já recebi três convites pra transformá-lo em livro.
Saudações e sábias palavras.

Fernando

Não sei onde você se formou mas onde eu fiz engenharia era obrigatório entregar projeto de conclusão de curso. A outra opção que você tinha era projetos acadêmicos de pesquisa e tal.

Helio Val

Depende da grade do curso e sua época de mudança. O currículo na minha época acabara de ser mudado e aí introduziram certas aberrações. No Brasil se acha que resolver as coisas é mudar tudo ao invés de se fazer ajustes; e a ordem vem do MEC.
O ensino no Brasil, salvas excessões, é sofrível e vem de longa data. Mais verdade também seja dita, que certos alunos não fazem por onde.
Eu prefiro nem me ater ao resultado do que vejo atualmente… Dá vontade de chorar…
Saudações!

Fernando

Concordo plenamente

GFC_RJ

Todos os países do mundo buscam uma região geopolítica para chamar de sua. Um cantinho de um continente que seja para exercer sua liderança. Até a Etiópia faz isso. O Brasil é o único país com tudo pronto para exercer uma p…a liderança regional absurdamente grande, mas dá às costas para isso. Quando há um mínimo de visão estratégica que aproveite isso, o exerce de forma super mambembe. Essa falta de visão do que o Brasil pode ter e exercer sobre a região do Atlântico Sul vai desde infantilismos de rivalidades de Galvão Bueno, passando pelo vira-latismo de uma região… Read more »

IBZ

Primeiro Geisel não foi presidente, foi só mais um ditador que afundou o Brasil. Segundo o nosso país já está quebrado e desgovernado, não conseguimos impor soberania em uma disputa de tecnologia 5G oq dizer então em uma disputa pelo Atlântico Sul!

Helio Silva

Boa noite!
Respeito, logicamente, sua opinião, mas…
Metade da Europa já descartou esse 5G citado; por que será?
Além disso, por que facilitar com um país que fechou as portas pra a Embraer? A Embraer vende na quantidade que a China quer e quando quer e mediante barganha. E ainda se intitula economia de mercado…
E como confiar num país que manda e desmanda em empresas privadas, como o IPO do Alibaba e diz que por interesse nacional pode pegar a informação que quiser?

Helio Silva

Pra completar, olha o que a China fez com a Vale e seus graneleiros classe Valemax…
Olha o que a China tá fazendo nad águas territoriais da América do Sul… Até Galápagos foram invadir pra pescar.
Saudações!

IBZ

Nunca mencionei especificamente a China, falei da submissão desse nosso desgoverno a um governo estrangeiro! A China não é confiável do mesmo jeito de os EUA também não são, mas gostando ou não é a segunda maior economia do mundo e caminhando pra primeira posição. Os americanos esperneiam mas usam tecnologia e mantem relações comerciais com os chineses inclusive roubando mercado de nós. Essa choradeira de vocês só reforça minha opinião de que nosso país não tem mesmo futuro. Sorte de quem pode sair daqui e viver lá fora.

jose luiz esposito

SOLO PAROLE ! No Brasil e com o Brasil sempre o bla bla bla de Paz , área de Paz , somos Pacíficos etc etc , porque isso , nossos políticos são de baixíssima escolaridade , e estão interessados em seus interesses pessoais , então Defesa somente serve para desviar verbas onde o político não tem acesso ou pouco acesso .

100nick-Elã

Esse texto é uma redação do ENEM que merece nota muito baixa.

Fernando Turatti

O Brasil é irrelevante como marinha, mesmo no Atlântico Sul. Todos que estão lendo isso aqui estarão mortos e a nossa irrelevância permanecerá intacta, tal quais as aposentadorias altas e precoces das forças armadas.

GFC_RJ

Verdade, mas estenda isso para tudo no país… Não só à Marinha.
Industria, ciência, IDH, renda… etc etc etc e bota muitos mais etc.
A questão é nacional.

Pedro

Luis Fernando Veríssimo: “O Brasil é formado por uma classe dominante e uma classe ludibriada”

João Adaime

Que me desculpem os mansos e humildes de coração, mas para o Brasil ter um mínimo de respeito da comunidade internacional, o caminho mais curto é termos uma arma com grande poder de destruição, assim como um meio para fazê-la chegar ao destino.

Adriano RA

O mundo não dá a mínima para o Atlântico Sul, porque o Brasil (e Argentina) não faz sua lição de casa. A segurança alimentar do planeta passa pelo Atlântico Sul. Estava na hora de o Brasil acordar. O Brasil é uma “OPEP” da soja, de um país só, isso sem falar na carne. Se somar a Argentina, melhor ainda. Sem soja não há carne… Os chineses quase “piraram” no início da epidemia e rastelaram os estoques pelo planeta, tamanho o medo de ficar sem. Faltou soja até no Brasil…. rsrsrsrs. Acorda Brasil!

Fabio Araujo

Pelo título esperava um pouco mais, mas temos que ver que o texto é do Estadão e infelizmente nossa imprensa não é capaz de fazer uma análise mais profunda deste tipo de tema, para o nível de nossa imprensa até que não foi tão ruim!

Professor

Militarmente falando temos uma Marinha muito aquém das necessidades do Brasil e que, contra qualquer potência top (EUA, CHINA, Rússia) ou mesmo intermediária (UK, Alemanha, França, Espanha) não teria condições mínimas de defender o país. Ora, a Alemanha desde a I Guerra investiu em submarinos desde que concluiu que nunca seria páreo para a Marinha Real, apesar dos meios que tinha e, embora tenha perdido a guerra, deu um trabalho danado… O Brasil tem que investir em submarinos modernos, o único tipo de meio naval que pode dissuadir uma Marinha mais forte. Navios de superfície são hoje muito mais vulneráveis… Read more »

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Guerra Antissubmarino

Doutrina de engajamento da US Navy contra submarinos inimigos

A doutrina de Guerra Antissubmarino (ASW) da US Navy (Marinha dos EUA) prioriza a destruição dos submarinos de um...
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