sábado, maio 15, 2021

Saab Naval

Sea Dragon 2021: Exercício ASW multilateral entre os EUA e nações parceiras

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Kawasaki P-1

De 14 a 28 de janeiro, Índia e Japão se juntarão ao ‘Sea Dragon 2021’, exercício de guerra antissubmarino multilateral, com Austrália, Canadá e Estados Unidos

ANDERSEN AIR FORCE BASE, GUAM – Duas aeronaves P-8 Poseidon do Patrol Squadron 5 (VP-5), o “Mad Foxes”, e o Patrol Squadron 8 (VP-8), os “Fighting Tigers”, juntaram-se a várias nações parceiras para dar início ao exercício de guerra multinacional antissubmarino Sea Dragon 2021, em 12 de janeiro.

As aeronaves de Patrulha Marítima e Reconhecimento (MPRA) do VP-5 e VP-8 viajaram para a Base da Força Aérea dos EUA de Andersen em Guam para aprimorar suas habilidades com membros da Real Força Aérea Australiana, Força Aérea Canadense, Marinha Indiana e Força Marítima de Autodefesa do Japão.

O Sea Dragon 2021 concentra-se em treinamento e excelência em guerra antissubmarino (ASW), incluindo 125 horas de treinamento em voo que vão desde o rastreamento de alvos simulados até o problema final de encontrar e rastrear o USS Chicago (SSN-721), um submarino nuclear classe “Los Angeles” da Marinha dos EUA.

Durante as sessões de treinamento em sala de aula, pilotos e oficiais de voo de todos os países irão construir planos e discutir a incorporação de táticas, capacidades e equipamentos de seus respectivos países ao exercício.

P-8A Poseidon da RAAF
P-8A Poseidon da RAAF

USS Chicago (SSN-721)

“Como OIC, estou ansioso pela oportunidade de desenvolver ainda mais nossas parcerias com o Japão, Índia, Canadá e Austrália durante o Sea Dragon 2021”, disse o Tenente Comandante. Kyle Hooker, oficial encarregado, do Patrol Squadron 5. “O ambiente COVID será desafiador para todos os nossos participantes, mas eu sei que nos uniremos para nos adaptar e superar enquanto executamos nosso objetivo de interoperabilidade da Guerra Antissubmarino”, acrescentou Hooker .

Cada exercício é avaliado, e a nação com o maior total de pontos receberá o cobiçado prêmio Cinturão do Dragão. O cinturão foi formalmente apresentado no ano passado, quando concedido à Royal New Zealand Air Force (RNZAF).

Kawasaki P-1 lançando sonoboias

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Funcionario da Comlurb

Iria ser engraçado, se nao ao menos curioso, ver o resultado da MB nesse exercício.

Funcionario da Comlurb

Ok. Seria engraçado do mesmo jeito.🙂

Pablo

por qual motivo?

Alfredo Araujo

Pura síndrome de vira-latas. Não entendo o prazer de falar mal de algo q não conhece…

https://www.naval.com.br/blog/2021/01/17/quando-o-p-3am-orion-da-fab-enfrentou-um-submarino-nuclear/

Bruno

Engraçado pq? [2]

Bille

E permanece a dúvida de por quê estes aviões não estão com a MB..

Leandro Costa

A História é muito longa, mas começa em 1941 com um decreto. Passa por vários caminhos tortuosos até os dias atuais, quando a FAB disse “quer?!” e a Marinha respondeu “Agora não tenho dinheiro para isso.”

E é basicamente por isso que a MB não está com a aviação de Patrulha.

Teropode

Deixem a FAB com este abacaxi , a Marinha merece é uma dúzia de SU34 carregados de Exocet .

JagdVerband#44

Achou que o exocet não está integrado ao SU 34.

leonidas

Na verdade é pura picuinha, falta de vergonha na cara do governo em colocar um fim nesta meninice dos estrelados das 3 armas. Então devido a vaidade deles a defesa nacional fica impossibilidade de uma doutrina adequada a função de cada uma das armas. E como aviação que só no governo de um civil (José Sarney) o exercito ganhou a sua, como também a aviação naval de asa fixa onde um presidente glúteo mole como FHC fez aquilo que todo militar que preze sua obrigação já deveria ter feito em 64. Ou seja dotar a Marinha de aviação de asa… Read more »

Last edited 3 meses atrás by leonidas
Rinaldo Nery

Não poste o que você não sabe. A MB não quer a patrulha porque não tem dinheiro pra mantê-la. Já foi oferecido há anos. Simples assim. Nem meios de superfície a MB tem!

leonidas

A questão aqui e conceitual, não e se ela quer ou deixa de querer kkkkk
Marinha atual tem que ter aviação , a US Navy sabe disso e a Plan também não é?
Então vamos parar com esse provincianismo patético e focar no todo e não na nossa RIDICULA situação ok?

Defensor da liberdade

Acredito eu que o Brasil já deveria trabalhar no substituto do P-3. Os paquistaneses sondaram o Lineage como patrulha marítima, o Brasil poderia embarcar junto no projeto, oferecendo o 195 E2 no lugar, economizando nos custos com o desenvolvimento compartilhado, e uma aeronave mais capaz.

Funcionario da Comlurb

A FAB já ofereceu devolver a aviação de patrulha a MB, mas só viriam os aviões. A verba para manutenção e operação continuariam com a FAB. Obviamente que a MB recusou. Portanto acho que teremos aviação de patrulha marítima apenas enquanto houver vida útil dos P3. Os Badeirulhas já estão prestes a se aposentarem. Novos investimentos nessa área? Muito improvável. Infelizmente.

Bille

Esse negócio de que a verba de manutenção e operação continuariam com a FAB e a Marinha só ficaria com as células não tem base legal. A MB então deve ter se oposto por que junto com as aeronaves ela ia ganhar também o “boleto” – e ficar com o kit completo. Nem no H225M (ou o que quer que inventaram de designativo – que as 3 forças voam) funciona assim. Cada um arca com o seu custo (e o que o MD repassa é dividido por 3 igualmente). Agora, quando o P3 acabar o troço meio que morre, não… Read more »

Caloro

No caso do H225M não é assim. O orçamento do MD é gerenciado por representante das 3 x FFAA e não é necessariamente divido por 3 iguais. Vai depender o quanto voa cada Força e quais os recebimentos previstos para ocorrer no ano.
O martelo é batido pela FAB/COPAC após reunião e planejamento conjunto.

Pablo

li em algum lugar, que um cotado para isso poderia ser o KC

Matheus

Não. O KC foi feito acima de tudo pra transportar cargas. O mais ideal seria uma plataforma comercial, o E195 E2 é uma boa.

Pablo

Penso o mesmo.

Francisco Braz

Se não me engano, este exercício já com a FAB por ocasião do lançamento do submarino brasileiro, o Humaitá, e dia da força de submarinos da MB. Os USA mandaram o mais novo classe “Virginia” para as comemorações e, durante o percurso, foram executadas manobras de monitoramento, treinando tanto o lado brasileiro quanto o americano.

Canarinho

OFF TOPIC – China inicia expansao de estaleiro, onde o quarto porta avioes chinês ja começou a ser construido.

https://thediplomat.com/2021/01/third-chinese-aircraft-carrier-nears-completion-amid-shipyard-expansion/

João Motta

Nao custa nada sonhar

Leandro Costa

OFF TOPIC

Passei pela ponte ontem e ou o ex-Rio de Janeiro G-31, ou o ex-Ceará G-30, está com o casco pintado, pronto para servir de alvo para alguma missilex.

willhorv

Somos um país continental não somos?!? Assim como teremos 36 caças….e o ideal seria 360 (10 esquadrões em 2 bases por região pelo menos), acredito que o ideal para patrulhar este marzão seja também o ideal umas 80 aeronaves, dispostas em 5 esquadrões (sul, sudeste, 3 nordeste e 1 norte)….mas temos só 8 unidades se não me engano do P2….se é que estão operacionais. Por tanto…entra e sai o que quer neste mundão de meu Deus e seu povinho chamado Brasil. Realidade vergonhosa e frustrante. Sonho….o P8! Factível? Se tivéssemos FAAs coerentes a operação e função, e não o cabidão… Read more »

João das Botas

EUA, Canadá, Austrália todos grandes exportadores de alimentos…será que estão com medo dos xhineses?

Marcelo

Canada exportador de alimentos?

Enrique Andres

A situação atual do Brasil nestes tempos é se conformar na posição de expectador, nem pense que pode competir com esses gigantes armados até os dentes. Nosso armamento atual não infligem medo a qualquer país, nossa aviação de Tucanos é para combater traficantes de armas e drogas em aeronaves de pequeno porte. Nossos foguetes Exocet tudo bem, tem alcance de 70 quilômetros, mas não possuem rastreadores eletrônicos para manobras evasivas e se desviar de ataques, só poderíamos guerrear contra Cuba sem garantias de vencer.

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