quinta-feira, janeiro 20, 2022

Saab Naval

Hensoldt moderniza radares da Marinha Alemã

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

De acordo com um comunicado de imprensa publicado em 15 de fevereiro de 2021, o provedor de soluções de sensores HENSOLDT está modernizando os radares TRS-3D de duas corvetas da classe K130 da Marinha Alemã, bem como uma instalação costeira associada. Um pedido de componentes eletrônicos correspondentes foi feito pelo Escritório Federal de Equipamentos, Tecnologia da Informação e Suporte em Serviço do Bundeswehr (BAAINBw). As entregas de reposição ocorrerão ao longo deste ano.

O TRS-3D é um radar naval multimodo tridimensional para vigilância aérea e marítima, que pode correlacionar os dados de posição e movimento de alvos com o sistema de identificação HENSOLDT MSSR 2000 I e, assim, melhorar a identificação automática de navios e aeronaves.

O TRS-3D é o líder de mercado global em sua classe, com mais de 60 radares em serviço com Marinhas e Guarda Costeiras em todo o mundo. Além das corvetas K130, as embarcações equipadas com ele incluem os Cutters de Segurança Nacional da Guarda Costeira dos EUA, vários Littoral Combat Ship da Marinha dos EUA, bem como navios da Marinha Finlandesa e da Guarda Costeira Norueguesa.

TRS-3D

A classe K130 Braunschweig (às vezes Korvette 130) é a mais nova classe de corvetas oceânicas da Alemanha.

Originalmente, a classe K130 deveria estar armada com a versão naval do míssil Polyphem, um míssil guiado por fibra óptica com um alcance de 60 km (37 milhas), que na época estava em desenvolvimento. O programa Polyphem foi cancelado em 2003 e, em vez disso, os designers optaram por equipar a classe com o míssil sueco RBS-15.

Enquanto o RBS-15 tem um alcance muito maior de 250 km (160 milhas marítimas), a versão atual montada nos navios, Mk3, carece do feedback de vídeo resistente a ECM do Polyphem.

A Marinha Alemã encomendou o RBS-15 Mk4 com antecedência, que será um futuro desenvolvimento do Mk3 com maior alcance – 400 km (250 milhas) – e um buscador duplo para maior resistência a contramedidas eletrônicas. O RBS-15 Mk3 tem também a capacidade de engajar alvos terrestres.

Um RBS-15 acertando um alvo naval durante exercício. Sobre os contêineres vê-se os refletores de radar que simulam um alvo maior

FONTE: Navy Recognition

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Gabriel BR

Eu ficaria imensamente feliz se a Hensoldt fosse a provedora do sistema de combate das Tamandaré.

Pedro Bó

X2. De preferência em uma combinação TRS-3D e ESSM, ao invés do combo Artisan + CAMM.

Gabriel BR

Com toda certeza!

Doug385

O radar da Hensoldt para a classe Tamandaré seria o TRS-4D.

Barak MX para o Brasil

Estavam oferecendo o TRS-4D

Cavalli

Bom dia.

Será que o Poder Naval poderia fazer uma matéria referente ao “andamento” (se isso fosse verdade) do Contrato de Aquisições para os Sistemas de Combate, Armamentos (excluindo os canh~es de proa já conhecidos) e quando será o 1ª corte da chapa do NCT pela TKMS?

Estou muito preocupado com a LENTIDÃO de nossa Marinha, pois temos o $$$$$$$ PROVISIONADO e NADA de seguir com o projeto.

Realmente, das 03 Forças a Marinha do Brasil é a PIOR em fazer uso de NOSSO $$$$$$, ENGEPRON para quê?

carvalho2008

Mestre Galante, em tese este Polyphem não é tão diferente de antigo projeto FOG-MPM da Avibras, certo?

Bosco

Nossa! Desenterraram o Polyphem de sua tumba! A relevância dessa informação da “Navy” é … nenhuma.

carvalho2008

Mestre Bosco, o amigo tão especializado no conceitos e tecnologias de misseis, poderia dar sua opinião do porque esta categoria de missil por fios parece ter caido tão forte em desuso? Obvio existem muitas categorias mais modernas tecnologicamente, os dispare e esqueça, pesados, etc…mas não consigo entender o porque não aproveitam adequadamente os enormes nichos desta categoria de missil.

Missieis guiados por fios são:

  • imunes a contra medidas;
  • tecnologia muito acessível e simples;
  • Extremamente baratos comparativamente;
  • capacidade multiuso para alvos, navais, aéreos e terrestres
Bosco

Carvalho, Houve alguns conceitos de fibra ótica que vingaram, haja vista os israelenses Spike LR, Spike ER, Spike NLOS, o sérvio ALAS, japonês Type 96 e se não foi cancelado, o IDAS, alemão. Também sou fã do conceito, principalmente pela capacidade de prover engajamento NLOS. O mais interessante no meu modo de entender eram o EFOG-M americano que podia ser lançado verticalmente de um veículo utilitário a partir de uma clareira na floresta contra um alvo fora da linha de visão , deixando o lançador completamente oculto e seguro. Teve o seu desenvolvimento completado mas não foi adquirido, salvo algumas… Read more »

carvalho2008

Grato Mestre Bosco.

Para mim é um mistério em que parece que alguns profissionais das armas se deixam encantar por equipamentos muito mais caros e sofisticados, sendo que conceitos como este via fios é altamente eficiente.

Eu sou fã deste tipo de solução pela sua eficácia e baixo custo (US$ 30 mil a US$ 60mil)

De fato, um M-113 carregado com lançadores verticais de FOG-MPM seriam terríveis contra MBT´s e alvos protegidos. Já pensou Avibrás produzindo e o EB convertendo alguns M-113?

Foi uma boa referencia do amigo.comment image

carvalho2008

O IDAS também é sensacional, facultando ao submarino transportar 4 unidades em um único cartucho de torpedo, com alcance entre 25 a 40 km, podendo alvejar Helicópteros, pequenos navios e alvos táticos na costa.comment image
mas é bem mais carinho…

Carlos Campos

Pelo fato de Alemanha está enchendo saco nos últimos anos, prefiro a SAAB para fornecer radares. mas a Hensoldt tem ótimos equipamentos

Vovozao

15/02/2021 – segunda-feira, btarde, Alexandre, por favor, só para conhecimento: o do por que desta atualização, corvetas com +- 12 anos de comissionamento; os radares anteriores eram inferiores, ou seria somente uma atualização rotineira??? Achei muito rapida a necessidade de atualizacao; por favor ajude o velho entender??Obrigado.

Ricardo

RBS-15 Mk4. 400KM.

E as Tamandares vão de que? Misseis de 70 KM?

Wellington R. Soares

Ricardo é muito provável que o míssil escolhido seja o exocet block3, com alcance na faixa de uns 150km.
Não quero acreditar que vão colocar mansup 70km nas Tamandaré 😧

Tutu

Nada impede que tenha os dois.

rui mendes

Exocet b3 tem 180km alcance, mas os novos mísseis teseo, que serão instalados nas PPA Italianas, também terão perto de 400km de alcance e capacidade de ataque a terra.

Bosco

Rui,
O “Perseus” nunca foi um programa de verdade e sim só um conceito. O que há de verdade para buscar um míssil antinavio avançado na Europa é denominado de FC/ASW ( Future Cruise / Anti-Ship Weapon).
Esse programa busca substituir os mísseis Harpoon, Exocet, StormShawdow, etc. nas forças francesas e britânicas.
Desse programa pode vir dois mísseis diferentes (os dois subsônicos, os dois supersônicos ou um subsônico e o outro , supersônico).
Também pode ser cancelado em favor de mísseis já existentes, como por exemplo o JASSM-ER, LRASM, NSM, etc.

Thiago A.

o Teseo Mk2/A (OTOMAT Mk2 Block IV)
A versão Mk 3 /ULISSE já tinha esse alcance, inclusive nos anos 90 a US Navy tinha mostrado interesse e colaborado com a MMI, depois caiu fora e por falta de recursos ficou engavetado.

Bosco

Só de curiosidade, na década de 80/90 os americanos operaram uma versão antinavio do Tomahawk com 600 km de alcance. Ele tinha o radar do Harpoon e não tinha data link. Ele foi retirado porque a USN viu que não tinha condições de designar alvos com segurança a distâncias tão grandes e que se o fizesse colocaria em risco navios civis, e que portanto, era inútil. Um Harpoon com menos de 200 km de alcance já estava de bom tamanho. Em tese nenhum míssil antinavio de ataque direto (sem capacidade de “vadiagem” e de “ATA” (aquisição autônoma de alvos)) precisa… Read more »

Last edited 11 meses atrás by Bosco
Wellington R. Soares

Como queria ver nossas futuras Tamandaré com RBS15, bem como um lote para os gripens 🙃

Flanker

Não sei qual a defesa de ponto que a MB irá adotar nas Tamandarés, mas o radar talvez seja o Artisan 3D e o missil AAé seja o CAMM. O canhão talvez seja um 57 ou 76 mm e o míssil antinavio seja um Exocet ou MANSUP…. Seria possível instalar um sistema RAM para CIWS, ESSM para defesa AAé, RBS15 antinavio, um canhão 76 mm, um radar tipo TRS4D e tubos lanca-torpedos? Esses sistemas todos “conversariam” entre si?? O custo seria muito exorbitante?

Tutu

Os canhões de 76mm já foram comprados, sobre o resto, tudo é um mistério.

Wellington R. Soares

A defesa de ponto aproximada será realizada provavelmente por dois canhões Bofors 40mm mk4, que utilizando a munição 3p garantem uma boa eficácia contra alvos aéreos e mísseis subsonicos.

Last edited 11 meses atrás by Wellington R. Soares
Tutu

Naquele vídeo que a embraer soltou lembro de ter visto logo acima do hangar um canhão muito parecido com um Rheinmetall MLG 27, que além de ser o mesmo canhão do Gripen (Mauser 27mm) faz fogo rápido e daria uma ótima arma de ponto.

Jhonn

Artisan é um dos melhores de sua classe e com certeza tem potencial de crescimento igual ou superior ao TRS4 D.

Bosco

Bruno,
O RAM é o míssil mais testado do mundo, com impressionante índice de sucesso de mais de 90%.

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