sexta-feira, setembro 17, 2021

Saab Naval

Fragata Liberal lança míssil antiaéreo Aspide em testes de integração do Projeto Fênix

Destaques

Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

Lançador de mísseis Aspide

A Fragata “Liberal” realizou, entre os dias 29 de abril e 3 de maio, diversos testes de integração no mar do Sistema de Controle Tático e de Armas (SICONTA MK II Mod. 1), entre eles o lançamento do míssil antiaéreo “Aspide” sobre drone.

O SICONTA MK II Mod. 1 é um Sistema de Gerenciamento de Combate que possibilita a integração dos sensores e dos armamentos das Fragatas Classe Niterói e faz a compilação do cenário tático, proporcionando uma tomada de decisão de ataque e/ou defesa mais precisa e assertiva.

Esse sistema é o produto de um desenvolvimento nacional, coordenado pela Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha, conhecido como Projeto “Fênix”. Os testes de integração no mar colocaram em prática toda a simulação feita durante as fases anteriores do Projeto.

A Fragata “Liberal” realizou, também, disparos sobre alvo rebocado empregando os canhões de 40mm e o canhão de 4,5”, verificando a funcionalidade, o alinhamento, a integração e os ajustes necessários ao Sistema de Combate da Fragata.

Participaram dos exercícios a Fragata “Liberal”, a Fragata “União”, o Navio-Patrulha Oceânico “Amazonas” e a aeronave Wild Lynx (AH-11B).

Displays do SICONTA original no Centro de Operações de Combate de uma fragata classe Niterói

Fragata Liberal
Fragata Liberal

FONTE: Marinha do Brasil

NOTA DA REDAÇÃO: Em março de 2019 o Jane’s noticiou que a Marinha do Brasil iria melhorar significativamente a capacidade de comando e controle de três de suas seis fragatas Mk.10 da classe “Niterói” como parte do projeto estratégico de recuperação da capacidade operacional plena.

A empresa privada local CONSUB Defesa e Tecnologia ficou encarregada de modernizar o sistema de gerenciamento de combate SICONTA MK II (CMS) para a versão SICONTA MK II Mod 1 até 6 de dezembro de 2021, por meio de atualizações de software e hardware.

O projeto também inclui atualizações para os SICONTA MK II instalados no Centro de Treinamento Almirante Marques de Leão (CAAML) e no Laboratório de Manutenção de Software (LMS).

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Willber Rodrigues

Estava caçando informações sobre esse míssil na internet, e encontrei que a MB comprou 100 unidades do Aspide 2000, que foram entregues a partir de 2001. Isso procede?
Esse míssil ainda tem valor hoje em dia, ou já está defasaro?

Vovozao

05/05/2021 – terça-feira, bdia, Willber, concordp com voce, este missil tem 20 anos nos estoques da armada, será que a eficácia diminuiria, ou que ja existiria novas atualizações???? Faço essas pergunta por não conhecer nada a respeito desse misdil.

Charles Dickens

Ao que parece, o míssil continua bom. Destruiu a digitação dos meus dois antecessores nos comentários.

A6MZero

É um míssil dos anos 70 com algumas atualizações no decorrer de todo seu período de produção, se foi condicionado e armazenado seguindo as especificações deve se encontrar perfeitamente funcional.

Agora quanto a ser bom ai depende do que se analisa.
Ele cumpre a função para qual foi desenvolvido com as limitações da época de seu projeto, mas que hoje existem soluções mais eficiente e modernas isso sem duvida.

Vovozao

05/05/2021 – quarta-feira, bnoite, obrigado.

Luís Henrique

É um missil com guiamento por radar semi ativo. Os mais novos possuem radar ativo.
Mas não é considerado obsoleto, cumpre a missão. Ja para conter um ataque de saturação, fica difícil. Tem misseis mais novos e mais modernos hoje em dia, como o seu ceptor que foi escolhido para as Fragatas Tamandare.

Pedro

Parece que sim e com o alcance de 15 km parece. Se não fosse o aumento de soldo em plena pandemia… reforma previdenciária que não avançou em relação aos militares, picanha, stela artois… talvez tivéssemos em melhor condições…

Fernando Campos

Aumento de soldo na pandemia?
A Papem está segurando esse aumento meu…rs.
Picanha? Stella Artois?
Se se for no Congresso Nacional.
Lá sim.

John Paul Jones

Vamos fazer Justiça a BID (Base da Industria de Defesa) e parabenizar a CONSUB que desenvolveu e implementou o projeto com sucesso conforme o artigo.

BRAVO ZULU CONSUB.

Nilo

A Akaer participou na a revitalização dos consoles do SICONTA MkII Mod. 1.
A mais nova versão do SICONTA, um desenvolvimento nacional, deverá ser instalada nas Corvetas Classe Tamandaré. Gostaria de confirmar essa informação, já que esta inclusa no TOT do Projeto da Classe Tamandare a transferência de conhecimento do Sistema de Gerenciamento de Combate.

Last edited 4 meses atrás by Nilo
Nilo

correção, Fragata.

fabio

Os canhões de 40mm são com mira automatica ?

Fernando XO

Os canhões podem ser controlados remotamente ou em local… na primeira opção, os radares RTN 30X ou a alça ótica EOS-400 são as fontes de dados e o disparo ocorre a partir de um dos consoles do COC… na segunda opção, o operador na torreta controla as operações de controle/elevação, bem como efetua o disparo… abraço.

fabio

Mas o radar busca o alvo e trava nele ou operador tem que fazer isso sozinho?

Last edited 4 meses atrás by fabio
Fernando XO

Fabio, os rastreadores (radares e alça) recebem um “target indication” do SICONTA e, teoricamente, efetuam o track sem a intervenção do operador… isso, no entanto, nem sempre ocorre, mas aí a atuação do operador é mínima e a aquisição de alvo é logo realizada… mas essa dinâmica depende muito do alinhamento e manutenção dos sistemas e equipamentos… abraço.

Jodreski

Bom… vamos guardar as críticas hj e comemorarmos o fato do sistema ainda ser funcional!
Isso era o mínimo esperado, mas com o estrangulamento do orçamento da MB eu fico feliz em saber que a manutenção desse sistema (não posso falar dos outros) está em dia!

Spitfire

Bom… consta que esse missil tem alcance de cerca de 25Km… não saberia se é um bom alcance, nem sua letalidade. Mas enfim é um meio para preocupar uma eventual forca atacante. Bom que esteja operacional. Alias, sera que essa questão de defesa antiaerea foi resolvida em nosso PA atlantico, que estava sem defesa nesse sentido?

Palpatine

Se ele utilizava o Phalanx na RN, porque não seria necessário na MB que conta com escoltas bem inferiores?

Cristiano de Aquino Campos

Porquê ao contrário do RN, a MB nunca vai chegar perto de algo que coloque em risco o Atlântico. Nem missões de paz da ONU estamos fazendo mais.

Juarez

Boa noite. Prezado, se um MAN passar pelo arco defesa dos escoltas, segundo o nosso forista, mister torpedo, a faina defesa de ponto do navio vai ser colocar a tripulação no canves e atirar pedras no míssil por questões de “custo” do sistema defesa de ponto do navio.

Flanker

Se o Phalanx é caro, outro sistema de AAé, mesmo que apenas de ponto, precisa ser implantado. Os CVN da US Navy, mesmo com a formidável escolta que possuem, contam eles mesmos com Phalanx, RAM e ESSM.

Spitfire

Olá MK48. E seria normal utilizar em um Porta helicópteros apenas defesa de ponto com canhões rotativos? Normalmente não utiliza-se defesa antiaérea com misseis ou seria devido a questão de custos? Antes de ser entregue à MB ele só tinha os Phalanx como defesa na Royal Navy?…depender da defesa pelas escoltas da MB… atualmente meio complicado não é não? Abraços amigo

Spitfire

Obrigado pelo esclarecimento amigo. Agora confirmei que o ex HMS Ocean quando Royal Navy usava também somente os Phalanx

igortepe

Tem o Dueto Russo CIWS AK-630M-2 Modelo 3D. Mas, não pode comprar porque é dos comunistas.

images.jpg
Heinz Guderian

“Porque é comunista” , mds. Tem que ver se o equipamento é compativel, entre outros aspectos. Mas creio que você ainda não entendeu isto.

Piassarollo

Teoricamente ele (A140), poderia operar o sistema Aspide da finada Niterói, mesmo sistema dos escoltas, sim, Mas seria um belo reforço na defesa AA

Spitfire

Ola amigo. Pensei a mesma coisa. Mas alem do aspide teria que ter tb um sistema rotativo tipo phalanx pois são eficazes até contra mísseis

Dinoacjunior

No momento temos lançadores sobrando das fragatas que deram baixa

Diego

Tem que ter defesa própria…
E se estiver escoteiro ?

Flanker

Ele quis dizer, como o Atlântico faria sua defesa se estivesse operando escoteiro (sozinho).

Dinoacjunior

Caro Spitfire, acredito que o alcance do míssil Áspide seja bem menor que isso.

José Costa

Em 1994, entrei no Projeto Modfrag no AMRJ. Visava a modernização dos sistemas da Classe Niterói, incluindo a instalação do lançador Aspide da Alenia e integração do Siconta com o NAEL MG. Sai em 1998 e nada tinha saido do papel. Vejo tudo muito familiar nesta matéria. Será a mesma coisa que só agora funcionou?

Danieljr

Pelo que sei é uma modernização daquela modernização.

Amaury

Mas tenho certeza que nem os soldos, nem as aposentarias, nem as pensões sofreram qualquer abalo. E posso apostar que o efetivo aumentou….viva a MAIOR MARINHA TERRESTRE DO MUNDO!

sj1

E dá-lhe concurso

Flanker

Não. As fragatas foram todas modernizada há uns 20 anos. Agora estão fazendo a modernização do SICONTA.

angelo bigalli

Pólvora velha…..q tristeza.

Eduardo

Acertou o alvo afinal? Quando não falam nada…

Flavio Assuncao

O alvo foi atingido com sucesso.

Danieljr

A MB poderia ser gente boa e liberar um videozinho do disparo pra alegrar a galera. Dar aquela animada depois dessa semana de notícias cabulosas.

Rudi PY3TO

Só uma pergunta…o Míssil acertou o Drone?

Flavio Assuncao

Acertou

sj1

Era um foguete de paraquedas.

Gabriel

A Marinha vai depender, ainda por anos, das Fragatas Classe Niterói. Vamos as reclamações repetidas: “mas é uma fragata obsoleta, para a guerra moderna”- sim; “mas demorou muito a manutenção dela” – sim; “mas a Marinha tem 80 mil homens e poucas fragatas disponíveis” – sim; “mas é um projeto dos anos 70” – sim; e mais um monte de lamentos repetidos a cada notícia da Marinha. Lamento, novamente, informar os navegantes, que isso não vai mudar no curto prazo. As Niterói que vão ter que segurar as pontas, enquanto não chegar as Tamandaré e talvez alguma compra de oportunidade.… Read more »

Wellington R. Soares

Eu acredito que a Tamandaré irá sair do papel, só não sabemos se haverá fôlego para construir as 4.
O único projeto de escolta da MB que seguiu a previsão inicial foi das fragatas Niterói.
As corvetas Inhauma a MB pretendia construir 16, ficou em 4.
A corveta Barroso girava em torno de 5, porém ficou só em 1.
O mais provável é que haja alguma comora de oportunidade, complementado por 2 ou 3 Tamandaré. As 4 eu acho muito difícil.

Piassarollo

Na verdade as Niterois também não seguiram a previsão inicial, que era de dez navios, e depois reduzidos a seis unidades.

Piassarollo

Olá caro MK48, já li toda a reportagem, realmente vale muito a pena. As fragatas acabaram ficando maiores e mais pesadas que o projeto original, consequentemente seu preço também subiu, sendo reduzidas das 10 unidades inicialmente previstas, para as atuais 6. Abs

Luís Henrique

O governo federal já disponibilizou os recursos para as 4 Fragatas através da capitalização da Engepron. Não vejo como acreditar em 2 ou 3 navios. Os recursos capitalizados cobrem todo o contrato para as 4 Fragatas.
Alguns almirantes já falaram em ser provável um 5o e até 6o navio. Também já foi cogitado que estes 2 adicionais poderiam ser navios maiores…isso é tudo especulação ainda, mas as 4 Fragatas já estão encaminhadas.

Wellington R. Soares

Sinceramente eu só vou acreditar vendo e realmente espero estar errado, pois torço pela construção das 4 fragatas. Hoje no Poder Terrestre saiu uma matéria sobre o orçamento das forças armadas, que em teoria caiu muito e vai afetar todos os projetos, mas enquanto as forças armadas não diminuírem o pessoal, não adianta esperar muito. Se tivermos os 4 Riachuelos e as 4 Tamandaré já será um grande avanço. Dificilmente a MB conseguirá tocar um projeto de fragatas pesadas (+ 6000 toneladas), tendo em vista que os próximos anos estarão com os recursos em sua maioria sendo direcionados para construção… Read more »

willhorv

Acho que o cara que pilotava o drone acertou o míssil, e ganhou o troféu lagostas de ouro, que dá o direito de se aposentar, com as pensões integrais passadas para filhos e netos!

Carlos Crispim

Pergunta de leigo, por que não colocaram um radar 3D quando fizeram a remodernização das fragatas?????

Cristiano de Aquino Campos

Na época, ou não existia, não nos era liberado ou era muito caro.

Andrea

Estes mísseis estavam para vencer?

José Luiz

O pouco que sei sobre o Aspide é que se trata de uma versão italiana do Sea Sparrow que por sua vez é a versão naval do famoso míssil norte americano ar-ar.
Como as fragatas Niterói tem dois radares de tiro para iluminar os alvos, um a vante e outro a ré, o navio pode teóricamente disparar contra dois alvos.
O alcance até que é razoável para a idade do míssil, basta ver que sem eles um helicóptero como o Lynx podia se aproximar lançar o Sea Skua impunemente e com o Aspide já não.

Claudio QUADROS

Pergunta porque utiliza lançado desse porta helicopteros Atlântico? Seria exelente defesa aeria p o atlantico

Tamandaré

Amigos, as Fragatas LIBERAL e UNIÃO foram 2 das 3 selecionadas para esse “programa de extensão de vida útil” a fim de recuperar capacidades de combate da MB. Mas qual seria a terceira unidade? Seria a INDEPENDÊNCIA?

Alguém teria notícias do estado de conservação aproximado dessas embarcações? Tendo em vista que o mercado de escoltas usados me parece estar um tanto ‘fraco’, creio que precisaremos modernizar/estender vida util de cada navio de combate. 🙁

Bom dia a todos!

Dinoacjunior

Provavelmente a Defensora que está voltando ao mar, depois de mais de 10 anos em PMG.

Fernando Vidal

O ASPIDE é tão moderno como por exemplo o EXXOCET anti-navio, são da mesma epóca, existe o ASPIDE 2000 mais moderno, acho que quando da instalação do sistemas Albatroz nas fragatas nos anos 90 essa versão estava sendo lançada, não sei qual a versão adquirida pela MB, mas essa versão tem alcance de 22 km. A cerca de 10 anos atrás por exemplo a Força Aérea do Paquistão adquiriu o sistema SPADA 2000 o qual é baseado neste mesmo míssil. Então tudo é muito relativo, se este for o único sistema talvez seja insuficiente se ele for complementado dentro de… Read more »

Alexandre

Excelente resposta, os ASPIDES 2000 comprados pela Marinha do Brasil são válidos no nosso To, são mísseis de radar semi ativo com cerca de 20 km de alcance, são melhores que qualquer outro ASPIDE da região, seja do Perú, argentina, Venezuela e se não me engano Colômbia, que são todos da primeira versão, que é mais antiga e com menos alcance. Na verdade, nossos Aspides são também superiores também aos Barak 1 , Sea sparrow e Sea Wolf da Marinha chilena. Essa ideia de se usar os aspides, da niterói que foi retirada de serviço, no Atlântico, seria uma coisa… Read more »

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