sábado, maio 28, 2022

Saab Naval

Portugal investe na compra de seis novos Navios Patrulha Oceânicos

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

idD – Portugal Defence gere programa de aquisição

O Governo de Portugal aprovou, dia 20 de maio, em Conselho de Ministros, uma Resolução que autoriza a aquisição de seis novos Navios de Patrulha Oceânicos (NPO), da classe “Viana do Castelo”, destinados às missões da Marinha Portuguesa.

Este projeto estruturante constitui uma oportunidade para a indústria de Defesa, incrementando a atividade de empresas portuguesas e europeias que fornecem produtos, serviços e tecnologias de Defesa ou de duplo uso. A gestão do Programa de aquisição dos NPO, em articulação com a Marinha Portuguesa e com a DGRDN, é atribuída à IdD – Portugal Defence, S.A.

O programa de aquisição de seis novos Navios Patrulha Oceânicos é um dos projetos estruturantes da Lei da Programação Militar de 2019 e envolve 352 milhões de euros. Os NPO serão entregues à Marinha entre 2023 e 2029.

“Hoje é o dia da Marinha e por feliz coincidência podemos hoje anunciar a decisão de aquisição de mais seis Navios de Patrulha Oceânicos”, afirmou o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, no final da reunião do Conselho de Ministros que decorreu no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

O Ministro explicou que o “programa começa agora, em 2021, e vai até 2029”, estando a entrega do primeiro navio prevista para “o final de 2023” e os restantes entregues anualmente até 2029.

O Ministro defendeu também que este vai ser “um importante estímulo para as indústrias de defesa”, que “representam empregos qualificados, representam também um importante contributo para o PIB e para as exportações” e “têm um efeito multiplicador significativo para a economia”.

João Gomes Cravinho considera que “os navios são naturalmente navios militares e, portanto, destinados ao controlo do espaço marítimo sob jurisdição portuguesa, mas também têm elevadas capacidades para duplo uso, para uso civil, nomeadamente para busca e salvamento, para controlo de pescas, para combate à poluição, para combate ao narcotráfico ou outros tráficos ilegais”.

A aquisição de seis novos NPO reforçará a capacidade de Patrulha e Fiscalização, garantindo o controlo dos espaços marítimos sob soberania e jurisdição nacionais e o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo Estado Português, no âmbito da salvaguarda da vida humana no mar e da busca e salvamento marítimo.

FONTE: idD – Portugal Defence

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Camargoer

Olá Colegas. Mais uma vez vemos um governo implementando um programa militar, com destaque ao fato de ser um programa de construção naval, privilegiando a fabricação local, inclusive com a preocupação na geração de empregos em em seu impacto na atividade econômica e no PIB. Fica difícil sustentar que um país como o Brasil devesse adquirir navios prontos construídos em estaleiros estrangeiros.

Willber Rodrigues

E, apenas salientando, eles estão fazendo e adquirindo navios patrulhas, coisa “simples”, bem pé no chão, ao invés de programas faraônicos e impagáveis, com a desculpa de ToT, mas que não tem nem metade dos componentes nacionalizados….

Camargoer

Caro Wilber. Quanto maior o valor do programa, maior o impacto econômico dele. Portanto, mais importante ainda será o esforço de nacionalização. Portugal adquiriu dois submarinos modernos mas que infelizmente para o país, tiveram que ser obtidos no exterior. O Brasil, por outro lado, optou por um programa maior que permitiu a sua nacionalização. Recentemente, o Chile apresentou um estudo recomendando a construção de suas novas fragatas em seus estaleiros, porque mesmo que o custo seja marginalmente superior, os ganhos são ainda maiores. O problema dos custos impagáveis do ProSub e das FCT (e agora também do KC390) estão relacionados… Read more »

Willber Rodrigues

O Bardini explicou, abaixo, melhor do que eu faria. Imagine se a MB, com as “bênçãos” do Posto Ypiranga, encomenda-sem 15 navios patrulhas. Barcão simples, pé no chão, não demanda nem metade da tecnologia embarcada numa fragata ou corveta e, principalmente, barata e com componentes facilmente nacionais. Isso iriam matar vários coelhos de uma vez: Daria trabalho aos estaleiros nacionais, o setor com a maior ociosidade do país Empregos nacionais, e pagos em Reais O dinheiro REALMENTE iria circular no país A MB teria os barcos patrulha de que ela tanto precisam Mas aqui, gostamos de passar o carro na… Read more »

camargoer

Olá Wilber. Concordo muito com você e com o Bardini. Em épocas de recessão econômica, o único agente econômico capaz de implementar investimentos é o Estado. Épocas de recessão são feitos gastos. Épocas de expansão econômica pagam-se as dívidas. Investimentos em infraestrutura, compras públicas (lembro que em 2009 o governo federal adquiriu 5 mil caminhões e outros tantos ônibus escolares que foram distribuidos para os órgãos do governo e prefeituras. Isso manteve o nível de produção e empregos após a crise de 2008. A ideia de contratar novas NaPaOc seria uma grande contribuição para a retomada da atividade econômica. Contudo,… Read more »

Willber Rodrigues

Contudo, elas não substituem a necessidade de concluir o ProSub e iniciar as FCT´´ Concordo. Embora nunca tenha me passado pela cabeça que um, poderia substituir o outro. Mas é fato de que navios patrulha ( a falta deles, melhor dizendo ) são o maior calcanhar de Aquiles da MB ( e olha que ela tem vários… ). Construir navios de patrulha é a solução perfeita pra resolver um problema da MB e fazer a economia BR girar num curto/médio prazo. Ao contrário das Tamandarés, que nem Deus e a própria MB sabem quando será o corte da primeira chapa,… Read more »

camargoer

Olá Wilber. Com a conclusão dos quatro SBR (e havendo ainda os Tupi que possam entrar em operação, ao menos parte deles), a MB apresenta uma excelente frota de submarinos. Com a aquisição das três Amazonas (novas), a MB resolveu parcialmente o problema dos navios de patrula oceânica, além das recentes Maca (insuficientes). O maior problema de envelhecimento são as fragatas e corvetas. Apenas a V34 (com cerca de 15 anos) pode ser considerada nova.

Enes

Construir patrulhas é tão fácil? cadê as vinte e seis Macaés?

Bardini

A MB foi incompetente ao contratar o estaleiro que faliu. Judicializou-se a coisa toda e o resto tu deveria saber, se acompanha a MB… . Some à isso ai o seguinte: o comando da MB não teve a capacidade de comprar um mísero Navio Patrulha novo construído no Brasil nos últimos 10 anos, pq teve que usar o dinheiro que a força tinha para sustentar o PROSUB rodando. . Sacrificaram a força de superfície de forma criminosa na última década. Só existiram compras pontuais, de oportunidade e financiadas, que é o que se tem pra rodar hoje, sustentando a fantasia… Read more »

Enes

Realmente, nem tem como discordar diante desses fortes argumentos.

Wilson Look

Isso sempre ocorreu quando a MB lança um programa de renovação, demora tanto tempo para que os políticos aprovem a execução que vira um programa muito caro.

Wilson Look

O problema não é o PROSUB, nunca foi. Mesmo se o programa fosse para construir 1 submarino convencional no ARSENAL ainda assim teria problemas com orçamento.

Também não importa o tamanho dos efetivos, a MB teve problemas com o orçamento tendo efetivos muito menores que hoje.

Eu duvido que todo o dinheiro empregado no PROSUB estaria disponível para a MB se esse programa não fosse lançado.

O ModFrag fez algo parecido, encurtando a vida útil das Inhaúmas, e puxando dinheiro que talvez poderia ter sido usado para construir a Barroso mais rapidamente.

Bardini

São Navios Patrulha. Baixo teor tecnológico envolvido e bom percentual de conteúdo nacional dentro das capacidades da indústria deles. É algo que dará continuidade a um projeto existente, mantendo empregos existentes. Por um montante inferior ao valor de 01 Tamandaré, eles vão fazer 06 Navios. É a garantia de mais serviço ao longo dos anos, baseado em um contrato extremamente racional para o bolso deles, para fabricar um navio extremamente racional para as necessidades que eles tem. . Em paralelo, a MB queria assinar um contrato na faixa de R$ 10 bilhões de reais com a TKMS. O nível de… Read more »

Vovozao

27/05/2021 – quinta-feira, btarde, Bardini, levando-se em conta varias atividades que a marinha de Portugal faz usualmente na Africa, em cooperação com ex-colonias, optaram por navios com poucas tecnologias, criaram empregos, e, para complementar estarao recebendo o primeiro em 2023….. enquanto isso em uma ex-colonia portuguesa optou-se por fraguetas, sem previsão de entrega. Velho ditado… Olho grande, não entra no céu….

camargoer

Olá Vovozão. A marinha portuguesa já possui quatro navios desta classe construídos em Portugal. com idades entre 5 e 10 anos. Esta novas seis unidades irão complementa-las. Chama a atenção o fato de Portugal possuir duas corvetas da década de 70 que devem estar no limite de operação. Inclusive, estes navios de patrulha naval deslocam 1,7 mil ton enquanto que as corvetas deslocam cerca de 1,3 mil ton.

Hcosta

Os NPO estão a substituir as corvetas. Entra um, sai uma corveta

Piassarollo

Sr Camargoer, Produção em escala, vão ter dez unidades de uma mesma classe. Penso ser a coisa certa a se fazer por aqui.

camargoer

Olá Piassarollo. Sou crítico do argumento da necessidade de escala para a produção militar. De fato, na produção de bens de consumo para o mercado civil, a escala reduz custos e maximiza os ganhos e pode ter efeito no preço final, algo essencial na livre concorrência do mercado. Equipamentos militares, por outro lado, servem para suprir uma necessidade estratégica. O lucro de um empresa que produz e fornece equipamentos militares já está no preço, seja o de uma unidade ou de dezenas delas. Os gastos militares consomem recursos escassos do Estado, ainda que necessários em certa escala (é comum ver… Read more »

Nilo

Correto Bardini e Camargoer

Peter nine nine

Camargoer, não misture alhos com bogalhos.

camargoer

Olá P99. Quais são os alhos? e quais são os bugalhos? Fiquei sem entender o seu comentário.

Pedro

Isso se chama gestão a longo prazo. Aqui fazemos banquete de dinheiro público a curto prazo, vide mais uma vez: lagostas, stella artois, picanha, tratolão, petrolão, reformas sem licitação (dispensa de licitação). É uma pena.

karl Bonfim

Viver não é preciso
Navegar é preciso
com navios construídos
por estaleiros domésticos…..

camargoer

Olá Karl. Tudo vale a pena se alma não é pequena.

Tomcat4,2

Olha a visão acertada, priorizando a fiscalização de suas águas, o que por aqui é deixado pra milésima prioridade, vide os NaPa 500 t que de vinte e tantos possíveis mal mal vai completar 4 exemplares quando a MB entregar os dois que está finalizando. Trágico!!!

camargoer

Caro TomCat. A aquisição das Amazonas pela MB foi uma decisão bastante acertada, mas que talvez seja um número insuficiente para as necessidades mínimas da MB. O que venho defendendo é a aposentadoria, venda ou até doação dos navios de patrulha mais antigos da MB e a contratação de novos navios de patrulha para substitui-los, sejam navios de 500 ton como as Macaé ou de 1300 ton como as Amazonas. Um programa destes teria um forte impacto sobre a atividade econômica local. Contudo, um programa de navios patrulha, como proposto, não substitui nem o ProSub nem as FCT. Em tempos… Read more »

camargoer

Olá Tom. Verifiquei que a marinha portuguesa tem cinco fragatas de 3 mil ton construídas na década de 90 na Alemanha, que provavelmente deverão ser substituídas daqui 10 ou 15 anos. Espero que Portugal opte por construir as novas fragatas em seus estaleiros (ou em estaleiros brasileiros….)

Somewhere IN

Três na Alemanha e duas na Holanda.

camargoer

Olá Some. Obrigado pela correção.

Ricardo Rademacker

Exemplo para a MB, que deveria realizar esforços para a construção de pelo menos 5 NaPaOc classe Amazonas, que tem se mostrado exitosos em serviço.

camargoer

Olá Ricardo. Talvez valha a pena considerar um modelo diferente de NaPaOc que inclua um hangar para o helicóptero. Cinco novos navios contruídos no Brasil seriam ótimos.

Gabriel BR

Meu sonho para o nosso Pronapa é o Damen P840 ou então um projeto da Thyssen.

Zé Rato

Portugal precisa mesmo deste tipo de navios. Portugal pode ser um pequeno país continental, mas juntando os arquipélagos dos Açores e da Madeira, daí resulta uma Zona Económica Exclusiva de dimensões consideráveis. O ideal seria também desenvolver algum tipo de drone barato de longo raio de acção, para complementar estes meios de patrulha, que não necessita de grande sofisticação tecnológica, o que penso que está ao alcance do país. E pelo que tenho lido, nos últimos anos os arquipélagos dos Açores e da Madeira só costumavam ter um ou dois navios destacados em permanência para missões de patrulha, vigilância, busca… Read more »

Somewhere IN

Em Portugal já são fabricados drones de patrulha maritima com bastante autonomia (Tekever AR5), que inclusive já equipam a Agência Europeia de Segurança, a Marinha francesa e a Border Force UK (onde vigiam o Canal da Mancha).

O problema de países democráticos é que investir dinheiro em Forças Armadas nem sempre é visto com bons olhos pelos eleitores.

https://expresso.pt/sociedade/2020-09-29-Vigilancia.-Drones-portugueses-dao-cartas-no-mundo

camargoer

Caro Some. De fato, governos não-democráticos costumam gastar bastante em armas, mas como são ditaduras, ninguém fala nada devido a censura e repressão. Geralmente, as eleições nos países não-democráticos mostram resultados de 90, 95 ou até 100% dos votos em favor dos ditadores (isso quanto há eleição). Também é comum que estas compras militares estejam envolvidas em muita corrupção. Nos países democráticos, nos quais há imprensa livre e liberdade de expressão, sempre haverá críticas em relação aos gastos militares e também aos desperdícios e desvios. Não dá para dizer que nas democracias os eleitores criticam os gastos miltares porque são… Read more »

Hcosta

Não me parece que o problema seja a justificação política para investir, mas sim a forma como é gasto.
É como em outros países, têm um passivo de infraestruturas e de gastos que tornam inviável o seu desenvolvimento. O que têm mal dá para o dia a dia.
E, mesmo assim, com o C390 e os NPO’s são mil milhões.

Peter nine nine

Pergunto me se seria assim tão difícil aos editores dar um toque de especialidade às matérias ao invés de simplesmente copiar e colar. Informações adicionais e complementares por exemplo… Histórico, neutro, dos projectos e temas… Enfim, sugestão. Quanto à matéria. Sem dúvida é uma muito boa notícia para a minha MP. Visto que o artigo está carente, permitam me adicionar pequenos complementos. Estes próximos quatro navios são de um tranche diferente. A Marinha neste momento opera quatro NPOs, dois da “versão” 1 e dois da “versão” 2. Entre os primeiros dois e o último par existem sistemas diferenciados a nível… Read more »

Bardini

Alguma novidade com relação a Portugal entrar no European Patrol Corvette?

Last edited 1 ano atrás by Bardini
Peter Nine Nine

Olá Bardini, Portugal aparece como membro em alguns artigos e “Publicidade” do projeto. É bem possível que nesta fase, Portugal, se sequer envolvido, não passe de observador visto não haver nenhum comunicado ou informação, de que eu tenha conhecimento, relativamente ao que será, de facto, o futuro das escoltas lusas, mais especificamente, a sua substituição. Cito “The project is coordinated by Italy, with France, Spain and Greece participating and Portugal as an observer.” O projecto é coordenado por Itália, com França, Espanha e Grécia envolvidos e Portugal como observador. Os navios deverão deslocar 3000 toneladas, tornando-as aptas no papel a… Read more »

Peter Nine Nine

(…) Se for este o desenho escolhido para Portugal para ser o seu principal combatente de superfície, suspeito que a versão portuguesa terá alterações, visto que, ao contrário de Lisboa, os parceiros não observam este navio como combatente principal, mas como um OPV musculado, ou, corveta, o que aparenta diferir das reais intenções portuguesas quando se posicionam como observadores.
Portugal a adquirir estes navios irá usá-los como combatentes principais. A filosofia do projecto não é no entanto ainda clara nem tão pouco imune de alterações, nem o é o seu armamento e configuração.

Carlos

A atual comandante do NRP Sines chama-se Ester Lopes, Monica Martins foi a primeira comandante que pode ser observada neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=Hr1fZrBjZBY outros vídeos sobre o NRP Viana do Castelo https://www.youtube.com/watch?v=46O5cjTtNJ0&t=413s Não és o primeiro a falar sobre o armamento nem do equipamento, mas o software que gere o navio está capacitado para ter um sistema de armas e de sensores, não há dinheiro, não há vícios “quem não tem cão caça com gato” e para brasileiros que não conheçam o navio é só comparar com os navios da classe amazonas, e estes navios foram projetados para substituir as corvetas… Read more »

Last edited 1 ano atrás by Carlos
Peter Nine Nine

Você está correto, os NPO2000 estão capacitados tecnologicamente para que lhe sejam integradas armas e sensores se a necessidade surgir (e, especialmente, dinheiro).

Mónica Martins foi a última de que tive conhecimento, seja como for, retirei uma citação da mesma quando esta ainda era comandante, pelo que à data que ela escreveu o artigo para a revista Marinha, ela era de facto a comandante pelo que está correto eu identificá-la como tal.

Carlos

Capitão de Fragata Mónica Martins é a nova Chefe do Estado-Maior do Comando da Zona Marítima dos Açores Não gostei dos teus comentários em relação aos NPO2000 porque não está em causa a qualidade do projeto, está em causa a falta de dinheiro e para mim foi um choque ver estes navios armados com fisgas, mas mesmo assim exercem atos de soberania, fiscalização, diplomacia e cooperação como já tinha sido com o NRP Sines e com a Comandante Monica Martins, como agora o NRP Setubal em missão por três meses no Golfo da Guiné transportando a bordo um oficial da… Read more »

TheNavigator

Carlos, qual foi o comentário do Peter99 acerca das VdC de que não gostou? Na minha opinião, a análise feita pelos nosso colega sobre as VdC tem sido bastante correcta tanto tecnica como analiticamente.

Esteves

Não é bem assim. Aqui o aeroporto não tinha torre de controle. Era avião voando de dia, de noite, de tarde, 7 dias por semana. Botaram torre de controle em 2020. Não escuto nem passarinho. Pode ser sensação de maluco mas não vejo terço da quantidade de aeronaves que haviam sem a torre de controle. Se não tem navio patrulha patrulhando as águas e esses navios são fáceis de incorporar não precisando de licitação como as Tamandarés não também, significa que não querem que tenha. Ponto 1. Ponto 2. Qual o problema da MB incorporar navios maiores, mais capazes, mais… Read more »

Esteves

Qual a relação dos navios incorporados pela Marinha de Portugal com a nossa Marinha do Brasil? Qual a ponte ligando as necessidades do nosso litoral com as doutrinas marinheiras de Portugal?

Por que toda incorporação ou encomenda feita por outras Marinhas precisa respingar naquilo que fazemos ou não fazemos?

camargoer

Olá Esteves. Acho que razoável avaliar os processos de aquisição de navios em outras marinhas. Eles podem servir para uma discussão mais elaborada. Será que tem mais?

Esteves

Fico com a impressão que não temos senioridade para tomar decisões. Precisamos das comparações para concluir que tudo aqui é obsoleto. Coisa de tempos antigos quando botavam o carro pra lavar na calçada e comparavam com o carro do vizinho.

— Viu a Parati do seu Antônio?

camargoer

Olá Esteves. Creio que nem isso nem aquilo. É difícil avaliar qualquer coisa sem uma referência, tanto para concluir que está na normalidade quanto fora dela. A primeira coisa que a gente vê é a Parati do S.Antõnio, mas é bom perguntar para ele onde ele fez o seguro, quanto custou, quanto custou os pneus novos e se lá eles fazem parcelado e se comparado com aquela brasilia que ele tinha, a manutenção ficou mais barata (eventualmente, pode ser uma boa ideia comprar uma parati também, porque está difícil encontrar peças no desmanche para a belina da garagem)

Esteves

Mestre, Mestre Argumentatistico, Sabe a postagem do KC? Esteves sabia. Quando cogitaram o contrato lembro da Embraer pedir pedido firme. Aceitaram contrato. Está dando o que Esteves disse que ia dar. Calote. Antes de mostrarem planilhas…Esteves memória boa fez conta de 50 bilhões e 50 anos. A realidade mostrou 70 e 70. 70 bilhões em ação, pra frente Brasil salve a seleção. Os 10? Esteves boca de bala de leite disse. Não dá. Vai precisar antecipar 40% só pra capacitar. Como fazer isso nesse Saara Medieval? Patrulha. Portugal tem a missão de cuidar do Mar de Portugal. Aqui querem empregar… Read more »

camargoer

Olá Esteves. Eu li uns comentários e fechei o post. Prefiro ler sobre torpedos e baleias. Uma vez vi uma belina na Washinton Luiz que tinha quatro rodas diferentes, com quatro pneus com tamanhos diferentes, o tampo traseiro tinha um plástico preso com fita isolantes, uma porta com um fio de arame amarrado na maçaneta, a porta do motorista tinha outra cor, o tampo do motor tinha outra cor… ela anda em zig-zag na rodovia, e por causa das rodas diferentes parecia que tremia muito. Ainda assim andava. Deve estar andando até hoje porque duvido que tivesse breque. Lanterna traseira… Read more »

camargoer

Olá Esteves.. digo, li uns comentários e fechei o post sobre o KC390. Prefiro falar de torpedos e baleias. E sobre atum.

Esteves

Cozinha umas batatas. Esmaga com cebola, cenoura ralada, salsinhas, gotas de limão e 1 lata de atum em pedaços. Bota na geladeira.

Cerveja IPA. Torradas. Vai faltar a praia.

carcara_br

Quantidade de gente torcendo contra e se achando sabichão porque “avisou” não é brincadeira, é um fatalismo que tem como base a crença no eterno subdesenvolvimento brasileiro, desprovido de qualquer reflexão ou alternativa sobre nossas políticas econômicas. Triste.

camargoer

Olá Carcará. A despeito do sucesso da construção das duas Macaés no INACE, considero que o programa de navios patrulha foi um grande fracasso. Espero que a MB faça uma revisão crítica dos erros e acertos nos programas futuros. Sobre o ProSub, apesar dos atrasos, considero um sucesso (até o momento). Os programa das FCT ainda é muito novo para avaliar qualquer coisa. As compras de oportunidade foram bem conduzidos. A MB tem muitos problemas estruturais que precisam ser resolvidos, independente se exista folga ou aperto no orçamento. Um administrador competente acerta mais do que erra (mas também erra). Um… Read more »

Esteves

Mestre,

Não existe administração ou gestão que faça alguma coisa dar certo com 2% do orçamento.

camargoer

Olá Esteves. Estava pensando no custo de um porta-aviões da classe Ford é da ordem de US$ 13 bilhões (apenas o navio. A frota de aviões são outros bilhões). Leva uns 6 anos para construir (o que dá US$ 2 bilhões por ano). O orçamento da USN é de US$ 200 bilhões ao ano. Portanto, o mais importante meio deles custa 1% do orçamento. No caso da MB, o ProSub custa R$ 1,5 bilhão por ano e o orçamento da MB é de R$ 28 bilhões por ano, o que representa 5% do seu orçamento. Não chega a ser um… Read more »

Esteves

Sim. Deixando as despesas de lado sobram 2% para investir.

Aonde a gestão deve atuar? Nos 98% ou nos 2%?

Sim. Eu não sei se a Marinha deles recebe capitalização do Tesouro ou se eles se viram com o orçamento que o Congresso de lá aprova.

Last edited 11 meses atrás by Esteves
Wilson Look

Para deixar o debate mais amplo, acredito que vale mencionar que os gastos com pessoal por lei são gastos obrigatórios e por isso tem que ter recursos alocados para eles, os demais são gastos discricionários e nesses o governo pode mexer, inclusive contingenciar. Um dos problemas no meu ver sobre a ideia de que é só reduzir o efetivo que sobra grana, é que não levam esse detalhe em conta, o que era gasto obrigatório vira discricionário.

Wilson Look

completando o raciocínio, vira discricionário e passível de ser contingenciado ou até mesmo ser movido para outro ministério que o governo julgue mais prioritário.
A retenção dos recursos é o grande desafio ao meu ver.

Esteves

Sim. Sim.

Mas um dia teremos que dar outra solução para isso tudo.

Somente deixar o tempo passar…E o Vento Levou.

Esteves

Avisar significa raciocinar. Quando anunciaram os 28 quem acreditou nos 28 e quem acreditou que seria possível entrar no mercado de cargueiros do dia pra noite sem grandes sacrifícios, acreditou por tontice. A empresa pediu pedido firme à época por não acreditar. Deu no que deu. Previsível. Avisar significa fazer conta. Os custos atuais mostrados aqui colocam uma fragata de 3.500 toneladas (ou 4 no caso das Tamandarés) bastante distante da disponibilidade orçamentária da MB que recebeu 10 bilhões na Emgepron via capitalização do Tesouro. Avisar ou eu disse não disse é uma forma simplória de reafirmar que um contrato… Read more »

Piassarollo

Sr Esteves, por um momento cheguei a acreditar nessas 28 unidades, mas depois de pouco tempo comecei a perceber minha ingenuidade…

camargoer

Olá Piassarollo. Segundo Gramsci, devemos ser pessimistas no planejamento e otimistas na ação.

Willber Rodrigues

Por que toda incorporação ou encomenda feita por outras Marinhas precisa respingar naquilo que fazemos ou não fazemos?´´
Talvez…apenas talvez…para que possamos discutir/comentar/comparar ( com as devidas correções, obviamente. Afinal, cada caso é um caso ) as decisões acertadas e erradas que cada Marinha faz com seus recursos e prioridades, e onde a MB peca/acerta, comparado a eles.

Esteves

Isso não acaba.

camargoer

Olá Esteves. Quanto acaba uma começa outra.. continuidade.

Esteves

Talvez 1 cervejinha artesanal, 1 torremos de rolo…a gente deixa essa fixação por navios de guerra.

camargoer

Olá Esteves. Quem já visitou o interior de SP deve conhecer os lanches enormes daqui….. almoço e janta.

camargoer

Olá Wilber. Eu concordo com você. Se bem conduzido, o debate pode ser bem legal. Caso contrário fica muito chato.

carcara_br

São 6 embarcações ao custo de 356 milhões, aproximadamente 60 milhões por embarcação ou uns 375 milhões de reais, com deslocamento de 1750 toneladas. 1 – isso dá uns 215mil reais por tonelada descolocada.
Como isso se compara ao nosso projetos?

camargoer

Olá Carcará. A MB adquiri as três Amazonas da BAE (compra de oportunidade) por US$ 188 milhões (ou US$ 62 milhões cada). A Argentina fez um financiamento de US$ 363 milhões para adquirir 4 patrulhas oceânicas construídas na França ( US$ 90 milhões cada). Por outro lado, cada navio de patrulha de 500 ton da MB está estimado em US$ 40 milhões e uma FCT está estimada entre US$ 450 ~US$ 500 milhões. Fica claro que o custo por tonelagem muda muito dependendo da classe. Ao que parece, as patrulhas oceânicas apresentam o menor custo por tonelagem, inferior ao das… Read more »

camargoer

Ola Carcará. Segue o custo por tonelada. Amazonas (US$ 36 mil). ex-L´adroid (US$ 62 mil). FCT (US$ 132 mil), SBN (US$ 300 mil), Np 500BR (US$ 80 mil) e a patrulha portuguesas (usando os seus valores, US$ 35 mil),

Esteves

Mestre,

Navio mercante pode ajudar a entender a construção ou a aquisição por tonelada. O transporte também é conta de tonelada.

Navio de guerra tem aços de outros tipos, compósitos, armas, espaço para helis e VANTs, docas, sonares, radares, sistemas, integração…manutenção, atualizações.

Acho que a conta vai por tipo de missão e de ameaça que projetam enfrentar. Nosso mar ainda é tranquilo e favorável.

camargoer

Olá Esteves; Lembro de um post que dizia que a USN fazia esse tipo de análise (comparação do custo por tonelagem do mesmo tipo de navios) para avaliar os seus programas. De modo geral, é possível comparar (mutatis mutanti) valores de tonelagens de navios de classes parecidos. Navios de patrulha podem ser comparados com navios patrulha. fragatas com fragatas, submarinos convencionais com subamrinos convencionais, etc. Mesmo considerando as especificidades de diferentes marinhas em relação aos armamentos, sensores e equipamentos embarcados, esse tipo de comparação pode ser feita para debate. Agora, cada projeto vai demandar seu próprio detalhamento e sua planilha… Read more »

Esteves

Sim,

Mas eles tem a mesma árvore. Os navios deles tem pai e mãe.

A comparação ficaria bacaninha se adotássemos um único DNA.

Esteves

MK48,

Nas doutrinas elegemos russos como ameaças. Porque foi assim que aprendemos.

Nos dias atuais leio o esforço para transferir essa ameaça para pesqueiros chineses.

Esteves não sabe como será escrito o futuro dos nossos mares. A certeza que tenho é que nosso país, se quiser se apresentar com seriedade, não poderá seguir com esses orçamentos de 2%…não é fatia do PIB de 2%…é investimento de 2%.

Mesmo com capitalizações favoráveis como fazer manutenções, atualizações, modernizações e suposições?

Piassarollo

Caro amigo submarinista, concordo plenamente, as coisas mudam, e, as ameaças/ inimigos também.

carcara_br

olá, Carmargoer, “O valor total estimado pela Marinha para os quatro submarinos convencionais é de € 100 milhões, o equivalente a R$ 630 milhões no câmbio atual. Os quatro somados equivalem ao mesmo valor orçado para o submarino movido por energia nuclear, também € 100 milhões de euros.” https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/2020/12/11/conheca-o-humaita-novo-submarino-lancado-ao-mar-pelo-brasil Por esses cálculos um sub riachuelo, 1870 ton deslocamento. sairia a preço de carro popular 85 mil R$/ton. ou 16mil$US/ton. Já o Sub Nuclear com 6000ton deslocamento sairia por 105mil R$/ton ou 20mil $US/ton. Claramente desconfio da informação da CNN, mas saberia explicar a diferença? Indiferente, é preciso que a nossa… Read more »

camargoer

Caro Carcará. Um SBR custa em torno de US$ 500 milhões a unidade (deslocando 2 mil ton). Um submarino com propulsão nuclear custa entre US$ 1,5 e US$ 2 bilhões a unidade (dependendo do tamanho e da finalidade, já que existem os submarinos de ataque e as plataformas de lançamento de mísseis balísticos). Os números da CNN estão errados. Em relação ao custo do SBN, ele deslocará 6 mil ton. Apenas nessa comparação, ele deveria custar em torno do triplo de um SBR. Há alguns dias, o Bardini disponibilizou um relatório com os valores pagos pela MB nos programa dos… Read more »

MestreD'Avis

Essa foto da noticia deve ter muitos anos.
O “Viana do Castelo” ainda aparece com a Bofors 40mm á proa, que foi utilizada durante algum tempo enquanto não foi montada a Marlin 30mm.
Quanto ao Lynx, nunca um aterrou no convés de um destes navios…
Espero que pelo menos o novo batch venha com sensores diferentes, minimamente armados e com capacidade de uso de drones de vigilancia.

camargoer

Olá Mk48. Creio que ouvi do comandante da MB em uma entrevista um anos ou dois atrás, que a MB não tem a licença nem o projeto para construir novas Amazonas. Acho que essa noticia foi de fato divulgada mas foi alguma interpretação equivocada do jornalista. Se a MB decidir por novas Amazonas, terá que fazer um novo contrato. Elas são ótimas patrulhas oceânicas e foram compradas por um preço muito bom, mas creio que trazem um problema por não terem um hangar, como as patrulhas argentinas.

Esteves

“O contrato de 133 milhões de libras inclui ainda uma licença de fabricação, permitindo a construção de outros navios da mesma classe no Brasil, contribuindo para o programa de reequipamento naval do País e o fortalecimento de sua capacidade industrial naval.”

Licença de fabricacao. Pode fazer do mesmo jeito. É o que consta na literatura. Mas também acho que tem que pagar.
 

camargoer

Olá Esteves. Como disse, um comandante da MB respondeu em uma entrevista meio que recente que não existe essa licença. Parece ter sido um erro publicado na época que se propagou.

Adriano Madureira

Podiamos nos associar a nossos hermanos que fabricam belos OPVs aqui na AS…

camargoer

Olá Adriano. Eu sempre defendi esse tipo de iniciativa. Considerado fundamental integrar os setores de defesa da Argentina, Brasil e Chile.

marcos r

O que não entendo é porque o Brasil não cria projetos conjuntos para embarcações desse tipo, temos muitos laços com Portugal, ótimas relações comerciais e se trata de uma nação com uma escola naval muito respeitada, no meu ver seria um parceiro ideal para projetos navais conjuntos.

camargoer

Olá Marcos. Há anos eu defendo a integração das industrias de defesa do cone sul, principalmente Argentina, Brasil e Chile, para a implementação de programas conjuntos no setor naval. Por exemplo, seria possível desenvolver um projeto de um navio patrulha oceânica envolvendo as indústrias dos três países. Apenas nesse conceito, seria possível construir até 15 navios.

Peter Nine Nine

Camargoer, só o Brasil, precisa de 20 NPOs. Um frota oceânica sólida permitiria ao Brasil o envolvimento internacional que deseja, dispensando combatentes para missões internacionais e mantendo uma patrulha oceânica permanente no mar brasileiro, até projetando a influência desejada na costa atlântica africana. A situação operacional da MB não é boa, com três amazonas (os únicos patrulhas verdadeiramente oceânicos), alta taxa de inoperacionalidade no tocante a escoltas e com os navios mais presentes sendo provavelmente o Bahia e Atlântico. A MB também conta com 12 patrulhas de 200 toneladas da classe grajaú e dois classe macaé de 500 (costeiros com… Read more »

Camargoer

Ola P99. Eu concordo que a MB precisaria de muitas patrulhas oceânicas. Nem discuto. O que tentei mostrar foi que unindo as encomendas dos três países, levando em conta as particularidades de cada país, seria possível implementar um programa conjunto, reduzindo custos de produção e manutenção, além do ganho simpático de integrar os países. Este programa poderia ter várias fases, com sucessivos contratos. Sai navios mais baratos, tecnicamente acessíveis e de grande empregabilidade. A gente precisa entrar logo no seco XXI e parar de pensar no Santos de Pele.

camargoer

Olá P99. O caminho para um programa integrado é conhecido. Primeiro, chama o ministro da defesa e os comandantes das forças e peça para identificarem as necessidades que poderiam ser atendidas por um programa conjunto (fuzis? helicopteros? aviões de patrulha? aviões de treinamento? corvetas? patrulhas oceânicas? satélites? drones? etc). Em seguida, peça ao ministro da economia para elaborar um plano de financiamento e para identificar os gargalos da indústria. Peça ao Itamaraty para negociar uma conversa entre os presidentes para apresentar a ideia. Desde ponto, conquistando os apoios presidenciais, organiza-se um encontro entre os governos para escolher os programas ou… Read more »

Peter nine nine

Não percebi o seu último comentário ª-ª

brasilanedota
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