quarta-feira, dezembro 8, 2021

Saab Naval

Segundo representantes da Emgepron, Marinha precisa de 12 fragatas

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Expectativas de negócios foram apontadas em visita da Comissão de Indústria Naval da Alerj a empresa do setor

A perspectiva de geração de empregos com a construção de fragatas e navios-patrulha para a Marinha nos estaleiros do estado animou a Comissão Especial de Indústria Naval e Offshore da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), presidida pela deputada Célia Jordão (Patriota). A possibilidade de negócios em território fluminense foi apontada nessa segunda-feira (31), durante visita técnica à Emgepron e ao Cluster Tecnológico Naval, no Centro do Rio.

Na apresentação, representantes da empresa pública que faz a gestão de projetos navais informaram que a Marinha precisa de 12 fragatas. Dessas, quatro já estão sendo construídas em Santa Catarina, com até 40% de contratação de conteúdo local. As demais obras podem ser trazidas para o Rio de Janeiro, com potencial contratação de profissionais no estado.

“Temos a capacidade de inteligência e de produção aqui, e 90% do comércio acontece pelo mar. Trazer essas obras para cá demanda um esforço conjunto nosso e do Governo do estado. A economia do mar é fundamental para o desenvolvimento do Rio de Janeiro, que tem plena condições de se reestruturar para crescer”, afirmou o diretor-presidente da Emgepron, almirante Edesio Teixeira.

A deputada Célia Jordão ressaltou que o trabalho da comissão tem sido justamente fazer a interlocução de atores do setor com o Governo, para contribuir na elaboração de um plano de gestão regional que impulsione a economia do mar no estado. “Na visita ao Cluster Tecnológico, vimos boas perspectivas com a construção dessas novas fragatas e navios-patrulha, que vem ao encontro com tudo que a comissão busca, que é a geração de trabalho e renda para o estado do Rio de Janeiro”, disse a deputada. Também estava presente na visita o deputado Waldeck Carneiro (PT), membro da comissão.

Ex-comandante da Marinha, o almirante de esquadra Ilques Barbosa Júnior destacou que é urgente que lideranças políticas se empenhem na retomada da indústria naval no Rio de Janeiro. “Não temos mais tempo a perder. Ficar inertes é um risco enorme para o desenvolvimento do nosso país. É uma situação de segurança econômica. É preciso haver investimento em ciência, educação e presença do estado para mudança desse momento. Do contrário, as grandes empresas vão continuar indo embora. Sem mobilidade, sem segurança e sem investimentos, não têm empregos”, alertou.

Maquete da fragata classe Tamandaré

FONTE: Jornal do Brasil

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Marcos R.

A última vez que inventaram de levar a construção naval para o Rio de Janeiro deu ruim, acabou com o programa de patrulhas… Aquele lugar parece curva de Rio, tudo que não presta acaba lá.

FERNANDO

Verdade,
Sinceridade não sei porque tudo tem que ser feito no Rio de Janeiro.

Esteves

Não é que tem. É uma mobilização para fazer. O Rio já contou com um grande parque metalúrgico montador em Duque de Caxias nos anos 1960/70.

Se decidirem licitar mais 8 ou alongar o contrato atual…fica esquisito não fazer com os alemães do Oceana em SC.

BR Paraná

A gestão da nossas forças armadas é péssima. A marinha então nem se fala, se tem que ter um número maior de fragatas e melhor da continuidade as Tamandaré.
Já estamos pagando pela troca de tecnologia, a tendência e que se for feito mais pedidos os custos serão menores.
Agora para construir novas fragatas no Rio de Janeiro, tem que ter outro processo de licitação? Tem dinheiro sobrando?

Esteves

Não precisa licitar. É preciosidade da MB. Aquisições para a Defesa podem acontecer comprando direto.

Teria sido mais em conta comprar pronto.

Invincible

Parque metalúrgico de SC é bastante grande e as industrias da região tem total capacidade de absorver.

Esteves

Gente séria.

leonidas

Mas ai vc esta falando de capacidade técnica, de lógica operacional.
E não é com base nisso que se decide certas coisas pelo visto…

TeoB

Quem conhece SC sabe que o estado tem potencial para ser o polo de construções navais que o pais precisa, além disso nosso litoral é grande e ter capacidade de construção naval espalhada é bem mais estratégico que colocar tudo no mesmo lugar, defendo a criação também de um parque de construção naval no nordeste lá poderiam ser construídos os patrulhas e os submarinos em Itaguaí devido a tudo que já foi investido.

Roberto Medeiros

Sou Carioca, mas forçosamente tenho de concordar com vc. se for para construir mais fragatas e não forem de uma classe diferente, que se construam mais tamandarés.

Ted

Deputado do PT. Com certeza vai dar roubo , ou ruim.

Elias E Vargas

De fato no Rio de Janeiro as coisas são complicadas, mas o que se pode fazer é sub-contratção parcial das encomendas com montagem final em Santa Catarina, inclusive para se manter o padrão de qualidade.
Uma sujestão é a utilização do estaleiro de Itajaí (o do Pro-Sub) se estiver ocioso, pois já demonstrou competência e regularidade na construção dos submarinos, tem equipamento modernissimo e manterá a qualidade da construção das fragatas. É uma unidade indusatrial de defesa que não pode ficar paralizada para manter postos de trabalhos técnicos de grande importância.

A6MZero

Realmente tais iniciativas parecem não perdurar elegem um lugar para ser um polo naval e logo depois abandonam o projeto pela metade coma já ocorreu Rio, no Ceará e agora Santa Catarina, querendo abandonar o que começa a se instalar ali para mais uma vez voltarmos ao Rio.

Uma falta de visão, de continuidade se querem ter um polo de indústria naval que elegem um lugar e façam esforços e investimentos continuados para que possa se estabelecer algo duradouro.

Senão estaremos fadados a ciclos que começam e terminam sem trazer nenhum ganho real …

Last edited 6 meses atrás by A6MZero
Esteves

Poderiam tentar recomeçar produzindo navios mercantes. Depois que aprender uma coisa pula para a outra.

Thrash Metal

Típico dos políticos e gestores brasileiros.

igortepe

Simples. A Marinha está concentrada no estado do Rio de Janeiro.Moro em Belo Horizonte, em Minas gerais existem 7 batalhões do exercito. Esses batalhões deveriam estar nas fronteiras, fazendo alguma diferença.

Doug385

Sou de lá e sou obrigado a concordar. O Rio é a síntese do que há de pior no país.

Welington S.

O problema do Rio é que tem muito carioca.

André

Comentário desnecessário ao povo carioca cheio de preconceito.

Leandro Costa

Sou do Rio e concordo com ele hehehehe

Welington S.

Kkkkkk

Welington S.

Desculpa mona.

Curiango

Ali só arrendando por 50 anos para os Árabes com suas leis explorar o turismo e colocar ordem

Carlos Campos

ou os chineses, vai ter de traficante morto vai acabar a fila de transplante de órgãos, maconheiro trabalhando noite e dia para não levar porrada, quem for pego roubando vai ser preso também, vão tirar órgãos e vender.

Helio Mello

O problema da construção naval não é o Rio, tanto que os estaleiros na Bahia e em Pernambuco também faliram – um inclusive inaugurou uma era, pois faliu por falta de obra. Geograficamente, o Rio é excelente, pois tem uma baía de grandes proporções e fica localizado no centro dos principais fornecedores locais, além de ter uma infraestrutura portuária boa para importação de bens. O problema é que queremos construir navios como se fazia nos anos 80. Todo ensino técnico profissional é muito ruim. Os professores de engenharia naval no Brasil, de maneira geral, fizeram gradução nos anos 80-90, mestrado,… Read more »

Palpiteiro

Mas estamos pagando esses professores por ensino bom. Quando poderão ser substituídos por baixa eficiência?

Helio M

Nunca. Isso é uma discussão antiga na UFRJ. Professores que não vão, que estão envolvidos em pesquisa e não aparecem na sala, professores que não dão nota no final do período… Os professores são tratados como deuses, fazem o que querem. Se um aluno se levanta contra um professor, ele é reprovado até desistir (literalmente dezenas de vezes se for necessário). Se for um funcionário, é posto a disposição. E como são funcionários públicos, são virtualmente indemissíveis. Incluí aí o fato de toda a cadeia de comando, do Reitor para baixo, ser quase inteiramente de professores. E é fácil ver… Read more »

Leandro Costa

Esses dias eu vi algo que achei curioso. Um jornal desses na TV estava entrevistando o reitor da UFRJ devido aos cortes de orçamentos, etc. Conheço o Fundão e sei que os prédios estão em estado lastimável, bem como a própria manutenção da área toda. Última vez em que estive lá não cortavam nem grama a bastante tempo, pelo visto. Mas enfim, o cara estava dando entrevista, provavelmente em um notebook ou algo assim, e na mesa atrás dele em seu escritório, havia um Macintosh com uma tela gigantesca, que provavelmente vale aí uns 15 a 20 mil reais… Dificilmente… Read more »

Rinaldo Nery

Não foi isso que o Abraham combatia, e conseguiram defenestrá-lo?

Alexandre Cardoso

Baixa eficiência ou em alguns casos, nenhuma eficiência.

Rinaldo Nery

Boa aula.

Heverton Ribeiro

Exceto o ouro de aluvião.

Antonio Palhares

O Rio de Janeiro depois que perdeu o posto de capital da república. Ganhou o status de capital do quartel general do tráfico de drogas e milícias. Acho que devem ser mudadas as unidades das brigadas paraquedistas para Goiânia eliminando o contágio. De tropas bem formadas pela União pelo o tráfico e milícias. As fragatas devem continuar sua construção no estaleiro de Santa Catarina. Devem ser reforçadas as unidades do norte e nordeste. Ou seja: Ou a MB é do Brasil. Ou do Rio de Janeiro. Porque a Marinha é mantida com os impostos que os cidadãos brasileiros recolhem. Grande… Read more »

Alison

Precisar precisa… Mas construir são outros quinhentos…

Vovozao

01/06/2021 – terça-feira, btarde, Alison, nesta postagem, não entendi a fala do representante da ENGEPROM, “” 4 já estão sendo construidas “”….. AONDE???? Estão tentando enganar quem???? Ainda não se bateu uma chapa, contam uma mentira dessas ????

Piassarollo

Verdade, não temos nem duas chapas soldadas e já estão falando que estão sendo construídas.

Cristiano de Aquino Campos

Mentira nada, você e que esta mal informado. Te garanto que estão construindo 4 maquetes maravilhosas para apresentar nos coquetéis no Rio de Janeiro.

Salim

Tá parecendo cerimonia de batimento da quilha do napa500 em estaleiro no Rio em 2012, juntaram meia duzia chapa, tinha banda, cerimonia, coquetel. Depois sucatearam tudo. Náo tem napa500 ate hoje.

FERNANDO

rsrsrs

leonidas

Ou então vão construir ou estão construindo 4 barcaças que serão renomeadas para Fragata ou quem sabe até mesmo destroieres.
Aqui é assim, não tem?
Renomeia e já era… rs

Esteves

“quatro já estão sendo construídas em Santa Catarina, com até 40% de contratação de conteúdo local.”

Oi.

Souto.

Galante voçe sabe se foi autorizado a construção do primeiro navio
patrulha 500 BR ??

Henriquer

até onde eu sei o projeto dos NaPa depende da aprovação do fundo da marinha mercantil pra começar.

corte das chapas ainda ta distante

Peter nine nine

Pelo que eu sei, que não é muito (nem do Brasil sou), os patrulha 500 foram cancelados, com apenas a previsão de conclusão dos dois últimos que já estavam em fase consideravelmente avançada.

Henriquer

Tem dois projetos de NaPa 500t acontecendo simultaneamente . tem esse ai que você citou que são os navios da Classe Macaé que devido a corrupção e problemas com estaleiros foi cancelado. Eram 27 unidades sendo só duas entregues e duas ficaram presas num limbo jurídico que depois de muito tempo a MB conseguiu pegar os cascos e e agora no sufoco ta conseguindo terminar..Paralelo a isso tem um novo projeto de NaPa 500T que é a evolução da Classe Macaé. É pra ser 27 navios tambem só que o projeto vai ser nos moldes da Tamandaré (com a EMGEPRON e capitalização). Esse… Read more »

FERNANDO

E você acha que o money vai sair.
Se fosse para um parlamentar lá do congresso sairia o dobro.
Mas, para coisas necessárias ao Brasil.
Bem,…………….

Cavalli

Henriquer. A verba da Marinha Mercante não depende do Executivo e sim do Legislativo, que têm que aprovar um PL que passa parte deste Fundo para a Marinha do Brasil. Já foi votado? Não!

camargoer

Olá Peter. Já li comentários que sugerem que apenas uma das Macaé no AMRJ será concluída. Tomara que isso seja apenas pessimismo.

Elias E Vargas

Foram construidos 2 NAPA500 em estaleiro do Nordeste que estão a serviço da MB, porém, outros 2 que eram para ser construidos no RJ foram sucateados e foram parar no Arsenal da Marinha onde estão sendo reconstruidos, porque as coisas nos estaleiros cariocas, como já disse, são complicadas, por isso sou de opinião que da encomenda trintenárea dessas patrulheiras sejam encaminhadas novamente aos estaleiros nordestinos, que tão bem se desincumbiram em construir as primeiras.

Cristiano de Aquino Campos

Devem ser as 4 Tamandaré radio controlados.

Gabriel BR

se contratarmos 12 Tamandaré , eu vou abrir um vinho do porto aqui em casa para celebrar.

Luís Henrique

Espero que sejam 3 Fragatas de portes diferentes. 4 Tamandare (Meko A100), 4 Meko A200 ou similar e 4 Meko A400 ou similar.
Na verdade, seriam 4 Fragatas Leves, 4 Fragatas Médias e 4 Fragatas Pesadas ou Destroyers.

BR Paraná

Isto seria interessante, mas não tem dinheiro para isto, (se tem dinheiro e mal aplicado).
Se tivermos um número maior de fragatas da classe Tamandaré, já seria ótimo.

igortepe

Com o efetivo de mais de 80 mil coça sacos é difícil construir embarcações.

Salomon

Rá…mas temos excelentes dentistas, psicólogos e motoristas na Marinha, e festas de gala magníficas, com vinhos e espumantes. Afinal as jaquetas tem de ser usadas, né?

Piassarollo

Caro Luiz, lamentavelmente isso não vai acontecer.

Marcelo Baptista

Se, e um grande se, contratarem as 16, espero que sejam todas da Classe Tamandaré, isto daria escala para a produção, principalmente da parte estrutural do Navio, e supondo que seja construída pelo sistema modular, os módulos podem ser construídos tanto no Rio quanto em SC ou no Nordeste, sendo SC o integrador dos módulos.
A parte mais cara das Fragetas, pode ser ajustada ao longo do projeto, modernizando a eletrônica, C&C, armamentos entre outras coisas, supondo que o projeto contemple certa flexibilidade para modernizações ao longo dos seus 40 anos de vida prevista.

FERNANDO

Sonhar ainda não paga imposto.
Ainda.
Até a Médio Burguesia achar que é cabide de emprego.

Halley

deixa o vinho na adega, porque com o tempo que vc vai esperar para ver isso, o vinho valerá uma nota!

Esteves

“Temos a capacidade de inteligência e de produção aqui.”

Oi.

Marcelo Baptista

Esteves, temos! Mas estamos perdendo, dentro de mais 10 anos, vamos ter que começar do zero.

João Bosco

vejamos…. 12 fragatas para a MB patrulhar uma extensa costa -não estou falando do mar territorial sob responsabilidade brasileira – com cerca de 17.000 km, seria quantos km para cada navio? Quase 240 km de costa para cada navio.
O problema é que a MB , assim como as outras forças, está mal de grana para essa empreitada e ainda gsata com outras coisas o que tem.
Ou seja… sonhem.

João Augusto

O perigo é não ficar no sonho e estrangularem o já asfixiado ProSub pra investir nesse programa e largar os dois muito aquém de “pelas metades”.

Phillipe Blower

Não me parece ser assim que se define quantidade de meios navais, mas tudo bem.

Flanker

Sinceramente, não entendi sua conta! A costa do Brasil, em linha reta, tem 7400 km e, se considerarmos os contornos e reentrâncias, são 9200 km. Então, para fins de patrulha linear da costa, seria 7400 km. E na conta de padaria proposta, seriam 7400 km divididos por 12 navios , o que daria 617 km por navio. Mas, a escolha de meios navais, por tipo, classe e missão não é realizada dessa maneira.

Last edited 6 meses atrás by Flanker
Jefferson

A verdade é que a marinha não tem navios e quando fazemos esse calculo simples, cálculo meramente geografia com presença naval, ai ferra tudo! É evidente que uma costa precisa ser pratulhada o tempo tudo, inclusive com suporte de aeronaves.

Tamandaré

Para quem acompanha os debates acerca de temas navais, novidade ZERO! Uma pena que muito provavelmente só sairão do papel aquelas poucas unidades mesmo… Se tivéssemos de fato um projeto de País, daríamos volume ao projeto FCT e faríamos uma grande encomenda, deixando de lado a ideia de operar corvetas. Penso que seja mais racional possuir uma frota de 12 fragatas ao invés de 6 fragatas e 8 corvetas, por exemplo. Precisamos mesmo é investir em escala de produção. Gerar empregos aqui. Nacionalizar o máximo possível de componentes e partes. Não se trata de ultranacionalismo, mas sim de racionalidade e… Read more »

Leandro Costa

Temos capacidade técnica sim em diversos campos, inclusive na construção Naval. Mas não exatamente no Rio de Janeiro. E de quebra, ainda existe uma falta crônica de capacidade técnica em finanças públicas no Estado. É como um técnico de computadores saber exatamente as peças que ele precisa para montar um computador fantástico que possa fazer um determinado serviço, mas nunca conseguir juntar dinheiro para montar esse computador porque está sempre gastando com birita.

Infelizmente, esse é o Rio de Janeiro.

Esteves

Aonde? Qual estaleiro nosso conta com capacitação para construir fragatas de 3.500 toneladas?

Leandro Costa

Esteves, salvo engano temos um no Sul e outro no Nordeste que podem ter essa capacidade.

Seja como for, uma vez decidido pelo objetivo de construir isso, nós podemos sim, inclusive capacitando pessoal. O problema é chegar até essa vontade e tornar possível e mobilizar os meios para que isso se torne realidade, coisa que eu acredito que o Rio de Janeiro não tenha.

De acordo com a matéria essa construção é algo que teria que ser criada. Até temos lugares para fazer, só não temos investimento (e haaaaja grana!), e nem muito menos as condições de atrair esse investimento.

Esteves

Então.

Podemos. Sim, podemos. Mas não temos.

Vamos fazer. A pasmaceira mundial na qual a indústria se meteu tem algumas saídas. Uma é a construção naval. Outra é a construção naval militar. Defesa.

Vamos?

Leandro Costa

Duvido muito que iremos.

camargoer

Olá Esteves. Antes de ir, será preciso tirar o financista da economia e colocar um engenheiro. Banqueiros têm horror a graça e parafuso. Preferem promissórias.

Vovozao

01/06/2021 – terça-feira, btarde, Esteves acredito que o Verolme, em Angra dos Reis, possue essa capacidade no RJ.

Esteves

Com os dinamarqueses. Podem fazer. Mas precisaríamos também capacitar, investir, criar uma base logística específica para essas empreitadas, garantir encomendas.

Assim como com o Oceana e os alemães.

Leandro Costa

Verolme era Holandês 😀

Esteves

Vikings.

Leandro Costa

Holandês, meu caro. Trabalhei na Marina ao lado hehehehe

Esteves

Batatas. Comem batatas. Vikings não.

Flanker

O estaleiro Verolme é holandês. Inclusive, na sua matriz na Holanda, foi realizada a reforma e modernização do ex-HMS Vengeance, passando a ser o nosso A-11 Minas Gerais.

Helio M

Eu acredito que o Verolme (que agora é Brasfels) não tem essa capacidade. Os navios são muito pequenos, com peças muito menores do que as que o estaleiro trabalha. Mesma coisa aconteceu no EISA: a máquina de corte não cortava a chapa de 5mm pois era muito fina e empenava muito, as máquinas de solda não conseguiam pouca carga para soldar e também empenava tudo, os tubos tinham que ser dobrados a mão pois eram menores que as máquinas. A superestrutura dos navios que o EISA tabalhava era mais robusta que o costado dos patrulhas. Obra militar no EISA tinha… Read more »

Leandro Costa

Helio, você é obviamente mais entendido do assunto. Existe alguma forma de colocar essa turma toda para trabalhar? Qual nível de investimento teria que ser feito? Tem alguma sugestão de como aproveitá-los em algum tipo de programa governamental de encomenda de navios, mesmo que não sejam para a MB?

Helio M

O mercado naval no Brasil é a personificação do QI, quem indica. Se você pegar o histórico dos dirigentes de estaleiros, vai ver que eles ficam rodando, independente de sucesso ou fracasso. Isso vai descendo a escada, até coisas absurdas como biólogos e porteiros sendo contratados como encarregados de produção. O mercado naval ficou virtualmente parado por quase 15 anos, e foi justamente na época da digitalização da engenharia. O mercado naval não passou gradualmente por esse processo, foi um baita degrau – o pessoal mais antigo ficou no analógico e o mais novo, no digital. Então você tem uma… Read more »

Leandro Costa

Helio, obrigado pelo seu ponto de vista. Também acho que podemos começar por baixo, com navios como NPaOcs ou NPas e à partir daí ir galgando os degraus para fazer coisas mais complexas, mas isso após um número expressivo desses navios terem sido feitos. Mas aparentemente o buraco é grande e bem profundo para ser preenchido antes.

Rinaldo Nery

Boa aula. Aprendi bastante.

Marcelo Baptista

Esteves, vc provavelmente é mais velho que eu, heheh, mas eu lembro que o Rio tinha grandes estaleiros, que foram falindo ao longo dos anos 80/90.
Eu sempre digo isto, nosso problema é de Gestão, os Governos e empresas Brasileiras são péssimos gestores. Fazemos cursos de PMI a rodo, e não conseguimos aplicar alguns dos procedimentos básicos de análise de risco!
E nem estou entrando no mérito da honestidade!

Tamandaré

Cirúrgico, meu caro Leandro!! 🙂

Cordiais saudações.

Welington S.

Não é por acaso que o MD vem fazendo reuniões com a base industrial de defesa. Nós realmente precisamos nos tornar autossuficientes em várias coisas… assim como a Índia está se tornando ou já se tornou.

Heinz Guderian

E a Índia esses dias, proibiu a importação de alguns materiais (108) de defesa, incluindo corvetas, radares, peças de tanques, sistema aéreos de alerta e controle, a medida tem a intenção de fortalecer sua base industrial, e procura um maior grau de autossuficiência. Excelente!

Welington S.

Exato! Eu tinha lido essa notícia e por isso citei o caso da Índia. Cara, olha que poder nas mãos você tem, a independência. Sonho com o Brasil assim.

Last edited 6 meses atrás by Welington S.
Up The Irons

Se a MB conseguir o milagre de chegar a 8 Tamandarés, ficarei positivamente surpreso. Aí pro final da década poderiam pensar em algo do porte da Meko A-400, que seria o caminho natural, ou a FREMM. Como eu disse em outro post, me deixa sonhar que é de graça!

https://www.naval.com.br/blog/2019/03/31/exclusivo-as-razoes-que-levaram-a-escolha-da-meko-no-programa-tamandare/

Filipe

12 é pouco, no plano da MB são 30 escoltas ate 2040 , 12 FCT de 3500T , 12 FFG de 7200T e talvez 6 DDG de 9800T , esses navios poderão ser todos alemães da TKMS, nomeadamente MEKO A100BR (3500T), F-125 (7200T) e as F-126 (9800T)… Pelo menos ate 2040 ou 2050, de lembrar que o plano contempla 21 Submarinos (6 SNBR + 15 SBR) e 2 NAEs.

Jose

Essa quantidade de navios é somente justificável para um pais com projeto claro de soberania. Não temos isso no momento. Ademais, vem a pergunta que eu sempre faço: Pra que? Para proteger as plataformas das multinacionais que exploram nosso petróleo do pré-sal, que foi dado de presente, em função de algum dogma furado da religião neoliberal? Para fazer PASSEX com US Coast Guard, qualquer sucata downgrade de segunda mão já basta. Tinta é o que não falta nos quarteis.

Last edited 6 meses atrás by Jose
Jose

Falou o fanboy MAGA.

Chevalier

Ja louvou a ditadura chinesa hj?

Leandro Costa

O que seria ‘um projeto claro de soberania’?

sub urbano

O povo investiu 50 bilhões de reais no pré sal em 13 anos e o governo neoliberal vendeu por 10 bilhões e agora o povo paga 6 reais a gasolina produzida com petroleo importado.

Esteves

O povo investiu 50 bilhões de reais para sustentar governos corruptos.

Executivos e legislativos corruptos. O maior sistema corrupto que se teve notícia…no mundo como dizia o locutor da Chery. Começou no mensalão e afundou no petróleo.

Qual o nome daquela refinaria que compraram nos EUA por bilhões e venderam por dezenas?

Flanker

Barbaridade! Qie discurso mofado! O povo investiu?? E quantos bilhões foram roubados da Petrobras nesse mesmo período de 13 anos?? O neoliberalismo é um lixo…mas, esse discurso do povo isso, povo aquilo é coisa de esquerda anos 50….

Leandro Costa

Anos 50 nada… anos 20 e olhe lá!

Tutu

Usamos petróleo importado pq nossas refinarias são ruins e foram projetadas em meados do século passado para refinar petróleo leve vindo do Oriente médio ou dos Estados Unidos, o petróleo da maioria do pré-sal é mais denso e pesado, não é o ideal para combustíveis, precisamos misturar com o óleo importado para podermos refinar.

Guga

“Meu filho”…. trabalho numa contratada Petrobras. O óleo do pré sal é de densidade média, mais fácil de refinar, e mais $$$.

Tutu

Eu me confundi, o oléo do pre-sal que é mais leve, o dos outros poços nacionais que é mais denso. “Petróleo brasileiro é difícil de refinar Boa parte das refinarias brasileiras foi construída na década de 1970, quando o petróleo era importado. Porém, o produto importado era do tipo leve. Com a descoberta e a extração de petróleo na Bacia de Campos, também nessa época, as refinarias precisaram passar por um processo de adaptação para refinar o produto brasileiro, mais pesado. Com o pré-sal (extração em águas profundas), o petróleo leve também começou a ser obtido no Brasil, com maior… Read more »

FERNANDO

Da-lhe MITO
Continuamos subservientes.

Tamandaré

Sejamos racionais? Eu prefiro algo como 22 FCT e 8 DDG. Esse esquema de 12+12+6 é muito mais difícil de sair do papel… melhor cortar custos e investir em produzir com escala! Não precisamos, por hora, de navios pesadões. Fragatas de 3.500 a 4.500 TON nos são suficientes. O que necessitamos é ter em quantidade!! Precisamos fazer-nos presentes no Atlântico Sul; combater pirataria e pesca ilícita, coletar informações, patrulhar… Precisamos mesmo é de patrulhas de longo alcance e fragatas. Corveta no Atl. Sul já é pouco, DDG está fora (por hora) das nossas possibilidades em termos de custo/benefício. Essa é… Read more »

Francisco Diego Reyes Garcia

Concordo, deveríamos neste momento focar em maior quantidade de tamandarés, que, na minha modesta opinião, devem ter construção concentradas em itajaí. Da pra pensar em Patrulhas de 500T tambem sendo fabricadas em um so estaleiro, por exemplo rio. e Patrulhas (amazonas) 1500T fabricadas em outro estaleirono Ceara ou São Paulo, tem que ser assim concentrar linhas produtos do mesmo tipo em um só local e distribuir essas linhas em varios locais. Mas que desanima as vezes desanima, veja o caso Do KC, tava tudo redondinho, agora a FAB quer diminuir. Horra não terminam nada que começam, ai da-lhe o danado… Read more »

Tamandaré

Francisco, quanto ao KC-390, a minha surpresa foi ZERO! Desde o início do programa, militares que conheço já diziam que a compra de 28 unidades pela FAB era irreal. Segundo eles, não havia cenário plausível no qual a FAB necessitasse operar 28 desses jatos de transporte! A encomenda “anabolizada” era somente uma forma de dar uma mínima viabilidade e cadência à linha de produção da EMBRAER. Posteriormente, o GF deveria apoiar a EMBRAER nos esforços de exportação do KC-390, talvez até com financiamentos estatais, BNDES, etc. Então, nada de novo no front! Para quem sabia desse detalhe (que eu escutei… Read more »

Filipe

Boa noite prezado Tamandaré , o que é que vc sabe do PROSUB e do PROSUPER ? Vamos ter o segundo lote dos GRIPENS?

Luís Henrique

Fragatas não são fabricadas aos milhares, com linhas de produção robóticas como os carros.
Produzir 20 do mesmo tipo ou 10, não fará uma diferença absurda nos custos.
Ter 3 modelos diferentes, com tamanho e capacidades diferentes é inteligente para balancear o poder militar e os custos e também para termos produtos diferentes para exportação.

Moriah

Eu queria ter só 30 radio-controlados e uma lagoa pra brincar…

Piassarollo

Planos…,; Reuniões…, ; Maquetes…,; Estudos…

Flanker

Números completamente irreais e inexequiveis. Completa fantasia! Nada nesses números pode ser levado a sério. Não acredite nisso aí, meu caro.

Esteves

40% de nacionalidade é recomendação do TC e exigência do BNDES para financiar.

Como medem isso? Mão de obra? Aço? O recheio (armas, sistemas, eletrônica, mísseis, radares) é importado e montado pelos alemães.

O PROSUB foi assim. Quando começaram não tinha fornecedor nativo para baterias, aço, motor elétrico. As empresas que mostraram Estavam em recuperação judicial = risco de não entregar encomendas.

Qual o problema de simplesmente fazer e contar com o melhor que o dinheiro nosso pode pagar?

camargoer

Olá Esteves. Segundo o BNDES, o índice de nacionalização é calculado sobre o uso de componentes, mão de obra e serviços nacionais.

Esteves

Pois é Mestre Alquímico. Pois é.

Quais seriam esses componentes em uma fragata alemã?

João Augusto

Pega o valor da embarcação e 40% desse valor tem que ter sido feito aqui. Simples assim.

Esteves

Tem que.

Propulsão que não temos é 20%. Sistemas que não temos é 30%. Armas que não temos é 15%. Radares e vigilância que não temos é 10%. Mísseis que não temos é 15%. Algumas ligas e tipos de aço não temos também.

Como o Bardini explicou sobram os banheiros.

camargoer

Olá Esteves. Eu não consegui apurar todos os números das FCT, mas consegui estimar que a mão-de-obra direta que será contratada pelo estaleiro vai custar cerca de R$ 3 bilhões durante todo o programa (algo em torno de 30%). Por outro lado, estimei que serão necessários cerca de 10 mil ton de aço naval para as quatro fragatas, ou cerca de R$ 100 milhões. Outros colegas poderiam ajudar a estimar o valor do sistema de armas, propulsão e sensores. Também é importante lembrar que a Embraer fará a integração dos sistemas.

camargoer

Olá Esteves. O casco, o sistema hidráulico, o sistema elétrico podem ser feitos no Brasil, por pessoal brasileiro e com componentes brasileiros. As armas e sensores serão mesmo importados. Creio que o sistema de propulsão também será importado. Aço naval também é feito no Brasil. O projeto executivo (serviços) e o projeto detalhado também podem ser feitos no Brasil (serviços). Seguro também pode ser contratado no Brasil. Todo o pessoal do Estaleiro (execução) e da Emgepron (fiscalização) são nacionais. Impostos são pagos no Brasil (inclusive de importação). Acho que somando tudo parece possível chegar a 40%.

Luís Henrique

Os misseis antinavio também serão produzidos no Brasil, o MANSUP.

Esteves

Nenhum dos dois existem.

Nem o Mansup, nem esse navio da TKM…essa Meko que assinamos.

Camargoer

Caro Luis. Creio que os mísseis e a munição não entram no valor de construção do navio. O canhão instalado lá frente entraria.

Flanker

O míssil antinavio das Tamandaré será o MANSUP? Lembro de ter lido algo sobre o míssil ser o Exocet block 2 ou 3. O missil nacional, com 70 km de alcance, é uma piada em um navio novo e que será a principal classe de escoltas da MB por muitos anos.

Esteves

Mestre,

Mostraram o projeto CCT do VardPromar. Com a Ficantieri. A MB poderia ter feito com eles. Não quiseram fazer. A MB preferiu projeto europeu de estaleiro europeu.

Aço há vários. Não sei se produzimos todos os tipos. Se sim deve ser com a belga Arcelor Mittal que fornece para o PROSUB.

Poder fazer ok. Esteves pode ir ao Himalaia. Ele deve? Quer? Pronto Está? Projeto aqui nós gerenciamos a execução com a Emgepron. Projetar não projetamos.

Sistemas elétricos são cabos, painéis, botões, fitas. Hidráulica é mangueira, tubos e conexões Tigre. Isso não dá 40%.

Nascimento
Last edited 6 meses atrás by Nascimento
Ted

A WEG já tem participação no prosub, por que não nas Tamandaré?

Esteves

A WEG foi selecionada para fornecer o motor elétrico principal. MEP.

Mas não conseguiram. Vem da Jeumont da França. Uma empresa menor que a WEG.

camargoer

Olá Esteves. Segundo eu li, para produzir o motor dos submarinos no Brasil, os franceses pediram o equivalente ao custo de desenvolver um motor aqui do zero. Se fosse assim, não daria tempo do motor ficar pronto a tempo de instalar. A MB acabou optando pelo mais simples e barato. Comprou pronto.

Esteves

A empresa fornecedora não precisa ser uma multinacional. Precisa ser capaz de cumprir prazos e qualidades, emitir certificações, contar com parceiros dispostos a resolver problemas como substituições e adequações.

Bancos. Nada melhor que banco amigo.

camargoer

Caro Ted. A Weg está fornecendo todos os moteres elétricos dos submarinos, com exceção do motor de propulsão que foi importado. As FCT terão propulsão á diesel, mas tenho certeza que todos os motores elétricos usados nos navios serão da Weg. Não existe razão para ser diferente.

Ted

Obrigado

Jacinto

Até onde eu sei, funciona assim: pega tudo o que foi pago; 40% precisa ir para um CPF ou CNPJ nacional.

Esteves

Tudo que foi pago e que será pago ou quase tudo vêm da Alemanha. Até mísseis se comprarmos dos franceses chegarão da Alemanha.

Camargoer

Ola Esteves, segundo uma reportagem, serão criados 2 mil empregos diretos e 6 mil indiretos. Considerando apenas os empregos diretos durante o período de construção das quatro FCT e adorando um salário bruto de R$ 15 mil (incluindo custos trabalhistas), isso daria algo em torno R$ 3 bilhões, ou 30% do custo estimado de todo o programa. Se aMB gastar mais R$ 1 bilhão em equipamentos, serviços e impostos, há chegou em 40%

Esteves

Mestre dos Conteúdos Latentes, Cade essa conta? De onde tiram a quantidade de empregos indiretos? Que lei é essa que 1 empregado come 1 Xsalada, toma 2 cafés na porta da fábrica, compra 2 camisetas do Vasco, paga 1 passeador de cachorro…gerando X 3 empregos indiretos? Ok. Perdeu o emprego até a padaria perde o pão. Mas essa conta é chute. Mestre, Encargo trabalhista não é índice de nacionalização. Encargo trabalhista é a contra parte do estado e da empresa para pagarem esses salários que pagam no Brasil. A Espanha aceita brasileiro para residir. O salário para aposentados é 5… Read more »

camargoer

Olá Esteves. Se eu soubesse responder tudo isso, mudava meu apelido para Oráculo. Eu não sei como estimar empregos indiretos, mas há fiz muita planilha de homens-hora quanto trabalhava em uma construtora como técnico. A estimativa que fiz do custo de mão-de-obra foi sobre os empregos diretos. Talvez algum colega com mais experiência na construção civil possa revisar este número. Concordo que o número mágico 40% é uma meta. Espero que seja atingida e superada. Sobre a Embraer, vale lembrar que o pessoal estava saltitando com a possibilidade de vende-la à Boeing… com a FAB batendo continência para a bandeira.

Esteves

Outra coisa,

Uma tarefa desse tamanho..não dá pra cravar que o índice de nacionalização será de 30%, 40%, 46%…

Vai fazendo. As novidades vão chegando. É fornecedor que chega e que vai. É matéria prima atrasada…troca. Defeito…devolve.

Vai medindo. A primeira fragata dirá qual foi o índice. Nas próximas pode melhorar se os alemães concordarem. A Audi queria ir embora…o governo deve créditos e não paga. Um dos motivos que levou a MB (carros em MG) a ir embora foi esse. Burocracias.

Alemão é sim, sim. Não é sim também. Se falar não, muda o assunto. Perdeu.

Ted

Mas a fabrica BMW contínua produzindo sem contendas. E não parece inclinada a deixar o Brasil.

Esteves

Acho que a BMW é mais alemã que as outras.

FERNANDO

Sinceridade, não entendo porque os navios da MB devem ser construídos impreterivelmente no Rio de Janeiro. Não faz sentido! Só faria sentido se o Rio de Janeiro tivesse farta mão de obra especializada, bons estaleiros, bem, pelos menos aqueles que não costumam falir, como um tal de EISA, além disso fosse mais acessível a aquisição de matérias-primas (custo X benefício) para a construção dos navios, e tivesse bons centros de pesquisas. Sinceridade, não o que parece! Senão, os navios Patrulha da classe macae, teriam sido construídos. Na realidade Estaleiro EISA deveria ser multado pelo que fez!! A MB deveria mudar… Read more »

Leandro Costa

Fernando, o caso é que o núcleo da MB está ainda por aqui. E de fato, o Rio TINHA boa parte dos estaleiros que a MB utilizava. Proximidade de estaleiros que construíam significava que havia proximidade para reparos e manutenções. Muito do que foi feito para a MB foi simplesmente construído no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. Antiga capital e que tinha um peso enorme na vida política do Brasil. É bom lembrar que era uma cidade conectada ao país inteiro, sem qualquer problema em relação à infra-estrutura para apoiar esse tipo de empreendimento. Porém, isso faz tempo.… Read more »

Esteves

Seria outra grande bobagem.

Não se recomeça desse jeito. Quais as indústrias no Estado do Rio com fôlego financeiro e econômico para enfrentar uma empreitada de montar 1 dúzia de navios de guerra para combate? Não seriam navios patrulheiros. Seriam navios com capacidade de enfrentar danos e engajar o inimigo.

Acho que confundiram engajar com enganar.

Leandro Costa

Esteves, teria que partir de uma premissa semelhante àquela que você postou acima, de ‘começar com navios mercantes’ para depois ir passando para navios mais complicados. O problema é que esses não tem clientes definido ou certo que garanta um investimento. Nenhuma empresa querendo simplesmente investir aqui para construir navios mercantes. Já no caso de navios-patrulha esse cliente seria a Marinha, que poderia usar sua demanda para alavancar esse reinício das atividades por aqui e por onde der. No final das contas, com isso já sendo feito, quem sabe os estaleiros não passam eventualmente à ofertar mercantes também, e quem… Read more »

Esteves

Não temos navios mercantes. Alugamos. Porque são caros para fazer, porque não tem demanda, porque competiríamos com estaleiros europeus e asiáticos, porque nossos estaleiros faliram, porque o Estado não paga, porque a legislação precisa de revisão, porque os portuários e sindicatos obrigam dezenas de exigências… Recomeçar com navios híbridos seria uma forma de enfrentar a tarefa com custos industriais horizontalizados. A mesma prensa, os mesmos fornecedores, os mesmos bancos, os mesmos contratos, as mesmas comissões…talvez o mesmo aço. É mais que demanda. Ainda que recomeçando com patrulheiros não faz sentido tocar a construção de navios alemães em SC e fazer… Read more »

Leandro Costa

Temo sim, e vários. O problema é que a maioria foi construída fora. Poderíamos construir aqui sim, mas o problema é ser competitivo o suficiente para atrair demanda e justificar investimento.

Esteves

São alugados.

Leandro Costa

Muitos são sim, o que não significa que muitos também não sejam próprios daqui. Acho que temos relativamente poucas empresas de cabotagem. Mas vou checar com um amigo da área.

Esteves

O MO afirmou em um dos vídeos dos meninos do PN.

Alugados.

Leandro Costa

Talvez para cabotagem de carga seca em empresas privadas. A Transpetro opera frota própria.

Leandro Costa

Que precisamos de umas 12 Fragatas, isso não é exatamente novidade. Que o Almirante está certo no que ele falou, também não é uma novidade. Novidade seria o Estado do Rio de Janeiro apresentar um plano viável para acertar suas contas, bem como condições favoráveis tanto no campo financeiro quanto no campo trabalhista para que pudesse atrair investimentos de grandes estaleiros para o Estado. Não para construir Fragatas, mas sim para pelo menos dar conta de construir navios-patrulha com algum tipo de garantia que os navios seriam finalizados, que os estaleiros contratados não estão em via de irem à bancarrota… Read more »

Esteves

O governo do Estado de Goiás concedeu 32% de desconto no ICMS da CAOACHERY para ampliarem as instalações. Existem centros logísticos, fornecedores, linhas de financiamento nos bancos públicos e privados, atrativos fiscais, mão de obra treinada. Goiás é um polo.

Capacitar é bastante mais que treinar. Precisa antecipar as capitalizações. Nenhum estaleiro tem cofre do Tio Patinhas para formar capital de giro próprio com grande risco de receber atrasado e não receber.

Estaleiros americanos recebem 20% antes. Antecipado. Aqui não temos legislação para amparar isso. Sem falar nessa corrente trabalhista que multiplica por 3 a contratação de pessoal.

Leandro Costa

Exatamente. E com um acordo firmado entre RJ e União em relação à pagamento de dívidas, e sabendo que o Rio de Janeiro pensa apenas em relação à curto prazo, não acho que o RJ irá oferecer condições atraentes para qualquer um vir aqui e investir um zilhão de dinheiros cujos frutos não apenas vão demorar pra lá de décadas para colher, e isso SE colher alguma coisa, que é o mais provável que aconteça.

Wilson França

Seria legal construir as fragatas num estaleiro em Goiás.
Eu apoio essa iniciativa.

Esteves

Fé. Tenha fé. Deus abriu o Mar Vermelho.

Richard

Enquanto vc zomba, Goiás abriu mais uma indústria. Aliás, lá não tem C.V ou TCP ou ADA. Rio de Janeiro e seus velhos problemas. Arrogância e corrupção. (Agora milícia e bandidagem)

Chorando as fragatas que vão ser feiras em SC.

Adriano Madureira

12 fragatas para defender um país com um litoral enorme,Que pobreza,números patéticos para uma defesa ridícula.. .

Henriquer

espera só você ver quantos navios patrulha tem e quanto precisaria ter…

falta de fragata é tipo passeio na praia nesse caso

Paulo

Sem falar que se forem construir as 12 do jeito que o país é atrasado deve demorar uns 30 anos para concluir.

Doug385

Temos a capacidade de inteligência e de produção aqui“. Tipo A EISA, né?

Guilardo Pedrosa.

O Estaleiro Atlântico Sul é o maior do hemisfério Sul. Tem capacidade para construir superpetroleiros de mais de 70.000 toneladas cada. Já construiu para a Petrobras. Tiraria de letra a construção de 4 fragatas por vez, e de forma ininrerrupta . Não há no país nenhum que se compare a ele. Perguntem a Engepron se ele tem capacidade ou não ? Fica em SUAPE/PE. Até hoje não se sabe porque a Marinha não constrói lá.

Esteves

Encerrou as atividades em 2019.

Esteves

Vão fazer consertos, torres eolicas…devem quase 2,5 bilhões.

Vamos esperar.

Luiz

Este não é o estaleiro que construiu o petroleiro João Cândido que depois de lançado, em 2010, foi recolhido antes que afundasse apresentando soldas defeituosas e tubulações que não se encaixavam, além de um rombo cujas dimensões prenunciavam o desastre iminente?

Esteves

Sim. O estaleiro faliu.

Last edited 6 meses atrás by Esteves
Guilardo Pedrosa.

Eu moro aqui. Estou sabendo que faliu agora. Sabia q estava em RJ porque a PETROBRAS tinha uma encomenda de mais de 16 superpetroleiros, e cancelou os pedidos face à roubalheira que quebrou a estatal. No meu entendimento RJ não é falência, salvo entendimento diferente dos nobres colegas de blog.