sexta-feira, maio 27, 2022

Saab Naval

Marinha Francesa desativa segundo navio de reabastecimento classe ‘Durance’

Destaques

Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

Após 38 anos de serviço, quase 2.300 reabastecimentos no mar e mais de 1 milhão de milhas náuticas navegadas, o navio de comando e reabastecimento – Bâtiment de Commandement et de Ravitaillement (BCR) – Var deixou o serviço ativo em 1 de julho de 2021

O BCR Var retornou a Toulon em junho, após ser desdobrado na missão Clemenceau 21. Durante quatro meses, o navio fez parte do Carrie Strike Group (CSG) liderado pelo porta-aviões Charles de Gaulle. Durante esta missão, realizou mais de 50 reabastecimentos no mar, incluindo o porta-aviões Charles de Gaulle, bem como os navios estrangeiros que participaram na missão.

O BCR Var foi comissionado em 1983. Sua principal missão era fornecer suporte logístico e material aos navios desdobrados: combustível, água, alimentos, munições, medicamentos e peças de reposição. O Var foi o terceiro dos cinco navios-tanque de reabastecimento da classe “Durance”. Por muitos anos foi o navio do Almirante Comandante da Zona Marítima do Oceano Índico (ALINDIEN).

O navio participou de várias missões, incluindo o reabastecimento da força durante a Operação Harmattan na Líbia em 2011, comandando a Força-Tarefa Combinada 150 no Oceano Índico em 2015 e participando da Operação Hamilton na Síria em 2018.

Para suceder aos BCRs, quatro novos navios de reabastecimento – também chamados de navio de abastecimento das Forças, Bâtiment Ravitailleur de Forces (BRF) – serão comissionados entre 2023 e 2029. Esta renovação é necessária para manter a autonomia estratégica da França e permitirá à França conduzir operações a longo prazo. Os BRFs têm maior capacidade de transporte de cargas e combustíveis e proporcionarão missões de apoio e back-up às forças desdobradas.

Sobre os BRF – Bâtiment Ravitailleur de Forces classe Chevallier

A construção do primeiro de quatro novos navios-tanque de reabastecimento para a marinha francesa (Marine Nationale) começou em maio de 2020 no estaleiro Chantiers de l’Atlantique em cooperação com o Naval Group. Os futuros navios serão conhecidos como classe Jacques Chevallier.

O Chantiers de l’Atlantique e Naval Group assinaram um contrato para a construção de quatro embarcações de abastecimento em janeiro de 2019. As embarcações deverão ser entregues entre o final de 2022 e 2029. Faz parte de um programa franco-italiano liderado pela OCCAR (Organização Conjointe de Coopération en matière d’Armement – Organização para a Cooperação Conjunta de Armamento), em nome da agência francesa de aquisições para a defesa (DGA) e do seu homólogo italiano NAVARM. Como tal, o projeto do BRF francês é baseado no LSS (classe Vulcano) da Marinha Italiana projetado pela Fincantieri.

Principais características das embarcações BRF

  • Tonelagem bruta: 28.700 GRT
  • Deslocamento em plena carga: 31.000 toneladas
  • Comprimento total: 194 m
  • Boca total: 27,60 m
  • Acomodações: 190 pessoas (incluindo 130 membros da tripulação e capacidade para 60 passageiros)
  • Porte bruto total: 14.870 toneladas
  • Volume de frete: 13.000 m3
  • Capacidade instalada total: 24 MW
  • Artilharia: canhões de 40 mm
  • Polaris® Combat Management System

FONTE: Naval News

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Recruta

Ótima compra de oportunidade! Manda revitalizar na França e transfere para a Marinha do Brasil.

Fabio Jeffer

Chega de velharia né

Jodreski

Para né…. isso aí é comprar dor de cabeça, vai virar rainha de cais, para cada hora navegada para uns 18 meses no cais para fazer algum reparo.

Marco

Depois do São Paulo, deve-se pensar mil vezes antes de sem comprar algum navio francês.

Guizmo

O G-40 Bahia era francês, e está prestando belos serviços a MB, sem queixas

Marco

Guizmo, como disse deve-se pensar mil vezes e não nunca mais comprar algo dos franceses. No caso do Bahia, concordo com você mas acho que pensaram mais de mil vezes e avaliaram muito bem. Talvez pelo know how adquirido após o fiasco a aquisição da São Paulo. Abs.

Cristiano de Aquino Campos

Fiasco no caso o nosso certo? Afinal quando os franceses nos venderam o São Paulo, avisaram que ele tinha problemas e precisava ser reformado. Nós e que enrolamos, ai quando deu ruim queremos colocar a culpa em quem vendeu.

Mameluco Pernambucano

Após analisar o início da reportagem…
Após 38 anos de serviço, quase 2.300 reabastecimentos no mar e mais de 1 milhão de milhas náuticas navegadas, o navio de comando e reabastecimento – Bâtiment de Commandement et de Ravitaillement (BCR) – Var deixou o serviço ativo em 1 de julho de 2021.”

Penso que não seja uma boa opção essa suposta possibilidade compra de oportunidade, pelos seguintes motivos:

1º que o navio já está com seus 40 anos e
2º porque o Brasil não vive um bom momento de relações diplomáticas com a França.

rui mendes

O navio foi quase dado, tal como o Atlântico, que os Ingleses, praticamente nem o dinheiro do restauro, recuperaram, navios de guerra em bom estado, custam caro.

Flanker

O Bahia dos franceses e o Atlântico dos ingleses, foram compras muito boas. Navios em condições perfeitas de funcionamento. Já o São Paulo já veio com previsão e necessidade de modernização em futuro próximo, o que não foi feito pela MB.

Cristiano de Aquino Campos

A questão não e ser frances e ser velho. Temos que parar de querer viver como como mendigos, vivendo de restos dos outros e dependendo de doações e achar isso normal e bom.

Parabellum

Cabeça de série Durance ainda serve à armada Argentina como ARA Patagonia.

Yuri Dogkove

Cairia como uma luva na MB, considerando que ela adora uma sucata…

Joao Moita Jr

Depois do vexame do Foch (aqui apropriadamente pronunciado Fuck), nunca mais a MB poderia ser permitida em comprar sequer um navio descomissionado da França.

Filipe

A MB vai perder mais uma vez essa oportunidade de comprar uma sucata da Marinha Francesa (igual ao NAE Sao Paulo).

Salomon

Prezado, ainda esão rolando os dados, infelizmente.

ROBERT SMITH

sarcasmos? será? ;º)

MARCELO R

A marinha já tem uma opção para repor o
G 27 Marajó…Só que com muito mais Capacidade de apoio…
É que esses navios são EXCASSOS no mercado de usados hoje…
Com uma reforminha… ele aguenta mais 20 anos…

Dalton

Essa versão francesa do “Vulcano” italiano será ligeiramente maior por conta do “Charles de Gaulle” e futuramente seu substituto, possuir uma Ala Aérea significativamente maior que a do “Cavour”.

Carlos Caminha

Adalto sempre dando uma orelhada, esse projeto do Vulcano sofreu uma alteração recente, procure ver as novas dimensões conforme atualização antes de espalhar o “lanche” no ventilador. tenha um bom dia!!!

2hard4U

A galera não pode ver um pau véio que já quer que a MB compre.

Fabio Jeffer

Kkkkkkkk, boa, tá cheio de fulano que quando aposenta um pau véio por ai já corre dizer que ficaria bem na MB

Marujo

38 anos é demais! Deixa ele para la.

Flanker

Navio para essa função, usado, os ingleses tem bem melhor.

Wellington R. Soares

Eu espero realmente que a MB não faça o que eu estou pensando kkkkk…

Peter Nine Nine

Não vai…
O navio tem 38 anos… a dois de fazer quarenta.

Por outro lado, deste lado do Atlântico digo o mesmo que você, espero que a MP não faça o que eu estou pensando º-º

FERNANDO

KKK
Ótima compra???
O navio tem 38 anos!!!
Até o fusca do meu avó tá mais saudável.

Bardini

Além da idade e o fato de estar um completo bagaço, este navio não tem casco duplo.

Camargoer

Olá a todos. Creio que o navio está no fim de seu ciclo de vida, mas fiquei curioso em saber o custo de construção de um navio novo, como estes navios franceses ou o navio italiano. Alguém sabe o custo?

Esteves

Custo de aquisição? Custo de construção?

Qual margem os estaleiros praticam em um navio desses?

Camargoer

Olá Mk48. Que máquina cara… praticamente o preço de uma FCT.

Leandro Costa

Camargoer, esses navios tem uma importância enorme dentro das Marinhas de primeiro Mundo. São eles que permitem a flexibilização de meios ao redor do Mundo e são recheados de tecnologia, afinal de contas são um tremendo paiol de munições (de todos os tipos) flutuante. Na USN era normal que um oficial que fosse selecionado para comandar um porta-aviões, antes fizesse um ‘tour of duty’ em navios desses antes de assumir o comando do NAe para que pudesse ter noção dos desafios logísticos, bem como o ritmo de abastecimento de um porta-aviões em operação. Não sei se essa prática perdura, talvez… Read more »

Bardini

O emprego do LSS Vulcano vai além das funções comuns, de reabastecer F76, JP5, água, munições, comida ou sobressalentes. Ele poderá ser empregado em missões humanitárias, pois além da questão de transportar itens de ajuda, pode gerar água e energia para instalações em terra. Esse navio pode também atuar como navio hospital NATO Role 2, com capacidade de atender uma brigada, pois possuí salas de cirurgia e leitos de UTI. Ele também conta com acomodações para boa quantidade de pessoal operativo e um sistema de comando e controle, o que proporciona capacidade de comandar operações como as de combate a… Read more »

Leandro Costa

Opa! Obrigado pela info, Bardini. Parecem ter levado o projeto ao próximo nível (ou níveis), e flexibilizaram bastante a plataforma.

Só me lembro de ter visto navio de guerra gerando energia uma única vez, quando o USS Lexington gerou um terço da energia de Tacoma durante um mês durante uma crise hídrica fez o sistema de geração de energia deles entrar em colapso, lá por Dezembro de 1929.

Vou acompanhar esse navio mais de perto.

Dalton

Oi Leandro. Comandantes de NAes devem antes comandar um navio de grande calado ou “deep draft ship” e pelas biografias resumidas que tenho lido sobre a posse de comandantes, ultimamente, eles tem comandado um “LPD” da classe San Antonio antes. . Pelo menos antes dos navios logísticos passarem para à administração do “MSC” na década passada alguns comandantes de NAes comandaram antes navios logísticos, principalmente aqueles enormes e velozes das classes Sacramento e Supply transportando combustível e carga seca/munição,mas enquanto os da classe Sacramento já foram retirados de serviço quase 20 anos atrás, dois relativamente novos da classe Supply foram… Read more »

Leandro Costa

Obrigado por esclarecer, Dalton. Sabia que poderia ajudar ehehheeh.

Eu estava me baseando também em uma biografia, salvo engano a do Alte. James (ou Bruce?) Holloway em ‘Aicraft Carriers at War.’ Primeiro CO do Enterprise (CVAN-65) se não me engano também.

Para aviadores navais, mesmo que tenham estudado navegação em Anápolis, o contato com esses navios lhes dá a prática de manobra naval, etc.

Camargoer

Olá Mk48. Entendi. Obrigado. Estimativas ajudam a gente a avaliar o tamanho do desafio.

Salomon

Em nome do Senhor! Que o Brasil não compre essa sucata de quase 40 anos. A não $er que exista pre$$ão.

Leandro Costa

São Longuinho, São Longuinho, se a Marinha do Brasil recusar essa sucata, eu dou três pulinhos!

BK117

Ai quando chegar aqui tá cheio de amianto e tem que esperar 20 anos pra vender pra Turquia pq não pode afundar kkkkkkk

Jodreski

Há muito tempo atrás… eu havia proposto um novo fim ao A-12, rebocá-lo até aguas Argentinas e deixa-lo lá… vai quer algum almirante hermano animasse em adotá-lo. Ai a gente passaria essa bucha à outra nação!

Guacamole

Pelo amor de Deus moço.
Deleta essa notícia antes que o Almirantado veja.

Foragido da KGB

O MANSUP ainda respira por aparelhos ???

Cadillac

“Se eu não vi então foi cancelado” é isso?

Foragido da KGB

Ok, prezado torpedo pesado. Ficamos no aguardo…

Snake

O comandante da marinha confirmou o mansup como o míssil a ser usado nas FCT, então….

Mauricio Pacheco

Dá um tapa na pintura e manda pra cá! kkkkkkkkkkkk

Piassarollo

Só a título de informação, a Armada Argentina opera um navio desta classe, exatamente o líder Durance. Transferido à Argentina já com seus 22 anos de uso, e já está na Armada à pelo menos outros 22 anos. Somado aos dois anos que ficou na reserva da Marinha francesa, já está com seus 46 anos.

Piassarollo

Complementando, o ex Durance hoje é o ARA Patagonia na Armada Argentina.

Piassarollo

Na matéria fala que é o segundo navio classe Durance a ser desativado, mas na verdade é o terceiro de cinco construídos. Restando dois na ativa.

Fabio Araujo

38 anos de serviço já deu o que tinha que dar, agora deve ir para virar sucata!

Marcelo

A marinha do brasil esta esperando os ingles (wave ) e os americanos (classe Henry) colocar a disposição para aquisição !!!!
É o que vai tar no mercado de navios usados menos surrados !!!
Aguarda novos capítulos !!!

Dalton

Os “Henry” terão 35 anos ou mais de muito uso. Feliz da marinha chilena que adquiriu um com menos de 10 anos de uso que passou para a reserva por conta do fim da guerra fria,
permanecendo nela mais de 10 anos e ainda em ótimas condições.

Kemen

38 anos só de serviço? Quase novo, compra, compra… kkkkkkkk

Jodreski

Olha…. não fala isso pq os navios da MB vão ficar com ciúmes, eles se questionarão: poxa com tanta sucata aqui foram logo importar essa?

Burgos

Significado de Haters O que são Haters: Haters é uma palavra de origem inglesa e que significa “os que odeiam” ou “odiadores” na tradução literal para a língua portuguesa. O termo hater é bastante utilizado na internet para classificar algumas pessoas que praticam “bullying virtual” ou “cyber bullying”. Basicamente, o hater é uma pessoa que simplesmente não está feliz ou satisfeito com o êxito, conquista ou felicidade de outra pessoa. Assim sendo, preferem “atacar” e “criticar” o indivíduo, expondo-o situações comprometedoras publicamente sobre essa pessoa, ou desvalorizando as ações e vitórias do “alvo”. O hater pratica o ato de odiar… Read more »

Gerson

Usados só da Inglaterra!

angelo bigalli

Opa, sucata de ocasião p nossa marinha sucateada….vamos às compras…..

Coronel James Braddock

Esta compra é fundamental para a marinha do Brasil.

Last edited 10 meses atrás by Coronel James Braddock
Carlos Eduardo

Ai ai, vi nos comentários alguns falando em compra pelo Brasil (uma possibilidade). Na minha opinião, se a MB seguisse esse caminho, então caros colegas, seria mais um tiro no pé. Reconheço a utilidade e a necessidade de um navio deste tipo, mas isso, para forças que tem capacidade e necessidade de deslocamento, muito diferente da nossa situação. Se mal conseguimos patrulhar nossas aguas costeiras, de que adianta um navio para auxiliar num grupo que operaria longe de nossas aguas? Sei que alguns argumentariam necessidade de manutenção e doutrina, mas diante da nossa situação, praticamente, beira o ridículo tal alegação.… Read more »

angelo

Se comprarmos mas uma sucata poderemos formar a ( BAIA DE GUANABARA STRIKE GROUP ).

angelo

Se um novo custa 400 milhões de dólares divididos por 40 quarenta anos de serviço , 10 milhões por ano de custo de aquisição pelo muito que ele faz umas duas unidades na MB seria muito bom , o problema é a falta de investimento continuo não entendo de construção naval mas pelo que acompanho dos comentários dos colegas uma embarcação leva de 1,5 anos a 3,5 em média pra construir se tivéssemos uma construção continua quando terminarmos de fazer o último pedido da MB já teria de substituir o primeiro com construção e geração de emprego continua. Mas dada… Read more »

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